segunda-feira, janeiro 03, 2005

Apelo de emergência


CVP APOIO ÀS VÍTIMAS DO ABALO SÍSMICO E DO TSUNAMI
BANCO BPI
NIB 0010 0000 137 222 70009 70
Conta nº: 1-1372227000009

2005

Entramos no ano de 2005 sob o signo da morte e da insignificância da vida humana. Além de lamentar as mortes, as vidas despedaçadas e a devastação no sudeoeste asiático, não posso deixar de pensar na fragilidade da espécie humana. Lamentavelmente, estas demonstrações do poder da Natureza não nos ensinam nada. Já era tempo de deixarmos de acreditar que controlamos ou que podemos vir a controlar o planeta. Já era tempo de deixarmos de acreditar que o planeta nos pertence - nós é que lhe pertencemos.
Entretanto, um bom 2005.

quarta-feira, dezembro 29, 2004

Baixinho e genial

Cento e sessenta e nove centímetros de talento.

Romário de Souza Faria despediu-se do futebol.

Pregar aos convertidos

Um tal de Pedro Lopes escreveu uma carta aos militantes do PPD/PSD na qual se volta a queixar do seu triste fado. Enfim, el ritual de lo habitual: Sampaio não-sei-quê, interesses corporativos não-sei-que-mais, Guterres-também-não-sei-quantos...

terça-feira, dezembro 28, 2004

2004 - a balançar

É comum por esta altura fazer balanços do ano que finda e formular votos ou desejos para o novo ano. Eu cá não. Até porque 2004 foi um ano negro, tanto para Portugal como para o resto do mundo, e não estou para ficar deprimido. Quanto aos desejos para o ano novo, também não estou para isso porque não estou para desilusões. Nem sequer prometo deixar de fumar. Pessimista? I don't think so.

sexta-feira, dezembro 24, 2004

Paz

A época de Natal é, em Portugal, sinónimo de fritos, bacalhau com grelos, acidentes de viação, mortos e feridos. Este ano, desde o início da operação de Natal da Brigada de Trânsito da GNR já se registaram quase 500 acidentes, quatro mortos e quatro feridos graves. Em menos de 24 horas. Em Portugal, algumas tradições não mudam...
Um bom Natal.

quarta-feira, dezembro 22, 2004

Bagão Félix e o "mercado de Inverno"

O ministro das Finanças, que se recusou a divulgar o custo da acção de "explicação do Orçamento de Estado", é um conhecido e lúcido benfiquista. Só assim se entende que tenha "aconselhado" os clubes a pagar o que devem ao fisco em vez de procederem a "contratações" fabulosas na reabertura do mercado em Janeiro. Veremos se Vieira & Veiga entendem o recado: paguem o que devem e esqueçam o Robinho.

"Não é um gasto, é um investimento",

disse Morais Sarmento sobre o "encarte" que foi hoje distribuido com vários jornais "explicando" as contas do Orçamento de Estado. É de facto um investimento... na campanha eleitoral. Cem mil euros foi o custo desta acção de campanha.

sexta-feira, dezembro 17, 2004

Pronto

500. E não se fala mais nisso.

Quase 500

A confiar no que me diz o Blogger, antes deste post, faltavam dois posts para atingir a marca do meio milhar de posts [ou divagações, cogitações, delírios, disparates...]. Agora só falta 1.

[Aqui fica, portanto, um belo exemplo de um post absolutamente inútil e disparatado. Mas como dizia no meu primeiro post, este blog é meu e só meu... e faço nele e dele e com ele o que eu bem quiser. Ah, pois é! Já agora, repararam na quantidade de vezes que escrevi a palavra post? Cinco. Aliás, seis a contar com esta última.]

Saudades do Verão [até dos temporais 2]


Paredes de Coura 2004

Saudades do Verão [até dos temporais]


Paredes de Coura 2004

Analfabetos funcionais, é o que é!

Acabo de ouvir na TSF que os juízes do Tribunal Constitucional chumbaram a pergunta para o referendo sobre a Constituição Europeia, considerando que a mesma não respeita os requisitos de clareza. Realmente não se entende.
Não se entende que pessoas com uma formação superior, juristas de envergadura e juízes do Tribunal Constitucional não compreendam uma pergunta tão clara como esta: "Concorda com a Carta dos Direitos Fundamentais, a regra das votações por maioria qualificada e o novo quadro institucional da União Europeia, nos termos constantes da Constituição para a Europa?"
Mas há alguém que não entenda o que nos é perguntado?! Acho que temos que mudar de juízes e colocar lá gente que não seja analfabeta funcional.
Agora a sério: estou ansioso pelas reacções dos três partidos que chegaram a acordo sobre esta absurda pergunta. Vai ser lindo vê-los a acusarem-se mutuamente, fazendo de conta que não era precisamente este o resultado que prentendiam. Vai uma apostinha sobre o futuro do referendo? Eu aposto que ele vai para o caixote do lixo das boas intenções [ou se calhar para o chão, porque esse caixote já transbordou há muito tempo].

terça-feira, dezembro 14, 2004

Bye-bye Internet Explorer

Aderi ao Firefox da Mozilla. Fiz o download para experimentar e recomenda-se vivamente. Adeus Internet Explorer. Sem saudades.

Viva Portugal [saudades do Verão]


Algures no Parque Nacional da Peneda-Gerês

Correio electrónico

Não gosto muito de receber aqueles mails com piadas, piadinhas e piadolas [e gajas nuas] que os portugueses adoram enviar e reenviar uns aos outros. Contudo, por vezes, há um ou outro que realmente vale a pena. Este recebi-o ontem e é um dos que vale a pena.

«Isto o que aconteceu foi muito simples caros leitores!
O que aconteceu foi que eu estava em Belém na inauguração da maior árvore de Natal da Europa, sim repito da Europa, porque nós quando fazemos as coisas é em grande, e virei-me para um turista que lá estava e disse-lhe:
- Lá na tua terra não tens disto pois não? A maior da Europa, a MAIOR!
E o gajo vem com uma conversa do género: Não sei quê, no meu país preferimos gastar dinheiro em outras coisas, por exemplo a evitar que rebentem condutas de água, que levam ao abatimento do solo, e dessa forma prejudiquem milhares de pessoas... mais não sei que mais e o camandro! E eu, que até sou um gajo que é pá, tenho uma facilidade na exposição de argumentos, não me fiquei e disse-lhe logo:
- A maior da Europa! Toma! Embrulha!
E o gajo começa a falar que não sei quê, lá no país dele quando começa a chover as zonas ribeirinhas não ficam inundadas, e que talvez fosse melhor que, em vez da árvore, o dinheiro fosse canalizado para evitar essas situações. Eu comecei a enervar-me e disse-lhe logo:
- Mau, tu queres ver que nos temos que chatear! Eu estou aqui a expor argumentos que é pá sim senhor, e tu vens com essa conversa de não sei quê. Eu nem quero começar a falar na feijoada em cima da ponte, nem no desfile de "pais natais", porque senão nem sabias onde te meteres pá.
O gajo começa a falar de uma coisa qualquer, tipo túneis que são construídos e ficam a meio, e não sei que mais, e eu virei logo costas. Porque quando eu vejo estes gajos que não conseguem aceitar a superioridade de um país sobre o outro, e ainda falam, falam, falam, e não dizem nada de jeito, eu fico chateado, claro que fico chateado!!»

segunda-feira, dezembro 13, 2004

Saudades do Verão

Já não há paciência...

... para aturar os disparates, contradições e birras do dissolvido. Porra, homem, desapareça de uma vez por todas. Volte a fazer o que sempre fez melhor: saia à noite, beba uns copos e dê uns pezinhos de dança. Aproveite agora que a Cinha já está cá fora.

Um fracasso é um sucesso é um fracasso

Este texto de Fernando Ilharco no Público de hoje deve ser lido com atenção. Sem ser um texto eminentemente político, Ilharco aborda alguns aspectos que muito têm que ver com o que se vai passando no mundo político-mediático português.