sexta-feira, abril 14, 2006
segunda-feira, abril 10, 2006
Bolas ao poste
Após 30 jornadas, e salvo um cataclismo de dimensões biblicas, o FCP vai suceder ao SLB como campeão nacional português. Depois de um péssimo jogo, Co Adriaanse conseguiu finalmente vencer um jogo "grande" e logo o mais importante de todos os que disputou como treinador do FCP: aquele que, salvo o improvável cataclismo, decidiu o título de campeão. Depois de 10 jogos a ganhar, o SCP deixou fugir a hipótese de salvar uma época que com José Peseiro [remember?] ameaçou tornar-se num desastre colossal.
O SLB, entretanto regressado das campanhas europeias [um Barcelona a meio gaz - ou nem isso - chegou para o campeão português, o que diz bem da competitividade da nossa "super" Liga], resolveu minimizar as perdas de sábado do SCP ao empatar ontem com o Marítimo [que por mim ia direitinho para a segunda divisão] e praticamente garantindo ao seu rival o 2º lugar de acesso directo à Liga dos Campeões.
Nos lugares europeus continua a haver luta: Boavista, Nacional e Vitória [de Setúbal] ainda disputam o 5º lugar [com os de Setúbal descansados porque o luga na final da Taça lhes dá acesso à UEFA].
Na luta pela manutenção as coisas fervem: do 9º lugar para baixo todos podem descer à Liga de Honra. Se dependesse de mim, mandava para o escalão inferior o Penafiel [que até já lá mora], Gil Vicente, Passos de Ferreira e Marítimo.
Somando muito maus jogos a, algumas, péssimas péssimas arbitragens o campeonato português continuando ao habitual e rasteirinho nível. Do meu fim de semana futebolístico salvam-se o primeiro prato de caracois da época e a travessa de ameijoas que foram acampanhando o jogo de sábado à noite.
O SLB, entretanto regressado das campanhas europeias [um Barcelona a meio gaz - ou nem isso - chegou para o campeão português, o que diz bem da competitividade da nossa "super" Liga], resolveu minimizar as perdas de sábado do SCP ao empatar ontem com o Marítimo [que por mim ia direitinho para a segunda divisão] e praticamente garantindo ao seu rival o 2º lugar de acesso directo à Liga dos Campeões.
Nos lugares europeus continua a haver luta: Boavista, Nacional e Vitória [de Setúbal] ainda disputam o 5º lugar [com os de Setúbal descansados porque o luga na final da Taça lhes dá acesso à UEFA].
Na luta pela manutenção as coisas fervem: do 9º lugar para baixo todos podem descer à Liga de Honra. Se dependesse de mim, mandava para o escalão inferior o Penafiel [que até já lá mora], Gil Vicente, Passos de Ferreira e Marítimo.
Somando muito maus jogos a, algumas, péssimas péssimas arbitragens o campeonato português continuando ao habitual e rasteirinho nível. Do meu fim de semana futebolístico salvam-se o primeiro prato de caracois da época e a travessa de ameijoas que foram acampanhando o jogo de sábado à noite.
sexta-feira, abril 07, 2006
quinta-feira, abril 06, 2006
Favores
"... estes ábitros favorecem as equipas mais grandes..."
Evitando a piadinha fácil e de gosto duvidoso sobre a propalada grandeza do SLB, direi apenas que na Liga dos Campeões como no campeonato português as árbitragens favorecem sempre os grandes. "Mais grandes"...
Petit, jogador de futebol [conhecido em certos meios pelo cognome de A Ceifeira] após o jogo de ontem à noite em Camp Nou.
Evitando a piadinha fácil e de gosto duvidoso sobre a propalada grandeza do SLB, direi apenas que na Liga dos Campeões como no campeonato português as árbitragens favorecem sempre os grandes. "Mais grandes"...
quarta-feira, abril 05, 2006
Satisfação dupla...
... porque a outra equipa italiana ainda em prova na Liga dos Campeões também ficou pelo caminho. Gostava de ver uma final espanhola, mas não me parece que isso vá acontecer. Assim, aposto numa final entre o Barcelona e o Arsenal.
Satisfação
... por uma das equipas italianas ainda presentes na Liga dos Campeões ter sido ontem eliminada pelo "submarino amarelo" de Espanha.
domingo, abril 02, 2006
Simplex [*]
Vai por aí um grande falatório sobre o Simplex. Eu, sobre o Simplex, apenas tenho uma coisa a dizer [enfim, a escrever]: acho que foram uma excelente banda portuguesa que apareceu antes do tempo, nunca chegou a sair do underground e auto-destruiu -se num ápice. Church Vices e Jardim da Celeste são temas que ainda hoje recordo como dois dos melhores momentos que o rock sónico de colheita portuguesa produziu. Simplex The Boozman de seu nome completo, Simplex para os amigos.
[Já disse ao meu amigo L.S. que talvez não fosse má ideia processar o governo por usurpação do nome].
[*] Post dedicado ao L.S., ao C., ao V., ao B., ao P., ao F.C. e à R.
[Já disse ao meu amigo L.S. que talvez não fosse má ideia processar o governo por usurpação do nome].
[*] Post dedicado ao L.S., ao C., ao V., ao B., ao P., ao F.C. e à R.
sexta-feira, março 31, 2006
O chato do Fonseca
O Fonseca é um chato. Um grande chato, que me perdoem os meus amigos [principalmente amigas] que gostam do Fonseca. Não tenho paciência para as lamechices do homem. Não sei bem que idade o Fonseca tem, mas aquelas pieguices dele, sempre à beira da choraminguice, irritam-me solenemente e não me parecem próprias de um homem de barba rija com idade para ter juízo. Se o Fonseca fosse um daqueles teenagers em fase de crise existencial e guitarra na mão no pátio da escola secundária, ainda lhe podia aturar qualquer coisinha. Mas o Fonseca é um homem feito [e bonito até, que o digam as minhas amigas que se derretem quando o vêm] e já devia ter ultrapassado alguns traumas. Mas não. Insiste nos seus lamentos, sempre com aquela voz melancólica. Já crescias, oh Fonseca!
Hoje o Fonseca vem cá à cidade. As minhas amigas que o aturem.
Hoje o Fonseca vem cá à cidade. As minhas amigas que o aturem.
Under cover [version 2]
Mais algumas versões que encontraram o caminho do computador [e que entretanto saltaram para CD].
Ben Lee - Float On [Modest Mouse]
Coil - Who By Fire [Leonard Cohen]
Gavin Friday - Who By Fire [idem]
Des de Moor / Russel Churney - The Man Who Sold The World [David Bowie]
The Slits - I Heard It Through The Gravepine [Norman Whitfield & Barrett Strong]
Bran Van 3 000 - Cum On Feel The Noize [Slade]
Dar Williams & Ani Di Franco - Comfortably Numb [Pink Floyd]
Jeans Team - Last Christmas [Wham!]
Jeremy Eat World - Last Christmas [idem]
PASCAL - Last Christmas [ibidem]
Replicants - Dirty Work [Steely Dan] *
Replicants - Life's A Gas [T-Rex]
The Mountain Goats - The Boys Are Back In Town [Thin Lizzy]
The Concretes - Miss You [The Rolling Stones]
They Might Be Giants - One More Parade [Phil Ochs]
Thou Shalt Not - Headhunter [Front 242]
The Wynona Riders - The Great Rock'n'Roll Swindle [Sex Pistols]
New Bomb Turks - Christmas, Baby Please Come Home [Phil Spector, J. Barry & E. Greenwich]
Nouvelle Vague - Too Drunk To Fuck [Dead Kennedys]
* não conheço o original
Ben Lee - Float On [Modest Mouse]
Coil - Who By Fire [Leonard Cohen]
Gavin Friday - Who By Fire [idem]
Des de Moor / Russel Churney - The Man Who Sold The World [David Bowie]
The Slits - I Heard It Through The Gravepine [Norman Whitfield & Barrett Strong]
Bran Van 3 000 - Cum On Feel The Noize [Slade]
Dar Williams & Ani Di Franco - Comfortably Numb [Pink Floyd]
Jeans Team - Last Christmas [Wham!]
Jeremy Eat World - Last Christmas [idem]
PASCAL - Last Christmas [ibidem]
Replicants - Dirty Work [Steely Dan] *
Replicants - Life's A Gas [T-Rex]
The Mountain Goats - The Boys Are Back In Town [Thin Lizzy]
The Concretes - Miss You [The Rolling Stones]
They Might Be Giants - One More Parade [Phil Ochs]
Thou Shalt Not - Headhunter [Front 242]
The Wynona Riders - The Great Rock'n'Roll Swindle [Sex Pistols]
New Bomb Turks - Christmas, Baby Please Come Home [Phil Spector, J. Barry & E. Greenwich]
Nouvelle Vague - Too Drunk To Fuck [Dead Kennedys]
* não conheço o original
Under cover [version]
Sou um quase ávido coleccionador de cover versions. Não sei exactamente porquê, mas gosto. Gosto de ouvir reinterpretações de canções, de novas leituras, novas perspectivas.
Os temas que se seguem vieram parar ao meu computador - e daí transitaram para CD. Alguns são excelentes temas assassinados por quem os reinterpreta, outros são temas sofríveis melhorados com a releitura, uns quantos são excelentes versões de excelentes temas e, finalmente, uns pouco são sofríveis versões de sofríveis temas.
Ac/3P - Oi! [AC/DC]
Fragments - Nutbush City Limits [Ike & Tina Turner]
Elektric Music - Baby Come Back [The Equals]
Cylob - Drunken Sailor [tradicional]
The Droyds - Take Me I'm Yours [Squeeze]
Bluestar - Sweet Dreams [Eurythmics]
Felix Kubin - Hello [Lionel Ritchie]
!!!- Take Ecstasy With Me [Magnetic Fields]
Saint Etienne - Only Love Can Break Your Heart [Neil Young]
Ladytron - Oops, Oh My [Tweet] *
Attic Plant - Sexx Laws [Beck]
Suicide - 96 Tears [? & The Mysterians] **
Eldissa - Take A Chance On Me [Abba]
Bananarama - Waterloo [Abba]
Red Kross - Dancing Queen [Abba]
Air - Maggot Brain [Funkadelic]
* não conheço o original
** o ponto de interrogação faz mesmo parte do nome
Os temas que se seguem vieram parar ao meu computador - e daí transitaram para CD. Alguns são excelentes temas assassinados por quem os reinterpreta, outros são temas sofríveis melhorados com a releitura, uns quantos são excelentes versões de excelentes temas e, finalmente, uns pouco são sofríveis versões de sofríveis temas.
Ac/3P - Oi! [AC/DC]
Fragments - Nutbush City Limits [Ike & Tina Turner]
Elektric Music - Baby Come Back [The Equals]
Cylob - Drunken Sailor [tradicional]
The Droyds - Take Me I'm Yours [Squeeze]
Bluestar - Sweet Dreams [Eurythmics]
Felix Kubin - Hello [Lionel Ritchie]
!!!- Take Ecstasy With Me [Magnetic Fields]
Saint Etienne - Only Love Can Break Your Heart [Neil Young]
Ladytron - Oops, Oh My [Tweet] *
Attic Plant - Sexx Laws [Beck]
Suicide - 96 Tears [? & The Mysterians] **
Eldissa - Take A Chance On Me [Abba]
Bananarama - Waterloo [Abba]
Red Kross - Dancing Queen [Abba]
Air - Maggot Brain [Funkadelic]
* não conheço o original
** o ponto de interrogação faz mesmo parte do nome
Antes...
... dos dois posts preguiçosos, não podia deixar de comentar o concerto dos Pop Dell'Arte de há quase uma semana em Alcobaça.
Começo pelo pior: o Clinic esteve longe de encher [e bem pequena é a sala] para o concerto de uma das mais relevantes bandas portuguesas e, como se isso não bastasse, muita da gente que lá se deslocou insistiu em conversar - aos berros - durante toda a actuação de João Peste e comparsas [chegou a dar-me vontade de esbofetear umas serigaitas irritantes que se plantaram à minha frente nos primeiros dois temas...]. A pontualidade do Clinic continua a deixar muito a desejar: o concerto marcado para as 23h00 [on time, diziam os cartazes!] - ou para as 23h00 em ponto, segundo informação telefónica - só começou por volta das 03h00... Para pontualidade estamos conversados.
Finalmente o melhor: deslocado para a primeira fila após o segundo tema [para não ter que esbofetear as tais serigaitas], assisti a um muito bom concerto dos Pop Dell'Arte, com todos os clássicos e uma ocasional raridade no alinhamento. Foi apenas a segunda vez que assisti a um concerto destes senhores [a primeira foi há quase, glup, 20 anos como já por aqui se disse] e só lamento todos os que perdi. Não foi - longe disso - um dos melhores concertos a que assisti, mas os Pop Dell'Arte são incapazes de fazer seja o que for mal feito [e com o espólio musical que têm, só podem fazer sempre bem]. Como alguém disse nessa noite, "provavelmente a melhor banda pop portuguesa". Pop and everything else.
Começo pelo pior: o Clinic esteve longe de encher [e bem pequena é a sala] para o concerto de uma das mais relevantes bandas portuguesas e, como se isso não bastasse, muita da gente que lá se deslocou insistiu em conversar - aos berros - durante toda a actuação de João Peste e comparsas [chegou a dar-me vontade de esbofetear umas serigaitas irritantes que se plantaram à minha frente nos primeiros dois temas...]. A pontualidade do Clinic continua a deixar muito a desejar: o concerto marcado para as 23h00 [on time, diziam os cartazes!] - ou para as 23h00 em ponto, segundo informação telefónica - só começou por volta das 03h00... Para pontualidade estamos conversados.
Finalmente o melhor: deslocado para a primeira fila após o segundo tema [para não ter que esbofetear as tais serigaitas], assisti a um muito bom concerto dos Pop Dell'Arte, com todos os clássicos e uma ocasional raridade no alinhamento. Foi apenas a segunda vez que assisti a um concerto destes senhores [a primeira foi há quase, glup, 20 anos como já por aqui se disse] e só lamento todos os que perdi. Não foi - longe disso - um dos melhores concertos a que assisti, mas os Pop Dell'Arte são incapazes de fazer seja o que for mal feito [e com o espólio musical que têm, só podem fazer sempre bem]. Como alguém disse nessa noite, "provavelmente a melhor banda pop portuguesa". Pop and everything else.
Pousio
Deixei o blog em pousio durante uma semana. Basicamente por falta de tempo - e alguma preguiça à mistura, confesso. Falta de assunto também. Aliás, a falta de assunto mantém-se [o que explica este post]. De qualquer modo, vão sair já a seguir dois posts preguiçosos [listas, essencialmente].
sexta-feira, março 24, 2006
quinta-feira, março 23, 2006
quarta-feira, março 22, 2006
Sci-Fi
Não resisto a um bom filme de ficção científica. Aliás, mesmo a um razoável filme de ficção científica me é difícil resistir. A SIC lembrou-se de passar hoje O Quinto Elemento de Luc Bresson [está agora - 01h29 - no primeiro intervalo]. Amanhã lá vou outra vez trabalhar com olheiras.

terça-feira, março 21, 2006
Floresta
Come closer and see
See into the trees
Find the girl
If you can
Come closer and see
See into the dark
Just follow your eyes
Just follow your eyes
I hear her voice
Calling my name
The sound is deep
In the dark
I hear her voice
And start to run
Into the trees
Into the trees
Into the trees
Suddenly I stop
But I know it?s too late
I?m lost in a forest
All alone
The girl was never there
It?s always the same
I?m running towards nothing
Again and again and again and again
See into the trees
Find the girl
If you can
Come closer and see
See into the dark
Just follow your eyes
Just follow your eyes
I hear her voice
Calling my name
The sound is deep
In the dark
I hear her voice
And start to run
Into the trees
Into the trees
Into the trees
Suddenly I stop
But I know it?s too late
I?m lost in a forest
All alone
The girl was never there
It?s always the same
I?m running towards nothing
Again and again and again and again
As palavras
São como um cristal,
as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio.
Outras,
orvalho apenas.
Secretas vêm, cheias de memória.
Inseguras navegam:
barcos ou beijos,
as águas estremecem.
Desamparadas, inocentes,
leves.
Tecidas são de luz
e são a noite.
E mesmo pálidas
verdes paraísos lembram ainda.
Quem as escuta? Quem
as recolhe, assim,
cruéis, desfeitas,
nas suas conchas puras?
as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio.
Outras,
orvalho apenas.
Secretas vêm, cheias de memória.
Inseguras navegam:
barcos ou beijos,
as águas estremecem.
Desamparadas, inocentes,
leves.
Tecidas são de luz
e são a noite.
E mesmo pálidas
verdes paraísos lembram ainda.
Quem as escuta? Quem
as recolhe, assim,
cruéis, desfeitas,
nas suas conchas puras?
segunda-feira, março 20, 2006
Comédia à portuguesa
Era preciso alguém como Gil Vicente para contar toda a história de Fátima Felgueiras... Mais uma cena desta Farsa de Fátima Felgueiras.
Libertem a Pop!
No próximo sábado vou a Alcobaça ver e ouvir um dos mais importantes - e revolucionários - nomes da música portuguesa: Pop Dell'Arte. Apesar da sua escassa discografia, a banda desde sempre liderada por João Peste, tem direito a lugar de honra em qualquer história da música portuguesa, especialmente a dos últimos 30 anos. Se me pedissem para enumerar os cinco nomes mais importantes da música feita em Portugal nas últimas década não hesitaria em citar os Pop Dell'Arte ao lado dos Xutos & Pontapés, dos GNR, dos Mão Morta e dos Mler Ife Dada [ordem aleatória] e o álbum Free Pop é um dos discos that rocked my world.
Estranhamente, apenas uma vez vi os Pop Dell'Arte em concerto. Foi há [glup!...] 18 anos [em Julho de 1988] no Teatro Rivoli do Porto, com primeira parte a cargo dos Mão Morta. Uma dupla de respeito para uma noite absolutamente memorável. Depois disso, vi inúmeros concertos da banda de Adolfo Luxúria Caníbal mas nunca mais me voltei a cruzar com os Pop Dell'Arte. Até sábado.
Bolas ao poste
Mais um fim de semana, menos uma jornada para o fim do alegadamente super campeonato nacional de futebol e o FCP continua tranquilo no primeiro lugar [agora com um "reforço de Primavera" chamado Benny McCarthy]. Atrás segue o SCP, cujos sócios decidiram na sexta feira não vender os aneis [oxalá não se vão os dedos no futuro]. Mais atrás arrasta-se o SLB, cujos adeptos devem este fim de semana estar finalmente contentes com a arbitragem. Por falar em arbitragem, nos estádios portugueses sucedem-se as entradas violentas [nem cito nomes] e os incompetentes que dirigem os jogos continuam a não saber para que servem os cartões vermelhos.
Entretanto, e falando agora de futebol, em Espanha o clube de Ronaldinho, Eto'o, Deco e Larsson [e Messi, o novo craque argentino] é quase campeão e em Inglaterra, coisa rara, o Chelsea perdeu um jogo [dando assim oportunidade aos ingleses de saborearem o delicioso mau perder de Mourinho].
Entretanto, e falando agora de futebol, em Espanha o clube de Ronaldinho, Eto'o, Deco e Larsson [e Messi, o novo craque argentino] é quase campeão e em Inglaterra, coisa rara, o Chelsea perdeu um jogo [dando assim oportunidade aos ingleses de saborearem o delicioso mau perder de Mourinho].
sábado, março 18, 2006
How stupid can you get?
Aqui há umas semanas nevou em sítios improváveis e a SIC Online pediu aos internautas que lhe enviassem fotos das suas terras. O senhor João Castro enviou uma foto de Riachos, Torres Vedras... A foto está aqui.

Não sei se no concelho de Torres Vedras existe alguma povoação chamada Riachos mas é frequente, na comunicação social, que a cidade de Torres Novas seja confundida com a cidade de Torres Vedras. Será confusão ou ignorância pura?
sexta-feira, março 17, 2006
terça-feira, março 14, 2006
Bolas ao poste
O campeonato português de futebol está ao rubro [como vocês sabem quem gosta de dizer]. José Veiga, ex-presidente da casa do FCP do Luxemburgo e ex-empresário de futebol e ex-accionista do Estoril-Praia, veio dizer que não sei-quê-e-não-sei-que-mais sobre os árbitros, o incompetente que os dirige, Valentim Loureiro e Pinto da Costa. Enquanto isso os avançados do SLB falham golos incríveis contra uma equipa da Figueira da Foz. Do outro lado da segunda circular lisboeta antigos amigos entretêm-se espetando facas nas costas uns dos outros a propósito de uma assembleia geral que há-de acontecer algures esta semana. Enquanto isso o SCP lá se vai aguentando a dois pontos do primeiro lugar [apesar das bofetadas que Sá Pinto bem pode dar a ele próprio]. Acima do Douro, o gang que costuma acompanhar o FCP parece ter acalmado [talvez estejam ainda com dores no lombo das bordoadas que a PSP lisboeta lhes deu há umas semanas]. Enquanto isso o sacana do Quaresma continua a aguentar Co Adriaanse no primeiro lugar.
segunda-feira, março 13, 2006
Tudo!
Aos anos que eu não ouvia os Death In June. Nada!, o álbum que agora me chegou às mãos em formato CD [andava para aí numa cassete...], saiu em 1985 e envelheceu muito bem. Ainda por cima, inclui uma excelente canção que não me canso de ouvir: She Said Destroy.

Estações de comboios
Um almoço no Alto Alentejo proporcionou-me mais algumas fotografias para a minha colecção de estações. Neste caso de comboios, provavelmente o melhor meio de transporte concebido pela mente humana.


Ano de colheita: 1985
Spreading The Disease, Anthrax
Hounds Of Love, Kate Bus
To Mega therion, Celtic Frost
The Head On The Door, The Cure
Frankenchrist, Dead Kennedys
Halber Mensh, Einsturzende Neubauten
Bonded By Blood, Exodus
New Day Rising, Hüsker Dü
Live After Death, Iron Maiden
Like A Virgin, Madonna
Killing Is My Business... And Business Is Good!, Megadeth
Low-Life, New Order
First Born Is Dead, Nick Cave & The Bad Seeds
Rum, Sodomy And The Lash, The Pogues

Steve McQueen, Prefab Sprout
Around The World In A Day, Prince & The Revolution
Fables Of The Reconstruction, R.E.M.
Diamond Life, Sade
Cupid & Pshyche 85, Scritti Politti
First And Last And Always, Sisters Of Mercy
Bites, Skinny Puppy
Hell Awaits, Slayer
Machine Age Voodoo, SPK
Little Creatures, Talking Heads
Suzanne Vega, Suzanne Vega
Rain Dogs, Tom Waits
The Last Command, W.A.S.P.
.../...
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Hounds Of Love, Kate Bus
To Mega therion, Celtic Frost
The Head On The Door, The Cure
Frankenchrist, Dead Kennedys
Halber Mensh, Einsturzende Neubauten
Bonded By Blood, Exodus
New Day Rising, Hüsker Dü
Live After Death, Iron Maiden
Like A Virgin, Madonna
Killing Is My Business... And Business Is Good!, Megadeth
Low-Life, New Order
First Born Is Dead, Nick Cave & The Bad Seeds
Rum, Sodomy And The Lash, The Pogues

Steve McQueen, Prefab Sprout
Around The World In A Day, Prince & The Revolution
Fables Of The Reconstruction, R.E.M.
Diamond Life, Sade
Cupid & Pshyche 85, Scritti Politti
First And Last And Always, Sisters Of Mercy
Bites, Skinny Puppy
Hell Awaits, Slayer
Machine Age Voodoo, SPK
Little Creatures, Talking Heads
Suzanne Vega, Suzanne Vega
Rain Dogs, Tom Waits
The Last Command, W.A.S.P.
.../...
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Coincidências
Passaram-me ao lado os comentários bloguísticos sobre a estreia, há uns dias, de Paulo Portas na sua nova função de "comentador" da SIC Notícias. Não sei o que por aí se escreveu e corro, portanto, o sério risco de chover no molhado [quanto à actualidade do post nem digo nada]. Apanhei o programa já a meio e por isso sobre o seu conteúdo não me pronuncio [a forma é basicamente uma cópia do que a RTP faz com Marcelo Rebelo de Sousa e António Vitorino] mas não posso deixar de sublinhar uma estranha coincidência: a estreia de Portas ocorreu na mesma semana em que Cavaco Silva tomou posse como presidente da República. Coincidência?
domingo, março 12, 2006
sexta-feira, março 10, 2006
quinta-feira, março 09, 2006
*
Hoje toma posse Cavaco Silva. Lamento mas este não é, pessoalmente, um dos dias mais felizes do ano de 2006.
* nem consigo arranjar um título para este post
* nem consigo arranjar um título para este post
quarta-feira, março 08, 2006
Mulher

Por Salvador Dali, 1934
---
Marianne Faithfull: The Ballad of Lucy Jordan [Broken English, 1979 Island Records]
Citando Ferro Rodrigues [*]

Já não me lembro onde roubei esta imagem, mas lá que exprime na perfeição o meu sentimento sobre a coisa... Só não exprime é a minha incompreensão quanto ao nome: Rock in Rio. Rock?!
---
["Estou-me cagando para o segredo de justiça!"]
---
["Estou-me cagando para o segredo de justiça!"]
terça-feira, março 07, 2006
Está a chamar-nos estúpidos ou quê?
Cito livremente: "Só nos interessa um resultado: a vitória ou o empate."
[O título deste post é também uma citação de Vieira]
Luís Filipe Vieira à SIC Notícias
[O título deste post é também uma citação de Vieira]
segunda-feira, março 06, 2006
... and the Oscars went to...
... who cares?
---
Ia escrever aqui um post sobre a irrelevância dos prémios da indústria cinematográfica norte-americana, mas decidi que um simples "who cares?" resume muito adequadamente a minha opinião.
---
Ia escrever aqui um post sobre a irrelevância dos prémios da indústria cinematográfica norte-americana, mas decidi que um simples "who cares?" resume muito adequadamente a minha opinião.
sexta-feira, março 03, 2006
quarta-feira, março 01, 2006
1 de Março
Feriado municipal na minha cidade. Deixo aqui uma vista do Aqueduto dos Pegões ao anoitecer.

A selecção dele
A selecção nacional de futebol tem logo à noite um jogo de preparação para o Mundial da Alemanha e Luiz Felipe Scolari [o homem que conseguiu perder o Euro2004 e que foi campeão do mundo com o Brasil porque os árbitros da FIFA assim o quiseram] fez mais uma das suas convocatórias. O devoto da Nossa Senhora de Caravaggio insiste em convocar o guarda-redes suplente do 4º classificado do campeonato português quando tem disponível o guarda-redes titular do 3º classificado [a defesa menos batida do campeonato, por sinal]. Depois chama um jogador que até ao Mundial não deverá entrar em competição por se encontrar em litígio com o clube russo que representa. Mais: convocou também um ex-jogador do mesmo clube russo que agora joga 10 ou 15 minutos por semana na Inglaterra de José Mourinho.
De fora das suas escolhas ficam jogadores como João Moutinho, Manuel Fernandes, João Tomás ou Carlos Martins [já para não falar dos tradicionais excluídos e nunca explicados Vítor Baia e João Pinto].
[Actualização] Das inexplicáveis convocatórias de Scolari, só entendo a chamada de Quim: o ex-guarda-redes do Braga tem uma vasta experiência acumulada no banco de suplentes que lhe pode ser muito útil como suplente de Ricardo...
De fora das suas escolhas ficam jogadores como João Moutinho, Manuel Fernandes, João Tomás ou Carlos Martins [já para não falar dos tradicionais excluídos e nunca explicados Vítor Baia e João Pinto].
[Actualização] Das inexplicáveis convocatórias de Scolari, só entendo a chamada de Quim: o ex-guarda-redes do Braga tem uma vasta experiência acumulada no banco de suplentes que lhe pode ser muito útil como suplente de Ricardo...
Extremism: the loser's revenge
«Can sexual inadequacy or deprivation turn angry young men into killers?»
O texto já foi publicado há alguns dias, mas vale a pena ler. No Guardian, por Ian Buruma.
O texto já foi publicado há alguns dias, mas vale a pena ler. No Guardian, por Ian Buruma.
terça-feira, fevereiro 28, 2006
sábado, fevereiro 25, 2006
[Some of] the music that rocked my world # 21

Angel of Death / Piece by Piece / Necrophobic / Altar of Sacrifice / Jesus Saves / Criminally Insane / Reborn / Epidemic / Post Mortem / Raining Blood
.../...
Dez temas, 29 minutos e 1 segundo de doentia agressão. Estava-se em 1986 e os Slayer conseguiam, à terceira tentativa, revolucionar a cena heavy metal internacional. Após os semi-falhados Show No Mercy e Hell Awaits, com Reign In Blood, Tom Araya, Dave Lombardo, Jeff Hanneman e Kerry King compunham uma autêntica sinfonia de violência e opressão como nunca antes se tinha ouvido. A partir daqui o mundo do heavy metal entrou numa espiral de violência e brutalidade com toda a gente a tentar tocar a velocidades cada vez mais vertiginosas e a um volume sonoro cada vez mais elevado. Os Slayer faziam, em 1986, parte do titânico quarteto que dominava o movimento que na altura se designava como thrash / speed metal [Metallica, Anthrax e Megadeth eram os restantes] e de onde viria a nascer muita da mais extrema música entretanto produzida. Aliás, desse quarteto, apenas os Slayer continuam fieis ao seu credo inicial, debitando bons álbuns com alguma regularidade [os Metallica amoleceram, os Anthrax foram perdendo gas por entre crises internas e os Megadeth assumiram-se como o veículo das paranoias - e do péssimo feitio - de Dave Mustaine]. Quem esteve no último Super Bock Super Rock não ficou indiferente, para o bem e para mal, à demolidora actuação do quarteto que deixou a milhas de distância todas as outras formações [mais ou menos] da mesma área musical que por lá passaram.
.../...
Ora há 20 anos Portugal entrava com pompa e circunstância para a então CEE e o início desse ano ficou por cá marcado pela renhida disputa eleitoral entre Mário Soares e Freitas do Amaral para o cargo de Presidente da República [creio que foi com essas eleições que realmente acordei para a política]. Nesse mesmo ano, fomos todos enxovalhados com a participação da selecção de futebol portuguesa no Mundial do México [o famigerado caso Saltillo], o tal em que Maradona marcou golos de todas as maneiras e feitios [e o mesmo em que a mão divina também teve intervenção decisiva]. Em Outubro 1986 eu iniciava o meu último ano do ensino secundário sem saber muito bem o que iria fazer depois Junho de 1987 [haveria de rumar a Coimbra].
.../...
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Inimputabilidades
Um grupo de fedelhos [no sentido de "miúdos"] espancou até à morte um sem-abrigo no Porto. Rui Semblano aborda o assunto, porque [como ele próprio escreve] aconteceu praticamente à porta de sua casa, e genericamente concordo com o que escreve. Aliás, este post é mesmo suscitado pela leitura do sombrio texto - não tinha qualquer intenção de abordar o crime cometido pelas "crianças".
Isto dito, algumas considerações soltas:
- Não desculpabilizo o que os garotos fizeram. Mataram uma pessoa e sabiam o que estavam a fazer. Espancaram um desgraçado apenas porque sim, porque lhes apeteceu. Não me interessa as origens sociais dos catraios e não me interessa se eram oriundos de "famílias desestruturadas" [ou lá como é que os psicólogos e sociólogos dizem] ou de "famílias estáveis". Merecem ser castigo à altura do crime que cometeram.
- Este é um caso limite, mas a verdade é que diariamente "crianças" portuguesas têm atitudes e cometem actos reveladores da mais absoluta irresponsabilidade. Basta falar com qualquer professor. As suas histórias são reveladoras. Os casos de "indisciplina" sucedem-se nas nossas escolas e continuamos, todos, a assobiar para o lado e a achar que "são jovens, não pensam". Acontece que são jovens mas não são parvos. Pensam, raciocinam, observam e tiram conclusões. E as conclusões que tiram são simples: os "adultos" acham que as suas atitudes são compreensíveis e desculpáveis porque, lá está, eles "são jovens, não pensam", têm direito à rebeldia e patati-patátá.
- Mais do que irresponsabilidade, temos um problema de desresponsabilização generalizada. Os pais, genericamente, largam os filhos na escola e esperam que esta cumpra funções parentais [ainda esta semana ouvi António Lobo Xavier, na Quadratura do Círculo e que tem as filhas numa escola secundária, pública, do Porto, dizer que quando vai a reuniões de pais percebe que a atitude generalizada revela precisamente que os pais esperam que a escola "tome conta dos seus filhos" - e calculo que as filhas de Lobo Xavier não andem numa das escolas problemáticas do Grande Porto...].
- Ao contrário do que é comum dizer-se, as crianças não são tão inocentes como isso [e actualmente são-no menos do que o eram em outros tempos]. Acresce que as crianças [os seres humanos...] são naturalmente violentas [e não me venham com a conversa dos jogos de computador e dos programas de televisão] e cruéis. Não é de agora que o são. Lembro-me bem de algumas brincadeiras de recreio, de várias cenas de pancadaria, de olhos negros e sangue a correr do nariz [e não cresci em nenhum "bairro problemático" de subúrbio].
- Não sei quais são as soluções, não sei se, como Semblano escreve, passa pelo endurecimento da lei. Sei que ou começamos - adultos, pais, escola, sociedade - a responsabilizar as "crianças" pelos suas atitudes ou mais tarde ou mais cedo o problema pode tornar-se irresolúvel. Por muito fluídos que possam ser as noções de bem e de mal, essas noções ou se adquirem na idade própria ou jamais se adquirem e há - sempre houve - formas de as transmitir [a boa e velha - e hoje proibida - bofetada, no momento certo, teve em mim efeitos pedagógicos que hoje agradeço à senhora minha mãe].
---
À margem: pergunto-me porque motivo, em todas as notícias e comentários ao caso que tenho lido, e ouvido, tem sido referido que o sem-abrigo era transexual e toxicodependente...
Isto dito, algumas considerações soltas:
- Não desculpabilizo o que os garotos fizeram. Mataram uma pessoa e sabiam o que estavam a fazer. Espancaram um desgraçado apenas porque sim, porque lhes apeteceu. Não me interessa as origens sociais dos catraios e não me interessa se eram oriundos de "famílias desestruturadas" [ou lá como é que os psicólogos e sociólogos dizem] ou de "famílias estáveis". Merecem ser castigo à altura do crime que cometeram.
- Este é um caso limite, mas a verdade é que diariamente "crianças" portuguesas têm atitudes e cometem actos reveladores da mais absoluta irresponsabilidade. Basta falar com qualquer professor. As suas histórias são reveladoras. Os casos de "indisciplina" sucedem-se nas nossas escolas e continuamos, todos, a assobiar para o lado e a achar que "são jovens, não pensam". Acontece que são jovens mas não são parvos. Pensam, raciocinam, observam e tiram conclusões. E as conclusões que tiram são simples: os "adultos" acham que as suas atitudes são compreensíveis e desculpáveis porque, lá está, eles "são jovens, não pensam", têm direito à rebeldia e patati-patátá.
- Mais do que irresponsabilidade, temos um problema de desresponsabilização generalizada. Os pais, genericamente, largam os filhos na escola e esperam que esta cumpra funções parentais [ainda esta semana ouvi António Lobo Xavier, na Quadratura do Círculo e que tem as filhas numa escola secundária, pública, do Porto, dizer que quando vai a reuniões de pais percebe que a atitude generalizada revela precisamente que os pais esperam que a escola "tome conta dos seus filhos" - e calculo que as filhas de Lobo Xavier não andem numa das escolas problemáticas do Grande Porto...].
- Ao contrário do que é comum dizer-se, as crianças não são tão inocentes como isso [e actualmente são-no menos do que o eram em outros tempos]. Acresce que as crianças [os seres humanos...] são naturalmente violentas [e não me venham com a conversa dos jogos de computador e dos programas de televisão] e cruéis. Não é de agora que o são. Lembro-me bem de algumas brincadeiras de recreio, de várias cenas de pancadaria, de olhos negros e sangue a correr do nariz [e não cresci em nenhum "bairro problemático" de subúrbio].
- Não sei quais são as soluções, não sei se, como Semblano escreve, passa pelo endurecimento da lei. Sei que ou começamos - adultos, pais, escola, sociedade - a responsabilizar as "crianças" pelos suas atitudes ou mais tarde ou mais cedo o problema pode tornar-se irresolúvel. Por muito fluídos que possam ser as noções de bem e de mal, essas noções ou se adquirem na idade própria ou jamais se adquirem e há - sempre houve - formas de as transmitir [a boa e velha - e hoje proibida - bofetada, no momento certo, teve em mim efeitos pedagógicos que hoje agradeço à senhora minha mãe].
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À margem: pergunto-me porque motivo, em todas as notícias e comentários ao caso que tenho lido, e ouvido, tem sido referido que o sem-abrigo era transexual e toxicodependente...
sexta-feira, fevereiro 24, 2006
Favourites
Faz-me muita confusão que haja tanta gente que rapidamente indica o livro, filme, disco ou canção da sua vida. Nunca fui capaz de o fazer [defeito meu, por certo]. Desde puto imberbe nunca fui capaz de responder a perguntas do género "qual é a tua banda favorita?", "quem é o teu escritor preferido?", "quem é que achas que é o/a melhor actor/actriz de sempre?". Apetece-me sempre responder com nomes que sei à partida que o inquirdor desconhece [numa certa fase da minha vida respondia mesmo com nomes que ninguém conhecia... porque os inventava]. Felizmente nunca ninguém me perguntou "se fosses para uma ilha deserta e só pudesses levar um...?". Escapa-me por completo o motivo que possa levar alguém em seu perfeito juízo a querer passar o resto da vida numa ilha deserta.
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Deixo aqui aquela que é uma das melhores canções que alguma vez ouvi. Um verdadeiro monumento.
Long wave / short wave / frequência modulada
Sempre quero ver se esta proposta de onda blogoesférica pega... Já vi "ondas" mais absurdas.
[Será que] Espero que o João Miranda concorde [?].
[Será que] Espero que o João Miranda concorde [?].
quinta-feira, fevereiro 23, 2006
CATÁSTROFE [2]
Felizmente a "ajuda humanitária" foi lesta e A Coluna sobreviveu. Foi preciso andar a recolher ossos do chão e reconstituir o esqueleto, mas está tudo novamente funcional.
Ainda não percebi o que se passou com o Blogger. Sei apenas que, subitamente, fiquei sem blog e foi preciso reconstituir o template de raíz. É capaz de haver ainda um ou outro "osso" deslocado, mas aparentemente está tudo como antes da catástrofe.
Ainda não percebi o que se passou com o Blogger. Sei apenas que, subitamente, fiquei sem blog e foi preciso reconstituir o template de raíz. É capaz de haver ainda um ou outro "osso" deslocado, mas aparentemente está tudo como antes da catástrofe.
Continuando debaixo do solo
[Moscovo, estação de Komsomolskaya]
[Teerão, estação Iman Khomeini]

[Estocolmo, estação de Rinkeby]
[Munique, estação de Westfriedhof]
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Sim, são imagens de estações de metropolitano, embora pareçam uma catedral [Moscovo], um museu [Teerão], uma caverna humanizada [Estocolmo] e um bar / discoteca modernaço.
Another experience in castposting
Continuo a testar o Castpost e a coisa parece estar a correr bem. A quem possa interessar: o tema que roda no player aqui em baixo é de Urb, promissor talento da música electrónica portuguesa. O que roda no topo do blog pertence aos Waste Disposal Machine [banda de electro-industrial-metal].
Debaixo do solo
Retomo o tema do estranho fascínio que sobre mim exercem as estações de metropolitano e o hábito de as fotografar. Não sou, certamente, caso único e, além do mais, há estações de metro que só não fascinarão as almas mais empedernidas. Dois exemplos:

[Zurique, estação de Stadelhofen]

[Montreal, estação de Monk]
...
Fotos retiradas daqui.
quarta-feira, fevereiro 22, 2006
Play it again, Sam!
Samuel Eto'o. Marcou o golo da vitória do Barcelona sobre o Chelsea. Que me desculpem os admiradores de Mourinho [entre os quais me incluo], mas espero que na segunda mão Lampard, Crespo, Makelele, Robben e companhia não consigam dar a volta ao resultado [mas com Mourinho nunca se sabe...].
An experience in castposting
Apenas um teste como se deduz do título acima.
Powered by Castpost
castpost link: http://agendaelectronica.castpost.com
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Manias...
Tenho um estranho fascínio pelo metropolitano e, particularmente, pelas estações de metropolitano. De tal modo que até costumo fotografá-las.

Entretanto, adquiri também o estranho hábito de fotografar túneis...

... cafés e restaurantes.

Só tenho pena de não ser bom fotógrafo.
Finalmente...
... uma razão válida para os portugueses berrarem por Portugal quando vão a concertos. Assim, eles cá venham tocar.
Outros olhares
Lembram-se de Rob Gardiner e da sua caminhada sobre a Circle Line de Londres? Pois bem, Gardiner chegou ao fim da sua viagem fotográfica, depois de percorrer a pé as 14 milhas dessa linha de metropolitano londrina. E aqui dá-nos a ver as imagens da última milha.
Bolas ao poste
Ontem à noite, Ronald Koeman deixou de ser "una mierda" [ou passou, pelo menos, a ser "una mierda mas acceptable"] porque Luisão marcou um golo ao Liverpool num jogo que, de campeões, teve muito pouco. Aliás, a avaliar pelo número de golos marcados ontem [apenas cinco] em quatro jogos, os "campeões" ainda em prova andam muito pouco inspirados. Logo, ao princípio da noite, há mais quatro jogos e, dizem, o grande embate de hoje envolverá o Chelsea e o Barcelona e eu espero, mas duvido, que Rijkaard bata Mourinho.
Nota: dos 16 clubes em prova, pelo menos 8 não foram campeões de coisa nenhuma na época passada. Daí as aspas em campeões.
Nota: dos 16 clubes em prova, pelo menos 8 não foram campeões de coisa nenhuma na época passada. Daí as aspas em campeões.
segunda-feira, fevereiro 20, 2006
Bolas ao poste, jornalismo na desportiva e futebol
Sábado, 18 de Fevereiro, Estádio D. Afonso Henriques: o SLB levou um banho e, como se isso não bastasse, ainda perdeu com o penúltimo classificado do campeonato nacional.
Sábado, 18 de Fevereiro, Estádio de Alvalade: o Paços de Ferreira perdeu por 3-0 por culpa do árbitro que assinalou falta numa jogada em que o guarda redes derrubou não sei dentro da área.
Domingo, 19 de Fevereiro, Estádio das Antas: um clube da Madeira [que por mim ia jogar para os distritais - onde estaria não fossem as chorudas "ajudas" do Governo Regional com o dinheiro dos nossos impostos] perdeu por 1-0 e viu o árbitro reconhecer que se tinha enganado e voltar atrás com uma decisão errada, repondo assim a verdade. No canal de televisão que transmitia o jogo em directo, os "jornalistas" ridicularizaram o árbitro quando este assinalou o penalty [grande penalidade em português] e ridicularizaram o árbitro quando este reconheceu o erro e o corrigiu. Não sei se Carlos Xistra, o árbitro em causa, é bom ou mau árbitro e não tenho razões para duvidar da sua idoneidade, mas ontem fiquei a saber que é um homem sufucientemente humilde para reconhecer que se engana, e ao reconhecê-lo, corrigir o erro. Coisa que os "jornalistas" que acompanhavam a transmissão não são.
---
E agora, vamos ao futebol: em Espanha o Barcelona, com Ronaldinho, Deco, Eto'o e Messi, deu 5 ao Bétis [e deixou que os de Sevilha marcassem um golo]. Em Itália, a Juventus até já se dá ao luxo de perder. Na Inglaterra, houve Taça. Na Bélgica o "meu" Anderlecht ganhou por 2-0 ao FC Brussels [mas tenho algumas dúvidas que na Bélgica se jogue realmente futebol...].
Sábado, 18 de Fevereiro, Estádio de Alvalade: o Paços de Ferreira perdeu por 3-0 por culpa do árbitro que assinalou falta numa jogada em que o guarda redes derrubou não sei dentro da área.
Domingo, 19 de Fevereiro, Estádio das Antas: um clube da Madeira [que por mim ia jogar para os distritais - onde estaria não fossem as chorudas "ajudas" do Governo Regional com o dinheiro dos nossos impostos] perdeu por 1-0 e viu o árbitro reconhecer que se tinha enganado e voltar atrás com uma decisão errada, repondo assim a verdade. No canal de televisão que transmitia o jogo em directo, os "jornalistas" ridicularizaram o árbitro quando este assinalou o penalty [grande penalidade em português] e ridicularizaram o árbitro quando este reconheceu o erro e o corrigiu. Não sei se Carlos Xistra, o árbitro em causa, é bom ou mau árbitro e não tenho razões para duvidar da sua idoneidade, mas ontem fiquei a saber que é um homem sufucientemente humilde para reconhecer que se engana, e ao reconhecê-lo, corrigir o erro. Coisa que os "jornalistas" que acompanhavam a transmissão não são.
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E agora, vamos ao futebol: em Espanha o Barcelona, com Ronaldinho, Deco, Eto'o e Messi, deu 5 ao Bétis [e deixou que os de Sevilha marcassem um golo]. Em Itália, a Juventus até já se dá ao luxo de perder. Na Inglaterra, houve Taça. Na Bélgica o "meu" Anderlecht ganhou por 2-0 ao FC Brussels [mas tenho algumas dúvidas que na Bélgica se jogue realmente futebol...].
Entusiasmo
Logo à noite estreia Calma, Larry! [ou Curb Your Enthusiasm no original] n' A Dois. Se não sabem quem é Larry David talvez valha a pena saber que o senhor era um dos argumentistas de Seinfeld e se não sabem o que foi [é] Seinfeld, talvez não valha a pena ver Curb Your Enthusiasm.
Desaparecidos
Dois posts aqui publicados na sexta e no sábado... Muito estranho. Entretanto foram recuperados, mas o comentário que a um dos posts desapareceu.
sábado, fevereiro 18, 2006
sexta-feira, fevereiro 17, 2006
Porque a liberdade está ameaçada por aqui [mais absurdos]
Se por causa da de uns rabiscos publicados há uns meses num obscuro jornal dinamarquês é compreensível que se destrua, mate e ameace com a guerra santa todo o Ocidente, então por causa de milhares de mortos nas torres de Nova Iorque, nos combóios de Madrid ou no metropolitano de Londres [omito deliberadamente todos os atentados ocorridos em países muçulmanos nos últimos anos e os milhares de mortos muçulmanos que provocaram] será legítimo achar que a invasão e ocupação do Iraque ainda é pouco? Guantanamo e Abu Grahib são justificáveis?
Nem quero pensar no que deveria ter acontecido à Alemanha depois da Segunda Guerra Mundial [se o Holocausto tivesse mesmo acontecido, claro...].
Nem quero pensar no que deveria ter acontecido à Alemanha depois da Segunda Guerra Mundial [se o Holocausto tivesse mesmo acontecido, claro...].
Porque a liberdade está ameaçada por aqui [outra dúvida]
Alguém me explica, com recurso a ilustrações se for caso disso, qual é exactamente o problema dos fundamentalistas islâmicos? Ainda não percebi o que tanto os ofende: a representação do seu Profeta [faço notar a maiúscula, não venha por aí uma fatwa contra mim...] ou o facto de os cartoons serem "insultuosos"?
Já agora, e se não for pedir muito, esclareçam-me também quem é que anda há anos a associar a figura, perdão, o nome de Maomé à violência e ao terrorismo? Os cartoonistas dinamarqueses ou os muçulmanos que se têm feito explodir nos mais variados locais do planeta?
Já agora, e se não for pedir muito, esclareçam-me também quem é que anda há anos a associar a figura, perdão, o nome de Maomé à violência e ao terrorismo? Os cartoonistas dinamarqueses ou os muçulmanos que se têm feito explodir nos mais variados locais do planeta?
Porque a liberdade está ameaçada por aqui [absurdos]
Tenho ouvido por aí argumentos absolutamente delirantes em defesa, ou pelo menos de compreensão, das reacções dos fundamentalistas islâmicos aos cartoons publicados há uns meses num irrelevante jornal dinamarquês. Resolvi também arranjar um argumento absurdo: se aquelas reacções são legítimas, ou pelo menos compreensíveis, quantos indonésios terão ainda de morrer para pagar os crimes que durante anos cometeram em Timor?
Porque a liberdade está ameaçada por aqui [dúvida]
Há um aspecto que me faz muita confusão em todo este "disparate" gerado à volta de uns quantos desenhados publicados há uns meses. Porque haveria eu, para todos os efeitos agnóstico, de me submeter às leis de uma religião que não pratico e sobre a qual sou mesmo largamente ignorante? Se não aceito que a Igreja Católica, em cujo catequismo até fui educado, interfira na minha vida pessoal, porque haveria de me submeter aos ditâmes de qualquer outra religião [seja ela qual for]? A lei muçulmana que impede a represenação de Maomé aplica-se aos muçulmanos, não a mim. E não me venham com o argumento de que os cartoons são "insultos" à dignidade do profeta e à fé muçulmana. Nada justifica as reacções que os fundamentalistas islâmicos têm protagonizado.
Porque a liberdade está ameaçada por aqui [disparates]
Rui Semblano, que me deve um café no Paraíso, acha que os disparates de um pequeno jornal dinamarquês são comparáveis aos disparates proferidos pelo senhor Mohammed Taheri, embaixador do Irão em Portugal. Não são comparáveis. Eu sou dos que acham que os cartoonistas dinamarqueses têm o direito a exprimir a sua opinião. Acho também que o senhor Mohammed Taheri tem direito à sua opinião. Mas o que o senhor Mohammed Taheri exprimiu é mais que a sua opinião pessoal, quanto mais não seja porque falou na qualidade de representante oficial em Portugal de um Estado [o Irão]: aquela é, queira-se ou não, a posição de um Estado, concretamente o Irão, que defende a extinção de outro Estado, Israel, e que defende que o Holocausto nunca existiu. Os cartoonistas dinarqueses não caricaturaram Maomé em representação do Estado dinamarquês. Fizeram-no a título pessoal. Mohammed Taheri falava em nome do Estado que representa em Portugal. Isso faz toda a diferença.
Serviços fantásticos
A página que reproduzo aqui terá sido publicada na Visão do passado dia 2 de Fevereiro. Confio em que ma fez chegar às mãos [leio a Visão muito intermitentemente]. Espantoso neste relato é que, apesar da prodigiosa imaginação de Ricardo Araújo Pereira, não duvido nem por um segundo da veracidade do seu relato. Se, como eu, não é "cliente" assíduo da Visão, faça o favor de clicar na imagem para ler convenientemente o texto.
Sair [publicidade semi-dissimulada]
Amanhã à noite.
Para mais informações / pormenores, clicar na imagem abaixo...
Para mais informações / pormenores, clicar na imagem abaixo...
quarta-feira, fevereiro 15, 2006
Muito boa música
O projecto britânico The Infadels editou recentemente um álbum intitulado We Are Not The Infadels que me chegou agora - ilicitamente, confesso - aos ouvidos. É um grande disco e, se nos enjoativos balanços de final de ano, não estiver lá é, porque anda tudo surdo.

Música e ruido ambiente
Quem por aqui passa já deve ter suspeitado que eu gosto de música. Gosto muito, realmente. Ouço, compro e descarrego muita música. Não consigo trabalhar ou conduzir sem música, por exemplo. Talvez por gostar tanto de música, de muitas músicas, me irrite tanto a proliferação de locais que insistem em dar-me música [entenda-se aqui música em sentido muito lato]. Supermercados, elevadores, telefones, o átrio do prédio onde moro, lojas, cafés, restaurantes, comboios, autocarros, centros comerciais ou blogs insistem em dar-me música [em sentido muito lato, repito], música de que em 99% das vezes não gosto e que nem sequer pedi para ouvir. É nessas alturas que prezo ainda mais outra das minhas paixões: o silêncio. É que nessas alturas, o que me dão não é exactamente música, é tão somente ruído ambiente.
Mohammed Taheri
Correndo o risco de atraiar sobre Portugal a fúria dos persas, atrevo-me a perguntar quantas pessoas incinerou ou mandou incinerar o senhor Mohammed Taheri para chegar à tão científica conclusão de que são precisos 15 anos para incinerar seis milhões de pessoas?
Insanidade mental [ou um post absolutamente sincero]
A propósito desta notícia [e de tudo o que se passa na desgraçada Madeira] apenas me passa pela cabeça dizer o seguinte a Aborto João Jardim: o senhor é uma das maiores bestas que alguma vez pisaram território português, um energúmeno que governa a sua ilha com métodos que fariam a inveja da velha mafia siciliana e que sobrevive politicamente graças à criminosa e corrupta teia de cumplicidades que foi construindo na "sua" ilha [e à criminosa passividade da classe dirigente portuguesa que o tolera]. O senhor é um ladrão da pior espécie, um vigarista que anda a assaltar Portugal há trinta anos para financiar os seus esquemas criminosos e alimentar a escumalha que o rodeia. O senhor é aquilo que aqui, em Cuba como o senhor gosta de dizer, designamos como um grandessíssimo pulha. Por favor, vá morrer longe e depressa.
Aviso à navegação: em três tempos arranjo um atestado a comprovar a minha insanidade mental, portanto não vale a pena alguém pensar em processar-me por injúrias e difamação.
Aviso à navegação: em três tempos arranjo um atestado a comprovar a minha insanidade mental, portanto não vale a pena alguém pensar em processar-me por injúrias e difamação.
Afinal, ainda há esperança...
... para o Blitz, jornal que, como por aqui escrevi há uns meses, andava "uma merda": a direcção passou para as mãos de Miguel Francisco Cadete.
terça-feira, fevereiro 14, 2006
Mais bonecas
As mais estranhas bonecas de Boston [ver dois posts abaixo] têm duas datas agendadas para Portugal no mês de Maio [Lisboa e Famalicão].
O princípio de um novo culto?...
O princípio de um novo culto?...
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