sexta-feira, dezembro 02, 2005

Bom fim de semana

Coimbra - Leiria - Alcobaça - Tomar.

Afinal, quantos são?

Tenho andado distraído. Parece que há mais um candidato a Belém. É professor universitário e quer que Guimarães volte a ser capital do reino, perdão da República, enfim, de Portugal. Especificamente, quer que a residência oficial do presidente da República passe a ser no Paço dos Duques de Bragança em Guimarães. Não haverá aqui uma contradiçãozita, caro Ribeiro?...

Poder local

Os génios que mandam na cidade onde moro resolveram há uns meses semear pelas ruas uns obstáculos à circulação a que resolveram dar o nome de "passadeiras elevadas". Tão bem feita ficou a obra que há quatro dias vieram arrancar uma dessas aberrações da rua onde moro. Acontece que há quatro dias que a rua está transformada num beco sem saida porque as obras de remoção e substituição não andam nem desandam. É o poder local em todo o seu esplendor.

Entretanto, soube que cada um dos mamarrachos espalhados pelas ruas cá da terra custou à volta de 5 mil euros [mil contos em contas antigas]. Pergunto-me quanto custará agora corrigir os erros que a imbecilidade local fez construir em tudo quanto é rua e beco da cidade.

The bride wore yellow [*]

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[*] Post absolutamente inútil # 2. Porque me está a apetecer rever Kill Bill, volumes 1 e 2 de seguida.

Uma [*]

Thurman

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[*] Post absolutamente inútil. Só porque ontem revi Pulp Fiction.

quinta-feira, dezembro 01, 2005

SIDA

Portugal continua a não saber combater a SIDA. Todos os dados disponíveis, indicam que o número de infectados com o VIH continua a crescer a um ritmo alucinante. Seremos apenas descuidados, ou será que não está a ser feito tudo o que pode ser feito?

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Fascismo higiénico [2]

1. Para os mais distraídos, a OMS é uma organização das Nações Unidas com sede em Geneva na Suiça.

2. Segundo dados da própria OMS, em todo o mundo, 47,5% dos homens e 10,3% das mulheres fumam. São muitos milhões de pessoas que jamais terão a possibilidade de ser contratadas pela OMS. Porque fumam.

Fascismo higiénico

A Organização Mundial de Saúde decidiu deixar de contratar trabalhadores que sejam fumadores. A partir de agora, quem se candidatar a um emprego na OMS terá que responder à pergunta "É fumador?". Em caso afirmativo a sua candidatura será imediatamente desclassificada.
Leio
a notícia e pasmo.
Não vou aqui entrar em polémicas sobre os malefícios do tabaco, por de mais conhecidos, nem sobre a batida questão do "fumo em segunda mão".
Fumar ou não fumar é uma opção individual. Todos temos a liberdade de optar por fumar ou não fumar e a
OMS terá a sua liberdade de contratar quem muito bem entende, segundo os critérios que achar convenientes. Agora, deixar de contratar alguém apenas porque é fumador é um acto discriminatório que eu considero intolerável e um sinal preocupante para o futuro. Os fascismos começam sempre com pequenos passos. Quem deixará a OMS de contratar no futuro? Seropositivos?

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Feriado nacional

Em 1143 Afonso Henriques transformou um condado numa nação. Alguns séculos depois, Nun'Álvares Pereira salvou-nos dos castelhanos ali para os lados da Batalha. Mais tarde vieram os Filipes de Espanha e durante oitenta anos este rectângulo perdeu a sua soberania. Em 1640, um grupo de conjurados expulsou os espanhois do rectângulo, matou Miguel de Vasconcelos e tudo voltou à normalidade. Hoje, 862 anos volvidos sobre a data fundadora e 365 sobre a restauração da independência, olho para o lado e pergunto-me se teremos assim tantas razões como isso para comemorar o golpe de 1 de Dezembro de 1640...

quarta-feira, novembro 30, 2005

Uma campanha triste

A pré-campanha para as presidenciais decorre com tristeza confrangedora.
Cavaco procura esconder a todo o custo que é apoiado por dois partidos políticos [PSD e CDS], facto que a própria comunicação social tem, deliberada ou acidentalmente. omitido. O homem que fez de conta que reformou Portugal de 85 a 95, ainda não mostrou uma ideia que fosse [provavelmente porque nada tem para mostrar], tem-se limitado a trivialidades e tenta convencer o povo de que com ele em Belém o país encontrará a salvação. O povo, creio bem, vai ter uma desagradável surpresa.
Mário Soares tenta distanciar-se do PS e, entre vacuidades e ideias batidas, não desiste de atacar Cavaco. Ainda ninguém percebeu porque se candidata Soares. O único motivo que o "pai" da democracia portuguesa continua a repetir até à exaustão é a necessidade de impedir que Cavaco seja eleito. A mim parece-me pouco.
Também não se percebe o que move Manuel Alegre. Despeito talvez. Depois de ter sido convidado - ou pelo menos aliciado - por Sócrates para avançar, sentiu-se justamente traido pelo partido que ajudou a construir e por um amigo de longa data [Soares]. Entretanto, a guerilha entre Alegre e o PS teve mais um desenvolvimento: Alegre faltou à votação final do Orçamento de Estado e o PS ataca-o alegremente. Como bem notou um reporter, parece que Alegre quer usufruir dos direitos de ser deputado sem ter de cumprir os deveres inerentes ao cargo.
Jerónimo de Sousa e Francisco Louçã continuam a sua guerra particular pelo maior número de votos à esquerda do PS. Jerónimo não quer que o PCP perca para o BdE e Louçã quer superar o PCP. Tudo o que digam sobre as presidenciais é retórica.
Depois há ainda os outros, com Garcia Pereira - conhecido e bem pago advogado que se candidata com o apoio do PCTP/MRPP - à cabeça. Não contam para nada e ponto final.
Contas feitas, resta-me continuar a apoiar a candidatura do banana Vieira. Esse ao menos não se leva a sério e vai alegrando esta triste pré-campanha.

Ano de colheita: 1979

The B-52's, The B-52's
Lodger, David Bowie
London Calling, The Clash
Armed Forces, Elvis Costello & The Attractions
Three Imaginary Boys, The Cure
Dragnet, The Fall
Entertainment, Gang of Four
Unknown Pleasures, Joy Division
Overkill, Motörhead
Bomber, Motörhead
Unbehagen, Nina Hagen Band
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Metal Box, PIL
The Wall, Pink Floyd
Regatta de Blanc, Police
The Specials, The Specials
The Raven, The Stranglers
Fear of Music, Talking Heads
154, Wire
Live Rust, Neil Young & Crazy Horse
Rust Never Sleeps, Neil Young & Crazy Horse
Joe's Garage, Frank Zappa
Sheik Yerbouti, Frank Zappa

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Post arquivado em As colunas [sem surround] com todas as capas

terça-feira, novembro 29, 2005

[Some of] the music that rocked my world # 16

Pixies, Surfer Rosa [4AD, 1988]

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Bone Machine / Break My Body / Something Against You / Broken Face / Gigantic / River Euphrates / Where Is My Mind? / Cactus / Tony's Theme / Oh My Golly / Vamos / I'm Amazed / Brick Is Red

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Ah, os Pixies!... Ao contrário do que alguns dos meus amigos pensam não sou um GRANDE fã da banda de Charles Thompson a.k.a. Black Francis, Joey Santiago, Kim Deal e David Lovering. Foram - continuam a ser - uma banda admirável, mas nunca nutri pelos Pixies aquele tipo de devoção que nos leva a perdoar algumas infelizes decisões musicais [no seu caso, refiro-me a demasiados temas de Bossanova ou Trompe Le Monde]. Come On Pilgrim, Surfer Rosa e Doolittle são três albuns excepcionais e os seus temas resistem intactos à passagem dos anos. Surfer Rosa é o meu álbum de eleição dos Pixies. Ouvi-o pela primeira vez na íntegra, numa cassete gravado pelo P.S., juntamente com Doolittle [de 1989, se calhar tão bom como Surfer Rosa] no final dos anos 80 e o seu impacto em algumas das minhas convicções musicais foi imenso. Provavelmente, o que me terá atraiado em primeiro lugar para a música do quarteto foi a sua faceta punk, o desregramento vocal de Francis e as guitarras estridentes de Santiago. Logo a seguir deixei-me seduzir pela voz cristalina de Kim Deal e pelas suas inconfundíveis linhas de baixo e, finalmente, pelos ritmos certeiros de Lovering.
O que têm, ainda hoje, os Pixies de tão excepcional? Canções. Muitas canções. Quase todas grandes, enormes, canções. Tome-se Surfer Rosa como exemplo: pelo menos 11 dos 13 temas do disco são clássicos absolutos no espólio da banda - só Something Against You e Brick Is Red destoam - e muito ligeiramente - do altíssimo padrão de qualidade das restantes. Praticamente o mesmo se pode dizer de Doolittle.
Tive a felicidade de ver os Pixies em duas ocasiões. A primeira em 91, num memorável concerto no Coliseu do Porto que acabou com Where Is My Mind? a ser tocado com as luzes da sala já acesas. A segunda em Agosto passado no Festival de Paredes de Coura, onde Francis e companhia deram aos novatos que por lá tocaram uma verdadeira lição de como fazer música.

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[Texto recuperado do post sobre Daydream Nation dos Sonic Youth, 21.07.2005] Este disco saiu num ano [1988] em que eu me arrastava pelas salas de aula da FLUC aprendendo o que rapidamente esqueceria e do qual recordo principalmente os concertos de Pop Dell Arte com Mão Morta e de Peter Murphy no Porto, de Woodentops em Matosinhos, de Jesus and Mary Chain e Nick Cave em Lisboa e de Duruti Column e A Certain Ratio em Coimbra. Foi ainda nesse também que conheci a então ainda fervilhante Ribeira portuense. Nesse ano os Estados Unidos eram abalados pelo escândalo Irão-Contras [que envolvia altas patentes militares como John Poindexter ou o caricato Oliver North] e George Herbert Walker Bush era eleito sucessor de Ronald Reagan; a União Soviética aceitava retirar-se do cemitério afegão após anos de luta contra os rebeldes [parece que Bin Laden andava por lá, a soldo dos... Estados Unidos]; um milhão de mortos depois, o Iraque e o Irão punham fim à guerra que os opunha; na Escócia, terroristas líbios [a soldo de Khadafi, ao que consta, agora amigo da... União Europeia] faziam explodir o voo Pan Am 103 em Lockerbie fazendo 270 mortos e no Brasil era assassinado, por encomenda de proprietários de terras na Amazónia, o activista Chico Mendes. Por cá, vivia-se ainda a euforia dos primeiros anos do cavaquismo e dos fundos estruturais da CEE que, ao que nos diziam, haveriam de fazer de Portugal um país desenvolvido e civilizado. No Verão, a 28 de Agosto, o Chiado ardia.

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Post arquivado em As colunas [sem surround]

Ivo Watts-Russel

O fundador da 4AD.

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A propósito da 4AD, deixo aqui este link para um excelente site sobre aquela editora britânica. Uma verdadeira enciclopédia.

As primeiras edições

Da Axis, que se viria a transformar na 4AD.

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[The Fast Set: Junction One, Bearz: She's My Girl; Shox: No Turning Back; Bauhaus: Dark Entries]

Um quarto de século

Alguma da melhor música dos últimos 25 anos saiu na casa de Ivo Watts-Russell, a 4AD. Um quarto de século é, no mundo da música, muito tempo. E se considerarmos os sempre elevados padrões de qualidade da 4AD, mais significativo se torna este aniversário. Algumas imagens de 25 anos de discos.

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