sexta-feira, janeiro 20, 2006

Um post a propósito de um comentário

O amigo [*] Rui Semblano diz num comentário ao post anterior desde que Vasco Pulido Valente escreveu sobre Hiroxima nunca mais leu as suas crónicas. Confesso que já não me recordo muito bem do que VPV escreveu sobre Hiroxima, nem é esse o motivo deste post. Faz-me confusão que se deixe de ler um cronista [ou um comentador político] apenas porque escreveu algo com que não concordamos. É como deixar de ler um bom romancista porque escreveu um mau romance, ignorar um bom poeta por um mau poema ou deixar de ouvir um bom músico por causa de uma má canção.
Durante anos li com prazer muitos textos de Paulo Portas n'O Independente e raramente concordei com ele. Miguel Sousa Tavares escreveu e disse coisas que considero absurdas e é, ainda hoje, um dos meus cronistas favoritos. Continuo a ler as opiniões de Pacheco Pareira e continuo a não concordar com muito do que escreve. Ou Francisco José Viegas ou Eduardo Prado Coelho ou Constança Cunha e Sá ou António Barreto e mais uns quantos [nos quais não se inclui, obviamente, essa estranha criatura que dá pelo nome de Luís Delgado].

[É impressão minha ou VPV acaba por concluir na sua análise a Eanes, Soares e Sampaio que, dos três, o melhor presidente que tivemos foi Sampaio?]

[*] Amigo que não conheço pessoalmente mas que, se bem me lembro, prometeu pagar um cafézinho no Paraíso quando passar cá por Tomar...

Taylor

Elisabeth Taylor já está fora da página... Era tão simples quanto isto.

quinta-feira, janeiro 19, 2006

VPV

Era para escrever aqui qualquer coisa sobre o artigo de Vasco Pulido Valente no Público de hoje mas não vale a pena. Só lendo mesmo.

[Se é um regabofe ou não, não sei. Mas não me parece].

[Sem qualquer relação: o próximo post que publicar vai atirar com Elisabeth Taylor para fora da página principal deste blog. De certo modo, não deixa de ser irónico que um homem vá livrar-se tão facilmente de Elisabeth Taylor.]

Violência verbal [*]

É o que espero do artigo de Vasco Pulido Valente sobre os presidentes Eanes, Soares e Sampaio] prometido para o Público de hoje. Vai ser um... regabofe?

[*] Violência é capaz de ser um bocadinho exagerado. Acutilância seria talvez mais adequado.

Regabofe

[Mais um para a secção de posts absolutamente inúteis]

Gosto da palavra que encima este post. Acho que não é suficientemente usada em Portugal [e por vezes nem sequer é adequadamente utilizada]. Eu próprio raramente a uso e penitencio-me por isso. Daí este texto. Foi escrito com a exclusiva inenção de utilizar a palavra em causa, pelo menos, duas vezes.
Regabofe.
Já está.

quarta-feira, janeiro 18, 2006

Ano de colheita: 1984

Fistful of Metal, Anthrax
Steeltown, Big Country
The Top, The Cure
Some Great Reward, Depeche Mode
Eden, Everything But The Girl
The Wonderful and Frightening World of the Fall, The Fall
Walking in the Shadow of the Big Man, Guadalcanal Diary
Zen Arcade, Hüsker Dü
Powerslave, Iron Maiden
How Will The Wolf Survive?, Los Lobos
Like A Virgin, Madonna
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Ride the Lightning, Metallica
Double Nickels on the Dime, The Minutemen
From Her To Eternity, Nick Cave & The Bad Seeds
Purple Rain, Prince
Reckoning, R.E.M.
Hyaena, Siouxie & The Banshees
Hatful of Hollow, The Smiths
Born in the USA, Bruce Springsteen
Soul Mining, The The
The Unforgettable Fire, U2
W.A.S.P., W.A.S.P.

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Post arquivado com todas as capas em As colunas [sem surround]

[Some of] the music that rocked my world # 20

Iron Maiden, Piece of Mind [EMI, 1983]

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Where Eagles Dare / Revelations / Flight of Icarus / Die With Your Boots On / The Trooper / Still Life / Quest For Life / Sun And Steel / To Tame A Land

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Os Iron Maiden foram durante alguns anos uma das minhas bandas de eleição. Comprei todos os seus álbuns até ao início dos anos 90, altura em que o meu interesse pelo heavy metal, por um lado, e a inspiração musical da banda, por outro, se desvaneciam. A primeira vez que os ouvi foi em The Number of the Beast [de 1982] mas só com este Piece of Mind me rendi à "dama de ferro" e ao heavy metal [durante um certo período só me faltava mesmo o cabelo comprido]. Este não é provavelmente o melhor disco da banda de Steve Harris [fundador, baixista e principal compositor], mas foi este um dos discos de heavy metal que mais me marcaram, precisamente porque foi com ele que aderi incondicionalmente aos sons mais pesados [e muito mal-afamados na época] do heavy metal. Não sendo o melhor dos Iron Maiden, em nove temas, Piece of Mind contém quatro clássicos da banda: Revelations, Flight of Icarus, Die With Your Boots On e The Trooper. Vi-os ao vivo três vezes, sempre em Portugal, a primeira das quais a 5 de Dezembro de 1986 [no recém-demolido Dramático de Cascais], o meu primeiro concerto internacional [com os infames W.A.S.P. a fazer a primeira parte]. Quanto mais não fosse, o trabalho dos Iron Maiden no início dos anos 80 faz deles uma das bandas fundamentais para a compreensão, e para a própria definição, do que seria o heavy metal - e muitos dos seus derivados - a partir de meados da década de 80.

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No ano da edição de Piece of Mind [1983] eu andava pela Escola Secundária e Polivalente do Entroncamento e passava o Verão na rua, em correrias de bicicleta e jogos de futebol no adro da igreja da aldeia onde cresci, paredes meias com o cemitério. Portugal vivia à beira da bancarrota e Mário Soares substituia nesse ano Francisco Pinto Balsemão na chefia do governo, formando-se então o famoso Bloco Central [cuja herança ainda hoje é visível na sociedade portuguesa]. Nesse mesmo ano, Björn Borg abandonva o ténis depois de vencer cinco vezes seguidas o Torneio de Wimbledon e Tennessee Williams morria no Hotel Elysée em Nova Iorque. A Swatch colocava à venda os seus primeiros relógios, a primeira Disneyland fora dos Estados Unidos abria em Tóquio e Flashdance e Star Wars - O Regresso de Jedi esgotavam cinemas pelo mundo. O nazi Klaus Barbie era finalmente capturado e a Stern publicava os Diários de Hitler [havia de se descobrir depois que eram falsos].
Com o mundo dividido ao meio [Ronald Reagan refere-se nesse ano à União Soviética como o "império do mal"], o Irão invadia o sudoeste do Iraque, numa guerra que duraria vários anos e custaria muitos milhares de mortos.

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Post arquivado em As colunas [sem surround]

É a p**a da loucura

A continuar assim, ainda se vai descobrir que o exercício físico é a solução para todos os problemas da humanidade. Agora descobriram que quem se exercita fisicamente corre menos riscos de sofrer de demência. Calhando, ainda hão-de descobrir que o exercício físico até reduz o défice. Por outro lado, começo a perceber as atitudes de certas pessoas que por aí andam, especialmente nos mundos da política e do futebol. Notoriamente, não se exercitaram quando deviam.

[De repente pergunto-me se o meu sedentarismo não poderá explicar, por exemplo, a existência deste blog - ou pelo menos de alguns posts]

Não sei...

... mas acho que andam a tentar viciar-me.

terça-feira, janeiro 17, 2006

Escutado

Souto Moura vai ao Parlamento na próxima sexta feira para ser escutado pela Comissão de Assuntos Constitucionais. Eu só não entendo porque motivo poderá ainda haver quem queira escutar o actual Procurador-Geral da República sobre o que quer que seja.

Futebol a alta velocidade

A 19 de Novembro um jogador do Benfica fez um gesto qualquer para os jogadores do Braga. Agora a Comissão Disciplinar da Liga Portuguesa de Futebol Profissional multou o jogador do Benfica. E nem sequer passaram 2 meses. Um processo rápido, como se vê.

segunda-feira, janeiro 16, 2006

Pois, pois...

O comissário Lopes Martins é o comandante da PSP cá da terra. O senhor não acha mal que tenham semeado rotundas e "passadeiras" elevadas pela cidade. Acha que são "redutores de velocidade" [e até são - e as "passadeiras" então podem até ser mais que isso: podem ser uma mina para os mecânicos locais].
Em entrevista a um dos jornais locais, o senhor comissário promete mão pesada para os prevaricadores em 2006. Diz ele que não haverá contemplações para os automobilistas que andam por cá a acelerar e a estacionar em tudo quanto é sítio [especialmente em cima dos passeios ou, em alternativa, em segunda e terceira filas].
Eu faço de conta que acredito e que é desta que os agentes da PSP local vão passar a andar com os olhos abertos para as centenas de infracções diárias cometidas na minha cidade.

Gritaria

Por acaso embirro um bocado com o hábito tão enraziado no sul da Europa de falar alto.

Isto não será levar as coisas um nadinha longe de mais?...

[e prometem a salvação por apenas $12,95...]

sexta-feira, janeiro 13, 2006

Sair [publicidade semi-dissimulada]

Logo à noite motivos semi-profissionais levam-me a Leiria. O jantar vai ser no sítio do costume, provavelmente o restaurante mais bonito de uma cidade pela qual até cultivo alguma antipatia. A ementa vai, sem dúvida, ser centro-americana [algures entre Cuba e o México]. O "sítio do costume" chama-se Abadia e fica num primeiro andar. Depois do jantar a noite continua no rés do chão, no Abadia Bar.

quinta-feira, janeiro 12, 2006

Finders, keepers

[ou outra forma de dizer, achado não é roubado]

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As pessoas tiram fotografias e retratos. Normalmente essas imagens são guardadas, e acarinhadas, pelas pessoas. Às vezes rasgam-nas, outras deitam-nas fora. Na Argentina alguém teve a ideia de apanhar do chão e de recolher dos caixotes do lixo as fotografias e retratos de que outras pessoas se desfizeram. E fez um site - Fotos Encontradas - com elas [cheguei lá através deste post da Máquina de Café].

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"Todas las fotos y los objetos que figuran aquí han sido encontradas en las calles de Buenos Aires, sobre todo en los barrios de Once y Paternal: gran parte de ellas dentro de las bolsas de residuos de los domingos, muchas otras tiradas en la vereda o en la calle. El resto parecen haber sido extraviadas por sus dueños."
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Descubro entretanto que há mais quem tinha tido a mesma ideia. Frederic Bonn, por exemplo, que criou o site Look At Me. Fotos Encontradas e Look At Me são dois sites fascinantes. Estranhamente, ou talvez não, ao olharmos fotografias que os seus donos abandonaram não sinto que esteja a invadir a privacidade das pessoas retratadas. Talvez porque como diz Bonn, "The images now are nameless, without connection to the people they show, or the photographer who took them."

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[todas as imagens reproduzidas neste post são da secção Pedazos de Fotos Encontradas]

Lopes & Silva, Lda.

Santana Lopes resolveu intervir na campanha presidencial, e a SIC Notícias deu-lhe airplay. Santana quebrou o silêncio para se atirar a Cavaco Silva, candidato apoiado pelo PPD/PSD [como Lopes gosta de se lhe referir] e por um "outro partido" [como Silva gosta de se lhe referir]. Com a intervenção de Lopes, Silva deverá ter ganho mais uns quantos votos.

Galheteiros

[Plagiando descarada e despudoradamente o Contra-indicado] Sobre a proibição dos galheteiros que entrou em vigor, eu diria que mais do que uma lei que proiba os galheteiros em restaurantes é preciso uma lei que proiba comer em certos restaurantes.

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[Texto original no Contra-indicado: "Mais do que uma lei que proiba fumar em restaurantes é preciso uma lei que proiba comer em certos restaurantes."]

quarta-feira, janeiro 11, 2006

Aviso à navegação

A série [Some of the] music that rocked my world ainda não terminou e regressa em breve com, e aqui é que reside o perigo, uma sequência de três discos de heavy-metal.