quinta-feira, janeiro 20, 2005
Patéticos e patetas
1. Ontem à noite, Nuno Cardoso - ex-presidente da Câmara Municipal do Porto, candidato a deputado pelo PS e candidato a candidato à Câmara Municipal do Porto - deu uma pseudo-conferência de imprensa a propósito do facto de ter sido ouvido pela Polícia Judiciária num processo relacionado com as estranhas negociatas, perdão, os estranhos negócios entre a Câmara do Porto - quando Cardoso era presidente - e o maior clube da cidade. Pelo meio anda também uma família Ramalho. Cardoso resolveu disparar em todas as direcções, acusando Aguiar Branco - ministro da Justiça, candidato a deputado pelo PSD e "amigo de Rui Rio" - e Rui Rio - presidente da Câmara portuense e, presumo, amigo de Aguiar Branco - de serem os responsáveis pelo facto de a Judiciária o ter chamado agora a prestar declarações. Todos percebemos o que o senhor Cardoso quis dizer: Branco e Rio manipularam a Judiciária em benefício dos seus interesse pessoais e políticos. A pseudo-conferência de Cardoso e as suas palavras são ilustrativas da estirpe do senhor.
2.Ontem à tarde, Isabel Damasceno - presidente da Câmara Municipal de Leiria - foi ouvida pela Polícia Judiciária no âmbito do processo Apito Dourado. A senhora veio dizer - ou mandou dizer, não percebi - que tinha sido ouvida na qualidade de testemunha. A senhora terá sido chamada porque a sua filha é amiga de uma neta de Pinto de Sousa - um dos arguidos do processo e sócio de uma empresa do ramo automóvel em Leiria. Portanto, e se bem entendo, os senhores da PJ são uns coscuvilheiros que andam para aí a bisbilhotar as relações de amizade entre filhas de autarcas e netas de advogados que são também vendedores de automóveis e têm ligações à arbitragem. Ouve-se e pasma-se. Só não se entende porque decidiu a Juciária constituir Isabel Damasceno como arguida do precosso Apito Dourado.
3.Pedro Santana Lopes - ex-presidente de um clube lisboeta, das Câmaras Municipais da Figueira Foz e de Lisboa e primeiro-ministro em gestão, além de figura proeminente da imprensa cor-de-rosa - veio ontem acusar José Sócrates - ex-ministro do Ambiente, ex-comentador político-televisivo e candidato a primeiro-ministro - de ter nomeado Filipe Batista para Inspector Geral do Ambiente quando até já tinham acontecido as eleições de2002 ganhas por Durão Barroso, o tal que voou para Bruxelas assim que o barco da governação começou a adornar. Acontece que Batista foi nomeado para o cargo que ocupa por Isaltino Morais, ex-ministro do Ambiente do governo de Barroso e caído em desgraça por causa de umas contas bancárias na Suiça. Entretanto, Miguel Almeida já veio dizer que tinha sido ele a passar a informação ao seu líder e que se tinha enganado nos nomes. Ele queria dizer era Carlos Mourato Nunes e Instituto Geográfico Português. Percebe a confusão: "Filipe" confunde-se facilmente com "Carlos" e "Batista" é muito parecido com Mourato Nunes; além do mais "Inspector Geral do Ambiente" e "Instituto Geográfico Português" são praticamente a mesma coisa..
2.Ontem à tarde, Isabel Damasceno - presidente da Câmara Municipal de Leiria - foi ouvida pela Polícia Judiciária no âmbito do processo Apito Dourado. A senhora veio dizer - ou mandou dizer, não percebi - que tinha sido ouvida na qualidade de testemunha. A senhora terá sido chamada porque a sua filha é amiga de uma neta de Pinto de Sousa - um dos arguidos do processo e sócio de uma empresa do ramo automóvel em Leiria. Portanto, e se bem entendo, os senhores da PJ são uns coscuvilheiros que andam para aí a bisbilhotar as relações de amizade entre filhas de autarcas e netas de advogados que são também vendedores de automóveis e têm ligações à arbitragem. Ouve-se e pasma-se. Só não se entende porque decidiu a Juciária constituir Isabel Damasceno como arguida do precosso Apito Dourado.
3.Pedro Santana Lopes - ex-presidente de um clube lisboeta, das Câmaras Municipais da Figueira Foz e de Lisboa e primeiro-ministro em gestão, além de figura proeminente da imprensa cor-de-rosa - veio ontem acusar José Sócrates - ex-ministro do Ambiente, ex-comentador político-televisivo e candidato a primeiro-ministro - de ter nomeado Filipe Batista para Inspector Geral do Ambiente quando até já tinham acontecido as eleições de2002 ganhas por Durão Barroso, o tal que voou para Bruxelas assim que o barco da governação começou a adornar. Acontece que Batista foi nomeado para o cargo que ocupa por Isaltino Morais, ex-ministro do Ambiente do governo de Barroso e caído em desgraça por causa de umas contas bancárias na Suiça. Entretanto, Miguel Almeida já veio dizer que tinha sido ele a passar a informação ao seu líder e que se tinha enganado nos nomes. Ele queria dizer era Carlos Mourato Nunes e Instituto Geográfico Português. Percebe a confusão: "Filipe" confunde-se facilmente com "Carlos" e "Batista" é muito parecido com Mourato Nunes; além do mais "Inspector Geral do Ambiente" e "Instituto Geográfico Português" são praticamente a mesma coisa..
terça-feira, janeiro 18, 2005
Uma campanha alegre [em actualização]
Ando um bocado desiludido com os últimos dias políticos nacionais. Tirando os mais recentes ziguezagues de Sócrates e umas declarações de Santana criticando as contradições de Sócrates, naquilo que até poderia ter sido um exercício de auto-crítica, nada de muito excitante tem acontecido. Ainda se ao menos um ministro fosse em visita oficial a qualquer lado... Mas nada. Nem as últimas declarações de Alberto João I, rei da Madeira, do Porto Santo e das Ilhas Selvagens me animaram: apenas disse que a Portugal falta a ousadia dos madeirenses. Nem uns insultos aos alvos do costume.
Uma modorra a vida política nacional. Devem andar todos derretidos com a história do miudo indonésio com a camisola da selecção nacional de futebol...
Uma modorra a vida política nacional. Devem andar todos derretidos com a história do miudo indonésio com a camisola da selecção nacional de futebol...
Agora já há dinheiro, é?
Nada como estarmos a menos de um mês das eleições para aparecer dinheiro para tudo e mais alguma coisa. Por estes dias tem sido um vê se te avias de projectos anunciados, obras a realizar e medidas a tomar. Hoje foi a vez de o ministro António Mexia anunciar o início das obras para o TGV - começam já em... finais de 2006. E parece que afinal também vai haver dinheiro para a construção de uma terceira travessia do Tejo. Salvé Santana, é o fim da crise! Hossana: a retoma está aí!
Já só estou à espera de ver a actual coligação a anunciar, antes de Fevereiro, o início das obras do aeroporto da Ota, o tal que para já não é para construir [dizem eles].
Também foi bonito ver Santana todo ufano na inauguração do novo Palácio da Justiça de Sintra, uma obra iniciada nos longínquos tempos do ministro António Costa, actual deputado europeu pleo Partido Socialista.
Já só estou à espera de ver a actual coligação a anunciar, antes de Fevereiro, o início das obras do aeroporto da Ota, o tal que para já não é para construir [dizem eles].
Também foi bonito ver Santana todo ufano na inauguração do novo Palácio da Justiça de Sintra, uma obra iniciada nos longínquos tempos do ministro António Costa, actual deputado europeu pleo Partido Socialista.
E os outros?!
Milagre, coragem, emoção, determinação ou força são algumas das palavras que têm sido utilizadas para contar a história do rapazinho indonésio que apareceu numa praia local envergando uma camisola da selecção nacional de futebol. Entretanto, Martunis tornou-se numa vedeta, principalmente em Portugal, e há dias a fio que não sai dos noticiários das nossas televisões que rapidamente esqueceram os outros todos - miudos e graudos - que morreram ou perderam tudo [família, casa, haveres] em consequência do tsunami.
Sorte a de Martunis que tinha uma camisola da selecção na hora fatídica. Azar dos outros todos.
Sorte a de Martunis que tinha uma camisola da selecção na hora fatídica. Azar dos outros todos.
sexta-feira, janeiro 14, 2005
É que temos mesmo homem!
"[...] o melhor exemplo da política feita de marketing [...] muita cosmética e pouca substância".
"Foi cosmético enquanto foi ministro, é agora cosmético [...] e será cosmético se algum dia o país tiver a infelicidade de o ver chegar a primeiro-ministro."
"[...] um aluno brilhante dessa escola de desgoverno em que [...] é exímio"
" [...] é flagrante e evidente a ausência de uma única ideia estruturada que dê solidez e credibilidade ao seu discurso."
"[...] sempre a disparar ao lado [...] como diz o povo, cada vez que ele fala, 'cada cavadela, sua minhoca'".
Que se desenganem os incautos: o mergulhador Sarmento não estava a falar apenas de Sócrates. Ele referia-se também e nitidamente ao chefe do seu partido e do seu gov... bem, do... quer dizer, o... enfim, aquilo a que ele pertence. Teremos, como alguns suspeitam, homem para disputar a liderança do PSD no dia a seguir às eleições?
"Foi cosmético enquanto foi ministro, é agora cosmético [...] e será cosmético se algum dia o país tiver a infelicidade de o ver chegar a primeiro-ministro."
"[...] um aluno brilhante dessa escola de desgoverno em que [...] é exímio"
" [...] é flagrante e evidente a ausência de uma única ideia estruturada que dê solidez e credibilidade ao seu discurso."
"[...] sempre a disparar ao lado [...] como diz o povo, cada vez que ele fala, 'cada cavadela, sua minhoca'".
Que se desenganem os incautos: o mergulhador Sarmento não estava a falar apenas de Sócrates. Ele referia-se também e nitidamente ao chefe do seu partido e do seu gov... bem, do... quer dizer, o... enfim, aquilo a que ele pertence. Teremos, como alguns suspeitam, homem para disputar a liderança do PSD no dia a seguir às eleições?
Temos homem!
Nuno Morais Sarmento, o impoluto ministro que recentemente esteve a mergulhar nas águas de São Tomé e Principe em busca de petróleo, lançou violentas críticas a José Sócrates, seu opositor no distrito de Castelo Branco onde ambos concorrem como cabeças-ocas à Assembleia da República. O antigo pugilista que tem dado a cara nos momentos mais trapalhões e caricatos do governo promete não dar tréguas a Sócrates. Temos homem, temos...
Défice
Supostamente todos os países da União Europeia têm o mesmo peso, iguais direitos e os mesmos deveres. Acontece, porém, que há sempre uns que são mais iguais que outros.
quinta-feira, janeiro 13, 2005
O coice
Há uns anos ouvi um amigo meu referir-se ao que ele descrevia como a "teoria do coice". Imaginemos um burro e alguém que teima, contra todos os conselhos, em picá-lo. Por mais paciente que o burro seja, chegará o momento em que se farta de ser picado e acabará por começar aos coices. O burro, nesta teoria, representa a Terra e o "alguém" a espécie humana.
Lembro-me frequentemente dessa "teoria", especialmente em alturas como a que vivemos por estes dias: o violento tremor de terra no Sudoeste Asiático e consequente maremoto; as violentas tempestades no Norte da Europa; as chuvas torrenciais na América [do Norte e do Sul]; os incêndios florestais na Austrália; o longo período sem chuva que afecta Portugal; as temperaturas amenas na Rússia. Parece-me que tudo isto não é mais do que a Terra a dar coices. Depois de a espécie humana a picar desenfreadamente, a boa e velha Terra fartou-se. Por muito tecnologicamente evoluída que seja a espécie humana, a Terra continua a ser quem mais ordena.
Lembro-me frequentemente dessa "teoria", especialmente em alturas como a que vivemos por estes dias: o violento tremor de terra no Sudoeste Asiático e consequente maremoto; as violentas tempestades no Norte da Europa; as chuvas torrenciais na América [do Norte e do Sul]; os incêndios florestais na Austrália; o longo período sem chuva que afecta Portugal; as temperaturas amenas na Rússia. Parece-me que tudo isto não é mais do que a Terra a dar coices. Depois de a espécie humana a picar desenfreadamente, a boa e velha Terra fartou-se. Por muito tecnologicamente evoluída que seja a espécie humana, a Terra continua a ser quem mais ordena.
Lógica briosa
O Rio Ave empatou com Sporting, FCPorto e Benfica. Logo, o Rio Ave é tão bom quanto estes. A Académica eliminou o Rio Ave da Taça de Portugal [e em Vila do Conde!] ganhando por dois a zero. Logo a Académica é melhor que o Rio Ave que é tão bom quanto Sporting, FC Porto e Benfica. Logo a Académica é melhor que estes três. Agora gritem comigo: Brioooooosa!
M.: 'tás a ver? Eu não dizia que era com o Vingada [que até ganhou umas coisas no Egipto] que "lá" íamos?
M.: 'tás a ver? Eu não dizia que era com o Vingada [que até ganhou umas coisas no Egipto] que "lá" íamos?
terça-feira, janeiro 11, 2005
No comments
Um amável Anonymous deixou, a propósito de um post ali em baixo, uns comentários que não resisto a transcrever.
"Dinaussarius é a puta que te pariu
Anonymous 01.11.05 - 12:29 am"
"Deves ser é um nazizeco de merda, com ideias ocas, se te vais abster e não votar no PC então deixa o povinho por lá quem quer (mts ps´s e psd´s) e quando tiveres completamente atolado na tua propria merda, lembra-te
Anonymous 01.11.05 - 12:33 am"
Três pequenos reparos apenas: onde se lê "por", creio que o anónimo amigo quereria dizer "pôr" [ou seja "colocar"...]; onde se lê "PC" creio que o simpático anónimo se refere ao Partido Comunista [Português, penso] e não a "Personal Computer"; finalmente, quando o anónimo comentador escreve "tiveres" [verbo "ter", sinónimo de "possuir"] penso que quereria dizer "estiveres" do verbo "estar".
"Dinaussarius é a puta que te pariu
Anonymous 01.11.05 - 12:29 am"
"Deves ser é um nazizeco de merda, com ideias ocas, se te vais abster e não votar no PC então deixa o povinho por lá quem quer (mts ps´s e psd´s) e quando tiveres completamente atolado na tua propria merda, lembra-te
Anonymous 01.11.05 - 12:33 am"
Três pequenos reparos apenas: onde se lê "por", creio que o anónimo amigo quereria dizer "pôr" [ou seja "colocar"...]; onde se lê "PC" creio que o simpático anónimo se refere ao Partido Comunista [Português, penso] e não a "Personal Computer"; finalmente, quando o anónimo comentador escreve "tiveres" [verbo "ter", sinónimo de "possuir"] penso que quereria dizer "estiveres" do verbo "estar".
segunda-feira, janeiro 10, 2005
Mais de metade dos portugueses estão enganados
«Mais de metade dos portugueses (54 por cento) acham que a protecção civil está "mal" e muito "mal preparada" para lidar com as consequências de um eventual terramoto em Portugal, indica uma sondagem PÚBLICO/RTP encomendada à Universidade Católica Portuguesa.»
Tenho praticamente a certeza absoluta que a protecção civil não está preparada para um eventual terramoto em Portugal. Nem bem nem mal. Não está preparada e ponto final. Oxalá eu esteja errado.
Já agora: "Mais de metade dos portugueses acham..."???
Tenho praticamente a certeza absoluta que a protecção civil não está preparada para um eventual terramoto em Portugal. Nem bem nem mal. Não está preparada e ponto final. Oxalá eu esteja errado.
Já agora: "Mais de metade dos portugueses acham..."???
Descida ao inferno?
Nos últimos tempos, nada parece correr bem a Pinto da Costa. Ele foi [é] a história do Apito Dourado; depois a tentativa frustada de "meter" Pôncio Monteiro [pausa para uma longa gargalhada...] no Parlamento para irritar Rui Rio [que assim ganhou mais um braço-de-ferro com Pinto da Costa]; e agora a sua equipa de futebol viu-se ultrapassada pelo Sporting e pelo Boavista na classificação do campeonato nacional de futebol. Tempos negros.
E a Académica que continua a afundar-se na classificação... M., não te preocupes: o Vingada vai fazer uma segunda volta triunfal e ainda lá vamos este ano! [private joke]
E a Académica que continua a afundar-se na classificação... M., não te preocupes: o Vingada vai fazer uma segunda volta triunfal e ainda lá vamos este ano! [private joke]
sábado, janeiro 08, 2005
sexta-feira, janeiro 07, 2005
Abstenção?
Os acontecimentos dos últimos dias [ia escrever "dos últimos anos" mas não quero ser acusado de exageros...] têm demonstrado abundantemente a falência do sistema político português e a incompetência [e o carreirismo - leia-se "tachismo"] que caracteriza a generalidade da nossa classe política. Refiro-me em concreto ao processo de constituição das listas para candidatos a deputados - e ao resultado desse processo - nos principais partidos portugueses [PSD e PS], os tais que José Manuel Fernandes designa no editorial do Público de hoje como "os pilares da democracia portuguesa". As listas do PSD são coerentes com os 4 meses de desgoverno santanista: uma trapalhada onde abundam "figuras" que em nada irão prestigiar o Parlamento e que nada de substantivo têm para oferecer à democracia portuguesa. Trata-se, genericamente, de incompetentes e inúteis unicamente interessados nas suas "carreiras políticas" e sem uma ideia para amostra. As listas do PS, que supostamente têm por objectivo devolver a confiança aos portugueses, não acrescentam nada de novo ao que se conhece do partido de Sócrates: basicamente apresenta-nos mais do mesmo e isso é, em geral, o pior do guterrismo. As novidades são confrangedoras: a viúva de um ex-ministro das Finanças falecido em campanha para o Parlamento Europeu e a filha do arcebispo socialista de Braga são apenas dois exemplos da "novidade" e "abertura à sociedade civil". Com listas destas, não me parece que esta gente leve o meu voto.
Há sempre a hipótese de votar no CDS-PP, o tal que elaborou as suas listas com "elevação", "serenidade" e "elevado sentido de Estado". Pois, pois... Estamos a falar do partido que atirou Narana Coissoró, um dos nossos melhores parlamentares, para cabeça de lista em Faro, onde o CDS nunca elegeu nenhum deputado. Ou seja, fico com a ideia que Portas continua a livrar-se daqueles que no seu partido ainda representam o passado centrista de Freitas do Amaral, Amaro da Costa e Adriano Moreira. Também não vou por aqui.
O PCP, perdão, a CDU. Com todo o respeito, os dinossauros desapareceram há milhares de anos e não creio que seja possível ressuscitá-los. E se quisesse viver num país governado por Jerónimos de Sousa emigrava para Cuba ou para a Coreia do Norte.
Resta-me, dos partidos com representação parlamentar, o Bloco de Esquerda. Acontece que o moralismo e os ares de superioridade intelectual de Francisco Louçã e seus pares não me seduzem. Por muito "chique" que seja esta esquerda, não lhe encontro qualquer ideia válida para o país. Não me basta concordar com algumas das suas causas [a despenalização do aborto ou a liberalização das drogas, por exemplo], para lhes oferecer o meu voto.
Finalmente, os "outros". Não contam para nada.
Há sempre a hipótese de votar no CDS-PP, o tal que elaborou as suas listas com "elevação", "serenidade" e "elevado sentido de Estado". Pois, pois... Estamos a falar do partido que atirou Narana Coissoró, um dos nossos melhores parlamentares, para cabeça de lista em Faro, onde o CDS nunca elegeu nenhum deputado. Ou seja, fico com a ideia que Portas continua a livrar-se daqueles que no seu partido ainda representam o passado centrista de Freitas do Amaral, Amaro da Costa e Adriano Moreira. Também não vou por aqui.
O PCP, perdão, a CDU. Com todo o respeito, os dinossauros desapareceram há milhares de anos e não creio que seja possível ressuscitá-los. E se quisesse viver num país governado por Jerónimos de Sousa emigrava para Cuba ou para a Coreia do Norte.
Resta-me, dos partidos com representação parlamentar, o Bloco de Esquerda. Acontece que o moralismo e os ares de superioridade intelectual de Francisco Louçã e seus pares não me seduzem. Por muito "chique" que seja esta esquerda, não lhe encontro qualquer ideia válida para o país. Não me basta concordar com algumas das suas causas [a despenalização do aborto ou a liberalização das drogas, por exemplo], para lhes oferecer o meu voto.
Finalmente, os "outros". Não contam para nada.
Como se não bastasse, o sistema eleitoral através do qual são eleitos os nossos deputados não serve os interesses do país e as sempre prometidas reformas do mesmo nunca passam disso mesmo: promessas, intenções, palavras ocas, mentiras.
Por mim, a decisão começa a ser cada vez mais nítida: abstenção. Abstenção pura e simplesmente. Aliás, pergunto-me o que sucederia em Portugal se, digamos, 75% dos eleitores virasse as costas aos nossos partidos e não comparecesse nas assembleias de voto...
Por mim, a decisão começa a ser cada vez mais nítida: abstenção. Abstenção pura e simplesmente. Aliás, pergunto-me o que sucederia em Portugal se, digamos, 75% dos eleitores virasse as costas aos nossos partidos e não comparecesse nas assembleias de voto...
quarta-feira, janeiro 05, 2005
Uma campanha alegre
Lamentavelmente, o CDS-PP, o PCP [que nas eleições muda de nome e se chama CDU] e o Bloco de Esquerda não estão a contribuir para a divertida [pré-]campanha eleitoral em curso. Refiro-me ao facto de não haver notícias de confusões na constituição das listas a deputados, nem acusações de traições, nem pressões para incluir ou afastar nomes das listas. Uma vergonha! Valham-nos o grandes partidos que tão pródigos têm sido em episódios anedóticos.
There are killers on the road
Segundo acabo de ouvir na SIC Notícias, em 2005 morreram nas estradas portuguesas 1124 pessoas. Só na operação de Ano Novo foram 11. Andar de automóvel em Portugal é mais perigoso do que morar em Bagdad.
terça-feira, janeiro 04, 2005
Entretanto, bolas ao poste
Pinto da Costa, arguido do caso Apito Dourado que ofereceu um relógio a Valentim Durão e outro a Durão Barroso e que não gosta de Rui Rio [mas parece que é amigo de Pôncio Monteiro, que já não é número dois pelo PSD no Porto] e presidente de um clube de futebol: [a propósito de uns jogadores que se atrasaram no Brasil] "Quando há um regulamento interno é porque há normas que têm de ser seguidas. Quando não são cumpridas, só temos de actuar em conformidade, mas claro que não vamos matar ninguém." Olha que não sei: os Super-Dragões eram gajos para isso. Afinal, quem ameaça o homem que lhes deu dois campeonatos nacionais, uma Taça de Portugal, duas taças europeias e mais não sei o quê, é capaz de tudo.
Mais a sul: o Desejado regressou finalmente do Brasil e, segundo A Bola, fez aos jornalistas aquilo que costuma fazer aos adversários [e às vezes a si próprio]: fintou-os. Hoje não joga contra o F.C. da Pampilhosa mas no sábado lá deve estar pronto para fintar os defesas do "eterno rival" no "clássico" mais clássico do futebol à portuguesa.
Lá para os lados do Centro Comercial Colombo: aquele velhinho simpático que assim que receber um convite volta para Itália [partindo do princípio que ainda alguém o quer por lá...] também já regressou e foi com os seus jogadores para Coruche [ao que sei, terra natal do treinador do "eterno rival "]. Entretanto, o velhinho já deve ter conhecido um tal de Roger, o novo reforço [para aí pela terceira vez] do clube que alegadamente treina.
Mais a sul: o Desejado regressou finalmente do Brasil e, segundo A Bola, fez aos jornalistas aquilo que costuma fazer aos adversários [e às vezes a si próprio]: fintou-os. Hoje não joga contra o F.C. da Pampilhosa mas no sábado lá deve estar pronto para fintar os defesas do "eterno rival" no "clássico" mais clássico do futebol à portuguesa.
Lá para os lados do Centro Comercial Colombo: aquele velhinho simpático que assim que receber um convite volta para Itália [partindo do princípio que ainda alguém o quer por lá...] também já regressou e foi com os seus jogadores para Coruche [ao que sei, terra natal do treinador do "eterno rival "]. Entretanto, o velhinho já deve ter conhecido um tal de Roger, o novo reforço [para aí pela terceira vez] do clube que alegadamente treina.
Terá sido modéstia?
«O PSD está a retirar os «outdoors» de pré-campanha, cuja colagem estava a ser iniciada, pelo facto de Cavaco Silva ter recusado, em carta dirigida ao secretário-geral, Miguel Relvas, que a sua fotografia aparecesse ao lado de outros primeiros-ministros do PSD, como Sá Carneiro, Pinto Balsemão, Durão e Santana.»
A notícia toda aqui.
Nem vale a pena comentar a atitude de Cavaco, que lá terá os seus defeitos, mas não é estúpido e não consta que tenha tendências suicidas...
A notícia toda aqui.
Nem vale a pena comentar a atitude de Cavaco, que lá terá os seus defeitos, mas não é estúpido e não consta que tenha tendências suicidas...
Nothing changes on new year's day
Avançamos por 2005 dentro com as costumeiras trapalhadas, intrigas e negociatas da política portuguesa. O PSD de Bragança rejeita Duarte Lima como cabeça-de-lista. O inenarrável Pôncio Monteiro produziu umas declarações sobre o igualmente inenarrável Rui Rio, presidente da Câmara portuense, que deixaram o PSD em polvorosa e já se fala na hipótese de o afastar da lista de candidatos pelo Porto. Mas os socialistas também não têm razões para rir da desgraça alheia: a Federação Distrital de Setúbal não quer Paulo Pedroso a concorrer pelo seu distrito. Entretanto, já ouvi dizer que Ferro Rodrigues se recusou a ocupar o segundo lugar da lista por Lisboa e em Santarém também houve "uns protestos". Como se vê, a campanha prossegue com a elevação habitual, discutindo-se os temas que realmente interessam. À classe política dirigente, pois claro. Portugal bem pode esperar.
P.S. para os mais desatentos: o título deste post foi sacado directamente de um tema - New Year's Day - dos U2 [que actuam em Portugal emAgosto deste ano].
P.S. para os mais desatentos: o título deste post foi sacado directamente de um tema - New Year's Day - dos U2 [que actuam em Portugal emAgosto deste ano].
segunda-feira, janeiro 03, 2005
Ajudar
Deixo aqui este link. Trata-se de uma lista de organizações que estão a recolher donativos para o auxílio às vítimas do desastre no sudoeste asiático.
Apelo de emergência
CVP APOIO ÀS VÍTIMAS DO ABALO SÍSMICO E DO TSUNAMI
BANCO BPI
NIB 0010 0000 137 222 70009 70
Conta nº: 1-1372227000009
2005
Entramos no ano de 2005 sob o signo da morte e da insignificância da vida humana. Além de lamentar as mortes, as vidas despedaçadas e a devastação no sudeoeste asiático, não posso deixar de pensar na fragilidade da espécie humana. Lamentavelmente, estas demonstrações do poder da Natureza não nos ensinam nada. Já era tempo de deixarmos de acreditar que controlamos ou que podemos vir a controlar o planeta. Já era tempo de deixarmos de acreditar que o planeta nos pertence - nós é que lhe pertencemos.
Entretanto, um bom 2005.
Entretanto, um bom 2005.
quarta-feira, dezembro 29, 2004
Baixinho e genial
Cento e sessenta e nove centímetros de talento.
Romário de Souza Faria despediu-se do futebol.
Pregar aos convertidos
Um tal de Pedro Lopes escreveu uma carta aos militantes do PPD/PSD na qual se volta a queixar do seu triste fado. Enfim, el ritual de lo habitual: Sampaio não-sei-quê, interesses corporativos não-sei-que-mais, Guterres-também-não-sei-quantos...
terça-feira, dezembro 28, 2004
2004 - a balançar
É comum por esta altura fazer balanços do ano que finda e formular votos ou desejos para o novo ano. Eu cá não. Até porque 2004 foi um ano negro, tanto para Portugal como para o resto do mundo, e não estou para ficar deprimido. Quanto aos desejos para o ano novo, também não estou para isso porque não estou para desilusões. Nem sequer prometo deixar de fumar. Pessimista? I don't think so.
segunda-feira, dezembro 27, 2004
sexta-feira, dezembro 24, 2004
Paz
A época de Natal é, em Portugal, sinónimo de fritos, bacalhau com grelos, acidentes de viação, mortos e feridos. Este ano, desde o início da operação de Natal da Brigada de Trânsito da GNR já se registaram quase 500 acidentes, quatro mortos e quatro feridos graves. Em menos de 24 horas. Em Portugal, algumas tradições não mudam...
Um bom Natal.
Um bom Natal.
quarta-feira, dezembro 22, 2004
Bagão Félix e o "mercado de Inverno"
O ministro das Finanças, que se recusou a divulgar o custo da acção de "explicação do Orçamento de Estado", é um conhecido e lúcido benfiquista. Só assim se entende que tenha "aconselhado" os clubes a pagar o que devem ao fisco em vez de procederem a "contratações" fabulosas na reabertura do mercado em Janeiro. Veremos se Vieira & Veiga entendem o recado: paguem o que devem e esqueçam o Robinho.
"Não é um gasto, é um investimento",
disse Morais Sarmento sobre o "encarte" que foi hoje distribuido com vários jornais "explicando" as contas do Orçamento de Estado. É de facto um investimento... na campanha eleitoral. Cem mil euros foi o custo desta acção de campanha.
sexta-feira, dezembro 17, 2004
Quase 500
A confiar no que me diz o Blogger, antes deste post, faltavam dois posts para atingir a marca do meio milhar de posts [ou divagações, cogitações, delírios, disparates...]. Agora só falta 1.
[Aqui fica, portanto, um belo exemplo de um post absolutamente inútil e disparatado. Mas como dizia no meu primeiro post, este blog é meu e só meu... e faço nele e dele e com ele o que eu bem quiser. Ah, pois é! Já agora, repararam na quantidade de vezes que escrevi a palavra post? Cinco. Aliás, seis a contar com esta última.]
[Aqui fica, portanto, um belo exemplo de um post absolutamente inútil e disparatado. Mas como dizia no meu primeiro post, este blog é meu e só meu... e faço nele e dele e com ele o que eu bem quiser. Ah, pois é! Já agora, repararam na quantidade de vezes que escrevi a palavra post? Cinco. Aliás, seis a contar com esta última.]
Analfabetos funcionais, é o que é!
Acabo de ouvir na TSF que os juízes do Tribunal Constitucional chumbaram a pergunta para o referendo sobre a Constituição Europeia, considerando que a mesma não respeita os requisitos de clareza. Realmente não se entende.
Não se entende que pessoas com uma formação superior, juristas de envergadura e juízes do Tribunal Constitucional não compreendam uma pergunta tão clara como esta: "Concorda com a Carta dos Direitos Fundamentais, a regra das votações por maioria qualificada e o novo quadro institucional da União Europeia, nos termos constantes da Constituição para a Europa?"
Mas há alguém que não entenda o que nos é perguntado?! Acho que temos que mudar de juízes e colocar lá gente que não seja analfabeta funcional.
Agora a sério: estou ansioso pelas reacções dos três partidos que chegaram a acordo sobre esta absurda pergunta. Vai ser lindo vê-los a acusarem-se mutuamente, fazendo de conta que não era precisamente este o resultado que prentendiam. Vai uma apostinha sobre o futuro do referendo? Eu aposto que ele vai para o caixote do lixo das boas intenções [ou se calhar para o chão, porque esse caixote já transbordou há muito tempo].
Não se entende que pessoas com uma formação superior, juristas de envergadura e juízes do Tribunal Constitucional não compreendam uma pergunta tão clara como esta: "Concorda com a Carta dos Direitos Fundamentais, a regra das votações por maioria qualificada e o novo quadro institucional da União Europeia, nos termos constantes da Constituição para a Europa?"
Mas há alguém que não entenda o que nos é perguntado?! Acho que temos que mudar de juízes e colocar lá gente que não seja analfabeta funcional.
Agora a sério: estou ansioso pelas reacções dos três partidos que chegaram a acordo sobre esta absurda pergunta. Vai ser lindo vê-los a acusarem-se mutuamente, fazendo de conta que não era precisamente este o resultado que prentendiam. Vai uma apostinha sobre o futuro do referendo? Eu aposto que ele vai para o caixote do lixo das boas intenções [ou se calhar para o chão, porque esse caixote já transbordou há muito tempo].
terça-feira, dezembro 14, 2004
Bye-bye Internet Explorer
Correio electrónico
Não gosto muito de receber aqueles mails com piadas, piadinhas e piadolas [e gajas nuas] que os portugueses adoram enviar e reenviar uns aos outros. Contudo, por vezes, há um ou outro que realmente vale a pena. Este recebi-o ontem e é um dos que vale a pena.
«Isto o que aconteceu foi muito simples caros leitores!
O que aconteceu foi que eu estava em Belém na inauguração da maior árvore de Natal da Europa, sim repito da Europa, porque nós quando fazemos as coisas é em grande, e virei-me para um turista que lá estava e disse-lhe:
- Lá na tua terra não tens disto pois não? A maior da Europa, a MAIOR!
E o gajo vem com uma conversa do género: Não sei quê, no meu país preferimos gastar dinheiro em outras coisas, por exemplo a evitar que rebentem condutas de água, que levam ao abatimento do solo, e dessa forma prejudiquem milhares de pessoas... mais não sei que mais e o camandro! E eu, que até sou um gajo que é pá, tenho uma facilidade na exposição de argumentos, não me fiquei e disse-lhe logo:
- A maior da Europa! Toma! Embrulha!
E o gajo começa a falar que não sei quê, lá no país dele quando começa a chover as zonas ribeirinhas não ficam inundadas, e que talvez fosse melhor que, em vez da árvore, o dinheiro fosse canalizado para evitar essas situações. Eu comecei a enervar-me e disse-lhe logo:
- Mau, tu queres ver que nos temos que chatear! Eu estou aqui a expor argumentos que é pá sim senhor, e tu vens com essa conversa de não sei quê. Eu nem quero começar a falar na feijoada em cima da ponte, nem no desfile de "pais natais", porque senão nem sabias onde te meteres pá.
O gajo começa a falar de uma coisa qualquer, tipo túneis que são construídos e ficam a meio, e não sei que mais, e eu virei logo costas. Porque quando eu vejo estes gajos que não conseguem aceitar a superioridade de um país sobre o outro, e ainda falam, falam, falam, e não dizem nada de jeito, eu fico chateado, claro que fico chateado!!»
«Isto o que aconteceu foi muito simples caros leitores!
O que aconteceu foi que eu estava em Belém na inauguração da maior árvore de Natal da Europa, sim repito da Europa, porque nós quando fazemos as coisas é em grande, e virei-me para um turista que lá estava e disse-lhe:
- Lá na tua terra não tens disto pois não? A maior da Europa, a MAIOR!
E o gajo vem com uma conversa do género: Não sei quê, no meu país preferimos gastar dinheiro em outras coisas, por exemplo a evitar que rebentem condutas de água, que levam ao abatimento do solo, e dessa forma prejudiquem milhares de pessoas... mais não sei que mais e o camandro! E eu, que até sou um gajo que é pá, tenho uma facilidade na exposição de argumentos, não me fiquei e disse-lhe logo:
- A maior da Europa! Toma! Embrulha!
E o gajo começa a falar que não sei quê, lá no país dele quando começa a chover as zonas ribeirinhas não ficam inundadas, e que talvez fosse melhor que, em vez da árvore, o dinheiro fosse canalizado para evitar essas situações. Eu comecei a enervar-me e disse-lhe logo:
- Mau, tu queres ver que nos temos que chatear! Eu estou aqui a expor argumentos que é pá sim senhor, e tu vens com essa conversa de não sei quê. Eu nem quero começar a falar na feijoada em cima da ponte, nem no desfile de "pais natais", porque senão nem sabias onde te meteres pá.
O gajo começa a falar de uma coisa qualquer, tipo túneis que são construídos e ficam a meio, e não sei que mais, e eu virei logo costas. Porque quando eu vejo estes gajos que não conseguem aceitar a superioridade de um país sobre o outro, e ainda falam, falam, falam, e não dizem nada de jeito, eu fico chateado, claro que fico chateado!!»
segunda-feira, dezembro 13, 2004
Já não há paciência...
... para aturar os disparates, contradições e birras do dissolvido. Porra, homem, desapareça de uma vez por todas. Volte a fazer o que sempre fez melhor: saia à noite, beba uns copos e dê uns pezinhos de dança. Aproveite agora que a Cinha já está cá fora.
Um fracasso é um sucesso é um fracasso
Este texto de Fernando Ilharco no Público de hoje deve ser lido com atenção. Sem ser um texto eminentemente político, Ilharco aborda alguns aspectos que muito têm que ver com o que se vai passando no mundo político-mediático português.
domingo, dezembro 12, 2004
Finalmente uma boa notícia
E mais uma vez devemos agradecer ao Futebol Clube do Porto que foi ao Japão buscar mais uma Taça Intercontinental para a sua sala de troféus. É uma boa notícia para Portugal.
sexta-feira, dezembro 10, 2004
Em Roma, sê romano
Mais de uma semana depois de anunciar a dissolução da Assembleia da República, Jorge Sampaio explica-se hoje ao país. Finalmente, suspiram muitos de alívio. Por mim não vejo qualquer inconveniente no timing presidencial. Sampaio está a demorar muito tempo a explicar as razões da sua decisão? Pois está e depois? Por acaso, alguém em Portugal faz seja o que for em tempo útil? Que atire a primeira pedra etc, etc... Apesar da educação britânica, Sampaio é português, está em Portugal e preside à República Portuguesa. Se tivesse sido lesto a explicar-se ainda podiamos estranhar. When in rome, and so on and so forth...
Mantenha-se vivo e lúcido, por favor!
Mário Soares fez há dias 80 anos. Não lhei dei os parabéns [também não conheço o senhor de lado nenhum nem ele a mim] até porque mais do que dar-lhe os parabéns, como muitos fizeram, importa, por um lado, agradecer-lhe tudo o que ao longo da sua vida fez por Portugal e, por outro, pedir-lhe desculpa por não termos sabido dar continuidade ao seu trabalho de décadas.
Goste-se ou não da personagem, a verdade é que Mário Soares foi dos portugueses que mais trabalharam e lutaram por fazer de Portugal um país democrático, moderno e verdadeiramente europeu. Antes e depois do 25 de Abril, Mário Soares foi dos que nunca viraram a cara à luta. Tomou decisões. Acertou em muitas e errou algumas vezes, mas nunca fugiu às dificuldades.
Goste-se ou não da personagem, a verdade é que Mário Soares foi dos portugueses que mais trabalharam e lutaram por fazer de Portugal um país democrático, moderno e verdadeiramente europeu. Antes e depois do 25 de Abril, Mário Soares foi dos que nunca viraram a cara à luta. Tomou decisões. Acertou em muitas e errou algumas vezes, mas nunca fugiu às dificuldades.
[Foto: Fundação Mário Soares]
Lamentavelmente o seu exemplo de tenacidade, coragem e empenho não foi seguido pelas gerações de políticos que lhe sucederam. António Guterres virou as costas ao país às primeiras dificuldades, abrindo caminho a Durão Barroso que, na primeira oportunidade, também se foi embora deixando-nos entregues ao desgoverno de Santana Lopes, sus muchacho y muchachas. Mais lamentável ainda é verificar que, na actual classe política que temos, não se vislumbra alguém - uma única figura que seja! - capaz de, como Mário Soares [ou Sá Carneiro e até Cavaco Silva], enfrentar os tempos negros que aí estão para durar.
Goste-se ou não na personagem, a verdade é que Mário Soares vai ser dos poucos portugueses a figurar nos manuais de História de Portugal dos próximos séculos. Ele e poucos mais [e nem todos pelas boas razões]: António de Oliveira Salazar, Álvaro Cunhal, Francisco Sá Carneiro e Aníbal Cavaco Silva. Todos os outros poderão aspirar, quando muito, a uma breve nota de rodapé.
Lamentavelmente o seu exemplo de tenacidade, coragem e empenho não foi seguido pelas gerações de políticos que lhe sucederam. António Guterres virou as costas ao país às primeiras dificuldades, abrindo caminho a Durão Barroso que, na primeira oportunidade, também se foi embora deixando-nos entregues ao desgoverno de Santana Lopes, sus muchacho y muchachas. Mais lamentável ainda é verificar que, na actual classe política que temos, não se vislumbra alguém - uma única figura que seja! - capaz de, como Mário Soares [ou Sá Carneiro e até Cavaco Silva], enfrentar os tempos negros que aí estão para durar.
Goste-se ou não na personagem, a verdade é que Mário Soares vai ser dos poucos portugueses a figurar nos manuais de História de Portugal dos próximos séculos. Ele e poucos mais [e nem todos pelas boas razões]: António de Oliveira Salazar, Álvaro Cunhal, Francisco Sá Carneiro e Aníbal Cavaco Silva. Todos os outros poderão aspirar, quando muito, a uma breve nota de rodapé.
quinta-feira, dezembro 09, 2004
A crise política em curso...
... continua a dar azo às mais desvairadas declarações de militantes do PPD/PSD e de membros do governo.
Desta vez, é Morais Sarmento, barrosista convertido à pressa em santanista e armado em homem de Estado, que resolve atacar a decisão de Jorge Sampaio. Em entrevista ao Diário Económico, Sarmento diz que a decisão de Sampaio é sinal de imaturidade democrática e basicamente chama-lhe ditador.
A mim só me ocorre uma pergunta: se a decisão de Sampaio é sinal de imaturidade democrática, aquilo que esta gente tem andado a fazer no / ao país é sinal de quê? Saudades da ditadura, pelo menos.
Urge enviar esta gente de volta para o anonimato de onde nunca deveria ter saido. De preferência, bem longe de Portugal.
terça-feira, dezembro 07, 2004
Deixa-me rir...
Apetece, abusivamente, citar Jorge Palma a propósito do fluxo de disparates que brota dos dirigentes do PSD, completamente desnorteados com a decisão de Jorge Sampaio.
Ontem, no encerramento do debate do Orçamento, Gulherme Silva, líder para lamentar da bancada cada vez menos social-democrata, brilhou bem alto. Um verdadeiro stand-up comedian, ao nível de um Ricardo Araújo Pereira ou de um Bruno Nogueira. Vejam só esta pérola, a propósito da presidencial decisão: "Uma actuação abusiva, imoral e eticamente inaceitável, porque, além do mais, lesiva dos interesses nacionais." Tal qual. E disse-o sem se rir. Sem um sorriso sequer. Que artista! Só mais uma para finalizar: "O que esta aberrante situação configura é um manifesto abuso do exercício dos poderes presidenciais."
Aguardo agora, com incontida ansiedade, o próximo número de Guilherme Silva, que, ao que ouvi dizer, terá por tema as maravilhas da democracia madeirense e do seu insigne líder, Alberto João.
Apito dourado ou pito dourado?
A investigação em curso aos meandros do futebol nacional tem tudo para ser um grande sucesso. De audiências. Senão vejamos: mete policias e ladrões, dinheiro e prostitutas, orgias e corrupção. Só faltam mesmo armas e drogas. Nem falta o comic relief [cortesia do famoso Emplastro, auto-denominado filho de Pinto da Costa]. Alguém envie já este argumento para Hollywood e sai daqui um grande sucesso cinematográfico!
Bolas ao poste, pontapés para o ar
O presidente de um clube de futebol do Porto foi agora mesmo tema de abertura dos três noticiários dos principais canais de televisão portugueses. Isto diz tudo sobre os reais interesses do povo português.
domingo, dezembro 05, 2004
Falta de vergonha
Se calhar sou um ingénuo, mas continuo a pasmar com a falta de vergonha e sentido ético dos nossos políticos e dos militantes dos nossos partidos. Os mesmos que no PSD há poucas semanas não queriam, por nada deste mundo, uma coligação com o CDS-PP, não querem agora outra coisa. Por outro lado, aqueles que dizem cobras e lagartos de Pedro Santana Lopes, também querem que ele vá a eleições [e perca estrondosamente]. O pior é que o mundo dá voltas e mais voltas e pode sempre acontecer o impensável. Se assim for, lá teremos todos nós que aturar PSL durante mais algum tempo à frente dos destinos do país.
sábado, dezembro 04, 2004
Achas tu que alguém acredita nisso?...
«A política não pode ter segredos. Na segunda-feira de manhã [na reunião em Belém com Jorge Sampaio] foi-me expressamente garantido que quarta-feira [dia inicialmente previsto para novo encontro entre o presidente e o primeiro-ministro] não haveria dissolução. Fiz a pergunta três vezes, no início, a meio e no fim da conversa de segunda-feira, e das três vezes isso foi-me garantido. Toda a gente tem direito a mudar de opinião, mas o que fez o Presidente da República mudar de opinião?»
Isto saiu da boca do dissolvido Santana Lopes na Póvoa de Varzim. E parecia perfeitamente convencido do que dizia. Infelizmente para ele, ninguém, com a excepção provável de Luís Delgado, acredita nas suas palavras. O homem já é um caso médico. E Delgado também.
Isto saiu da boca do dissolvido Santana Lopes na Póvoa de Varzim. E parecia perfeitamente convencido do que dizia. Infelizmente para ele, ninguém, com a excepção provável de Luís Delgado, acredita nas suas palavras. O homem já é um caso médico. E Delgado também.
sexta-feira, dezembro 03, 2004
Para já foram-se os comentários...
... fica para mais logo. Agora não tenho tempo. Está na hora de ir jantar.
Fisioterapia
Este blog vai entrar em fisioterapia. Ou seja, vou por-me a mexer no template. Espero que corra tudo bem [para já, tive o cuidado de guardar em sítio seguro o actual template, não vão o diabo e a minha inépcia tece-las...].
Foda-se! É preciso ter lata, pá!
Pedro Santana Lopes
Desculpem lá o vernáculo do título, mas realmente é de um gajo ficar doido. Começo a achar que em vez de dissolver a Assembleia da República, o Presidente devia era dissolver o Santana. Literalmente.
Que raio de timing!
Santana não tem mesmo sorte nenhuma. Tivesse a Polícia Judiciária sido mais lesta a deter Pinto da Costa para averiguações e talvez o Presidente, distraído com as tricas do futebol, não tivesse tido tanto tempo para pensar nas asneiras do governo [sempre com minúscula como convém a esta gente] e na asneira que ele prórpio cometeu há quatro meses.
terça-feira, novembro 30, 2004
Grande mistério
Terá sido pela descontinuidade de políticas relativamente ao governo anterior, ao contrário do que foi prometido ao Presidente e ao País? Terá sido pela total descoordenação entre os diversos ministros? Terá sido por Santana contradizer constantemente os seus ministros e vice-versa? Terá sido pelos desentendimentos entre ministros? Terá sido pelas tensões cada vez mais evidentes entre os dois partidos da coligação? Terá sido pelas contradições entre os deputados e o governo? Terá sido por causa da tentativa de criar uma Central de Intoxicação e Propaganda? Terá sido pelas pressões sobre a comunicação social? Terá sido pela absoluta incompetência de alguns ministros, com Gomes da Silva à cabeça? Terá sido porque manifestamente Santana Lopes é demasiado incompetente e desastrado para exercer as funções de primeiro ministro? Terá sido pelas estranhas remodelações ["reajustes"...] no governo? Etc.. etc... etc...
Não foi concerteza apenas pela estrondosa demissão de Henriques Chaves...
Que parte de "vai-te embora" não percebeste?
Lopes não percebe porque Jorge Sampaio o mandou embora. O homem é surpreendente.
Acabou-se a palhaçada!
O senhor Lopes está na SIC Notícias, à saida da reunião com Jorge Sampaio que se fartou de aturar as santanices. Se o arrependimento matasse, não é senhor Presidente?
segunda-feira, novembro 29, 2004
A estratégia
Acho que começo a entender a estratégia do... da... enfim, daquele grupo de pessoas chefiado - mas pouco e cada vez menos - pelo senhor Lopes. A revelação atingiu-me hoje de manhã pouco depois de acordar. Bem, na realidade foi ainda antes de acordar. Quer dizer, já tinha saido da cama e já tinha passado pelo chuveiro, mas para ficar completamente acordado faltava ainda a primeira dose de cafeína e o primeiro cigarro do dia. Dizia eu... Isto é, escrevia eu portanto que começava a entender a estratégia do tal grupo que se diz chefiado pelo senhor Lopes. Parece-me simples, afinal, e genial. Sabendo que os portugueses têm memória curta, o senhor Lopes deu instruções ao seu pessoal para fazerem o máximo de asneiras no primeiro ano de governo [governo, governo, ainda não será, mas enfim...], cometerem as mais absurdas calinadas e envolverem-se em casos e polémicas avulso. Depois do primeiro ano, será então tempo de começar a trabalhar a sério, tomar medidas justas, ponderadas e necessárias, reformar o país, enfim, governar. Depois, no momento do voto, os eleitores retribuirão agradecidos colocando o senhor Lopes em São Bento por mais quatro anos. E em 2010, idem, cumprindo-se assim o desejo do senhor Lopes de nos ficar a "governar" até 2014.
Faz sentido, não? É que ninguém pode ser tão estúpido e incompetente ao ponto de fazer tantos disparates em tão pouco tempo. Só pode ser propositado. Não há outra explicação, pois não? Ou serão eles realmente...
sábado, novembro 27, 2004
quarta-feira, novembro 24, 2004
Verdadeiramente extraordinária
A frequência e velocidade a que este [des]governo produz casos e disparates. Quase se poderia adaptar um provérbio anglo-saxónico para descrever a actividade desta gente: a stupid thing a day keeps the competence away. É que tem mesmo sido praticamente uma por dia.
Sem mais de momento,
A carta que Joaquim Fidalgo está [?] a pensar escrever aos americanos que lhe têm enviado emails a pedir desculpa pela eleição de George W. Bush.
"Olhem, meus caros, eu vivo num país que é governado por Santana Lopes e Paulo Portas, vocês não sabem quem são mas acreditem que também não estamos lá muito bem entregues... Se vos contasse uns episódios que têm acontecido por cá, vocês riam-se como perdidos. Mais, aqueles dois senhores nem sequer foram eleitos pela maioria dos cidadãos, nem sequer foram a votos, sabiam?... Portanto, nem posso dizer (como vocês dizem) que 51 por cento dos eleitores os escolheram e, agora, temos de aguentar. Como é que isso foi possível? É difícil explicar, vocês não iam perceber... Além disso, temos um Presidente que foi, esse sim, eleito por uma fartíssima maioria, mas foi precisamente esse Presidente que entregou o Governo aos outros senhores que não tinham ido a votos... Pode tê-lo feito contrariado, pode estar arrependido, mas o certo é que o fez... Portanto, meus caros, vocês não estão sozinhos na desgraça. Se me pedem desculpa por terem tentado e não terem conseguido, que devo dizer eu?... Desculpem também... Ou, para usar os vossos termos: 'I'm sorry.' Acreditem, lamento muito também o que se passou no meu país."
Eu só acrescentaria uns beijinhos e abraços.
"Olhem, meus caros, eu vivo num país que é governado por Santana Lopes e Paulo Portas, vocês não sabem quem são mas acreditem que também não estamos lá muito bem entregues... Se vos contasse uns episódios que têm acontecido por cá, vocês riam-se como perdidos. Mais, aqueles dois senhores nem sequer foram eleitos pela maioria dos cidadãos, nem sequer foram a votos, sabiam?... Portanto, nem posso dizer (como vocês dizem) que 51 por cento dos eleitores os escolheram e, agora, temos de aguentar. Como é que isso foi possível? É difícil explicar, vocês não iam perceber... Além disso, temos um Presidente que foi, esse sim, eleito por uma fartíssima maioria, mas foi precisamente esse Presidente que entregou o Governo aos outros senhores que não tinham ido a votos... Pode tê-lo feito contrariado, pode estar arrependido, mas o certo é que o fez... Portanto, meus caros, vocês não estão sozinhos na desgraça. Se me pedem desculpa por terem tentado e não terem conseguido, que devo dizer eu?... Desculpem também... Ou, para usar os vossos termos: 'I'm sorry.' Acreditem, lamento muito também o que se passou no meu país."
Eu só acrescentaria uns beijinhos e abraços.
terça-feira, novembro 23, 2004
Imortais
O grande Enki Bilal tem mais um filme em circulação que estou ansioso por ver. Trata-se de Immortel, adaptação da trilogia Nikopol [La Faire aux Immortels, La Femme Piège e Froid Équateur] ao cinema.
Prancha de La Foire aux immortels de Enki Bilal
Quéisto?!
Quatro posts consecutivos sobre música? Mas isto agora é um blog sobre música? Ai, ai, ai...
Encomenda de Nova Iorque
«Subtle, subdued, pulsating. Poleposition performs songs of fate, tragedy, love and loss.»
The Washington Post
Os Poleposition são Rui Guerreiro e Daniel Silva. São portugueses mas estão em Nova Iorque. E um dia destes ainda se arriscam a alcançar um lugar interessante no mundo da música. Talento não lhes falta [o Washington Post não se ia enganar, pois não?...]. Confiram, por exemplo, We Live in Cities.
Gostava de poder dizer que os descobri, mas a verdade é que, nem sei mutio bem como, foram eles quem me descobriu [o maravilhoso mundo da internet e dos blogs!]. Ontem chegou a encomenda: o CD-single com We Live in Cities e O Mar] e EP XO [com os temas Boulevard, The Nerve, Tragic Death of Porn Starz, Move Enough e Time Travelz].
The Washington Post
Os Poleposition são Rui Guerreiro e Daniel Silva. São portugueses mas estão em Nova Iorque. E um dia destes ainda se arriscam a alcançar um lugar interessante no mundo da música. Talento não lhes falta [o Washington Post não se ia enganar, pois não?...]. Confiram, por exemplo, We Live in Cities.
Gostava de poder dizer que os descobri, mas a verdade é que, nem sei mutio bem como, foram eles quem me descobriu [o maravilhoso mundo da internet e dos blogs!]. Ontem chegou a encomenda: o CD-single com We Live in Cities e O Mar] e EP XO [com os temas Boulevard, The Nerve, Tragic Death of Porn Starz, Move Enough e Time Travelz].
MP3 dowloads:
segunda-feira, novembro 22, 2004
Nostalgia creeps [vol. II] # 8
Broken English
Could have come through anytime,
Cold lonely, puritan
What are you fighting for ?
It?s not my security.
It?s just an old war,
Not even a cold war,
Don?t say it in russian,
Don?t say it in german.
Say it in broken english,
Say it in broken english.
Lose your father, your husband,
Your mother, your children.
What are you dying for ?
It?s not my reality.
It?s just an old war,
Not even a cold war,
Don?t say it in russian,
Don?t say it in german.
Say it in broken english,
Say it in broken english.
Us cd mfsl ultradisc udcd 640
R. 08 08 1995
What are you fighting for ?
What are you fighting for ?
What are you fighting for ?
What are you fighting for ?
What are you fighting for ?
What are you fighting for ?
Could have come through anytime,
Cold lonely, puritan.
What are you fighting for ?
It?s not my security.
It?s just an old war,
Not even a cold war,
Don?t say it in russian,
Don?t say it in german.
Say it in broken english,
Say it in broken english.
Say it in broken english,
Say it in broken english.
What are you fighting for ?
What are you fighting for ?
What are you fighting for ?
What are you fighting ...
Marianne Faithfull, in Broken English [Island 1979]
Could have come through anytime,
Cold lonely, puritan
What are you fighting for ?
It?s not my security.
It?s just an old war,
Not even a cold war,
Don?t say it in russian,
Don?t say it in german.
Say it in broken english,
Say it in broken english.
Lose your father, your husband,
Your mother, your children.
What are you dying for ?
It?s not my reality.
It?s just an old war,
Not even a cold war,
Don?t say it in russian,
Don?t say it in german.
Say it in broken english,
Say it in broken english.
Us cd mfsl ultradisc udcd 640
R. 08 08 1995
What are you fighting for ?
What are you fighting for ?
What are you fighting for ?
What are you fighting for ?
What are you fighting for ?
What are you fighting for ?
Could have come through anytime,
Cold lonely, puritan.
What are you fighting for ?
It?s not my security.
It?s just an old war,
Not even a cold war,
Don?t say it in russian,
Don?t say it in german.
Say it in broken english,
Say it in broken english.
Say it in broken english,
Say it in broken english.
What are you fighting for ?
What are you fighting for ?
What are you fighting for ?
What are you fighting ...
Marianne Faithfull, in Broken English [Island 1979]
domingo, novembro 21, 2004
Música online
Sou, como muitos outros internautas, adepto do mp3, ainda que não aprecie particularmente piratarias ou programas [?] como o Kazaa e afins. Recorro aos mp3 essencialmente como uma espécie de pré-escuta que me pode, ou não, levar à descoberta de coisas acabo por comprar. Um bom posto de pré-escuta é o Epitonic. Agora descobri, via Cimbalino e com atraso, o Smart Music, uma espécie de índice de mp3 legais, onde já sei que vou gastar algumas horas...
É claro que posso [e não tem que agradecer]
Transcrevo na íntegra um email que me foi enviado por Tomás Miguez e apelo àpresença de todos nesta iniciativa. Infelizmente, até porque muito aprecio todos os participantes, não vou poder lá estar.
«Olá, Será que nos pode ajudar a divulgar este concerto de solidariedade pela saúde mental?
Agradeço a eventual ajuda.
Um Abraço. Tomás Miguez
O Grupo de Acção Comunitária ? IPSS ? irá organizar um espectáculo de Solidariedade pela Saúde Mental no próximo dia 26 de Novembro, no Fórum Lisboa, às 22h. O concerto terá a actuação dos grupos Sétima Legião, Gaiteiros de Lisboa e Rodrigo Leão. A instituição GAC dedica-se à reabilitação de pessoas com doenças psiquiátricas, promovendo os cuidados na comunidade, bem como a desinstitucionalização destes pacientes. O concerto tem o Alto Patrocinio da Presidência da República.
Concerto de Solidariedade pela Saúde Mental
Gaiteiros de Lisboa + Rodrigo Leão + 7ª Legião
Fórum Lisboa
26 de Novembro às 22h
Bilhetes na FNAC, Ticket Line e no Fórum Lisboa»
Agradeço a eventual ajuda.
Um Abraço. Tomás Miguez
O Grupo de Acção Comunitária ? IPSS ? irá organizar um espectáculo de Solidariedade pela Saúde Mental no próximo dia 26 de Novembro, no Fórum Lisboa, às 22h. O concerto terá a actuação dos grupos Sétima Legião, Gaiteiros de Lisboa e Rodrigo Leão. A instituição GAC dedica-se à reabilitação de pessoas com doenças psiquiátricas, promovendo os cuidados na comunidade, bem como a desinstitucionalização destes pacientes. O concerto tem o Alto Patrocinio da Presidência da República.
Concerto de Solidariedade pela Saúde Mental
Gaiteiros de Lisboa + Rodrigo Leão + 7ª Legião
Fórum Lisboa
26 de Novembro às 22h
Bilhetes na FNAC, Ticket Line e no Fórum Lisboa»
sexta-feira, novembro 19, 2004
Isso são perguntas que se façam?!
«Concorda com a Carta de Direitos Fundamentais, a regra das votações por maioria qualificada e o novo quadro institucional da União Europeia, nos termos constantes da Constituição para a Europa?»
Luís Afonso, in Público, 18.11.2004
Luís Afonso, in Público, 18.11.2004
quinta-feira, novembro 18, 2004
Também já não adianta muito...
... fazer posts sobre a oposição par[a]lamentar. A verdadeira oposição não está na Assembleia, está, por exemplo, nas colunas dos jornais [Pacheco Pereira], em algumas televisões [Miguel Sousa Tavares], no Banco de Portugal [Victor Constâncio], à espera de uma vaga de fundo [Cavaco Silva] ou da sua hora [António Guterres] ou na comunidade bloguística [tantos]. E principalmente no seio do próprio PPD-PSD, quase toda em silêncio.
Já nem vale a pena...
... comentar os dislates, disparates e trapalhadas deste aglomerado de imbecis que conduz os destinos do país como os irresponsáveis do toining conduzem as suas viaturas. Refastelo-me no sofá e assisto ao desfilar de inanidades como quem assiste a um episódio dos gloriosos Monty Python. O non-sense desta gente ultrapassa largamente o dos comediantes britânicos.
Help!
O que é um Gomes da Silva? Algum prato de bacalhau que eu ainda não conheço? E um Morais Sarmento? È o quê? Come-se? Bebe-se? Fuma-se? E, já agora, expliquem-me que raio é um Guilherme Silva? Carne? Peixe?
terça-feira, novembro 16, 2004
Hã?!
O PSD quer ouvir a administração e a demissionária direcção de informação na Assembleia da República!
Estranho. Muito estranho. Ainda se descuidam e chamam todos os implicados no caso Marcelo / TVI ao Parlamento... Alguém meta algum juízo na cabeça destes senhores. Então agora que já estávamos habituados à sua forma de fazer política, é que resolvem mudar de actuação? Mau, mau...
Estranho. Muito estranho. Ainda se descuidam e chamam todos os implicados no caso Marcelo / TVI ao Parlamento... Alguém meta algum juízo na cabeça destes senhores. Então agora que já estávamos habituados à sua forma de fazer política, é que resolvem mudar de actuação? Mau, mau...
Técnica de engate
«Animais domésticos ajudam ao namoro
"Um homem que tem um animal de companhia, mostra que é capaz de se ocupar de outra coisa além de si próprio", observa Dan Cohen, o fundador do sítio animalattraction.com, que está a multiplicar nos EUA encontros de namoro para proprietários de cães, gatos, passarinhos e peixes. "Falar do cão é abordagem mais fácil", diz Rachel Carotta, de 25 anos, que num encontro em Boston só lamentou a presença de mais mulheres do que homens.»
in Sábado, nº 28, 12.11.2004
Há já algum tempo que ando a dizer a um amigo meu que devia arranjar um cão...
segunda-feira, novembro 15, 2004
Um Santana diferente
Mais um panegírico de Luís Delgado, o homem dos sete ofícios, ao seu amo e senhor. Muito me admiraria se o senhor [Delgado] achasse algo de diferente.
domingo, novembro 14, 2004
Um selo para as CERCI
A Coluna Vertebral adere a esta bela iniciativa do Tugir e de Estaleiro.
«Senhor Primeiro-Ministro
Estando perfeitamente elucidado sobre o Orçamento de Estado para 2005 e sabendo que V.Ex.ª. tenciona enviar-me uma carta em que dará esclarecimentos de que prescindo, solicito que se abstenha do respectivo expediente e faça entrega do montante respectivo a uma CERCI à escolha de Vossa Excelência.
Respeitosamente,
«Senhor Primeiro-Ministro
Estando perfeitamente elucidado sobre o Orçamento de Estado para 2005 e sabendo que V.Ex.ª. tenciona enviar-me uma carta em que dará esclarecimentos de que prescindo, solicito que se abstenha do respectivo expediente e faça entrega do montante respectivo a uma CERCI à escolha de Vossa Excelência.
Respeitosamente,
João M. Gonçalves»
Nostalgia creeps [vol. II] # 7
Janitor of Lunacy
Janitor of lunacy
Paralyze my infancy
Petrify the empty cradle
Bring hope to them and me
Janitor of tyranny
Testify my vanity
Mortalize my memory
Deceive the Devil's deed
Tolerate my jealousy
Recognize the desperate need
Janitor of lunacy
Identify my destiny
Revive the living dream
Forgive their begging scream
Seal the giving of their seed
Disease the breathing grief
Nico, Desertshore [Reprise 1970]
Janitor of lunacy
Paralyze my infancy
Petrify the empty cradle
Bring hope to them and me
Janitor of tyranny
Testify my vanity
Mortalize my memory
Deceive the Devil's deed
Tolerate my jealousy
Recognize the desperate need
Janitor of lunacy
Identify my destiny
Revive the living dream
Forgive their begging scream
Seal the giving of their seed
Disease the breathing grief
Nico, Desertshore [Reprise 1970]
sexta-feira, novembro 12, 2004
Humor imbecil
«Vamos seguir as regras do mercado livre: há escolha? Então, eu não bebo cervejas que para vender gozam com a dignidade humana. E você, amigo leitor?»
David Rodrigues, professor da Universidade Técnica de Lisboa, in Publico, 12.11.2004
Eu também não bebo essa cerveja; nem essa nem qualquer cerveja com origem na cervejeira que a produz.
Aliás, começava a ficar preocupado com o silêncio com que tem sido recebida essa ignóbil campanha publicitária da Sagres [eu, como não escrevo em jornais, posso chamar os bois pelos nomes] da Central de Cervejas. A mesma que habitualmente patrocina a selecção nacional de futebol, diversos festivais de Verão e festas universitárias.
David Rodrigues, professor da Universidade Técnica de Lisboa, in Publico, 12.11.2004
Eu também não bebo essa cerveja; nem essa nem qualquer cerveja com origem na cervejeira que a produz.
Aliás, começava a ficar preocupado com o silêncio com que tem sido recebida essa ignóbil campanha publicitária da Sagres [eu, como não escrevo em jornais, posso chamar os bois pelos nomes] da Central de Cervejas. A mesma que habitualmente patrocina a selecção nacional de futebol, diversos festivais de Verão e festas universitárias.
Até pode querer, duvido é que o consiga...
«Ministro do Ambiente quer demolir casas ilegais na Arrábida, Sintra e Cascais»
in Público.pt, 12.11.2004
in Público.pt, 12.11.2004
Lembro-me o que aconteceu há uns anos quando um ministro do Ambiente também teve umas ideias sobre ordenamento do território e quis fazer umas demolições. Foi recambiado para o Parlamento Europeu na primeira oportunidade. Chama-se Carlos Pimenta.
A propósito do congresso
Uma das grandes questões suscitadas pelo congresso do PSD [do PPD?] é a questão dos presentes e dos ausentes, dos que vão e dos que não vão. Bate certo. É um partido à imagem e semelhança da vida social do seu [actual] líder. O congresso é assim uma espécie de festa jet-set e o que conta é saber quem lá está, com quem está e com quem é visto, e quem não está.
Estes independentes são muito imprevisíveis
Era o que Jorge Coelhone costumava comentar no Contra-Informação nos tempos do governo de Toneca Guterres. Lembrei-me dele a propósito da justificação que Aníbal Cavaco Silva deu para não ir ao congresso do PSD. O Aníbal, que já foi ministro das Finanças, primeiro ministro e candidato derrotado à Presidência da República, não vai a Barcelos porque "é muito independente dos partidos políticos". Já tinha reparado. Estava era à espera de uma justificação mais original. Isto vindo do homem que um dia foi a um congresso - no qual foi eleito líder de um partido político - porque tinha que fazer a rodagem do seu carro novo, é pouco. Muito pouco.
terça-feira, novembro 09, 2004
Nostalgia creeps [off record]
Berlim morreu a nove
Berlim, Berlim morreu a nove.
Cenário:
Yorckstr... sucessão de viadutos de ferro
Enegrecidos pela ferrugem,
Onde as velhas linhas para leste,
Entregues à voracidade do tempo,
Se equilibram, sobranceiras,
Os carris retorcidos pelo matagal.
De quando em vez
O crepúsculo é rasgado pelo S-Bahn para Mariendorf,
Fila de janelas iluminando prostitutas de couro e lingerie
Em carícias obscenas
Hordas de guerreiros em latex vermelho,
Silhuetas recortadas no lusco-fusco,
Movimentam-se junto ao descampado.
Conan, o Bárbaro, montado no seu Camaro de 70
Cuspindo fogo estrepitosamente,
Vem ver se está tudo bem com as suas pequenas.
Do imbiss do turco
Ouve-se a rádio anunciar que em Postdamerplatz o muro está a cair.
Que faço eu aqui
Com as mãos manchadas de sangue?
Berlim, Berlim: morreu a nove.
Mão Morta, in Mutantes S.21 [Fungui 1993]
Berlim, Berlim morreu a nove.
Cenário:
Yorckstr... sucessão de viadutos de ferro
Enegrecidos pela ferrugem,
Onde as velhas linhas para leste,
Entregues à voracidade do tempo,
Se equilibram, sobranceiras,
Os carris retorcidos pelo matagal.
De quando em vez
O crepúsculo é rasgado pelo S-Bahn para Mariendorf,
Fila de janelas iluminando prostitutas de couro e lingerie
Em carícias obscenas
Hordas de guerreiros em latex vermelho,
Silhuetas recortadas no lusco-fusco,
Movimentam-se junto ao descampado.
Conan, o Bárbaro, montado no seu Camaro de 70
Cuspindo fogo estrepitosamente,
Vem ver se está tudo bem com as suas pequenas.
Do imbiss do turco
Ouve-se a rádio anunciar que em Postdamerplatz o muro está a cair.
Que faço eu aqui
Com as mãos manchadas de sangue?
Berlim, Berlim: morreu a nove.
Mão Morta, in Mutantes S.21 [Fungui 1993]
Nostalgia creeps [vol. II] # 6.1
Berlin
In Berlin, by the wall
you were five foot ten inches tall
It was very nice
candlelight and Dubonnet on ice
We were in a small cafe
you could hear the guitars play
It was very nice
it was paradise
You're right and I'm wrong
hey babe, I'm gonna miss you now that you're gone
One sweet day
Oh, you're right and I'm wrong
you know I'm gonna miss you now that you're gone
One sweet day
One sweet day
In a small, small cafe
we could hear the guitars play
It was very nice
candlelight and Dubonnet on ice
Don't forget, hire a vet
he hasn't had that much fun yet
It was very nice
hey honey, it was paradise
You're right and I'm wrong
oh babe, I'm gonna miss you now that you're gone
One sweet day
You're right, oh, and I'm wrong
you know I'm gonna miss you now that you're gone
One sweet day
One sweet day
One sweet day, one sweet day
oh, one sweet day
One sweet day, baby-baby, one sweet day
one sweet day, one sweet da
Lou Reed
In Berlin, by the wall
you were five foot ten inches tall
It was very nice
candlelight and Dubonnet on ice
We were in a small cafe
you could hear the guitars play
It was very nice
it was paradise
You're right and I'm wrong
hey babe, I'm gonna miss you now that you're gone
One sweet day
Oh, you're right and I'm wrong
you know I'm gonna miss you now that you're gone
One sweet day
One sweet day
In a small, small cafe
we could hear the guitars play
It was very nice
candlelight and Dubonnet on ice
Don't forget, hire a vet
he hasn't had that much fun yet
It was very nice
hey honey, it was paradise
You're right and I'm wrong
oh babe, I'm gonna miss you now that you're gone
One sweet day
You're right, oh, and I'm wrong
you know I'm gonna miss you now that you're gone
One sweet day
One sweet day
One sweet day, one sweet day
oh, one sweet day
One sweet day, baby-baby, one sweet day
one sweet day, one sweet da
Lou Reed
Nostalgia creeps [vol. II] # 6
Berlin
--- S.E. ---
Eins
Zwei
Drei
Zugabe
Happy birthday to you
Happy birthday dear Caroline
Happy birthday to you
--- S.E. ---
In Berlin by the wall
you were five foot ten inches tall
It was very nice
candlelight and Dubonnet on ice
We were in a small cafe
you could hear the guitars play
It was very nice
oh honey, it was paradise
Lou Reed, in Berlin [RCA 1973]
--- S.E. ---
Eins
Zwei
Drei
Zugabe
Happy birthday to you
Happy birthday dear Caroline
Happy birthday to you
--- S.E. ---
In Berlin by the wall
you were five foot ten inches tall
It was very nice
candlelight and Dubonnet on ice
We were in a small cafe
you could hear the guitars play
It was very nice
oh honey, it was paradise
Lou Reed, in Berlin [RCA 1973]
sexta-feira, novembro 05, 2004
Aos pontapés
Algo de estranho se está a passar esta semana no futebol nacional e não estou a falar das lamentáveis prestações do FCP e do SLB nas competições europeias [estranho seria se ambos tivessem ganho]. Ouvi dizer - mas deve ser boato - que na próxima segunda-feira há "jogo grande" [como os comentadores desportivos gostam de dizer] a contar para o campeonato português. Parece que Sporting e Porto jogam nas Antas [sim, nas Antas], mas não pode ser verdade. Pinto da Costa e Dias da Cunha não têm aparecido nos meios de comunicação social a trocar galhardetes. Ora todos sabemos que por cá não há "jogo grande" sem uma bela polémica [por mais ridiculo que seja o motivo].
Ainda um dia me hão-de explicar essa do "jogo grande". Será um jogo com 120 minutos?
Um mundo mais seguro?
Esta semana foi reeleito o cowboy W. Bush para a presidência do mais poderoso país do mundo. Esta semana também, desapareceu Arafat [ainda que ligado à máquina, o homem está, para todos os efeitos, morto]. Estes dois factos não me deixam mais tranquilo quanto ao futuro. Antes pelo contrário. O mundo parece-me cada vez mais um local muito pouco seguro.
Homem livre
Um dos cada vez mais raros homens livres deste país começou hoje a publicar no Público as suas crónicas. Vasco Pulido Valente é mais um bom motivo para nunca mais ligar ao Diário de Notícias e ser ainda mais fiel ao Público.
quarta-feira, novembro 03, 2004
Filho de peixe...
... etc e tal, diz o bom povo. O peixe que foi agora reeleito para presidir aos Estados Unidos da América está a sair melhor nadador do que o seu progenitor. Foi a presidente como o pai e conseguiu ser reeleito. Foi à guerra como o pai, mas não se contentou com uma - fez duas. Como o pai, escolheu Saddam Hussein para inimigo de estimação mas, ao contrário do pai, conseguiu não só derrubá-lo como deitar-lhe a mão.
Tal como previ...
... Osama Bin Laden foi o vencedor das eleições nos Estados Unidos da América. Já ontem o tinha dito. Um dia, se me apetecer, explico porquê.
terça-feira, novembro 02, 2004
And the winner is...
Hoje é dia de eleições nos Estados Unidos da América. O meu palpite é simples: aconteça o que acontecer, parece-me que o vencedor será Osama Bin Laden.
Nostalgia creeps [vol. II] # 5
Sister Morphine
Here I lie in my hospital bed
Tell me, Sister Morphine, when are you coming round again?
Oh, I don't think I can wait that long
Oh, you see that I'm not that strong
The scream of the ambulance is sounding in my ears
Tell me, Sister Morphine, how long have I been lying here?
What am I doing in this place?
Why does the doctor have no face?
Oh, I can't crawl across the floor
Ah, can't you see, Sister Morphine, I'm trying to score
Well it just goes to show
Things are not what they seem
Please, Sister Morphine, turn my nightmares into dreams
Oh, can't you see I'm fading fast?
And that this shot will be my last
Sweet Cousin Cocaine, lay your cool cool hand on my head
Ah, come on, Sister Morphine, you better make up my bed
'Cause you know and I know in the morning I'll be dead
Yeah, and you can sit around, yeah and you can watch all the
Clean white sheets stained red.
Rolling Stones, Sticky Fingers [Rolling Stones Records 1971]
Here I lie in my hospital bed
Tell me, Sister Morphine, when are you coming round again?
Oh, I don't think I can wait that long
Oh, you see that I'm not that strong
The scream of the ambulance is sounding in my ears
Tell me, Sister Morphine, how long have I been lying here?
What am I doing in this place?
Why does the doctor have no face?
Oh, I can't crawl across the floor
Ah, can't you see, Sister Morphine, I'm trying to score
Well it just goes to show
Things are not what they seem
Please, Sister Morphine, turn my nightmares into dreams
Oh, can't you see I'm fading fast?
And that this shot will be my last
Sweet Cousin Cocaine, lay your cool cool hand on my head
Ah, come on, Sister Morphine, you better make up my bed
'Cause you know and I know in the morning I'll be dead
Yeah, and you can sit around, yeah and you can watch all the
Clean white sheets stained red.
Rolling Stones, Sticky Fingers [Rolling Stones Records 1971]
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