... da coluna de links, secção de blogs, ali em baixo, à esquerda. Porque já lá estavam muitos links mortos ou inactivos.
segunda-feira, agosto 29, 2005
sexta-feira, agosto 26, 2005
Manipulação ou branqueamento [?]
Segunda notícia do Primeiro Jornal da SIC: os incêndios em Portugal. Mas numa perspectiva interessante: dizem-nos os senhores jornalista da SIC[k] que 20% dos incêndios têm origem em fogo posto. Nem uma referência aos outros 80%, os tais que têm origem na negligência. A isto, em linguagem compreensível, chama-se uma de duas coisas: ou manipulação da informação disponível ou branqueamento da negligência e incompetência generalizada que só este ano já nos custaram milhares de hectares ardidos [para além da fuligem que muitos de nós respirámos dias a fio só esta semana...]. Os jornalistas da SIC[k] chamar-lhe-ão opções editoriais. Está bem...
Ressalva: não estou a minimizar os 20% de incêndios por fogo posto, ainda que duvide que todos esses fogos sejam ateados por maluquinhos que não sabem muito bem o que andam a fazer. Há-de haver uns quantos que são ateados por, ou a mando de, gente que sabe muito bem que objectivos pretende alcançar com esses incêndios.
Enfim, negligência ou fogo posto, uma coisa é certa: praticamente 100% dos incêndios florestais têm origem criminosa.
Ressalva: não estou a minimizar os 20% de incêndios por fogo posto, ainda que duvide que todos esses fogos sejam ateados por maluquinhos que não sabem muito bem o que andam a fazer. Há-de haver uns quantos que são ateados por, ou a mando de, gente que sabe muito bem que objectivos pretende alcançar com esses incêndios.
Enfim, negligência ou fogo posto, uma coisa é certa: praticamente 100% dos incêndios florestais têm origem criminosa.
Por acaso já tinha pensado nisso...
Negligência é causa de 80% dos fogos em Portugal diz o Diário Digital e imagino que todos os outros media cá do burgo, à possível excepção da têvê do Moniz porque é capaz de lhe dar mais jeito que a maioria dos incêndios seja provocada por fogo posto...
Sempre pensei, sempre defendi e até por aqui o cheguei a escrever [mais do que uma vez, look it up, please...] que a negligência, somada à incompetência, à falta de prevenção e à péssima gestão das nossas florestas, era a principal causa dos incêndios florestais em Portugal.
Sempre pensei, sempre defendi e até por aqui o cheguei a escrever [mais do que uma vez, look it up, please...] que a negligência, somada à incompetência, à falta de prevenção e à péssima gestão das nossas florestas, era a principal causa dos incêndios florestais em Portugal.
Ainda numa de futebol
Hoje o primeiro classificado do Campeonato Nacional da Primeira Divisão [qual Super-Liga qual porra!] recebe o Futebol Clube do Porto no Estádio Municipal José Bento Pessoa. Falo da Associação Naval 1º de Maio da Figueira da Foz, cidade onde vivi e trabalhei durante três anos e pela qual acabei por desenvolver um especial carinho. E pela Naval, pois claro. Na passada semana esqueci-me de lhes desejar felicidades. Por mera curiosidade adianto que a Naval foi fundada a 1 de Maio de 1893. Sim, 1893.Adenda às adendas a Paredes de Coura
Mão amiga fez-nos chegar, via comentário, o site oficial de Woven Hand. Fica aqui. Fica aqui também o agradecimento.
Jornalismo na desportiva
Ontem foi dia de sorteio da Liga dos Campeões e hoje há sorteio da Taça Uefa, mas não é esse o motivo deste post. Ocorre-me, nestas como em outras ocasiões, o vício que os jornalistas portugueses têm de se referir a equipas estrangeiras onde actuam jogadores portugueses como, por exemplo, o Manchester United de Cristiano Ronaldo e Carlos Queirós ou o Inter de Milão de Luís Figo. No Man United, treinado por um senhor chamado Alex Fergusson [que, não por acaso, até é "Sir"], joga gente como Gary Neville, Rio Ferdinand, Paul Scholes, Ruud van Nistelroy ou Ole Gunnar Solskjaer e no Inter, treinado por Roberto Mancini, dão pontapés na bola nomes como Francesco Toldo, Ivan Cordoba, Kily Gonzalez, Santiago Solari, Dejan Stankovic, Juan Sebastian Veron, Cristiano Zanetti ou Alvaro Recoba. Tudo jogadores de futebol de nível superior, internacionais pelas respectivas selecções, com variados troféus conquistados e, no caso do Man United, orientados por um dos maiores treinadores do mundo mas para os sempre atentos jornalistas portugueses essa malta não interessa nada. Eles querem lá saber dessa gente. O Manchester United é do Cristiano Ronaldo e do Carlos Queirós e o Inter é do Figo. E o Barcelona [que já foi do Figo, do Simão Sabrosa e do Ricardo Quaresma] é do Deco, o PSG [que já foi do Hugo Leal] é do Pauleta, o Standard Liege é do Sérgio Conceição, o Estugarda é do Fernando Meira e o Deportivo da Coruña [que já foi do Nuno Espírito Santo] é do Jorge Andrade [e por aqui me fico]. Serão esses jogadores superiores aos outros que andam por esses clubes só porque são portugueses? Sou só eu a achar esta jornalística mania irritante [para além de reveladora da pequenez de espírito que grassa por essas redacções]?

Ano de colheita: 1974
Diamond Dogs, David Bowie
Burn, Deep Purple
Here Come The Warm Jets, Brian Eno
Autobahn, Kraftwerk

Rock And Roll Animal, Lou Reed
Country Life, Roxy Music
Phaedra, Tangerine Dream
Burn, Deep Purple
Here Come The Warm Jets, Brian Eno
Autobahn, Kraftwerk

Rock And Roll Animal, Lou Reed
Country Life, Roxy Music
Phaedra, Tangerine Dream
... /...
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Adendas a Paredes de Coura
Os links que ficaram a faltar [mesmo que alguns não os mereçam, chatos do caraças!] no meu Diário de Bordo sobre Paredes de Coura:
Sons & Daughters
The Stranglers
Death From Above 1979
!!! [alguém me ajuda com estes?]
Kaiser Chiefs
The Roots [nem os mencionei porque não os vi e vi-os muito ao longe e de qualquer modo não encontrei site dos senhores]
Foo Fighters
The Futureheads
Hot Hot Heat
The Arcade Fire
Queens of the Stone Age
Pixies
The National [help!]
Woven Hand
Juliete Lewis & The Licks
Vincent Gallo
Nick Cave & The Bad Seeds
Baldas: Killing Joke [cancelados]
E ainda, last but by no means the least, o site do festival
Sons & Daughters
The Stranglers
Death From Above 1979
!!! [alguém me ajuda com estes?]
Kaiser Chiefs
The Roots [nem os mencionei porque não os vi e vi-os muito ao longe e de qualquer modo não encontrei site dos senhores]
Foo Fighters
The Futureheads
Hot Hot Heat
The Arcade Fire
Queens of the Stone Age
Pixies
The National [help!]
Woven Hand
Juliete Lewis & The Licks
Vincent Gallo
Nick Cave & The Bad Seeds
Baldas: Killing Joke [cancelados]
E ainda, last but by no means the least, o site do festival
quinta-feira, agosto 25, 2005
Stand-up government [cont.]
«O urbanismo é, na maioria das câmaras, a forma mais encapotada e sub-reptícia de transferir bens públicos para a mão de privados [...] Nas mais diversas câmaras do País há projectos imobiliários que só podem ter sido aprovados por corruptos ou atrasados mentais» [...] As estruturas corporativas são hoje muito mais fortes porque têm uma aparente legitimidade democrática. Se os vereadores do Urbanismo são os coveiros da democracia, os partidos são as casas mortuárias [...] Pressões e cunhas de dezenas de pessoas, da forma mais ostensiva, inclusive a nível governamental».
Paulo Morais, stand-up comedian e vice-presidente / vereador do Urbanismo da Câmara do Porto nas horas vagas à revista Visão
Mundo blog: polémicas
Suponho que à falta de melhor assunto, um número indeterminado de blog[ue]s lançaram-se numa discussão sobre o uso do anonimato e em outra sobre o poder da blogoesfera no agendamento mediático. A Coluna entra hoje nessas discussões, que até chegaram aos jornais. Talvez porque muitos jornalistas são simultaneamente autores de blog[ue]s.
1. O autor deste blog [e não blogue, desculpem lá os puristas da língua portuguesa, perdão, Língua Portuguesa] não usa o anonimato.
2. Estou-me cagando [citando o aparentemente esquecido Ferro Rodrigues] para o agendamento mediático.
3. Era só isto. E se calhar cheguei tarde à discussão. Fica para a próxima.
1. O autor deste blog [e não blogue, desculpem lá os puristas da língua portuguesa, perdão, Língua Portuguesa] não usa o anonimato.
2. Estou-me cagando [citando o aparentemente esquecido Ferro Rodrigues] para o agendamento mediático.
3. Era só isto. E se calhar cheguei tarde à discussão. Fica para a próxima.
[Some of] the music that rocked my world # 11
Ministry, The Mind Is A Terrible Thing To Taste [Sire / WEA, 1989]

Thieves / Burning Inside / Never Believe / Cannibal Song / Breathe / So What / Test / Faith Collapsing / Dream Song [*]
.../...
No final dos anos 80 converti-me aos prazeres da fusão do industrial com o rock de feições metálicas. Principais culpados dessa conversão foram os Young Gods [primeiro] e os Ministry [logo a seguir]. Se relativamente aos Young Gods me falta[va]m palavras para descrever a relação que com eles mantenho, já com os Ministry encontro rapidamente uma: obsessão. A obsessão começou a desenhar-se com The Land Of Rape And Honey [fantástica perversão de uma expressão com que alguma América gosta de se descrever, para os mais desatentos: the land of milk and honey], consolidou-se com este The Mind Is A Terrible Thing To Taste [outra perversão, creio que de uma expressão anglo-saxónica: the mind is a terrible thing to waste] e tornou-se caso clínico com o vídeo In Case You Didn't Feel Like Showing Up [1990]. Ritmos tribais-repetitivos e.. obsessivos, um baixo cardiacamente minimal [cortesia do actualmente ausente Paul Barker], guitarras estridentes e a gritaria de Al[ien] Jourgensen [apoiado por nomes magnos da música industrial como Chris Connelly, William Rieflin ou David Ogilvie] fazem ainda hoje deste disco uma peça assustadora, grandiosa e incontornável [odeio este adjectivo].
.../...
Em 1989 a velha ordem nascida da Segunda Guerra Mundial dava os últimos suspiros, com o momento mais simbólico a ocorrer a 9 de Novembro com a queda do infame Muro de Berlim. Em Janeiro o Japão saudava o seu novo imperador [Akihito] e as tropas cubanas começavam a retirar de Angola, falso alarme de paz em Angola, enquanto nos Estados Unidos, George Bush tomava posse como presidente e o serial killer Ted Bundy era executado na Florida; em Fevereiro, as últimas tropas soviéticas abandonavam Cabul [Afeganistão], no Paraguai caia mais uma das famosas ditaduras sul-americanas e o líder espiritual do Irão - o Ayatollah Khomeini - decretava a morte de Salman Rushdie devido aos Versículos Satânicos. Em Março o Exxon Valdez destruia a costa do Alasca, algumas semanas depois o Exército Vermelho massacrava 20 georgianos em Tbilissi e o Exército Chinês seguia-lhe o exemplo em na Praça de Tiananmen [fazendo mais vítimas, perante as câmaras de televisão] um dia depois da morte de Khomeini [Junho]. Nesse ano morreram ainda Salvador Dali, o realizador John Cassavets, o actor Laurence Olivier, a actriz Bette Davis, o maestro Herbert von Karajan, os escritores Samuel Beckett e George Simenon e os portugueses Fernando Namora e Adolfo Simões Muller [ambos escritores]. 1989 foi ainda o ano da estreia de Seinfeld, de Clube dos Poetas Mortos [vá-se lá saber porquê, o filme da vida de muita gente...], Histórias de Nova Iorque [de Woody Allen, Francis Ford Copolla e Martin Scorcese] e O Meu Pé Esquerdo [filme que deu fama a Daniel Day-Lewis]. Por cá, os dias corriam mansos e Camilo José Cela ganhava o Prémio Nobel da Literatura [o homem era galego, Galiza é menos espanhola que portuguesa, certo?!]. Eu mudava o rumo dos meus estudos académicos e em Dezembro, de férias na bela Antuérpia, via na televisão belga os cadáveres de Ceasescu e da mulher, que o Diabo os conserve em eterno tormento.
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[*] Este tema não consta na edição em LP
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Thieves / Burning Inside / Never Believe / Cannibal Song / Breathe / So What / Test / Faith Collapsing / Dream Song [*]
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No final dos anos 80 converti-me aos prazeres da fusão do industrial com o rock de feições metálicas. Principais culpados dessa conversão foram os Young Gods [primeiro] e os Ministry [logo a seguir]. Se relativamente aos Young Gods me falta[va]m palavras para descrever a relação que com eles mantenho, já com os Ministry encontro rapidamente uma: obsessão. A obsessão começou a desenhar-se com The Land Of Rape And Honey [fantástica perversão de uma expressão com que alguma América gosta de se descrever, para os mais desatentos: the land of milk and honey], consolidou-se com este The Mind Is A Terrible Thing To Taste [outra perversão, creio que de uma expressão anglo-saxónica: the mind is a terrible thing to waste] e tornou-se caso clínico com o vídeo In Case You Didn't Feel Like Showing Up [1990]. Ritmos tribais-repetitivos e.. obsessivos, um baixo cardiacamente minimal [cortesia do actualmente ausente Paul Barker], guitarras estridentes e a gritaria de Al[ien] Jourgensen [apoiado por nomes magnos da música industrial como Chris Connelly, William Rieflin ou David Ogilvie] fazem ainda hoje deste disco uma peça assustadora, grandiosa e incontornável [odeio este adjectivo].
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Em 1989 a velha ordem nascida da Segunda Guerra Mundial dava os últimos suspiros, com o momento mais simbólico a ocorrer a 9 de Novembro com a queda do infame Muro de Berlim. Em Janeiro o Japão saudava o seu novo imperador [Akihito] e as tropas cubanas começavam a retirar de Angola, falso alarme de paz em Angola, enquanto nos Estados Unidos, George Bush tomava posse como presidente e o serial killer Ted Bundy era executado na Florida; em Fevereiro, as últimas tropas soviéticas abandonavam Cabul [Afeganistão], no Paraguai caia mais uma das famosas ditaduras sul-americanas e o líder espiritual do Irão - o Ayatollah Khomeini - decretava a morte de Salman Rushdie devido aos Versículos Satânicos. Em Março o Exxon Valdez destruia a costa do Alasca, algumas semanas depois o Exército Vermelho massacrava 20 georgianos em Tbilissi e o Exército Chinês seguia-lhe o exemplo em na Praça de Tiananmen [fazendo mais vítimas, perante as câmaras de televisão] um dia depois da morte de Khomeini [Junho]. Nesse ano morreram ainda Salvador Dali, o realizador John Cassavets, o actor Laurence Olivier, a actriz Bette Davis, o maestro Herbert von Karajan, os escritores Samuel Beckett e George Simenon e os portugueses Fernando Namora e Adolfo Simões Muller [ambos escritores]. 1989 foi ainda o ano da estreia de Seinfeld, de Clube dos Poetas Mortos [vá-se lá saber porquê, o filme da vida de muita gente...], Histórias de Nova Iorque [de Woody Allen, Francis Ford Copolla e Martin Scorcese] e O Meu Pé Esquerdo [filme que deu fama a Daniel Day-Lewis]. Por cá, os dias corriam mansos e Camilo José Cela ganhava o Prémio Nobel da Literatura [o homem era galego, Galiza é menos espanhola que portuguesa, certo?!]. Eu mudava o rumo dos meus estudos académicos e em Dezembro, de férias na bela Antuérpia, via na televisão belga os cadáveres de Ceasescu e da mulher, que o Diabo os conserve em eterno tormento.
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[*] Este tema não consta na edição em LP
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quarta-feira, agosto 24, 2005
Stand-up government [cont.]
«Temos que saber que floresta queremos, de que maneira queremos organizar esse recurso fundamental. A reestruturação da floresta portuguesa está na ordem do dia e a partir de Setembro todas as energias têm que ser votada para este debate»
Jorge Sampaio, stand-up comedian e presidente da República nas horas vagas em espectáculo no Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Cívil
Stand-up government
«Isto tem que mudar. Temos de prestar contas do dinheiro gasto. E, a prazo, o que vemos é que somos os campeões dos incêndios e do número de ignições [...] Quero claramente passar a mensagem aos portugueses de que isto tem de mudar. Não haverá apoios financeiros para para replantar a floresta que foi feita aqté aqui. Não queremos mais floresta, queremos melhor floresta.»
O senhor ainda acrescentou, em jeito de punch-line, que os sistemas de incentivos vão ter em conta a selecção de espécies mais adaptadas, mais resistentes ao fogo, e vão exigir um «compromisso claro de que há uma gestão dessa floresta.»
O senhor ainda acrescentou, em jeito de punch-line, que os sistemas de incentivos vão ter em conta a selecção de espécies mais adaptadas, mais resistentes ao fogo, e vão exigir um «compromisso claro de que há uma gestão dessa floresta.»
Ano de colheita: 1973
Sabbath Bloody Sabbath, Black Sabbath
Aladdin Sane e Pin Ups, David Bowie
Paris 1919, John Cale

Flying Teapot, Gong
Raw Power, Iggy And The Stooges
Lark's Tongues In The Aspic, King Crimson
New York Dolls, New York Dolls
Berlin, Lou Reed
Goat's Head Soup, The Rolling Stones
For Your Pleasure, Roxy Music
Closing Time, Tom Waits
Aladdin Sane e Pin Ups, David Bowie
Paris 1919, John Cale

Flying Teapot, Gong
Raw Power, Iggy And The Stooges
Lark's Tongues In The Aspic, King Crimson
New York Dolls, New York Dolls
Berlin, Lou Reed
Goat's Head Soup, The Rolling Stones
For Your Pleasure, Roxy Music
Closing Time, Tom Waits
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terça-feira, agosto 23, 2005
[Some of] the music that rocked my world # 10
Nick Cave & The Bad Seeds, Tender Prey [Mute Records, 1988]

The Mercy Seat / Up Jumped The Devil / Deanna / Watching Alice / Mercy / City of Refuge / Slowly Goes The Night / Sunday's Slave / Sugar Sugar Sugar / New Morning
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Tender Prey ou Your Funeral, My Trial? Fico sempre dividido entre estas duas obras-primas do anjo negro da Austrália, mas acabo invariavelmente por escolher Tender Prey, talvez por razões sentimentais: foi o disco que serviu de base ao seu primeiro concerto em Portugal [Pavilhão Carlos Lopes em Lisboa]. The Mercy Seat, Deanna, Watching Alice, Sugar Sugar Sugar ou New Morning são clássicos absolutos na carreira de Nick Cave e poderiam figurar em qualquer best off. Em Tender Prey Nick Cave elevou a fasquia da sua obra a um ponto de difícil superação [quanto a mim, jamais o homem conseguiu editar um tão sólido conjunto de canções] e daí para a frente assinou alguns trabalhos [The Good Son ou Boatman's Call, principalmente] que eu considero pouco mais que lamentáveis se comparados com este disco [ou com Your Funeral, My Trial ou From Her To Eternity], construindo um trajecto algo irregular e regressando à boa forma apenas com Nocturama e Abbatoir Blues / The Lyre Of Orpheus.
Vi Nick Cave pela primeira vez em Dezembro de 1988 no Pavilhão Carlos Lopes [Lisboa] e mais tarde nos Coliseus do Porto [1992] e de Lisboa [1994] e, muito recentemente, em Paredes de Coura, mas na memória ficou-me sempre marcado o primeiro e nem a sua actuação em Paredes de Coura há menos de uma semana foi suficiente para macular essa memória.
.../...
[Texto recuperado do post sobre Daydream Nation dos Sonic Youth, 21.07.2005] Este disco saiu num ano [1988] em que eu me arrastava pelas salas de aula da FLUC aprendendo o que rapidamente esqueceria e do qual recordo principalmente os concertos de Pop Dell Arte com Mão Morta e de Peter Murphy no Porto, de Woodentops em Matosinhos, de Jesus and Mary Chain e Nick Cave em Lisboa e de Duruti Column e A Certain Ratio em Coimbra. Foi ainda nesse também que conheci a então ainda fervilhante Ribeira portuense. Nesse ano os Estados Unidos eram abalados pelo escândalo Irão-Contras [que envolvia altas patentes militares como John Poindexter ou o caricato Oliver North] e George Herbert Walker Bush era eleito sucessor de Ronald Reagan; a União Soviética aceitava retirar-se do cemitério afegão após anos de luta contra os rebeldes [parece que Bin Laden andava por lá, a soldo dos... Estados Unidos]; um milhão de mortos depois, o Iraque e o Irão punham fim à guerra que os opunha; na Escócia, terroristas líbios [a soldo de Khadafi, ao que consta, agora amigo da... União Europeia] faziam explodir o voo Pan Am 103 em Lockerbie fazendo 270 mortos e no Brasil era assassinado, por encomenda de proprietários de terras na Amazónia, o activista Chico Mendes. Po cá, vivia-se ainda a euforia dos primeiros anos do cavaquismo e dos fundos estruturais da CEE que, ao que nos diziam, haveriam de fazer de Portugal um país desenvolvido e civilizado. No Verão, a 28 de Agosto, o Chiado ardia.
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The Mercy Seat / Up Jumped The Devil / Deanna / Watching Alice / Mercy / City of Refuge / Slowly Goes The Night / Sunday's Slave / Sugar Sugar Sugar / New Morning
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Tender Prey ou Your Funeral, My Trial? Fico sempre dividido entre estas duas obras-primas do anjo negro da Austrália, mas acabo invariavelmente por escolher Tender Prey, talvez por razões sentimentais: foi o disco que serviu de base ao seu primeiro concerto em Portugal [Pavilhão Carlos Lopes em Lisboa]. The Mercy Seat, Deanna, Watching Alice, Sugar Sugar Sugar ou New Morning são clássicos absolutos na carreira de Nick Cave e poderiam figurar em qualquer best off. Em Tender Prey Nick Cave elevou a fasquia da sua obra a um ponto de difícil superação [quanto a mim, jamais o homem conseguiu editar um tão sólido conjunto de canções] e daí para a frente assinou alguns trabalhos [The Good Son ou Boatman's Call, principalmente] que eu considero pouco mais que lamentáveis se comparados com este disco [ou com Your Funeral, My Trial ou From Her To Eternity], construindo um trajecto algo irregular e regressando à boa forma apenas com Nocturama e Abbatoir Blues / The Lyre Of Orpheus.
Vi Nick Cave pela primeira vez em Dezembro de 1988 no Pavilhão Carlos Lopes [Lisboa] e mais tarde nos Coliseus do Porto [1992] e de Lisboa [1994] e, muito recentemente, em Paredes de Coura, mas na memória ficou-me sempre marcado o primeiro e nem a sua actuação em Paredes de Coura há menos de uma semana foi suficiente para macular essa memória.
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[Texto recuperado do post sobre Daydream Nation dos Sonic Youth, 21.07.2005] Este disco saiu num ano [1988] em que eu me arrastava pelas salas de aula da FLUC aprendendo o que rapidamente esqueceria e do qual recordo principalmente os concertos de Pop Dell Arte com Mão Morta e de Peter Murphy no Porto, de Woodentops em Matosinhos, de Jesus and Mary Chain e Nick Cave em Lisboa e de Duruti Column e A Certain Ratio em Coimbra. Foi ainda nesse também que conheci a então ainda fervilhante Ribeira portuense. Nesse ano os Estados Unidos eram abalados pelo escândalo Irão-Contras [que envolvia altas patentes militares como John Poindexter ou o caricato Oliver North] e George Herbert Walker Bush era eleito sucessor de Ronald Reagan; a União Soviética aceitava retirar-se do cemitério afegão após anos de luta contra os rebeldes [parece que Bin Laden andava por lá, a soldo dos... Estados Unidos]; um milhão de mortos depois, o Iraque e o Irão punham fim à guerra que os opunha; na Escócia, terroristas líbios [a soldo de Khadafi, ao que consta, agora amigo da... União Europeia] faziam explodir o voo Pan Am 103 em Lockerbie fazendo 270 mortos e no Brasil era assassinado, por encomenda de proprietários de terras na Amazónia, o activista Chico Mendes. Po cá, vivia-se ainda a euforia dos primeiros anos do cavaquismo e dos fundos estruturais da CEE que, ao que nos diziam, haveriam de fazer de Portugal um país desenvolvido e civilizado. No Verão, a 28 de Agosto, o Chiado ardia.
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segunda-feira, agosto 22, 2005
Diário de bordo

Dia 1 [segunda feira, 15 de Agosto]: partida de Tomar na companhia do amigo L.S. às 16h00 e chegada a Paredes de Coura cerca das 20h00, com uma paragem na Mealhada para reabastecimento e cafés. Impressionante a passagem pelo concelho de Pombal completamente devastado pelos incêndios florestais.
À noite apanhamos o concerto dos Sons & Daughters que não aqueceu nem arrefeceu de tão morno [safou-se a versão de Nice'n'Sleazy dos Stranglers] e os discos de Trailer Trash e Zig Zag Warriors que apenas nos fizeram aumentar o consumo de imperiais.
Dia 2 [terça feira, 16 de Agosto]: amanhecer violento [às duas da tarde!]. Depois de algumas horas a recuperar energias e a normalizar o metabolismo, rumo à praia fluvial do Tabuão com expectativa moderada para os concertos de Death From Above 1979 e Kaiser Chiefs e expectativas elevadas para a actuação dos !!!. Vi os primeiros ao longe, confortavelmente instalado numa esplanada no topo do belo anfiteatro que acolhe o festival. Desci para os !!! que deram um dos concertos do festival [e do ano em Portugal!], superando as minhas mais optimistas expectativas e fiquei para os Kaiser Chiefs que acabaram por se revelar uma surpresa. A seguir tocaram uns tipos quaisquer de Nova Iorque [mas que gostavam de ter nascido britânicos...] e depois os Foo Fighters de Dave Grohl [o melhor que posso dizer é que o baterista é excelente... o concerto foi aborrecido]. Mais tarde ainda houve tempo para os MXPX que deveriam ter aberto o palco principal mas que acabaram por actuar no palco 2. Demasiado maus.
Dia 3 [quarta feira, 17 de Agosto]: O DIA. De Pixies, mas também de The Arcade Fire, a grande surpresa do festival, um excelente concerto a deixar água a boca. Dia ainda de The Futureheads que deram um agradável concerto e de Hot Hot Heat que não aqueceram nem arrefeceram [só com o single Goodnight aqueceram alguns ânimos]. Para muitos, este foi também o dia de Queens of the Stone Age que tocaram muito [muuuuito] alto e com um som sofrível. Não percebi a excitação em torno destes QOTSA. Fecharam a noite as vinte e tal canções - quase todas clássicos - dos Pixies. Uma verdadeira lição de como fazer e tocar rock num concerto que não apagou, mas que também não manchou, as memórias que deles tenho do Coliseu do Porto há uns 15 anos.
Dia 4 [quinta feira, 18 de Agosto]: amanhecer mais calmo que nos dias anteriores. Depois de um almoço de faca e garfo - o primeiro desde segunda feira... - rumo à praia fluvial para ser surpreendido pelos The National [ficou a vontade de os ouvir com mais atenção e de os voltar a ver num espaço mais adequado] e por Woven Hand, o projecto que substituiu Killing Joke no palco principal. Dois bons concertos antes do estrondoso erro de casting que foi a inclusão de Juliette Lewis & The Licks e do aborrecimento que foi Vincent Gallo [que me perdoem os seus admiradores]. A fechar Nick Cave & The Bad Seeds, que resolveu fazer uma espécie de concerto mais gospel que não me me impressionou. Aquele não é o Nick Cave diabólico que conheci. Mas o público [e a crítica] delirou, vá-se lá saber porquê.
Dia 5 [sexta feira, 19 de Agosto]: dia de regresso a casa [sempre na companhia do amigo L.S.], aproveitando as quatro horas de carro para comentar as incidências do festival. Chegámos a uma conclusão consensual: o problema de algumas das bandas que por lá passaram [The Bravery, The Futureheads ou Hot Hot Heat, por exemplo] é não terem mais do que uma ou duas verdadeiras canções, o que acaba por tornar os seus concertos algo aborrecidos. Problema que os Pixies, por exemplo, não têm. Por isso deram um dos melhores concertos de Paredes de Coura [a par de !!! e The Arcade Fire].
Para o ano há mais.
Lamentavelmente não conseguimos almoçar n'O Conselheiro... Fica para a próxima.
À noite apanhamos o concerto dos Sons & Daughters que não aqueceu nem arrefeceu de tão morno [safou-se a versão de Nice'n'Sleazy dos Stranglers] e os discos de Trailer Trash e Zig Zag Warriors que apenas nos fizeram aumentar o consumo de imperiais.
Dia 2 [terça feira, 16 de Agosto]: amanhecer violento [às duas da tarde!]. Depois de algumas horas a recuperar energias e a normalizar o metabolismo, rumo à praia fluvial do Tabuão com expectativa moderada para os concertos de Death From Above 1979 e Kaiser Chiefs e expectativas elevadas para a actuação dos !!!. Vi os primeiros ao longe, confortavelmente instalado numa esplanada no topo do belo anfiteatro que acolhe o festival. Desci para os !!! que deram um dos concertos do festival [e do ano em Portugal!], superando as minhas mais optimistas expectativas e fiquei para os Kaiser Chiefs que acabaram por se revelar uma surpresa. A seguir tocaram uns tipos quaisquer de Nova Iorque [mas que gostavam de ter nascido britânicos...] e depois os Foo Fighters de Dave Grohl [o melhor que posso dizer é que o baterista é excelente... o concerto foi aborrecido]. Mais tarde ainda houve tempo para os MXPX que deveriam ter aberto o palco principal mas que acabaram por actuar no palco 2. Demasiado maus.
Dia 3 [quarta feira, 17 de Agosto]: O DIA. De Pixies, mas também de The Arcade Fire, a grande surpresa do festival, um excelente concerto a deixar água a boca. Dia ainda de The Futureheads que deram um agradável concerto e de Hot Hot Heat que não aqueceram nem arrefeceram [só com o single Goodnight aqueceram alguns ânimos]. Para muitos, este foi também o dia de Queens of the Stone Age que tocaram muito [muuuuito] alto e com um som sofrível. Não percebi a excitação em torno destes QOTSA. Fecharam a noite as vinte e tal canções - quase todas clássicos - dos Pixies. Uma verdadeira lição de como fazer e tocar rock num concerto que não apagou, mas que também não manchou, as memórias que deles tenho do Coliseu do Porto há uns 15 anos.
Dia 4 [quinta feira, 18 de Agosto]: amanhecer mais calmo que nos dias anteriores. Depois de um almoço de faca e garfo - o primeiro desde segunda feira... - rumo à praia fluvial para ser surpreendido pelos The National [ficou a vontade de os ouvir com mais atenção e de os voltar a ver num espaço mais adequado] e por Woven Hand, o projecto que substituiu Killing Joke no palco principal. Dois bons concertos antes do estrondoso erro de casting que foi a inclusão de Juliette Lewis & The Licks e do aborrecimento que foi Vincent Gallo [que me perdoem os seus admiradores]. A fechar Nick Cave & The Bad Seeds, que resolveu fazer uma espécie de concerto mais gospel que não me me impressionou. Aquele não é o Nick Cave diabólico que conheci. Mas o público [e a crítica] delirou, vá-se lá saber porquê.
Dia 5 [sexta feira, 19 de Agosto]: dia de regresso a casa [sempre na companhia do amigo L.S.], aproveitando as quatro horas de carro para comentar as incidências do festival. Chegámos a uma conclusão consensual: o problema de algumas das bandas que por lá passaram [The Bravery, The Futureheads ou Hot Hot Heat, por exemplo] é não terem mais do que uma ou duas verdadeiras canções, o que acaba por tornar os seus concertos algo aborrecidos. Problema que os Pixies, por exemplo, não têm. Por isso deram um dos melhores concertos de Paredes de Coura [a par de !!! e The Arcade Fire].
Para o ano há mais.
Lamentavelmente não conseguimos almoçar n'O Conselheiro... Fica para a próxima.
sábado, agosto 20, 2005
Regresso a casa...
... depois de alguns dias no melhor festival de música português [pelo menos...]: Paredes de Coura.

Paredes de Coura by night

Paredes de Coura by night
domingo, agosto 14, 2005
Férias II
Sim, continuo de férias. A partir de amanhã em Paredes de Coura. Acabou-se portanto o descanso... Até daqui a mais alguns dias.
segunda-feira, agosto 01, 2005
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