O campeonato acabou, o FCP foi campeão. E por falar em FCP, Lucho Gonzales foi o que de melhor vi a pisar um relvado português este ano [ele e João Moutinho e Ricardo Quaresma e pouco mais]. O homem é bom, muito bom. O FCP merece ser campeão, claro. Aliás, o FCP só não acabou o campeonato com uns 15 ou 20 pontos de avanço porque o incompreendido [ontem insultado e hoje aclamado, mas incompreendido] Co Adriaanse tudo fez para manter a luta pelo título e a emoção acesas até quase ao fim. Assim se explicam alguns dos alegados erros de Adriaanse. Estava tudo muito bem pensado. Este fim de semana, há Taça e pode até acontecer que o Vitórrria [o de Setúbal] faça ao FCP o que fez ao SLB em 2005.
E por falar em SLB, Koeman conseguiu finalmente ir-se embora. Tal como o compatriota Adriaanse, Koeman não é o estúpido incompetente que se pensa. O homem chegou, viu e percebeu o buraco onde se tinha vindo enfiar e tudo fez para ser corrido [estupidez seria sair pelo seu príoprio pé e perder um ano de ordenados]. V&V [Luís Filipe e José] não foram na conversa, embalados pelo sonho da Champions League [mais uma prova da inteligência de Koeman: foi-se queimando cá dentro, mas lá fora continua com a reputação intacta graças à carreira do SLB na Champions].
E por falar em Champions, o SCP vai lá estar na próxima época com Paulo Bento "ao leme" [gosto destas expressões à "comentador desportivo"]. Bento substituiu o simpático José Peseiro, que começou a época no SCP e que acabou corrido essencialmente porque o grupo de jogadores a SAD do SCP chamava "plantel" não estava para o aturar. Bento chegou, viu, levantou a voz e deu uns murros na mesa [ou nos cacifos do balneário ou lá o que foi] e transformou um bando de apáticos molengões em vice-campeões nacionais [isto depois de despachar para outras paragens alguns elementos mais renitentes - um tal Beto, por exemplo]. Em pouco tempo, Bento construiu um plantel, começou a ganhar jogos e só não foi campeão porque, enfim, Adriaanse não estava para isso.
E por falar em Adriaanse, novamente. Note-se que o homem não ganhou nenhum dos jogos entre os três grandes [perdeu duas vezes com o SLB, empatou nas Antas com o SCP] a não ser aquele que realmente importava e que acabou por decidir o título [com o SCP em Alvalade]. Um mestre, este holandês.