Aqui há umas semanas fiz aqui um post ironicamente intitulado "Do Braga desde pequenino". Não sou do Braga desde pequenino e, aliás, não sou de nenhum clube português desde pequenino. Quando era pequenino, e morava na Bélgica, o meu clube de eleição era o Royal Sporting Club Anderlecht. Nessa altura brilhavam por lá nomes que nunca mais esqueci: Van der Elst, Vercauteren e o holandês Rensenbrink.

Pieter Robert Rensenbrink era o meu ídolo. Na sua selecção - a famosa laranja mecânica holandesa dos anos 70 - jogou ao lado do magnífico Johan Cruyff e esteve em dois campeonatos do mundo [Alemanha 74 e Argentina 78], jogando todos os jogos a titular e, em 1978, marcou o golo número mil da história dos mundiais de futebol num jogo com a Escócia. Nesse mesmo mundial, no jogo da final com a Argentina, Rensenbrink atirou uma bola ao poste a um minuto do fim. O jogo estava empatado a um golo. Aquele remate deve ser a sua mais amarga recordação: houve prolongamento e a Holanda acabou por perder por 3 a 1. Tivesse aquela bola entrado, a Holanda teria sido campeã do mundo e Rensenbrink teria sido o melhor marcador da prova [Kempes marcou um golo no prolongamento e ultrapassou o holandês].
Rensenbrink não era um fora-de-série como o foram Cruyff, Van Basten ou Gullit mas era um magnífico avançado e hoje em dia poucos, exceptuando os holandeses e os adeptos do Anderlecht, saberão quem é Rensenbrink. Jogava o "suficiente" para o terem apelidado de Von Karajan do Anderlecht.

Voltando ao clubismo. Hoje, o Anderlecht é quase só uma memória de infância. Provavelmente por influência paterna, após a mudança para Portugal o meu coração pendeu para outras cores, mas continuo a acompanhar a carreira do clube belga. E, por causa de Rensenbrink, a selecção holandesa continua a ser a minha segunda selecção de futebol.

Rensenbrink não era um fora-de-série como o foram Cruyff, Van Basten ou Gullit mas era um magnífico avançado e hoje em dia poucos, exceptuando os holandeses e os adeptos do Anderlecht, saberão quem é Rensenbrink. Jogava o "suficiente" para o terem apelidado de Von Karajan do Anderlecht.

Voltando ao clubismo. Hoje, o Anderlecht é quase só uma memória de infância. Provavelmente por influência paterna, após a mudança para Portugal o meu coração pendeu para outras cores, mas continuo a acompanhar a carreira do clube belga. E, por causa de Rensenbrink, a selecção holandesa continua a ser a minha segunda selecção de futebol.















































