sexta-feira, junho 17, 2005

De novo o congelador


Acho que a União Europeia está a precisar desesperadamente de um congelador [como aliás já por aqui se insinuou há uns dias, a propósito do congelamento da ratificação do Tratado Constitucional por parte do Reino Unido]. Agora é preciso congelar um cheque qualquer. Britânico, pois então...

[Some of] the music that rocked my world # 2

Bauhaus, In The Flat Field [4AD Records, 1980]
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Double Dare / In The Flat Field / A God In An Alcove / Drive / A Spy In The Cab / Small Talk Stinks / St. Vitus Dance / Stigmta Martyr / Nerves

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Os Bauhaus estreiam-se no formato longa-duração num ano que ficou em Portugal marcado pela explosão do "rock português" e por uma outra explosão que iria matar Francisco Sá Carneiro, Adelino Amaro da Costa e acompanhantes. Lá fora Ian Curtis [vocalista dos míticos Joy Division] suicidava-se, John Bonham [baterista dos gigantescos Led Zeppelin] e Bon Scott [vocalista dos "cangurus" AC/DC] bebiam até à morte e John Lennon [ex-Beatles] era assassinado em Nova Iorque. O mundo perdia ainda o grande Alfred Hitchock e o filósofo Jean-Paul Sartre. À excepção da queda do Cessna de Sá Carneiro, tudo isto me passou ao lado. Nesse ano eu transitava da escola primária [a 200 metros de casa] para o ciclo prepatório [a 10 quilómetros], o que implicou o início de uma relação de oito anos com o combóio das 8h27, passava os fins de tarde de Verão a jogar à bola [o futebol viria uns anos depois...] no adro da igreja, paredes meias com o cemitério, e o resto do dia agarrado aos clássicos da literatura juvenil [Os Cinco, os heróis de Salgari]. Com 10 / 11 anos de idade a música não era ainda uma prioridade.
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Naturalmente, só ouvi In The Flat Field uns anos depois da sua edição e nem sequer foi o primeiro disco dos Bauhaus que comprei [antes desse adquiri Burning From The Inside] mas os primeiros temas da banda de Peter Murphy, Kevin Haskins, Daniel Ash e David J que ouvi estão aqui: Double Dare, In The Flat Field e Stigmata Martyr marcaram o início de uma paixão duradoura que se reavivou há uns anos aquando da sua actuação no Pavilhão Atlântico [descobri nessa noite que ainda sabia de cor várias letras...]. Antes disso havia assistido a um concerto extraordinário de Peter Murphy [em 1988 no Rivoli do Porto], numa noite que acabou, por mero acaso, na Ribeira [no Aniki-Bóbó primeiro e no Meia-Cave depois]. Ainda hoje, mesmo raramente os ouvindo, a obra dos Bauhaus [essencialmente em vinil] ocupa um lugar priviligiado na minha discografia.

quinta-feira, junho 16, 2005

quarta-feira, junho 15, 2005

[Some of] the music that rocked my world # 1

Nota prévia: Deu-me para isto. Podia ter-me dado para pior [aguentem: isto é um blog pessoal - e meu - por isso faço aqui o que me apetecer!]. Começaram por ser dez a que acrescentei mais dez e depois mais cinco e entretanto já vai nos trinta e seis. E talvez nem pare por aí.... É uma lista de álbuns [à qual se há-de juntar outra de livros e mais uma de filmes] que, de uma forma ou de outra, agitaram algum período da minha vida. Começo com, salvo erro, o primeiro LP [long play - aqueles discos de vinil que rodavam num gira-discos a 33 rotações por minuto, para os jovens desatentos...] que comprei, teria os meus 15 anos [glup!...]. Há uma eternidade portanto.

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Bruce Springsteen, Born in the U.S.A. [CBS, 19984]



Born in the USA / Cover Me / Darlington County / Working On The Highway / Downbound Train / I'm On Fire / No Surrender / Bobby Jean / I'm Goin' Down / Glory Days / Dancing in the Dark / My Hometown

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Estávamos pois em 1984 quando saiu este álbum: televisão a cores era ainda um luxo, o telefone idem; António Variações morreria nesse ano de uma doença misteriosa; em Portugal havia salários em atraso, passava-se fome em Setúbal e ainda não tínhamos entrado na Comunidade Económica Europeia; a selecção portuguesa de futebol foi nesse ano eliminada nas meias-finais do Campeonato Europeu de futebol em França [pelo sacana do Michel Platini que valia por uma equipa toda!]; eu fazia dois quilómetros de bicicleta até à estação onde apanhava o combóio das 8h27 para ir para a escola onde a minhas colegas adoravam o George Michael [nós bem as avisávamos de que o gajo era... enfim... aquilo que se veio a conformar anos mais tarde] e uns tais de Kajagoogoo [alguém se lembra destes cromos?], concertos de bandas estrangeiras em Portugal eram uma raridade e em Novembro era lançado o Blitz, jornal que haveria de ser uma pequena revolução no panorama musical português.

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Só ouvi mais um álbum de Springsteen, por acaso anterior e superior a este - The River - em casa de um amigo de escola que tinha um irmão mais velho com uma bela colecção de discos. Foi aí - numa aldeia do Ribatejo norte, caramba! - que descobri os Ramones. Em casa de outro amigo - na altura apenas vizinho mais velho - haveria de descobrir os Rolling Stones, a Nina Hagen, algum punk rock e algum heavy metal [que na altura era tudo só rock da pesada...]. Regresso a Born In The USA: não o ouço há anos e já nem sei exactamente onde pára. Rapidamente a minha atenção iria centrar-se em outros sons, por culpa, principalmente, de António Sérgio [o homem do Som da Frente da Rádio Comercial] e, também, do Blitz.

terça-feira, junho 14, 2005

Isto era para ser uma adenda ao post anterior...

... mas acho que os números valem um post por si só.

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Marco de Canaveses [Presidente da Câmara Municipal: Avelino Ferreira Torres]
População: 52 mil habitantes
Taxa de abandono escolar: 8,3% [média nacional: 2,7%]
Taxa de saida antecipada da escola: 52,5% [média nacional: 24%]
Taxa da população sem acesso à rede de água: 76% [média nacional: 22%]
Taxa da população sem acesso à rede de esgotos: 82% [média nacional [42%]

[Dados publicados na revista Pública no passado Domingo]

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Nota: não sou de Marco de Canaveses, não moro em Marco de Canaveses, que me recorde apenas uma vez por lá passei [decerto o Marco terá os seus encantos, mas nunca calhou lá ir] e, que eu saiba, não tenho familiares, amigos ou conhecidos nesse concelho.
Tenho ainda a impressão de que este post, com números ligeiramente diferentes, se poderia aplicar a vários outros concelhos portugueses.

O crime compensará?

Em Portugal tudo indica que sim. Na política [à] portuguesa já nada me surpreende. O crime, a falta de escrúpulos, a corrupção, o tráfico de influências, a mentira, o desprezo pelas regras mais básicas de um Estado de direito democrático, e a falta de vergonha e de educação são as alavancas essenciais à progressão na carreira política.
Os exemplos abundam.
Alberto João Jardim e os seus acólitos andam há anos a fazer na Madeira e da Madeira aquilo que bêm entendem, fazendo do insulto gratuito uma - a sua - forma de estar na política. E ganham todas as eleições. Isaltino Morais saiu de um governo por motivos sobejamente conhecidos e anseia voltar à Câmara de Oeiras. E suspeito que o vai conseguir. Avelino Ferreira Torres governa há anos Marco de Canaveses e a reportagem que a Pública publicou no passado Domingo sobre aquele concelho é reveladora. Agora, e depois de uma passagem por um programa de televisão ao seu nível, candidata-se à Câmara de Amarante. E palpita-me que vai ganhar. Valentim Loureiro, homem dos sete[nta] ofícios, é arguido num processo por corrupção de árbitros e manipulação de resultados e não hesita em concorrer à Câmara de Gondomar. Aposto que ganha.
Jardim, Isaltino, Valentim e Torres são apenas quatro dos muitos exemplos que poderia desfiar.
Poderia acrescentar à lista os nomes de António Guterres e Durão Barroso [que fugiram das suas responsabilidades às primeiras dificuldades], Santana Lopes [que após alguns meses da mais desastrosa governação de que há memória regressou impávido e sereno à Câmara de Lisboa], Paulo Portas e o seu PP que andaram anos a pregar a moral, a ética e os bons costumes para agora se começarem a conhecer alguns dos seus podres durante a sua passagem pelo Poder ou até José Sócrates que encenou um drama a propósito do défice para não cumprir promessas que todos sabiam irrealistas. E, ainda assim, deram-lhe uma maioria absoluta.
Agora é Fátima Felgueiras, cujo desplante é tão imenso quanto o país para onde fugiu para não enfrentar a Justiça, que anuncia a sua candidatura à Câmara de Felgueiras. Não me admirava que ganhasse. Em Portugal, os eleitores têm os políticos que merecem. Estúpidos são os que assistindo a isto não zarpam para outras paragens. Estúpido sou eu. Que me acomodo por cá.

segunda-feira, junho 13, 2005

O prazer terá sido apenas teu, Rita

Acabo de ouvir a filha de Ferro Rodrigues despedir-se de uma edição especial na SIC Notícias [em directo da Feira do Livro] a propósito das mortes de Álvaro Cunhal e Eugénio de Andrade com um "foi um prazer apresentar esta edição especial". Sem comentários.

Que descansem em Paz

No mesmo dia Portugal viu desaparecer Eugénio de Andrade e Álvaro Cunhal: um dos nossos maiores Poetas e um dos mais marcantes políticos do nosso século XX.
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Adeus

Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.

Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;
era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes.
E eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.

Mas isso era no tempo dos segredos,
era no tempo em que o teu corpo era um aquário,
era no tempo em que os meus olhos
eram realmente peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.

Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor,
já não se passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.

Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.

Adeus.

Eugénio de Andrade

quinta-feira, junho 09, 2005

Porque será?

Hoje ouvi alguns minutos do fórum matinal da TSF e não ouvi um único ouvinte-participante manifestar-se contra o fim dos privilégios [ou regalias, mordomias ou o que lhe queiram chamar] dos políticos. Aliás, aqueles que não se manifestaram algumas reticências ao fim dos ditos cujos, foi apenas porque acham que ainda é pouco. Notei em praticamente todos os ouvintes-participantes um profundo desprezo, se não mesmo ódio, pela classe política que temos. Vasco Pulido Valente anda há anos a dizer precisamente que o "cidadão comum" odeia os seus [nossos] políticos mas parece-me que poucos o levam a sério. A minha surpresa neste momento é apenas uma: ainda há quem não perceba as razões desse ódio / desprezo?! Ah! claro... Os políticos profissionais. Esses não entendem.

terça-feira, junho 07, 2005

Inevitabilidade e incompetência

Há já pelo menos dois dias que os incêndios voltaram a ser notícia de abertura nas nossas televisões e notícia de primeira página nos nossos jornais. Nada de novo. Aliás, nem entendo porque ainda são os incêndios notícia em Portugal. É que novidade não são, certamente. Os incêndios florestais, que ano após delapidam o nosso outrora rico patrimõnio florestal, são uma INEVITABILIDADE estival fruto da INCOMPETÊNCIA das autoridades que os deviam evitar. EVITAR e não combater.
Desde domingo já houve incêndios [pelo menos] em:Ansião, Duas Igrejas, Alhadas, Penafiel, Famalicão e Vila do Conde.

segunda-feira, junho 06, 2005

O meu festival de Verão...

... vai ser em Paredes de Coura. O cartaz está a ficar um verdadeiro luxo: Kaiser Chiefs, The Bravery, Death From Above 1979, !!!, Queens of the Stone Age, Pixies, The Roots, Hot Hot Heat, Arcade Fire, Nick Cave & The Bad Seeds e Juliette Lewis & The Licks. Aguardo já com particular curiosidade as actuações de Nick Cave & The Bad Seeds [que já não vejo em concerto há uma eternidade...], !!!, Death From Above 1979 e Queens of the Stone Age. Por outro lado, não estarei no recinto quando os Pixies actuarem [um dia talvez explique porquê].

No congelador

A Coluna Vertebral conseguiu uma imagem da arca congeladora onde os Britânicos se preparam para enfiar a ratificação da Constituição Europeia.
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Parece-me bem: assim não correm o risco de que a dita cuja apodreça como aconteceu em França e na Holanda. Sempre prevenidos, estes Britânicos.

[Actualização] Por cá, com este calor tórrido que estamos a ter, também devíamos meter o processo de ratificação no congelador. Aliás, eu próprio já estive mais longe de me enfiar num congelador...

domingo, junho 05, 2005

Sim ou não?

Pergunto-me quantos eleitores portugueses terão lido isto quando chegar a hora de por cruzinha à frente do sim ou do não.

sexta-feira, junho 03, 2005

Sexo, sexo, sexo

"Se alguma coisa se pode dizer sobre a educação sexual nas escolas é que é insuficiente." [Maria de Lurdes Rodrigues, ministra da Educação, citada pelo Diário de Notícias]

Insuficiente, senhora ministra? Insuficiente??? Se alguma coisa se pode dizer sobre a educação sexual nas escola é que é virtualmente inexistente. Ainda assim, a senhora lá vai dizendo que "dada a fragilidade e inconsistência desta área do ensino" [quer ela dizer inexistência] é preciso fazer algo. E o quê? O habitual em Portugal, ou seja, "criar uma comissão que fará uma proposta de programa e, se for caso disso, o acompanhamento da sua aplicação." E já está. Cria-se uma comissão e pronto. Problema resolvido.

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O CDS-PP com toda a certeza resolveria a questão da educação sexual nas escolas de outra forma: propunha a criação de um dia nacional...

quinta-feira, junho 02, 2005

I am the God of Hellfire...

... and I bring you: FIRE! [*]

Acabo de ouvir na SIC Notícias que os comandantes dos bombeiros de Portalegre [das diversas corporações do distrito, se bem entendi] tinham hora marcada para se encontrarem com um secretário de Estado da Administração Interna. Acontece que o dito senhor estava em "reunião de trabalho" com autarcas do distrito e a sobremesa [ou os cafés...] atrasaram-se pelo que ao fim de algum tempo os comandantes foram à sua vidinha.
No rescaldo deste acontecimento, houve trocas de acusações entre os dois lados [o secretário, já com o apetite devidamente satisfeito] e os comandantes [provavelmente com a barriga a dar horas].
Não é por nada, mas se um acontecimento deste calibre [e ridiculo...] motiva esta polémica e provoca este incendiar de relações, se um secretário de Estado e os comandantes de bombeiros não se conseguem encontrar e conversar, nem quero pensar no que acontecerá em Portugal durante este Verão.

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[*] de Fire, tema de The Crazy World of Arthur Brown

I am the god of hell fire and I bring you:
Fire, I'll take you to burn.
Fire, I'll take you to learn.
I'll see you burn!
You fought hard and you saved and learned,
but all of it's going to burn.
And your mind, your tiny mind,
you know you've really been so blind.
Now 's your time burn your mind.
You're falling far too far behind.
Oh no, oh no, oh no, you gonna burn!
Fire, to destroy all you've done.
Fire, to end all you've become.
I'll feel you burn!
You've been living like a little girl,
in the middle of your little world.
And your mind, your tiny mind,
you know you've really been so blind.
Now 's your time burn your mind,
you're falling far too far behind.

Eu cá sempre gostei muito da Holanda

Só lá estive uma vez, mas fiquei apanhadinho. Adorei Amsterdam [e não foi pelo red light district nem pelos charros]. Sempre tive um fascínio pelo futebol à holandesa e até acho que Johan Cruyff é capaz de ter sido o melhor futebolista de todos os tempos. Não gosto muito de flores, mas acho as tulipas lindas e considero os moinhos holandeses muito mais bonitos que os portugueses. Também podia referir o tradicional e quase lendário liberalismo holandês, o seu nível de vida, o seu cuidado com o ambiente ou a sua capacidade empreendedora. E ontem isto.

quarta-feira, junho 01, 2005

O QUÊ???

«O CDS-PP propôs hoje a criação de um "dia mundial da criança por nascer", com o objectivo de sensibilizar a opinião pública para a necessidade de o Estado dar "protecção legal à vida humana e intra-uterina".»

Esta malta do CDS-PP não tem emenda. São uns pândegos. Ainda receei que com Ribeiro e Castro na liderança, o partido do Caldas [notem esta subtil alusão à cerâmica das Caldas...] se moderasse. Mas não. Continuam uns pândegos de primeira - os verdadeiros reis do humor nacional. Qual Herman José, qual Bruno Nogueira, quais Gatos Fedorentos! O passado, presente e futuro do humor nacional passa pelo Caldas [e por Fernando Rocha, fodasecaralhoputaquepariuestamerdatodaohocaralhoqueosfoda, já agora e porque não?!].
Eu adiro a esta ideia da criação do tal dia mundial [universal, pessoal! Devia ser universal!] e acho até que se devia criar um "dia para o espermatozoide que não chegue ao óvulo" e outro "dia para o óvulo que se recuse a receber o espermatozoide". Ou até uma espécie de "dia em memória do espermatozoide vítima da masturbação masculina".
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terça-feira, maio 31, 2005

Não me parece...

Diz o Diário Notícias que "Os portugueses são maioritariamente favoráveis a que o financiamento dos partidos seja feito totalmente por particulares, através de empresas e pessoas em nome individual [...]"
Não me parece. Tenho a sensação de que os portugueses querem é que os políticos vão trabalhar para se sustentarem a si e às suas associações recreativas o partidos ou lá como é que os gajos chamam aos grupos em que se reunem.

São as mudanças climáticas

E o aquecimento global. Segundo o Público, que cita os serviços da Comissão Europeia, o clima em Portugal piorou em Maio. Eu sinceramente não dei por nada. Pareceu-me que tivemos um mês de Maio agradável, ameno, por vezes quente, embora com alguns dias de chuva, é certo, mas a chuvinha também cá fazia alguma falta. Agora, o que acho que piorou mesmo foi a sacana da economia. E as finanças públicas. Pelo menos, a mim no final do mês sobra-me cada vez menos...

P.S.: dizem-me que clima económico é uma expressão da Economia. Pois... Não sabia. Estes economistas são uns criativos. Ele é o sentimento económico e mais o clima económico e ainda o pessimismo e a confiança. Já para não falar no andamento económico e nas tendências. Arre!

Relações de vizinhança

Acabo de ouvir que hoje é o Dia Europeu do Vizinho, uma coisa inventada em França e adoptada por Coimbra. A ideia é promover as boas relações de vizinhança. É uma boa ideia. Acho que é hoje que vou lá acima dizer à senhora do 4º Esqº que domingo de manhã não é uma boa altura para aspirar a casa e mudar a disposição dos móveis... A bem do futuro das nossas relações de vizinhança.

[E que história é esta do Dia do Não Fumador? E do Ex-fumador? Não compreendo. Deveria haver, isso ssim, um Dia do Fumador]

segunda-feira, maio 30, 2005

Os britânicos são surdos, os franceses mais espertitos

Vade retro! Segundo os ouvintes da Virgin Radio, estas são as melhores dez canções Britânicas de sempre, de todos os tempos, ever...
1. Oasis: Wonderwall
2. Queen: Bohemian Rhapsody
3. Led Zeppelin: Stairway to Heaven
4. The Beatles: Let It Be
5. John Lennon: Imagine
6. Police: Every Breath You Take
7. The Jam: Going Underground
8. Verve: Bitter Sweet Symphony
9. Robbie Williams: Angels
10. The Stranglers: Golden Brown
Enfim, é no que dá dar ao povo a liberdade de se pronunciar sobre grandes questões contemporâneas. Umas vezes acertam - o Chirac não concordará, mas pronto... - e outras nem por isso.
No meio disto tudo, só me espanta que se tenham esquecido do Elton John e da sua vela ao vento...

Racistas, os Portugueses?!

Pode lá ser!
É o que dirão muitos. Eu ando há anos a dizer que os Portugueses são profundamente racistas, mas raramente alguém concorda comigo. Admirar-me-ia se concordassem.
O José do Ma-Schamba também acha que sim [talvez sem o advérbio...] e até dá um exemplo. É um entre muitos que se poderiam dar.

Três dias ao vento

Os três dias de festival à beira-Tejo não viveram, obviamente, apenas do concerto dos New Order.

Sexta feira: emprego oblige, só cheguei ao Parque do Tejo a tempo de apanhar o final do concerto dos Incubus e não perdi nada: a pergunta / comentário feita por alguém alguns metros ao lado da mesa de som: "Qu'é esta merda?" define o que ainda vi/ouvi na perfeição. Os protugueses The Temple têm energia para dar e vender mas bem podiam arranjar um técnico de som competente e os igualmente portugueses Blasted Mechanism fizeram o habitual: um concerto competente [pergunto-me sempre o que seria desta banda sem o aparato visual...]. Os System of a Down foram esmagadores e até eu fiquei rendido. Os The Prodigy foram uma desilusão. Para Metal havia o dia de domingo e gente mais competente para o fazer...

Sábado: no palco dos "tugas" [como vários músicos portugueses disseram...] foi tudo demasiado fraquinho. Blend, Easyway e Fonzie são absolutamente vácuos e inofensivos. Boss AC é um rapper chateado com o mundo e o sistema que aborrece em vez de incendiar espiritos e Expensive Soul Jaguar Band foi uma razoável banda sonora para acompanhar o "jantar". Antes dos New Order tocaram os seus clones de Alcobaça [cujo nome me recuso a pronunciar e/ou escrever] e depois a grande fraude nacional que dá pelo nome de The Gift. Salvem-nos d[est]a música portuguesa! No palco principal, uns tais de Flipsyde tocaram o que pareceu uma eternidade, os Turbonegro foram divertidos Q.B., os The Hives petulantes e por vezes deliciosos, os Black Eyed Peas foram o sucesso que se esperava entre os adolescentes [e crianças com menos de 10 aninhos...], os New Order ditaram a sua lei e afastei-me para bem longe quando Moby começou o seu concerto.

Domingo: dia de pesos pesados. Pelo palco principal passaram Wednesday 13 que não aquecem nem arrefecem [e bem podem dizer fuck as vezes que quiserem que isso já não choca ninguém...], Mastodon [som muito confuso, demasiado alto e distorcido - e isto noutras circuntsâncias poderia ser um elogio...], Slayer [a mostrar que são provavelmente a mais letal banda de Metal ao vivo - devastadores], Iggy & The Stogges [iguais a si próprios: barulho, muito barulho, provaram mais umavez porque são unanimente considerados os avós de todo o punk rock], Audioslave [a nova coqueluche da música dita alternativa - passei ao lado] e Marilyn Manson [não me dei ao trabalho...]. Pelo palco patrocinado pela Antena 3 e pela Worten [o dos "tugas"] passaram More Than A Thousand [ao longe, muito ao longe], os sempre enérgicos Ramp [quando deixarão de lado a conversa sobre o orgulho pátrio? Ninguém é melhor ou pior só porque é português...], os Bunnyranch e os Wray Gunn [grandes líderes do rock'n'roll à moda do Mondego] e os Blind Zero [que já não vi].

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Balanço final: não fossem os concertos de New Order, Slayer e System of a Down [e pouco mais] e este Super Bock Super Rock teria sido, musicalmente, um fiasco monumental.

Também se enganam...

... e têm dúvidas. They're human, after all. Eu já suspeitava disso há uns anos, mas foi [muito] bom poder ter a confirmação. Ao vivo, sem truques nem subterfúgios. Humanos, mas superiores ao comum dos mortais.

quinta-feira, maio 26, 2005

O meu outro blog...

... faz hoje dois aninhos. Conhecem?

E a propósito desse outro blog, não resisto a recomendar um álbum que a Agenda Electrónica recomendaria: Everything Ecstatic de Four Tet [Domino Records].

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Deve ter sido, deve...

Quem por aqui passa com alguma regularidade [se é que alguém o faz], já há-de ter percebido que gosto de futebol. Hoje estou inconsolável. Depois de um dia de cão, ter-me-ia sabido bem ver a final da Champeons League - que para mim continua a ser a Taça dos Clubes Campeões Europeus - entre o Liverpool [até ontem com 4 troféus conquistados] e o AC Milan [que depois desta noite continua com 6 troféus]. Não vi. Deveres profissionais falaram mais alto. Devo ter perdido um jogo de futebol "à antiga". Os milaneses estiveram a ganhar por 3 a zero e em seis-minutos-seis [!] o Liverpool marcou três golos e levou o jogo para o prolongamento. Acabaram por ganhar no desempate por grandes penalidades. Fez-se justiça. Sem ter visto o jogo [grrr...], acho que está a ganhar um jogo por 3 a zero e se deixa apanhar, merece perder. Por outro lado, e na mesma lógica, quem recupera 3 golos de desvantagem só pode ser campeão.
Steven Gerrard, Vladimir Smicer e Xabi Alonso foram os heróis da noite. Marcaram pelo Liverpool 3 golos em 6-seis-6 minutos [entre os 54 e os 60]. Depois "daqueles" dois minutos em que, "naquela" final da Champions o Manchester United bateu o Bayern de Munique, estes devem ter sido os mais emocionantes minutos de uma final europeia. E eu não vi. Imperdoável.

quarta-feira, maio 25, 2005

And anyway...

... who the fuck cares about the economy? O Benfica é campeão e consta que os portugueses andam felizes da vida... Como aliás se previa. E só não andam mais felizes porque o Sporting deixou os russos do CSKA levar a Taça UEFA para Moscovo, o que, por outro lado, deverá ter deixado felizes os milhares de russos que cá moram e trabalham. E nestas coisas já se sabe: um trabalhador feliz é um trabalhador que produz mais e melhor. Os construtores civis também devem estar, portanto, felizes.

Cumprir promessas é bom...

... para os outros. De qualquer modo não entendo o escândalo que o anunciado aumento de impostos está [irá] provocar nos portugueses. Qual foi o primeiro ministro que cumpriu alguma vez as suas promessas? Estavam à espera de quê? De milagres?! Se era um milagre que os portugueses esperavam, talvez não devessem ter votado no socrático engenheiro. Tivessem, em alternativa, feito uma promessa à Nossa Senhora de Fátima para que ela nos ajudasse com o demoníaco défice. Afinal, a Senhora livrou-nos da maré negra do Prestige [lembram-se?] e ajudou o Benfica a ser campeão [pelo menos foi o que ouvi dizer da boca de vários adeptos que estão neste momento a caminho de Fátima].
Enfim, moral da história [mais uma vez...]: em campanha fazem-se promessas, no governo não se cumprem. A ver se desta aprendemos.

quarta-feira, maio 18, 2005

Não é um pássaro, não é um avião...

... e também não é o Super-Homem. É o Homem-Bala. Se forem para os lados de Leiria não deixem de passar pela loja do Homem-Bala. Tem t-shirts, pins, agendas, blocos de notas e outras inutilidade que dá sempre gosto ter e abriu há menos de uma semana. [Não] por acaso sou amigo do trio de donos [já agora, também sócios na M104 Design de Tomar], mas a loja vale a pena a visita.

[Este post é capaz de me valer um pinzito...]

Em Leiria também valem a pena uma visitinha a Suey Comics [banda desenhada], a Arquivo [livraria, galeria de exposições e mini-café], a Alquimia [discos] o Abadia [restaurante-bar]. E não, não sou amigo dos donos.

Não deixem o caneco ir embora!

Hoje bem podem falar do défice, das férias do Zé Manel no iate do grego, dos sobreiros do Guedes e do Pinheiro, da candidatura do Cavaco ou dos amuos e birras do menino-guerreiro que ninguém está a ouvir.
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Como há dois anos Portugal se concentrou em Sevilha e o ano passado em Gelsenkirschen, hoje só interessa o que se vai passar mais logo em Lisboa.
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O caneco já está no Estádio de Alvalade há algum tempo. Não o deixem ir para Moscovo.
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[Símbolos do
Sporting Clube de Portugal de 1907 a 1913, 1956 a 1964 e o actual, respectivamente]

sábado, maio 14, 2005

Realidade paralela

Andam para aí a dizer e a escrever que a Académica perdeu 4 a 0 com um tal de Moreirense... Não sei de nada. Nem sequer é possível que tal tenha acontecido. Acho até que a Briosa nem joga este fim de semana...

sexta-feira, maio 13, 2005

Pontapés na bola [finalmente uma boa ideia,,,]

Um jornalista da SIC Notícias acaba de afirmar que os dirigentes do Benfica deram ordens à tabacaria do hotel onde a sua equipa de futebol se encontra em estágio para que não fossem vendidos jornais desportivos aos seus jogadores. Parece-me uma excelente ideia. Aconteça o que acontecer, amanhã Vieira e Veiga já não poderão culpar a comunicação social. E, por outro lado, sempre poupam aos jogadores o desgaste psicológico que a leitura das declarações dos dirigentes habitualmente provoca. Oxalá todos seguissem este pedagógico exemplo dos dirigentes benfiquistas [e quando digo "dirigentes benfiquistas", não me estou naturalmente a referir a Veiga, que esse é dirigente do Benfica mas adepto do FêCêPê...].

quinta-feira, maio 12, 2005

Nostalgias [hoje sem qualquer relação com Coimbra]...

A onda nostálgica [também não era preciso exagerar...] que tem assolado este blog desde terça-feira, hoje [noutro local] deu-me para isto. Ik? Mux! [for electronic music lovers only]

P.S.: não detestam posts com overdoses de links?!

Falaram e...

... mais valia terem ficado caladinhos.

1. Acabo de ouvir na TSF o "insuspeito" Paulo Portas classificar Abel Pinheiro e Luís Nobre Guedes de "pessoas insuspeitas". Há aqui qualquer coisa que não bate certo. Uma coisa é que todos sejamos inocentes até prova em contrário - parece que é esse um dos princípios base do nosso sistema jurídico. Outra, diria completamente diversa, é todos - ou alguns - sermos "pessoas insuspeitas".
Acontece que as autoridades que tratam de assuntos tão suculentos como tráfico de influências, corrupção e outras minudências não concordam com Paulo Portas e acham que Guedes e Pinheiro são até potenciais culpados de algumas "irregularidades"...

2. Um idiota que a Igreja Católica teve o azar de ordenar padre produziu umas declarações absolutamente inqualificáveis sobre o assassínio de Vanessa Pereira [cinco anos, encontrada morta nas águas do rio Douro]: «Matar uma pessoa no seio materno é mais grave do que matar uma pessoa que não se pode defender. Uma menina de cinco anos pode reagir, pode chorar, queixar-se».
Não quero entrar em polémicas sobre o aborto ou os maus tratos a menores [homicídios incluidos]. Porém, e citando o nestas matérias insuspeito Manuel Villas-Boas [comentador de assuntos religiosos da TSF], o que o idiota disse é «enormidade que ofende a condição humana [...] Não haverá nenhuma religião que possa estabelecer esta diferença na morte de uma criança». "Enormidade" será o minímo a dizer sobre o que Domingos Oliveira, pároco de Lordelo do Douro, disse.

P.S.: direito e teologia são matérias nas quais sou absolutamente leigo e se calhar também eu deveria ter ficado "caladinho", evitando cair na tentação tão portuguesa de produzir opiniões sobre tudo e mais alguma coisa, mas enfim... Já está, já está e um blog [também] é feito destas coisas.
P.S.: Só mais uma coisa, [na minha opinião] Domingos Oliveira se não é uma besta, disfarça muito bem,

quarta-feira, maio 11, 2005

Ainda Coimbra

Dos cinco anos que permaneci em Coimbra retenho com particular carinho a memória do primeiro concerto dos imensos Young Gods em Portugal. Foi na Broadway, onde dificlmente entraria não fossem os Young Gods, já nem sei bem em que ano [88? 89? 90?]. Se bem lembro, não seriam muito mais de cinquenta os espectadores, mas de alguns lembro-me eu bem: o Paulo [parceiro / cumplice de aventuras várias e desmandos sortidos na cidade], a Paula [que agora deve ser professora numa escola qualquer], a Olga [a pessoa mais excêntrica da cidade na altura e que me iniciou na música industrial] e um gajo do qual nunca soube o nome e que gravou o concerto. Na Broadway só voltei a entrar mais uma vez [para assistir a um outro concerto, de uns franceses chamados The Grief, aos quais perdi o rasto]. Os Young Gods conquistaram-me para a vida.
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Num cantinho da memória quase ao lado desse, está o magnífico concerto dos Duruti Column de Vini Reily no TAGV [Teatro Académico Gil Vicente para os não-iniciados...] em Maio de 1988 do qual ainda para aí andam as duas cassetes que gravei [era a minha fase bootleger...]. E no mesmo ano os A Certain Ratio e a Anamar junto ao rio, quando os concertos no Parque eram no Parque mesmo, no meio das árvores, antes de mudarem para o parque de estacionamento e depois para o outro lado do rio.
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What the fuck is...

Tráfico de influências?
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terça-feira, maio 10, 2005

Coimbra, 1987 - 1992

Durante cinco anos "vivi" na cidade de Coimbra. Durante cinco anos passei ao lado das tradições universitárias: nunca tive traje académico, não participei em latadas, queimas das fitas, serenatas ou rasganços, nunca gostei de fado de Coimbra e nunca praxei ou fui praxado. Segundo alguns colegas da altura, não tinha "espírito académico". Nunca os desmenti. Não, eu nunca tive "esse" espírito académico.
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A "minha" Coimbra nesses cinco anos foi a Coimbra do Moçambique e do Académico [quando o primeiro fechou], do States e das sessões de cinema numa sala minúscula nas traseiras da Associação, das conversas nas longas tardes da FLUC em substituição das idas às aulas e dos jogos de king e poker de dados no bar da FLUC, ou das bifanas no Mija-Cão. Foi também a Coimbra dos M'as Foice, banda mítica da cidade de finais dos anos 80 [existiram de 87 a 91] que odiava, com profunda devoção, a cidade dos doutores, das capas e batinas, da praxe e dos trajes académicos.
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O Blitz fez-me recordar hoje esses cinco estranhos anos na cidade de Coimbra, que acabei por aprender a amar à minha maneira. Com o Blitz de hoje foi colocado à venda um álbum que reune gravações dos M'as Foice. Lá estão os três grandes clássicos underground Cu Nimbriga dos Morcegos [os morcegos eram / são os estudantes de negro trajar], Coca Cola Billy [retrato sonoro do Moçambique] ou Yuppie Yupie Lá Lá Lá. Lá está uma banda sonora alternativa para as memórias que alguns guardamos de finais dos anos 80, princípios dos 90.

Mais informação sobre a "outra" Coimbra que vai existindo e resistindo e sobre os M'as Foice em Jhaergio [http://www.jhaergio.com]

domingo, maio 08, 2005

sexta-feira, maio 06, 2005

Ah... Como é belo o fair play!

Deve ser mesmo verdade: Co Adriaanse, treinador do AZ Alkmaar, é o próximo treinador do F.C. Porto. A prova: o homem veio hoje dizer que o golo de Miguel Garcia é ilegal porque foi marcado com o ombro [com o ombro, não é falta, acho e, mesmo assim, aquele golo é mais golo que o golo que levou o Liverpool à final da Champions League]. Já anda a treinar as acusações às equipas de arbitragem para a próxima época. Ou isso ou então esteve à conversa com Dias da Cunha...
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Não sei se o senhor já comentou o penalti não assinalado sobre o mesmo Miguel Garcia [e consequente cartão que ficou por mostrar] ou o jogo violento de um tal de Van Galen [que chegou a agredir João Moutinho].
Estranho: ainda ontem o mesmo senhor dava os parabéns ao Sporting, dizia que até à final ia ser adepto do Sporting e desejava que o Sporting ganhasse esse jogo. O que se passou?

Aviso à navegação:linguagem imprópria

Aqui em baixo há alguns posts com linguagem que pode ferir ouvidos mais "sensíveis" ou "puritanos". Os termos que poderão ferir susceptibilidades são "Isaltino Morais" e "Valentim Loureiro"... Só para que conste e para que não digam que não avisei.

Foda-se! Deve ser por isto que não sofro de stress...

A Teoria do Foda-se aqui, onde cheguei através deste post na Normalidade Pública.

What the fuck is a...

Valentim Loureiro?
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What the fuck is an...

Isaltino Morais?
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quinta-feira, maio 05, 2005

Nunca perder soube tão bem

Ou outra forma de dizer: há derrotas que sabem melhor que algumas vitórias.

[Emblema do Sporting Clube de Portugal em 1963, quando ganhou a entretanto extinta Taça das Taças]

Yet another post on football...

Logo à noite o Sporting joga - com o AZ Alkmar - a possibilidade de estar presente na final da Taça UEFA [a 18 de Maio no seu próprio estádio].

Espero que a malta orientada por José Peseiro faça um jogo ao nível de alguns que já fez este ano [Benfica, Feyenord, Newcastle, Middlesborough, por exemplo]. E se lá chegarem - à final - será um feito espantoso para o futebol português. Senão repare-se: o F.C. Porto esteve [e ganhou] na final da Taça UEFA em 2003, na final da Liga dos Campeões em 2004, venceu a Taça Intercontinental em 2004 e disputou por duas vezes [e perdeu] a Supertaça Europeia; a selecção portuguesa de futebol esteve [e perdeu - que raiva! - para uma equipa de toscos caceteiros que não sabem jogar à bola] na final do Campeonato Europeu de Futebol em 2004. E não me esqueço que há dois anos o Boavista esteve também nas meias-finais da Taça UEFA. Se o Sporting lá chegar - e vencer - estes serão os três anos mais brilhantes do futebol português a nível internacional [e já nem será preciso invocar os feitos de Figo, Rui Costa, Paulo Sousa ou José Mourinho ao serviço de clubes estrangeiros - e digo isto sem ponta de nacionalismo ou patriotismo].
Se tivessemos esta produtividade cá dentro - no futebol e em outras áreas - não estaríamos com certeza no último lugar da União Europeia [ah pois... ainda há dez países atrás de nós, mas palpita-me que será por pouco tempo...].

Porto de honra

O mês de Maio começa em grande: Laurie Anderson actua amanhã e depois no [Teatro Nacional de São João]. Um excelente pretexto para uma viagem ao Porto.
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Se lhe juntar uma passagem pela
Agência, outra pela Matéria Prima, outra ainda pelos Maus Hábitos [Alexandre Soares e Vítor Rua vão lá tocar no Sábado] e uma francesinha num sítio que eu cá sei [queriam...] , temos uma bela receita para um fim de semana quase perfeito. Nem peço mais nada.

Eu já suspeitava...







American Cities That Best Fit You:



60% New York City

60% Philadelphia

55% Chicago

50% Honolulu

50% Miami


Não sou muito dado a estas coisas que pululam por aí, mas de vez em quando acho-lhes piada. Nova Iorque, Filadélfia e Chicago, entendo muito bem. Já Honolulu e Miami... Não percebo a lógica. Definitivamente Nova Iorque.