quarta-feira, fevereiro 22, 2006

Finalmente...

... uma razão válida para os portugueses berrarem por Portugal quando vão a concertos. Assim, eles venham tocar.

Outros olhares

Lembram-se de Rob Gardiner e da sua caminhada sobre a Circle Line de Londres? Pois bem, Gardiner chegou ao fim da sua viagem fotográfica, depois de percorrer a pé as 14 milhas dessa linha de metropolitano londrina. E aqui dá-nos a ver as imagens da última milha.

Bolas ao poste

Ontem à noite, Ronald Koeman deixou de ser "una mierda" [ou passou, pelo menos, a ser "una mierda mas acceptable"] porque Luisão marcou um golo ao Liverpool num jogo que, de campeões, teve muito pouco. Aliás, a avaliar pelo número de golos marcados ontem [apenas cinco] em quatro jogos, os "campeões" ainda em prova andam muito pouco inspirados. Logo, ao princípio da noite, há mais quatro jogos e, dizem, o grande embate de hoje envolverá o Chelsea e o Barcelona e eu espero, mas duvido, que Rijkaard bata Mourinho.

Nota: dos 16 clubes em prova, pelo menos 8 não foram campeões de coisa nenhuma na época passada. Daí as aspas em campeões.

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

Bolas ao poste, jornalismo na desportiva e futebol

Sábado, 18 de Fevereiro, Estádio D. Afonso Henriques: o SLB levou um banho e, como se isso não bastasse, ainda perdeu com o penúltimo classificado do campeonato nacional.
Sábado, 18 de Fevereiro, Estádio de Alvalade: o Paços de Ferreira perdeu por 3-0 por culpa do árbitro que assinalou falta numa jogada em que o guarda redes derrubou não sei dentro da área.
Domingo, 19 de Fevereiro, Estádio das Antas: um clube da Madeira [que por mim ia jogar para os distritais - onde estaria não fossem as chorudas "ajudas" do Governo Regional com o dinheiro dos nossos impostos] perdeu por 1-0 e viu o árbitro reconhecer que se tinha enganado e voltar atrás com uma decisão errada, repondo assim a verdade. No canal de televisão que transmitia o jogo em directo, os "jornalistas" ridicularizaram o árbitro quando este assinalou o penalty [grande penalidade em português] e ridicularizaram o árbitro quando este reconheceu o erro e o corrigiu. Não sei se Carlos Xistra, o árbitro em causa, é bom ou mau árbitro e não tenho razões para duvidar da sua idoneidade, mas ontem fiquei a saber que é um homem sufucientemente humilde para reconhecer que se engana, e ao reconhecê-lo, corrigir o erro. Coisa que os "jornalistas" que acompanhavam a transmissão não são.

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E agora, vamos ao futebol: em Espanha o Barcelona, com Ronaldinho, Deco, Eto'o e Messi, deu 5 ao Bétis [e deixou que os de Sevilha marcassem um golo]. Em Itália, a Juventus até já se dá ao luxo de perder. Na Inglaterra, houve Taça. Na Bélgica o "meu" Anderlecht ganhou por 2-0 ao FC Brussels [mas tenho algumas dúvidas que na Bélgica se jogue realmente futebol...].

Fitas

A partir de hoje o Porto é [ainda] mais fantástico.

A propósito!...

For Seinfeld lovers only.

Entusiasmo

Logo à noite estreia Calma, Larry! [ou Curb Your Enthusiasm no original] n' A Dois. Se não sabem quem é Larry David talvez valha a pena saber que o senhor era um dos argumentistas de Seinfeld e se não sabem o que foi [é] Seinfeld, talvez não valha a pena ver Curb Your Enthusiasm.

Desaparecidos

Dois posts aqui publicados na sexta e no sábado... Muito estranho. Entretanto foram recuperados, mas o comentário que a um dos posts desapareceu.

Saturday night, strip fever

Aqui e ali.

sexta-feira, fevereiro 17, 2006

A puta...

... da irrelevância.

Porque a liberdade está ameaçada por aqui [mais absurdos]

Se por causa da de uns rabiscos publicados há uns meses num obscuro jornal dinamarquês é compreensível que se destrua, mate e ameace com a guerra santa todo o Ocidente, então por causa de milhares de mortos nas torres de Nova Iorque, nos combóios de Madrid ou no metropolitano de Londres [omito deliberadamente todos os atentados ocorridos em países muçulmanos nos últimos anos e os milhares de mortos muçulmanos que provocaram] será legítimo achar que a invasão e ocupação do Iraque ainda é pouco? Guantanamo e Abu Grahib são justificáveis?
Nem quero pensar no que deveria ter acontecido à Alemanha depois da Segunda Guerra Mundial [se o Holocausto tivesse mesmo acontecido, claro...].

Porque a liberdade está ameaçada por aqui [outra dúvida]

Alguém me explica, com recurso a ilustrações se for caso disso, qual é exactamente o problema dos fundamentalistas islâmicos? Ainda não percebi o que tanto os ofende: a representação do seu Profeta [faço notar a maiúscula, não venha por aí uma fatwa contra mim...] ou o facto de os cartoons serem "insultuosos"?

Já agora, e se não for pedir muito, esclareçam-me também quem é que anda há anos a associar a figura, perdão, o nome de Maomé à violência e ao terrorismo? Os cartoonistas dinamarqueses ou os muçulmanos que se têm feito explodir nos mais variados locais do planeta?

Porque a liberdade está ameaçada por aqui [absurdos]

Tenho ouvido por aí argumentos absolutamente delirantes em defesa, ou pelo menos de compreensão, das reacções dos fundamentalistas islâmicos aos cartoons publicados há uns meses num irrelevante jornal dinamarquês. Resolvi também arranjar um argumento absurdo: se aquelas reacções são legítimas, ou pelo menos compreensíveis, quantos indonésios terão ainda de morrer para pagar os crimes que durante anos cometeram em Timor?

Porque a liberdade está ameaçada por aqui [dúvida]

Há um aspecto que me faz muita confusão em todo este "disparate" gerado à volta de uns quantos desenhados publicados há uns meses. Porque haveria eu, para todos os efeitos agnóstico, de me submeter às leis de uma religião que não pratico e sobre a qual sou mesmo largamente ignorante? Se não aceito que a Igreja Católica, em cujo catequismo até fui educado, interfira na minha vida pessoal, porque haveria de me submeter aos ditâmes de qualquer outra religião [seja ela qual for]? A lei muçulmana que impede a represenação de Maomé aplica-se aos muçulmanos, não a mim. E não me venham com o argumento de que os cartoons são "insultos" à dignidade do profeta e à fé muçulmana. Nada justifica as reacções que os fundamentalistas islâmicos têm protagonizado.

Porque a liberdade está ameaçada por aqui [disparates]

Rui Semblano, que me deve um café no Paraíso, acha que os disparates de um pequeno jornal dinamarquês são comparáveis aos disparates proferidos pelo senhor Mohammed Taheri, embaixador do Irão em Portugal. Não são comparáveis. Eu sou dos que acham que os cartoonistas dinamarqueses têm o direito a exprimir a sua opinião. Acho também que o senhor Mohammed Taheri tem direito à sua opinião. Mas o que o senhor Mohammed Taheri exprimiu é mais que a sua opinião pessoal, quanto mais não seja porque falou na qualidade de representante oficial em Portugal de um Estado [o Irão]: aquela é, queira-se ou não, a posição de um Estado, concretamente o Irão, que defende a extinção de outro Estado, Israel, e que defende que o Holocausto nunca existiu. Os cartoonistas dinarqueses não caricaturaram Maomé em representação do Estado dinamarquês. Fizeram-no a título pessoal. Mohammed Taheri falava em nome do Estado que representa em Portugal. Isso faz toda a diferença.

Serviços fantásticos

A página que reproduzo aqui terá sido publicada na Visão do passado dia 2 de Fevereiro. Confio em que ma fez chegar às mãos [leio a Visão muito intermitentemente]. Espantoso neste relato é que, apesar da prodigiosa imaginação de Ricardo Araújo Pereira, não duvido nem por um segundo da veracidade do seu relato. Se, como eu, não é "cliente" assíduo da Visão, faça o favor de clicar na imagem para ler convenientemente o texto.

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Sair [publicidade semi-dissimulada]

Amanhã à noite.
Para mais informações / pormenores, clicar na imagem abaixo...




Para saber com que contar, descarregar o tema Mixed Pleasures Made Me Special. [download link]

quarta-feira, fevereiro 15, 2006

Muito boa música

O projecto britânico The Infadels editou recentemente um álbum intitulado We Are Not The Infadels que me chegou agora - ilicitamente, confesso - aos ouvidos. É um grande disco e, se nos enjoativos balanços de final de ano, não estiver lá é, porque anda tudo surdo.

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Música e ruido ambiente

Quem por aqui passa já deve ter suspeitado que eu gosto de música. Gosto muito, realmente. Ouço, compro e descarrego muita música. Não consigo trabalhar ou conduzir sem música, por exemplo. Talvez por gostar tanto de música, de muitas músicas, me irrite tanto a proliferação de locais que insistem em dar-me música [entenda-se aqui música em sentido muito lato]. Supermercados, elevadores, telefones, o átrio do prédio onde moro, lojas, cafés, restaurantes, comboios, autocarros, centros comerciais ou blogs insistem em dar-me música [em sentido muito lato, repito], música de que em 99% das vezes não gosto e que nem sequer pedi para ouvir. É nessas alturas que prezo ainda mais outra das minhas paixões: o silêncio. É que nessas alturas, o que me dão não é exactamente música, é tão somente ruído ambiente.