terça-feira, janeiro 04, 2005

Entretanto, bolas ao poste

Pinto da Costa, arguido do caso Apito Dourado que ofereceu um relógio a Valentim Durão e outro a Durão Barroso e que não gosta de Rui Rio [mas parece que é amigo de Pôncio Monteiro, que já não é número dois pelo PSD no Porto] e presidente de um clube de futebol: [a propósito de uns jogadores que se atrasaram no Brasil] "Quando há um regulamento interno é porque há normas que têm de ser seguidas. Quando não são cumpridas, só temos de actuar em conformidade, mas claro que não vamos matar ninguém." Olha que não sei: os Super-Dragões eram gajos para isso. Afinal, quem ameaça o homem que lhes deu dois campeonatos nacionais, uma Taça de Portugal, duas taças europeias e mais não sei o quê, é capaz de tudo.
Mais a sul: o Desejado regressou finalmente do Brasil e, segundo A Bola, fez aos jornalistas aquilo que costuma fazer aos adversários [e às vezes a si próprio]: fintou-os. Hoje não joga contra o F.C. da Pampilhosa mas no sábado lá deve estar pronto para fintar os defesas do "eterno rival" no "clássico" mais clássico do futebol à portuguesa.
Lá para os lados do Centro Comercial Colombo: aquele velhinho simpático que assim que receber um convite volta para Itália [partindo do princípio que ainda alguém o quer por lá...] também já regressou e foi com os seus jogadores para Coruche [ao que sei, terra natal do treinador do "eterno rival "]. Entretanto, o velhinho já deve ter conhecido um tal de Roger, o novo reforço [para aí pela terceira vez] do clube que alegadamente treina.

Terá sido modéstia?

Nothing changes on new year's day

Avançamos por 2005 dentro com as costumeiras trapalhadas, intrigas e negociatas da política portuguesa. O PSD de Bragança rejeita Duarte Lima como cabeça-de-lista. O inenarrável Pôncio Monteiro produziu umas declarações sobre o igualmente inenarrável Rui Rio, presidente da Câmara portuense, que deixaram o PSD em polvorosa e já se fala na hipótese de o afastar da lista de candidatos pelo Porto. Mas os socialistas também não têm razões para rir da desgraça alheia: a Federação Distrital de Setúbal não quer Paulo Pedroso a concorrer pelo seu distrito. Entretanto, já ouvi dizer que Ferro Rodrigues se recusou a ocupar o segundo lugar da lista por Lisboa e em Santarém também houve "uns protestos". Como se vê, a campanha prossegue com a elevação habitual, discutindo-se os temas que realmente interessam. À classe política dirigente, pois claro. Portugal bem pode esperar.

P.S. para os mais desatentos: o título deste post foi sacado directamente de um tema - New Year's Day - dos U2 [que actuam em Portugal emAgosto deste ano].

segunda-feira, janeiro 03, 2005

Ajudar

Deixo aqui este link. Trata-se de uma lista de organizações que estão a recolher donativos para o auxílio às vítimas do desastre no sudoeste asiático.

Apelo de emergência


CVP APOIO ÀS VÍTIMAS DO ABALO SÍSMICO E DO TSUNAMI
BANCO BPI
NIB 0010 0000 137 222 70009 70
Conta nº: 1-1372227000009

2005

Entramos no ano de 2005 sob o signo da morte e da insignificância da vida humana. Além de lamentar as mortes, as vidas despedaçadas e a devastação no sudeoeste asiático, não posso deixar de pensar na fragilidade da espécie humana. Lamentavelmente, estas demonstrações do poder da Natureza não nos ensinam nada. Já era tempo de deixarmos de acreditar que controlamos ou que podemos vir a controlar o planeta. Já era tempo de deixarmos de acreditar que o planeta nos pertence - nós é que lhe pertencemos.
Entretanto, um bom 2005.

quarta-feira, dezembro 29, 2004

Baixinho e genial

Cento e sessenta e nove centímetros de talento.

Romário de Souza Faria despediu-se do futebol.

Pregar aos convertidos

Um tal de Pedro Lopes escreveu uma carta aos militantes do PPD/PSD na qual se volta a queixar do seu triste fado. Enfim, el ritual de lo habitual: Sampaio não-sei-quê, interesses corporativos não-sei-que-mais, Guterres-também-não-sei-quantos...

terça-feira, dezembro 28, 2004

2004 - a balançar

É comum por esta altura fazer balanços do ano que finda e formular votos ou desejos para o novo ano. Eu cá não. Até porque 2004 foi um ano negro, tanto para Portugal como para o resto do mundo, e não estou para ficar deprimido. Quanto aos desejos para o ano novo, também não estou para isso porque não estou para desilusões. Nem sequer prometo deixar de fumar. Pessimista? I don't think so.

sexta-feira, dezembro 24, 2004

Paz

A época de Natal é, em Portugal, sinónimo de fritos, bacalhau com grelos, acidentes de viação, mortos e feridos. Este ano, desde o início da operação de Natal da Brigada de Trânsito da GNR já se registaram quase 500 acidentes, quatro mortos e quatro feridos graves. Em menos de 24 horas. Em Portugal, algumas tradições não mudam...
Um bom Natal.

quarta-feira, dezembro 22, 2004

Bagão Félix e o "mercado de Inverno"

O ministro das Finanças, que se recusou a divulgar o custo da acção de "explicação do Orçamento de Estado", é um conhecido e lúcido benfiquista. Só assim se entende que tenha "aconselhado" os clubes a pagar o que devem ao fisco em vez de procederem a "contratações" fabulosas na reabertura do mercado em Janeiro. Veremos se Vieira & Veiga entendem o recado: paguem o que devem e esqueçam o Robinho.

"Não é um gasto, é um investimento",

disse Morais Sarmento sobre o "encarte" que foi hoje distribuido com vários jornais "explicando" as contas do Orçamento de Estado. É de facto um investimento... na campanha eleitoral. Cem mil euros foi o custo desta acção de campanha.

sexta-feira, dezembro 17, 2004

Pronto

500. E não se fala mais nisso.

Quase 500

A confiar no que me diz o Blogger, antes deste post, faltavam dois posts para atingir a marca do meio milhar de posts [ou divagações, cogitações, delírios, disparates...]. Agora só falta 1.

[Aqui fica, portanto, um belo exemplo de um post absolutamente inútil e disparatado. Mas como dizia no meu primeiro post, este blog é meu e só meu... e faço nele e dele e com ele o que eu bem quiser. Ah, pois é! Já agora, repararam na quantidade de vezes que escrevi a palavra post? Cinco. Aliás, seis a contar com esta última.]

Saudades do Verão [até dos temporais 2]


Paredes de Coura 2004

Saudades do Verão [até dos temporais]


Paredes de Coura 2004

Analfabetos funcionais, é o que é!

Acabo de ouvir na TSF que os juízes do Tribunal Constitucional chumbaram a pergunta para o referendo sobre a Constituição Europeia, considerando que a mesma não respeita os requisitos de clareza. Realmente não se entende.
Não se entende que pessoas com uma formação superior, juristas de envergadura e juízes do Tribunal Constitucional não compreendam uma pergunta tão clara como esta: "Concorda com a Carta dos Direitos Fundamentais, a regra das votações por maioria qualificada e o novo quadro institucional da União Europeia, nos termos constantes da Constituição para a Europa?"
Mas há alguém que não entenda o que nos é perguntado?! Acho que temos que mudar de juízes e colocar lá gente que não seja analfabeta funcional.
Agora a sério: estou ansioso pelas reacções dos três partidos que chegaram a acordo sobre esta absurda pergunta. Vai ser lindo vê-los a acusarem-se mutuamente, fazendo de conta que não era precisamente este o resultado que prentendiam. Vai uma apostinha sobre o futuro do referendo? Eu aposto que ele vai para o caixote do lixo das boas intenções [ou se calhar para o chão, porque esse caixote já transbordou há muito tempo].