quinta-feira, maio 12, 2005

Nostalgias [hoje sem qualquer relação com Coimbra]...

A onda nostálgica [também não era preciso exagerar...] que tem assolado este blog desde terça-feira, hoje [noutro local] deu-me para isto. Ik? Mux! [for electronic music lovers only]

P.S.: não detestam posts com overdoses de links?!

Falaram e...

... mais valia terem ficado caladinhos.

1. Acabo de ouvir na TSF o "insuspeito" Paulo Portas classificar Abel Pinheiro e Luís Nobre Guedes de "pessoas insuspeitas". Há aqui qualquer coisa que não bate certo. Uma coisa é que todos sejamos inocentes até prova em contrário - parece que é esse um dos princípios base do nosso sistema jurídico. Outra, diria completamente diversa, é todos - ou alguns - sermos "pessoas insuspeitas".
Acontece que as autoridades que tratam de assuntos tão suculentos como tráfico de influências, corrupção e outras minudências não concordam com Paulo Portas e acham que Guedes e Pinheiro são até potenciais culpados de algumas "irregularidades"...

2. Um idiota que a Igreja Católica teve o azar de ordenar padre produziu umas declarações absolutamente inqualificáveis sobre o assassínio de Vanessa Pereira [cinco anos, encontrada morta nas águas do rio Douro]: «Matar uma pessoa no seio materno é mais grave do que matar uma pessoa que não se pode defender. Uma menina de cinco anos pode reagir, pode chorar, queixar-se».
Não quero entrar em polémicas sobre o aborto ou os maus tratos a menores [homicídios incluidos]. Porém, e citando o nestas matérias insuspeito Manuel Villas-Boas [comentador de assuntos religiosos da TSF], o que o idiota disse é «enormidade que ofende a condição humana [...] Não haverá nenhuma religião que possa estabelecer esta diferença na morte de uma criança». "Enormidade" será o minímo a dizer sobre o que Domingos Oliveira, pároco de Lordelo do Douro, disse.

P.S.: direito e teologia são matérias nas quais sou absolutamente leigo e se calhar também eu deveria ter ficado "caladinho", evitando cair na tentação tão portuguesa de produzir opiniões sobre tudo e mais alguma coisa, mas enfim... Já está, já está e um blog [também] é feito destas coisas.
P.S.: Só mais uma coisa, [na minha opinião] Domingos Oliveira se não é uma besta, disfarça muito bem,

quarta-feira, maio 11, 2005

Ainda Coimbra

Dos cinco anos que permaneci em Coimbra retenho com particular carinho a memória do primeiro concerto dos imensos Young Gods em Portugal. Foi na Broadway, onde dificlmente entraria não fossem os Young Gods, já nem sei bem em que ano [88? 89? 90?]. Se bem lembro, não seriam muito mais de cinquenta os espectadores, mas de alguns lembro-me eu bem: o Paulo [parceiro / cumplice de aventuras várias e desmandos sortidos na cidade], a Paula [que agora deve ser professora numa escola qualquer], a Olga [a pessoa mais excêntrica da cidade na altura e que me iniciou na música industrial] e um gajo do qual nunca soube o nome e que gravou o concerto. Na Broadway só voltei a entrar mais uma vez [para assistir a um outro concerto, de uns franceses chamados The Grief, aos quais perdi o rasto]. Os Young Gods conquistaram-me para a vida.
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Num cantinho da memória quase ao lado desse, está o magnífico concerto dos Duruti Column de Vini Reily no TAGV [Teatro Académico Gil Vicente para os não-iniciados...] em Maio de 1988 do qual ainda para aí andam as duas cassetes que gravei [era a minha fase bootleger...]. E no mesmo ano os A Certain Ratio e a Anamar junto ao rio, quando os concertos no Parque eram no Parque mesmo, no meio das árvores, antes de mudarem para o parque de estacionamento e depois para o outro lado do rio.
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What the fuck is...

Tráfico de influências?
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terça-feira, maio 10, 2005

Coimbra, 1987 - 1992

Durante cinco anos "vivi" na cidade de Coimbra. Durante cinco anos passei ao lado das tradições universitárias: nunca tive traje académico, não participei em latadas, queimas das fitas, serenatas ou rasganços, nunca gostei de fado de Coimbra e nunca praxei ou fui praxado. Segundo alguns colegas da altura, não tinha "espírito académico". Nunca os desmenti. Não, eu nunca tive "esse" espírito académico.
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A "minha" Coimbra nesses cinco anos foi a Coimbra do Moçambique e do Académico [quando o primeiro fechou], do States e das sessões de cinema numa sala minúscula nas traseiras da Associação, das conversas nas longas tardes da FLUC em substituição das idas às aulas e dos jogos de king e poker de dados no bar da FLUC, ou das bifanas no Mija-Cão. Foi também a Coimbra dos M'as Foice, banda mítica da cidade de finais dos anos 80 [existiram de 87 a 91] que odiava, com profunda devoção, a cidade dos doutores, das capas e batinas, da praxe e dos trajes académicos.
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O Blitz fez-me recordar hoje esses cinco estranhos anos na cidade de Coimbra, que acabei por aprender a amar à minha maneira. Com o Blitz de hoje foi colocado à venda um álbum que reune gravações dos M'as Foice. Lá estão os três grandes clássicos underground Cu Nimbriga dos Morcegos [os morcegos eram / são os estudantes de negro trajar], Coca Cola Billy [retrato sonoro do Moçambique] ou Yuppie Yupie Lá Lá Lá. Lá está uma banda sonora alternativa para as memórias que alguns guardamos de finais dos anos 80, princípios dos 90.

Mais informação sobre a "outra" Coimbra que vai existindo e resistindo e sobre os M'as Foice em Jhaergio [http://www.jhaergio.com]

domingo, maio 08, 2005

sexta-feira, maio 06, 2005

Ah... Como é belo o fair play!

Deve ser mesmo verdade: Co Adriaanse, treinador do AZ Alkmaar, é o próximo treinador do F.C. Porto. A prova: o homem veio hoje dizer que o golo de Miguel Garcia é ilegal porque foi marcado com o ombro [com o ombro, não é falta, acho e, mesmo assim, aquele golo é mais golo que o golo que levou o Liverpool à final da Champions League]. Já anda a treinar as acusações às equipas de arbitragem para a próxima época. Ou isso ou então esteve à conversa com Dias da Cunha...
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Não sei se o senhor já comentou o penalti não assinalado sobre o mesmo Miguel Garcia [e consequente cartão que ficou por mostrar] ou o jogo violento de um tal de Van Galen [que chegou a agredir João Moutinho].
Estranho: ainda ontem o mesmo senhor dava os parabéns ao Sporting, dizia que até à final ia ser adepto do Sporting e desejava que o Sporting ganhasse esse jogo. O que se passou?

Aviso à navegação:linguagem imprópria

Aqui em baixo há alguns posts com linguagem que pode ferir ouvidos mais "sensíveis" ou "puritanos". Os termos que poderão ferir susceptibilidades são "Isaltino Morais" e "Valentim Loureiro"... Só para que conste e para que não digam que não avisei.

Foda-se! Deve ser por isto que não sofro de stress...

A Teoria do Foda-se aqui, onde cheguei através deste post na Normalidade Pública.

What the fuck is a...

Valentim Loureiro?
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What the fuck is an...

Isaltino Morais?
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quinta-feira, maio 05, 2005

Nunca perder soube tão bem

Ou outra forma de dizer: há derrotas que sabem melhor que algumas vitórias.

[Emblema do Sporting Clube de Portugal em 1963, quando ganhou a entretanto extinta Taça das Taças]

Yet another post on football...

Logo à noite o Sporting joga - com o AZ Alkmar - a possibilidade de estar presente na final da Taça UEFA [a 18 de Maio no seu próprio estádio].

Espero que a malta orientada por José Peseiro faça um jogo ao nível de alguns que já fez este ano [Benfica, Feyenord, Newcastle, Middlesborough, por exemplo]. E se lá chegarem - à final - será um feito espantoso para o futebol português. Senão repare-se: o F.C. Porto esteve [e ganhou] na final da Taça UEFA em 2003, na final da Liga dos Campeões em 2004, venceu a Taça Intercontinental em 2004 e disputou por duas vezes [e perdeu] a Supertaça Europeia; a selecção portuguesa de futebol esteve [e perdeu - que raiva! - para uma equipa de toscos caceteiros que não sabem jogar à bola] na final do Campeonato Europeu de Futebol em 2004. E não me esqueço que há dois anos o Boavista esteve também nas meias-finais da Taça UEFA. Se o Sporting lá chegar - e vencer - estes serão os três anos mais brilhantes do futebol português a nível internacional [e já nem será preciso invocar os feitos de Figo, Rui Costa, Paulo Sousa ou José Mourinho ao serviço de clubes estrangeiros - e digo isto sem ponta de nacionalismo ou patriotismo].
Se tivessemos esta produtividade cá dentro - no futebol e em outras áreas - não estaríamos com certeza no último lugar da União Europeia [ah pois... ainda há dez países atrás de nós, mas palpita-me que será por pouco tempo...].

Porto de honra

O mês de Maio começa em grande: Laurie Anderson actua amanhã e depois no [Teatro Nacional de São João]. Um excelente pretexto para uma viagem ao Porto.
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Se lhe juntar uma passagem pela
Agência, outra pela Matéria Prima, outra ainda pelos Maus Hábitos [Alexandre Soares e Vítor Rua vão lá tocar no Sábado] e uma francesinha num sítio que eu cá sei [queriam...] , temos uma bela receita para um fim de semana quase perfeito. Nem peço mais nada.

Eu já suspeitava...







American Cities That Best Fit You:



60% New York City

60% Philadelphia

55% Chicago

50% Honolulu

50% Miami


Não sou muito dado a estas coisas que pululam por aí, mas de vez em quando acho-lhes piada. Nova Iorque, Filadélfia e Chicago, entendo muito bem. Já Honolulu e Miami... Não percebo a lógica. Definitivamente Nova Iorque.

terça-feira, maio 03, 2005

A vida tem destas coisas

Encontros e desencontros, chamam-lhe os entendidos e os literatos. Nas últimas duas semanas "tropecei" em três amigos de longa data que já não via há alguns anos. Sabia apenas vagamente do seu paradeiro [citando um grande líder precocemente caido em desgraça, "andam por aí"]. O mais curioso é que com um deles já me tinha cruzado algumas vezes sem o saber. É o JPF do Fado Falado. Coisas da blogoesfera.

Desculpe lá, senhor agente... Não sabia que era obrigatório...

Vi a reportagem a que se refere este post no Às duas por três [acabo de o descobrir] e confesso que nem reparei na infracção cometida a bordo de um carro da Brigada de Trânsito pelo Presidente da República... Vão ver o que foi.

segunda-feira, maio 02, 2005

Estradas ou valas comuns?

O Presidente da República anda por aí, para usar uma expressão que esteve muito in há umas semanas, numa presidência aberta - ou coisa que o valha - consagrada à sinistralidade rodoviária. Faz bem. Ainda que, como Rui Zink referia esta manhã na SIC Notícias, talvez o pudesse e devesse ter feito há mais tempo. Afinal, o homem já é "Presidente de todos os Portugueses" há nove anos e nestes nove anos morreram milhares de Portugueses nas nossas estradas, auto-estradas, ruas, IPs, atalhos, ICs, VCIs, caminhos, Circulares, acessos, vielas e ruelas. Nada vai mudar com esta presidência aberta, claro, mas pode ser que durante estes dias nos comportemos um pouco na estrada.

O regresso do comentador político [?!]

"É inteligente", "É esperto... está a ser esperto neste momento", "Gosto do estil dele".
Pedro Santana Lopes sobre o ex-outro candidato, actual primeiro ministro de Portugal. Só não tenho a certeza, como a SIC Notícias e a TSF parecem ter, de que isto seja um elogio. E mesmo sendo, vindo de quem vem... Mais não digo.