quinta-feira, março 09, 2006

E já me esquecia...

... que hoje é melhor não ligar televisão nem rádio.

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Hoje toma posse Cavaco Silva. Lamento mas este não é, pessoalmente, um dos dias mais felizes do ano de 2006.

* nem consigo arranjar um título para este post

quarta-feira, março 08, 2006

Alguém me explica...

... porque andaram hoje carros a buzinar na minha cidade? Não foi, com certeza, apenas por isto.

Mulher

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Por Salvador Dali, 1934

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Marianne Faithfull: The Ballad of Lucy Jordan [Broken English, 1979 Island Records]

Citando Ferro Rodrigues [*]

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Já não me lembro onde roubei esta imagem, mas lá que exprime na perfeição o meu sentimento sobre a coisa... Só não exprime é a minha incompreensão quanto ao nome: Rock in Rio. Rock?!

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["Estou-me cagando para o segredo de justiça!"]

segunda-feira, março 06, 2006

... and the Oscars went to...

... who cares?

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Ia escrever aqui um post sobre a irrelevância dos prémios da indústria cinematográfica norte-americana, mas decidi que um simples "who cares?" resume muito adequadamente a minha opinião.

quarta-feira, março 01, 2006

1 de Março

Feriado municipal na minha cidade. Deixo aqui uma vista do Aqueduto dos Pegões ao anoitecer.

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A selecção dele

A selecção nacional de futebol tem logo à noite um jogo de preparação para o Mundial da Alemanha e Luiz Felipe Scolari [o homem que conseguiu perder o Euro2004 e que foi campeão do mundo com o Brasil porque os árbitros da FIFA assim o quiseram] fez mais uma das suas convocatórias. O devoto da Nossa Senhora de Caravaggio insiste em convocar o guarda-redes suplente do 4º classificado do campeonato português quando tem disponível o guarda-redes titular do 3º classificado [a defesa menos batida do campeonato, por sinal]. Depois chama um jogador que até ao Mundial não deverá entrar em competição por se encontrar em litígio com o clube russo que representa. Mais: convocou também um ex-jogador do mesmo clube russo que agora joga 10 ou 15 minutos por semana na Inglaterra de José Mourinho.
De fora das suas escolhas ficam jogadores como João Moutinho, Manuel Fernandes, João Tomás ou Carlos Martins [já para não falar dos tradicionais excluídos e nunca explicados Vítor Baia e João Pinto].

[Actualização] Das inexplicáveis convocatórias de Scolari, só entendo a chamada de Quim: o ex-guarda-redes do Braga tem uma vasta experiência acumulada no banco de suplentes que lhe pode ser muito útil como suplente de Ricardo...

Extremism: the loser's revenge

«Can sexual inadequacy or deprivation turn angry young men into killers?»

O texto já foi publicado há alguns dias, mas vale a pena ler. No Guardian, por Ian Buruma.

sábado, fevereiro 25, 2006

[Some of] the music that rocked my world # 21

Slayer, Reign In Blood [DefJam Records, 1986]

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Angel of Death / Piece by Piece / Necrophobic / Altar of Sacrifice / Jesus Saves / Criminally Insane / Reborn / Epidemic / Post Mortem / Raining Blood

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Dez temas, 29 minutos e 1 segundo de doentia agressão. Estava-se em 1986 e os Slayer conseguiam, à terceira tentativa, revolucionar a cena heavy metal internacional. Após os semi-falhados Show No Mercy e Hell Awaits, com Reign In Blood, Tom Araya, Dave Lombardo, Jeff Hanneman e Kerry King compunham uma autêntica sinfonia de violência e opressão como nunca antes se tinha ouvido. A partir daqui o mundo do heavy metal entrou numa espiral de violência e brutalidade com toda a gente a tentar tocar a velocidades cada vez mais vertiginosas e a um volume sonoro cada vez mais elevado. Os Slayer faziam, em 1986, parte do titânico quarteto que dominava o movimento que na altura se designava como thrash / speed metal [Metallica, Anthrax e Megadeth eram os restantes] e de onde viria a nascer muita da mais extrema música entretanto produzida. Aliás, desse quarteto, apenas os Slayer continuam fieis ao seu credo inicial, debitando bons álbuns com alguma regularidade [os Metallica amoleceram, os Anthrax foram perdendo gas por entre crises internas e os Megadeth assumiram-se como o veículo das paranoias - e do péssimo feitio - de Dave Mustaine]. Quem esteve no último Super Bock Super Rock não ficou indiferente, para o bem e para mal, à demolidora actuação do quarteto que deixou a milhas de distância todas as outras formações [mais ou menos] da mesma área musical que por lá passaram.

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Ora há 20 anos Portugal entrava com pompa e circunstância para a então CEE e o início desse ano ficou por cá marcado pela renhida disputa eleitoral entre Mário Soares e Freitas do Amaral para o cargo de Presidente da República [creio que foi com essas eleições que realmente acordei para a política]. Nesse mesmo ano, fomos todos enxovalhados com a participação da selecção de futebol portuguesa no Mundial do México [o famigerado caso Saltillo], o tal em que Maradona marcou golos de todas as maneiras e feitios [e o mesmo em que a mão divina também teve intervenção decisiva]. Em Outubro 1986 eu iniciava o meu último ano do ensino secundário sem saber muito bem o que iria fazer depois Junho de 1987 [haveria de rumar a Coimbra].

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Post arquivado em As colunas [sem surround]

Quando o futuro era lá atrás

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1977 - 1983

Children of the damned...

... esteve para ser o título do post abaixo...

Inimputabilidades

Um grupo de fedelhos [no sentido de "miúdos"] espancou até à morte um sem-abrigo no Porto. Rui Semblano aborda o assunto, porque [como ele próprio escreve] aconteceu praticamente à porta de sua casa, e genericamente concordo com o que escreve. Aliás, este post é mesmo suscitado pela leitura do sombrio texto - não tinha qualquer intenção de abordar o crime cometido pelas "crianças".
Isto dito, algumas considerações soltas:
- Não desculpabilizo o que os garotos fizeram. Mataram uma pessoa e sabiam o que estavam a fazer. Espancaram um desgraçado apenas porque sim, porque lhes apeteceu. Não me interessa as origens sociais dos catraios e não me interessa se eram oriundos de "famílias desestruturadas" [ou lá como é que os psicólogos e sociólogos dizem] ou de "famílias estáveis". Merecem ser castigo à altura do crime que cometeram.
- Este é um caso limite, mas a verdade é que diariamente "crianças" portuguesas têm atitudes e cometem actos reveladores da mais absoluta irresponsabilidade. Basta falar com qualquer professor. As suas histórias são reveladoras. Os casos de "indisciplina" sucedem-se nas nossas escolas e continuamos, todos, a assobiar para o lado e a achar que "são jovens, não pensam". Acontece que são jovens mas não são parvos. Pensam, raciocinam, observam e tiram conclusões. E as conclusões que tiram são simples: os "adultos" acham que as suas atitudes são compreensíveis e desculpáveis porque, lá está, eles "são jovens, não pensam", têm direito à rebeldia e patati-patátá.
- Mais do que irresponsabilidade, temos um problema de desresponsabilização generalizada. Os pais, genericamente, largam os filhos na escola e esperam que esta cumpra funções parentais [ainda esta semana ouvi António Lobo Xavier, na Quadratura do Círculo e que tem as filhas numa escola secundária, pública, do Porto, dizer que quando vai a reuniões de pais percebe que a atitude generalizada revela precisamente que os pais esperam que a escola "tome conta dos seus filhos" - e calculo que as filhas de Lobo Xavier não andem numa das escolas problemáticas do Grande Porto...].
- Ao contrário do que é comum dizer-se, as crianças não são tão inocentes como isso [e actualmente são-no menos do que o eram em outros tempos]. Acresce que as crianças [os seres humanos...] são naturalmente violentas [e não me venham com a conversa dos jogos de computador e dos programas de televisão] e cruéis. Não é de agora que o são. Lembro-me bem de algumas brincadeiras de recreio, de várias cenas de pancadaria, de olhos negros e sangue a correr do nariz [e não cresci em nenhum "bairro problemático" de subúrbio].
- Não sei quais são as soluções, não sei se, como Semblano escreve, passa pelo endurecimento da lei. Sei que ou começamos - adultos, pais, escola, sociedade - a responsabilizar as "crianças" pelos suas atitudes ou mais tarde ou mais cedo o problema pode tornar-se irresolúvel. Por muito fluídos que possam ser as noções de bem e de mal, essas noções ou se adquirem na idade própria ou jamais se adquirem e há - sempre houve - formas de as transmitir [a boa e velha - e hoje proibida - bofetada, no momento certo, teve em mim efeitos pedagógicos que hoje agradeço à senhora minha mãe].

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À margem: pergunto-me porque motivo, em todas as notícias e comentários ao caso que tenho lido, e ouvido, tem sido referido que o sem-abrigo era transexual e toxicodependente...

sexta-feira, fevereiro 24, 2006

Favourites

Faz-me muita confusão que haja tanta gente que rapidamente indica o livro, filme, disco ou canção da sua vida. Nunca fui capaz de o fazer [defeito meu, por certo]. Desde puto imberbe nunca fui capaz de responder a perguntas do género "qual é a tua banda favorita?", "quem é o teu escritor preferido?", "quem é que achas que é o/a melhor actor/actriz de sempre?". Apetece-me sempre responder com nomes que sei à partida que o inquirdor desconhece [numa certa fase da minha vida respondia mesmo com nomes que ninguém conhecia... porque os inventava]. Felizmente nunca ninguém me perguntou "se fosses para uma ilha deserta e só pudesses levar um...?". Escapa-me por completo o motivo que possa levar alguém em seu perfeito juízo a querer passar o resto da vida numa ilha deserta.
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Deixo aqui aquela que é uma das melhores canções que alguma vez ouvi. Um verdadeiro monumento.

Long wave / short wave / frequência modulada

Sempre quero ver se esta proposta de onda blogoesférica pega... Já vi "ondas" mais absurdas.

[Será que] Espero que o João Miranda concorde [?].