"The most notorious ill-fortune must in the end yeld to the untiring courage of philosophy - as the most stubborn city to the ceaseless vigilance of an enemy."
Edgar Allan Poe, Loss of Breath in Tales of Mistery and Imagination
sábado, fevereiro 28, 2004
sexta-feira, fevereiro 27, 2004
Exercício mensal de vacuidade e superficialidade
Hoje foi dia de debate mensal na Assembleia da República e a esse propósito aqui ficam uma recordação, uma dúvida e uma certeza.
Uma recordação. Lembrei-me dos tempos do Ensino Secundário, em particular das aulas de Literatura Portuguesa da excelentíssima Drª Maria de Deus e do dia em que me fez entender essa maravilhosa figura de estilo que é a hipérbole. Debate?! Lá mensal é, agora debate... Para haver debate, diz-se que, são precisas ideias, convicções, argumentos. Nada disso passou pelo parlamento hoje. Chamar debate ao que aconteceu hoje na AR é um descomunal exagero da realidade.
Uma dúvida. Segundo uns, o país está no bom caminho (embora não tenham explicado que caminho é esse ou aonde nos leva, ainda que tenha cá umas suspeitas...); segundo outros, o país está no caminho errado (embora também não tenha ficado elucidado relativamente ao que estes pensam ser o melhor, dito alternativo, caminho). E o pior é que quer uns quer outros se basearam em números e mais números, estatísticas e mais estatísticas, indicadores económicos e mais indicadores económicos. A minha dúvida é tão somente esta: não andará para ali muita gente a precisar de um bom GPS (vá lá, de um bom mapa das estradas ao menos) para se orientar nestes caminhos que o país trilha? E já agora de um bom veículo todo-o-terreno. É que bons ou maus, estes caminhos não se parecem nada com auto-estradas. Serão caminhos de cabras, talvez?
Uma certeza. A única pessoa que teve palavras ponderadas e acertadas foi o presidente da AR, João Bosco Mota Amaral. O açoreano fartou-se de repetir as mesmas duas frases mas ninguém pareceu dar-lhe ouvidos: "Senhor primeiro-ministro, o seu tempou esgotou-se" e "Senhor deputado, o seu tempo esgotou-se." Creio bem que o tempo de todos estes senhores - governo, partidos da coligação e partidos da oposição - se esgotou.
Uma recordação. Lembrei-me dos tempos do Ensino Secundário, em particular das aulas de Literatura Portuguesa da excelentíssima Drª Maria de Deus e do dia em que me fez entender essa maravilhosa figura de estilo que é a hipérbole. Debate?! Lá mensal é, agora debate... Para haver debate, diz-se que, são precisas ideias, convicções, argumentos. Nada disso passou pelo parlamento hoje. Chamar debate ao que aconteceu hoje na AR é um descomunal exagero da realidade.
Uma dúvida. Segundo uns, o país está no bom caminho (embora não tenham explicado que caminho é esse ou aonde nos leva, ainda que tenha cá umas suspeitas...); segundo outros, o país está no caminho errado (embora também não tenha ficado elucidado relativamente ao que estes pensam ser o melhor, dito alternativo, caminho). E o pior é que quer uns quer outros se basearam em números e mais números, estatísticas e mais estatísticas, indicadores económicos e mais indicadores económicos. A minha dúvida é tão somente esta: não andará para ali muita gente a precisar de um bom GPS (vá lá, de um bom mapa das estradas ao menos) para se orientar nestes caminhos que o país trilha? E já agora de um bom veículo todo-o-terreno. É que bons ou maus, estes caminhos não se parecem nada com auto-estradas. Serão caminhos de cabras, talvez?
Uma certeza. A única pessoa que teve palavras ponderadas e acertadas foi o presidente da AR, João Bosco Mota Amaral. O açoreano fartou-se de repetir as mesmas duas frases mas ninguém pareceu dar-lhe ouvidos: "Senhor primeiro-ministro, o seu tempou esgotou-se" e "Senhor deputado, o seu tempo esgotou-se." Creio bem que o tempo de todos estes senhores - governo, partidos da coligação e partidos da oposição - se esgotou.
quarta-feira, fevereiro 25, 2004
Coincidências
A propósito do post aqui em baixo, acaba de me ocorrer um pensamento muito estranho. Qual é o país que vai receber o próximo campeonato europeu de futebol? Portugal. E onde decorreu o anterior campeonato? Na Holanda e na Bélgica. Quais são os países mais caros da Europa para fazer compras? Portugal, Holanda e Bélgica. Conclusão: Portugal é dos países mais evoluídos da Europa (logo, do mundo!), com a vantagem de termos maiores e melhores e mais bonitos e mais caros estádios que a Holanda e Bélgica...
Na cabeça da Europa
Segundo a TSF tem vindo a divulgar ao longo do dia de hoje, a PRO TESTE, revista da DECO, vai publicar um estudo comparativo de preços em 13 países europeus no qual conclui que Portugal é o terceiro país mais caro para fazer compras. À nossa frente apenas a Holanda e a Bélgica. Os mais baratos são a Alemanha e a Espanha (sempre os malandros dos espanhóis...). Sem comentários...
segunda-feira, fevereiro 23, 2004
Adeus à carne
Constou-me que a administração norte-americana considera seriamente a hipótese de invadir e ocupar o Brasil. Rumsfeld e companhia já incluiram o Brasil no infame eixo do mal e os argumentos são imbatíveis: o Brasil, para além ter como presidente um ex-sindicalista (logo perigoso comunista), é um verdadeiro ninho de imoralidade e depravação onde as mulheres se passeiam pelas ruas com os seios (e não só) desnudos. Rumsfeld acha que um país habitado por desavergonhadas Janet Jacksons deve ser imediatamente invadido e moralizado.
Grotesco
As televisões, portuguesas ou não, têm um especial apetite pela exibição do grotesco transformando-se por vezes em verdadeiros freak shows. Nesta época do ano, um dos clássicos do grotesco nacional acontece na Madeira e tem como personagem principal o senhor que há demasiado tempo lidera o governo regional. Este ano a criatura despiu a máscara de governante e assumiu a do navegador português (português e não madeirense, note-se) que descobriu a Madeira. Pobre Zarco.
sábado, fevereiro 21, 2004
É de facto surpreendente...
Um senhor que pretende mudar-se de armas e bagagens para um palácio ali para os lados do Mosteiro dos Jerónimos (e não muito longe do estádio do Restelo... Brioooosa!), ficou muito admirado com as reacções aos seus planos de vida. Acha o senhor que houve muita gente "completamente descontrolada" e de "cabeça perdida" só porque resolveu publicitar as suas intenções.
"Nunca pensei...", disse o homem. Esse poderá ser exactamente o problema.
"Nunca pensei...", disse o homem. Esse poderá ser exactamente o problema.
Pastéis de Belém
Acabam de me dizer que a Briosa despachou o Belenenses, no Restelo (!), com cinco pastéis sem resposta. O fim de semana está a correr bem.
sexta-feira, fevereiro 20, 2004
Ora bolas
Estavamos nós nesta enorme expectativa para isto!? O homem deve estar muito contente, talvez por causa disto...
O Apocalypse, agora como em 1979
And now for something completely... irrelevant
Um prolixo comentador politico de uma conhecida televisão privada fez saber esta semana que não se importa nada de ser o "saco de pancada" de um ex-ministro da Cultura, desde que isso sirva para proteger um antigo ministro das Finanças de Sá Carneiro. Ao que consta, o tal ex-ministro da Cultura (e profundo estudioso da obra de Chopin) quer ser candidato a presidente da República e o ex-ministro das Finanças (e profundo apreciador de bolo-rei) também não enjeita a possibilidade se candidatar ao lugar. Entretanto, um outro comentador politico (famoso pelas revoltas melenas e saudosistas barbas) chamou "gladiador" ao ex-ministro da Cultura. E pensar que todas estas figuras são filiadas no mesmo partido politico...
Estamos todos muito curiosos
O nosso homem convocou uma conferência de imprensa para as 13h30 e não se sabe o que o ele tem para comunicar ao bom povo português. A curiosidade é imensa. Aceitam-se apostas.
Um manicómio em auto-gestão
António Marinho Pinto descreveu o sistema judicial português como "um manicómio em auto-gestão". Assim mesmo, durante o Fórum de hoje da TSF dedicado à libertação e imediata prisão de um ex-dirigente desportivo acontecidas ontem. Esse advogado, conhecido pelas posições criticas face ao nosso (?) sistema de Justiça, chamou ainda atenção para o facto de as pessoas (leia-se comunicação social, por exemplo) apenas se escandalizarem com estes abusos dos nossos (?) juízes quando estão em causa figuras públicas, sejam elas apresentadores de televisão, embaixadores, deputados ou ex-dirigentes desportivos. É a velha história do mexilhão e da rocha: quando é aquele que se lixa quando o mar bate nesta, todos assobiam(os) para o lado.
segunda-feira, fevereiro 16, 2004
Desculpas
A Alemanha vai proibir mais de 4 mil adeptos de se deslocarem a Portugal por alturas do Euro 2004. A desculpa (esfarrapada) é que esses adeptos são violentos hooligans, mas cá para mim os tipos têm é medo das claques portuguesas. E dos senhores que dirigem o futebol lusitano. Ah, pois é!
Temas quentes da actualidade
As eleições presidenciais, que são só daqui a dois anos, andam a deixar muita gente de cabeça perdida, principalmente na ala direita do nosso espectro politico. Há um presidente de uma câmara municipal que se disponibilza para ser candidato, há um ex-primeiro ministro que não avança, há um ministro que diz que ainda é cedo para se debater o assunto, há um comentador poltico que também tem umas ideias sobre a questão... Enfim, divertimentos da classe politica nacional. O resto do país quer mesmo é saber se o Mourinho sempre rasgou a camisola do Rui Jorge e se a nova amizade entre Luís Filipe Vieira e Dias da Cunha resiste até ao próximo embate entre os respectivos clubes.
Emigrar poderá ser uma hipótese a considerar.
Emigrar poderá ser uma hipótese a considerar.
O dia depois do clássico
Num jogo com 25 minutos iniciais alucinantes (3 golos), o Barcelona acabou por derrotar o Atlético de Madrid por 3 - 1. Marcaram Saviola (10'), Ronaldinho (25', grande golo) e Luis Garcia (44') pelos da cidade condal e Nikolaidis (22') pelos da capital.
domingo, fevereiro 15, 2004
Futebol de primeira
Hoje disputa-se um jogo de futebol daqueles que os nossos jornalistas desportivos gostam de designar como "clássico". Apesar do futebol nada deslumbrante que ambas as equipas praticam actualmente, um encontro destes é sempre emotivo e de desfecho imprevisível (oops... começo a soar a comentador desportivo!). Não sendo adepto de nenhum dos clubes, o resultado deste jogo é-me relativamente indiferente. Contudo, e confessando alguma simpatia pelo Atletico de Madrid (o Futre jogou lá...), espero que o Barcelona saia vitorioso (o Cruyff jogou lá...).
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