quarta-feira, novembro 09, 2005

Television [the drug of the nation]: para ler

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One nation
under God
has turned into
one nation under the influence
of one drug
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Television, the drug of the Nation
Breeding ignorance and feeding radiation
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T.V., it
satellite links
our United States of Unconsciousness
Apathetic therapeutic and extremely addictive
The methadone metronome pumping out
150 channels 24 hours a day
you can flip through all of them
and still there's nothing worth watching
T.V. is the reason why less than 10 per cent of our
Nation reads books daily
Why most people think Central Amerika
means Kansas
Socialism means unamerican
and Apartheid is a new headache remedy
absorbed in it's world it's so hard to find us
It shapes our mind the most
maybe the mother of our Nation
should remind us
that we're sitting too close to...
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Television, the drug of the Nation
Breeding ignorance and feeding radiation
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T.V. is
the stomping ground for political candidates
Where bears in the woods
are chased by Grecian Formula'd
bald eagles
T.V. is mechanized politic's
remote control over the masses
co-sponsored by environmentally safe gases
watch for the PBS special
It's the perpetuation of the two party system
where image takes precedence over wisdom
Where sound bite politics are served to
the fastfood culture
Where straight teeth in your mouth
are more important than the words
that come out of it
Race baiting is the way to get selected
Willie Horton or
Will he not get elected on...
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Television, the drug of the Nation
Breeding ignorance and feeding radiation
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T.V., is it the reflector or the director ?
Does it imitate us
or do we imitate it
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because a child watches 1500 murders before he's
twelve years old and we wonder why we've created
a Jason generation that learns to laugh
rather than to abhor the horror
T.V. is the place where
armchair generals and quarterbacks can
experience first hand
the excitement of warfare
as the theme song is sung in the background
Sugar sweet sitcoms
that leave us with a bad actor taste while
pop stars metamorphosize into soda pop stars
You saw the video
You heard the soundtrack
Well now go buy the soft drink
Well, the onla cola that I support
would be a union C.O.L.A.(Cost Of Living Allowance)
On television
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Television, the drug of the Nation
Breeding ignorance and feeding radiation
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Back again, 'New and improved'
We return to our irregularly programmed schedule
hidden cleverly between heavy breasted
beer and car commercials
CNNESPNABCTNT but mostly B.S.
Where oxymoronic language like
'virtually spotless', 'fresh frozen'
'light yet filling' and 'military intelligence'
have become standard
T.V. is the place where phrases are redefined
like 'recession' to 'necessary downturn'
'Crude oil' on a beach to 'mousse'
'Civilian death' to 'collateral damages'
and being killed by your own Army
is now called 'friendly fire'
T.V. is the place where the pursuit
of happiness has become the pursuit of
trivia
Where toothpaste and cars have become
sex objects
Where imagination is sucked out of children
by a cathode ray nipple
T.V. is the only wet nurse
that would create a cripple
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Television, the drug of the Nation
Breeding ignorance and feeding radiation
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Television [the drug of the nation]: para ouvir com outros ouvidos

Agora deixo-vos com a versão dos Dispsoable Heroes of Hiphoprisy. Para que não vos falte mesmo nada.


MP3 File

Television [the drug of the nation]: para ouvir

Há uns dias falei aqui de Television dos Beatnigs, há pouco recordei o álbum Hipocrisy Is The Greatest Luxury dos Disposable Heroes of Hiphoprisy de Michael Franti [anteriormente nos Beatnigs] que regravaram esse tema. Como não quero que vos falte nadam fiquem com a versão original de Television.


MP3 File

[Some of] the music that rocked my world # 15

Disposable Heroes of Hiphoprisy, Hipocrisy Is The Greatest Luxury [Island Records, 1992]

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.../...

Satanic Reverses / Famous and Dandy [Like Amos'n'Andy] / Television, The Drug of the Nation / Language of Violence / The Winter of the Long Hot Summer / Hipocrisy Is The Greatest Luxury / Everyday Life Has Become A Health Risk / INS Greencard A-19 191 500 /Socio-Genetic Experiment / Music and Politics / Financial Leprosy / California Uber Alles / Water Pistol Man

.../...

A propósito de um post aqui escrito na passada sexta feira recuperei um dos melhores álbuns que alguma vez ouvi: Hipocrisy Is The Greatest Luxury dos Disposable Heroes of Hiphoprisy [DHOH], duo formado por Michael Franti [actualmente nos Spearhead] e Rono Tse. Habitualmente, este disco é classificado na categoria rap / hip-hop mas esse é um espartilho ao qual Hipocrisy... escapa com uma facilidade desarmante. Hipocrisy..., único álbum deste duo se não contarmos Spare Ass Annie [colaboração de William S. Burroughs com os DHOH], é uma obra notável, um manifesto político-musical coerente e consistente feito de duras críticas às sociedades capitalistas contemporâneas [particularmente aos Estados Unidos], aos seus mecanismos de perpetuação do poder e dos desiqulibrios sociais, aos seus preconceitos e aos seus mecanismos de exclusão. Musicalmente, Hipocrisy... é um disco variado, radicado no hip-hop mas muito para além desse género e abrindo novos horizontes a esse movimento como poucos o terão alguma vez feito e foi um dos discos que mais fez pela minha própria abertura a géneros musicais que, em certas alturas, jurei jamais ouvir. Eu, que não sou nem de perto nem de longe adepto de hip-hop ou de rap, ouvi este disco até à exaustão. Estranhamente, ou talvez não, só encontro um outro nome comparável a Michael Franti: Jello Biafra dos Dead Kennedys [a primeira banda de Franti - os Beatnigs - editaram mesmo pela Alternative Tentacles de Biafra e neste álbum há uma versão de California Uber Alles dos Kennedys], não musicalmente mas pelo empenho políticamente radical da sua música. Hipocrisy... é hoje, como há treze anos, um álbum muito incómodo.

.../...

[Texto recuperado do post sobre Mutantes S.21 dos Mão Morta] 1992, ano da edição de Hipocrisy Is The Greatest Luxury, foi pessoalmente um ano de mudanças radicais: em Setembro saí de Coimbra, comecei a trabalhar [em Fornos de Algodres!] e em Dezembro [a 15] concluí a minha licenciatura. Nesse mesmo ano desaparecia a Jugoslávia; nos Estados Unidos o serial killer Jeffrey Dahmer, o boxeur Mike Tyson, o mafioso John Gotti e o o ex-líder do Panamá Manuel Noriega eram condenados a penas de prisão enquanto os polícias que espancaram Rodney King eram absolvidos, o que levaria a vários dias de motins em Los Angeles, Bill Clinton derrota George Bush e Ross Perot na presidenciais e no Brasil Fernando Collor de Melo abandonava a presidência por corrupção; no Reino Unido, Isabel II declarava 1992 annus horribilis [devido aos variados escândalos que ao longo desse ano abalaram a monarquia]. Este foi ainda o ano em que a Igreja Católica pediu desculpas pelo processo da Inquisção contra de Galileu Galilei. Por cá, continuava a esbanjar-se os milhões da Comunidade Europeia e Cavaco Silva ainda acreditava no "p'ogresso" e num "novo homem português".

.../...

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terça-feira, novembro 08, 2005

Não sei se acredite, mas...

... segundo o Site Meter, hoje recebi uma visita oriunda de França às 13h13 e às 13h21 de hoje alguém, que assinou Isabelle, deixou um comentário alguns posts abaixo a propósito do concerto de Isabelle Antena no Lux no passado sábado. Essa visita chegou cá através desta pesquisa. Brincadeira ou não, nós é que agradecemos. Merci beaucoup, Isabelle.

Cidade luz

PARIS [amour à mort]

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[Adolfo Luxúria Canibal / Carlos Fortes]

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R. Oberkampf. A cidade maquilha-se. De sombras. De tráfego. A crescer no Boulevard. Ensurdece a chambre de bonne. Contra camião em descargas. Apitos. Vozes iradas. Gritos. Revolteiam. Fustigam. Folhas d'Outono.

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Place de la République. Vibra o tráfego. Intenso. No ar. Na esplanada. Na turba que passa. Sentado. Descanso o olhar. Perturbado. No cartaz da Clio. Na beleza da rapariga. Descubro. Olvidadas memórias.

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Le Boulevard Voltaire. Evoque toute une littérature de Lautrèamont à Baudelaire. La place de Clichy nous rappele Henry Miller et le pont Mirabeau la joie d'une chanson. On voit Rimbaud dans les rives de la Seine se promener avec le fantôme d'un poème et là bas, à Saint-Germain Boris Vian qui Joue aux américains. On voit Toulouse-Lautrec. On voit Adèle Blanc-Sec. Et on se trouve, comme pour hasard dans un film de Godard...

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Paris...
La ville des Rêves!...

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Ville d'images
Eternel représantation
De l'amour toujours passion;
C'était là que j'ai decapité
Ma bien-aimèe
Et je me suis imprégné
De son sang chaud
Dans un serment
D'amour ardent,
D'amour à mort...
Quai de la Rapée.
Longínquo. O burburinho da cidade.
Desperta-me. Uma barcaça.
Do torpor em que mergulhara.
Aqui. Degolei a minha amada.
Untei-me. Com seu sangue quente.
Jurei. Amor eterno.

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Estado de sítio

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[clicar sobre os logos para aceder às notícias]

Listen well, and listen close

Papa's Got a Brand New Pigbag [dos Pigbag] foi um dos melhores temas que ouvi durante os estranhos anos 80, a década dos 12 polegadas [e provavelmente a última década do single]. Ainda hoje, é um excelente tema. É também um excelente exemplo de mistura e convivência de elementos musicais oriundos de diferentes culturas. Enjoy it...


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Prazeres simples, 2

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Prazeres simples

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Olhares sobre Viena

Tom gosta de fotografia e, notoriamente, de Viena, cidade onde habita. Todos os dias dá-nos uma foto diferente. Eu agradeço e fico cheio de vontade de lá ir.

Deixa-te estar, continua a afundar-te...

Não dá para resistir: Jaime Pacheco está em maus - péssimos - lençóis no Vitória de Guimarães. Não aprecio Pacheco nem um bocadinho e é com crueldade, reconheço, que aqui o digo. Ainda por cima a Académica também ajudou ao afundanço da criatura.

segunda-feira, novembro 07, 2005

A momentary lapse of insanity

Por volta das 9 da noite, num momento de insanidade temporária, fugiu-me o dedo sobre o telecomando da têvê para o algarismo 4. Estava lá Constança Cunha e Sá com Manuel Alegre à frente. O choque fez-me recuperar a lucidez momentaneamente perdida e saí dali rapidamente.

E o Manuel João Vieira, avança ou não avança?

Dura lex, sed lex, não era?

Um idiota que andou anos a conduzir sem carta de condução apareceu triunfante na SIC porque "apanhou" 3 anos de prisão - com pena suspensa - e duas coimas. "Não sou nenhum assassino", disse o risonho imbecil, Vitorino de sua graça, com os amigos atrás, felizes e contentes. Só volta a conduzir, promete, quando tiver obtido a carta de condução. Repito: quando tiver obtido a carta de condução. Para que fique claro: um mentecapto que foi a tribunal por conduzir anos a fio sem carta de condução não foi impedido de tirar a carta de condução.
"Não matei ninguém", disse a besta. Pois não. Ainda não, pelo menos. Alguém ficará surpreendido se algum dia o fizer?
Não se trata aqui de intolerância. Trata-se do exemplo, da mensagem que um tribunal passa a todos os Vitorinos que por aí andam - ou poderão vir a andar - sem carta de condução. Ficam assim a saber com o que contam. Como se não bastassem já os inúmeros "Vitorinos"
, devidamente munidos da respectiva carta de condução, que por circulam.
Não sei por quem tenho neste momento menos respeito: se pelo pobre do Vitorino, se pelo juíz que o "condenou" a três anos de pena suspensa. E duas coimas.

Haverá esperança para a espécie humana?

Um gesto. Um gesto apenas.

Ódios de estimação

Sempre achei salutar ter ódios de estimação e, pela minha parte, sempre cultivei os meus. Aliás, sempre cultivei vários ódios de estimação simultaneamente. Há uns anos eram os Oasis [tenho até alguma pena de não lhes ter atirado com uma garrafita num famoso Festival do Sudoeste], os Blur [sei agora que fui injusto], Jane Austen [continua intragável, desculpem lá] e Virginia Wolf [para escandalo da doutora Jacinta Matos]. Antes haviam sido os Dire Straits, os Queen e Júlio Dinis [acho que a doutora Maria de Deus já me perdoou as impertinências...]. Mais recentemente foram os Tindersticks e José Saramago. Agora são os Antony & The Johnsons. Mesmo sabendo que os ódios [de estimação ou não] como os amores não se explicam, sempre direi que não tenho pachorra para as lamechices do homem que lidera a trupe. Irrita-me até à exasperação. Não posso com a vozinha choramingona de Antony. E mais irritado fico se me tentam convencer dos méritos vocais e musicais da personagem.

P.S.: um ódio de estimação de sempre são os Beatles. Para o bem e para o mal, os gajos serão sempre grandes... Odeio-os com elevada estima.

O caos europeu [update]

Ouço na SIC que na Bélgica e na Alemanha também já há "incidentes"...

Punk rock playlist [for France]

Sex Pistols, Anarchy In The UK
Dead Kennedys, California Uber Alles
The Clash, London Calling
Wire, Pink Flag
The Misfits, Last Caress
Ramones, Blitzkrieg Bop
X-Ray Spex, Germ Free Adolescents

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Buzzcocks, Ever Fallen In Love [With Someone You Shouldn't've]?
Plasmatics, Sometimes I
Dead Boys, Sonic Reducer
The Clash, The Guns of Brixton
Dead Kennedys, Nazi Punks [Fuck Off]
Sex Pistols, No Feelings
The Stooges, No Fun

O caos europeu

"[...] o desemprego, a pobreza, o insucesso escolar e o sentimento de exclusão social marcam o dia-a-dia e criam uma mistura explosiva."

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Em França como em muitos outros países europeus. Como em Portugal, à volta de Lisboa e do Porto, principalmente.

Shopping...

... for the remixes:
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... for rock'n'roll [drums & bass rule, yeah!]:
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... for the 80's [nostalgia creeps]:
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Só para dizer...

... que gostei muito do concerto de Isabelle Antena [porque éramos tão poucos?...]. O concerto de Young Gods está ainda em avaliação mas, não tendo sido mau, terá sido o pior concerto que deles vi [e é mesmo preciso tocar Skinflower e Gasoline Man?!...].
Boa noite.

sexta-feira, novembro 04, 2005

Offline

... até segunda feira. Isabelle Antena e Youngs Gods são dois fortíssimos motivos para passar o fim de semana em Lisboa.

Percursos alternativos

Rob Gardiner percorreu, a pé, a Circle Line do metro de Londres. Consigo levou uma primitiva máquina fotográfica e no seu Nyclondon deixou os testemunhos dos seus percursos e algumas histórias [e muita História também]. É um outro olhar sobre Londres.

Television [the drug of the nation] # 2

Ao escrever o post anterior lembrei-me imediatamente de Television [daí o título], tema de 1988 dos obscuros mas nem por isso menos brilhantes Beatnigs de Michael Franti [mais tarde dos Disposable Heroes of Hipoprisy e actualmente nos Spearhead]. Os Beatnigs misturavam admiravelmente rap, punk e música indistrial e Television é um dos mais brilhantes temas que alguma vez ouvi. Ouvi principalmente a versão gravada pelos Disposable Heroes of Hiphoprisy incluida no seu único álbum Hipocrisy Is The Greatest Luxury. Logo a abrir, ouvimos Franti declarar "One nation under God has turned into one nation under the influence: television, the drug of the Nation, breeding ignorance and feeding radiation." Por vezes penso que Franti tem cada vez mais razão.

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Television [the drug of the nation]

Curb Your Enthusiasm é uma sitcom norte-americana escrita e protagonizada por Larry David [parceiro de Jerry Seinfeld]. Dizem-me que é uma excelente série de humor. Dizem-me também que está para estrear um dia destes n' A Dois. Espero que sim, porque pelo que tenho lido e ouvido trata-se mesmo de uma série para devorar todos os episódios [e gravar para voltar a devorar mais tarde]. A confirmar-se a estreia de Curb Your Enthusiasm em Portugal [e já agora a sua propalada qualidade] e agora que Desperate Housewives chegou ao fim, continuarei a ter um motivo de peso para ligar a televisão.

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Já agora, e se não fosse pedir muito, também não era nada mal pensado A Dois comprar Jam. Ouvi dizer que é uma cáustica série da BBC com o mais negro humor que é possível fazer em televisão.

Macacadas

Espantoso. Acabo de saber que os Gorillaz venceram a categoria Melhor Grupo dos prémios europeus da MTV. Para trás ficaram Coldplay, Green Day, U2 e Black Eyed Peas. Afinal, ainda resta um módico de bom gosto por aí [e mais não digo para não ser deselegante com os outros concorrentes].

quinta-feira, novembro 03, 2005

Proximidade

Por lapso na consulta do email, só hoje abri a mensagem sobre o blog Proximidade.
Aqui vai, com as devidas desculpas pelo atraso.

.../...

Proximizade

Proximidade e mão amiga. "Proximizade", feita do entusiasmo voluntário de quem quer ajudar a combater a apatia, a dispersão e a insensibilidade que nos ameaça se continuarmos indiferentes ao que se sabe e ao que se vê.
Aqui

Jornalismo na desportiva

"Benfica afundado pelas mãos do guarda-redes". É este o título da reportagem sobre o jogo de ontem à noite entre o SLB e o Villareal de Filipe Escobar de Lima no Público de hoje. Mais do que uma rematada imbecilidade, este título é de uma crueldade perfeitamente escusada e até infundada. Rui Nereu foi atirado para a baliza do SLB devido às lesões dos guarda-redes principais e até tem desempenhado a sua função com razoável competência. Num jogo em que, pelos resumos que vi, Geovanni falhou um golo de baliza aberta [atirou a bola pela linha lateral!] e Nuno Gomes falhou outro quando só tinha pela frente o guarda-redes [atirou fraco e contra as pernas do guarda-redes], culpar Rui Nereu do desaire do Benfica é absolutamente idiota. Tão idiota como, sei lá, eu aqui escrever que o Público é um jornal de merda só porque Filipe Escobar de Lima pensa com os intestinos e escreve com os pés.

A Bola foi mais simpática ["Benfica não merecia perder com golo assim"]. O DN também podia ter sido um pouco menos cáustico ["Nereu compromete domínio"]. O JN junta-se a Filipe Escobar de Lima ["Frango de Nereu abateu a águia"].

Aviso à navegação: eu nem sou adepto do SLB.

Mas que merda é esta???

Os hábitos que vamos adquirindo ao longo dos anos são algo que me provoca alguma perplexidade. Falo de coisas simples, triviais [o primeiro café da manhã no "sítio dos costume", os jornais no mesmo quiosque, vegetar no sofá ao domingo, etc].
Adquiri, ainda adolescente, o hábito de comprar um certo jornal às terças feiras. Ao longo dos anos fui acumulando
, religiosamente, alguns dos melhores textos dos melhores jornalistas musicais - e não só - deste país [cito alguns de cabeça: António Sérgio, António Pires, Rui Monteiro, Luis Maio, Jorge Manuel Lopes e outros]. Apesar dos altos e baixos foi um hábito que se instalou e que se mantém até hoje. Ou pelo menos até ontem. Ontem, é bem possível que a minha paciência se tenha esgotado [e eu até sou um gajo bastante paciente]. Esta merda não é o jornal que eu compro desde 1984. Esta merda é... uma merda. Deve ser uma estratégia qualquer para nivelar o conteúdo do jornal pelo conteúdo da rádio que por aí se vai [des]fazendo. Pelo nível da merda, por assim dizer.
Como em muita outras coisas, valha-nos a Internet para estar a par do que se passa.

Não percebo...

... a nova moda dos blogs temáticos. É problema meu, obviamente. Ainda assim, são preferíveis aos blogs de gaja tão bem dissecados por aqui.
Começa a haver para todos os gostos [secretárias, cuecas, ténis, frigoríficos e o diabo a sete]. Passem por
aqui que há lá uma bela lista.

A gripe das aves chegou à internet

Já nem o mundo virtual em que nos movimentamos está a salvo: a gripe das aves chegou à Internet. Confiram em www.gripedasaves.pt. Não é piada. É mesmo a sério.

Infotainment

Hoje Lisboa recebe os European Music Awards da MTV, o tal canal que se estreou nos idos de 80 ao som de Video Killed The Radio Star dos Bugles. A mim a cerimónia não me aquece nem me arrefece, não tenciono ver e no molho de nomeados há apenas um nome ao qual reconheço [muita] qualidade [os Gorillaz]. Também não me afectam os eventuais incómodos que a circulação de limunises e o excesso de pop stars por metro quadrado possam provocar no quotidiano lisboeta. Mas já me faz alguma confusão que os principais noticiários das televisões portuguesas [RTP e SIC - a TVI não tem noticiário] andem histéricas com a acumulação de estrelas em solo alfacinha e com o que designam como "o maior acontecimento musical alguma vez realizado em Portugal". Por exemplo, a RTP mostrou uma inenarrável reportagem sobre os bastidores da cerimónia e a SIC entrevistou em directo uma colombiana sem ponta de talento musical. Interesse jornalístico? Qual interesse jornalístico! Infotainment no seu melhor.

Uma verdadeira notícia

Ontem "esqueci-me" de referenciar uma verdadeira notícia: o Chelsea de José Mourinho perdeu um jogo. A primeira da época [a outra, a da semana passada, não conta, foi nas grandes penalidades]. Para quem duvidava fica, uma vez mais, a confirmação de que não há equipas invencíveis.

Mais uma vez aviso a navegação: não me aquece nem me arrefece que o Chelsea ganhe, perca ou empate. Aliás até acho que Mourinho é arrogante e tem bastas razões para o ser.

quarta-feira, novembro 02, 2005

Portuguese at their best

O FCP perdeu com os italianos da Internazionale. O SLB perdeu com os espanhois do Villareal. O futebol português mantém a normalidade. São as Cruzes que uns carregam e as Sennas que outros fazem...

Jarboe [Teatro Miguel Franco, Leiria]

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[fotos por M.]

Jarboe [voz - e que voz!]; Paz Lenchantin [baixo e violino], Phil Petrocelli [bateria], Mike Rollins [bateria] e Nic Le Ban [guitarra].

Um concerto como há muito eu não assistia. Visceral.

terça-feira, novembro 01, 2005

segunda-feira, outubro 31, 2005

sexta-feira, outubro 28, 2005

It's only mud, honey

O blog Mel de Lama, que eu temia extinto, reavivou ontem. Aqui [e também já hoje num comentário no post baixo].

Novidades [uma dúvida]

Pergunto-me se Inês Pedrosa terá encontrado alguma novidade no manifesto eleitoral do professor Cavaco...
Eu procurei, com lupa e tudo, e nada.

Fugitivos

Segundo um relatório do Banco Mundial, um quinto dos licenciados portugueses trabalha no estrangeiro. Isto significa, fundamentalmente, que as universidades portuguesas e o Estado investem na formação de licenciados que depois vão exercer os seus ofícios em outros países. Na prática, chama-se a isto deitar dinheiro à rua. Porém, o que me espanta é que ainda haja 80% de licenciados portugueses que não procurem sair daqui o mais rapidamente possível. Aliás, nem eu sei muito bem porque não fiz já as malas há muito tempo.

Falência técnica

Será a melhor forma de descrever a minha situação económica depois de em menos de uma semana assistir a três concertos: Jarboe [Leiria, dia 1], Young Gods [Vila Nova de Gaia, dia 4] e Isabelle Antena [Lisboa, dia 5].

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Compras

De passagem por Leiria, passei pela Alquimia - a melhor, para não dizer única, loja de discos da cidade - para comprar bilhetes para o concerto de Jarboe [ex-Swans] na próxima terça feira.
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"Agarrados" aos bilhetes vieram mais duas compras: Aphex Twin [26 Mixes for Cash] e Pigface [Pigface vs The World]
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quinta-feira, outubro 27, 2005

Think before you act, idiots!

Há portugueses que insistem em marcar férias para "locais paradisíacos" em época de furacões. Depois queixam-se das agências de viagens, da falta de informação, do sacana do furacão e tudo e mais alguma coisa. Que tal informarem-se antes de marcarem as feriazinhas nos tais "locais paradisíacos"?

E isso seria mau?

Se me descuido ainda dou por mim a gostar mesmo da música destes gajos. É que eles são mesmo bons.

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Novidades

Inês Pedrosa, porta-voz de Manuel Alegre, diz que o manifesto de Mário Soares não tem novidades. Grande novidade. Ninguém estava à espera de novidades vindas dessas paragens. E novidade será que o manifesto ou programa eleitoral de qualquer um dos outros candidatos apresente alguma novidade. Pronto, não exageremos: que o manifesto ou programa eleitoral de qualquer um dos candidatos apresente algo que se pareça, vagamente que seja, com uma novidade.

Mandatários

Miguel Guedes é o mandatário para a juventude de Francisco Louçã. Miguel Guedes é vocalista dos Blind Zero. Haverá aqui alguma mensagem subliminar? Blind?... Zero?...

Portugal desafinado

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Dó, ré, mi, fá, sol, la, MIM?

De mim precisará, já de SI tenho as mais sérias dúvidas.

quarta-feira, outubro 26, 2005

Jornalismo na desportiva

Isto sim é uma notícia: o Chelsea perdeu um jogo. Foi só nas grandes penalidades, mas perdeu [e foi eliminado da Taça da Liga Inglesa, pelo que Mourinho já não ganhará tudo este ano]. Por outro lado, este é um título absolutamente imbecil: "Deportivo goleia Real Madrid". Vai-se a ler e o resultado foi de... três a um.

Aviso à navegação: não me aquece nem me arrefece que o Chelsea ganhe ou perca, mas dá-me prazer que o Deportivo da Coruña ganhe. Principalmente ao Real Madrid...

Ano de colheita: 1977

Heroes, David Bowie
Low, David Bowie
The Clash, The Clash
Damned, Damned, Damned, The Damned
I, Peter Gabriel

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Trans Europe Express, Kraftwerk
Rocket To Russia, Ramones
Blank Generation, Richard Hell & The Voidoids
Nevermind The Bollocks... Here's The Sex Pistols, Sex Pistols
IV Rattus Norvegicus
, The Stranglers
Suicide
, Suicide
77, Talking Heads
Marquee Moon, Television
Pink Flag, Wire

.../...

Post
arquivado com todas as capas em
As colunas [sem surround]

terça-feira, outubro 25, 2005

[Some of] the music that rocked my world # 14

Machine Head, Burn My Eyes [Roadrunner, 1994]

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.../...

Davidian / Old / A Thousand Lies / None But My Own / The Rage To Overcome / Death Church / A Nation on Fire / Blood For Blood / I'm Your God Now / Real Eyes, Realize, Real Lies / Block

.../...

Burn My Eyes foi, juntamente com Demanufacture dos Fear Factory [conferir este post] e Roots dos Sepultura, um dos grandes álbuns na área do metal nos anos 90. À semelhança dos Fear Factory e dos Sepultura, após este magnífico disco os Machine Head enveredaram por trajectórias erráticas e nunca mais lançaram nada à sua altura.
Este disco andou comigo numa cassete, com Demanufacture do outro lado, em numerosas viagens de comboio ao longo de 1995 [antes dos leitores de mp3 havia umas coisas chamadas walkman..] e ainda hoje, ao voltar a ouvir Burn My Eyes me impressiona o poder e complexidade deste álbum de estreia. A precisão dos riffs de guitarra, o balanço irresístivel da secção rítmica e a raiva incontida das vocalizações fazem de Burn My Eyes uma peça irrepetível e indispensável em qualquer discografia especializada em Heavy Metal [mas não só]. Com este álbum , os Machine Head reunem o melhor do que havia ficado para trás na história do metal [do Hard Rock dos anos 70 ao Death de finais dos anos 80, princípios dos 90] e contribuiram para que um estilo habitualmente conservador desse uns quantos passos em frente.

.../...

[Texto recuperado do post sobre The Downward Spiral dos Nine Inch Nails] Em 1994 eu abandonava a Figueira da Foz [onde regressaria profissionalmente alguns anos depois] e rumava a Mortágua [um verdadeira cú de Judas no distrito de Viseu, permanentemente coberto de nevoeiro]. O cavaquismo entrara já na sua fase de decadência, longe que iam já os anos de euforia que, aliás, nunca partilhei ou compreendi sem que o professor tivesse conseguido criar o tal "novo homem português" que os seus ideólogos haviam idealizado. Lá por fora, a Europa de Leste - especialmente a ex-Jugoslávia - vivia em convulsão; no último trimestre do ano os primeiros passageiros atravessam o Canal da Mancha pelo tunel que liga a França à Inglaterra; na África do Sul Nelson Mandela tomava posse como o primeiro presidente negro; Kurt Cobain, ídolo da época e suposto porta-voz de de uma geração punha fim à vida; o Brasil [e algum mundo] chorava a morte de Ayrton Senna em pleno Grande Prémio de San Marino mas no Verão o país sambava pela conquista de mais um Campeonato do Mundo de Futebol; nos Estados Unidos tinha lugar uma das primeiras telenovelas da vida real com o assassinato de Nicole Brown Simpson e Ronald Goldman às mãos de O.J. Simpson [antiga vedeta do futebol americano e actor falhado]. Nesse ano foram lançados álbuns de gente tão diversa como Aphex Twin, Autechre, Beck, Beastie Boys, Dinosaur Jr, Machine Head ou Stereolab mas isso é conversa para outros posts [série Ano de Colheita].

.../...

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segunda-feira, outubro 24, 2005

Eu não vou

De certezinha absoluta. Aliás, a coisa ainda vem longe e já me anda a irritar.

Bolas ao poste

Adriaanse voltou a ser um excelente treinador depois de ganhar ao Inter e ao Nacional da Madeira.
O Koeman agora já é outra vez um grande treinador. Recordo que há poucas semanas o homem era "una mierda".
Paulo Bento pode vir a ser um bom treinador e tem muito trabalho pela frente para por o Sporting a jogar futebol. Se não fossem os centrais, ontem era capaz de ter ganho ao Gil Vicente.
Claro que tudo isto pode vir a ser mentira nas próximas semanas se os resultados se inverterem. É espantoso como os nossos comentadores desportivos acham que o treinador X ou Y é competente semana sim, semana não. Excepto, José Mourinho, claro. Esse continua a ser o maior do mundo. Até que um dia as coisas corram mal, como aliás ele muito bem sabe. Nesse dia, também ele saberá o que é ser "una mierda" como todos os outros.
Entretanto, o Braga de Jesualdo Ferreira arrisca-se a ser campeão nacional. Em oito jogos sofreu um golo [que até foi marcado por um jogador do... Braga].

Actualização: a Comissão de Disciplina da Liga Portuguesa de Futebol Profissional só demorou 21 dias a castigar a entrada assassina de Petit sobre Tiago Targino do Vitória de Guimarães. Vai cumprir um jogo de castigo. Não joga com o Leixões para a Taça de Portugal...

Equívocos

Para os que pensam que os Franz Ferdinand ou os Radio 4 são o último, e original, grito do pop / rock, deixo aqui uma sugestão: Return The Gift dos Gang of Four. Para esclarecer equívocos e repor a verdade histórica. Estão lá os essenciais To Hell With Poverty, Damaged Goods, At Home He's A Tourist ou We Live As We Dream, Alone.

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Nota de arrogância: eu não preciso de o adquirir. Tenhos os álbuns originais.

sábado, outubro 22, 2005

Sol de Inverno

Há muitos anos ouvi, no Som da Frente de António Sérgio [where else?...], uma canção chamada Camino del Sol. Nunca mais a esqueci. Espero voltar a ouvi-la daqui pouco tempo quando Isabelle Antena actuar no Lux em Lisboa no dia 4 de Novembro.

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Easy Does It é o seu mais recente disco.

A Coluna Vertebral...

... é um dos blogs de um certo fadista que por acaso não gostou da mudança de visual. Espero que isso não o impeça de continuar a passar por cá [e a comentar os posts de futebol...].

Não se deixem enganar pela aparente simpatia deste post: por mim enrolava o RPS em arame farpado... Virtualmente falando, claro.

Cirurgia estética [e de reconstrução]

Concluí a arrumação do blog depois da mudança de visual. Espero que desta vez tenha conseguido evitar os erros que havia no anterior template [fruto da minha inépcia para o html...].