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quarta-feira, fevereiro 17, 2010

No parlamento...

... português, à falta de melhor assunto, discute-se o "exercício da liberdade de expressão em Portugal". Pessoalmente acho um desperdício de tempo, mas, lá está, eu não sou deputado da nação e não me cabe a mim decidir sobre as prioridades do parlamento.
Não duvido que o primeiro ministro, ele próprio ou por interpostas pessoas ou empresas, tenha tentado condicionar, manipular e, até, silenciar certos jornalistas ou meios de comunicação social e que, por isso mesmo, deve ser politicamente julgado.
Tenho poucas dúvidas que haja indícios de ilícitos criminais em todos os últimos casos que têm surgido envolvendo o nome do primeiro ministro e/ou de pessoas que lhe são muito próximas. A justiça, bem ou mal mas de certeza lentamente, deliberará sobre tais alegados indícios.
Do mesmo modo, não tenho dúvidas que em Portugal há liberdade de expressão. Por isso não entendo as prioridades do parlamento português.

sexta-feira, janeiro 08, 2010

Há uns meses...

... uma professora de Espinho teve, aparentemente, conversas impróprias com os/as seus/suas alunos/as. Os pais mandaram os/as filhos/as fazer gravações das aulas com os seus telemóveis para confirmarem as suas suspeitas. As gravações foram parar aos meios de comunicação social, a começar pelas sempre ávidas televisões, e todos pudemos ouvir uns excertos das tais conversas. Agora a tal professora foi condenada pela DREN [Direcção-Geral de Educação do Norte] a 180 dias de suspensão.
Um pequeno pormenor: a utilização de telemóveis é proibida nas salas de aula e a gravação de aulas é também proibida.

Hoje...

... o governo já conseguiu chegar a acordo com os sindicatos de professores e fazer aprovar o casamento entre pessoas do mesmo sexo [vedando, porém, a esses novos casais a possibilidade de se candidatarem à adopção de crianças].
Agora, se fazem o favor, tratem do desenvolvimento do país.

Isabel Alçada...

... conseguiu em cerca de 4 meses o que Maria de Lurdes Rodrigues não conseguiu em mais de 4 anos; um acordo com os sindicatos de professores [não com todos, mas com boa parte deles]. Amanhã ouviremos o engenheiro Sócrates tentar recolher louros deste acordo. O mesmo engenheiro Sócrates que sempre apoiou Maria de Lurdes Rodrigues.

quarta-feira, dezembro 30, 2009

Um país...

... que não sai do papel. E quando ocasionalmente sai nunca é por muito tempo.

terça-feira, dezembro 22, 2009

O projecto...

... que ia salvar a agricultura no Alentejo vai servir para regar um megaprojecto turístico que integrará vários hoteis, de luxo, e alguns campos de golf. Trata-se de um PIN (projecto de Potencial Interesse Nacional), claro. O que vai produzir? Nada.

terça-feira, junho 03, 2008

Portugal e futebol

Ponto prévio: gosto de futebol, sou adepto - não sócio - de um clube e gosto da selecção nacional de futebol [mesmo quando é orientada por pessoas como Madaíl e Scolari e mesmo quando não estão lá jogadores que gostaria de lá ver].

No momento que Portugal vive, o melhor que podia acontecer no campeonato europeu de futebol que começa no próximo sábado era a selecção nacional nem sequer passar da primeira fase [idealmente nem se teria apurado]. Irrita-me profundamente esta pseudo-euforia em torno de uma equipa de futebol e ainda me espanto com a cegueira de um povo que tudo ignora apenas porque uma equipa de futebol triunfa. E, actualmente, o pior que podemos fazer é ignorar a realidade em que vivemos e que nenhuma vitória, ou boa classificação, irá alterar.

sábado, abril 12, 2008

Às arrecuas

A senhora diz que não, que foi um entendimento. Os sindicatos acham também que foi um entendimento. A mim parece-me um recuo e em quase toda a linha. Tem sido, ultimamente, a grande estratégia governativa - recuar. Das duas uma: ou os nossos governantes estavam errados antes, ou estão errados agora.

sexta-feira, março 07, 2008

Portugal

Estou, continuo, profundamente desiludido com este país e com quem nos dirige [costumo referir-me a eles, em privado, como "esta corja que nos dirige"].
Estou, além de desiludido, envergonhado com a qualidade desta gente ["corja que nos dirige", em privado] que se acha no direito de por e dispor da vida dos cidadãos e de nos tratar como se tivessemos menos direitos apenas porque não pertencemos à "elite iluminada" [a "corja que nos dirige", em privado] que dirige este triste país.
Estou, além de desiludido e envergonhado, revoltado. Revoltado e muito zangado. E não devo ser o único. Isto é tudo menos uma democracia e um destes dias acontece-nos uma desgraça qualquer.

Segurança [2]

O governador cívil do distrito de Santarém é de Ourém [que antigamente era Vila Nova e agora é só Ourém]. Coincidências.

Sgurança

Democracia, dizem eles. Com PSP nas escolas. Como há uns meses numa delegação sindical. Ou como nos tempos do senhor de Santa Comba.

sexta-feira, janeiro 18, 2008

Uma história exemplar [3]

Paulo Teixeira Pinto sai do BCP com reforma milionária. Extraordinário: ainda há quem se espante.

terça-feira, janeiro 15, 2008

Uma história exemplar [2]

Seria bom que os portugueses "lessem" a história exemplar da luta pelo poder no BCP. Perceberiam, muito provavelmente, muitas das razões do atraso deste país.

Uma história exemplar

Santos Ferreira, ex-big boss da Caixa Geral de Depósitos, é o novo big boss do BCP. Conseguiu 97 vírgula não sei quantos por cento dos votos.
Toda esta história que hoje chega ao fim - chegará? - é exemplar de um modo tristemente português de "fazer negócios". E de "fazer política", também. Uma história que é, além de exemplar, uma vergonha. Do princípio ao fim.

terça-feira, novembro 27, 2007

A prioridade deles são as pessoas [dizem eles]

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Hoje tive que ir ao Porto. Optei pelo automóvel e pela A1.
Na viagem até lá, entre o nó de Torres Novas e a saída nos Carvalhos, havia obras em sete ou oito locais, algumas das quais pequenas obras de manutenção que a lógica mandaria fazer durante a noite quando o volume de tráfego é substancialmente menor.
No regresso dei-me ao trabalho de contabilizar os quilómetros de estrada em obras: cerca de 26 [e já não apanhei as pequenas obras de manutenção, as tais que seria muito mais lógico fazer à noite]. Terei apanhado, portanto, para cima de 50 kms de obras nos dois trajectos.
Um dos troços encontra-se em obras há vários meses [desde a sua conclusão, terá havido um dia sem obras em toda a extensão da A1?...].
A sinalização de todas as obras pelas quais passei era, como é normal, defeituosa e, em grande medida, perigosa para quem circula. À noite a situação agrava-se com a muito deficiente iluminação.
Custo total das portagens: €26,60. Sem direito a desconto.

terça-feira, novembro 13, 2007

Cidadãos de primeira, cidadãos de segunda

Fernando Ruas, presidente aparentemente vitalício da câmara de Viseu excedeu, em muito, o limite de velocidade numa avenida da sua cidade. A policia estava lá e registou a infracção. Só que também lá estava o governador civil de Viseu e, dois dedos de conversa depois, Ruas foi à sua vidinha sem problemas de maior.
O que é estranho nesta história é que ainda há quem se espante. Em Portugal a lei é só uma mas a a sua aplicação varia consoante o cidadão que é apanhado em infracção. Sempre assim foi. Porque haveríamos de mudar agora?

No comment

RTP quer despedir José Rodrigues dos Santos por justa causa.

sexta-feira, setembro 14, 2007

O que eu gostava de saber

Terá havido uma transfusão de portugueses? É que há uns meses, praticamente só havia por cá amantes de Scolari. De repente só vejo por aí gente que o detesta e que jura a pés juntos nunca ter gostado da personagem.