terça-feira, janeiro 10, 2006

Fascínio [fim de série]

Ao longo de algumas semanas fui por aqui coleccionando imagens de algumas das mais fascinantes divas que o século XX, por via do cinema, imortalizou. Nem todas foram actrizes excepcionais, mas todas seduziram e conquistaram audiências e corações. Algumas delas foram actrizes ímpares, das mais talentosas que alguma vez adornaram um écran de cinema. Duas delas são ainda hoje das minhas actrizes preferidas: Ingrid Bergman e Lauren Bacall.

Entretanto, recupera-as a todas [agora devidamente identificadas].

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Ingrid Bergman

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Lauren Bacall

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Marlene Dietrich

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Ava Gardner

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Greta Garbo

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Audrey Hepburn

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Jean Harlow

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Lana Turner

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Gloria Swanson

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Joan Crawford

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Bette Davies

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Rita Hayworth

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Norma Shearer

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Judy Garland

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Katharine Hepburn

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Sophia Loren

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Grace Kelly


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Romy Schneider

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Elisabeth Taylor

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Marilyn Monroe

Fascínio XX

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Pois claro que não está!

A Sombra está activa. My mistake. Já saiu da secção Inactivos & Extintos. Não sei o que me passou pela cabeça [uma, hum, ideia peregrina talvez...]. O Rui que me desculpe.

sábado, janeiro 07, 2006

[Mais] colectâneas pessoais # 3

Mais umas mãos cheias de temas que achei poderem ficar muito bem, todas juntas, num CD:

1. Roy Budd: Get Carter; 2. Black Moth Super Rainbow: Boatfriend; 3. Grizzly Bear: Fix It; 4. Jamie Lidell: Multiply; 5. The Thing: Art Star; 6. The Flaming Stars: Get Carter [Roy Budd cover-version]; 7. Populous: The Dixie Saga; 8. Money Mark: Another Day To Love You; 9. Nathan Michael: The Planet We Live In; 10. Odd Nosdam feat. Mike Patton: 11th Avenue Breakdown Pt. 1; 11. Slide Five: Polestar; 12. Stereolab: Get Carter [Roy Budd cover-version]; 13. Jamie Lidell: Multiply [Gonzales Remix]; 14. Hint: Count Your Blessings [Minotaur Shock Remix]; 15. KnifeHandShop: Transition Emotion; 16. The Field Mice: Other Galaxies; 17. Waldeck: Aquarius - Mushroom Dive

Fascínio XVII

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sexta-feira, janeiro 06, 2006

CC e S

Constança Cunha e Sá chega aos blogs em nome próprio. Já andava por , mas agora lança-se em nome individual. Das vedetas da análise política em Portugal só ficam a faltar Miguel Sousa Tavares e Vasco Pulido Valente [esqueçam o professor Marçelo que não faz cá falta nenhuma].

Rock'n'Roll [colectâneas pessoais # 2]

Mais um conjunto de temas que me parecem ficar muito bem, todos juntos, num CD:

1. Les Satellites: Fist Fuck Playa Club; 2. Ludwig van 88: Fist Fuck Playa Club; 3. Nous Non Plus: Fille Atomique; 4. Norwegian Lady: Dance Champion; 5. Panico: Lupita [Zongamin Remix]; 6. Veronica Lipgloss & The Evil Eyes: Let Me See Your Eyes; 7. Death From Above 1979: Sexy Results [MSTRKRFT Remix]; 8. Namosh: Pulse [Who Made Who Remix]; 9 . Freezepop: Bike Thief [Tubeway Remix]; 10. Infomatik: Parasol; 11. Baikonur: Proto-Coeur; 12. Electronicat: Dans Les Bois; 13. X-Vectors: Your Love; 14. Hank: Heswall Diesel; 15. Duchess Says: Cut Up; 16. Kiosk: Tourist Attraction; 17. Death From Above 1979: Black History Month [Alan Braxe & Fred Falke Remix]; 18: Von Spar: Bunsenwahreiten; 19. Nepo: Yer Warpin' Me

Sondagens

Valem o que valem e a sondagem que realmente conta é que acontece no dia da eleição e blah-blah-blah, gostam de dizer os "nossos" políticos, mas esta sondagem [ver nota] parece confirmar o inevitável. Estou cada vez mais convencido que os eleitores portugueses vão ter uma tremenda desilusão daqui a uns tempos, quando perceberem que a crise não vai resolver-se miraculosamente no dia 22 de Janeiro.

[Nota: esta sondagem foi realizada pela Universidade Católica onde Cavaco ainda é professor]

Fascínio XVI

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quinta-feira, janeiro 05, 2006

Colectâneas pessoais

Por algum estranho motivo, achei que estes temas ficavam bem, todos juntos, num CD:

1. Colleen: I Was Deep in a Dream and I Didn't Know It; 2. Diamanda Galas: Gloomy Sunday; 3. Stina Nordenstam: Parliament Square [The Knife Remix]; 4. Mira Calix & Disjecta: You and I; 5. Paavoharju: Valo Tihkuu Kaiken Lapi; 6. Charming Hostess: Dali Tzarni; 7. Nico: Frozen Warnings; 8. Feist & Jane Birkin: The Simple Story; 9. Marianne Faithful: The Mystery of Love; 10. Gang Gang Dance: God's Money VI; 11. Messer Für Frau Müller: 2x2=5; 12. Mia Doi Todd: The Way; 13. Sia: Breathe Me [Four Tet Remix]; 14. Komëit: The End of Camp;15. The Dolls: Martini Never Dies; 16. Stereolab: University Microfilms International; 17. Puffy AmiYumi: Can-Nana Forever; 18. Lambert, Hendricks & Ross: Twisted; 19. The Dolls: PopStars

Ideias peregrinas

[Mais um para a secção de posts absolutamente inúteis]

Gosta da expressão que encima este post. Aliás, isto nem é exactamente um post, é apenas um [mau] pretexto para usar a expressão "ideias peregrinas" como título.

Mais publicidade gratuita, agora disfarçada de apelo

Há uns dias, Francisco Louçã disse que Bill Gates não é dono da Internet. Não sou adepto destas simplificações, nem sequer tenho nada contra o senhor Gates, mas o Internet Explorer não é o único browser disponível para a navegação virtual. Não é o único, nem sequer é o melhor. Ando há meses a recomendar a toda a gente o Mozilla Firefox, mas há quem ainda não esteja rendido. Fazem mal: é mais rápido e mais seguro que o browser do senhor Gates.

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Publicidade gratuita disfarçada de constatação

O meu outro blog, Agenda Electrónica [dedicado à música electrónica e afins] anda, de há umas semanas para cá a bater, em número de visitas diárias, A Coluna Vertebral.

Fascínio XV

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quarta-feira, janeiro 04, 2006

Carros

Duzentos e trinta e tal mil quilómetros depois desfiz-me do Opel Corsa [de] que [ab]usei durante 9 anos. Não sou de guardar saudades de objectos, a menos que sejam aqueles livros ou discos que emprestei e que nunca mais regressaram a casa [e que acabei por substituir por outros]. Não sou, dizia, de guardar saudades de objectos, mas, caramba, o primeiro carro que um gajo tem [e pagou com o seu esforço, bem entendido] sempre é o primeiro carro que um gajo tem. Ainda para mais, se falarmos do carro que me levou à Escócia, à Inglaterra [e que em Londres foi abalroado por um ciclista que lhe deixou umas belas amolgadelas na chapa], à Catalunha, à Galiza [várias vezes] ou às Astúrias e a muitas aldeias, vilas e cidades de Portugal. Foi também nesse Corsa que transportei a "casa" de Tomar para Arganil, para Leiria, para a Figueira da Foz e de novo para Tomar. Duzentos e trinta e tal mil quilómetros depois deixei-o ir embora. Só tenho pena de não o ter levado a Berlim, a Amsterdam, a Paris [passou ao lado], a Antuérpia e a mais uns quantos lugares, viagens projectadas mas por um motivo ou outro, sempre adiadas [ou realizadas por meios alternativos]. Ficam para o seu substituto.

Fascínio XIV

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terça-feira, janeiro 03, 2006

Cáceres Monteiro

Reservo, com tristeza, o último post do dia a um jornalista.

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[imagem: Visão Online]

Sobreviventes

Cheguei a este post com alguns dias de atraso através d'A Fonte. [Curiosamente, tenha uma vaga ideia de ter recebido há meses um mail com este texto, ou outro muito semelhante]. Permito-me reproduzir um excerto: "Nós viajávamos em carros sem cintos de segurança ou air bag. Não tivemos nenhuma tampa à prova de crianças em frascos de remédios, portas, ou armários e andávamos de bicicleta sem capacete; sem contar que pedíamos boleia. Bebíamos água directamente da mangueira e não da garrafa. Gastámos horas a construir os nossos carrinhos de rolamentos para descer ladeira abaixo e só então descobríamos que nos tínhamos esquecido dos travões. Depois de colidir com algumas árvores, aprendíamos a resolver o problema."

É nestas alturas que dou por mim a pensar na frustrada tentativa de descer de bicicleta uma ladeira no sítio onde cresci. Pormenor não negligenciável: éramos para aí uns 9 ou 10 putos [entre os 13 e os 16 anos] em cima de uma bicicleta. Não chegámos ao fim da ladeira [que terá um quilómetro bem medido], mas ainda fizemos uns bons 20 metros antes sairmos da estrada e rebolarmos por um pequeno barranco abaixo.

Excitações

Se bem percebo, o Channel 4 anda excitadíssimo por ter contratado o puto dos filmes Sózinho em Casa Macaulay Culkin para o reality show Celebrity Big Brother. Parece que o puto teve relações intimas [de amizade, presumo] com Michael Jackson na sua infância e o canal de televisão britânico tem a esperança que o miúdo conte tudo o que sabe sobre o negro mais branco da indústria musical.
Eu não compreendo a excitação do Channel 4. A mim parece-me que o potencial de Anna Nicole Smith, que vai ser outra das estrelas do programa, é muito maior. Entre Anna em trajes "sugestivos" [ou, sei lá, no banho matinal] e histórias da intimidade entre Culkin e Jackson, parece-me óbvio que a primeira opção excitará muito mais os potênciais telespectadores do programa.

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Mas claro que posso estar errado.

Fascínio XIII

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Nothing changes on New Year's day

O mês de Janeiro promete ser efervescente em Portugal.
Ontem houve estalada no aeroporto de Lisboa. Tudo por causa de um mediano guarda-redes de futebol que o presidente de um clube de futebol foi buscar ao Brasil, episódio final [?] de uma verdadeira história de gangsters que ilustra bem o estado em que está [continua] o futebol português.
Daqui a uns dias começa oficialmente a campanha eleitoral para as presidenciais de 22 de Janeiro e ou muito me engano mas a coisa é capaz de aquecer. E mais calor se sentirá para as bandas do Largo do Rato quando, na noite de 22, se começarem a trocar acusações pela mais que provável derrota que o PS vai sofrer nesse acto eleitoral. Nada que pareça, por enquanto, preocupar José Sócrates, talvez convencido que dividir é mesmo a melhor forma de reinar - e dividido já está o partido que lidera.
Depois, no último fim de semana do mês, Benfica e Sporting encontram-se para um jogo de futebol, ocasião habitualmente transformada em assunto do mais elevado interesse nacional pela comunicação social e que algumas personagens que deveriam ser secundárias no fenómeno futebolístico [os "dirigentes desportivos"] costumam aproveitar para fazer figuras tristes.
Entretanto, e tal como eu suspeitava, já estamos em 2006 mas a crise continua por cá. Como estamos na ressaca das festividades de Dezembro, o país parece que ainda não se percebeu disso.

quarta-feira, dezembro 28, 2005

Ano de colheita: 1983

Burning From The Inside, Bauhaus
Let's Dance, David Bowie
Head Over Heels, Cocteau Twins
Punch The Clock, Elvis Costello & The Attractions
Zeichnungen des Patienten O.T., Einsturzende Neubauten
Japanese Whispers, The Cure
Construction Time Again, Depeche Mode
The Luxury Gap, Heaven 17
Metal Circus, Hüsker Dü
Piece of Mind, Iron Maiden
Night and Day, Joe Jackson
Kill 'Em All, Metallica
Power, Corruption & Lies, New Order
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Dazzle Ships, Orchestral Manoeuvres in the Dark
Principle of Moments, Robert Plant
Murmur, R.E.M.
Show No Mercy, Slayer
Confusion Is Sex, Sonic Youth
Suicidal Tendencies, Suicidal Tendencies
Speaking in Tongues, Talking Heads
Swordfishtrombones, Tom Waits
War, U2
Under A Blood Red Sky, U2
Violent Femmes, Violent Femmes
The Waterboys, The Waterboys

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[Some of] the music that rocked my world # 19

Pop Dell'Arte, Free Pop [Ama Romanta, 1991]

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Berlioz / Rio Line / Loane & Lyane Noah / Avanti Marinaio / Dell'Arte Je M'enroque / II Latão / Turin Welisa Strada / Bladin / Poligrama / Juramento Sem Bandeira
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Os Pop Dell'Arte comemoram amanhã vinte anos de carreira no Lux. Não podia haver melhor ocasião para evocar um dos melhores discos alguma vez produzidos em Portugal. João Peste, Luis San-Payo, Zé Pedro Moura, Rafael Toral e Sapo mais os convidados Nuno Rebelo, que produziu o álbum com os Pop Dell'Arte, e Adolfo Luxúria Caníbal fizeram em 1991 um álbum genial. Dos poucos gravados por artistas a que se pode aplicar o adjectivo genial, de resto. Free Pop é um título que não engana: trata-se de um álbum no qual João Peste e companhia se espraiam livremente pela música pop, descontruindo os seus clichés, virando-os de pernas para o ar e do avesso, reconstruindo os seus códigos e conseguindo com isso uma música nova, original até à data nunca ouvida por cá. Aliás, justiça houvesse e os Pop Dell'Arte, em particular este Free Pop, deveriam figurar nos compêndios de música internacionais.
Lembro-me dos Pop Dell'Arte desde os primórdios da sua carreira que fui acompanhando ao longe, através da rádio [no inevitável Som da Frente de António Sérgio e no Luso Clube de Pita, técnico de som do Rock Rendez Vous] e apenas os vi uma vez ao vivo. Aconteceu no Teatro Rivoli do Porto, em Julho de 1988, num concerto em que também actuaram os Mão Morta [cuja actuação quase degenerou num motim por causa do strip-tease parcial a que Adolfo Luxúria Caníbal forçou uma bailarina em palco]. Ainda hoje, esse é um dos concertos da minha vida.

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1991 foi um ano turbulento que deveria ter dado origem a uma nova ordem mundial [new world order como dizia George Bush pai]. Foi o ano da operação Tempestade no Deserto, a guerra de libertação do Kuwait [e a primeira a ser televisionada em directo]. Ao mesmo tempo a União Soviética desintegrava-se e deixava de existir no dia 31 de Dezembro [o Pacto de Varsóvia desaparecera em Março] - era o fim oficial da Guerra Fria. Foi ainda o ano do nascimento oficial do grunge [a 17 de Abril os Nirvana estreavam Smells Like Teen Spirit ao vivo no OK Hotel em Seattle] e do primeiro site de Tim Berners-Lee [o "inventor" da World Wide Web]. Nesse ano eu passava boa parte do meu tempo entre o bar da FLUC [jogando king, espadinha e poker de dados], os cafés da Praça da República, a Casa da Madeira e o States e no bloco A da residência João Jacinto havia discussões infindáveis, essencialmente políticas, pela noite dentro. A meio do ano Cavaco Silva conseguia uma segunda maioria absoluta.

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Fascínio IX

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terça-feira, dezembro 27, 2005

Isto é que é um teste!

Acha que esteve atento ao que se passou no mundo, principalmente no mundo anglo-saxónico, em 2005? Então experimente este teste do Guardian e confira.

Eu não cheguei sequer a 50% de respostas correctas [24 / 50], mas há lá perguntas que não lembram ao Diabo!...

Perversidades

Gibby Haynes [Butthole Surfers], Billy Gibbons [ZZ Top], Jello Biafra [ex-Dead Kennedys], Robin Zander e Rick Nielsen [ambos dos Cheap Trick] juntos num disco? Só poderia ser obra de uma mente perversa. Concretamente, a de Al[ien] Jourgensen, líder dos Ministry, que prepara mais um álbum do seu projecto paralelo Revolting Cocks para 2006. Rio Grande Blood é o título.

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Nota: isto não é exactamente um blog musical mas quando se trata de Jourgensen e dos Ministry a razão passa sempre para segundo plano.

As sortes

Já foi feito o sorteio da ordem pela qual irão aparecer nos boletins de voto os nomes dos candidatos à presidência da República. Lamentavelmente Manuel João Vieira não entregou a sua candidatura, pelo que estou sem candidato em quem votar. Neste momento, a abstenção parece-me a opção mais sensata [e por favor poupem-me à lenga-lenga do dever cívico], logo seguida do voto em branco.
Entretanto, soube que das 13 candidaturas apresentadas, 7 apresentam irregularidades pelo que estamos reduzidos a 6 candidatos: Garcia Pereira, Cavaco Silva, Francisco Louçã, Manuel Alegre, Jerónimo de Sousa e Mário Soares [seguindo a ordem do sorteio].

Fascínio VIII

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segunda-feira, dezembro 26, 2005

Resoluções

E o pior ainda está para vir: as resoluções para o novo ano, que só servem para daqui a 12 meses quem as faz se sentir mal porque não cumpriu nem um terço das resoluções que tomou.

Balanços

Os balanços enjoam-me. Chegamos a esta altura do ano e anda tudo numa roda viva a "fazer o balanço" do ano. Não entendo esta azáfama.

Memórias

Não sou leitor assíduo da Uncut mas quando o tema de fundo ou a compilação mensal me interessam não resisto a comprá-la. No mais recente número desta revista britânica, tema de fundo [os vinte anos da edição de The Queen Is Dead dos The Smiths] e compilação interessam-me vivamente. Particularmente a compilação: uma fabulosa colecção de alguns dos temas favoritos dos ouvintes de John Peel. Uma bela homenagem a um homem da rádio que faleceu em Outubro de 2004 e também uma viagem pelas memórias musicais de muito boa gente.

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Eis o alinhamento da compilação:
Half Man Half Biscuit: The Trumpton Riots
Camper Van Beethoven: Take The Skinheads Bowling
Spizzenergi: Where's Captain Kirk?
The Mighty Wah!: Remember
Sugarcubes: Birthday
The Woodentops: Well Well Well
Billy Bragg: The Saturday Boy
The Field Mice: Sensitive
The Bhundu Boys: Foolish Harp / Waerera
Pavement: Gold Soundz
Felt [featuring Elizabeth Fraser]: Primitive Painters
The House of Love: Destroy The Heart
The Wedding Present: Everyone Thinks He Looks Daft
Robert Wyatt: Shipbuilding
The Fall: Eat Y'rself Fitter

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Um luxo!

Fascínio VII

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F***-se!

Nem o DVD dos Kraftwerk...
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... nem um meio de transporte novo...
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Começo a achar que esta história do Pai Natal é um treta!

sexta-feira, dezembro 23, 2005

Ano de colheita: 1982

Lexicon of Love, ABC
Big Science, Laurie Anderson
Press The Eject and Give Me The Tape, Bauhaus
The Sky's Gone Out, Bauhaus
Junkyard, The Birthday Party
The Dreaming, Kate Bush
Only Theatre of Pain, Christian Death
Combat Rock, The Clash
Imperial Bedroom, Elvis Costello & The Attractions
American Fool, John Cougar
Kissing To Be Clever, Culture Club
Pornography, The Cure
Too-Rye-Ay, Dexy's Midnight Runners
Oh No!, It's Devo, Devo
Rio, Duran Duran
Hex Enduction Hour, The Fall
Songs of the Free, Gang of Four
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Land Speed Record, Hüsker Dü
The Number of the Beast, Iron Maiden
Thriller, Michael Jackson
Revelations, Killing Joke
Coda, Led Zeppelin
Pictures at Eleven, Robert Plant
Ghost in the Machine, Police
1999, Prince
Forever Now, Psychedelic Furs
Chronic Town, R.E.M.
The Tunes of Two Cities, The Residents
Avalon, Roxy Music
A Kiss in the Dreamhouse, Siouxie & The Banshees
Sonic Youth, Sonic Youth
Black Metal, Venom
... If I Die, I Die, Virgin Prunes
Under The Big Black Sun, X

.../...

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Canções da época II

December. Mentalmente é a canção que continuo a ouvir mais vezes durante o mês de Dezembro. Está no magnífico álbum de estreia dos Waterboys de Mike Scott.

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December

December is the cruelest month
this time for once my cheeks are warm
After long years in the monkey-house
I am ready for the storm
Let them throw all their cannonballs
let all their strongmen come
I'm ready to go anywhere
through venom, sick and scum!

December isn't always cold
this year she's mine, I know why
Somewhere a flower has to grow
for every flower that dies
I'm stricken with fever
but my heart is strong as steel
I'm ready to go anywhere!
I can believe I can feel!

December is a trusted friend
I always recognise her face
It's a plague of fool thrown aside
forever by her soft and silent grace
She is reckless as a Mayday
gentle as a stone
She's ready to go anywhere
to carry me back home!

December fell deep in the bleak
winter time when Jesus Christ
Howled to save your baby's howl
primal truth as pure as ice
And though we crucified him on a cross
and dragged his word from payer to curse
He was able to go anywhere
he was almost one of us!

Canções da época

Nesta altura do ano há um tema que não me sai da cabeça. Particularmente os primeiros dois versos: "So this is Christmas / And what have you done?". São os primeiros versos de Happy Christmas [War Is Over] de John Lennon.
Daqui a uns dias, já sei qual vai ser o verso que me vai andar a martelar a cabeça: "Nothing changes on New Year's Day" de New Year's Day dos U2.
Eu sei. Sou um incorrigível pessimista. O pior é que a realidade insiste em dar-me razão.

Sabia que...

... esta é a época do ano durante a qual ocorrem mais incêndios urbanos? As causas: lareiras e outros sistemas de aquecimento e as luzinhas de Natal.

... esta é uma das épocas do ano que os portugueses escolhem para se suicidar em massa nas estradas?

Fascínio VI

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Ano de colheita: 1981

Mask, Bauhaus
Prayers on Fire, The Birthday Party
Damaged, Black Flag
My Life in the Bush of Ghosts, David Byrne & Brian Eno
Penis Envy, Crass
Faith, The Cure
Duran Duran, Duran Duran
The Beauty and the Beat, The Go-Go's
Killers, Iron Maiden
What's This For...!, Killing Joke
Discipline, King Crimson
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Computer World, Kraftwerk
No Sleep Till Hammersmith, Motörhead
Movement, New Order
Architecture and Morality, Orchestral Manouvres in the Dark
Talk Talk Talk, Psychedelic Furs
The Flwoers of Romance, PIL
Sorry Ma, Forgot To Take Out The Trash, The Replacements
Juju, Siouxie & The Banshees
Tom Tom Club, Tom Tom Club
October, U2
Welcome To Hell, Venom

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[Some of] the music that rocked my world # 18

Xutos & Pontapés, Cerco [Dansa do Som, 1985]

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Barcos Gregos / Homem do Leme / Cerco / Conta-me Histórias / Vôo das Águias / Sexo

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Há muitos anos [custa usar esta expressão...] tive, como muita gente da minha "geração" a minha fase Xutos & Pontapés. Comprei discos, fui a concertos, cruzei os braços em X. Nunca tive um lenço vermelho, porém. Até 1988 foram uma das minhas bandas de eleição, mas a partir daí [depois do álbum 88] nunca mais ouvi um disco deles do principio ao fim [excepção feita a 1º de Agosto no Rock Rendez Vous, gravado em 1986 e editado há cinco anos].
Cerco é a sua obra-prima. Em 6 temas, gravados em condições precárias no Rock Rendez Vous, os Xutos construiram um disco memorável que não os transformou em estrelas do rock luso [isso aconteceria com Circo de Feras] mas que os [re]afirmou como uma banda de princípios vincados, inconformada, rebelde e independente. Cerco é, sem dúvida, um dos discos da minha vida, banda sonora de boa parte da minha adolescência pelo menos. Talvez mais do que a música, aquilo que me [nos?] atraía nos Xutos era a sua capacidade de em palavras simples dizerem muito do que sentia[mos]: o desemprego [ou a sua perspectiva] em Barcos Gregos, a vontade de fugir em Homem do Leme, a opressão e a recusa da autoridade em Cerco e Vôo das Águias, o amor e o sexo em Conta-me Histórias e... Sexo.

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[Texto recuperado do post sobre Psychocandy dos Jesus and the Mary Chain]
Em 1985, Portugal elegia pela primeira vez Cavaco Silva primeiro ministro [ainda sem maioria absoluta], na Grã-Bretanha fazia-se a primeira chamada de telemóvel, na União Soviética Mikhail Gorbatschev chegava a líder do PCUS, na Nova Zelândia o navio Rainbow Warrior [da Greenpeace] era alvo de atentado à bomba e afundado [cortesia dos serviços secretos franceses], nos Estados Unidos era publicada a primeira tira de Calvin & Hobbes em Londres e Nova Iorque acontecia o Live Aid [o tal que agora vai ser repetido]. Nesse ano eu transitava do 10º para o 11º ano e musicalmente dividia-me entre o que na altura se designava como som da frente e o heavy metal [perante a incompreensão de headbangers e vanguardistas...].

.../...

[Cerco não é o meu disco favorito dos Xutos & Pontapés. Essa distinção vai para o single de 1984 Remar Remar / Longa Se Torna A Espera, mas nesta série sobre alguns dos discos da minha vida optei por me cingir a álbuns.]

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quarta-feira, dezembro 21, 2005

Debate[m] leve, levemente...

... como quem chama por mim, mas não estou convencido.
Soares e Cavaco são os políticos portugueses que mais anos estiveram à frente dos destinos da democracia portuguesa. Soares como primeiro ministro [duas vezes] e como presidente da República [duas vezes também], o segundo como primeiro ministro [três vezes: uma em maioria relativa, duas com maiorias absolutas].
Quando foi possível reformar Portugal, desenvolver o país e acautelar o futuro - os anos de ouro dos fundos estruturais - um era presidente da República e o outro primeiro ministro. Eleitos e reeleitos pelo "povo soberano".
Portugal merece-os.

Inutlidades [internet]

http://www.http.com
http://www.www.com

terça-feira, dezembro 20, 2005

Mau gosto

Reconheço que foi de mau gosto meter um post sobre futebol entre duas divas. Ainda por cima, um post envolvendo a personagem que envolve. Penitencio-me por isso.

Fascínio IV

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Bolas ao poste

Um comunicado para esclarecer uma entrevista. Continuo a não perceber o que são "dados técnicos e de balneário". Mas, claro, eu não percebo nada de futebol. Sou apenas um adepto.

segunda-feira, dezembro 19, 2005

Fascínio III

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Ódios pessoais da semana

Embirro profundamente com dois dos figurões que a Time resolveu eleger personalidades do ano 2005 [quanto à senhora com ar enjoado, nem sabia da sua existência]. Só para que conste.

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Citações de café

"E que tal tentarmos entrar para o Guiness com o título de maior economia do mundo, hã? Isso é que era!" [do meu amigo L.S. em conversa de Café - Paraíso, pois claro - sobre a obsessão lusa com os records do Guiness]. O L.S. notoriamente não aprecia árvores de Natal gigantescas nem presépios de chocolate. Eu também não, de resto. Guiness para mim, só se for esta. Prioridades.

"Não, eu não vou ter férias... É que a miséria e as famílias disfuncionais não metem férias pelo Natal" [do meu amigo F.C. em conversa de Café - Paraíso, está bom de ver - aborrecido com as injustiças deste mundo e com o facto de certas merdas continuarem a acontecer, ignorando a época festiva que atravessamos]. O sarcasmo é uma qualidade muito pouco cultivada, para não dizer muito menospreazada, em Portugal.

Não me levem a mal, mas...

... que ideia é essa de a tanta gente andar por aí a enfeitar os seus blogs com decorações de Natal?