terça-feira, novembro 29, 2005

Um quarto de século

Alguma da melhor música dos últimos 25 anos saiu na casa de Ivo Watts-Russell, a 4AD. Um quarto de século é, no mundo da música, muito tempo. E se considerarmos os sempre elevados padrões de qualidade da 4AD, mais significativo se torna este aniversário. Algumas imagens de 25 anos de discos.

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segunda-feira, novembro 28, 2005

Lembram-se?

No dia 4 de Março de 2001 caiu a ponte Hintze Ribeiro em Entre-os-Rios [Castelo de Paiva]. Dezenas de pessoas morreram naquele domingo à noite. Muitos dos corpos nunca chegaram a aparecer. Mais de quatro anos depois, o juíz de Instrução Criminal do Tribunal de Castelo de Paiva decidiu que vai haver julgamento [a menos que algum recurso volte a adiar tudo]. Dirão alguns que se começa a fazer justiça. Pessoalmente, parece-me que justiça tão lenta não é justiça.

sexta-feira, novembro 25, 2005

Food for thought

Isto devia-nos fazer pensar um bocadinho. No Rocketbottom de Amanda Congdon.

Vai um cigarrinho?

20 boas razões PARA FUMAR. N'A Fonte.

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Graham Swift

Ando com saudades de ler um livro de Graham Swift. Não é um autor referenciado pelas elites culturais, mas é um autor cujos livros sempre me deram muito prazer. A começar por Waterland.

Bolas ao poste

O futebol português teve esta semana uma prestação ao seu nível habitual. O SLB, segundo Luís Filipe Vieira o melhor clube do mundo, empatou - quando precisava de ganhar - com uma mediana equipa francesa e ainda por cima a jogar praticamente em casa. O FCP, ex-campeão europeu e mundial, empatou - quando precisava de ganhar - com uma equipa de um campeonato onde só existem dois clubes [Escócia]. O VFC empatou - quando precisava, humm, de ganhar - com uma mediana equipa do campeonato inglês. Ainda acham que o futebol português é competitivo? Spare me!... Lamentável. Triste e lamentável.

terça-feira, novembro 22, 2005

Há dúvidas?

O PS, diz quem conhece bem essa "família", sempre foi pródigo em intrigas e traições. Aliás, nisso o PS será como os outros partidos políticos. Com maior ou menor frequência, com mais ou menos pormenores, lá vamos tendo conhecimento de quem intrigou contra quem, quem traiu quem. Por vezes essas histórias são apenas rídiculas; outras vezes são ilustrativas do tipo de políticos que temos. No caso da mais recente "zanga de comadres" socialistas, trata-se de uma dessas histórias que contribuem para que se perceber melhor que políticos temos. É uma história exemplar. Manuel Alegre diz que foi convidado pessoalmente por José Sócrates para avançar com uma candidatura à presidência da República; Sócrates desmente Alegre; Alegre desmente o desmentido de Sócrates. Um dos dois mente. Eu não tenho dúvidas sobre qual dos dois mente...

segunda-feira, novembro 21, 2005

Ainda a praxe

«Desde há séculos que existe e impera uma "tirania" na Academia Coimbrã: chama?se PRAXE ACADÉMICA. [...] Praxe que existe actualmente em Coimbra não vai além do corte do cabelo, da mobilização do caloiro e de umas ?festas'' às unhas dos infractores [...]»
Com aspas ou sem aspas, tirania é sempre tirania e as "festas" às unhas dos infractores costumam doer. Tudo o que está à volta deste excerto é retórica. Ou, mais simplesmente bullshit. Tretas.

Praxe

Não gosto de praxes. Nunca gostei. Nunca fui praxado. Nunca praxei. Sempre achei a praxe uma imbecilidade, por vezes violenta e sempre humilhante, e nunca entendi porque tantos caloiros [detesto esta designação quase tanto como a própria praxe] se sujeitam alegremente a esses rituais de humilhação públca. Fico contente por saber que alguns dos meninos que violentaram uma caloira da Escola Agrária de Santarém vão ser julgados em tribunal.
Poupem-me aos batidos argumentos a favor da praxe. A praxe não integra os caloiros no mundo universitário - a praxe humilha. A praxe não estabelece laços de camaradagem entre os universitários - a praxe violenta.
O caso de Santarém, ao que sei o primeiro que será julgado em tribunal, não é um caso isolado. Poderá ter sido um caso extremo, mas não é caso único em instituições do ensino superior português. Só não vê quem não quer.

Até pode ser o melhor podcast do mundo...

... mas para mim, isto é chinês. Isto já não é bem chinês. mas na maior das vezes anda lá perto.

Os melhores blogs do mundo

Segundo a Deutsche Welle, este é o melhor blog do mundo. Este é um dos melhores e é em Português.

Oh, Zé Maria, pá!

Disseram-me - ou li algures, já não me lembro - que este senhor também quer candidatar-se à presidência. Estás a gozar com o pagode, não estás?

Oh Sampaio, pá!

Estás a gozar com o avôzinho, não estás?

domingo, novembro 20, 2005

Do Braga desde pequenino

Na época passada, o Sporting de Braga andou na luta pelo título de campeão nacional. Este ano é, há várias jornadas, líder isolado do campeonato. Ontem bateu o campeão nacional em título por 3 a 2. Mais importante que esse facto, ontem o Sporting de Braga jogou em casa com o Benfica, algo que eu nunca me recordo de ter visto. Em Braga, como em muitas outras cidades, o Benfica - e, menos, o Sporting e o Porto - joga sempre em casa. Ontem poderá ter-se começado a inverter essa situação e pode ser que, a prazo, passe a haver adeptos "desde pequeninos" de outros clubes que não os três cada vez menos grandes.

Fútbol

Já uma vez aqui tinha que não tenho a mínima simpatia pelo Real Madrid. E menos ainda tenho quando Real e Barcelona se defrontam. Ontem - em Madrid - os "galácticos" foram literalmente atropelados pela máquina de jogar futebol liderada por Ronaldinho.

quinta-feira, novembro 17, 2005

Mais choques

"O Governo vai criar mais gabinetes de trabalho para professores e investir em mais equipamentos tecnológicos nas escolas [...]" pode ler-se no Diário Digital. Gosto particularmente da promessa de mais investimento em "equipamentos tecnológicos".
Que me perdoem os profetas e os apóstolos das novas tecnologias, mas o problema mais grave da educação em Portugal não é a falta de "equipamentos tecnológicos". Há escolas onde não há aquecimento - conheço umas quantas. Há escolas onde chove nas salas de aula - sei de algumas. E há escolas com tectos a cair, cadeiras e mesas degradadas por décadas de utilização, ginásios decrépitos e espaços de convívio exíguos. Há escolas com bibliotecas desactualizadas e onde faltam obras essenciais. Depois ainda há escolas cheias de alunos e alunas cujas famílias não valorizam a educação e que, portanto, não têm a mínima vontade de aprender seja o que for. Há também um corpo docente desmotivado, que se sente perseguido, mal pago e pouco ou nada respeitado.
A senhora ministra até pode achar que despejando meia dúzia de computadores nas escolas resolve alguma, mas eu sei que isso não resolve nada. Rigorosamente nada. E quem acha que resolve só ajuda a que o insucesso escolar português se eternize. Para que servem "equipamentos tecnológicos" em escolas onde os alunos não sabem ler, escrever e fazer contas e onde demasiados professores não os sabem - e alguns não querem saber - utilizar adequadamente?

Choques

José Tavares demitiu-se do cargo de coordenador do plano tecnológico que iria implementar o salvífico choque tecnológico prometido por Sócrates durante a campanha eleitoral que o haveria de levar ao cargo de primeiro ministro. José Tavares fartou-se das indefinições do governo na aplicação do plano. O novo coordenador chama-se Lebre de Freitas e veremos quanto tempo aguenta as socráticas "indefinições".
Por algum estranho motivo, parece-me que este choque tecnológico vai ter o mesmo triste fim de todos os outros choques, planos, reformas, regenarações e revoluções anunciados à nação nos últimos séculos. Mas claro que eu sou um eterno pessimista...

quarta-feira, novembro 16, 2005

As candidatas

Manuela Magno e Carmelinda Pereira. Apesar do meu apoio a Vieira, confesso que gostaria de ver uma mulher a ocupar o Palácio de Belém. Mas não era nenhuma destas que tinha em mente...

Leitura obrigatória

Por favor, leião a declarassão de cãdidatura do çenhor Nélson. Vão comcerteza gustar das propostas do çenhor.

Olha mais dois...

... candidatos presidenciais. São eles os senhores Luís e Nélson. Sejam bem vindos, mas o meu preferido continua a ser o Vieira. Além disso, acho que quer o senhor Luís quer o senhor Nélson não levam a coisa muito a sério. Ao contrário de Garcia. E de Vieira, naturalmente.

terça-feira, novembro 15, 2005

Fuck them and their law

É uma colectânea dos The Prodigy, uma das bandas que no início dos anos 90 fundiu a música de dança com o espírito rebelde do rock'n'roll, facção punk: Their Law - The Singles 1990 - 2005.

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Pressão alta

Coação, na realidade. Não me parece que esta vergonhosa situação se resolva com umas multas.

Abanões

Amigo Francisco: em vez de abanar a malta, o melhor não seria distribuir pela população uns "cigarrinhos para fazer rir"? Já que o país anda [é? está?] triste...

Infantilidades

Este é provavelmente o mais imbecil blog da história da blogoesfera em Portugal.

Discriminações

Garcia quê?

Ele está de volta

Manuel João Vieira. Finalmente um candidato a sério, quer dizer, a brincar. Ou não. Seja como for, agora sim as presidenciais ganham interesse.

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segunda-feira, novembro 14, 2005

O mundo ao contrário

[ou o fim do mundo como o conhecemos]
[ou o que é que eu perdi nos últimos tempos?]


Ribeiro e Castro, ao que sei líder do CDS, elogiou uma proposta da CGTP. Há aqui algo que não bate certo. O líder do CDS elogia a CGTP?

sábado, novembro 12, 2005

Subsolo

O metropolitano é um meio de transporte fascinante. Pelo menos para mim. Sempre que entro numa estação de metro, seja onde for, e se tiver comigo uma máquina fotográfica não resisto a guardar umas imagens. Annie Mole sofre da mesma doença. Confiram aqui as suas viagens no underground londrino.

Um post na aparência sobre futebol

Vasco Pulido Valente escreve no Público de hoje sobre futebol, facto por si só extraordinário. Mais concretamente sobre a crise do futebol português. E sugere uma solução: fundir a Federação Portuguesa de Futebol com a Espanhola. Por mim aplaudo a ideia. Aliás, por mim fundia pura e simplesmente Portugal com Espanha. Parece-me que essa é, cada vez mais, a única solução viável para este país. Como VPV, duvido é que Espanha esteja interessada nesse negócio.

sexta-feira, novembro 11, 2005

Politicamente incorrecto, talvez

Alan Moore sobre a guerra contra o terrorismo [via LinkMachineGo]: "You have to remember that over here there were teenagers being taken out of cellar bars in separate carrier bags all through the '70s and '80s because of the war in Northern Ireland. In that case, the IRA were largely being supported by donations from America. That was why I was a bit worried when George Bush said he was going to attack people who supported terrorism, I thought, oh my god, Chicago is going to be declared a rogue state and they'll hunt down Teddy Kennedy."
Entrevista na Publisher Weekly, aqui.

Nostalgia

Conspirações

A derradeira obra de mestre Will Eisner:
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Silêncio

Não entendo esta ânsia de ouvir o que a Esfinge tem para dizer. Estão à espera de quê? Surpresas? Novidades? Ideias?

quinta-feira, novembro 10, 2005

Silêncio, tabus e ruido

Cavaco Silva, dizem alguns, tem uma estratégia de campanha cuja base de sustentação é o silêncio. Dizem esses criticos e adversários da Esfinge que o homem prolonga assim a estratégia do tabu. Eu acho muito bem que quem não tem ideias para o país se remeta ao silêncio. O exemplo do candidato que não é político profissional deveria ser seguido pelos restantes candidatos, que insistem na estratégia do ruido. Teriamos seguramente uma pré-campanha muito mais higiénica.

Cavaco Silva

Retrato de Mário Soares

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Creio que aquela construção à esquerda, em forma de pirâmide, seja a famosa Vivenda Mariani.

Ano de colheita: 1978

Parallel Lines, Blondie
The Kick Inside, Kate Bush
Give 'Em Enough Rope, The Clash
This Year's Model, Elvis Costello
New Boots and Panties!!!, Ian Dury & The Blockheads
Nina Hagen Band, Nina Hagen
The Man Machine, Kraftwerk
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All Mod Cons
, The Jam
The Modern Dance, Pere Ubu
The Scream, Siouxsie & The Banshees
More Songs About Buildings and Food, Talking Heads
Live and Dangerous, Thin Lizzy
The Second Annual Report, Throbbing Gristle
Chairs Missing, Wire
Germ-Free Adolescents, X-Ray Spex

.../...

Post arquivado em As colunas [sem surround] com todas as capas

quarta-feira, novembro 09, 2005

Television [the drug of the nation]: para ler

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One nation
under God
has turned into
one nation under the influence
of one drug
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Television, the drug of the Nation
Breeding ignorance and feeding radiation
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T.V., it
satellite links
our United States of Unconsciousness
Apathetic therapeutic and extremely addictive
The methadone metronome pumping out
150 channels 24 hours a day
you can flip through all of them
and still there's nothing worth watching
T.V. is the reason why less than 10 per cent of our
Nation reads books daily
Why most people think Central Amerika
means Kansas
Socialism means unamerican
and Apartheid is a new headache remedy
absorbed in it's world it's so hard to find us
It shapes our mind the most
maybe the mother of our Nation
should remind us
that we're sitting too close to...
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Television, the drug of the Nation
Breeding ignorance and feeding radiation
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T.V. is
the stomping ground for political candidates
Where bears in the woods
are chased by Grecian Formula'd
bald eagles
T.V. is mechanized politic's
remote control over the masses
co-sponsored by environmentally safe gases
watch for the PBS special
It's the perpetuation of the two party system
where image takes precedence over wisdom
Where sound bite politics are served to
the fastfood culture
Where straight teeth in your mouth
are more important than the words
that come out of it
Race baiting is the way to get selected
Willie Horton or
Will he not get elected on...
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Television, the drug of the Nation
Breeding ignorance and feeding radiation
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T.V., is it the reflector or the director ?
Does it imitate us
or do we imitate it
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because a child watches 1500 murders before he's
twelve years old and we wonder why we've created
a Jason generation that learns to laugh
rather than to abhor the horror
T.V. is the place where
armchair generals and quarterbacks can
experience first hand
the excitement of warfare
as the theme song is sung in the background
Sugar sweet sitcoms
that leave us with a bad actor taste while
pop stars metamorphosize into soda pop stars
You saw the video
You heard the soundtrack
Well now go buy the soft drink
Well, the onla cola that I support
would be a union C.O.L.A.(Cost Of Living Allowance)
On television
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Television, the drug of the Nation
Breeding ignorance and feeding radiation
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Back again, 'New and improved'
We return to our irregularly programmed schedule
hidden cleverly between heavy breasted
beer and car commercials
CNNESPNABCTNT but mostly B.S.
Where oxymoronic language like
'virtually spotless', 'fresh frozen'
'light yet filling' and 'military intelligence'
have become standard
T.V. is the place where phrases are redefined
like 'recession' to 'necessary downturn'
'Crude oil' on a beach to 'mousse'
'Civilian death' to 'collateral damages'
and being killed by your own Army
is now called 'friendly fire'
T.V. is the place where the pursuit
of happiness has become the pursuit of
trivia
Where toothpaste and cars have become
sex objects
Where imagination is sucked out of children
by a cathode ray nipple
T.V. is the only wet nurse
that would create a cripple
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Television, the drug of the Nation
Breeding ignorance and feeding radiation
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Television [the drug of the nation]: para ouvir com outros ouvidos

Agora deixo-vos com a versão dos Dispsoable Heroes of Hiphoprisy. Para que não vos falte mesmo nada.


MP3 File

Television [the drug of the nation]: para ouvir

Há uns dias falei aqui de Television dos Beatnigs, há pouco recordei o álbum Hipocrisy Is The Greatest Luxury dos Disposable Heroes of Hiphoprisy de Michael Franti [anteriormente nos Beatnigs] que regravaram esse tema. Como não quero que vos falte nadam fiquem com a versão original de Television.


MP3 File

[Some of] the music that rocked my world # 15

Disposable Heroes of Hiphoprisy, Hipocrisy Is The Greatest Luxury [Island Records, 1992]

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.../...

Satanic Reverses / Famous and Dandy [Like Amos'n'Andy] / Television, The Drug of the Nation / Language of Violence / The Winter of the Long Hot Summer / Hipocrisy Is The Greatest Luxury / Everyday Life Has Become A Health Risk / INS Greencard A-19 191 500 /Socio-Genetic Experiment / Music and Politics / Financial Leprosy / California Uber Alles / Water Pistol Man

.../...

A propósito de um post aqui escrito na passada sexta feira recuperei um dos melhores álbuns que alguma vez ouvi: Hipocrisy Is The Greatest Luxury dos Disposable Heroes of Hiphoprisy [DHOH], duo formado por Michael Franti [actualmente nos Spearhead] e Rono Tse. Habitualmente, este disco é classificado na categoria rap / hip-hop mas esse é um espartilho ao qual Hipocrisy... escapa com uma facilidade desarmante. Hipocrisy..., único álbum deste duo se não contarmos Spare Ass Annie [colaboração de William S. Burroughs com os DHOH], é uma obra notável, um manifesto político-musical coerente e consistente feito de duras críticas às sociedades capitalistas contemporâneas [particularmente aos Estados Unidos], aos seus mecanismos de perpetuação do poder e dos desiqulibrios sociais, aos seus preconceitos e aos seus mecanismos de exclusão. Musicalmente, Hipocrisy... é um disco variado, radicado no hip-hop mas muito para além desse género e abrindo novos horizontes a esse movimento como poucos o terão alguma vez feito e foi um dos discos que mais fez pela minha própria abertura a géneros musicais que, em certas alturas, jurei jamais ouvir. Eu, que não sou nem de perto nem de longe adepto de hip-hop ou de rap, ouvi este disco até à exaustão. Estranhamente, ou talvez não, só encontro um outro nome comparável a Michael Franti: Jello Biafra dos Dead Kennedys [a primeira banda de Franti - os Beatnigs - editaram mesmo pela Alternative Tentacles de Biafra e neste álbum há uma versão de California Uber Alles dos Kennedys], não musicalmente mas pelo empenho políticamente radical da sua música. Hipocrisy... é hoje, como há treze anos, um álbum muito incómodo.

.../...

[Texto recuperado do post sobre Mutantes S.21 dos Mão Morta] 1992, ano da edição de Hipocrisy Is The Greatest Luxury, foi pessoalmente um ano de mudanças radicais: em Setembro saí de Coimbra, comecei a trabalhar [em Fornos de Algodres!] e em Dezembro [a 15] concluí a minha licenciatura. Nesse mesmo ano desaparecia a Jugoslávia; nos Estados Unidos o serial killer Jeffrey Dahmer, o boxeur Mike Tyson, o mafioso John Gotti e o o ex-líder do Panamá Manuel Noriega eram condenados a penas de prisão enquanto os polícias que espancaram Rodney King eram absolvidos, o que levaria a vários dias de motins em Los Angeles, Bill Clinton derrota George Bush e Ross Perot na presidenciais e no Brasil Fernando Collor de Melo abandonava a presidência por corrupção; no Reino Unido, Isabel II declarava 1992 annus horribilis [devido aos variados escândalos que ao longo desse ano abalaram a monarquia]. Este foi ainda o ano em que a Igreja Católica pediu desculpas pelo processo da Inquisção contra de Galileu Galilei. Por cá, continuava a esbanjar-se os milhões da Comunidade Europeia e Cavaco Silva ainda acreditava no "p'ogresso" e num "novo homem português".

.../...

Post arquivado em As colunas [sem surround]

terça-feira, novembro 08, 2005

Não sei se acredite, mas...

... segundo o Site Meter, hoje recebi uma visita oriunda de França às 13h13 e às 13h21 de hoje alguém, que assinou Isabelle, deixou um comentário alguns posts abaixo a propósito do concerto de Isabelle Antena no Lux no passado sábado. Essa visita chegou cá através desta pesquisa. Brincadeira ou não, nós é que agradecemos. Merci beaucoup, Isabelle.

Cidade luz

PARIS [amour à mort]

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[Adolfo Luxúria Canibal / Carlos Fortes]

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R. Oberkampf. A cidade maquilha-se. De sombras. De tráfego. A crescer no Boulevard. Ensurdece a chambre de bonne. Contra camião em descargas. Apitos. Vozes iradas. Gritos. Revolteiam. Fustigam. Folhas d'Outono.

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Place de la République. Vibra o tráfego. Intenso. No ar. Na esplanada. Na turba que passa. Sentado. Descanso o olhar. Perturbado. No cartaz da Clio. Na beleza da rapariga. Descubro. Olvidadas memórias.

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Le Boulevard Voltaire. Evoque toute une littérature de Lautrèamont à Baudelaire. La place de Clichy nous rappele Henry Miller et le pont Mirabeau la joie d'une chanson. On voit Rimbaud dans les rives de la Seine se promener avec le fantôme d'un poème et là bas, à Saint-Germain Boris Vian qui Joue aux américains. On voit Toulouse-Lautrec. On voit Adèle Blanc-Sec. Et on se trouve, comme pour hasard dans un film de Godard...

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Paris...
La ville des Rêves!...

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Ville d'images
Eternel représantation
De l'amour toujours passion;
C'était là que j'ai decapité
Ma bien-aimèe
Et je me suis imprégné
De son sang chaud
Dans un serment
D'amour ardent,
D'amour à mort...
Quai de la Rapée.
Longínquo. O burburinho da cidade.
Desperta-me. Uma barcaça.
Do torpor em que mergulhara.
Aqui. Degolei a minha amada.
Untei-me. Com seu sangue quente.
Jurei. Amor eterno.

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Estado de sítio

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[clicar sobre os logos para aceder às notícias]

Listen well, and listen close

Papa's Got a Brand New Pigbag [dos Pigbag] foi um dos melhores temas que ouvi durante os estranhos anos 80, a década dos 12 polegadas [e provavelmente a última década do single]. Ainda hoje, é um excelente tema. É também um excelente exemplo de mistura e convivência de elementos musicais oriundos de diferentes culturas. Enjoy it...


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Prazeres simples, 2

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Prazeres simples

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Olhares sobre Viena

Tom gosta de fotografia e, notoriamente, de Viena, cidade onde habita. Todos os dias dá-nos uma foto diferente. Eu agradeço e fico cheio de vontade de lá ir.

Deixa-te estar, continua a afundar-te...

Não dá para resistir: Jaime Pacheco está em maus - péssimos - lençóis no Vitória de Guimarães. Não aprecio Pacheco nem um bocadinho e é com crueldade, reconheço, que aqui o digo. Ainda por cima a Académica também ajudou ao afundanço da criatura.

segunda-feira, novembro 07, 2005

A momentary lapse of insanity

Por volta das 9 da noite, num momento de insanidade temporária, fugiu-me o dedo sobre o telecomando da têvê para o algarismo 4. Estava lá Constança Cunha e Sá com Manuel Alegre à frente. O choque fez-me recuperar a lucidez momentaneamente perdida e saí dali rapidamente.

E o Manuel João Vieira, avança ou não avança?

Dura lex, sed lex, não era?

Um idiota que andou anos a conduzir sem carta de condução apareceu triunfante na SIC porque "apanhou" 3 anos de prisão - com pena suspensa - e duas coimas. "Não sou nenhum assassino", disse o risonho imbecil, Vitorino de sua graça, com os amigos atrás, felizes e contentes. Só volta a conduzir, promete, quando tiver obtido a carta de condução. Repito: quando tiver obtido a carta de condução. Para que fique claro: um mentecapto que foi a tribunal por conduzir anos a fio sem carta de condução não foi impedido de tirar a carta de condução.
"Não matei ninguém", disse a besta. Pois não. Ainda não, pelo menos. Alguém ficará surpreendido se algum dia o fizer?
Não se trata aqui de intolerância. Trata-se do exemplo, da mensagem que um tribunal passa a todos os Vitorinos que por aí andam - ou poderão vir a andar - sem carta de condução. Ficam assim a saber com o que contam. Como se não bastassem já os inúmeros "Vitorinos"
, devidamente munidos da respectiva carta de condução, que por circulam.
Não sei por quem tenho neste momento menos respeito: se pelo pobre do Vitorino, se pelo juíz que o "condenou" a três anos de pena suspensa. E duas coimas.

Haverá esperança para a espécie humana?

Um gesto. Um gesto apenas.

Ódios de estimação

Sempre achei salutar ter ódios de estimação e, pela minha parte, sempre cultivei os meus. Aliás, sempre cultivei vários ódios de estimação simultaneamente. Há uns anos eram os Oasis [tenho até alguma pena de não lhes ter atirado com uma garrafita num famoso Festival do Sudoeste], os Blur [sei agora que fui injusto], Jane Austen [continua intragável, desculpem lá] e Virginia Wolf [para escandalo da doutora Jacinta Matos]. Antes haviam sido os Dire Straits, os Queen e Júlio Dinis [acho que a doutora Maria de Deus já me perdoou as impertinências...]. Mais recentemente foram os Tindersticks e José Saramago. Agora são os Antony & The Johnsons. Mesmo sabendo que os ódios [de estimação ou não] como os amores não se explicam, sempre direi que não tenho pachorra para as lamechices do homem que lidera a trupe. Irrita-me até à exasperação. Não posso com a vozinha choramingona de Antony. E mais irritado fico se me tentam convencer dos méritos vocais e musicais da personagem.

P.S.: um ódio de estimação de sempre são os Beatles. Para o bem e para o mal, os gajos serão sempre grandes... Odeio-os com elevada estima.

O caos europeu [update]

Ouço na SIC que na Bélgica e na Alemanha também já há "incidentes"...

Punk rock playlist [for France]

Sex Pistols, Anarchy In The UK
Dead Kennedys, California Uber Alles
The Clash, London Calling
Wire, Pink Flag
The Misfits, Last Caress
Ramones, Blitzkrieg Bop
X-Ray Spex, Germ Free Adolescents

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Buzzcocks, Ever Fallen In Love [With Someone You Shouldn't've]?
Plasmatics, Sometimes I
Dead Boys, Sonic Reducer
The Clash, The Guns of Brixton
Dead Kennedys, Nazi Punks [Fuck Off]
Sex Pistols, No Feelings
The Stooges, No Fun

O caos europeu

"[...] o desemprego, a pobreza, o insucesso escolar e o sentimento de exclusão social marcam o dia-a-dia e criam uma mistura explosiva."

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Em França como em muitos outros países europeus. Como em Portugal, à volta de Lisboa e do Porto, principalmente.

Shopping...

... for the remixes:
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... for rock'n'roll [drums & bass rule, yeah!]:
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... for the 80's [nostalgia creeps]:
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Só para dizer...

... que gostei muito do concerto de Isabelle Antena [porque éramos tão poucos?...]. O concerto de Young Gods está ainda em avaliação mas, não tendo sido mau, terá sido o pior concerto que deles vi [e é mesmo preciso tocar Skinflower e Gasoline Man?!...].
Boa noite.

sexta-feira, novembro 04, 2005

Offline

... até segunda feira. Isabelle Antena e Youngs Gods são dois fortíssimos motivos para passar o fim de semana em Lisboa.

Percursos alternativos

Rob Gardiner percorreu, a pé, a Circle Line do metro de Londres. Consigo levou uma primitiva máquina fotográfica e no seu Nyclondon deixou os testemunhos dos seus percursos e algumas histórias [e muita História também]. É um outro olhar sobre Londres.

Television [the drug of the nation] # 2

Ao escrever o post anterior lembrei-me imediatamente de Television [daí o título], tema de 1988 dos obscuros mas nem por isso menos brilhantes Beatnigs de Michael Franti [mais tarde dos Disposable Heroes of Hipoprisy e actualmente nos Spearhead]. Os Beatnigs misturavam admiravelmente rap, punk e música indistrial e Television é um dos mais brilhantes temas que alguma vez ouvi. Ouvi principalmente a versão gravada pelos Disposable Heroes of Hiphoprisy incluida no seu único álbum Hipocrisy Is The Greatest Luxury. Logo a abrir, ouvimos Franti declarar "One nation under God has turned into one nation under the influence: television, the drug of the Nation, breeding ignorance and feeding radiation." Por vezes penso que Franti tem cada vez mais razão.

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Television [the drug of the nation]

Curb Your Enthusiasm é uma sitcom norte-americana escrita e protagonizada por Larry David [parceiro de Jerry Seinfeld]. Dizem-me que é uma excelente série de humor. Dizem-me também que está para estrear um dia destes n' A Dois. Espero que sim, porque pelo que tenho lido e ouvido trata-se mesmo de uma série para devorar todos os episódios [e gravar para voltar a devorar mais tarde]. A confirmar-se a estreia de Curb Your Enthusiasm em Portugal [e já agora a sua propalada qualidade] e agora que Desperate Housewives chegou ao fim, continuarei a ter um motivo de peso para ligar a televisão.

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Já agora, e se não fosse pedir muito, também não era nada mal pensado A Dois comprar Jam. Ouvi dizer que é uma cáustica série da BBC com o mais negro humor que é possível fazer em televisão.

Macacadas

Espantoso. Acabo de saber que os Gorillaz venceram a categoria Melhor Grupo dos prémios europeus da MTV. Para trás ficaram Coldplay, Green Day, U2 e Black Eyed Peas. Afinal, ainda resta um módico de bom gosto por aí [e mais não digo para não ser deselegante com os outros concorrentes].

quinta-feira, novembro 03, 2005

Proximidade

Por lapso na consulta do email, só hoje abri a mensagem sobre o blog Proximidade.
Aqui vai, com as devidas desculpas pelo atraso.

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Proximizade

Proximidade e mão amiga. "Proximizade", feita do entusiasmo voluntário de quem quer ajudar a combater a apatia, a dispersão e a insensibilidade que nos ameaça se continuarmos indiferentes ao que se sabe e ao que se vê.
Aqui

Jornalismo na desportiva

"Benfica afundado pelas mãos do guarda-redes". É este o título da reportagem sobre o jogo de ontem à noite entre o SLB e o Villareal de Filipe Escobar de Lima no Público de hoje. Mais do que uma rematada imbecilidade, este título é de uma crueldade perfeitamente escusada e até infundada. Rui Nereu foi atirado para a baliza do SLB devido às lesões dos guarda-redes principais e até tem desempenhado a sua função com razoável competência. Num jogo em que, pelos resumos que vi, Geovanni falhou um golo de baliza aberta [atirou a bola pela linha lateral!] e Nuno Gomes falhou outro quando só tinha pela frente o guarda-redes [atirou fraco e contra as pernas do guarda-redes], culpar Rui Nereu do desaire do Benfica é absolutamente idiota. Tão idiota como, sei lá, eu aqui escrever que o Público é um jornal de merda só porque Filipe Escobar de Lima pensa com os intestinos e escreve com os pés.

A Bola foi mais simpática ["Benfica não merecia perder com golo assim"]. O DN também podia ter sido um pouco menos cáustico ["Nereu compromete domínio"]. O JN junta-se a Filipe Escobar de Lima ["Frango de Nereu abateu a águia"].

Aviso à navegação: eu nem sou adepto do SLB.

Mas que merda é esta???

Os hábitos que vamos adquirindo ao longo dos anos são algo que me provoca alguma perplexidade. Falo de coisas simples, triviais [o primeiro café da manhã no "sítio dos costume", os jornais no mesmo quiosque, vegetar no sofá ao domingo, etc].
Adquiri, ainda adolescente, o hábito de comprar um certo jornal às terças feiras. Ao longo dos anos fui acumulando
, religiosamente, alguns dos melhores textos dos melhores jornalistas musicais - e não só - deste país [cito alguns de cabeça: António Sérgio, António Pires, Rui Monteiro, Luis Maio, Jorge Manuel Lopes e outros]. Apesar dos altos e baixos foi um hábito que se instalou e que se mantém até hoje. Ou pelo menos até ontem. Ontem, é bem possível que a minha paciência se tenha esgotado [e eu até sou um gajo bastante paciente]. Esta merda não é o jornal que eu compro desde 1984. Esta merda é... uma merda. Deve ser uma estratégia qualquer para nivelar o conteúdo do jornal pelo conteúdo da rádio que por aí se vai [des]fazendo. Pelo nível da merda, por assim dizer.
Como em muita outras coisas, valha-nos a Internet para estar a par do que se passa.

Não percebo...

... a nova moda dos blogs temáticos. É problema meu, obviamente. Ainda assim, são preferíveis aos blogs de gaja tão bem dissecados por aqui.
Começa a haver para todos os gostos [secretárias, cuecas, ténis, frigoríficos e o diabo a sete]. Passem por
aqui que há lá uma bela lista.