quarta-feira, novembro 09, 2005

Television [the drug of the nation]: para ouvir com outros ouvidos

Agora deixo-vos com a versão dos Dispsoable Heroes of Hiphoprisy. Para que não vos falte mesmo nada.


MP3 File

Television [the drug of the nation]: para ouvir

Há uns dias falei aqui de Television dos Beatnigs, há pouco recordei o álbum Hipocrisy Is The Greatest Luxury dos Disposable Heroes of Hiphoprisy de Michael Franti [anteriormente nos Beatnigs] que regravaram esse tema. Como não quero que vos falte nadam fiquem com a versão original de Television.


MP3 File

[Some of] the music that rocked my world # 15

Disposable Heroes of Hiphoprisy, Hipocrisy Is The Greatest Luxury [Island Records, 1992]

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Satanic Reverses / Famous and Dandy [Like Amos'n'Andy] / Television, The Drug of the Nation / Language of Violence / The Winter of the Long Hot Summer / Hipocrisy Is The Greatest Luxury / Everyday Life Has Become A Health Risk / INS Greencard A-19 191 500 /Socio-Genetic Experiment / Music and Politics / Financial Leprosy / California Uber Alles / Water Pistol Man

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A propósito de um post aqui escrito na passada sexta feira recuperei um dos melhores álbuns que alguma vez ouvi: Hipocrisy Is The Greatest Luxury dos Disposable Heroes of Hiphoprisy [DHOH], duo formado por Michael Franti [actualmente nos Spearhead] e Rono Tse. Habitualmente, este disco é classificado na categoria rap / hip-hop mas esse é um espartilho ao qual Hipocrisy... escapa com uma facilidade desarmante. Hipocrisy..., único álbum deste duo se não contarmos Spare Ass Annie [colaboração de William S. Burroughs com os DHOH], é uma obra notável, um manifesto político-musical coerente e consistente feito de duras críticas às sociedades capitalistas contemporâneas [particularmente aos Estados Unidos], aos seus mecanismos de perpetuação do poder e dos desiqulibrios sociais, aos seus preconceitos e aos seus mecanismos de exclusão. Musicalmente, Hipocrisy... é um disco variado, radicado no hip-hop mas muito para além desse género e abrindo novos horizontes a esse movimento como poucos o terão alguma vez feito e foi um dos discos que mais fez pela minha própria abertura a géneros musicais que, em certas alturas, jurei jamais ouvir. Eu, que não sou nem de perto nem de longe adepto de hip-hop ou de rap, ouvi este disco até à exaustão. Estranhamente, ou talvez não, só encontro um outro nome comparável a Michael Franti: Jello Biafra dos Dead Kennedys [a primeira banda de Franti - os Beatnigs - editaram mesmo pela Alternative Tentacles de Biafra e neste álbum há uma versão de California Uber Alles dos Kennedys], não musicalmente mas pelo empenho políticamente radical da sua música. Hipocrisy... é hoje, como há treze anos, um álbum muito incómodo.

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[Texto recuperado do post sobre Mutantes S.21 dos Mão Morta] 1992, ano da edição de Hipocrisy Is The Greatest Luxury, foi pessoalmente um ano de mudanças radicais: em Setembro saí de Coimbra, comecei a trabalhar [em Fornos de Algodres!] e em Dezembro [a 15] concluí a minha licenciatura. Nesse mesmo ano desaparecia a Jugoslávia; nos Estados Unidos o serial killer Jeffrey Dahmer, o boxeur Mike Tyson, o mafioso John Gotti e o o ex-líder do Panamá Manuel Noriega eram condenados a penas de prisão enquanto os polícias que espancaram Rodney King eram absolvidos, o que levaria a vários dias de motins em Los Angeles, Bill Clinton derrota George Bush e Ross Perot na presidenciais e no Brasil Fernando Collor de Melo abandonava a presidência por corrupção; no Reino Unido, Isabel II declarava 1992 annus horribilis [devido aos variados escândalos que ao longo desse ano abalaram a monarquia]. Este foi ainda o ano em que a Igreja Católica pediu desculpas pelo processo da Inquisção contra de Galileu Galilei. Por cá, continuava a esbanjar-se os milhões da Comunidade Europeia e Cavaco Silva ainda acreditava no "p'ogresso" e num "novo homem português".

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terça-feira, novembro 08, 2005

Não sei se acredite, mas...

... segundo o Site Meter, hoje recebi uma visita oriunda de França às 13h13 e às 13h21 de hoje alguém, que assinou Isabelle, deixou um comentário alguns posts abaixo a propósito do concerto de Isabelle Antena no Lux no passado sábado. Essa visita chegou cá através desta pesquisa. Brincadeira ou não, nós é que agradecemos. Merci beaucoup, Isabelle.

Cidade luz

PARIS [amour à mort]

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[Adolfo Luxúria Canibal / Carlos Fortes]

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R. Oberkampf. A cidade maquilha-se. De sombras. De tráfego. A crescer no Boulevard. Ensurdece a chambre de bonne. Contra camião em descargas. Apitos. Vozes iradas. Gritos. Revolteiam. Fustigam. Folhas d'Outono.

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Place de la République. Vibra o tráfego. Intenso. No ar. Na esplanada. Na turba que passa. Sentado. Descanso o olhar. Perturbado. No cartaz da Clio. Na beleza da rapariga. Descubro. Olvidadas memórias.

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Le Boulevard Voltaire. Evoque toute une littérature de Lautrèamont à Baudelaire. La place de Clichy nous rappele Henry Miller et le pont Mirabeau la joie d'une chanson. On voit Rimbaud dans les rives de la Seine se promener avec le fantôme d'un poème et là bas, à Saint-Germain Boris Vian qui Joue aux américains. On voit Toulouse-Lautrec. On voit Adèle Blanc-Sec. Et on se trouve, comme pour hasard dans un film de Godard...

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Paris...
La ville des Rêves!...

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Ville d'images
Eternel représantation
De l'amour toujours passion;
C'était là que j'ai decapité
Ma bien-aimèe
Et je me suis imprégné
De son sang chaud
Dans un serment
D'amour ardent,
D'amour à mort...
Quai de la Rapée.
Longínquo. O burburinho da cidade.
Desperta-me. Uma barcaça.
Do torpor em que mergulhara.
Aqui. Degolei a minha amada.
Untei-me. Com seu sangue quente.
Jurei. Amor eterno.

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Estado de sítio

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[clicar sobre os logos para aceder às notícias]

Listen well, and listen close

Papa's Got a Brand New Pigbag [dos Pigbag] foi um dos melhores temas que ouvi durante os estranhos anos 80, a década dos 12 polegadas [e provavelmente a última década do single]. Ainda hoje, é um excelente tema. É também um excelente exemplo de mistura e convivência de elementos musicais oriundos de diferentes culturas. Enjoy it...


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Prazeres simples, 2

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Prazeres simples

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Olhares sobre Viena

Tom gosta de fotografia e, notoriamente, de Viena, cidade onde habita. Todos os dias dá-nos uma foto diferente. Eu agradeço e fico cheio de vontade de lá ir.

Deixa-te estar, continua a afundar-te...

Não dá para resistir: Jaime Pacheco está em maus - péssimos - lençóis no Vitória de Guimarães. Não aprecio Pacheco nem um bocadinho e é com crueldade, reconheço, que aqui o digo. Ainda por cima a Académica também ajudou ao afundanço da criatura.

segunda-feira, novembro 07, 2005

A momentary lapse of insanity

Por volta das 9 da noite, num momento de insanidade temporária, fugiu-me o dedo sobre o telecomando da têvê para o algarismo 4. Estava lá Constança Cunha e Sá com Manuel Alegre à frente. O choque fez-me recuperar a lucidez momentaneamente perdida e saí dali rapidamente.

E o Manuel João Vieira, avança ou não avança?

Dura lex, sed lex, não era?

Um idiota que andou anos a conduzir sem carta de condução apareceu triunfante na SIC porque "apanhou" 3 anos de prisão - com pena suspensa - e duas coimas. "Não sou nenhum assassino", disse o risonho imbecil, Vitorino de sua graça, com os amigos atrás, felizes e contentes. Só volta a conduzir, promete, quando tiver obtido a carta de condução. Repito: quando tiver obtido a carta de condução. Para que fique claro: um mentecapto que foi a tribunal por conduzir anos a fio sem carta de condução não foi impedido de tirar a carta de condução.
"Não matei ninguém", disse a besta. Pois não. Ainda não, pelo menos. Alguém ficará surpreendido se algum dia o fizer?
Não se trata aqui de intolerância. Trata-se do exemplo, da mensagem que um tribunal passa a todos os Vitorinos que por aí andam - ou poderão vir a andar - sem carta de condução. Ficam assim a saber com o que contam. Como se não bastassem já os inúmeros "Vitorinos"
, devidamente munidos da respectiva carta de condução, que por circulam.
Não sei por quem tenho neste momento menos respeito: se pelo pobre do Vitorino, se pelo juíz que o "condenou" a três anos de pena suspensa. E duas coimas.

Haverá esperança para a espécie humana?

Um gesto. Um gesto apenas.

Ódios de estimação

Sempre achei salutar ter ódios de estimação e, pela minha parte, sempre cultivei os meus. Aliás, sempre cultivei vários ódios de estimação simultaneamente. Há uns anos eram os Oasis [tenho até alguma pena de não lhes ter atirado com uma garrafita num famoso Festival do Sudoeste], os Blur [sei agora que fui injusto], Jane Austen [continua intragável, desculpem lá] e Virginia Wolf [para escandalo da doutora Jacinta Matos]. Antes haviam sido os Dire Straits, os Queen e Júlio Dinis [acho que a doutora Maria de Deus já me perdoou as impertinências...]. Mais recentemente foram os Tindersticks e José Saramago. Agora são os Antony & The Johnsons. Mesmo sabendo que os ódios [de estimação ou não] como os amores não se explicam, sempre direi que não tenho pachorra para as lamechices do homem que lidera a trupe. Irrita-me até à exasperação. Não posso com a vozinha choramingona de Antony. E mais irritado fico se me tentam convencer dos méritos vocais e musicais da personagem.

P.S.: um ódio de estimação de sempre são os Beatles. Para o bem e para o mal, os gajos serão sempre grandes... Odeio-os com elevada estima.

O caos europeu [update]

Ouço na SIC que na Bélgica e na Alemanha também já há "incidentes"...

Punk rock playlist [for France]

Sex Pistols, Anarchy In The UK
Dead Kennedys, California Uber Alles
The Clash, London Calling
Wire, Pink Flag
The Misfits, Last Caress
Ramones, Blitzkrieg Bop
X-Ray Spex, Germ Free Adolescents

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Buzzcocks, Ever Fallen In Love [With Someone You Shouldn't've]?
Plasmatics, Sometimes I
Dead Boys, Sonic Reducer
The Clash, The Guns of Brixton
Dead Kennedys, Nazi Punks [Fuck Off]
Sex Pistols, No Feelings
The Stooges, No Fun

O caos europeu

"[...] o desemprego, a pobreza, o insucesso escolar e o sentimento de exclusão social marcam o dia-a-dia e criam uma mistura explosiva."

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Em França como em muitos outros países europeus. Como em Portugal, à volta de Lisboa e do Porto, principalmente.

Shopping...

... for the remixes:
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... for rock'n'roll [drums & bass rule, yeah!]:
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... for the 80's [nostalgia creeps]:
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Só para dizer...

... que gostei muito do concerto de Isabelle Antena [porque éramos tão poucos?...]. O concerto de Young Gods está ainda em avaliação mas, não tendo sido mau, terá sido o pior concerto que deles vi [e é mesmo preciso tocar Skinflower e Gasoline Man?!...].
Boa noite.