sexta-feira, janeiro 06, 2006

Rock'n'Roll [colectâneas pessoais # 2]

Mais um conjunto de temas que me parecem ficar muito bem, todos juntos, num CD:

1. Les Satellites: Fist Fuck Playa Club; 2. Ludwig van 88: Fist Fuck Playa Club; 3. Nous Non Plus: Fille Atomique; 4. Norwegian Lady: Dance Champion; 5. Panico: Lupita [Zongamin Remix]; 6. Veronica Lipgloss & The Evil Eyes: Let Me See Your Eyes; 7. Death From Above 1979: Sexy Results [MSTRKRFT Remix]; 8. Namosh: Pulse [Who Made Who Remix]; 9 . Freezepop: Bike Thief [Tubeway Remix]; 10. Infomatik: Parasol; 11. Baikonur: Proto-Coeur; 12. Electronicat: Dans Les Bois; 13. X-Vectors: Your Love; 14. Hank: Heswall Diesel; 15. Duchess Says: Cut Up; 16. Kiosk: Tourist Attraction; 17. Death From Above 1979: Black History Month [Alan Braxe & Fred Falke Remix]; 18: Von Spar: Bunsenwahreiten; 19. Nepo: Yer Warpin' Me

Sondagens

Valem o que valem e a sondagem que realmente conta é que acontece no dia da eleição e blah-blah-blah, gostam de dizer os "nossos" políticos, mas esta sondagem [ver nota] parece confirmar o inevitável. Estou cada vez mais convencido que os eleitores portugueses vão ter uma tremenda desilusão daqui a uns tempos, quando perceberem que a crise não vai resolver-se miraculosamente no dia 22 de Janeiro.

[Nota: esta sondagem foi realizada pela Universidade Católica onde Cavaco ainda é professor]

Fascínio XVI

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quinta-feira, janeiro 05, 2006

Colectâneas pessoais

Por algum estranho motivo, achei que estes temas ficavam bem, todos juntos, num CD:

1. Colleen: I Was Deep in a Dream and I Didn't Know It; 2. Diamanda Galas: Gloomy Sunday; 3. Stina Nordenstam: Parliament Square [The Knife Remix]; 4. Mira Calix & Disjecta: You and I; 5. Paavoharju: Valo Tihkuu Kaiken Lapi; 6. Charming Hostess: Dali Tzarni; 7. Nico: Frozen Warnings; 8. Feist & Jane Birkin: The Simple Story; 9. Marianne Faithful: The Mystery of Love; 10. Gang Gang Dance: God's Money VI; 11. Messer Für Frau Müller: 2x2=5; 12. Mia Doi Todd: The Way; 13. Sia: Breathe Me [Four Tet Remix]; 14. Komëit: The End of Camp;15. The Dolls: Martini Never Dies; 16. Stereolab: University Microfilms International; 17. Puffy AmiYumi: Can-Nana Forever; 18. Lambert, Hendricks & Ross: Twisted; 19. The Dolls: PopStars

Ideias peregrinas

[Mais um para a secção de posts absolutamente inúteis]

Gosta da expressão que encima este post. Aliás, isto nem é exactamente um post, é apenas um [mau] pretexto para usar a expressão "ideias peregrinas" como título.

Mais publicidade gratuita, agora disfarçada de apelo

Há uns dias, Francisco Louçã disse que Bill Gates não é dono da Internet. Não sou adepto destas simplificações, nem sequer tenho nada contra o senhor Gates, mas o Internet Explorer não é o único browser disponível para a navegação virtual. Não é o único, nem sequer é o melhor. Ando há meses a recomendar a toda a gente o Mozilla Firefox, mas há quem ainda não esteja rendido. Fazem mal: é mais rápido e mais seguro que o browser do senhor Gates.

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Publicidade gratuita disfarçada de constatação

O meu outro blog, Agenda Electrónica [dedicado à música electrónica e afins] anda, de há umas semanas para cá a bater, em número de visitas diárias, A Coluna Vertebral.

Fascínio XV

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quarta-feira, janeiro 04, 2006

Carros

Duzentos e trinta e tal mil quilómetros depois desfiz-me do Opel Corsa [de] que [ab]usei durante 9 anos. Não sou de guardar saudades de objectos, a menos que sejam aqueles livros ou discos que emprestei e que nunca mais regressaram a casa [e que acabei por substituir por outros]. Não sou, dizia, de guardar saudades de objectos, mas, caramba, o primeiro carro que um gajo tem [e pagou com o seu esforço, bem entendido] sempre é o primeiro carro que um gajo tem. Ainda para mais, se falarmos do carro que me levou à Escócia, à Inglaterra [e que em Londres foi abalroado por um ciclista que lhe deixou umas belas amolgadelas na chapa], à Catalunha, à Galiza [várias vezes] ou às Astúrias e a muitas aldeias, vilas e cidades de Portugal. Foi também nesse Corsa que transportei a "casa" de Tomar para Arganil, para Leiria, para a Figueira da Foz e de novo para Tomar. Duzentos e trinta e tal mil quilómetros depois deixei-o ir embora. Só tenho pena de não o ter levado a Berlim, a Amsterdam, a Paris [passou ao lado], a Antuérpia e a mais uns quantos lugares, viagens projectadas mas por um motivo ou outro, sempre adiadas [ou realizadas por meios alternativos]. Ficam para o seu substituto.

Fascínio XIV

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terça-feira, janeiro 03, 2006

Cáceres Monteiro

Reservo, com tristeza, o último post do dia a um jornalista.

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[imagem: Visão Online]

Sobreviventes

Cheguei a este post com alguns dias de atraso através d'A Fonte. [Curiosamente, tenha uma vaga ideia de ter recebido há meses um mail com este texto, ou outro muito semelhante]. Permito-me reproduzir um excerto: "Nós viajávamos em carros sem cintos de segurança ou air bag. Não tivemos nenhuma tampa à prova de crianças em frascos de remédios, portas, ou armários e andávamos de bicicleta sem capacete; sem contar que pedíamos boleia. Bebíamos água directamente da mangueira e não da garrafa. Gastámos horas a construir os nossos carrinhos de rolamentos para descer ladeira abaixo e só então descobríamos que nos tínhamos esquecido dos travões. Depois de colidir com algumas árvores, aprendíamos a resolver o problema."

É nestas alturas que dou por mim a pensar na frustrada tentativa de descer de bicicleta uma ladeira no sítio onde cresci. Pormenor não negligenciável: éramos para aí uns 9 ou 10 putos [entre os 13 e os 16 anos] em cima de uma bicicleta. Não chegámos ao fim da ladeira [que terá um quilómetro bem medido], mas ainda fizemos uns bons 20 metros antes sairmos da estrada e rebolarmos por um pequeno barranco abaixo.

Excitações

Se bem percebo, o Channel 4 anda excitadíssimo por ter contratado o puto dos filmes Sózinho em Casa Macaulay Culkin para o reality show Celebrity Big Brother. Parece que o puto teve relações intimas [de amizade, presumo] com Michael Jackson na sua infância e o canal de televisão britânico tem a esperança que o miúdo conte tudo o que sabe sobre o negro mais branco da indústria musical.
Eu não compreendo a excitação do Channel 4. A mim parece-me que o potencial de Anna Nicole Smith, que vai ser outra das estrelas do programa, é muito maior. Entre Anna em trajes "sugestivos" [ou, sei lá, no banho matinal] e histórias da intimidade entre Culkin e Jackson, parece-me óbvio que a primeira opção excitará muito mais os potênciais telespectadores do programa.

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Mas claro que posso estar errado.

Fascínio XIII

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Nothing changes on New Year's day

O mês de Janeiro promete ser efervescente em Portugal.
Ontem houve estalada no aeroporto de Lisboa. Tudo por causa de um mediano guarda-redes de futebol que o presidente de um clube de futebol foi buscar ao Brasil, episódio final [?] de uma verdadeira história de gangsters que ilustra bem o estado em que está [continua] o futebol português.
Daqui a uns dias começa oficialmente a campanha eleitoral para as presidenciais de 22 de Janeiro e ou muito me engano mas a coisa é capaz de aquecer. E mais calor se sentirá para as bandas do Largo do Rato quando, na noite de 22, se começarem a trocar acusações pela mais que provável derrota que o PS vai sofrer nesse acto eleitoral. Nada que pareça, por enquanto, preocupar José Sócrates, talvez convencido que dividir é mesmo a melhor forma de reinar - e dividido já está o partido que lidera.
Depois, no último fim de semana do mês, Benfica e Sporting encontram-se para um jogo de futebol, ocasião habitualmente transformada em assunto do mais elevado interesse nacional pela comunicação social e que algumas personagens que deveriam ser secundárias no fenómeno futebolístico [os "dirigentes desportivos"] costumam aproveitar para fazer figuras tristes.
Entretanto, e tal como eu suspeitava, já estamos em 2006 mas a crise continua por cá. Como estamos na ressaca das festividades de Dezembro, o país parece que ainda não se percebeu disso.

quarta-feira, dezembro 28, 2005

Ano de colheita: 1983

Burning From The Inside, Bauhaus
Let's Dance, David Bowie
Head Over Heels, Cocteau Twins
Punch The Clock, Elvis Costello & The Attractions
Zeichnungen des Patienten O.T., Einsturzende Neubauten
Japanese Whispers, The Cure
Construction Time Again, Depeche Mode
The Luxury Gap, Heaven 17
Metal Circus, Hüsker Dü
Piece of Mind, Iron Maiden
Night and Day, Joe Jackson
Kill 'Em All, Metallica
Power, Corruption & Lies, New Order
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Dazzle Ships, Orchestral Manoeuvres in the Dark
Principle of Moments, Robert Plant
Murmur, R.E.M.
Show No Mercy, Slayer
Confusion Is Sex, Sonic Youth
Suicidal Tendencies, Suicidal Tendencies
Speaking in Tongues, Talking Heads
Swordfishtrombones, Tom Waits
War, U2
Under A Blood Red Sky, U2
Violent Femmes, Violent Femmes
The Waterboys, The Waterboys

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[Some of] the music that rocked my world # 19

Pop Dell'Arte, Free Pop [Ama Romanta, 1991]

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Berlioz / Rio Line / Loane & Lyane Noah / Avanti Marinaio / Dell'Arte Je M'enroque / II Latão / Turin Welisa Strada / Bladin / Poligrama / Juramento Sem Bandeira
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Os Pop Dell'Arte comemoram amanhã vinte anos de carreira no Lux. Não podia haver melhor ocasião para evocar um dos melhores discos alguma vez produzidos em Portugal. João Peste, Luis San-Payo, Zé Pedro Moura, Rafael Toral e Sapo mais os convidados Nuno Rebelo, que produziu o álbum com os Pop Dell'Arte, e Adolfo Luxúria Caníbal fizeram em 1991 um álbum genial. Dos poucos gravados por artistas a que se pode aplicar o adjectivo genial, de resto. Free Pop é um título que não engana: trata-se de um álbum no qual João Peste e companhia se espraiam livremente pela música pop, descontruindo os seus clichés, virando-os de pernas para o ar e do avesso, reconstruindo os seus códigos e conseguindo com isso uma música nova, original até à data nunca ouvida por cá. Aliás, justiça houvesse e os Pop Dell'Arte, em particular este Free Pop, deveriam figurar nos compêndios de música internacionais.
Lembro-me dos Pop Dell'Arte desde os primórdios da sua carreira que fui acompanhando ao longe, através da rádio [no inevitável Som da Frente de António Sérgio e no Luso Clube de Pita, técnico de som do Rock Rendez Vous] e apenas os vi uma vez ao vivo. Aconteceu no Teatro Rivoli do Porto, em Julho de 1988, num concerto em que também actuaram os Mão Morta [cuja actuação quase degenerou num motim por causa do strip-tease parcial a que Adolfo Luxúria Caníbal forçou uma bailarina em palco]. Ainda hoje, esse é um dos concertos da minha vida.

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1991 foi um ano turbulento que deveria ter dado origem a uma nova ordem mundial [new world order como dizia George Bush pai]. Foi o ano da operação Tempestade no Deserto, a guerra de libertação do Kuwait [e a primeira a ser televisionada em directo]. Ao mesmo tempo a União Soviética desintegrava-se e deixava de existir no dia 31 de Dezembro [o Pacto de Varsóvia desaparecera em Março] - era o fim oficial da Guerra Fria. Foi ainda o ano do nascimento oficial do grunge [a 17 de Abril os Nirvana estreavam Smells Like Teen Spirit ao vivo no OK Hotel em Seattle] e do primeiro site de Tim Berners-Lee [o "inventor" da World Wide Web]. Nesse ano eu passava boa parte do meu tempo entre o bar da FLUC [jogando king, espadinha e poker de dados], os cafés da Praça da República, a Casa da Madeira e o States e no bloco A da residência João Jacinto havia discussões infindáveis, essencialmente políticas, pela noite dentro. A meio do ano Cavaco Silva conseguia uma segunda maioria absoluta.

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