Ontem foi dia de sorteio da Liga dos Campeões e hoje há sorteio da Taça Uefa, mas não é esse o motivo deste post. Ocorre-me, nestas como em outras ocasiões, o vício que os jornalistas portugueses têm de se referir a equipas estrangeiras onde actuam jogadores portugueses como, por exemplo, o Manchester United de Cristiano Ronaldo e Carlos Queirós ou o Inter de Milão de Luís Figo. No Man United, treinado por um senhor chamado Alex Fergusson [que, não por acaso, até é "Sir"], joga gente como Gary Neville, Rio Ferdinand, Paul Scholes, Ruud van Nistelroy ou Ole Gunnar Solskjaer e no Inter, treinado por Roberto Mancini, dão pontapés na bola nomes como Francesco Toldo, Ivan Cordoba, Kily Gonzalez, Santiago Solari, Dejan Stankovic, Juan Sebastian Veron, Cristiano Zanetti ou Alvaro Recoba. Tudo jogadores de futebol de nível superior, internacionais pelas respectivas selecções, com variados troféus conquistados e, no caso do Man United, orientados por um dos maiores treinadores do mundo mas para os sempre atentos jornalistas portugueses essa malta não interessa nada. Eles querem lá saber dessa gente. O Manchester United é do Cristiano Ronaldo e do Carlos Queirós e o Inter é do Figo. E o Barcelona [que já foi do Figo, do Simão Sabrosa e do Ricardo Quaresma] é do Deco, o PSG [que já foi do Hugo Leal] é do Pauleta, o Standard Liege é do Sérgio Conceição, o Estugarda é do Fernando Meira e o Deportivo da Coruña [que já foi do Nuno Espírito Santo] é do Jorge Andrade [e por aqui me fico]. Serão esses jogadores superiores aos outros que andam por esses clubes só porque são portugueses? Sou só eu a achar esta jornalística mania irritante [para além de reveladora da pequenez de espírito que grassa por essas redacções]?














