quinta-feira, setembro 08, 2005

Gerações

[A propósito de um post lido aqui e de alguns dos comentários que o mesmo suscitou. Ou se calhar só porque me apeteceu...]

My Generation, The Who

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People try to put us d-down (talkin? ?bout my generation)
People try to put us d-down (talkin? ?bout my generation)
Just because we get around (talkin? ?bout my generation)
Just because we get around (talkin? ?bout my generation)
Things they do look awful c-c-cold (talkin? ?bout my generation)
Things they do look awful c-c-cold (talkin? ?bout my generation)
I hope I die before I get old (talkin? ?bout my generation)
I hope I die before I get old (talkin? ?bout my generation)

This is my generation
This is my generation
This is my generation, baby
This is my generation, baby

Why don?t you all f-fade away (talkin? ?bout my generation)
Why don?t you all f-fade away (talkin? ?bout my generation)
And don?t try to dig what we all s-s-say (talkin? ?bout my generation)
And don?t try to dig what we all s-s-say (talkin? ?bout my generation)
I?m not trying to cause a big s-s-sensation (talkin? ?bout my generation)
I?m not trying to cause a big s-s-sensation (talkin? ?bout my generation)
I?m just talkin? ?bout my g-g-g-generation (talkin? ?bout my generation)
I?m just talkin? ?bout my g-g-g-generation (talkin? ?bout my generation)

This is my generation
This is my generation
This is my generation, baby
This is my generation, baby

Why don?t you all f-fade away (talkin? ?bout my generation)
Why don?t you all f-fade away (talkin? ?bout my generation)
And don?t try to d-dig what we all s-s-say (talkin? ?bout my generation)
And don?t try to d-dig what we all s-s-say (talkin? ?bout my generation)
I?m not trying to cause a b-big s-s-sensation (talkin? ?bout my generation)
I?m not trying to cause a b-big s-s-sensation (talkin? ?bout my generation)
I?m just talkin? ?bout my g-g-generation (talkin? ?bout my generation)
I?m just talkin? ?bout my g-g-generation (talkin? ?bout my generation)

This is my generation
This is my generation
This is my generation, baby
This is my generation, baby

People try to put us d-down (talkin? ?bout my generation)
People try to put us d-down (talkin? ?bout my generation)
Just because we g-g-get around (talkin? ?bout my generation)
Just because we g-g-get around (talkin? ?bout my generation)
Things they do look awful c-c-cold (talkin? ?bout my generation)
Things they do look awful c-c-cold (talkin? ?bout my generation)
Yeah, I hope I die before I get old (talkin? ?bout my generation)
Yeah, I hope I die before I get old (talkin? ?bout my generation)

This is my generation
This is my generation
This is my generation, baby
This is my generation, baby

Pompa e circunstância

Duas das torres, uma das quais inacabada, construídas nos anos 70 pela Torralta na Península de Tróia vieram abaixo há uns minutos. Com direito a transmissões televisivas e presença governamental ao mais alto nível. Alguém por favor me explica porque é que a implosão de dois prédios é tratada pelo governo e pela comunicação social, ou pelos menos pelas televisões, com toda a pompa e circunstância como se de um assunto de Estado se tratasse? E já nem digo nada sobre a publicidade gratuita que por estes dias tem vindo a ser feita ao grupo económico do engenheiro Belmiro...

Play list for a friend [II]

No seguimento de uma play-list / private joke aqui postada há mais de dois meses, hoje apresento outra, saudando o regresso a casa e ao convívio da "maltinha" de um amigo.

Mão Morta - Vamos Fugir
Fischerspooner - Emerge
The Human League - I'm Coming Back
Sérgio Godinho - Liberdade
Morphine - I'm Free Now
The Rolling Stones - Going Home
The Smiths - Back To Old House
Iggy & The Stooges - Fun House
Nick Cave & The Bad Seeds - City of Refuge
Guns'n'Roses - Paradise City
New Order - Paradise
Motörhead - Back At The Funny Farm
Velvet Underground - I'm Waiting For The Man
Pixies - Here Comes Your Man
Leonard Cohen - I'm Your Man

Nine Inch Nails - I'm Looking Forward To Join You, Finally

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Welcome back, mate!

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[Estamos à tua espera ali ao fundo, à esquerda...]


quarta-feira, setembro 07, 2005

Bolas ao poste

Acho muita piada aos adeptos dos clubes de futebol portugueses [ia escrever adeptos de futebol, mas esses constituem uma espécie diferente]. Eles bem apregoam o seu amor pelo futebol, pelo desportivismo, pelo fair-play [que basicamente é o mesmo que desportivismo, mas enfim...] e pelo "espectáculo" mas a realidade é bem diferente. Eles estam-se genericamente [e cito livremente Ferro Rodrigues] cagando para tudo isso. O que eles querem é que o seu clube ganhe e ponto final. Se joga bem ou joga mal é-lhes igual ao litro. Se perdem é porque árbitro os "espoliou vergonhosamente", ou porque o seu treinador tem a mania de fazer experiências ou joga muito à defesa, ou porque o seu guarda-redes é frangueiro, ou porque o ponta-de-lança é um azelha, ou porque a relva estava a) demasiado cortada, b) muito alta, c) muito seca ou d) muito molhada ou por uma infindável lista de outras razões. Jamais qualquer clube português perdeu porque jogou pior que o seu adversário. Isso é que não. Para o adepto tuga, o seu clube joga sempre melhor que o adversário e mainada e quem disser o contrário parto-lhe já os cornos!
E depois ainda há aquela sub-espécie de adeptos: os que normalmente constituem as claques, os mais estranhos adeptos de todos... Sobre esses nem consigo falar.
É por causa desta malta que Portugal continua a ter os Vieiras, Pintos da Costa, Cunhas e Madaís [*] que tem. Para dar como exemplo apenas os mais conhecidos.

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[*] Tenho muita dificuldade em considerá-los sequer como dirigentes desportivos. Lá dirigentes até são, agora desportivos...

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A selecção de Portugal já só precisa de mais três pontos para conseguir apurar-se para o Mundial na Alemanha. Hoje empatou com a Rússia [e jogou mal] e o próximo jogo é com o Liechstenstein.

terça-feira, setembro 06, 2005

Então mas isso não é uma série para gajas?!

Pois, dizem-me que sim mas eu não ligo e todos os domingos à tarde [e às terças feiras à noite...] lá me estico no sofá em frente à têvê. Actualmente é a única coisa que me faz ver televisão durante mais de 20 minutos consecutivos.

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Os subúrbios são lugares muito perigosos...

[E não, isto não é uma séria para gajas - é uma série COM gajas, quer dizer, senhoras...]

segunda-feira, setembro 05, 2005

Porto, com muita honra

Afinal o Comércio do Porto, jornal que morreu [foi morto...] após 151 anos de vida, afinal continua "vivo". Aqui.
E já que "estamos" no Porto, convém não esquecer que essa é realmente uma Cidade Surpreendente.

quinta-feira, setembro 01, 2005

É oficial [ou he has got a new beginning]

Francisco José Viegas, uma das vedetas [hmmm...] da blogoesfera portuguesa, está mesmo de regresso com um "coisa nova": A Origem das Espécies. Já se suspeitava. Deduções dignas de um Holmes ou de um Poirot, aliás, porque a assinatura Francisco J.V. nos posts não dava muitas pistas...

quarta-feira, agosto 31, 2005

Ano de colheita: 1975

Young Americans, David Bowie
Another Green World, Brian Eno
Landed, Can
Radio-activity, Kraftwerk

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Physical Graffiti
, Led Zeppelin
Chocolate City, Parliament
Siren, Roxy Music
Rubycon, Tangerine Dream

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Origens

Através de um post no Abrigo de Pastora cheguei a um recém criado blog da autoria de um tal Francisco JV. Também suspeito que é a tal muito aguardada outra coisa...

O terror que [não] ataca

Quase 700 mortos no Iraque por causa de rumores segundo os quais haveria entre uma multidão de peregrinos um bombista suicida. Multidões em pânico podem ser mais perigosas que as bombas da Al Qaeda. Ainda me custa acreditar.

Por acaso já tinha pensado nisso... [*]

Os sapadores chilenos que há alguns anos vêm a Portugal ajudar no combate aos incêndios, concluiram que o que nos faz falta não são mais meios de combate mas técnicas de combate mais adequadas.
Lá para Novembro, e na sequência de um protocolo assinado com os serviços de combate aos incêndios no Chile, irão para a América do Sul bombeiros portugueses aprender como é que se faz.

[*] Título em repetição porque ando com falta de imaginação

["Curiosamente" esta notícia já desapareceu das agendas das televisões portuguesas... O que interessa são as multas que o governo quer aplicar às câmaras e os pirómanos detidos. Business as usual]

Presidenciais

Ponto da situação: Manuel Alegre recua; Mário Soares vai avançar; Jerónimo Sousa já avançou; Cavaco Silva continua a tentar passar despercebido; Manuel João Vieira continua a ser o meu favorito.

[Como perguntaria um amigo meu exilado em Inglaterra, então e gajas? Não há gajas?!]

Bolas ao poste

Hoje fecha o "mercado de transferências" em Portugal [e na Europa, creio] e, por isso, vários clubes e futebolistas [e principalmente agentes] andam num virote de negociações. O SLB contratou o organizador de jogo daquela selecção que não joga futebol e que, dizem-me, ganhou um torneio qualquer de futebol em 2004 e conseguiu o empréstimo de um avançado que era 6ª ou 7ª opção no seu clube de origem [a Juventus]. O SCP contratou [mais] um rapaz brasileiro que brilhou no Minho, num clube que o ano passado ainda sonhou ganhar o campeonato [mas só porque os três mais crescidos andaram a dormir]. Ainda para os lados da 2ª Circular, o SLB tenta despachar o seu capitão [e, quando em forma, único jogador de classe do plantel] para Inglaterra e o SCP tenta o mesmo com um brasileiro com peso a mais, rabo de cavalo rídiculo e apelido alemão. Na Invicta, despachado que está o defesa esquerdo da selecção de Scolari para as Ilhas Britânicas [porque não aceitou deixar de ser defesa esquerdo da selecção de Scolari], o FCP tenta agora contratar-se um sueco de nome impronunciável.
Excitante este futebol nacional...

terça-feira, agosto 30, 2005

[Some of] the music that rocked my world # 12

Nine Inch Nails, The Downward Spiral [Halo, 1994]

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Mr. Self-Destruct / Piggy / Heresy / March of the Pigs / Closer / Ruiner / The Becoming / I Do Not Want This / Big Man With A Gun /A Warm Place / Eraser / Reptile / The Downward Spiral / Hurt
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A obra-prima dos Nine Inch Nails, The Downward Spiral é o disco em que Trent Reznor, o à época atormentado e agora aparentemente mais em paz líder dos NIN, melhor exibe todo o negrume que lhe ia no espírito: [a incapacidade para] o amor, o ódio, as tendências auto-destructivas, a pulsão para a morte. Em The Downward Spiral, Trent Reznor é vítima e carrasco e fustiga os seus ouvintes com uma intensidade dificilmente digerida por ouvidos sensíveis [e, na altura, mais atentos às lamúrias inconsequentes e inofensivas oriundas de uma certa cidade norte-americana...]. Um disco feito de canções [sim, por baixo de todo o barulho há canções] que mergulham fundo na crise existencial de Trent Reznor. Nunca como até então, o rock industrial havia sido tão pessoal e... intimista.
Antes de The Downward Spiral, já Reznor havia ameaçado a obra-prima com Pretty Hate Machine e voltou a tentá-lo depois, mas nunca atingindo o esplendor negro deste disco de 1994. Aliás, com The Fragile e With Teeth [os seus mais recentes álbuns de originais] andou longe da qualidade de The Downward Spiral [apesar da qualidade de ambos].

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Em 1994 eu abandonava a Figueira da Foz [onde regressaria profissionalmente alguns anos depois] e rumava a Mortágua [um verdadeira cú de Judas no distrito de Viseu, permanentemente coberto de nevoeiro]. O cavaquismo entrara já na sua fase de decadência, longe que iam já os anos de euforia que, aliás, nunca partilhei ou compreendi sem que o professor tivesse conseguido criar o tal "novo homem português" que os seus ideólogos haviam idealizado. Lá por fora, a Europa de Leste - especialmente a ex-Jugoslávia - vivia em convulsão; no último trimestre do ano os primeiros passageiros atravessam o Canal da Mancha pelo tunel que liga a à França à Inglaterra; na África do Sul Nelson Mandela tomava posse como o primeiro presidente negro; Kurt Cobain, ídolo da época e suposto porta-voz de de uma geração punha fim à vida; o Brasil [e algum mundo] chorava a morte de Ayrton Senna em pleno Grande Prémio de San Marino mas no Verão o país sambava pela conquista de mais um Campeonato do Mundo de Futebol; nos Estados Unidos tinha lugar uma das primeiras telenovelas da vida real com o assassinato de Nicole Brown Simpson e Ronald Goldman às mãos de O.J. Simpson [antiga vedeta do futebol americano e actor falhado]. Nesse ano foram lançados álbuns de gente tão diversa como Aphex Twin, Autechre, Beck, Beastie Boys, Dinosaur Jr, Machine Head ou Stereolab mas isso é conversa para outros posts [série Ano de Colheita].

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Under cover[-version]

Sempre gostei de cover-versions, um gosto que recentemente se tem vindo a transformar em vício. Claro que na maior parte das vezes as versões são inferiores aos originais e muito [mesmo muito] esporadicamente há versões que superam os originais [só me consigo lembrar de The End dos The Doors na voz gélida e no Inglês cortante de Nico]. Seja como for, a pasta das versões no meu computador já ocupa um espaço respeitável [cortesia da Internet e das mãos caridosas que as vão por aí disponibilizando] e por isso comecei a esvaziá-la, ou seja, a passar muitas dessas covers para formato CD.
Deixo aqui o alinhamento do mais recentemente gravado e deixo também um desafio: tentem lá identificar os autores dos originais [mais tarde, se me apetecer, talvez revele os seus autores...].

The String Quartet: Wish Fulfillment
Hangedup: [New] Blue Monday
Buffalo Daughter: Autobahn
Michaella Melian: A Song For Europe
L.B.: Ashes To Ashes
Propaganda: Femme Fatale
Delerium: Justify My Love
The Flaming Lips: Space Age Love Song
Replicants: Are Friends Electric?
Mother Universe: Debaser
Turner: Right By Your Side
Nick Cave & The Bad Seeds: Disco 2 000
The Flaming Lips: Bohemian Rapsody
One Blood: Be Thankful For What You've Got
Loo & Placido: Rigby Reaggae
Ive Mendes: If You Leave Me Now

Um lugar ao sul

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[Fotos por J.M.G.]

Vigo

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[Foto por M.]

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[Foto por J.M.G.]

segunda-feira, agosto 29, 2005

Debates

Hoje regressou à RTP o programa Prós & Contras. Discutiu-se o problema dos incêndios. Palavras leva-as o vento. O mesmo vento que normalmente ajuda à catástrofe anual.

Limpeza e arrumação...

... da coluna de links, secção de blogs, ali em baixo, à esquerda. Porque já lá estavam muitos links mortos ou inactivos.

sexta-feira, agosto 26, 2005

Manipulação ou branqueamento [?]

Segunda notícia do Primeiro Jornal da SIC: os incêndios em Portugal. Mas numa perspectiva interessante: dizem-nos os senhores jornalista da SIC[k] que 20% dos incêndios têm origem em fogo posto. Nem uma referência aos outros 80%, os tais que têm origem na negligência. A isto, em linguagem compreensível, chama-se uma de duas coisas: ou manipulação da informação disponível ou branqueamento da negligência e incompetência generalizada que só este ano já nos custaram milhares de hectares ardidos [para além da fuligem que muitos de nós respirámos dias a fio só esta semana...]. Os jornalistas da SIC[k] chamar-lhe-ão opções editoriais. Está bem...

Ressalva: não estou a minimizar os 20% de incêndios por fogo posto, ainda que duvide que todos esses fogos sejam ateados por maluquinhos que não sabem muito bem o que andam a fazer. Há-de haver uns quantos que são ateados por, ou a mando de, gente que sabe muito bem que objectivos pretende alcançar com esses incêndios.

Enfim, negligência ou fogo posto, uma coisa é certa: praticamente 100% dos incêndios florestais têm origem criminosa.

Por acaso já tinha pensado nisso...

Negligência é causa de 80% dos fogos em Portugal diz o Diário Digital e imagino que todos os outros media cá do burgo, à possível excepção da têvê do Moniz porque é capaz de lhe dar mais jeito que a maioria dos incêndios seja provocada por fogo posto...
Sempre pensei, sempre defendi e até por aqui o cheguei a escrever [mais do que uma vez, look it up, please...] que a negligência, somada à incompetência, à falta de prevenção e à péssima gestão das nossas florestas, era a principal causa dos incêndios florestais em Portugal.

Uma nova febre?

Image hosted by Photobucket.comÉ bem provável...

Ainda numa de futebol

Image hosted by Photobucket.com Hoje o primeiro classificado do Campeonato Nacional da Primeira Divisão [qual Super-Liga qual porra!] recebe o Futebol Clube do Porto no Estádio Municipal José Bento Pessoa. Falo da Associação Naval 1º de Maio da Figueira da Foz, cidade onde vivi e trabalhei durante três anos e pela qual acabei por desenvolver um especial carinho. E pela Naval, pois claro. Na passada semana esqueci-me de lhes desejar felicidades. Por mera curiosidade adianto que a Naval foi fundada a 1 de Maio de 1893. Sim, 1893.

Adenda às adendas a Paredes de Coura

Mão amiga fez-nos chegar, via comentário, o site oficial de Woven Hand. Fica aqui. Fica aqui também o agradecimento.

Jornalismo na desportiva

Ontem foi dia de sorteio da Liga dos Campeões e hoje há sorteio da Taça Uefa, mas não é esse o motivo deste post. Ocorre-me, nestas como em outras ocasiões, o vício que os jornalistas portugueses têm de se referir a equipas estrangeiras onde actuam jogadores portugueses como, por exemplo, o Manchester United de Cristiano Ronaldo e Carlos Queirós ou o Inter de Milão de Luís Figo. No Man United, treinado por um senhor chamado Alex Fergusson [que, não por acaso, até é "Sir"], joga gente como Gary Neville, Rio Ferdinand, Paul Scholes, Ruud van Nistelroy ou Ole Gunnar Solskjaer e no Inter, treinado por Roberto Mancini, dão pontapés na bola nomes como Francesco Toldo, Ivan Cordoba, Kily Gonzalez, Santiago Solari, Dejan Stankovic, Juan Sebastian Veron, Cristiano Zanetti ou Alvaro Recoba. Tudo jogadores de futebol de nível superior, internacionais pelas respectivas selecções, com variados troféus conquistados e, no caso do Man United, orientados por um dos maiores treinadores do mundo mas para os sempre atentos jornalistas portugueses essa malta não interessa nada. Eles querem lá saber dessa gente. O Manchester United é do Cristiano Ronaldo e do Carlos Queirós e o Inter é do Figo. E o Barcelona [que já foi do Figo, do Simão Sabrosa e do Ricardo Quaresma] é do Deco, o PSG [que já foi do Hugo Leal] é do Pauleta, o Standard Liege é do Sérgio Conceição, o Estugarda é do Fernando Meira e o Deportivo da Coruña [que já foi do Nuno Espírito Santo] é do Jorge Andrade [e por aqui me fico]. Serão esses jogadores superiores aos outros que andam por esses clubes só porque são portugueses? Sou só eu a achar esta jornalística mania irritante [para além de reveladora da pequenez de espírito que grassa por essas redacções]?
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Ano de colheita: 1974

Diamond Dogs, David Bowie
Burn, Deep Purple
Here Come The Warm Jets, Brian Eno
Autobahn, Kraftwerk

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Rock And Roll Animal, Lou Reed
Country Life, Roxy Music
Phaedra, Tangerine Dream

... /...

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Adendas a Paredes de Coura

Os links que ficaram a faltar [mesmo que alguns não os mereçam, chatos do caraças!] no meu Diário de Bordo sobre Paredes de Coura:

Sons & Daughters
The Stranglers
Death From Above 1979
!!! [alguém me ajuda com estes?]
Kaiser Chiefs
The Roots [nem os mencionei porque não os vi e vi-os muito ao longe e de qualquer modo não encontrei site dos senhores]
Foo Fighters
The Futureheads
Hot Hot Heat
The Arcade Fire
Queens of the Stone Age
Pixies
The National [help!]
Woven Hand
Juliete Lewis & The Licks
Vincent Gallo
Nick Cave & The Bad Seeds

Baldas: Killing Joke [cancelados]
E ainda, last but by no means the least, o site do festival

quinta-feira, agosto 25, 2005

Stand-up government [cont.]

«O urbanismo é, na maioria das câmaras, a forma mais encapotada e sub-reptícia de transferir bens públicos para a mão de privados [...] Nas mais diversas câmaras do País há projectos imobiliários que só podem ter sido aprovados por corruptos ou atrasados mentais» [...] As estruturas corporativas são hoje muito mais fortes porque têm uma aparente legitimidade democrática. Se os vereadores do Urbanismo são os coveiros da democracia, os partidos são as casas mortuárias [...] Pressões e cunhas de dezenas de pessoas, da forma mais ostensiva, inclusive a nível governamental».

Paulo Morais, stand-up comedian e vice-presidente / vereador do Urbanismo da Câmara do Porto nas horas vagas à revista Visão

Mundo blog: polémicas

Suponho que à falta de melhor assunto, um número indeterminado de blog[ue]s lançaram-se numa discussão sobre o uso do anonimato e em outra sobre o poder da blogoesfera no agendamento mediático. A Coluna entra hoje nessas discussões, que até chegaram aos jornais. Talvez porque muitos jornalistas são simultaneamente autores de blog[ue]s.

1. O autor deste blog [e não blogue, desculpem lá os puristas da língua portuguesa, perdão, Língua Portuguesa] não usa o anonimato.

2. Estou-me cagando [citando o aparentemente esquecido Ferro Rodrigues] para o agendamento mediático.

3. Era só isto. E se calhar cheguei tarde à discussão. Fica para a próxima.

[Some of] the music that rocked my world # 11

Ministry, The Mind Is A Terrible Thing To Taste [Sire / WEA, 1989]

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Thieves / Burning Inside / Never Believe / Cannibal Song / Breathe / So What / Test / Faith Collapsing / Dream Song [*]

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No final dos anos 80 converti-me aos prazeres da fusão do industrial com o rock de feições metálicas. Principais culpados dessa conversão foram os Young Gods [primeiro] e os Ministry [logo a seguir]. Se relativamente aos Young Gods me falta[va]m palavras para descrever a relação que com eles mantenho, já com os Ministry encontro rapidamente uma: obsessão. A obsessão começou a desenhar-se com The Land Of Rape And Honey [fantástica perversão de uma expressão com que alguma América gosta de se descrever, para os mais desatentos: the land of milk and honey], consolidou-se com este The Mind Is A Terrible Thing To Taste [outra perversão, creio que de uma expressão anglo-saxónica: the mind is a terrible thing to waste] e tornou-se caso clínico com o vídeo In Case You Didn't Feel Like Showing Up [1990]. Ritmos tribais-repetitivos e.. obsessivos, um baixo cardiacamente minimal [cortesia do actualmente ausente Paul Barker], guitarras estridentes e a gritaria de Al[ien] Jourgensen [apoiado por nomes magnos da música industrial como Chris Connelly, William Rieflin ou David Ogilvie] fazem ainda hoje deste disco uma peça assustadora, grandiosa e incontornável [odeio este adjectivo].

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Em 1989 a velha ordem nascida da Segunda Guerra Mundial dava os últimos suspiros, com o momento mais simbólico a ocorrer a 9 de Novembro com a queda do infame Muro de Berlim. Em Janeiro o Japão saudava o seu novo imperador [Akihito] e as tropas cubanas começavam a retirar de Angola, falso alarme de paz em Angola, enquanto nos Estados Unidos, George Bush tomava posse como presidente e o serial killer Ted Bundy era executado na Florida; em Fevereiro, as últimas tropas soviéticas abandonavam Cabul [Afeganistão], no Paraguai caia mais uma das famosas ditaduras sul-americanas e o líder espiritual do Irão - o Ayatollah Khomeini - decretava a morte de Salman Rushdie devido aos Versículos Satânicos. Em Março o Exxon Valdez destruia a costa do Alasca, algumas semanas depois o Exército Vermelho massacrava 20 georgianos em Tbilissi e o Exército Chinês seguia-lhe o exemplo em na Praça de Tiananmen [fazendo mais vítimas, perante as câmaras de televisão] um dia depois da morte de Khomeini [Junho]. Nesse ano morreram ainda Salvador Dali, o realizador John Cassavets, o actor Laurence Olivier, a actriz Bette Davis, o maestro Herbert von Karajan, os escritores Samuel Beckett e George Simenon e os portugueses Fernando Namora e Adolfo Simões Muller [ambos escritores]. 1989 foi ainda o ano da estreia de Seinfeld, de Clube dos Poetas Mortos [vá-se lá saber porquê, o filme da vida de muita gente...], Histórias de Nova Iorque [de Woody Allen, Francis Ford Copolla e Martin Scorcese] e O Meu Pé Esquerdo [filme que deu fama a Daniel Day-Lewis]. Por cá, os dias corriam mansos e Camilo José Cela ganhava o Prémio Nobel da Literatura [o homem era galego, Galiza é menos espanhola que portuguesa, certo?!]. Eu mudava o rumo dos meus estudos académicos e em Dezembro, de férias na bela Antuérpia, via na televisão belga os cadáveres de Ceasescu e da mulher, que o Diabo os conserve em eterno tormento.

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[*] Este tema não consta na edição em LP

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quarta-feira, agosto 24, 2005

Stand-up government [cont.]

«Temos que saber que floresta queremos, de que maneira queremos organizar esse recurso fundamental. A reestruturação da floresta portuguesa está na ordem do dia e a partir de Setembro todas as energias têm que ser votada para este debate»

Jorge Sampaio, stand-up comedian e presidente da República nas horas vagas em espectáculo no Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Cívil

Stand-up government

«Isto tem que mudar. Temos de prestar contas do dinheiro gasto. E, a prazo, o que vemos é que somos os campeões dos incêndios e do número de ignições [...] Quero claramente passar a mensagem aos portugueses de que isto tem de mudar. Não haverá apoios financeiros para para replantar a floresta que foi feita aqté aqui. Não queremos mais floresta, queremos melhor floresta.»

Jaime Silva, stand-up comedian e ministro da Agricultura nas horas vagas no Público de hoje

O senhor ainda acrescentou, em jeito de punch-line, que os sistemas de incentivos vão ter em conta a selecção de espécies mais adaptadas, mais resistentes ao fogo, e vão exigir um «compromisso claro de que há uma gestão dessa floresta.»

Ano de colheita: 1973

Sabbath Bloody Sabbath, Black Sabbath
Aladdin Sane e Pin Ups, David Bowie
Paris 1919, John Cale
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Flying Teapot, Gong
Raw Power, Iggy And The Stooges
Lark's Tongues In The Aspic, King Crimson
New York Dolls, New York Dolls
Berlin, Lou Reed
Goat's Head Soup, The Rolling Stones
For Your Pleasure, Roxy Music
Closing Time, Tom Waits

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terça-feira, agosto 23, 2005

[Some of] the music that rocked my world # 10

Nick Cave & The Bad Seeds, Tender Prey [Mute Records, 1988]

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The Mercy Seat / Up Jumped The Devil / Deanna / Watching Alice / Mercy / City of Refuge / Slowly Goes The Night / Sunday's Slave / Sugar Sugar Sugar / New Morning

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Tender Prey ou Your Funeral, My Trial? Fico sempre dividido entre estas duas obras-primas do anjo negro da Austrália, mas acabo invariavelmente por escolher Tender Prey, talvez por razões sentimentais: foi o disco que serviu de base ao seu primeiro concerto em Portugal [Pavilhão Carlos Lopes em Lisboa]. The Mercy Seat, Deanna, Watching Alice, Sugar Sugar Sugar ou New Morning são clássicos absolutos na carreira de Nick Cave e poderiam figurar em qualquer best off. Em Tender Prey Nick Cave elevou a fasquia da sua obra a um ponto de difícil superação [quanto a mim, jamais o homem conseguiu editar um tão sólido conjunto de canções] e daí para a frente assinou alguns trabalhos [The Good Son ou Boatman's Call, principalmente] que eu considero pouco mais que lamentáveis se comparados com este disco [ou com Your Funeral, My Trial ou From Her To Eternity], construindo um trajecto algo irregular e regressando à boa forma apenas com Nocturama e Abbatoir Blues / The Lyre Of Orpheus.
Vi Nick Cave pela primeira vez em Dezembro de 1988 no Pavilhão Carlos Lopes [Lisboa] e mais tarde nos Coliseus do Porto [1992] e de Lisboa [1994] e, muito recentemente, em Paredes de Coura, mas na memória ficou-me sempre marcado o primeiro e nem a sua actuação em Paredes de Coura há menos de uma semana foi suficiente para macular essa memória.

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[Texto recuperado do post sobre Daydream Nation dos Sonic Youth, 21.07.2005] Este disco saiu num ano [1988] em que eu me arrastava pelas salas de aula da FLUC aprendendo o que rapidamente esqueceria e do qual recordo principalmente os concertos de Pop Dell Arte com Mão Morta e de Peter Murphy no Porto, de Woodentops em Matosinhos, de Jesus and Mary Chain e Nick Cave em Lisboa e de Duruti Column e A Certain Ratio em Coimbra. Foi ainda nesse também que conheci a então ainda fervilhante Ribeira portuense. Nesse ano os Estados Unidos eram abalados pelo escândalo Irão-Contras [que envolvia altas patentes militares como John Poindexter ou o caricato Oliver North] e George Herbert Walker Bush era eleito sucessor de Ronald Reagan; a União Soviética aceitava retirar-se do cemitério afegão após anos de luta contra os rebeldes [parece que Bin Laden andava por lá, a soldo dos... Estados Unidos]; um milhão de mortos depois, o Iraque e o Irão punham fim à guerra que os opunha; na Escócia, terroristas líbios [a soldo de Khadafi, ao que consta, agora amigo da... União Europeia] faziam explodir o voo Pan Am 103 em Lockerbie fazendo 270 mortos e no Brasil era assassinado, por encomenda de proprietários de terras na Amazónia, o activista Chico Mendes. Po cá, vivia-se ainda a euforia dos primeiros anos do cavaquismo e dos fundos estruturais da CEE que, ao que nos diziam, haveriam de fazer de Portugal um país desenvolvido e civilizado. No Verão, a 28 de Agosto, o Chiado ardia.

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