quinta-feira, fevereiro 24, 2005

Europa

Qual União Europeia, qual Constituição Europeia, qual referendo. Esta é a Europa que realmente interessa aos Portugueses. Para alegria de uns, desgraça de outros e frustração de outros ainda.

quarta-feira, fevereiro 23, 2005

À espera [2]

À espera do novo governo, liderado por José Sócrates [será que já agradeceu a Durão Barroso a ajudinha?]. Confesso o meu cepticismo. De Sócrates não espero grandes rasgos e não estou nada convencido das suas presumíveis qualidades de liderança, mas nunca se sabe. Apesar de todas as desconfianças, convém não esquecer que Sócrates foi dos poucos ministros de António Guterres a tomar decisões e aplicá-las - certas ou erradas, agora pouco importa; decidiu e mandou fazer [coisa que não se pode dizer da maior parte dos minsitros de Guterres ou do próprio Guterres]. Espero, confortavelmente sentado.

À espera

Pedro Santana Lopes disse durante a campanha eleitoral que iria processar as empresas de sondagens devido à mega-fraude que estas haviam engendrado, para benefício do "outro candidato", presume-se. Estou à espera de uma de duas coisas: ou do tal processo ou de um pedido de desculpas público às empresas que, afinal, fizeram com competência e responsabilidade o seu trabalho. Competência e responsabilidade - duas qualidades que o ex-tudo e mais alguma coisa desconhece.

terça-feira, fevereiro 22, 2005

Nostalgia creeps [off beat]

A chuva regressou hoje pela manhã à minha cidade. Não intensamente, mas de levezinho. Curiosamente, ainda há menos de dois dias falava com um amigo meu sobre uma canção dos anos 80 - Rain, dos The Cult [do álbum Love - imediatamente antes de se tornarem maçadores]. Aqui fica.

Rain

Hot sticky scenes you know what I mean
Hot sticky scenes, you know what I mean
Like a desert sun that burns my skin
Like a desert sun that burns my skin
I?ve been waiting for her so long
I?ve been waiting for her for so long
Open the sky (and let her come down)
Open the sky and let her come down
Here comes the rain I love the rain

Here she comes again
Here comes the rain
Rain
Here comes the rain
Rain
Here she comes again
Rain
Here comes the rain

Hot sticky scenes, you know what I mean
Like a desert sun that burns my skin
I?ve been waiting for her for so long
Open the sky and let her come down

Here comes the rain
Here comes the rain
Here she comes again
Here comes the rain
I love the rain
I love the rain
Here she comes again
Here comes the rain

Oh, rain
Rain
Rain
Oh, here comes the rain

I love the rain
Well, I love the rain
Here she comes again
I love the rain

Rain
Rain

The Cult, in Love [Beggars Banquet, 1985]

domingo, fevereiro 20, 2005

De certo modo, alívio...

... é que tinha prometido emigrar caso o impensável tivesse acontecido hoje. Assim, fico por cá mais uns tempos, ainda que de Sócrates pouco ou nada espere.

Sócrates [2]

Já falou [por acaso ainda está a falar mas já disse o que tinha a dizer]. Diz ele que está desfeito o mito de que só o centro-direita podia aspirar à maioria absoluta. Esqueceu-se de referir o velho sonho de Sá Carneiro que Santana tanto diz admirar [mas que não consegue entender]: pela primeira vez Portugal vai ter uma maioria absoluta, um governo e um Presidente do mesmo partido. Mesmo que seja só até Janeiro de 2006. De resto, nada a assinalar: novos tempos, nova esperança, confiança, futuro, modernização, inovação e etc e tal.
E agora, senhor Engenheiro?

Sócrates

O vencedor da noite. Já só falta ele. Não se espera nada de novo. Apenas as triunfais palavras de circunstância nestes momentos.

Fim de ciclo?

Já ouvi hoje várias pessoas a falar em "fim de ciclo político". Acho que estão enganadas: é o fim de um circo político.

Santana [2]

Depois de a claque se manifestar ruidosamente, o menino lá começou a declaração de derrota perante o olhar embevecido de Conceição Monteiro, santanista de sempre e cujo grande mérito político foi ter sido secretária de um primeiro-ministro. Começou por se queixar, como seria de esperar, das circunstâncias em que teve de disputar as eleições. Depois deu mais uma prova da sua cegueira: acha ele que a situação não é catastrófica para o PPD-PSD. Infelizmente o PPD-PSD não acha o mesmo. Por uma vez palavras sensatas: "a responsabilidade é minha." Entretanto continua a lamuriar-se e a queixar-se da falta de apoio de alguns militantes do PPD-PSD [que estranhamente não entendem a grandeza da personagem]. Conceição Monteiro está à beira de um colapso quando Lopes começa a filosofar sobre a estrada da vida, as vitórias e as derrotas. E não faltou uma declaração de amor a Portugal. Adeus, dr. Lopes.

Santana

O menino-guerreiro vem aí.

Portas [2]

Enganei-me: Portas começou por falar em derrota do centro-direita mas já assumiu que falhou e perdeu. Falhou e perdeu e ainda bem. Adeus, dr. Portas.

Portas

Vai começar a falar agora: aposto que não vai assumir a derrota..

Algo de estranho se passou na Madeira

Alberto João Jardim bem pode cantar vitória mas em número de deputados eleitos, o PSD e o PS empataram: 3 deputados para cada um. Será o princípio do fim para o último imperador português?

Jerónimo

Está contente porque a CDU subiu e portanto é um dos vencedores da noite [mas isso não é surpresa: o PCP e a CDU nunca perderam eleições...]. Mas está triste - pareceu-me até algo zangado - por os portugueses terem dado uma maioria absoluta a Sócrates.

A nossa importância na Europa

Experimentei dar uma volta pelos sites de alguns dos orgãos de comunicação social mais importantes da Europa. Todos se referem à vitória esmagadora do "sim" à Constituição Europeia no referendo que hoje se realizou em Espanha. Quanto às eleições portuguesas, muito pouco. Quase nada, mesmo.

Declarações

Confesso que aguardo com cruel ansiedade a declaração de derrota de Santana Lopes. Acredito que o homem se há-de justificar com os argumentos do costume: o Presidente da República que não o deixou chegar ao fim do mandato, as facadas nas costas, os encontrões na incubadora, o professor Cavaco que não ajudou, a constipação que o afectou, a Irmã Lúcia que morreu, a comunicação social que não o levou ao colo... enfim, os eleitores que não o amam nem o compreendem.

Adeus

Portugal volta a ter um governo de maioria absoluta. Pedro Santana Lopes, o candidato que se achava imbatível, deve estar em estado de choque com o que lhe está a acontecer. A queda era prevísivel mas talvez poucos realmente acreditassem que fosse tão estrondosa.
Adeus dr. Lopes. Já vai tarde.

sábado, fevereiro 19, 2005

Golo a golo...

... amealha a Briosa os seus pontitos. Desta vez a "vítima" foi o Gil Vicente. E já lá vão duas vitórias consecutivas. Como eu dizia no Domingo, começou a recuperação.

Reflexão

Supostamente hoje é dia de reflexão. Só não percebo em que querem que eu reflicta. Nas propostas dos partidos? Desculpem lá, mas para isso não preciso de 24 horas. A pobreza é tanta que 24 segundos bastam.
Não que isso interesse seja a quem for, mas eu sou um dos indecisos: ainda não sei sequer se vale realmente a pena ir votar. A minha dúvida está entre não exercer o meu direito de voto ou votar em branco [ou, dependendo da minha dsposição, deixar a minha opinião sobre os candidatos / partidos no boletim de voto].

sexta-feira, fevereiro 18, 2005

Uma campanha alegre [a chegar ao fim]

Acaba hoje, oficialmente, a campanha eleitoral e a dúvida que paira no espírito de muitos portugueses é apenas uma: o que nos espera?
Que ideias, que objectivos, que soluções foram apresentadas pelos senhores e senhoras que daqui a menos de dois vão a votos? O que vai ser da economia, da industria, da agricultura, do turismo, do ambiente, da saúde, da justiça, da educação, da segurança social de Portugal? Qual o nosso papel no mundo e na Europa? Qual o nosso papel nas relações com os PALOPs?
O voto de dia 20 resume-se apenas a optar entre continuar com Santana Lopes ou não continuar com Santana Lopes. Muito poucos vão realmente escolher que querem a governar Portugal. Muitos vamos escolher somente quem não queremos a [des]governar Portugal. E isso é pouco. Confrangedoramente pouco.

quinta-feira, fevereiro 17, 2005

Reencontros

1. Hoje reencontrei-me, e fiz as pazes, com Nick Cave. Depois de alguns trabalhos desinspirados - se comparados com os seus momentos mais brilhantes [raio de adjectivo para descrever Cave...] - o homem regressou à sua melhor forma com Abattoir Blues / The Lyre of Orpheus. Confesso que já tinha perdido a esperança no australiano [e a saida de Blixa Bargeld dos Bad Seeds fez-me temer o descalabro total], mas Nick Cave resolveu presentar-nos com um magnífico álbum duplo [mais Abattoir..., um bocadinho menos The Lyre...]. Apesar de esta edição já andar por aí há uns tempos, só hoje arrisquei a audição e compra deste duplo. Em boa hora.

2. Reencontro número dois do dia, este com o devastador The Downward Spiral de Trent Reznor, que insiste em fazer de conta que os Nine Inch Nails são uma banda. Edição de luxo, duplo CD, para assinalar os dez anos da edição original de um álbum... bem, devastador e que há uns anos me acompanhou em muitas viagens de comboio, país acima, país abaixo, enfiado num walkman. A este perdoo-lhe tudo. Até a invenção de um tal Marilyn Manson...

3. Reencontro número três do dia: Jon Spencer e a sua Blues Explosion. Damage está aqui ao lado a aguardar a sua vez de rodar no leitor de CDs. Depois do que vi em Paredes de Coura no Verão [qual Verão??] passado, só pode ser mais um grande disco.

terça-feira, fevereiro 15, 2005

Talvez f****

[Aviso: este post contém linguagem imprópia]

Parece-me que se este fulano chegar a primeiro ministro, ele não vai fazer amor com Portugal. Ele vai foder Portugal.

Mais um debate

PSL não se referiu à imperiosa necessidade de melhorar "este sistema" ["este sistema" se calhar é melhorzito do que ele supunha ou então, como bom sportinguista, ainda acha que pode lá chegar mesmo contra o "sistema"]. JS não comenta cenários que não o da maioria absoluta [realmente não vale a pena por a carroça à frente dos bois: tem tempo de pensar nisso a partir de domingo]. PP diz que com 10% vai fazer mais por Portugal [e com a ajuda da Nossa Senhora, que nos salvou da maré negra do Prestige, e a cunha da alma da Irmã Lúcia ninguém o pára]. FL diz que não quer ir para o governo e que não tem nenhum acordo com o PS [não queres não, ouve lá... o que tu queres sei eu - courtesy of Gato Fedorento]. JS está afónico e foi-se embora mais cedo [por im dou-lhe a vitória neste debate - o silêncio é uma virude que deveria ser mais cultivada pelos políticos portugueses, especialmente PSL, JS, PP e FL].

Uma campanha alegre [em actualização]

Regressava a casa cerca das 20h00 quando ouvi na TSF que o mal-amado líder do PPD [PSD] está a enviar uma carta aos eleitores, dirigindo-se particularmente aos que habitualmente não votam. Entre outras coisa, diz o pobrezinho que, se calhar, esses eleitores não votam porque, tal como ele, não se dão bem com o que ele designa por "este sistema". Nada a apontar, apenas uma dúvida e uma certeza. A dúvida: o que raio fez esta criatura por melhorar "este sistema" com o qual não se dá bem? A certeza: se "este sistema" por absurdo der a vitória ao PPD [PSD], o desgraçadinho continuará a nada fazer para o melhorar.

segunda-feira, fevereiro 14, 2005

Pois, pois

Ainda é Dia de S. Valentim [o comércio e a restauração agradecem muito, volte sempre e etc e tal] e os católicos velam a Irmã Lúcia que faleceu ontem. Santana suspendeu as acções de campanha, privando-nos de umas gargalhadas, Portas idem, poupando-nos à sua pose de "homem de Estado", Sócrates mais ou menos, poupando-nos os ouvidos, Jerónimo e Louçã nem por isso e D. Manuel Martins não acha piada às suspensões. No pontapé na bola, o campeonato continua disputado, os clubes não pagam ao fisco e no FCP há mais um blackout. Portugal adormece. Amanhã é outro dia.

domingo, fevereiro 13, 2005

Recuperação

A Briosa bateu hoje o Nacional da Madeira por 1 a zero. Começou a recuperação. A Briosa já só está a 22 pontos dos primeiros classificados.

sábado, fevereiro 12, 2005

Uma campanha alegre [em actualização]

O homem que todos perseguem, resolveu agora disparar também na direcção do Bloco de Esquerda. O BE, segundo o perseguido, anda a "prescindir das suas proposatas base para conquistar o PS". Esta é, sem margem de dúvida, uma total reviravolta na campanha: aparentemente, a vítima de Sampaio, de Pacheco, das empresas de sondagens, da comunicação, de Cavaco, do cão e do gato, simpatiza com as propostas base do BE. Só isso explica o desgosto da criatura por o BE delas ter prescindido. Surpreendente.
Mais à direita, o simpático ainda ministro do Ambiente inventou um novo onceito: a IVG. Não é, obviamente, a Interrupção Voluntária da Gravidez, mas antes a Interrupção Voluntária da Governação. Segundo o homem que queria que Coimbra impedisse Sócrates de entrar em Coimbra, o presidente da República terá dissolvido o Parlamento apenas com base em "episódios infelizes". Esqueceu-se a nobre personagem de mencionar a quantidade de "episódios infelizes" que terão levado Sampaio a cometer tal crime. O referendo para apurar se os portugueses são a favor da nova IVG tem lugar já daqui a uma semana.
O "outro candidato", como o perseguido gosta de se lhe referir, acha que o ainda ministro do Ambiente faz apelos rídiculos e recordou aos que o quiseram ouvir que Coimbra é a cidade de Almeida Santos, de Manuel Alegre, da cultura e de mais não sei o quê. Lamentavelmente, esqueceu-se de referir que Coimbra é também a cidade do Zé Manel dos Ossos, da Briosa [Briooooosa!], do Mija-Cão, da Diligência e do 1910 [estes dois não sei se ainda existem] e que já foi a cidade do States.
O senhor que sabe o que é o sorriso de uma criança, tem umas opiniões sobre o que está em causa no dia 20 e sonha em chegar ao governo. Claro que é uma pena que o BE ande a prescindir das suas propostas base. Logo agora que se podiam criar as condições para a total liberalização das drogas, uma medida que apoio totalmente: o país poderia continuar em crise mas andaria, certamente, muito mais eufórico.
Finalmente, o homem com nome de mosteiro lisboeta descobriu e anunciou que o governo falhou em toda a linha, algo em que ainda ninguém havia reparado. E nós a pensar que Sampaio havia dissolvido o Parlamento apenas com base em episódios infelizes.

quinta-feira, fevereiro 10, 2005

Era só o que faltava, pois então

Já não há mais paciência para os desmandos da criatura que o Dr. Sampaio, em má hora, aceitou como substituto de Durão Barroso. O infeliz queixa-se de tudo e mais alguma coisa e, claro, agora é a comunicação social que não gosta do pobrezinho. Não entendo como o desgraçado ainda aguenta. Muito menos entendo porque se sujeita o coitadinho a tantas e tão violentas perseguições. Se fosse a ele, ia para longe de Portugal. Para bem longe, mesmo. Para o deserto australiano, por exemplo. Ou... para o raio que o parta!

terça-feira, fevereiro 08, 2005

Uma campanha alegre [em actualização]

O costume... Apenas uma novidade: Pedro Santana Lopes lembrou-se agora que não gosta de misturar a política com o Carnaval. Tarde piou: nos últimos meses, para não dizer desde sempre, misturou abundantemente o Carnaval com a política.

sexta-feira, fevereiro 04, 2005

Uma campanha alegre [em actualização]

Boatos. Insinuações. Inaugurações. Casamento entre pessoas do mesmo sexo. Eutanásia. Calúnias. Défice. Rumo. Incompetência. Vítimas. Aborto. Cartazes. Sondagens.
Santana, Sócrates, Portas, Jerónimo e Louçã são o grau menos que zero da política. Abstenção ou voto em branco. Ou em alternativa, um golpe de estado, uma revolução.

O [tal] debate

Não vi. Está a passar agora na SIC Notícias mas não sei se não será melhor ir dormir. Algo me diz que a profundidade do "debate de ideias" não será muito mais que rasteira...

O silêncio

Uma semana de silêncio. Longe do blog.

quarta-feira, janeiro 26, 2005

Estes nipónicos são loucos!

Duas empresas de brindes japonesas, a Takara e a Tomy, criaram plantas que, ao crescer, revelam uma mensagem de quem as oferece. Esta poderá ser uma alternativa, mais lenta mas sem dúvida mais sedutora, aos enjoativos SMS's.

terça-feira, janeiro 25, 2005

Isto é uma revista

Adoro revistas. De tudo e mais alguma coisa. Não conhecia esta. É uma publicação gratuita e exclusivamente online. This is a magazine [com palavras e imagens lá dentro].

Wake up,
Brush your teeth,
Work on toothpaste commercial,
Brush your teeth
Sleep
Die
[Memo III Saatchi & Saatchi, in This is a Magazine]

quinta-feira, janeiro 20, 2005

É de facto preciso um levantamento nacional...

Patéticos e patetas

1. Ontem à noite, Nuno Cardoso - ex-presidente da Câmara Municipal do Porto, candidato a deputado pelo PS e candidato a candidato à Câmara Municipal do Porto - deu uma pseudo-conferência de imprensa a propósito do facto de ter sido ouvido pela Polícia Judiciária num processo relacionado com as estranhas negociatas, perdão, os estranhos negócios entre a Câmara do Porto - quando Cardoso era presidente - e o maior clube da cidade. Pelo meio anda também uma família Ramalho. Cardoso resolveu disparar em todas as direcções, acusando Aguiar Branco - ministro da Justiça, candidato a deputado pelo PSD e "amigo de Rui Rio" - e Rui Rio - presidente da Câmara portuense e, presumo, amigo de Aguiar Branco - de serem os responsáveis pelo facto de a Judiciária o ter chamado agora a prestar declarações. Todos percebemos o que o senhor Cardoso quis dizer: Branco e Rio manipularam a Judiciária em benefício dos seus interesse pessoais e políticos. A pseudo-conferência de Cardoso e as suas palavras são ilustrativas da estirpe do senhor.
2.Ontem à tarde, Isabel Damasceno - presidente da Câmara Municipal de Leiria - foi ouvida pela Polícia Judiciária no âmbito do processo Apito Dourado. A senhora veio dizer - ou mandou dizer, não percebi - que tinha sido ouvida na qualidade de testemunha. A senhora terá sido chamada porque a sua filha é amiga de uma neta de Pinto de Sousa - um dos arguidos do processo e sócio de uma empresa do ramo automóvel em Leiria. Portanto, e se bem entendo, os senhores da PJ são uns coscuvilheiros que andam para aí a bisbilhotar as relações de amizade entre filhas de autarcas e netas de advogados que são também vendedores de automóveis e têm ligações à arbitragem. Ouve-se e pasma-se. Só não se entende porque decidiu a Juciária constituir Isabel Damasceno como arguida do precosso Apito Dourado.
3.Pedro Santana Lopes - ex-presidente de um clube lisboeta, das Câmaras Municipais da Figueira Foz e de Lisboa e primeiro-ministro em gestão, além de figura proeminente da imprensa cor-de-rosa - veio ontem acusar José Sócrates - ex-ministro do Ambiente, ex-comentador político-televisivo e candidato a primeiro-ministro - de ter nomeado Filipe Batista para Inspector Geral do Ambiente quando até já tinham acontecido as eleições de2002 ganhas por Durão Barroso, o tal que voou para Bruxelas assim que o barco da governação começou a adornar. Acontece que Batista foi nomeado para o cargo que ocupa por Isaltino Morais, ex-ministro do Ambiente do governo de Barroso e caído em desgraça por causa de umas contas bancárias na Suiça. Entretanto, Miguel Almeida já veio dizer que tinha sido ele a passar a informação ao seu líder e que se tinha enganado nos nomes. Ele queria dizer era Carlos Mourato Nunes e Instituto Geográfico Português. Percebe a confusão: "Filipe" confunde-se facilmente com "Carlos" e "Batista" é muito parecido com Mourato Nunes; além do mais "Inspector Geral do Ambiente" e "Instituto Geográfico Português" são praticamente a mesma coisa..

terça-feira, janeiro 18, 2005

Uma campanha alegre [em actualização]

Ando um bocado desiludido com os últimos dias políticos nacionais. Tirando os mais recentes ziguezagues de Sócrates e umas declarações de Santana criticando as contradições de Sócrates, naquilo que até poderia ter sido um exercício de auto-crítica, nada de muito excitante tem acontecido. Ainda se ao menos um ministro fosse em visita oficial a qualquer lado... Mas nada. Nem as últimas declarações de Alberto João I, rei da Madeira, do Porto Santo e das Ilhas Selvagens me animaram: apenas disse que a Portugal falta a ousadia dos madeirenses. Nem uns insultos aos alvos do costume.
Uma modorra a vida política nacional. Devem andar todos derretidos com a história do miudo indonésio com a camisola da selecção nacional de futebol...

Agora já há dinheiro, é?

Nada como estarmos a menos de um mês das eleições para aparecer dinheiro para tudo e mais alguma coisa. Por estes dias tem sido um vê se te avias de projectos anunciados, obras a realizar e medidas a tomar. Hoje foi a vez de o ministro António Mexia anunciar o início das obras para o TGV - começam já em... finais de 2006. E parece que afinal também vai haver dinheiro para a construção de uma terceira travessia do Tejo. Salvé Santana, é o fim da crise! Hossana: a retoma está aí!
Já só estou à espera de ver a actual coligação a anunciar, antes de Fevereiro, o início das obras do aeroporto da Ota, o tal que para já não é para construir [dizem eles].
Também foi bonito ver Santana todo ufano na inauguração do novo Palácio da Justiça de Sintra, uma obra iniciada nos longínquos tempos do ministro António Costa, actual deputado europeu pleo Partido Socialista.

E os outros?!

Milagre, coragem, emoção, determinação ou força são algumas das palavras que têm sido utilizadas para contar a história do rapazinho indonésio que apareceu numa praia local envergando uma camisola da selecção nacional de futebol. Entretanto, Martunis tornou-se numa vedeta, principalmente em Portugal, e há dias a fio que não sai dos noticiários das nossas televisões que rapidamente esqueceram os outros todos - miudos e graudos - que morreram ou perderam tudo [família, casa, haveres] em consequência do tsunami.
Sorte a de Martunis que tinha uma camisola da selecção na hora fatídica. Azar dos outros todos.

sexta-feira, janeiro 14, 2005

É que temos mesmo homem!

"[...] o melhor exemplo da política feita de marketing [...] muita cosmética e pouca substância".
"Foi cosmético enquanto foi ministro, é agora cosmético [...] e será cosmético se algum dia o país tiver a infelicidade de o ver chegar a primeiro-ministro."
"[...] um aluno brilhante dessa escola de desgoverno em que [...] é exímio"
" [...] é flagrante e evidente a ausência de uma única ideia estruturada que dê solidez e credibilidade ao seu discurso."
"[...] sempre a disparar ao lado [...] como diz o povo, cada vez que ele fala, 'cada cavadela, sua minhoca'".
Que se desenganem os incautos: o mergulhador Sarmento não estava a falar apenas de Sócrates. Ele referia-se também e nitidamente ao chefe do seu partido e do seu gov... bem, do... quer dizer, o... enfim, aquilo a que ele pertence. Teremos, como alguns suspeitam, homem para disputar a liderança do PSD no dia a seguir às eleições?

Temos homem!

Nuno Morais Sarmento, o impoluto ministro que recentemente esteve a mergulhar nas águas de São Tomé e Principe em busca de petróleo, lançou violentas críticas a José Sócrates, seu opositor no distrito de Castelo Branco onde ambos concorrem como cabeças-ocas à Assembleia da República. O antigo pugilista que tem dado a cara nos momentos mais trapalhões e caricatos do governo promete não dar tréguas a Sócrates. Temos homem, temos...

Défice

Supostamente todos os países da União Europeia têm o mesmo peso, iguais direitos e os mesmos deveres. Acontece, porém, que há sempre uns que são mais iguais que outros.

quinta-feira, janeiro 13, 2005

O coice

Há uns anos ouvi um amigo meu referir-se ao que ele descrevia como a "teoria do coice". Imaginemos um burro e alguém que teima, contra todos os conselhos, em picá-lo. Por mais paciente que o burro seja, chegará o momento em que se farta de ser picado e acabará por começar aos coices. O burro, nesta teoria, representa a Terra e o "alguém" a espécie humana.

Lembro-me frequentemente dessa "teoria", especialmente em alturas como a que vivemos por estes dias: o violento tremor de terra no Sudoeste Asiático e consequente maremoto; as violentas tempestades no Norte da Europa; as chuvas torrenciais na América [do Norte e do Sul]; os incêndios florestais na Austrália; o longo período sem chuva que afecta Portugal; as temperaturas amenas na Rússia. Parece-me que tudo isto não é mais do que a Terra a dar coices. Depois de a espécie humana a picar desenfreadamente, a boa e velha Terra fartou-se. Por muito tecnologicamente evoluída que seja a espécie humana, a Terra continua a ser quem mais ordena.

Lógica briosa

O Rio Ave empatou com Sporting, FCPorto e Benfica. Logo, o Rio Ave é tão bom quanto estes. A Académica eliminou o Rio Ave da Taça de Portugal [e em Vila do Conde!] ganhando por dois a zero. Logo a Académica é melhor que o Rio Ave que é tão bom quanto Sporting, FC Porto e Benfica. Logo a Académica é melhor que estes três. Agora gritem comigo: Brioooooosa!

M.: 'tás a ver? Eu não dizia que era com o Vingada [que até ganhou umas coisas no Egipto] que "lá" íamos?

terça-feira, janeiro 11, 2005

No comments

Um amável Anonymous deixou, a propósito de um post ali em baixo, uns comentários que não resisto a transcrever.

"Dinaussarius é a puta que te pariu
Anonymous 01.11.05 - 12:29 am"

"Deves ser é um nazizeco de merda, com ideias ocas, se te vais abster e não votar no PC então deixa o povinho por lá quem quer (mts ps´s e psd´s) e quando tiveres completamente atolado na tua propria merda, lembra-te
Anonymous 01.11.05 - 12:33 am"

Três pequenos reparos apenas: onde se lê "por", creio que o anónimo amigo quereria dizer "pôr" [ou seja "colocar"...]; onde se lê "PC" creio que o simpático anónimo se refere ao Partido Comunista [Português, penso] e não a "Personal Computer"; finalmente, quando o anónimo comentador escreve "tiveres" [verbo "ter", sinónimo de "possuir"] penso que quereria dizer "estiveres" do verbo "estar".

segunda-feira, janeiro 10, 2005

Mais de metade dos portugueses estão enganados

«Mais de metade dos portugueses (54 por cento) acham que a protecção civil está "mal" e muito "mal preparada" para lidar com as consequências de um eventual terramoto em Portugal, indica uma sondagem PÚBLICO/RTP encomendada à Universidade Católica Portuguesa.»
Tenho praticamente a certeza absoluta que a protecção civil não está preparada para um eventual terramoto em Portugal. Nem bem nem mal. Não está preparada e ponto final. Oxalá eu esteja errado.
Já agora: "Mais de metade dos portugueses acham..."???

Descida ao inferno?

Nos últimos tempos, nada parece correr bem a Pinto da Costa. Ele foi [é] a história do Apito Dourado; depois a tentativa frustada de "meter" Pôncio Monteiro [pausa para uma longa gargalhada...] no Parlamento para irritar Rui Rio [que assim ganhou mais um braço-de-ferro com Pinto da Costa]; e agora a sua equipa de futebol viu-se ultrapassada pelo Sporting e pelo Boavista na classificação do campeonato nacional de futebol. Tempos negros.
E a Académica que continua a afundar-se na classificação... M., não te preocupes: o Vingada vai fazer uma segunda volta triunfal e ainda lá vamos este ano! [private joke]

sexta-feira, janeiro 07, 2005

Abstenção?

Os acontecimentos dos últimos dias [ia escrever "dos últimos anos" mas não quero ser acusado de exageros...] têm demonstrado abundantemente a falência do sistema político português e a incompetência [e o carreirismo - leia-se "tachismo"] que caracteriza a generalidade da nossa classe política. Refiro-me em concreto ao processo de constituição das listas para candidatos a deputados - e ao resultado desse processo - nos principais partidos portugueses [PSD e PS], os tais que José Manuel Fernandes designa no editorial do Público de hoje como "os pilares da democracia portuguesa". As listas do PSD são coerentes com os 4 meses de desgoverno santanista: uma trapalhada onde abundam "figuras" que em nada irão prestigiar o Parlamento e que nada de substantivo têm para oferecer à democracia portuguesa. Trata-se, genericamente, de incompetentes e inúteis unicamente interessados nas suas "carreiras políticas" e sem uma ideia para amostra. As listas do PS, que supostamente têm por objectivo devolver a confiança aos portugueses, não acrescentam nada de novo ao que se conhece do partido de Sócrates: basicamente apresenta-nos mais do mesmo e isso é, em geral, o pior do guterrismo. As novidades são confrangedoras: a viúva de um ex-ministro das Finanças falecido em campanha para o Parlamento Europeu e a filha do arcebispo socialista de Braga são apenas dois exemplos da "novidade" e "abertura à sociedade civil". Com listas destas, não me parece que esta gente leve o meu voto.
Há sempre a hipótese de votar no CDS-PP, o tal que elaborou as suas listas com "elevação", "serenidade" e "elevado sentido de Estado". Pois, pois... Estamos a falar do partido que atirou Narana Coissoró, um dos nossos melhores parlamentares, para cabeça de lista em Faro, onde o CDS nunca elegeu nenhum deputado. Ou seja, fico com a ideia que Portas continua a livrar-se daqueles que no seu partido ainda representam o passado centrista de Freitas do Amaral, Amaro da Costa e Adriano Moreira. Também não vou por aqui.
O PCP, perdão, a CDU. Com todo o respeito, os dinossauros desapareceram há milhares de anos e não creio que seja possível ressuscitá-los. E se quisesse viver num país governado por Jerónimos de Sousa emigrava para Cuba ou para a Coreia do Norte.
Resta-me, dos partidos com representação parlamentar, o Bloco de Esquerda. Acontece que o moralismo e os ares de superioridade intelectual de Francisco Louçã e seus pares não me seduzem. Por muito "chique" que seja esta esquerda, não lhe encontro qualquer ideia válida para o país. Não me basta concordar com algumas das suas causas [a despenalização do aborto ou a liberalização das drogas, por exemplo], para lhes oferecer o meu voto.
Finalmente, os "outros". Não contam para nada.
Como se não bastasse, o sistema eleitoral através do qual são eleitos os nossos deputados não serve os interesses do país e as sempre prometidas reformas do mesmo nunca passam disso mesmo: promessas, intenções, palavras ocas, mentiras.
Por mim, a decisão começa a ser cada vez mais nítida: abstenção. Abstenção pura e simplesmente. Aliás, pergunto-me o que sucederia em Portugal se, digamos, 75% dos eleitores virasse as costas aos nossos partidos e não comparecesse nas assembleias de voto.
..

quarta-feira, janeiro 05, 2005

Uma campanha alegre

Lamentavelmente, o CDS-PP, o PCP [que nas eleições muda de nome e se chama CDU] e o Bloco de Esquerda não estão a contribuir para a divertida [pré-]campanha eleitoral em curso. Refiro-me ao facto de não haver notícias de confusões na constituição das listas a deputados, nem acusações de traições, nem pressões para incluir ou afastar nomes das listas. Uma vergonha! Valham-nos o grandes partidos que tão pródigos têm sido em episódios anedóticos.

There are killers on the road

Segundo acabo de ouvir na SIC Notícias, em 2005 morreram nas estradas portuguesas 1124 pessoas. Só na operação de Ano Novo foram 11. Andar de automóvel em Portugal é mais perigoso do que morar em Bagdad.

terça-feira, janeiro 04, 2005

Entretanto, bolas ao poste

Pinto da Costa, arguido do caso Apito Dourado que ofereceu um relógio a Valentim Durão e outro a Durão Barroso e que não gosta de Rui Rio [mas parece que é amigo de Pôncio Monteiro, que já não é número dois pelo PSD no Porto] e presidente de um clube de futebol: [a propósito de uns jogadores que se atrasaram no Brasil] "Quando há um regulamento interno é porque há normas que têm de ser seguidas. Quando não são cumpridas, só temos de actuar em conformidade, mas claro que não vamos matar ninguém." Olha que não sei: os Super-Dragões eram gajos para isso. Afinal, quem ameaça o homem que lhes deu dois campeonatos nacionais, uma Taça de Portugal, duas taças europeias e mais não sei o quê, é capaz de tudo.
Mais a sul: o Desejado regressou finalmente do Brasil e, segundo A Bola, fez aos jornalistas aquilo que costuma fazer aos adversários [e às vezes a si próprio]: fintou-os. Hoje não joga contra o F.C. da Pampilhosa mas no sábado lá deve estar pronto para fintar os defesas do "eterno rival" no "clássico" mais clássico do futebol à portuguesa.
Lá para os lados do Centro Comercial Colombo: aquele velhinho simpático que assim que receber um convite volta para Itália [partindo do princípio que ainda alguém o quer por lá...] também já regressou e foi com os seus jogadores para Coruche [ao que sei, terra natal do treinador do "eterno rival "]. Entretanto, o velhinho já deve ter conhecido um tal de Roger, o novo reforço [para aí pela terceira vez] do clube que alegadamente treina.

Terá sido modéstia?

Nothing changes on new year's day

Avançamos por 2005 dentro com as costumeiras trapalhadas, intrigas e negociatas da política portuguesa. O PSD de Bragança rejeita Duarte Lima como cabeça-de-lista. O inenarrável Pôncio Monteiro produziu umas declarações sobre o igualmente inenarrável Rui Rio, presidente da Câmara portuense, que deixaram o PSD em polvorosa e já se fala na hipótese de o afastar da lista de candidatos pelo Porto. Mas os socialistas também não têm razões para rir da desgraça alheia: a Federação Distrital de Setúbal não quer Paulo Pedroso a concorrer pelo seu distrito. Entretanto, já ouvi dizer que Ferro Rodrigues se recusou a ocupar o segundo lugar da lista por Lisboa e em Santarém também houve "uns protestos". Como se vê, a campanha prossegue com a elevação habitual, discutindo-se os temas que realmente interessam. À classe política dirigente, pois claro. Portugal bem pode esperar.

P.S. para os mais desatentos: o título deste post foi sacado directamente de um tema - New Year's Day - dos U2 [que actuam em Portugal emAgosto deste ano].

segunda-feira, janeiro 03, 2005

Ajudar

Deixo aqui este link. Trata-se de uma lista de organizações que estão a recolher donativos para o auxílio às vítimas do desastre no sudoeste asiático.

Apelo de emergência


CVP APOIO ÀS VÍTIMAS DO ABALO SÍSMICO E DO TSUNAMI
BANCO BPI
NIB 0010 0000 137 222 70009 70
Conta nº: 1-1372227000009

2005

Entramos no ano de 2005 sob o signo da morte e da insignificância da vida humana. Além de lamentar as mortes, as vidas despedaçadas e a devastação no sudeoeste asiático, não posso deixar de pensar na fragilidade da espécie humana. Lamentavelmente, estas demonstrações do poder da Natureza não nos ensinam nada. Já era tempo de deixarmos de acreditar que controlamos ou que podemos vir a controlar o planeta. Já era tempo de deixarmos de acreditar que o planeta nos pertence - nós é que lhe pertencemos.
Entretanto, um bom 2005.

quarta-feira, dezembro 29, 2004

Baixinho e genial

Cento e sessenta e nove centímetros de talento.

Romário de Souza Faria despediu-se do futebol.

Pregar aos convertidos

Um tal de Pedro Lopes escreveu uma carta aos militantes do PPD/PSD na qual se volta a queixar do seu triste fado. Enfim, el ritual de lo habitual: Sampaio não-sei-quê, interesses corporativos não-sei-que-mais, Guterres-também-não-sei-quantos...

terça-feira, dezembro 28, 2004

2004 - a balançar

É comum por esta altura fazer balanços do ano que finda e formular votos ou desejos para o novo ano. Eu cá não. Até porque 2004 foi um ano negro, tanto para Portugal como para o resto do mundo, e não estou para ficar deprimido. Quanto aos desejos para o ano novo, também não estou para isso porque não estou para desilusões. Nem sequer prometo deixar de fumar. Pessimista? I don't think so.

sexta-feira, dezembro 24, 2004

Paz

A época de Natal é, em Portugal, sinónimo de fritos, bacalhau com grelos, acidentes de viação, mortos e feridos. Este ano, desde o início da operação de Natal da Brigada de Trânsito da GNR já se registaram quase 500 acidentes, quatro mortos e quatro feridos graves. Em menos de 24 horas. Em Portugal, algumas tradições não mudam...
Um bom Natal.

quarta-feira, dezembro 22, 2004

Bagão Félix e o "mercado de Inverno"

O ministro das Finanças, que se recusou a divulgar o custo da acção de "explicação do Orçamento de Estado", é um conhecido e lúcido benfiquista. Só assim se entende que tenha "aconselhado" os clubes a pagar o que devem ao fisco em vez de procederem a "contratações" fabulosas na reabertura do mercado em Janeiro. Veremos se Vieira & Veiga entendem o recado: paguem o que devem e esqueçam o Robinho.

"Não é um gasto, é um investimento",

disse Morais Sarmento sobre o "encarte" que foi hoje distribuido com vários jornais "explicando" as contas do Orçamento de Estado. É de facto um investimento... na campanha eleitoral. Cem mil euros foi o custo desta acção de campanha.

sexta-feira, dezembro 17, 2004

Pronto

500. E não se fala mais nisso.

Quase 500

A confiar no que me diz o Blogger, antes deste post, faltavam dois posts para atingir a marca do meio milhar de posts [ou divagações, cogitações, delírios, disparates...]. Agora só falta 1.

[Aqui fica, portanto, um belo exemplo de um post absolutamente inútil e disparatado. Mas como dizia no meu primeiro post, este blog é meu e só meu... e faço nele e dele e com ele o que eu bem quiser. Ah, pois é! Já agora, repararam na quantidade de vezes que escrevi a palavra post? Cinco. Aliás, seis a contar com esta última.]

Saudades do Verão [até dos temporais 2]


Paredes de Coura 2004

Saudades do Verão [até dos temporais]


Paredes de Coura 2004

Analfabetos funcionais, é o que é!

Acabo de ouvir na TSF que os juízes do Tribunal Constitucional chumbaram a pergunta para o referendo sobre a Constituição Europeia, considerando que a mesma não respeita os requisitos de clareza. Realmente não se entende.
Não se entende que pessoas com uma formação superior, juristas de envergadura e juízes do Tribunal Constitucional não compreendam uma pergunta tão clara como esta: "Concorda com a Carta dos Direitos Fundamentais, a regra das votações por maioria qualificada e o novo quadro institucional da União Europeia, nos termos constantes da Constituição para a Europa?"
Mas há alguém que não entenda o que nos é perguntado?! Acho que temos que mudar de juízes e colocar lá gente que não seja analfabeta funcional.
Agora a sério: estou ansioso pelas reacções dos três partidos que chegaram a acordo sobre esta absurda pergunta. Vai ser lindo vê-los a acusarem-se mutuamente, fazendo de conta que não era precisamente este o resultado que prentendiam. Vai uma apostinha sobre o futuro do referendo? Eu aposto que ele vai para o caixote do lixo das boas intenções [ou se calhar para o chão, porque esse caixote já transbordou há muito tempo].

terça-feira, dezembro 14, 2004

Bye-bye Internet Explorer

Aderi ao Firefox da Mozilla. Fiz o download para experimentar e recomenda-se vivamente. Adeus Internet Explorer. Sem saudades.

Viva Portugal [saudades do Verão]


Algures no Parque Nacional da Peneda-Gerês

Correio electrónico

Não gosto muito de receber aqueles mails com piadas, piadinhas e piadolas [e gajas nuas] que os portugueses adoram enviar e reenviar uns aos outros. Contudo, por vezes, há um ou outro que realmente vale a pena. Este recebi-o ontem e é um dos que vale a pena.

«Isto o que aconteceu foi muito simples caros leitores!
O que aconteceu foi que eu estava em Belém na inauguração da maior árvore de Natal da Europa, sim repito da Europa, porque nós quando fazemos as coisas é em grande, e virei-me para um turista que lá estava e disse-lhe:
- Lá na tua terra não tens disto pois não? A maior da Europa, a MAIOR!
E o gajo vem com uma conversa do género: Não sei quê, no meu país preferimos gastar dinheiro em outras coisas, por exemplo a evitar que rebentem condutas de água, que levam ao abatimento do solo, e dessa forma prejudiquem milhares de pessoas... mais não sei que mais e o camandro! E eu, que até sou um gajo que é pá, tenho uma facilidade na exposição de argumentos, não me fiquei e disse-lhe logo:
- A maior da Europa! Toma! Embrulha!
E o gajo começa a falar que não sei quê, lá no país dele quando começa a chover as zonas ribeirinhas não ficam inundadas, e que talvez fosse melhor que, em vez da árvore, o dinheiro fosse canalizado para evitar essas situações. Eu comecei a enervar-me e disse-lhe logo:
- Mau, tu queres ver que nos temos que chatear! Eu estou aqui a expor argumentos que é pá sim senhor, e tu vens com essa conversa de não sei quê. Eu nem quero começar a falar na feijoada em cima da ponte, nem no desfile de "pais natais", porque senão nem sabias onde te meteres pá.
O gajo começa a falar de uma coisa qualquer, tipo túneis que são construídos e ficam a meio, e não sei que mais, e eu virei logo costas. Porque quando eu vejo estes gajos que não conseguem aceitar a superioridade de um país sobre o outro, e ainda falam, falam, falam, e não dizem nada de jeito, eu fico chateado, claro que fico chateado!!»

segunda-feira, dezembro 13, 2004

Saudades do Verão

Já não há paciência...

... para aturar os disparates, contradições e birras do dissolvido. Porra, homem, desapareça de uma vez por todas. Volte a fazer o que sempre fez melhor: saia à noite, beba uns copos e dê uns pezinhos de dança. Aproveite agora que a Cinha já está cá fora.

Um fracasso é um sucesso é um fracasso

Este texto de Fernando Ilharco no Público de hoje deve ser lido com atenção. Sem ser um texto eminentemente político, Ilharco aborda alguns aspectos que muito têm que ver com o que se vai passando no mundo político-mediático português.

domingo, dezembro 12, 2004

Finalmente uma boa notícia

E mais uma vez devemos agradecer ao Futebol Clube do Porto que foi ao Japão buscar mais uma Taça Intercontinental para a sua sala de troféus. É uma boa notícia para Portugal.

sexta-feira, dezembro 10, 2004

Em Roma, sê romano

Mais de uma semana depois de anunciar a dissolução da Assembleia da República, Jorge Sampaio explica-se hoje ao país. Finalmente, suspiram muitos de alívio. Por mim não vejo qualquer inconveniente no timing presidencial. Sampaio está a demorar muito tempo a explicar as razões da sua decisão? Pois está e depois? Por acaso, alguém em Portugal faz seja o que for em tempo útil? Que atire a primeira pedra etc, etc... Apesar da educação britânica, Sampaio é português, está em Portugal e preside à República Portuguesa. Se tivesse sido lesto a explicar-se ainda podiamos estranhar. When in rome, and so on and so forth...

Mantenha-se vivo e lúcido, por favor!

Mário Soares fez há dias 80 anos. Não lhei dei os parabéns [também não conheço o senhor de lado nenhum nem ele a mim] até porque mais do que dar-lhe os parabéns, como muitos fizeram, importa, por um lado, agradecer-lhe tudo o que ao longo da sua vida fez por Portugal e, por outro, pedir-lhe desculpa por não termos sabido dar continuidade ao seu trabalho de décadas.
Goste-se ou não da personagem, a verdade é que Mário Soares foi dos portugueses que mais trabalharam e lutaram por fazer de Portugal um país democrático, moderno e verdadeiramente europeu. Antes e depois do 25 de Abril, Mário Soares foi dos que nunca viraram a cara à luta. Tomou decisões. Acertou em muitas e errou algumas vezes, mas nunca fugiu às dificuldades.
[Foto: Fundação Mário Soares]

Lamentavelmente o seu exemplo de tenacidade, coragem e empenho não foi seguido pelas gerações de políticos que lhe sucederam. António Guterres virou as costas ao país às primeiras dificuldades, abrindo caminho a Durão Barroso que, na primeira oportunidade, também se foi embora deixando-nos entregues ao desgoverno de Santana Lopes, sus muchacho y muchachas. Mais lamentável ainda é verificar que, na actual classe política que temos, não se vislumbra alguém - uma única figura que seja! - capaz de, como Mário Soares [ou Sá Carneiro e até Cavaco Silva], enfrentar os tempos negros que aí estão para durar.
Goste-se ou não na personagem, a verdade é que Mário Soares vai ser dos poucos portugueses a figurar nos manuais de História de Portugal dos próximos séculos. Ele e poucos mais [e nem todos pelas boas razões]: António de Oliveira Salazar, Álvaro Cunhal, Francisco Sá Carneiro e Aníbal Cavaco Silva. Todos os outros poderão aspirar, quando muito, a uma breve nota de rodapé.

quinta-feira, dezembro 09, 2004

A crise política em curso...

... continua a dar azo às mais desvairadas declarações de militantes do PPD/PSD e de membros do governo.
Desta vez, é Morais Sarmento, barrosista convertido à pressa em santanista e armado em homem de Estado, que resolve atacar a decisão de Jorge Sampaio. Em entrevista ao Diário Económico, Sarmento diz que a decisão de Sampaio é sinal de imaturidade democrática e basicamente chama-lhe ditador.
A mim só me ocorre uma pergunta: se a decisão de Sampaio é sinal de imaturidade democrática, aquilo que esta gente tem andado a fazer no / ao país é sinal de quê? Saudades da ditadura, pelo menos.
Urge enviar esta gente de volta para o anonimato de onde nunca deveria ter saido. De preferência, bem longe de Portugal.

terça-feira, dezembro 07, 2004

Deixa-me rir...

Apetece, abusivamente, citar Jorge Palma a propósito do fluxo de disparates que brota dos dirigentes do PSD, completamente desnorteados com a decisão de Jorge Sampaio.
Ontem, no encerramento do debate do Orçamento, Gulherme Silva, líder para lamentar da bancada cada vez menos social-democrata, brilhou bem alto. Um verdadeiro stand-up comedian, ao nível de um Ricardo Araújo Pereira ou de um Bruno Nogueira. Vejam só esta pérola, a propósito da presidencial decisão: "Uma actuação abusiva, imoral e eticamente inaceitável, porque, além do mais, lesiva dos interesses nacionais." Tal qual. E disse-o sem se rir. Sem um sorriso sequer. Que artista! Só mais uma para finalizar: "O que esta aberrante situação configura é um manifesto abuso do exercício dos poderes presidenciais."
Aguardo agora, com incontida ansiedade, o próximo número de Guilherme Silva, que, ao que ouvi dizer, terá por tema as maravilhas da democracia madeirense e do seu insigne líder, Alberto João.

Apito dourado ou pito dourado?

A investigação em curso aos meandros do futebol nacional tem tudo para ser um grande sucesso. De audiências. Senão vejamos: mete policias e ladrões, dinheiro e prostitutas, orgias e corrupção. Só faltam mesmo armas e drogas. Nem falta o comic relief [cortesia do famoso Emplastro, auto-denominado filho de Pinto da Costa]. Alguém envie já este argumento para Hollywood e sai daqui um grande sucesso cinematográfico!

Bolas ao poste, pontapés para o ar

O presidente de um clube de futebol do Porto foi agora mesmo tema de abertura dos três noticiários dos principais canais de televisão portugueses. Isto diz tudo sobre os reais interesses do povo português.

domingo, dezembro 05, 2004

Falta de vergonha

Se calhar sou um ingénuo, mas continuo a pasmar com a falta de vergonha e sentido ético dos nossos políticos e dos militantes dos nossos partidos. Os mesmos que no PSD há poucas semanas não queriam, por nada deste mundo, uma coligação com o CDS-PP, não querem agora outra coisa. Por outro lado, aqueles que dizem cobras e lagartos de Pedro Santana Lopes, também querem que ele vá a eleições [e perca estrondosamente]. O pior é que o mundo dá voltas e mais voltas e pode sempre acontecer o impensável. Se assim for, lá teremos todos nós que aturar PSL durante mais algum tempo à frente dos destinos do país.

sexta-feira, dezembro 03, 2004

Para já foram-se os comentários...

... fica para mais logo. Agora não tenho tempo. Está na hora de ir jantar.

Não correu muito mal...

... mas vai levar o seu tempo até o ossos irem todos ao sítio.

Fisioterapia

Este blog vai entrar em fisioterapia. Ou seja, vou por-me a mexer no template. Espero que corra tudo bem [para já, tive o cuidado de guardar em sítio seguro o actual template, não vão o diabo e a minha inépcia tece-las...].

Foda-se! É preciso ter lata, pá!

Pedro Santana Lopes
Desculpem lá o vernáculo do título, mas realmente é de um gajo ficar doido. Começo a achar que em vez de dissolver a Assembleia da República, o Presidente devia era dissolver o Santana. Literalmente.

Pinto da Costa é...

o máiore! Um graunde hómeinhe! O máiore presideunte do mundo! Carago!

Pinto da Costa é...

um grande sacana! Malandro! Corrupto! Vigarista!

Que raio de timing!

Santana não tem mesmo sorte nenhuma. Tivesse a Polícia Judiciária sido mais lesta a deter Pinto da Costa para averiguações e talvez o Presidente, distraído com as tricas do futebol, não tivesse tido tanto tempo para pensar nas asneiras do governo [sempre com minúscula como convém a esta gente] e na asneira que ele prórpio cometeu há quatro meses.

terça-feira, novembro 30, 2004

Olha que chatice...

O Lopes já não vai passear à Turquia amanhã.

Ou será que...

... Sampaio também gosta de dar empurrões e pontapés em incubadoras?

Grande mistério

Terá sido pela descontinuidade de políticas relativamente ao governo anterior, ao contrário do que foi prometido ao Presidente e ao País? Terá sido pela total descoordenação entre os diversos ministros? Terá sido por Santana contradizer constantemente os seus ministros e vice-versa? Terá sido pelos desentendimentos entre ministros? Terá sido pelas tensões cada vez mais evidentes entre os dois partidos da coligação? Terá sido pelas contradições entre os deputados e o governo? Terá sido por causa da tentativa de criar uma Central de Intoxicação e Propaganda? Terá sido pelas pressões sobre a comunicação social? Terá sido pela absoluta incompetência de alguns ministros, com Gomes da Silva à cabeça? Terá sido porque manifestamente Santana Lopes é demasiado incompetente e desastrado para exercer as funções de primeiro ministro? Terá sido pelas estranhas remodelações ["reajustes"...] no governo? Etc.. etc... etc...
Não foi concerteza apenas pela estrondosa demissão de Henriques Chaves...

Que parte de "vai-te embora" não percebeste?

Lopes não percebe porque Jorge Sampaio o mandou embora. O homem é surpreendente.

Acabou-se a palhaçada!

O senhor Lopes está na SIC Notícias, à saida da reunião com Jorge Sampaio que se fartou de aturar as santanices. Se o arrependimento matasse, não é senhor Presidente?

segunda-feira, novembro 29, 2004

A estratégia

Acho que começo a entender a estratégia do... da... enfim, daquele grupo de pessoas chefiado - mas pouco e cada vez menos - pelo senhor Lopes. A revelação atingiu-me hoje de manhã pouco depois de acordar. Bem, na realidade foi ainda antes de acordar. Quer dizer, já tinha saido da cama e já tinha passado pelo chuveiro, mas para ficar completamente acordado faltava ainda a primeira dose de cafeína e o primeiro cigarro do dia. Dizia eu... Isto é, escrevia eu portanto que começava a entender a estratégia do tal grupo que se diz chefiado pelo senhor Lopes. Parece-me simples, afinal, e genial. Sabendo que os portugueses têm memória curta, o senhor Lopes deu instruções ao seu pessoal para fazerem o máximo de asneiras no primeiro ano de governo [governo, governo, ainda não será, mas enfim...], cometerem as mais absurdas calinadas e envolverem-se em casos e polémicas avulso. Depois do primeiro ano, será então tempo de começar a trabalhar a sério, tomar medidas justas, ponderadas e necessárias, reformar o país, enfim, governar. Depois, no momento do voto, os eleitores retribuirão agradecidos colocando o senhor Lopes em São Bento por mais quatro anos. E em 2010, idem, cumprindo-se assim o desejo do senhor Lopes de nos ficar a "governar" até 2014.
Faz sentido, não? É que ninguém pode ser tão estúpido e incompetente ao ponto de fazer tantos disparates em tão pouco tempo. Só pode ser propositado. Não há outra explicação, pois não? Ou serão eles realmente...

sábado, novembro 27, 2004