
terça-feira, junho 28, 2005
Lixo virtual
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É um acumular de tralha inútil que só visto... Como a imagem abaixo, por exemplo. Anda tanta gente a desenvolver as tecnologias da informação e da comunicação [as TICs, não confundir com tiques...] para que os internautas andem a trocar imagens destas...
É um acumular de tralha inútil que só visto... Como a imagem abaixo, por exemplo. Anda tanta gente a desenvolver as tecnologias da informação e da comunicação [as TICs, não confundir com tiques...] para que os internautas andem a trocar imagens destas...
Tanta algazarra por nada
Anda por aí um burburinho ensurdecedor a propósito das incorrecções [erros?] nas contas do orçamento rectificativo apresentado pelo governo socrático à Assembleia da República [na sexta feira, às 23h00...]. Não entendo a razão de tanto barulho. Pelo menos desde os tempos de Miguel Cadilhe - nos governos de Cavaco Silva - que ouço falar de erros, incorrecções e cálculos mal feitos nas contas públicas apresentadas por todos os [des]governos cá da terrinha [*]. Qual é a novidade? Qual é a surpresa? Onde está a notícia?

[*] E só consigo recuar até Cadilhe porque antes disso tinha outras prioridades na vida e não lia jornais nem via noticiários. Quando se é um puto imberbe há coisas bem mais interessantes na vida que orçamentos, défices, balanças comerciais e outras brincadeiras de economistas.

[Aposto que o senhor da foto também não percebe...]
[*] E só consigo recuar até Cadilhe porque antes disso tinha outras prioridades na vida e não lia jornais nem via noticiários. Quando se é um puto imberbe há coisas bem mais interessantes na vida que orçamentos, défices, balanças comerciais e outras brincadeiras de economistas.
Morning sickness [*]
Tenho por hábito ligar a televisão pela manhã, antes de sair de casa. Normalmente espreito a RTP e a SIC Notícias para saber as primeiras novidades. Hoje escapou-me o dedo sobre o comando para a estação dirigida pelo marido de Manuela "Olá Eu" Moura "Sou A" Guedes. Apanho a notícia da explosão de ontem à noite na Rua de Santa Catarina no Porto, com direito ao inevitável directo do local e às mais que escusadas entrevistas com os mirones de ocasião. Em escassos minutos a jovem repórter [?] consegue deixar-me à beira do vómito. Primeiro "entrevistou" uma familiar das vítimas mortais. Depois entrevistou uma senhora que só ali estava porque "queria ver", à qual resolveu perguntar se já alguma vez tinha acontecido algo de semelhante naqueles prédios... Finalmente a jovem "repórter" termina, dizendo que no local apenas se encontra uma retroescavadora da Cãmara do Porto. No estúdio o pivot recebe a emissão dizendo que se "continua à espera que alguém se digne vir explicar o que aconteceu" [cito de memória]. Regresso à SIC Notícias que entretanto já havia terminado o intervalo para a publicidade. Vejo Rui Rio, presidente da Câmara do Porto, a prestar os esclarecimentos possíveis [declarações gravadas durante a noite anterior]. Vejo o comandante de uma corporação de bombeiros [suponho que os Sapadores, mas não garanto] portuense explicar o que é possível explicar [declarações gravadas na noite anterior também]. Conclusão: além do já usual vómito a que José Eduardo Moniz gosta de chamar jornalismo, a TVI acrescenta agora a mentira deliberada ao seu trabalho.
[*] Tradução livre: enjoo matinal; tradução heavy: vómito matinal
P.S.: Não há em Portugal entidades que vigiam e punem os desvios ético-deontológicos dos jornalistas? Ou será que essas entidades não têm jurisdição sobre os patrões, administradores e assalariados da TVI? É que realmente, considerar jornalismo aquilo que a TVI faz é um exagero descomunal...
[*] Tradução livre: enjoo matinal; tradução heavy: vómito matinal
P.S.: Não há em Portugal entidades que vigiam e punem os desvios ético-deontológicos dos jornalistas? Ou será que essas entidades não têm jurisdição sobre os patrões, administradores e assalariados da TVI? É que realmente, considerar jornalismo aquilo que a TVI faz é um exagero descomunal...
sábado, junho 25, 2005
Play list for a friend... [private joke]
Bob Marley - I Shot The Sheriff
Body Count - Cop Killer
Guns'n'Roses - Shotgun Blues
Rage Against The Machine - Bullet in the Head
Smashing Pumpkins - Bullet With Butterfly Wings
Duran Duran - Of Crime and Passion
Motorhead - Ain't My Crime
Slayer - Criminally Insane
Fun Lovin' Criminals - Crime and Punishment
Judas Priest - Breaking The Law
The Prodigy - Their Law
Anthrax - I Am The Law
Sonny Curtis & The Crickets - I Fought The Law
Black Sabbath - Guilty As Hell
dEUS - Guilty Pleasures
Classix Nouveau - Guilty
Guano Apes - Innocent Greed
Therapy? - Innocent X
Nick Cave & The Bad Seeds - Wanted Man
Fear Factory - Scapegoat
Nailbomb - Police Truck
Sepultura - Polícia
Mão Morta - Bófia
Leonard Cohen - Jazz Police
Whitesnake - Judgement Day
Napalm Death - Judicial Slime
Sonic Youth - Justice Is Might
Led Zeppelin - Gallow's Pole
Elvis Presley - Jailhouse Rock
Johnny Cash - Folsom Prison Bues
Thin Lizzy - Jailbreak
Metallica - Escape
Queen - I Want To Break Free
Saxon - Set Me Free
Helloween - Cry For Freedom
Alice Cooper - Freedom
Nina Hagen - Freedom Fighter
Deep Purple - Cry Free
Iron Maiden - Running Free
The Beatles- Free As A Bird
Lenny Kravitz - Freedom Train
T-Rex - Free Angel
The Soup Dragons - I'm Free
Morphine - I'm Free Now
Frank Zappa - Absolutely Free
W.A.S.P. - Forever Free
The Clash - Stay Free
Sex Pistols - Holidays in the Sun
Rolling Stones - Going Home
Sérgio Godinho - Liberdade
Body Count - Cop Killer
Guns'n'Roses - Shotgun Blues
Rage Against The Machine - Bullet in the Head
Smashing Pumpkins - Bullet With Butterfly Wings
Duran Duran - Of Crime and Passion
Motorhead - Ain't My Crime
Slayer - Criminally Insane
Fun Lovin' Criminals - Crime and Punishment
Judas Priest - Breaking The Law
The Prodigy - Their Law
Anthrax - I Am The Law
Sonny Curtis & The Crickets - I Fought The Law
Black Sabbath - Guilty As Hell
dEUS - Guilty Pleasures
Classix Nouveau - Guilty
Guano Apes - Innocent Greed
Therapy? - Innocent X
Nick Cave & The Bad Seeds - Wanted Man
Fear Factory - Scapegoat
Nailbomb - Police Truck
Sepultura - Polícia
Mão Morta - Bófia
Leonard Cohen - Jazz Police
Whitesnake - Judgement Day
Napalm Death - Judicial Slime
Sonic Youth - Justice Is Might
Led Zeppelin - Gallow's Pole
Elvis Presley - Jailhouse Rock
Johnny Cash - Folsom Prison Bues
Thin Lizzy - Jailbreak
Metallica - Escape
Queen - I Want To Break Free
Saxon - Set Me Free
Helloween - Cry For Freedom
Alice Cooper - Freedom
Nina Hagen - Freedom Fighter
Deep Purple - Cry Free
Iron Maiden - Running Free
The Beatles- Free As A Bird
Lenny Kravitz - Freedom Train
T-Rex - Free Angel
The Soup Dragons - I'm Free
Morphine - I'm Free Now
Frank Zappa - Absolutely Free
W.A.S.P. - Forever Free
The Clash - Stay Free
Sex Pistols - Holidays in the Sun
Rolling Stones - Going Home
Sérgio Godinho - Liberdade

sexta-feira, junho 24, 2005
Já tenho leitura para as férias [mas daqui até lá...]
Isto, claro, se resistir à leitura de dois dos livros já escolhidos antes que elas cheguem... Porque daqui até aos 10 dias em que me vou esconder num recanto que eu cá sei [e não divulgo...] ainda falta taaaanto tempo.


Depois desses dias a recarregar baterias também já sei onde vou gastar muita energia... Mas isso eu já tinha divulgado.

quinta-feira, junho 23, 2005
Por outro lado...
... estou triste com o facto de os Açores já não fazerem parte de Portugal. Por muitas razões. Enfim, espero que se transformem rapidamente num próspero Estado.
A quem gostava de dar os parabéns pela independência era a Alberto João Jardim e à sua Madeira e isso não tem nada que ver com a primeira página do Público de hoje ["Dívida pública da Madeira duplica em dois anos"]... Mas lá que a independência da Madeira era uma boa contribuição para a redução do défice português... Fica a sugestão.
A quem gostava de dar os parabéns pela independência era a Alberto João Jardim e à sua Madeira e isso não tem nada que ver com a primeira página do Público de hoje ["Dívida pública da Madeira duplica em dois anos"]... Mas lá que a independência da Madeira era uma boa contribuição para a redução do défice português... Fica a sugestão.
Saudações à República Açoreana
A Região Autónoma dos Açores já não o é. Soube logo pela manhã que Os Açores são agora um Estado independente de Portugal. Pelo menos é o que infiro da declaração de Maria de Lurdes Rodrigues, ministra portuguesa da Educação, sobre uma decisão de um tribunal - o Tribunal Administrativo de Ponta Delgada - açoreano: "[a decisão] não respeita à república portuguesa, portanto não respeita ao nosso sistema."
As minhas saudações ao novo Estado.
As minhas saudações ao novo Estado.
quarta-feira, junho 22, 2005
Ainda o défice
Neste momento a SIC Notícias dá conta de mais um dos incêndios que assolam o país [este é em Vila Flor]. Alguém contabilizou já quanto o Estado poderia poupar se não gastasse todos os anos os milhões que gasta a combater os "inevitáveis" incêndios florestais, que só são inevitáveis devido à incompetência generalizada? Eu que não sou economista [cruzes-canhoto!] imagino que esses milhões abatidos na despesa pública devem representar para aí umas décimas no défice...
[Entretanto a SIC Notícias já mudou de assunto: está a falar de... um incêndio em Malveira da Serra].
[Entretanto a SIC Notícias já mudou de assunto: está a falar de... um incêndio em Malveira da Serra].
Claro, claro.... Agora os sacrifícios tocam a todos...
[Ainda a propósito do post anterior]
Não me fodam! Toca-me a mim e aos do costume. Alguém está a ver, por exemplo, a banca e os seguros a fazer um sacrificiozito pelo bem da nação?... Então não!
Demagógico, eu? Seja. Mas ao fim de tantos anos a sacrificar-me - a pagar impostos que outros com maiores rendimentos que eu nunca pagaram nem nunca pagarão e depois de ter pago boa parte do meu curso enquanto outros com maiores rendimentos que a minha família não pagaram - acho que tenho uma pontinha de direito à indignação. E até a ser, quiçá, demagógico.
Sacrifícios? Repito: não me fodam!
Não me fodam! Toca-me a mim e aos do costume. Alguém está a ver, por exemplo, a banca e os seguros a fazer um sacrificiozito pelo bem da nação?... Então não!
Demagógico, eu? Seja. Mas ao fim de tantos anos a sacrificar-me - a pagar impostos que outros com maiores rendimentos que eu nunca pagaram nem nunca pagarão e depois de ter pago boa parte do meu curso enquanto outros com maiores rendimentos que a minha família não pagaram - acho que tenho uma pontinha de direito à indignação. E até a ser, quiçá, demagógico.
Sacrifícios? Repito: não me fodam!
Para a fogueira, já!
Sente-se por aí uma sanha persecutória contra os funcionários públicos em geral e os professores em particular feita de algumas verdades, variadas injustiças, múltiplas meias-verdades, diversos equívocos e muitas mentiras. Lendo e ouvindo alguns opinion-makers e diferentes wanna-be opinion-makers [que são muito lidos lá no bairro e no escritório], fica-se com a ideia que os únicos responsáveis pela degradada situação económico-financeira a que o país chegou são os funcionários públicos e os professores.
Nada a apontar aos políticos que anos a fio foram engordando o Estado criando, aliás, inventando cargos para os seus inúmeros clientes. Nada a apontar aos políticos [nacionais, regionais e locais] que construiram mamarrachos e elefantes brancos por todo o lado, desbaratando os milhões que a União Europeia por cá despejou para que o país modernizasse as suas infra-estruturas e solidificasse a sua economia.
Nada a apontar aos empresários, muito liberais e muito a favor da livre-iniciativa, que receberam milhões da UE para que modernizassem as suas empresas e aumentassem a produtividade mas que, em vez disso, compraram automóveis de luxo e construiram palácios.
Nada a apontar aos profissionais liberais que não declaram, nem de perto nem de longe. o que recebem ao fisco, espoliando o Estado em milhões e milhões de euros todos os anos. Nada a apontar aos que, anos a fio, têm permitido que tal aconteça.
Nada a apontar a ninguém. Excepto aos "chulos" da função pública e aos professores, essa corja de ladrões acomodados que vive à custa dos desgraçados que pagam impostos.
Nada a apontar aos políticos que anos a fio foram engordando o Estado criando, aliás, inventando cargos para os seus inúmeros clientes. Nada a apontar aos políticos [nacionais, regionais e locais] que construiram mamarrachos e elefantes brancos por todo o lado, desbaratando os milhões que a União Europeia por cá despejou para que o país modernizasse as suas infra-estruturas e solidificasse a sua economia.
Nada a apontar aos empresários, muito liberais e muito a favor da livre-iniciativa, que receberam milhões da UE para que modernizassem as suas empresas e aumentassem a produtividade mas que, em vez disso, compraram automóveis de luxo e construiram palácios.
Nada a apontar aos profissionais liberais que não declaram, nem de perto nem de longe. o que recebem ao fisco, espoliando o Estado em milhões e milhões de euros todos os anos. Nada a apontar aos que, anos a fio, têm permitido que tal aconteça.
Nada a apontar a ninguém. Excepto aos "chulos" da função pública e aos professores, essa corja de ladrões acomodados que vive à custa dos desgraçados que pagam impostos.
F-A-N-T-Á-S-T-I-C-O!
Este texto escapou-me. Saiu no Jornal de Notícias [Caderno Centro] de ontem. Podem lê-lo aqui. Alguém se deu ao trabalho [serviço público, diria...] de o transcrever.
Deveria ser leitura obrigatória para qualquer cidadão português [ou até de qualquer outro país desta Europa cada vez menos unida...].
[Leiam o texto. Perceberão porque soletri o título do presente post...]
Deveria ser leitura obrigatória para qualquer cidadão português [ou até de qualquer outro país desta Europa cada vez menos unida...].
[Leiam o texto. Perceberão porque soletri o título do presente post...]
É uma questão de Fé
A Comissão Europeia não acredita que Portugal consiga reduzir o demoníaco défice para limites razoáveis - os tais 3%. Eu diria que José Sócrates e o governo - e todos os que têm um módico de senso - também não acreditam que o governo seja capaz de o fazer. Parece-me, contudo, que Sócrates e o ministro das Finanças têm Fé que o milagre aconteça. Já eu - e, pelos vistos, a Comissão Europeia também - não sou muito dado a estas coisas da Fé e dos milagres.
terça-feira, junho 21, 2005
segunda-feira, junho 20, 2005
Não percebi...
A senhora ministra da Educação disse ontem que conta com o sentido de responsabilidade dos professores para que os exames nacionais decorram com normalidade. Deve ser por isso que convocou todos os professores para garantirem os serviços mínimos...
sexta-feira, junho 17, 2005
De novo o congelador

Acho que a União Europeia está a precisar desesperadamente de um congelador [como aliás já por aqui se insinuou há uns dias, a propósito do congelamento da ratificação do Tratado Constitucional por parte do Reino Unido]. Agora é preciso congelar um cheque qualquer. Britânico, pois então...
[Some of] the music that rocked my world # 2
Bauhaus, In The Flat Field [4AD Records, 1980]

Double Dare / In The Flat Field / A God In An Alcove / Drive / A Spy In The Cab / Small Talk Stinks / St. Vitus Dance / Stigmta Martyr / Nerves
.../...
Os Bauhaus estreiam-se no formato longa-duração num ano que ficou em Portugal marcado pela explosão do "rock português" e por uma outra explosão que iria matar Francisco Sá Carneiro, Adelino Amaro da Costa e acompanhantes. Lá fora Ian Curtis [vocalista dos míticos Joy Division] suicidava-se, John Bonham [baterista dos gigantescos Led Zeppelin] e Bon Scott [vocalista dos "cangurus" AC/DC] bebiam até à morte e John Lennon [ex-Beatles] era assassinado em Nova Iorque. O mundo perdia ainda o grande Alfred Hitchock e o filósofo Jean-Paul Sartre. À excepção da queda do Cessna de Sá Carneiro, tudo isto me passou ao lado. Nesse ano eu transitava da escola primária [a 200 metros de casa] para o ciclo prepatório [a 10 quilómetros], o que implicou o início de uma relação de oito anos com o combóio das 8h27, passava os fins de tarde de Verão a jogar à bola [o futebol viria uns anos depois...] no adro da igreja, paredes meias com o cemitério, e o resto do dia agarrado aos clássicos da literatura juvenil [Os Cinco, os heróis de Salgari]. Com 10 / 11 anos de idade a música não era ainda uma prioridade.
.../...
Naturalmente, só ouvi In The Flat Field uns anos depois da sua edição e nem sequer foi o primeiro disco dos Bauhaus que comprei [antes desse adquiri Burning From The Inside] mas os primeiros temas da banda de Peter Murphy, Kevin Haskins, Daniel Ash e David J que ouvi estão aqui: Double Dare, In The Flat Field e Stigmata Martyr marcaram o início de uma paixão duradoura que se reavivou há uns anos aquando da sua actuação no Pavilhão Atlântico [descobri nessa noite que ainda sabia de cor várias letras...]. Antes disso havia assistido a um concerto extraordinário de Peter Murphy [em 1988 no Rivoli do Porto], numa noite que acabou, por mero acaso, na Ribeira [no Aniki-Bóbó primeiro e no Meia-Cave depois]. Ainda hoje, mesmo raramente os ouvindo, a obra dos Bauhaus [essencialmente em vinil] ocupa um lugar priviligiado na minha discografia.

Double Dare / In The Flat Field / A God In An Alcove / Drive / A Spy In The Cab / Small Talk Stinks / St. Vitus Dance / Stigmta Martyr / Nerves
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Os Bauhaus estreiam-se no formato longa-duração num ano que ficou em Portugal marcado pela explosão do "rock português" e por uma outra explosão que iria matar Francisco Sá Carneiro, Adelino Amaro da Costa e acompanhantes. Lá fora Ian Curtis [vocalista dos míticos Joy Division] suicidava-se, John Bonham [baterista dos gigantescos Led Zeppelin] e Bon Scott [vocalista dos "cangurus" AC/DC] bebiam até à morte e John Lennon [ex-Beatles] era assassinado em Nova Iorque. O mundo perdia ainda o grande Alfred Hitchock e o filósofo Jean-Paul Sartre. À excepção da queda do Cessna de Sá Carneiro, tudo isto me passou ao lado. Nesse ano eu transitava da escola primária [a 200 metros de casa] para o ciclo prepatório [a 10 quilómetros], o que implicou o início de uma relação de oito anos com o combóio das 8h27, passava os fins de tarde de Verão a jogar à bola [o futebol viria uns anos depois...] no adro da igreja, paredes meias com o cemitério, e o resto do dia agarrado aos clássicos da literatura juvenil [Os Cinco, os heróis de Salgari]. Com 10 / 11 anos de idade a música não era ainda uma prioridade.
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Naturalmente, só ouvi In The Flat Field uns anos depois da sua edição e nem sequer foi o primeiro disco dos Bauhaus que comprei [antes desse adquiri Burning From The Inside] mas os primeiros temas da banda de Peter Murphy, Kevin Haskins, Daniel Ash e David J que ouvi estão aqui: Double Dare, In The Flat Field e Stigmata Martyr marcaram o início de uma paixão duradoura que se reavivou há uns anos aquando da sua actuação no Pavilhão Atlântico [descobri nessa noite que ainda sabia de cor várias letras...]. Antes disso havia assistido a um concerto extraordinário de Peter Murphy [em 1988 no Rivoli do Porto], numa noite que acabou, por mero acaso, na Ribeira [no Aniki-Bóbó primeiro e no Meia-Cave depois]. Ainda hoje, mesmo raramente os ouvindo, a obra dos Bauhaus [essencialmente em vinil] ocupa um lugar priviligiado na minha discografia.
quinta-feira, junho 16, 2005
Surpresa!
Rato Mickey candidata-se à Câmara Municipal de Lisboa!

Era esta a "surpresa" que Ribeiro e Castro tinha anunciado há umas semanas. Surpreendente, de facto.

Era esta a "surpresa" que Ribeiro e Castro tinha anunciado há umas semanas. Surpreendente, de facto.
quarta-feira, junho 15, 2005
[Some of] the music that rocked my world # 1
Nota prévia: Deu-me para isto. Podia ter-me dado para pior [aguentem: isto é um blog pessoal - e meu - por isso faço aqui o que me apetecer!]. Começaram por ser dez a que acrescentei mais dez e depois mais cinco e entretanto já vai nos trinta e seis. E talvez nem pare por aí.... É uma lista de álbuns [à qual se há-de juntar outra de livros e mais uma de filmes] que, de uma forma ou de outra, agitaram algum período da minha vida. Começo com, salvo erro, o primeiro LP [long play - aqueles discos de vinil que rodavam num gira-discos a 33 rotações por minuto, para os jovens desatentos...] que comprei, teria os meus 15 anos [glup!...]. Há uma eternidade portanto.
.../...
Bruce Springsteen, Born in the U.S.A. [CBS, 19984]
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Bruce Springsteen, Born in the U.S.A. [CBS, 19984]

Born in the USA / Cover Me / Darlington County / Working On The Highway / Downbound Train / I'm On Fire / No Surrender / Bobby Jean / I'm Goin' Down / Glory Days / Dancing in the Dark / My Hometown
.../...
Estávamos pois em 1984 quando saiu este álbum: televisão a cores era ainda um luxo, o telefone idem; António Variações morreria nesse ano de uma doença misteriosa; em Portugal havia salários em atraso, passava-se fome em Setúbal e ainda não tínhamos entrado na Comunidade Económica Europeia; a selecção portuguesa de futebol foi nesse ano eliminada nas meias-finais do Campeonato Europeu de futebol em França [pelo sacana do Michel Platini que valia por uma equipa toda!]; eu fazia dois quilómetros de bicicleta até à estação onde apanhava o combóio das 8h27 para ir para a escola onde a minhas colegas adoravam o George Michael [nós bem as avisávamos de que o gajo era... enfim... aquilo que se veio a conformar anos mais tarde] e uns tais de Kajagoogoo [alguém se lembra destes cromos?], concertos de bandas estrangeiras em Portugal eram uma raridade e em Novembro era lançado o Blitz, jornal que haveria de ser uma pequena revolução no panorama musical português.
.../...
Só ouvi mais um álbum de Springsteen, por acaso anterior e superior a este - The River - em casa de um amigo de escola que tinha um irmão mais velho com uma bela colecção de discos. Foi aí - numa aldeia do Ribatejo norte, caramba! - que descobri os Ramones. Em casa de outro amigo - na altura apenas vizinho mais velho - haveria de descobrir os Rolling Stones, a Nina Hagen, algum punk rock e algum heavy metal [que na altura era tudo só rock da pesada...]. Regresso a Born In The USA: não o ouço há anos e já nem sei exactamente onde pára. Rapidamente a minha atenção iria centrar-se em outros sons, por culpa, principalmente, de António Sérgio [o homem do Som da Frente da Rádio Comercial] e, também, do Blitz.
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Estávamos pois em 1984 quando saiu este álbum: televisão a cores era ainda um luxo, o telefone idem; António Variações morreria nesse ano de uma doença misteriosa; em Portugal havia salários em atraso, passava-se fome em Setúbal e ainda não tínhamos entrado na Comunidade Económica Europeia; a selecção portuguesa de futebol foi nesse ano eliminada nas meias-finais do Campeonato Europeu de futebol em França [pelo sacana do Michel Platini que valia por uma equipa toda!]; eu fazia dois quilómetros de bicicleta até à estação onde apanhava o combóio das 8h27 para ir para a escola onde a minhas colegas adoravam o George Michael [nós bem as avisávamos de que o gajo era... enfim... aquilo que se veio a conformar anos mais tarde] e uns tais de Kajagoogoo [alguém se lembra destes cromos?], concertos de bandas estrangeiras em Portugal eram uma raridade e em Novembro era lançado o Blitz, jornal que haveria de ser uma pequena revolução no panorama musical português.
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Só ouvi mais um álbum de Springsteen, por acaso anterior e superior a este - The River - em casa de um amigo de escola que tinha um irmão mais velho com uma bela colecção de discos. Foi aí - numa aldeia do Ribatejo norte, caramba! - que descobri os Ramones. Em casa de outro amigo - na altura apenas vizinho mais velho - haveria de descobrir os Rolling Stones, a Nina Hagen, algum punk rock e algum heavy metal [que na altura era tudo só rock da pesada...]. Regresso a Born In The USA: não o ouço há anos e já nem sei exactamente onde pára. Rapidamente a minha atenção iria centrar-se em outros sons, por culpa, principalmente, de António Sérgio [o homem do Som da Frente da Rádio Comercial] e, também, do Blitz.
terça-feira, junho 14, 2005
Isto era para ser uma adenda ao post anterior...
... mas acho que os números valem um post por si só.
.../...
Marco de Canaveses [Presidente da Câmara Municipal: Avelino Ferreira Torres]
População: 52 mil habitantes
Taxa de abandono escolar: 8,3% [média nacional: 2,7%]
Taxa de saida antecipada da escola: 52,5% [média nacional: 24%]
Taxa da população sem acesso à rede de água: 76% [média nacional: 22%]
Taxa da população sem acesso à rede de esgotos: 82% [média nacional [42%]
[Dados publicados na revista Pública no passado Domingo]
.../...
Nota: não sou de Marco de Canaveses, não moro em Marco de Canaveses, que me recorde apenas uma vez por lá passei [decerto o Marco terá os seus encantos, mas nunca calhou lá ir] e, que eu saiba, não tenho familiares, amigos ou conhecidos nesse concelho.
Tenho ainda a impressão de que este post, com números ligeiramente diferentes, se poderia aplicar a vários outros concelhos portugueses.
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Marco de Canaveses [Presidente da Câmara Municipal: Avelino Ferreira Torres]
População: 52 mil habitantes
Taxa de abandono escolar: 8,3% [média nacional: 2,7%]
Taxa de saida antecipada da escola: 52,5% [média nacional: 24%]
Taxa da população sem acesso à rede de água: 76% [média nacional: 22%]
Taxa da população sem acesso à rede de esgotos: 82% [média nacional [42%]
[Dados publicados na revista Pública no passado Domingo]
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Nota: não sou de Marco de Canaveses, não moro em Marco de Canaveses, que me recorde apenas uma vez por lá passei [decerto o Marco terá os seus encantos, mas nunca calhou lá ir] e, que eu saiba, não tenho familiares, amigos ou conhecidos nesse concelho.
Tenho ainda a impressão de que este post, com números ligeiramente diferentes, se poderia aplicar a vários outros concelhos portugueses.
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