sexta-feira, janeiro 20, 2006

Um post a propósito de um comentário

O amigo [*] Rui Semblano diz num comentário ao post anterior desde que Vasco Pulido Valente escreveu sobre Hiroxima nunca mais leu as suas crónicas. Confesso que já não me recordo muito bem do que VPV escreveu sobre Hiroxima, nem é esse o motivo deste post. Faz-me confusão que se deixe de ler um cronista [ou um comentador político] apenas porque escreveu algo com que não concordamos. É como deixar de ler um bom romancista porque escreveu um mau romance, ignorar um bom poeta por um mau poema ou deixar de ouvir um bom músico por causa de uma má canção.
Durante anos li com prazer muitos textos de Paulo Portas n'O Independente e raramente concordei com ele. Miguel Sousa Tavares escreveu e disse coisas que considero absurdas e é, ainda hoje, um dos meus cronistas favoritos. Continuo a ler as opiniões de Pacheco Pareira e continuo a não concordar com muito do que escreve. Ou Francisco José Viegas ou Eduardo Prado Coelho ou Constança Cunha e Sá ou António Barreto e mais uns quantos [nos quais não se inclui, obviamente, essa estranha criatura que dá pelo nome de Luís Delgado].

[É impressão minha ou VPV acaba por concluir na sua análise a Eanes, Soares e Sampaio que, dos três, o melhor presidente que tivemos foi Sampaio?]

[*] Amigo que não conheço pessoalmente mas que, se bem me lembro, prometeu pagar um cafézinho no Paraíso quando passar cá por Tomar...

Taylor

Elisabeth Taylor já está fora da página... Era tão simples quanto isto.

quinta-feira, janeiro 19, 2006

VPV

Era para escrever aqui qualquer coisa sobre o artigo de Vasco Pulido Valente no Público de hoje mas não vale a pena. Só lendo mesmo.

[Se é um regabofe ou não, não sei. Mas não me parece].

[Sem qualquer relação: o próximo post que publicar vai atirar com Elisabeth Taylor para fora da página principal deste blog. De certo modo, não deixa de ser irónico que um homem vá livrar-se tão facilmente de Elisabeth Taylor.]

Violência verbal [*]

É o que espero do artigo de Vasco Pulido Valente sobre os presidentes Eanes, Soares e Sampaio] prometido para o Público de hoje. Vai ser um... regabofe?

[*] Violência é capaz de ser um bocadinho exagerado. Acutilância seria talvez mais adequado.

Regabofe

[Mais um para a secção de posts absolutamente inúteis]

Gosto da palavra que encima este post. Acho que não é suficientemente usada em Portugal [e por vezes nem sequer é adequadamente utilizada]. Eu próprio raramente a uso e penitencio-me por isso. Daí este texto. Foi escrito com a exclusiva inenção de utilizar a palavra em causa, pelo menos, duas vezes.
Regabofe.
Já está.

quarta-feira, janeiro 18, 2006

Ano de colheita: 1984

Fistful of Metal, Anthrax
Steeltown, Big Country
The Top, The Cure
Some Great Reward, Depeche Mode
Eden, Everything But The Girl
The Wonderful and Frightening World of the Fall, The Fall
Walking in the Shadow of the Big Man, Guadalcanal Diary
Zen Arcade, Hüsker Dü
Powerslave, Iron Maiden
How Will The Wolf Survive?, Los Lobos
Like A Virgin, Madonna
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Ride the Lightning, Metallica
Double Nickels on the Dime, The Minutemen
From Her To Eternity, Nick Cave & The Bad Seeds
Purple Rain, Prince
Reckoning, R.E.M.
Hyaena, Siouxie & The Banshees
Hatful of Hollow, The Smiths
Born in the USA, Bruce Springsteen
Soul Mining, The The
The Unforgettable Fire, U2
W.A.S.P., W.A.S.P.

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Post arquivado com todas as capas em As colunas [sem surround]

[Some of] the music that rocked my world # 20

Iron Maiden, Piece of Mind [EMI, 1983]

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Where Eagles Dare / Revelations / Flight of Icarus / Die With Your Boots On / The Trooper / Still Life / Quest For Life / Sun And Steel / To Tame A Land

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Os Iron Maiden foram durante alguns anos uma das minhas bandas de eleição. Comprei todos os seus álbuns até ao início dos anos 90, altura em que o meu interesse pelo heavy metal, por um lado, e a inspiração musical da banda, por outro, se desvaneciam. A primeira vez que os ouvi foi em The Number of the Beast [de 1982] mas só com este Piece of Mind me rendi à "dama de ferro" e ao heavy metal [durante um certo período só me faltava mesmo o cabelo comprido]. Este não é provavelmente o melhor disco da banda de Steve Harris [fundador, baixista e principal compositor], mas foi este um dos discos de heavy metal que mais me marcaram, precisamente porque foi com ele que aderi incondicionalmente aos sons mais pesados [e muito mal-afamados na época] do heavy metal. Não sendo o melhor dos Iron Maiden, em nove temas, Piece of Mind contém quatro clássicos da banda: Revelations, Flight of Icarus, Die With Your Boots On e The Trooper. Vi-os ao vivo três vezes, sempre em Portugal, a primeira das quais a 5 de Dezembro de 1986 [no recém-demolido Dramático de Cascais], o meu primeiro concerto internacional [com os infames W.A.S.P. a fazer a primeira parte]. Quanto mais não fosse, o trabalho dos Iron Maiden no início dos anos 80 faz deles uma das bandas fundamentais para a compreensão, e para a própria definição, do que seria o heavy metal - e muitos dos seus derivados - a partir de meados da década de 80.

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No ano da edição de Piece of Mind [1983] eu andava pela Escola Secundária e Polivalente do Entroncamento e passava o Verão na rua, em correrias de bicicleta e jogos de futebol no adro da igreja da aldeia onde cresci, paredes meias com o cemitério. Portugal vivia à beira da bancarrota e Mário Soares substituia nesse ano Francisco Pinto Balsemão na chefia do governo, formando-se então o famoso Bloco Central [cuja herança ainda hoje é visível na sociedade portuguesa]. Nesse mesmo ano, Björn Borg abandonva o ténis depois de vencer cinco vezes seguidas o Torneio de Wimbledon e Tennessee Williams morria no Hotel Elysée em Nova Iorque. A Swatch colocava à venda os seus primeiros relógios, a primeira Disneyland fora dos Estados Unidos abria em Tóquio e Flashdance e Star Wars - O Regresso de Jedi esgotavam cinemas pelo mundo. O nazi Klaus Barbie era finalmente capturado e a Stern publicava os Diários de Hitler [havia de se descobrir depois que eram falsos].
Com o mundo dividido ao meio [Ronald Reagan refere-se nesse ano à União Soviética como o "império do mal"], o Irão invadia o sudoeste do Iraque, numa guerra que duraria vários anos e custaria muitos milhares de mortos.

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Post arquivado em As colunas [sem surround]

É a p**a da loucura

A continuar assim, ainda se vai descobrir que o exercício físico é a solução para todos os problemas da humanidade. Agora descobriram que quem se exercita fisicamente corre menos riscos de sofrer de demência. Calhando, ainda hão-de descobrir que o exercício físico até reduz o défice. Por outro lado, começo a perceber as atitudes de certas pessoas que por aí andam, especialmente nos mundos da política e do futebol. Notoriamente, não se exercitaram quando deviam.

[De repente pergunto-me se o meu sedentarismo não poderá explicar, por exemplo, a existência deste blog - ou pelo menos de alguns posts]

Não sei...

... mas acho que andam a tentar viciar-me.

terça-feira, janeiro 17, 2006

Escutado

Souto Moura vai ao Parlamento na próxima sexta feira para ser escutado pela Comissão de Assuntos Constitucionais. Eu só não entendo porque motivo poderá ainda haver quem queira escutar o actual Procurador-Geral da República sobre o que quer que seja.

Futebol a alta velocidade

A 19 de Novembro um jogador do Benfica fez um gesto qualquer para os jogadores do Braga. Agora a Comissão Disciplinar da Liga Portuguesa de Futebol Profissional multou o jogador do Benfica. E nem sequer passaram 2 meses. Um processo rápido, como se vê.

segunda-feira, janeiro 16, 2006

Pois, pois...

O comissário Lopes Martins é o comandante da PSP cá da terra. O senhor não acha mal que tenham semeado rotundas e "passadeiras" elevadas pela cidade. Acha que são "redutores de velocidade" [e até são - e as "passadeiras" então podem até ser mais que isso: podem ser uma mina para os mecânicos locais].
Em entrevista a um dos jornais locais, o senhor comissário promete mão pesada para os prevaricadores em 2006. Diz ele que não haverá contemplações para os automobilistas que andam por cá a acelerar e a estacionar em tudo quanto é sítio [especialmente em cima dos passeios ou, em alternativa, em segunda e terceira filas].
Eu faço de conta que acredito e que é desta que os agentes da PSP local vão passar a andar com os olhos abertos para as centenas de infracções diárias cometidas na minha cidade.

Gritaria

Por acaso embirro um bocado com o hábito tão enraziado no sul da Europa de falar alto.

Isto não será levar as coisas um nadinha longe de mais?...

[e prometem a salvação por apenas $12,95...]

sexta-feira, janeiro 13, 2006

Sair [publicidade semi-dissimulada]

Logo à noite motivos semi-profissionais levam-me a Leiria. O jantar vai ser no sítio do costume, provavelmente o restaurante mais bonito de uma cidade pela qual até cultivo alguma antipatia. A ementa vai, sem dúvida, ser centro-americana [algures entre Cuba e o México]. O "sítio do costume" chama-se Abadia e fica num primeiro andar. Depois do jantar a noite continua no rés do chão, no Abadia Bar.

quinta-feira, janeiro 12, 2006

Finders, keepers

[ou outra forma de dizer, achado não é roubado]

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As pessoas tiram fotografias e retratos. Normalmente essas imagens são guardadas, e acarinhadas, pelas pessoas. Às vezes rasgam-nas, outras deitam-nas fora. Na Argentina alguém teve a ideia de apanhar do chão e de recolher dos caixotes do lixo as fotografias e retratos de que outras pessoas se desfizeram. E fez um site - Fotos Encontradas - com elas [cheguei lá através deste post da Máquina de Café].

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"Todas las fotos y los objetos que figuran aquí han sido encontradas en las calles de Buenos Aires, sobre todo en los barrios de Once y Paternal: gran parte de ellas dentro de las bolsas de residuos de los domingos, muchas otras tiradas en la vereda o en la calle. El resto parecen haber sido extraviadas por sus dueños."
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Descubro entretanto que há mais quem tinha tido a mesma ideia. Frederic Bonn, por exemplo, que criou o site Look At Me. Fotos Encontradas e Look At Me são dois sites fascinantes. Estranhamente, ou talvez não, ao olharmos fotografias que os seus donos abandonaram não sinto que esteja a invadir a privacidade das pessoas retratadas. Talvez porque como diz Bonn, "The images now are nameless, without connection to the people they show, or the photographer who took them."

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[todas as imagens reproduzidas neste post são da secção Pedazos de Fotos Encontradas]

Lopes & Silva, Lda.

Santana Lopes resolveu intervir na campanha presidencial, e a SIC Notícias deu-lhe airplay. Santana quebrou o silêncio para se atirar a Cavaco Silva, candidato apoiado pelo PPD/PSD [como Lopes gosta de se lhe referir] e por um "outro partido" [como Silva gosta de se lhe referir]. Com a intervenção de Lopes, Silva deverá ter ganho mais uns quantos votos.

Galheteiros

[Plagiando descarada e despudoradamente o Contra-indicado] Sobre a proibição dos galheteiros que entrou em vigor, eu diria que mais do que uma lei que proiba os galheteiros em restaurantes é preciso uma lei que proiba comer em certos restaurantes.

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[Texto original no Contra-indicado: "Mais do que uma lei que proiba fumar em restaurantes é preciso uma lei que proiba comer em certos restaurantes."]

quarta-feira, janeiro 11, 2006

Aviso à navegação

A série [Some of the] music that rocked my world ainda não terminou e regressa em breve com, e aqui é que reside o perigo, uma sequência de três discos de heavy-metal.

Um outro olhar sobre Paris

Enquanto não completa o seu percurso [a pé] pela Circle Line de Londres, Rob Gardiner esteve em Paris e ofereceu-nos alguns olhares alternativos sobre vários locais bem conhecidos da cidade-luz.

FJV

Soube, à hora do jantar, que Francisco José Viegas é o novo director da Casa Fernando Pessoa. Espero que os seus novos afazeres não reduzam a "serviços mínimos" a sua presença no mundo dos blogs. Estou certo, porém, que naquela casa o seu trabalho será exemplar. Além do mais, Portugal precisa mais de uma Casa Fernando Pessoa viva e dinâmica do que de blogs. Mesmo que sejam blogs como o de Francisco José Viegas.

Uma campanha triste

Soares acha, ou pelo menos diz que acha, que se perder a culpa será sua. Espanta-me, porém, que afaste do PS toda a responsabilidade por uma eventual derrota. Afinal de contas, Soares nunca mostrou exactamente simpatia, ou sequer alguma afinidade, por José Sócrates.
Cavaco, entretanto,
pede-nos que avaliemos o "carácter" dos candidatos, acresecentando rapidamente que, a ele, "nunca ninguém o viu ou irá ver atacar, insultar ou ser menos respeitoso". Pois não, mas pedir aos eleitores que avaliem o "carácter" dos candidatos não será insinuar que há candidatos cujo "carácter" não os recomenda para a presidência?
A este tipo de argumentação, prefiro os "insultos" [muitas aspas aqui] que Soares proferiu contra o seu adversário. Ao menos, Soares disse [diz] o que realmente pensa sobre Cavaco em vez de andar com insinuações e meias-palavras, o que num país de "consensos", falinhas mansas e brandos costumes, me parece louvável. Para não dizer pedagógico.
Em Portugal, continuamos no nível zero da argumentação política. Nada surpreendente, aliás. Só os ingénuos poderiam ter esperado que o combate entre Cavaco e Soares iria ser ideologicamente rico. Quanto mais não fosse porque, de facto, um dos candidatos [sim, Cavaco] nunca foi conhecido pelas sólidas convicções ideológicas.

Aqueles horríveis anos 80

Há dois dias, em conversa com amigos e cumplíces, discuti as piores canções dos anos 80 [nitido sintoma de envelhecimento: só quem viveu / cresceu nos aparentemente longínquos anos 80 pode ter discussões deste calibre]. Enfim, envelhecimentos à parte, não chegámos a um consenso definitivo sobre "as piores canções dos anos 80", mas a minha escolha pessoal vai para I Just Called To Say I Love You de Stevie Wonder, I Should Have Known Better de Jim Diamond e Final Countdown dos Europe. Três "belos" exemplos do muito de mau que se fez nos, agora na moda, anos 80. Muitos outros poderia dar [Samantha Fox, Sabrina, Modern Talking, Kajagoogoo, Sandra, John Waite, Phil Collins, Foreigner e mais uns quantos forneceram matéria-prima suficiente para fazer vários The Worst of the 80's], mas aqueles três servem para concluir que, ao contrário do que alguns revivalistas dos anos 80 querem fazer crer, naquela década nem tudo foi, musicalmente, bom. Ou sequer razoável. Como aliás, em todas as décadas.

terça-feira, janeiro 10, 2006

Missing in action [or not]

O blog Pilar da Ponte de Tédio desapareceu do mapa há uns tempos e só hoje descobri [porque fui à procura, verdade seja dita] o que anda a Elisa a fazer. Está - continua a embebedar-se - aqui.
Quem nunca se sabe se está morto ou apenas adormecido é este blog. De momento parece estar acordado [ou pelo menos semi-consciente].
Finalmente, no Mel de Lama já não se lê praticamente nada. Mas continuam a haver posts. Com fotografias.

And whatcha gonna do, W.?

Bomb them?

Música do demo [mais colectâneas pessoais # 4]

Mais uns quantos temas que ficam, todos juntos, num CD:

1. Robert Johnson: Me and the Devil Blues; 2. The Rolling Stones: Sympathy for the Devil; 3. Jerry Lee Lewis: Great Balls of Fire; 4. Guana Batz: I'm on Fire; 5. The White Stripes: Blue Orchid; 6. The Neckbones: Crack Whore Blues; 7. Guana Batz: B-side Blues; 8. ZZ Top: La Grange; 9. Veruca Salt: My Sharona; 10. The 5, 6, 7, 8's: Bomb the Twist; 11. The Dix: Here Comes The Dix; 12. The Fleshtones: Roman Gods; 13. Buzzcocks: Why Can't I Touch It?; 14. R.L. Burnside: Snake Drive; 15. Frank Zappa: Tities and Beer; 16. The White Stripes: The Denial Twist; 17. Wayne County & Electric Chairs: Fuck Off; 18. The Fendermen: Muleskinner Blues; 19. John Lee Hooker feat. Van Morrison: I Cover the Waterfront

Fascínio [fora de série]

Talvez uma destas consiga igualar as senhoras do post abaixo:

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Fascínio [fim de série]

Ao longo de algumas semanas fui por aqui coleccionando imagens de algumas das mais fascinantes divas que o século XX, por via do cinema, imortalizou. Nem todas foram actrizes excepcionais, mas todas seduziram e conquistaram audiências e corações. Algumas delas foram actrizes ímpares, das mais talentosas que alguma vez adornaram um écran de cinema. Duas delas são ainda hoje das minhas actrizes preferidas: Ingrid Bergman e Lauren Bacall.

Entretanto, recupera-as a todas [agora devidamente identificadas].

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Ingrid Bergman

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Lauren Bacall

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Marlene Dietrich

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Ava Gardner

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Greta Garbo

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Audrey Hepburn

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Jean Harlow

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Lana Turner

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Gloria Swanson

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Joan Crawford

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Bette Davies

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Rita Hayworth

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Norma Shearer

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Judy Garland

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Katharine Hepburn

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Sophia Loren

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Grace Kelly


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Romy Schneider

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Elisabeth Taylor

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Marilyn Monroe

Fascínio XX

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Pois claro que não está!

A Sombra está activa. My mistake. Já saiu da secção Inactivos & Extintos. Não sei o que me passou pela cabeça [uma, hum, ideia peregrina talvez...]. O Rui que me desculpe.

sábado, janeiro 07, 2006

[Mais] colectâneas pessoais # 3

Mais umas mãos cheias de temas que achei poderem ficar muito bem, todas juntas, num CD:

1. Roy Budd: Get Carter; 2. Black Moth Super Rainbow: Boatfriend; 3. Grizzly Bear: Fix It; 4. Jamie Lidell: Multiply; 5. The Thing: Art Star; 6. The Flaming Stars: Get Carter [Roy Budd cover-version]; 7. Populous: The Dixie Saga; 8. Money Mark: Another Day To Love You; 9. Nathan Michael: The Planet We Live In; 10. Odd Nosdam feat. Mike Patton: 11th Avenue Breakdown Pt. 1; 11. Slide Five: Polestar; 12. Stereolab: Get Carter [Roy Budd cover-version]; 13. Jamie Lidell: Multiply [Gonzales Remix]; 14. Hint: Count Your Blessings [Minotaur Shock Remix]; 15. KnifeHandShop: Transition Emotion; 16. The Field Mice: Other Galaxies; 17. Waldeck: Aquarius - Mushroom Dive

Fascínio XVII

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sexta-feira, janeiro 06, 2006

CC e S

Constança Cunha e Sá chega aos blogs em nome próprio. Já andava por , mas agora lança-se em nome individual. Das vedetas da análise política em Portugal só ficam a faltar Miguel Sousa Tavares e Vasco Pulido Valente [esqueçam o professor Marçelo que não faz cá falta nenhuma].

Rock'n'Roll [colectâneas pessoais # 2]

Mais um conjunto de temas que me parecem ficar muito bem, todos juntos, num CD:

1. Les Satellites: Fist Fuck Playa Club; 2. Ludwig van 88: Fist Fuck Playa Club; 3. Nous Non Plus: Fille Atomique; 4. Norwegian Lady: Dance Champion; 5. Panico: Lupita [Zongamin Remix]; 6. Veronica Lipgloss & The Evil Eyes: Let Me See Your Eyes; 7. Death From Above 1979: Sexy Results [MSTRKRFT Remix]; 8. Namosh: Pulse [Who Made Who Remix]; 9 . Freezepop: Bike Thief [Tubeway Remix]; 10. Infomatik: Parasol; 11. Baikonur: Proto-Coeur; 12. Electronicat: Dans Les Bois; 13. X-Vectors: Your Love; 14. Hank: Heswall Diesel; 15. Duchess Says: Cut Up; 16. Kiosk: Tourist Attraction; 17. Death From Above 1979: Black History Month [Alan Braxe & Fred Falke Remix]; 18: Von Spar: Bunsenwahreiten; 19. Nepo: Yer Warpin' Me

Sondagens

Valem o que valem e a sondagem que realmente conta é que acontece no dia da eleição e blah-blah-blah, gostam de dizer os "nossos" políticos, mas esta sondagem [ver nota] parece confirmar o inevitável. Estou cada vez mais convencido que os eleitores portugueses vão ter uma tremenda desilusão daqui a uns tempos, quando perceberem que a crise não vai resolver-se miraculosamente no dia 22 de Janeiro.

[Nota: esta sondagem foi realizada pela Universidade Católica onde Cavaco ainda é professor]

Fascínio XVI

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quinta-feira, janeiro 05, 2006

Colectâneas pessoais

Por algum estranho motivo, achei que estes temas ficavam bem, todos juntos, num CD:

1. Colleen: I Was Deep in a Dream and I Didn't Know It; 2. Diamanda Galas: Gloomy Sunday; 3. Stina Nordenstam: Parliament Square [The Knife Remix]; 4. Mira Calix & Disjecta: You and I; 5. Paavoharju: Valo Tihkuu Kaiken Lapi; 6. Charming Hostess: Dali Tzarni; 7. Nico: Frozen Warnings; 8. Feist & Jane Birkin: The Simple Story; 9. Marianne Faithful: The Mystery of Love; 10. Gang Gang Dance: God's Money VI; 11. Messer Für Frau Müller: 2x2=5; 12. Mia Doi Todd: The Way; 13. Sia: Breathe Me [Four Tet Remix]; 14. Komëit: The End of Camp;15. The Dolls: Martini Never Dies; 16. Stereolab: University Microfilms International; 17. Puffy AmiYumi: Can-Nana Forever; 18. Lambert, Hendricks & Ross: Twisted; 19. The Dolls: PopStars

Ideias peregrinas

[Mais um para a secção de posts absolutamente inúteis]

Gosta da expressão que encima este post. Aliás, isto nem é exactamente um post, é apenas um [mau] pretexto para usar a expressão "ideias peregrinas" como título.

Mais publicidade gratuita, agora disfarçada de apelo

Há uns dias, Francisco Louçã disse que Bill Gates não é dono da Internet. Não sou adepto destas simplificações, nem sequer tenho nada contra o senhor Gates, mas o Internet Explorer não é o único browser disponível para a navegação virtual. Não é o único, nem sequer é o melhor. Ando há meses a recomendar a toda a gente o Mozilla Firefox, mas há quem ainda não esteja rendido. Fazem mal: é mais rápido e mais seguro que o browser do senhor Gates.

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Publicidade gratuita disfarçada de constatação

O meu outro blog, Agenda Electrónica [dedicado à música electrónica e afins] anda, de há umas semanas para cá a bater, em número de visitas diárias, A Coluna Vertebral.

Fascínio XV

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quarta-feira, janeiro 04, 2006

Carros

Duzentos e trinta e tal mil quilómetros depois desfiz-me do Opel Corsa [de] que [ab]usei durante 9 anos. Não sou de guardar saudades de objectos, a menos que sejam aqueles livros ou discos que emprestei e que nunca mais regressaram a casa [e que acabei por substituir por outros]. Não sou, dizia, de guardar saudades de objectos, mas, caramba, o primeiro carro que um gajo tem [e pagou com o seu esforço, bem entendido] sempre é o primeiro carro que um gajo tem. Ainda para mais, se falarmos do carro que me levou à Escócia, à Inglaterra [e que em Londres foi abalroado por um ciclista que lhe deixou umas belas amolgadelas na chapa], à Catalunha, à Galiza [várias vezes] ou às Astúrias e a muitas aldeias, vilas e cidades de Portugal. Foi também nesse Corsa que transportei a "casa" de Tomar para Arganil, para Leiria, para a Figueira da Foz e de novo para Tomar. Duzentos e trinta e tal mil quilómetros depois deixei-o ir embora. Só tenho pena de não o ter levado a Berlim, a Amsterdam, a Paris [passou ao lado], a Antuérpia e a mais uns quantos lugares, viagens projectadas mas por um motivo ou outro, sempre adiadas [ou realizadas por meios alternativos]. Ficam para o seu substituto.

Fascínio XIV

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terça-feira, janeiro 03, 2006

Cáceres Monteiro

Reservo, com tristeza, o último post do dia a um jornalista.

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[imagem: Visão Online]

Sobreviventes

Cheguei a este post com alguns dias de atraso através d'A Fonte. [Curiosamente, tenha uma vaga ideia de ter recebido há meses um mail com este texto, ou outro muito semelhante]. Permito-me reproduzir um excerto: "Nós viajávamos em carros sem cintos de segurança ou air bag. Não tivemos nenhuma tampa à prova de crianças em frascos de remédios, portas, ou armários e andávamos de bicicleta sem capacete; sem contar que pedíamos boleia. Bebíamos água directamente da mangueira e não da garrafa. Gastámos horas a construir os nossos carrinhos de rolamentos para descer ladeira abaixo e só então descobríamos que nos tínhamos esquecido dos travões. Depois de colidir com algumas árvores, aprendíamos a resolver o problema."

É nestas alturas que dou por mim a pensar na frustrada tentativa de descer de bicicleta uma ladeira no sítio onde cresci. Pormenor não negligenciável: éramos para aí uns 9 ou 10 putos [entre os 13 e os 16 anos] em cima de uma bicicleta. Não chegámos ao fim da ladeira [que terá um quilómetro bem medido], mas ainda fizemos uns bons 20 metros antes sairmos da estrada e rebolarmos por um pequeno barranco abaixo.

Excitações

Se bem percebo, o Channel 4 anda excitadíssimo por ter contratado o puto dos filmes Sózinho em Casa Macaulay Culkin para o reality show Celebrity Big Brother. Parece que o puto teve relações intimas [de amizade, presumo] com Michael Jackson na sua infância e o canal de televisão britânico tem a esperança que o miúdo conte tudo o que sabe sobre o negro mais branco da indústria musical.
Eu não compreendo a excitação do Channel 4. A mim parece-me que o potencial de Anna Nicole Smith, que vai ser outra das estrelas do programa, é muito maior. Entre Anna em trajes "sugestivos" [ou, sei lá, no banho matinal] e histórias da intimidade entre Culkin e Jackson, parece-me óbvio que a primeira opção excitará muito mais os potênciais telespectadores do programa.

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Mas claro que posso estar errado.

Fascínio XIII

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Nothing changes on New Year's day

O mês de Janeiro promete ser efervescente em Portugal.
Ontem houve estalada no aeroporto de Lisboa. Tudo por causa de um mediano guarda-redes de futebol que o presidente de um clube de futebol foi buscar ao Brasil, episódio final [?] de uma verdadeira história de gangsters que ilustra bem o estado em que está [continua] o futebol português.
Daqui a uns dias começa oficialmente a campanha eleitoral para as presidenciais de 22 de Janeiro e ou muito me engano mas a coisa é capaz de aquecer. E mais calor se sentirá para as bandas do Largo do Rato quando, na noite de 22, se começarem a trocar acusações pela mais que provável derrota que o PS vai sofrer nesse acto eleitoral. Nada que pareça, por enquanto, preocupar José Sócrates, talvez convencido que dividir é mesmo a melhor forma de reinar - e dividido já está o partido que lidera.
Depois, no último fim de semana do mês, Benfica e Sporting encontram-se para um jogo de futebol, ocasião habitualmente transformada em assunto do mais elevado interesse nacional pela comunicação social e que algumas personagens que deveriam ser secundárias no fenómeno futebolístico [os "dirigentes desportivos"] costumam aproveitar para fazer figuras tristes.
Entretanto, e tal como eu suspeitava, já estamos em 2006 mas a crise continua por cá. Como estamos na ressaca das festividades de Dezembro, o país parece que ainda não se percebeu disso.

quarta-feira, dezembro 28, 2005

Ano de colheita: 1983

Burning From The Inside, Bauhaus
Let's Dance, David Bowie
Head Over Heels, Cocteau Twins
Punch The Clock, Elvis Costello & The Attractions
Zeichnungen des Patienten O.T., Einsturzende Neubauten
Japanese Whispers, The Cure
Construction Time Again, Depeche Mode
The Luxury Gap, Heaven 17
Metal Circus, Hüsker Dü
Piece of Mind, Iron Maiden
Night and Day, Joe Jackson
Kill 'Em All, Metallica
Power, Corruption & Lies, New Order
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Dazzle Ships, Orchestral Manoeuvres in the Dark
Principle of Moments, Robert Plant
Murmur, R.E.M.
Show No Mercy, Slayer
Confusion Is Sex, Sonic Youth
Suicidal Tendencies, Suicidal Tendencies
Speaking in Tongues, Talking Heads
Swordfishtrombones, Tom Waits
War, U2
Under A Blood Red Sky, U2
Violent Femmes, Violent Femmes
The Waterboys, The Waterboys

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[Some of] the music that rocked my world # 19

Pop Dell'Arte, Free Pop [Ama Romanta, 1991]

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Berlioz / Rio Line / Loane & Lyane Noah / Avanti Marinaio / Dell'Arte Je M'enroque / II Latão / Turin Welisa Strada / Bladin / Poligrama / Juramento Sem Bandeira
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Os Pop Dell'Arte comemoram amanhã vinte anos de carreira no Lux. Não podia haver melhor ocasião para evocar um dos melhores discos alguma vez produzidos em Portugal. João Peste, Luis San-Payo, Zé Pedro Moura, Rafael Toral e Sapo mais os convidados Nuno Rebelo, que produziu o álbum com os Pop Dell'Arte, e Adolfo Luxúria Caníbal fizeram em 1991 um álbum genial. Dos poucos gravados por artistas a que se pode aplicar o adjectivo genial, de resto. Free Pop é um título que não engana: trata-se de um álbum no qual João Peste e companhia se espraiam livremente pela música pop, descontruindo os seus clichés, virando-os de pernas para o ar e do avesso, reconstruindo os seus códigos e conseguindo com isso uma música nova, original até à data nunca ouvida por cá. Aliás, justiça houvesse e os Pop Dell'Arte, em particular este Free Pop, deveriam figurar nos compêndios de música internacionais.
Lembro-me dos Pop Dell'Arte desde os primórdios da sua carreira que fui acompanhando ao longe, através da rádio [no inevitável Som da Frente de António Sérgio e no Luso Clube de Pita, técnico de som do Rock Rendez Vous] e apenas os vi uma vez ao vivo. Aconteceu no Teatro Rivoli do Porto, em Julho de 1988, num concerto em que também actuaram os Mão Morta [cuja actuação quase degenerou num motim por causa do strip-tease parcial a que Adolfo Luxúria Caníbal forçou uma bailarina em palco]. Ainda hoje, esse é um dos concertos da minha vida.

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1991 foi um ano turbulento que deveria ter dado origem a uma nova ordem mundial [new world order como dizia George Bush pai]. Foi o ano da operação Tempestade no Deserto, a guerra de libertação do Kuwait [e a primeira a ser televisionada em directo]. Ao mesmo tempo a União Soviética desintegrava-se e deixava de existir no dia 31 de Dezembro [o Pacto de Varsóvia desaparecera em Março] - era o fim oficial da Guerra Fria. Foi ainda o ano do nascimento oficial do grunge [a 17 de Abril os Nirvana estreavam Smells Like Teen Spirit ao vivo no OK Hotel em Seattle] e do primeiro site de Tim Berners-Lee [o "inventor" da World Wide Web]. Nesse ano eu passava boa parte do meu tempo entre o bar da FLUC [jogando king, espadinha e poker de dados], os cafés da Praça da República, a Casa da Madeira e o States e no bloco A da residência João Jacinto havia discussões infindáveis, essencialmente políticas, pela noite dentro. A meio do ano Cavaco Silva conseguia uma segunda maioria absoluta.

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Fascínio IX

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terça-feira, dezembro 27, 2005

Isto é que é um teste!

Acha que esteve atento ao que se passou no mundo, principalmente no mundo anglo-saxónico, em 2005? Então experimente este teste do Guardian e confira.

Eu não cheguei sequer a 50% de respostas correctas [24 / 50], mas há lá perguntas que não lembram ao Diabo!...

Perversidades

Gibby Haynes [Butthole Surfers], Billy Gibbons [ZZ Top], Jello Biafra [ex-Dead Kennedys], Robin Zander e Rick Nielsen [ambos dos Cheap Trick] juntos num disco? Só poderia ser obra de uma mente perversa. Concretamente, a de Al[ien] Jourgensen, líder dos Ministry, que prepara mais um álbum do seu projecto paralelo Revolting Cocks para 2006. Rio Grande Blood é o título.

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Nota: isto não é exactamente um blog musical mas quando se trata de Jourgensen e dos Ministry a razão passa sempre para segundo plano.

As sortes

Já foi feito o sorteio da ordem pela qual irão aparecer nos boletins de voto os nomes dos candidatos à presidência da República. Lamentavelmente Manuel João Vieira não entregou a sua candidatura, pelo que estou sem candidato em quem votar. Neste momento, a abstenção parece-me a opção mais sensata [e por favor poupem-me à lenga-lenga do dever cívico], logo seguida do voto em branco.
Entretanto, soube que das 13 candidaturas apresentadas, 7 apresentam irregularidades pelo que estamos reduzidos a 6 candidatos: Garcia Pereira, Cavaco Silva, Francisco Louçã, Manuel Alegre, Jerónimo de Sousa e Mário Soares [seguindo a ordem do sorteio].

Fascínio VIII

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segunda-feira, dezembro 26, 2005

Resoluções

E o pior ainda está para vir: as resoluções para o novo ano, que só servem para daqui a 12 meses quem as faz se sentir mal porque não cumpriu nem um terço das resoluções que tomou.

Balanços

Os balanços enjoam-me. Chegamos a esta altura do ano e anda tudo numa roda viva a "fazer o balanço" do ano. Não entendo esta azáfama.