sábado, julho 16, 2005
Por acaso...
... a moto-serra também faz um belo estrago. Notoriamente para fanáticos do Texas Chainsaw Massacre. Claro que isto pode ser tentado em qualquer site e com variadas armas de destruição massiva. Até mesmo num inútil blog...Try it.
sexta-feira, julho 15, 2005
Desastres na Net
Netdisaster. Divirtam-se a arruinar sites. Eu dei cabo do portal do governo... Com tomates. E não só...

Tenho pena dos lisboetas [provocação]
Em Outubro vão escolher entre o marido de Bábá Guimarães e aquele senhor que substituiu o menino-guerreiro enquanto este esteve entretido a desgovernar o país. Claro que há outros candidatos, mas a escolha vai ser entre estes dois. Como não vão escolher José Sá Fernandes, depois não venham queixar-se, que nessa altura eu encolherei os ombros e pensarei: "Cada um tem aquilo que merece." [*]. E entre o marido da tv personality e o substituto venha o diabo e escolha [**].
Como o lamento.
[*] O mesmo poderia dizer de Amarante, Oeiras, Matosinhos ou até da Madeira...
[**] O substituto tem pelo menos a vantagem de não andar, que eu saiba, a espalhar alarvidades pela Internet. Já é um começo.
Como o lamento.
[*] O mesmo poderia dizer de Amarante, Oeiras, Matosinhos ou até da Madeira...
[**] O substituto tem pelo menos a vantagem de não andar, que eu saiba, a espalhar alarvidades pela Internet. Já é um começo.
Trinta mil
Ouvi ontem que este ano já arderam 30 mil hectares de floresta em Portugal. Trinta mil. 30 ooo. Trinta. Mil.
O equivalente a trinta mil campos de futebol. Não será já suficiente?
O equivalente a trinta mil campos de futebol. Não será já suficiente?

[Update: a propósito de incêndios florestais, prevenção e combate, consultar o sempre lúcido Estrago da Nação]
quinta-feira, julho 14, 2005
Reencontros
1. Com Frank Zappa. Cruzei-me esporadicamente com Zappa ao longo dos anos mas, confesso, nunca lhe prestei a atenção devida. Nas últimas semanas tenho desenvolvido uma espécie de obsessão pelo artista.
2. Com um antigo professor. Um dos melhores professores que tive, com um sentido de humor apuradíssimo, é um Casmurro militante. E autor de um dos melhores blogs portugueses. E continua com o humor apuradíssimo.
3. Com Sherlock Holmes [e o romance policial]. Devorei os relatos do seu caro Watson há uns anos. Agora, por culpa do Público via Um Estudo em Vermelho [colecção 9mm], ando novamente obcecado por detectives, assassinos e mulheres fatais.
4. Com Nick Cave. Já por aqui referi este reencontro. Devorei os seus trabalhos até Tender Prey. Depois disso, e apesar de Henry's Dream e Let Love In não serem exactamente maus discos, foi sempre a descer. Reencontrei o australiano mais negro do planeta em Abattoir Blues / The Lyre of Orpheus. Acho que até já lhe perdoei as pieguices de The Good Son ou de The Boatman's Call...
5. [Update: imperdoável esquecimento, mas vindo de um devorador de electrónicas até se compreende, não se perdoa mas compreende-se...] Com o Rock. Não o reencontrei nos Strokes, Interpol ou Killers. Já nos The White Stripes [finalmente convenceram-me...], Yeah Yeah Yeahs [idem idem " "], The Kills, !!! e mais recentemente, nos Art Brut, Arcade Fire, Sleater-Kinney, M83 e Mobius Band o rock palpita e teima em não morrer. Louve-se-lhe a resistência.
2. Com um antigo professor. Um dos melhores professores que tive, com um sentido de humor apuradíssimo, é um Casmurro militante. E autor de um dos melhores blogs portugueses. E continua com o humor apuradíssimo.
3. Com Sherlock Holmes [e o romance policial]. Devorei os relatos do seu caro Watson há uns anos. Agora, por culpa do Público via Um Estudo em Vermelho [colecção 9mm], ando novamente obcecado por detectives, assassinos e mulheres fatais.
4. Com Nick Cave. Já por aqui referi este reencontro. Devorei os seus trabalhos até Tender Prey. Depois disso, e apesar de Henry's Dream e Let Love In não serem exactamente maus discos, foi sempre a descer. Reencontrei o australiano mais negro do planeta em Abattoir Blues / The Lyre of Orpheus. Acho que até já lhe perdoei as pieguices de The Good Son ou de The Boatman's Call...
5. [Update: imperdoável esquecimento, mas vindo de um devorador de electrónicas até se compreende, não se perdoa mas compreende-se...] Com o Rock. Não o reencontrei nos Strokes, Interpol ou Killers. Já nos The White Stripes [finalmente convenceram-me...], Yeah Yeah Yeahs [idem idem " "], The Kills, !!! e mais recentemente, nos Art Brut, Arcade Fire, Sleater-Kinney, M83 e Mobius Band o rock palpita e teima em não morrer. Louve-se-lhe a resistência.
quarta-feira, julho 13, 2005
Os mortos "deles" valem menos que os "nossos"
1. Hoje morreram quase três dezenas de pessoas em Bagdad na sequência de mais um atentado contra as tropas norte-americanas. Só que os mortos e os feridos são quase todos iraquianos. E crianças. Menos de uma semana depois das bombas de Londres, quantos minutos, quantos directos houve nas televisões ocidentais? Os mortos "deles", mesmo que sejam crianças, valem menos que os "nossos".
2. Segundo o Público morreram 24 crianças e 18 ficaram feridas. Já para a BBC "At least 26 Iraqis, almost all of them children, have been killed [...]" enquanto a "insuspeita" Al Jazeera diz que "Up to 27 people, including seven children, have been killed and at least 18 wounded by a car bomb in Baghdad [...]". A realidade é variável.
2. Segundo o Público morreram 24 crianças e 18 ficaram feridas. Já para a BBC "At least 26 Iraqis, almost all of them children, have been killed [...]" enquanto a "insuspeita" Al Jazeera diz que "Up to 27 people, including seven children, have been killed and at least 18 wounded by a car bomb in Baghdad [...]". A realidade é variável.
[Some of] the music that rocked my world # 5
Mão Morta, Mutantes S. 21 [Fungui, 1992]


Lisboa [Por Entre as Sombras e o Lixo] / Amesterdão [Have Big Fun] / Budapeste [Sempre a Rock & Rollar] / Barcelona [Encontrei-a na Plaza Real] / Marraquexe [Pç. das Moscas Mortas] / Berlim [Morreu a Nove] / Paris [Amour A Mort] / Istambul [Um Grito] / Shambalah [O Reino da Luz]
.../...
Este foi o primeiro disco, digamos, conceptual dos Mão Morta, banda que ainda não fez [não sabe fazer?] um mau disco. Mutantes S. 21 é um álbum de cidades, ou melhor, um álbum de histórias citadinas transformadas em canções. Este é um disco de ambientes diversos, reflexo das cidades, das histórias e personagens que o percorrem. com partida em Lisboa e chegada a Shambalah [cidade imaginária, porto de abrigo, cidade-salvação talvez], os Mão Morta viajam por algumas das cidades míticas contando histórias nas quais o submundo e a decadência são o denominador comum. Este é também um disco onde os Mão Morta abordam diversas linguagens musicais dando-lhes uma personalidade própria e adaptando-as à sua própria [e muito personalizada] linguagem / estética [por exemplo, o refrão de Lisboa recorda-me sempre o rock'n'roll sujo dos Motörhead, Budapeste convoca os Velvet Underground, Paris tem nítidas influências de algum metal mais extremo]. Não acho que este seja o melhor álbum da carreira da banda de Adolfo Luxúria Caníbal, mas ainda hoje é o disco pelo qual nutro maior carinho. Vá-se lá saber porquê.
Dos Mão Morta já conhecia os trabalhos anteriores [a K7 Mão Morta e os álbuns Mão Morta, Corações Felpudos, O.D. Rainha do Rock & Crawl] e haveria de ouvir todos os seguintes e são a banda que mais vezes vi ao vivo, em diversos locais e diferentes situações. Nunca, mas nunca, me desiludiram. Nunca lhes ouvi um mau disco, nunca vi um mau concerto [e assisti a alguns verdadeiramente extraordinários]. Recordo particularmente uma noite memorável no Rivoli do Porto, num concerto com os Pop Dell'Arte, que também por aqui irão passar [*], em 1988 [um ano de grandes estreias para mim: Peter Murphy no Rivoli, The Woodentops em Matosinhos, Jesus and Mary Chain e Nick Cave & The Bad Seeds, ambos no Pavilhão do Restelo].
.../...
1992, ano da edição de Mutantes S. 21, foi pessoalmente um ano de mudanças radicais: em Setembro saí de Coimbra, comecei a trabalhar [em Fornos de Algodres!] e em Dezembro [a 15] concluí a minha licenciatura. Nesse mesmo ano desaparecia a Jugoslávia; nos Estados Unidos o serial killer Jeffrey Dahmer, o boxeur Mike Tyson, o mafioso John Gotti e o o ex-líder do Panamá Manuel Noriega eram condenados a penas de prisão enquanto os polícias que espancaram Rodney King eram absolvidos, o que levaria a vários dias de motins em Los Angeles, Bill Clinton derrota George Bush e Ross Perot na presidenciais e no Brasil Fernando Collor de Melo abandonava a presidência por corrupção; no Reino Unido, Isabel II declarava 1992 annus horribilis [devido aos variados escândalos que ao longo desse ano abalaram a monarquia]. Este foi ainda o ano em que a Igreja Católica pediu desculpas pelo processo da Inquisção contra de Galileu Galilei. Por cá, continuava a esbanjar-se os milhões da Comunidade Europeia e Cavaco Silva ainda acreditava no "p'ogresso" e num "novo homem portugês".
.../...
[*] Talvez nessa altura evoque algumas das memórias que guardo desse concerto.
.../...
Este foi o primeiro disco, digamos, conceptual dos Mão Morta, banda que ainda não fez [não sabe fazer?] um mau disco. Mutantes S. 21 é um álbum de cidades, ou melhor, um álbum de histórias citadinas transformadas em canções. Este é um disco de ambientes diversos, reflexo das cidades, das histórias e personagens que o percorrem. com partida em Lisboa e chegada a Shambalah [cidade imaginária, porto de abrigo, cidade-salvação talvez], os Mão Morta viajam por algumas das cidades míticas contando histórias nas quais o submundo e a decadência são o denominador comum. Este é também um disco onde os Mão Morta abordam diversas linguagens musicais dando-lhes uma personalidade própria e adaptando-as à sua própria [e muito personalizada] linguagem / estética [por exemplo, o refrão de Lisboa recorda-me sempre o rock'n'roll sujo dos Motörhead, Budapeste convoca os Velvet Underground, Paris tem nítidas influências de algum metal mais extremo]. Não acho que este seja o melhor álbum da carreira da banda de Adolfo Luxúria Caníbal, mas ainda hoje é o disco pelo qual nutro maior carinho. Vá-se lá saber porquê.
Dos Mão Morta já conhecia os trabalhos anteriores [a K7 Mão Morta e os álbuns Mão Morta, Corações Felpudos, O.D. Rainha do Rock & Crawl] e haveria de ouvir todos os seguintes e são a banda que mais vezes vi ao vivo, em diversos locais e diferentes situações. Nunca, mas nunca, me desiludiram. Nunca lhes ouvi um mau disco, nunca vi um mau concerto [e assisti a alguns verdadeiramente extraordinários]. Recordo particularmente uma noite memorável no Rivoli do Porto, num concerto com os Pop Dell'Arte, que também por aqui irão passar [*], em 1988 [um ano de grandes estreias para mim: Peter Murphy no Rivoli, The Woodentops em Matosinhos, Jesus and Mary Chain e Nick Cave & The Bad Seeds, ambos no Pavilhão do Restelo].
.../...
1992, ano da edição de Mutantes S. 21, foi pessoalmente um ano de mudanças radicais: em Setembro saí de Coimbra, comecei a trabalhar [em Fornos de Algodres!] e em Dezembro [a 15] concluí a minha licenciatura. Nesse mesmo ano desaparecia a Jugoslávia; nos Estados Unidos o serial killer Jeffrey Dahmer, o boxeur Mike Tyson, o mafioso John Gotti e o o ex-líder do Panamá Manuel Noriega eram condenados a penas de prisão enquanto os polícias que espancaram Rodney King eram absolvidos, o que levaria a vários dias de motins em Los Angeles, Bill Clinton derrota George Bush e Ross Perot na presidenciais e no Brasil Fernando Collor de Melo abandonava a presidência por corrupção; no Reino Unido, Isabel II declarava 1992 annus horribilis [devido aos variados escândalos que ao longo desse ano abalaram a monarquia]. Este foi ainda o ano em que a Igreja Católica pediu desculpas pelo processo da Inquisção contra de Galileu Galilei. Por cá, continuava a esbanjar-se os milhões da Comunidade Europeia e Cavaco Silva ainda acreditava no "p'ogresso" e num "novo homem portugês".
.../...
[*] Talvez nessa altura evoque algumas das memórias que guardo desse concerto.
terça-feira, julho 12, 2005
Cenas soltas
Incomunicável
Passe o exagero, mas a verdade é que só quando o perdemos nos apercebemos o quanto dele dependemos. Falo, naturalmente, do telemóvel. Não faço ideia onde o larguei, mas tenho a certeza que está lá em casa. O pior é que já procurei em todo o lado - até numa divisão onde não entrava há três dias! - e nada. Raisparta o sacana do telemóvel! Quando te encontrar vais janela fora...
Praia
Passei o fim de semana na costa alenteja, num pedaço de costa alentejana que ainda vai resistindo à destruição dos "promotores imobiliários" com a cumplicidade criminosa das autarquias locais. Adiante.
Domingo, meio da tarde, numa praia praticamente deserta com centenas de metros de areal. A minha leitura é interrompida pela chegada de uma família - pai, mãe, filho e namorada - à praia. Escolhem o seu poiso: três metros à minha frente. Três metros! Há centenas de metros quadrados livres no areal mas esta família deve gostar do calor humano e planta-se três metros à minha frente. Se queriam calor humano porque não foram para a Caparica, que diabo? [Nem falo do volume sonoro utilizado pelo jovem e pela namorada nas suas conversas - alto, MUITO ALTO]
Eu até gosto de ir à praia. O que eu não suporto são estas pessoas.
Cinema
Ontem à noite fui ao cinema. O filme [Sin City] nem é mau, ainda que fique algo abaixo das expectativas e não fuja muito às novelas gráficas [Sin City de Frank Miller] nas quais se baseia. Até aqui tudo bem.
Passo por cima do desconforto das cadeiras da sala [ao fim de meia hora sentado já não sei em que posição me hei-de sentar para aliviar as dores nas costas] e do cheiro a pipocas. Algumas filas atrás de mim um grupo de quatro ou cinco adolescentes insiste em comentar em voz alta - MUITO ALTA - diversas cenas, personagens e ocorrências. Pagaram bilhete, estão de férias, têm direito a divertir-se e a comentar o que passa no ecrã, não é?
Eu gosto muito de ir ao cinema e nem me importo de aguentar o desconforto das cadeiras. O que eu não suporto são estas pessoas.
Água
Regresso do cinema e passo por uma rotunda - uma das variadas, inúteis e injustificadas rotundas que o "meu" autarca resolveu espalhar pela minha cidade [Tomar]. Passam alguns minutos da meia noite e a relva da rotunda está a ser regada. A relva e o alcatrão. Fico, mais uma vez chocado. Com o exemplo que vem de cima. O país debate-se com uma seca como eu não me lembro de ter vivido, fazem-se apelos mais ou menos regulares à poupança de água e o "meu" autarca constrói rotundas - inúteis e injustificadas - que manda cobrir de relva que tem de ser regada com a água que não há. E nem falo do dinheiro - do meu dinheiro - que foi deitado à rua com estas obras [inúteis e injustificadas].
Eu até gosto - e muito - da minha cidade. O que eu não suporto são estas pessoas que assim a governam.
Passe o exagero, mas a verdade é que só quando o perdemos nos apercebemos o quanto dele dependemos. Falo, naturalmente, do telemóvel. Não faço ideia onde o larguei, mas tenho a certeza que está lá em casa. O pior é que já procurei em todo o lado - até numa divisão onde não entrava há três dias! - e nada. Raisparta o sacana do telemóvel! Quando te encontrar vais janela fora...
Praia
Passei o fim de semana na costa alenteja, num pedaço de costa alentejana que ainda vai resistindo à destruição dos "promotores imobiliários" com a cumplicidade criminosa das autarquias locais. Adiante.
Domingo, meio da tarde, numa praia praticamente deserta com centenas de metros de areal. A minha leitura é interrompida pela chegada de uma família - pai, mãe, filho e namorada - à praia. Escolhem o seu poiso: três metros à minha frente. Três metros! Há centenas de metros quadrados livres no areal mas esta família deve gostar do calor humano e planta-se três metros à minha frente. Se queriam calor humano porque não foram para a Caparica, que diabo? [Nem falo do volume sonoro utilizado pelo jovem e pela namorada nas suas conversas - alto, MUITO ALTO]
Eu até gosto de ir à praia. O que eu não suporto são estas pessoas.
Cinema
Ontem à noite fui ao cinema. O filme [Sin City] nem é mau, ainda que fique algo abaixo das expectativas e não fuja muito às novelas gráficas [Sin City de Frank Miller] nas quais se baseia. Até aqui tudo bem.
Passo por cima do desconforto das cadeiras da sala [ao fim de meia hora sentado já não sei em que posição me hei-de sentar para aliviar as dores nas costas] e do cheiro a pipocas. Algumas filas atrás de mim um grupo de quatro ou cinco adolescentes insiste em comentar em voz alta - MUITO ALTA - diversas cenas, personagens e ocorrências. Pagaram bilhete, estão de férias, têm direito a divertir-se e a comentar o que passa no ecrã, não é?
Eu gosto muito de ir ao cinema e nem me importo de aguentar o desconforto das cadeiras. O que eu não suporto são estas pessoas.
Água
Regresso do cinema e passo por uma rotunda - uma das variadas, inúteis e injustificadas rotundas que o "meu" autarca resolveu espalhar pela minha cidade [Tomar]. Passam alguns minutos da meia noite e a relva da rotunda está a ser regada. A relva e o alcatrão. Fico, mais uma vez chocado. Com o exemplo que vem de cima. O país debate-se com uma seca como eu não me lembro de ter vivido, fazem-se apelos mais ou menos regulares à poupança de água e o "meu" autarca constrói rotundas - inúteis e injustificadas - que manda cobrir de relva que tem de ser regada com a água que não há. E nem falo do dinheiro - do meu dinheiro - que foi deitado à rua com estas obras [inúteis e injustificadas].
Eu até gosto - e muito - da minha cidade. O que eu não suporto são estas pessoas que assim a governam.
Era uma vez...
... um arrastão. Dir-me-ão que Diana Andringa é suspeita, que é uma "esquerdista", ainda por cima consta que com ligações ao BdE, sempre disposta a explicar, compreender e perdoar os crimes - reais ou imaginários - das minorias étnicas. Dir-me-ão que a televisão mostrou e que sim senhor houve um arrastão em Carcavelos. Dir-me-ão que há fotos e testemunhos e comunicados da PSP [entretanto desmentidos pela própria PSP...]. Dir-me-ão o que quiserem. A mim parece-me que Diana Andringa, sózinha, já deu mais provas de profissionalismo, de deontologia profissional e de ética do que as nossas televisões juntas. Vale a pena conferir em Era Uma Vez Um Arrastão.
segunda-feira, julho 11, 2005
sexta-feira, julho 08, 2005
Vou fugir...
... hoje ao fim da tarde. Para o sul que ainda não foi destruido. Ainda não são as férias, apenas um aperitivo. Volto no domingo à noite.
Já tenho [mais] leitura para as férias
Já por aqui tinha revelado dois dos livros que vão "de férias" comigo. Também levarei "de férias" alguns da nova colecção do Público. Eu até sempre fui um ávido leitor de policiais.
quinta-feira, julho 07, 2005
O terror novamente

Terror blasts rock London
London reels from multiple rush-hour terror blasts
London rocked by explosions
Blasts hit London Underground, buses
Una cadena de atentados sacude los transportes públicos de Londres
Londres frappée par une série d'explosions meurtrières dans les transports
Explosões em Londres fazem pelo menos dois mortos e 90 feridos
Dutzende Tote und Verletzte
????? ?????? ??????? ?????????? ? ???????
Explosie in Londense City
????? ???? ???????: ?????? ??????
Seja qual for a língua, o horror. Sem perdão.
Subscrever:
Mensagens (Atom)





