A descida à Segunda Divisão [qual Liga de Honra, qual porra] de Belenenses e Vitória de Guimarães provocou um alarido ensurdecedor na comunicação social [e em Guimarães]. A mim não me comovem. Em Guimarães, desde que Pimenta Machado deixou a presidência que nada corre bem e esta época foi o descalabro total. É uma descida incompreensível: um bom estádio, boas condições de treino, adeptos ferverosos [que não são adeptos do SLB e do Vitória ou do SCP e do Vitória ou do FCP e do Vitíoria - eles são em primeiro lugar adeptos do Vitória] e alguns jogadores bem acima do razoável. Ao Belenenses e a José Couceiro apetece-me dizer: é bem feito! Quem vos mandou ir a Barcelos jogar para o empate com uma equipa que precisava de vencer para não descer. Como é possível alguém dizer-se treinador de futebol e ainda não ter entendido que quem joga para o empate, regra geral, perde? Será Couceiro realmente o incompetente que os adeptos do FCP descrevem?
sexta-feira, maio 12, 2006
Bolas para a bancada
O campeonato acabou, o FCP foi campeão. E por falar em FCP, Lucho Gonzales foi o que de melhor vi a pisar um relvado português este ano [ele e João Moutinho e Ricardo Quaresma e pouco mais]. O homem é bom, muito bom. O FCP merece ser campeão, claro. Aliás, o FCP só não acabou o campeonato com uns 15 ou 20 pontos de avanço porque o incompreendido [ontem insultado e hoje aclamado, mas incompreendido] Co Adriaanse tudo fez para manter a luta pelo título e a emoção acesas até quase ao fim. Assim se explicam alguns dos alegados erros de Adriaanse. Estava tudo muito bem pensado. Este fim de semana, há Taça e pode até acontecer que o Vitórrria [o de Setúbal] faça ao FCP o que fez ao SLB em 2005.
E por falar em SLB, Koeman conseguiu finalmente ir-se embora. Tal como o compatriota Adriaanse, Koeman não é o estúpido incompetente que se pensa. O homem chegou, viu e percebeu o buraco onde se tinha vindo enfiar e tudo fez para ser corrido [estupidez seria sair pelo seu príoprio pé e perder um ano de ordenados]. V&V [Luís Filipe e José] não foram na conversa, embalados pelo sonho da Champions League [mais uma prova da inteligência de Koeman: foi-se queimando cá dentro, mas lá fora continua com a reputação intacta graças à carreira do SLB na Champions].
E por falar em Champions, o SCP vai lá estar na próxima época com Paulo Bento "ao leme" [gosto destas expressões à "comentador desportivo"]. Bento substituiu o simpático José Peseiro, que começou a época no SCP e que acabou corrido essencialmente porque o grupo de jogadores a SAD do SCP chamava "plantel" não estava para o aturar. Bento chegou, viu, levantou a voz e deu uns murros na mesa [ou nos cacifos do balneário ou lá o que foi] e transformou um bando de apáticos molengões em vice-campeões nacionais [isto depois de despachar para outras paragens alguns elementos mais renitentes - um tal Beto, por exemplo]. Em pouco tempo, Bento construiu um plantel, começou a ganhar jogos e só não foi campeão porque, enfim, Adriaanse não estava para isso.
E por falar em Adriaanse, novamente. Note-se que o homem não ganhou nenhum dos jogos entre os três grandes [perdeu duas vezes com o SLB, empatou nas Antas com o SCP] a não ser aquele que realmente importava e que acabou por decidir o título [com o SCP em Alvalade]. Um mestre, este holandês.
E por falar em SLB, Koeman conseguiu finalmente ir-se embora. Tal como o compatriota Adriaanse, Koeman não é o estúpido incompetente que se pensa. O homem chegou, viu e percebeu o buraco onde se tinha vindo enfiar e tudo fez para ser corrido [estupidez seria sair pelo seu príoprio pé e perder um ano de ordenados]. V&V [Luís Filipe e José] não foram na conversa, embalados pelo sonho da Champions League [mais uma prova da inteligência de Koeman: foi-se queimando cá dentro, mas lá fora continua com a reputação intacta graças à carreira do SLB na Champions].
E por falar em Champions, o SCP vai lá estar na próxima época com Paulo Bento "ao leme" [gosto destas expressões à "comentador desportivo"]. Bento substituiu o simpático José Peseiro, que começou a época no SCP e que acabou corrido essencialmente porque o grupo de jogadores a SAD do SCP chamava "plantel" não estava para o aturar. Bento chegou, viu, levantou a voz e deu uns murros na mesa [ou nos cacifos do balneário ou lá o que foi] e transformou um bando de apáticos molengões em vice-campeões nacionais [isto depois de despachar para outras paragens alguns elementos mais renitentes - um tal Beto, por exemplo]. Em pouco tempo, Bento construiu um plantel, começou a ganhar jogos e só não foi campeão porque, enfim, Adriaanse não estava para isso.
E por falar em Adriaanse, novamente. Note-se que o homem não ganhou nenhum dos jogos entre os três grandes [perdeu duas vezes com o SLB, empatou nas Antas com o SCP] a não ser aquele que realmente importava e que acabou por decidir o título [com o SCP em Alvalade]. Um mestre, este holandês.
quinta-feira, maio 11, 2006
À nossa saúde!
1. A Câmara Municipal de Cinfães vai dar casa, mobilada e isenta de renda, aos médicos que para ali queiram ir exercer a sua profissão. Não sei exactamente que pensar desta "oferta". Se por um lado acho louvável que a autarquia de Cinfães zele pela saúde dos seus munícipes, por outro faz-me uma certa confusão que o Estado não faça com os médicos o que faz, por exemplo, com professores que queiram exercer o seu ofício, obrigando-os a ir para onde fazem falta. Business as usual em Portugal: uns comem da gamela, outros comem [os restos] do chão.
2. O país - real, dizem-me - tem andado revoltado com o fecho anunciado de várias maternidades [ou, melhor dizendo, salas de parto]. Tenho ouvido e lido opiniões vindas de todo o lado, emitidas por toda a gente. Têm-me chegado principalmente opiniões de quem pouco ou nada entende de saúde pública. Os argumentos são os do costume [as "razões economicistas", o "desenvolvimento local"] e absurdos como de costume ["sou de Alguidar Quebrado e quero ter o meu filho em Alguidar Quebrado! Não quero que ele nasça em Alguidares do Monte"]. Das poucas opiniões que ouvi e que tenho em conta [de pessoas que trabalham na área da saúde - médicos e enfermeiros, por exemplo...], todas se têm mostrado favoráveis à extinção de praticamente todas essas salas de parto. Por algum estranho motivo, inclino-me a aceitar os argumentos de médicos e enfermeiros em vez das razões de autarcas e "forças vivas" locais...
Entretanto, chegou-me aos ouvidos que há um estudo qualquer que prova que algumas das salas de parto a encerrar [o governo invoca razões de segurança] apresentam taxas de mortalidade inferiores a serviços de maternidade como o do Hospital de São João do Porto ou a Maternidade Alfredo da Costa em Lisboa, por exemplo. Não questiono a validade e correcção desse estudo. Porém, vozes avisadas alertam-me para uma minudência: serviços de maternidade mais pequenos, com menos funcionários e pior equipamento enviam todo e qualquer caso de gravidez problemática ou de risco para os serviços maiores [São João, Alfredo da Costa...]. Naturalmente, alguns desses casos acabam por ter desfechos infelizes. Quantos mais desfechos infelizes não haveria se não fossem enviados para o São João ou a Alfredo da Costa?
Finalmente [e em letrinha pequenina porque o argumentos absurdos não merecem destaque], uma nota a propósito do argumento do "desenvolvimento local". Moro em Tomar. Em Tomar há hospital mas não há maternidade. Em Torres Novas também há hospital e também não há maternidade. Em Abrantes há hospital e maternidade. Há vários anos que o serviço de maternidade destes três hospitais foi concentrado em Abrantes. Torres Novas é a cidade que mais se tem desenvolvido nos últimos anos. Tomar continua a definhar e Abrantes não anda nem desanda.
2. O país - real, dizem-me - tem andado revoltado com o fecho anunciado de várias maternidades [ou, melhor dizendo, salas de parto]. Tenho ouvido e lido opiniões vindas de todo o lado, emitidas por toda a gente. Têm-me chegado principalmente opiniões de quem pouco ou nada entende de saúde pública. Os argumentos são os do costume [as "razões economicistas", o "desenvolvimento local"] e absurdos como de costume ["sou de Alguidar Quebrado e quero ter o meu filho em Alguidar Quebrado! Não quero que ele nasça em Alguidares do Monte"]. Das poucas opiniões que ouvi e que tenho em conta [de pessoas que trabalham na área da saúde - médicos e enfermeiros, por exemplo...], todas se têm mostrado favoráveis à extinção de praticamente todas essas salas de parto. Por algum estranho motivo, inclino-me a aceitar os argumentos de médicos e enfermeiros em vez das razões de autarcas e "forças vivas" locais...
Entretanto, chegou-me aos ouvidos que há um estudo qualquer que prova que algumas das salas de parto a encerrar [o governo invoca razões de segurança] apresentam taxas de mortalidade inferiores a serviços de maternidade como o do Hospital de São João do Porto ou a Maternidade Alfredo da Costa em Lisboa, por exemplo. Não questiono a validade e correcção desse estudo. Porém, vozes avisadas alertam-me para uma minudência: serviços de maternidade mais pequenos, com menos funcionários e pior equipamento enviam todo e qualquer caso de gravidez problemática ou de risco para os serviços maiores [São João, Alfredo da Costa...]. Naturalmente, alguns desses casos acabam por ter desfechos infelizes. Quantos mais desfechos infelizes não haveria se não fossem enviados para o São João ou a Alfredo da Costa?
Finalmente [e em letrinha pequenina porque o argumentos absurdos não merecem destaque], uma nota a propósito do argumento do "desenvolvimento local". Moro em Tomar. Em Tomar há hospital mas não há maternidade. Em Torres Novas também há hospital e também não há maternidade. Em Abrantes há hospital e maternidade. Há vários anos que o serviço de maternidade destes três hospitais foi concentrado em Abrantes. Torres Novas é a cidade que mais se tem desenvolvido nos últimos anos. Tomar continua a definhar e Abrantes não anda nem desanda.
Entretanto...
... uma imagem do fim de semana passado entre Braga e Porto [por força do "passeio" que o meu outro blog andar a dar por aí]. Foi um fim de semana muito agradável, muito por força da hospitalidade de uma série de gente que simpaticamente me acolheu de braços abertos [mesmo pessoas que não conhecia de lado nenhum...].
Mais imagens do fim de semana a norte aqui.
sexta-feira, maio 05, 2006
Sair
Este fim de semana levo o meu outro blog a passear. Vamos a Braga, logo à noite, e a Porto, amanhã. Apareçam [no Insólito, em Braga, e no Espaço Artes Múltiplas no Porto].
quarta-feira, maio 03, 2006
Preguiça
Como milhares de portugueses, no passado fim de semana "fui-me embora", mas, ao contrário de quase todos, não fui para a praia. Foram três dias de preguiça e descanso e o mais próximo que estive da praia foi no castelo de Sesimbra. Além da visita ao castelo de Sesimbra, fica-me ainda deste fim de semana, a leitura nas esplanadas de Alcácer do Sal, a travessia da Arrábida, a salada de polvo em Grândola e o magnífico arroz de tamboril num dos segredos gastronómicos mais bem guardados de Portugal [e não será por mim que esse segredo será desvendado]. Entre outras coisas.
sexta-feira, abril 28, 2006
quinta-feira, abril 27, 2006
quarta-feira, abril 26, 2006
Futebol de dampeões
O Arsenal já lá está. Falta o Barcelona confirmar a presença.
De referir que Costacurta, defesa central de 40 anos, vai ser titular no AC Milan. Extraordinário.
[Update: o Barcelona confirmou]
De referir que Costacurta, defesa central de 40 anos, vai ser titular no AC Milan. Extraordinário.
[Update: o Barcelona confirmou]
terça-feira, abril 25, 2006
segunda-feira, abril 24, 2006
quarta-feira, abril 19, 2006
Pela persistência da memória
Nuno Guerreiro lançou na sua Rua [da Judiaria, claro] a ideia e muitos a subscreveram. Acender uma vela por aqueles que há 500 anos foram assassinados em Lisboa por multidões em fúria. Apenas porque eram Judeus.
Na impossibilidade de ir a Lisboa, e adoptando ideia de FJV, acendo uma aqui neste canto. Para que não se apague a memória.
Na impossibilidade de ir a Lisboa, e adoptando ideia de FJV, acendo uma aqui neste canto. Para que não se apague a memória.
Aquela merda é só um casino, porra!
Nas poucas vezes que hoje olhei para um écran de têvê - durante noticiários - apanhei sempre com directos do Parque das Nações. Hoje é inaugurado um casino no antigo Pavilhão do Futuro da Expo98... Há aqui qualquer coisa que não bate certo. Será que alguém espera que um casino em Lisboa contribua para um futuro, digamos, bastante risonho de Portugal?
Por um futuro risonho...
... Luís Filipe Vieira, presidente do SLB, resolveu dizer que vê com bons olhos uma candidatura de Dias da Cunha, ex-presidente do SCP, à presidência daquele organismo que organiza os campeonatos profissionais de futebol em Portugal. Não será a piada do ano, mas já me arrancou um largo sorriso.
[Parece que LFV pretende continuar a trabalhar até Outubro para proporcionar ao seu SLB "um futuro bastante risonho"...]
[Parece que LFV pretende continuar a trabalhar até Outubro para proporcionar ao seu SLB "um futuro bastante risonho"...]
Cafés
Triste fado o dos habitantes das duas grandes "cidades" portuguesas [e dos seus visitantes]. Em Lisboa e no Porto são raros os cafés que funcionam depois da hora de jantar [sete, oito da noite é a hora de fecho generalizada].
Sempre que vou a Lisboa ou ao Porto já sei que tenho de abdicar de um hábito antigo - ir ao café à noite. É um hábito que em Lisboa e no Porto se perdeu e só não sei se os cafés fecharam porque o hábito se perdeu ou se o hábito se perdeu porque os cafés fecharam, mas que nas restantes cidades do país se mantém, pelo menos naquelas que vou "frequentando" com alguma assiduidade.
Nas "cidades de província" [como alguns mui-cosmopolitas-mas-sem-cafés-para-ir gostam de dizer], continuamos a cultivar o hábito de começar a noite no café. O café é ainda hoje o lugar de encontro de amigos, ponto de partida para expedições nocturnas - normalmente ao fim de semana - ou simplesmente lugar de encontro e conversa avulsa. Aqui em Tomar temos vários cafés a funcionar até às primeiras horas da madrugada [pelo menos o Paraíso, o Santa Iria e o Capítulo não fecham antes das duas] e vários outros abertos para um café e dois dedos de conversa após o jantar. Todos somados, temos mais do que Lisboa e Porto. Grandes cidades...
Sempre que vou a Lisboa ou ao Porto já sei que tenho de abdicar de um hábito antigo - ir ao café à noite. É um hábito que em Lisboa e no Porto se perdeu e só não sei se os cafés fecharam porque o hábito se perdeu ou se o hábito se perdeu porque os cafés fecharam, mas que nas restantes cidades do país se mantém, pelo menos naquelas que vou "frequentando" com alguma assiduidade.
Nas "cidades de província" [como alguns mui-cosmopolitas-mas-sem-cafés-para-ir gostam de dizer], continuamos a cultivar o hábito de começar a noite no café. O café é ainda hoje o lugar de encontro de amigos, ponto de partida para expedições nocturnas - normalmente ao fim de semana - ou simplesmente lugar de encontro e conversa avulsa. Aqui em Tomar temos vários cafés a funcionar até às primeiras horas da madrugada [pelo menos o Paraíso, o Santa Iria e o Capítulo não fecham antes das duas] e vários outros abertos para um café e dois dedos de conversa após o jantar. Todos somados, temos mais do que Lisboa e Porto. Grandes cidades...
terça-feira, abril 18, 2006
Em directo de Itália
Daqui a alguns minutos começa o que deverá ser um excelente jogo de futebol. Aliás, menos que excelente - com a qualidade de jogadores em campo - será uma decepção. Ou mesmo uma fraude.
[Naturalmente, espero que o AC Milan perca]
Update: o AC Milan perdeu com um golo de Ludovic Giuly primorosamente assistido por Ronaldinho Gaucho [quien mas?]
[Naturalmente, espero que o AC Milan perca]
Update: o AC Milan perdeu com um golo de Ludovic Giuly primorosamente assistido por Ronaldinho Gaucho [quien mas?]
sexta-feira, abril 14, 2006
segunda-feira, abril 10, 2006
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