sexta-feira, outubro 15, 2004

Aí está o futebol português no século XXI

Deve ser isto o que os peritos designam como "futebol moderno". Domingo há um jogo de futebol a contar para a Super [pausa para enorme gargalhada...] Liga entre as equipas do Sport Lisboa e Benfica e do Futebol clube do Porto. É normal, creio que em todos os campeonatos do mundo, que ocorram umas trocas de palavras e umas inofensivas provocações. Mas neste Portugal sempre na vanguarda da inovação, estamos sempre à frente em matéria de progresso. Assim se compreende que o clube visitado se recuse a ceder bilhetes aos adeptos do clube visitante, que os adeptos do clube visitante arranjem bilhetes "à má fila", que os dirigentes do clube visitado façam chantagem com o clube visitado e que o clube visitado ameace não comparecer ao jogo. Viva o progresso! Viva o futebol moderno! Salvé Vieira! Salvé Pinto da Costa!
Citando o seleccionador nacional de futebol, outro exemplo de elevação, bom-gosto e verve fácil, "vão-se foder!".

quinta-feira, outubro 14, 2004

Nostalgia creeps [on television, the drug of the nation] # 7

Listen well and listen close because I will say this only once: Allo Allo é, ainda hoje, uma das melhores séries televisivas de comédia [e não só!].

9 séries e 85 episódios com o selo de garantia do humor britânico.

Li algures que vai regressar no novo canal da SIC, a SIC Comédia.


Nostalgia creeps [vol. II] # 3

All Tomorrow's Parties

And what costume shall the poor girl wear
To all tomorrow's parties
A hand-me-down dress from who knows where
To all tomorrow's parties
And where will she go and what shall she do
When midnight comes around
She'll turn once more to Sunday's clown
And cry behind the door

And what costume shall the poor girl wear
To all tomorrow's parties
Why silks and linens of yesterday's gowns
To all tomorrow's parties
And what will she do with Thursday's rags
When Monday comes around
She'll turn once more to Sunday's clown
And cry behind the door

And what costume shall the poor girl wear
To all tomorrow's parties
For Thursday's child is Sunday's clown
For whom none will go mourning
A blackened shroud, a hand-me-down gown
Of rags and silks, a costume
Fit for one who sits and cries
For all tomorrow's parties


The Velvet Underground, in The Velvet Underground & Nico [1967 MGM Records]

quarta-feira, outubro 13, 2004

A propósito do pontapé na bola

Lembram-se?
De um país ao qual foi entregue a organização de um grande evento desportivo internacional - um dos maiores do mundo, dizem os seus sábios promotores...
De um país que construiu [ou renovou] dez excelentes, funcionais, confortáveis e dispendiosos recintos desportivos que estavam à frente e tudo o que de melhor se fazia no mundo...
De um país onde um certo desporto ia finalmente, e graças a esse evento internacional e aos moderníssimos estádios, entrar no século XXI, adaptando-se às novas realidades económicas, sociológicas e culturais...
De um país onde se celebrou o fair-play e se condenaram os excessos de hooligans [ingleses, pois então] alcoolizados e violentos...
De um país onde o grande evento desportivo internacional mobilizou milhões de bandeiras, bandeirinhas, gravatas e cachecóis...
De um país cuja selecção nacional uniu todos os cidadãos numa onda que varreu cidades, vilas, aldeias e berças...

Reconhecem?
Um país que acordou numa noite de Domingo, triste e acabrunhado, vendo que o sonho se havia desmoronado sob os toscos pés de um punhado de gregos...
Um país ao qual só se exigia, no máximo, que construísse ou remodelasse oito estádios...
Um país onde os clubes gastam o que não podem, são geridos por gente que também podia estar a gerir uma mercearia ou a descacar batatas...
Um país onde, à mínima contrariedade, se insultam jogadores, treinadores, dirigentes, adversários e curiosos...
Um país onde se aplaudem os vencedores e se espezinham os vencidos...

É o mesmo país. É o país dirigido por Luís Filipe Vieira, Jorge Nuno Pinto da Costa, António Dia da Cunha. É o país onde o líder de qualquer claque ou grupo de arruaceiros tem honras televisivas. É o país de Santana Lopes, João Jardim, Valentim Loureiro, Gomes da Silva, Ferreira Torres, Fátima Felgueiras, José Castelo-Branco, Narciso Miranda e de outras personagens do mesmo, ou inferior, calibre.

Esse país é uma merda. Ou, nas palavras mais elegantes de Eça de Queiroz, uma choldra.

It is not my country!

terça-feira, outubro 12, 2004

E é também o humor, estúpido

Ainda a propósito da linha política do governo, apercebi-me ainda nas últimas horas de outro aspecto tudo menos despiciendo. Falo do humor. Habitualmente, os políticos [e os dirigentes desportivos...] são fonte inesgotável de inspiração para os humoristas em geral, e para os cartoonistas em particular. Neste momento estou plenamente convicto de que o actual governo decidiu revolucionar, simultaneamente, a política e o humor em Portugal, . Só da conjugação de um talentoso grupo de comediantes seria pssível que brotassem tantas e tantas pérolas de humor, na linha non-sense dos saudosos Monthy Python. Assim, Pedro Santana Lopes e os seus subordinados abandonam o papel de fonte de inspiração que tradicionalmente cabe aos políticos desempenhar, para se assumirem eles próprios como humoristas [criadores e intérpretes de rábulas anedóticas e hilariantes]. Deste modo, e conjugando subtilmente o contraditório com o non-sense humorístico, Portugal tem uma nova forma de governar para oferecer ao mundo.
Podiam era ter-nos avisado. Ter-se-iam evitado muitos equívocos. E podiam também ter adoptado um nome de guerra. Qualquer coisa como The Santana Lopes Flying Circus, para dar um toque cosmopolita à coisa...

P.S.: Ah! E não me venham dizer que foi George W. quem inventou esta linha de actuação política. Quando muito terá inspirado vagamente PSL e a sua pandilha de comediantes. Comparado com PSL, W. é um mero aprendiz.

É o contraditório, estúpido!

Finalmente começo a perceber tudo. Afinal eu é que estava equivocado, e comigo milhões de portugueses e uns quantos comentadores políticos, notoriamente tudo gente de má vontade, including myself. Falo da linha política do governo. Desde já assumo o meu enorme, e duplo, erro: não só há governo [y si hay soy contra, como diria o proverbial anarca espanhol], como há uma linha política, um rumo, um desígnio, uma estratégia, enfim, qualquer coisa. É assim como as bruxas nas quais ninguém acredita, pero que las hay...
Então é assim [topem a citação big brotheriana made in TVI]: a linha política do governo é o contraditório. Ou seja, pela manhã o primeiro ministro afirma uma coisa, à tarde um ministro qualquer faz-se de novas e à noite, de preferência por volta das 20h00, o PM ou alguém por ele afirma exactamente o contrário do que havia sido dito pela manhã. Em alternativa, também pode suceder que um ministro qualquer vá sucessivamente prometendo uma determinada medida [ou a impossibilidade de uma medida] e num belo dia [de preferência por volta das 20h00...] o PM afirma exactamente o contrário daquilo que o seu ministro havia prometido para no dia seguinte dizer que afinal não era bem como ele próprio prometido no dia anterior. Um exemplo prático: o ministro das Finanças andou desde Julho a dizer que não podia baixar os impostos por isto e mais aquilo; ontem Santana Lopes comunicou ao país que no próximo ano o governo ia baixar os impostos; hoje o mesmo Santana Lopes já disse que o governo ia baixar os impostos no prósimo ano SE [hélas] houver o crescimento previsto pelo governo.
É o contraditório.

Obrigado, Blitz

Sou leitor de longa data - desde o número 13 ou 14 - do ainda hoje único jornal de música português, o Blitz. Ao longo destes anos, este semanário atravessou, como é natural em qualquer publicação, por momentos melhores e piores, altos e baixos, fez escolhas erradas. Mas sempre se consigou manter como uma referência na indústria [?] musical portuguesa [apesar "daquela fase" lamentável em que o nu-metal reinava na redacção e os execráveis Limp Bizkit eram incompreensivelmente elevados à categoria de deuses da música...].
Hoje em dia o Blitz continua com o seu quase sempre inestimável trabalho e, de há meses a esta parte, tem contribuido decisivamente para o crescimento da minha colecção de música nacional graças às edições, a reduzido custo, de uma já apreciável lista de títulos discográficos. Esta semana é a vez de Esquece Tudo O Que Te Disse / Respirar Debaixo de Água pelos Azembla´s Quartet, um álbum duplo que reune a banda sonora daqueles dois filmes de António Ferreira que vai rodar durante algumas semanas no leitor de CD's cá de casa. Como já aconteceu com outras edições [Mão Morta, Nus; Zen, Rules Jewels Fools; Hipnótica, Reconciliation; ou The Legendary Tiger Man, Fuck christmas, I Got The Blues].
Obrigado, pois.

sexta-feira, outubro 08, 2004

As obras de Santana [um resumo]

Antes de chegar a primeiro ministro deste desgraçado país, Santana Lopes tinha já uma vasta obra atrás de si, como todos muito bem sabemos. A maior de todas é, sem dúvida, a sua contribuição para o desenvolvimento da noite [bares e discotecas] da capital e da Figueira da Foz, bem como da imprensa cor-de-rosa portuguesa. Menos notória, e boicotada por um tal de José Roquette, mas também importante foi o legado - em milhões de contos - que deixou no Sporting Club de Portugal. Mais tarde, passou pela presidência da Câmara Municipal da Figueira da Foz e deixou por lá umas palmeiras e umas rotundas de inestimável valor. Daí saltou para a Câmara de Lisboa e lá deixou umas intenções, incompreendidas pelos infiéis, para a ressureição do cadáver do Parque Mayer, bem como um enorme buraco no Marquês de Pombal que ainda um dia há-de ter a sua utilidade. Por obra e graça de um emigrante de luxo e de um Presidente da República socialista, Santana aterrou no Palácio de S. Bento e nos últimos meses tem-se esforçado arduamente por deixar a sua marca em Portugal. Só não contava era com o sacana do Professor Marcelo Rebelo de Sousa que, por despeito, inveja e puro ódio, resolveu dificultar ao máximo a sua actuação, chamando a atenção dos portugueses para alegados erros políticos, supostas e variadas trapalhadas e presumíveis disparates do governo liderado por Santana. Uma injustiça, pá!

Política a Martelo [até enjoar]

Segundo a comunicação social há muita gente no PSD incomodada com a crise política em crise. Cavaco Silva, Marques Mendes, Vasco Graça Moura, Miguel Veiga, José Pacheco Pereira, Emídio Guerreiro, Teresa Gouveia, Jorge Neto, Carlos Encarnação e até Morais Sarmento são alguns dos notáveis que, de algum modo, exprimiram o seu desconforto. Quem se deve estar a rebolar de gozo é o recém-eleito secretário-geral do PS: com o PSD e o governo neste estado, não vai precisar de se esforçar por aí além para atingir os seus objectivos. continuar assim, não me admiraria que José Sócrates ganhasse as próximas legislativas [em 2006?] com uma confortável maioria, i.e, com uma maioria absoluta.

Há censura em Portugal!

Quem o afirma é Alberto João Jardim. Assim mesmo, com todas as letras: desde o 25 de Abril sempre houve censura em Portugal e ele pode prová-lo. O eterno líder dos madeirenses lá saberá do que fala [aos berros, como é habitual].

Há censura em Portugal!

Quem o diz é Alberto João Jardim. O eterno líder dos madeirense lá saberá do que fala [aos berros, com é habitual].

Política a Martelo [sempre em actualização]

Acabo de ouvir, no fórum TSF, um pateta qualquer, deputado do PSD, afirmar - sem se rir! - que em Portugal há liberdade de expressão e existe contraditório. Das duas uma: ou este idiota anda tão embrenhado na sua actividade parlamentar que não tem acompanhado as últimas notícias ou Rui Gomes da Silva, outro pateta só que ministro, não disse aquilo que todos, repetidamente, pudemos ouvir e ler.

Política a Martelo [em actualização]

Aqui pode estar uma [a?] explicação para a crise política em curso. É uma crise não é? Bem, pelo menos anda tudo a falar do assunto, portanto deve ser uma crise... Deve, deve...

Beijinhos & Parabéns

Corria o mês de Dezembro de 1981 quando Sémen saiu para a rua dando iníco a uma das mais importantes carreiras discográficas em Portugal.

Corria o ano de 1983 ou 1984, não me recordo com exactidão, quando pela primeira vez levei com a música rude e sem concessões de um quarteto de inconformados. Corria o ano de 1984 quando saiu aquele que ainda hoje é o seu melhor par de temas: Remar, Remar e Longa Se torna A Espera.

Corria o ano de 1986 quando foi editado o seu melhor álbum, Cerco, gravado no palco do lendário Rock Rendez-Vous, uma sala onde, ainda em 86, gravariam um mítico álbum ao vivo que só anos mais tarde seria editado [1º de Agosto ao Vivo no Rock Rendez-Vous].

Corria o ano de 1987 quando pela primeira vez os vi, finalmente, ao vivo [salvo erro, em Fevereiro] na lotadíssima e tórrida sala polivalente da Escola Secundária de Santa Maria do Olival em Tomar] com o Lito, companheiro de muitos concertos e nessa noite decidimos formar uma banda. Foi o ano do grande salto, com Circo de Feras. Nesse ano saí encharcado em suor do Pavilhão do Restelo [8 de Maio] quando eles receberam o seu primeiro disco de prata.

Entretanto, muita coisa mudou na minha vida e na deles e seguimos caminhos opostos. Já não me lembro há quantos anos os não vejo ao vivo. O último álbum que ouvi do princípio ao fim foi o 88. Porém... Sempre que os ouço na rádio por exemplo, mesmo nos seus piores momentos musicais, sou incapaz de mudar de estação. Foi-se, há muito, o quase fanatismo, ficou um imenso respeito pelo grupo mais influente da música portuguesa. Os Xutos. Hoje e amanhã comemoram 25 anos de carreira no Pavilhão Atlântico. Parabéns. Obrigado.

quinta-feira, outubro 07, 2004

Nostalgia creeps [vol. II] # 2

God Save the Queen

God save the queen
The fascist regime
It made you a moron
Potential H bomb

God save the queen
She ain't no human being
There is no future
In England's dreaming

Don't be told what you want
Don't be told what you need
There's no future
No future
No future for you

God save the queen
We mean it man
We love our queen
God saves

God save the queen
Cause tourists are money
And our figurehead
Is not what she seems
Oh god save history
God save your mad parade
Lord god have mercy
All crimes are paid

When there's no future
How can there be sin
We're the flowers in the dustbin
We're the poison in the human machine
We're the future
Your future

God save the queen
We mean it man
We love our queen
God saves

God save the queen
She ain't no human being
There is no future
In England's dreaming

No future
No future
No future for you

No future
No future
No future for me

No future
No future
No future for you

No future
No future for you


Sex Pistols [Virgin 1977]

Política a Martelo [agora a sério ou então não...]

O episódio do fim dos comentários dominicais de Marcelo Rebelo de Sousa na TVI é revelador do estado a que chegou o exercício do poder em Portugal. Os senhores que o detém, isto é, a malta liderada por Pedro Santana Lopes, não pretende governar o país nem tenciona resolver os problemas do país. Aliás, mesmo que quisessem não seriam capazes. O seu nível intelectual e cultural é tão baixo, a sua falta de ideias ou convicções tão confrangedora, a sua incompetência tão gritante que não seriam capazes. Por isso, o que importa a esta gente incompetente, sem ideias ou convicções e ignorante é simplesmente manter-se no poder a todo o custo. Por isso, mais do que o inexistente conteúdo importa a forma, a imagem. Por isso, importa silenciar todos aqueles que se lhes opõem. Esta gente, apesar de incompetente, sem ideias ou convicções e ignorante, é muito perigosa. E o doutor Sampaio, que hoje recebeu o Professor Marcelo e há uns meses deu posse a Santana Lopes, das duas uma: ou é um inocente anjinho que não percebeu onde nos estava a meter, ou é tão incompetente, sem ideias e ignorante como a trupe de Santana que não percebeu onde nos estava a meter. Entretanto, quem lucra com toda esta situação é o próprio Marcelo, erigido pela esquerda e alguma direita em mártir da liberdade de expressão.

Política a Martelo

Há vários dias que não se fala de outro assunto: as homílias dominicais do Professor Marcelo na TVI. Tudo começou quando um tal de Rui Gomes da Silva resolveu fazer queixinhas públicas relativamente aos comentários pouco católicos do Professor. Esse senhor, cujos grandes méritos políticos se resumem ao facto de há anos ser apoiante indefectível do senhor Lopes que em má hora o Presidente Sampaio nomeou primeiro ministro de Portugal, sentiu-se ofendido na sua honra e despachou uma série de disparates avidamente reproduzidos por todos os orgãos de comunicação social.
Entretanto, o big brother, perdão, big boss, da TVI - Paes do Amaral [ou será Pais do Amaral?...] - chamou o Professor para um jantar e, provavelmente porque algo lhe caiu mal, este anunciou que abandonava as populares noites de Domingo da TVI. Daí para cá, Marcelo tem sido a grande figura mediática de Portugal. Da esquerda à direita, não há quem não se pronuncie sobre esta situação e até o Presidente, que em má hora nomeou o senhor Lopes primeiro ministro de Portugal, chamou Marcelo ao Palácio de Belém [para onde o senhor Lopes, aliás, sonhava mudar-se um dia]. Surgiram teorias e mais teorias, teses e mais teses, opiniões e mais opiniões sobre os motivos da decisão do Professor. Ele há quem ache que o governo de Portugal [Portugal tem um governo???] exerceu pressões no sentido de a TVI afastar, ou em alternativa domesticar, Marcelo [nomeadamente a oposição parlamentar]. Ele há quem pense que o que está em causa é a liberdade de expressão [incluindo notáveis do PSD de Pacheco Pereira a Marques Mendes passando por Vieira de Castro]. Ele há quem seja da opinião que Marcelo se armou em João Vieira Pinto e simulou um penalty inexistente [Luís Filipe Meneses e Duarte Lima, por exemplo]. Ele há quem balbucie umas palavras confusas sobre o assunto só para não ficar calado [António Pires de Lima].
Por mim, creio que estão todos errados. A explicação para o fim das homílias dominicais do Professor Marcelo é só uma: a Quinta das Celebridades, que recorde-se estreou no último Domingo. Cá para mim, José Castelo-Branco exigiu ser a única celebridade do circo televisivo de Paes [ou Pais?...]. Logo, Marcelo tinha que ser afastado. As queixinhas de Gomes da Silva foram tão somente um pretexto. Simples e cristalino. O problema é que aconteceu exactamente o contrário: Marcelo Rebelo de Sousa tem batido Castelo-Branco aos pontos nos indíces de popularidade nacional e parece que até as acções da Media Capital, proprietária do maior circo mediático do país, estão em queda.

sexta-feira, outubro 01, 2004

Portagens

Não entendo nada de política de transportes ou de finanças públicas nem de desenvolvimentos sustentados e outras coisas do género. Nesses, como em muitos outros assuntos, limito-me a guiar-me pelo bom-senso e a colher umas informações aqui e acolá.
O governo decidiu ontem introduzir portagens nas SCUTs e o ministro Mexia lá se explicou sobre os princípios dessa medida. Se bem entendi, o que o governo quer é poupar uns milhões de euros que, supostamente, irá investir em outras áreas.
Por mero acaso, até sou favorável ao pagamento de portagens, assim como acho que os combustíveis deveriam ser ainda mais caros, se os dividendos daí resultantes fossem investidos numa eficaz, confortável e segura rede de transportes públicos [rodoviários e, principalmente, ferroviários] de modo a incentivar a população a utilizar cada vez menos o automóvel e cada vez mais o combóio e o autocarro. O que se pouparia seria com certeza bastante, quer em termos económicos, quer, muito principalmente, em termos ambientais. Agora, fazer o que o governo está a fazer, obrigando-nos a pagar portagens sem nos oferecer alternativas decentes, é no mínimo um rematado disparate.

quinta-feira, setembro 30, 2004

Nostalgia creeps [vol. II] # 1

Heroes

I, I will be king
And you, you will be queen
Though nothing will drive them away
We can beat them, just for one day
We can be Heroes, just for one day

And you, you can be mean
And I, I'll drink all the time
'Cause we're lovers, and that is a fact
Yes we're lovers, and that is that

Though nothing, will keep us together
We could steal time, just for one day
We can be Heroes, for ever and ever
What d'you say?

I, I wish you could swim
Like the dolphins, like dolphins can swim
Though nothing, nothing will keep us together
We can beat them, for ever and ever
Oh we can be Heroes, just for one day

I, I will be king
And you, you will be queen
Though nothing will drive them away
We can be Heroes, just for one day
We can be us, just for one day

I, I can remember (I remember)
Standing, by the wall (by the wall)
And the guns, shot above our heads (over our heads)
And we kissed, as though nothing could fall (nothing could fall)
And the shame, was on the other side
Oh we can beat them, for ever and ever
Then we could be Heroes, just for one day

We can be Heroes
We can be Heroes
We can be Heroes
Just for one day
We can be Heroes

We're nothing, and nothing will help us
Maybe we're lying, then you better not stay
But we could be safer, just for one day

Oh-oh-oh-ohh, oh-oh-oh-ohh, just for one day


David Bowie, in Heroes [RCA 1977]