sexta-feira, setembro 10, 2004

Milagre

Agora que o calor do Verão já parece uma vaga memória e que as últimas cinzas dos incêndios já não pairam no ar, regresso precisamente ao tema dos incêndios que ano após vão destruindo as nossas florestas. Regresso também a uma reportagem da Grande Reportagem sobre a prevenção e combate aos incêndios na Andaluzia. Os andaluzes conseguiram o "milagre" de praticamente acabarem com os incêndios florestais há mais de uma década.

«Aqui bem perto, na vizinha Andaluzia, território com uma dimensão geográfica idêntica à de Portugal continental e com uma área florestal de cerca 4,3 milhões de hectares, há mais de uma década que os incêndios deixaram de ser uma fatalidade. Entre 1995 e 2003, por exemplo, a Andaluzia perdeu menos floresta e mato do que Portugal em 24 horas de alguns dias de Agosto no ano passado. E qual é o segredo dos espanhóis? Simples: prevenção e mais prevenção, profissionalismo dos homens no terreno, rapidez e eficácia na intervenção. E uma gestão exemplar, a uma só voz, das florestas e dos matos que são de todos.»
in Grande Reportagem, 28 de Agosto de 2004

Será que algum dos milhares de assessores de imprensa dos nossos governantes se deu ao trabalho de fazer chegar este trabalho a algum ministro? Duvido.

O terror

Continua o terror. E, fatalmente, há-de continuar. Por isso, a candeia que aqui há dias foi colocada num post neste blog, passa a estar ali ao lado permanentemente. Em memória de todas as vítimas inocentes de todos os actos de crueldade cometidos por ditos seres humanos.

quarta-feira, setembro 08, 2004

Who am I?!

É raro mas de quando em vez dá-me para fazer estes testes inúteis. Por uma vez gostei do resultado. Yes!
thepixies.jpg
You rule. in 15 years, you won't be as known as you
are now, but most of the people that will know
you then will like you (or else I'll beat them
with a stick). You're nice to listen to.


What band from the 80s are you?
brought to you by Quizilla

terça-feira, setembro 07, 2004

Uma vela em cada blog


Uma iniciativa do Ânimo à qual cheguei via Thomar e Santa Cita. Em memória de todas as vítimas do terrorismo, particularmente dos mortos inocentes de Beslan na Ossétia do Norte.

sexta-feira, setembro 03, 2004

Nostalgia creeps # 8

Reel Around The Fountain

It's time the tale were told
Of how you took a child
And you made him old

It's time the tale were told
Of how you took a child
And you made him old
You made him old

Reel around the fountain
Slap me on the patio
I'll take it now
Oh ...

Fifteen minutes with you
Well, I wouldn't say no
Oh, people said that you were virtually dead
And they were so wrong

Fifteen minutes with you
Oh, well, I wouldn't say no
Oh, people said that you were easily led
And they were half-right
Oh, they ... oh, they were half-right, oh

It's time the tale were told
Of how you took a child
And you made him old
It's time that the tale were told
Of how you took a childAnd you made him old
You made him old

Oh, reel around the fountain
Slap me on the patio
I'll take it now
Ah ... oh ...

Fifteen minutes with you
Oh, I wouldn't say no
Oh, people see no worth in you
Oh, but I do.
Fifteen minutes with you
Oh, I wouldn't say no
Oh, people see no worth in youI do.
Oh, I ... oh, I do
Oh ...

I dreamt about you last night
And I fell out of bed twice
You can pin and mount me like a butterfly
But "take me to the haven of your bed"
Was something that you never said
Two lumps, please
You're the bee's knees
But so am I

Oh, meet me at the fountain
Shove me on the patio
I'll take it slowly
Oh ...

Fifteen minutes with you
Oh, I wouldn't say no
Oh, people see no worth in you
Oh, but I do.
Fifteen minutes with you
Oh, no, I wouldn't say no
Oh, people see no worth in you
I do.
Oh, I ... I do
Oh, I do
Oh, I do
Oh, I do
__________________________________________________________________________________________
The Smiths, in Hatfull of Hollow [Rough Trade 1984]

quinta-feira, setembro 02, 2004

Mulheres ao mar [e homens a ridiculo e uma dúvida]

Em que é que a presença ou ausência de um «piercing» contribui para a competência profissional seja de quem for?

Mulheres ao mar [e homens a ridiculo]

Continuo a achar espantoso que Luís Delgado escreva o que escreve mantendo sempre o ar sério. Grande admirador de Bush, José Manuel [ Durão, claro] Santana e Portas, este homem continua em plena forma. Aí fica uma pérola da escrita da criatura.


A figura levar-se-à mesmo a sério?

Mulheres ao mar

A propósito do barco da Women on Waves que se encontra ao largo da Figueira da Foz muito tem sido dito e escrito, incluindo inúmeros disparates. O texto abaixo, de Ana Sá Lopes, resume a minha posição sobre o assunto e a reacção do Governo [?] português.

«Siga a Marinha do CDS

O que é mau para o Governo não é necessariamente mau para o CDS. A proibição e a ronda das corvetas cobre o Governo de ridículo, mas contenta o eleitorado específico que Paulo Portas não quer ver fugir para o PSD, que o futuro da coligação não é seguro. Paulo Portas pôs a Marinha de Guerra ao serviço do CDS e foi, como ministro da Defesa, à sede do CDS, num discurso embrulhado com a bandeira do CDS, explicar a decisão do Governo: "O mar territorial não é uma selva"; sem a acção das corvetas neste momento específico, "nenhuma autoridade nacional teria legitimidade para combater o tráfico de droga, a pesca ilegal e a imigração clandestina". O PSD, a parte dele que não se revê neste discurso, fica a ver navios - apanha com o ridículo e é provável que não ganhe nada com isso.
in Público, Quarta-feira, 01 de Setembro de 2004

terça-feira, agosto 31, 2004

Imagens de uma semana ao sul

O caminho para a "minha" praia...


A "minha" praia...


Infelizmente, há quem insista em destruir o nosso património...

segunda-feira, agosto 23, 2004

Um lugar ao sul

Hoje parto novamente para a segunda parte das minhas férias. Vou para o sul. Espero que também vá para o sol que de chuva já chegou a passada semana em Paredes de Coura.

sábado, agosto 21, 2004

Férias repartidas

Regresso a casa antes de partir novamente daqui a menos de dois dias. A primeira semana de férias a sério já lá vai, passada primeiro a deambular pelo Parque Natural da Peneda-Gerês e depois em praticamente cinco dias de Rock'n'Roll em Paredes de Coura. Daqui até ao fim do mês só quero mesmo é descanso. É que depois de quase uma semana de música e chuva o corpo pede descanso. Total e absoluto. E entretanto vou continuar mais ou menos a leste da actualidade. Não quero saber das nomeações do Lopes nem da participação portuguesa nos Jogos Olimpícos nem das eleições no PS nem do preço do petróleo nem... Até já.

quinta-feira, agosto 12, 2004

A chegada é sobrevalorizada

«Adoro viajar. Muito mais do que alguma vez gostei de chegar a um sítio. A chegada é sobrevalorizada. É muito mais excitante andar de um lado para o outro. De avião, de barco, de carro, de comboio, a pé, seja como for. Gosto é de andar de um lado para o outro. Acho que os destinos foram inventados para não darmos a sensação que andamos a deambular, meio perdidos [...]»
Jerry Seinfeld, Linguagem Seinfeld

Notoriamente eu não o diria melhor. As palavras acima descrevem na perfeição o meu conceito de viagem. Ir, andar, deambular. Chegar é irrelevante. Amanhã ponho-me a andar. Durante duas semanas. Quase me esquecia: também gosto da expectativa da partida. É quase tão boa como a partida em si mesma.

quarta-feira, agosto 11, 2004

Com senso

Ainda a propósito do pacto de regime para a Justiça proposto pelo senhor Lopes. Só para acrescentar isto: preferia que, em vez de procurar consensos, o senhor governasse o país com senso.

Nostalgia creeps [on television, the drug of the nation] # 6

A melhor série sobre polícias que alguma vez vi: Hill Street Blues. Quando se começava a ouvir o genérico, parava tudo para acompanhar as vidas do capitão Furillo, dos agentes Bobby Hill, Andy Renko ou Lucille Bates, dos detectives Washington, J.D. LaRue ou Mick Belker, da advogada Joyce Davenport.e dos outros todos.
Sgt. Phil Esterhaus [Michael Conrad], Frank Furillo [Daniel J. Travanti] e Joyce Davenport [Veronica Hamel]

"Let's be careful out there..."

terça-feira, agosto 10, 2004

Política à portuguesa

Regresso, brevemente à política. Parece que o senhor Lopes, atabalhoado primeiro ministro da nação, anda para aí a propor um pacto de regime sobre a Justiça. Não gosto de pactos, de regime ou outros. Ainda por cima, pacto de regime cheira-me a consenso e também não sou adepto de consensos. Aliás, abomino-os. Portugal viveu em consenso durante 48 anos e os resultados estão, ainda hoje, à vista.

Cassetes piratas. Por causa do roubo de umas gravações, vai para aí uma babúrdia em torno da Polícia Judiciária e do seu (ainda?) director. Nem comento...

Surpresa. A propósito da ideia peregrina de "deslocalizar" secretarias de Estado o PSD de Santarém pede a demissão dos autarcas de Santarém. Até hoje nunca o PSD de Santarém havia feito tal pedido, de onde concluo que estão, genericamente satisfeitos com a governação socialista daquele município. Espantoso.

Uma campanha alegre (e soarista e socrática). Entretanto, o PS continua em alegre campanha para a eleição do seu próximo chefe (ia escrever líder, mas nenhum dos candidatos conseguirá ser realmente um líder). O dia de hoje passou sem insultos (acho...).

segunda-feira, agosto 09, 2004

Merci beaucoup

Tropecei hoje no segundo volume da edição 50 Ans de Rock da magnífica Les Inrockuptibles. Além dos sempre exelentes textos, este segundo volume ainda oferece um CD com pérolas dos The Modern Lovers, The Velvet Underground, Buzzcocks, Feelies, Young Marble Giants, ESG, Felt ou Brian Eno. Como eles dizem, [alguns dos] trésors cachés de 50 ans de Rock. Esta colectânea vai de férias comigo. Esta e a colectânea que os Red Hot Chili Peppers organizaram para a Mojo com Gang of Four, Sly and the Family Stone, Blonde Redhead [uma das minhas paixões secretas há alguns anos,] The Slits, Harmonia, Frank Zappa e Funkadelic, entre outros.

SeinLanguage [is a virus]

A propósito de um dos posts Nostalgia Creeps [on television, the drug of the nation], alguém me deixou um comentário dizendo que tinha mesmo era saudades do Seinfeld. Eu também. Deve ter sido por isso que adquiri Linguagem Seinfeld [SeinLanguage no original], o primeiro livro da colecção E agora para algo completamente diferente das Produções Fictícias e da Gradiva.

Uma muito recomendável leitura para o Verão [e para todas as outras estações do ano, já agora]. Só há um pequeno problema: vou ter mesmo que comprar a edição em Inglês. Não é que a tradução não seja boa, mas nisto do humor a versão original é sempre preferível. Muitos dos trocadilhos e das subtiliezas de Jerry Seinfeld perdem muito na passagem para o Português.

sábado, agosto 07, 2004

Nostalgia creeps [on television, the drug of the nation] # 5

"In 1972 a crack commando unit was sent to prison by a military court for a crime they didn't commit. These men promptly escaped from a maximum security stockade to the Los Angeles underground. Today, still wanted by the government, they survive as soldiers of fortune. If you have a problem, if no one else can help, and if you can find them, maybe you can hire the A-Team."
H.M. Murdock

Nostalgia creeps [on television, the drug of the nation] # 4

Eles salvavam o mundo, sempre em grande estilo. Eram Os Vingadores.

John Steed

John Steed e David Keel

Catherine Gale

Emma Peel

Tara King

quinta-feira, agosto 05, 2004

Nostalgia creeps [on television, the drug of the nation] # 3

Jamie [Helen Hunt] e Paul [Paul Reiser], o casal mais apaixonado da têvê. Loucos um pelo outro e nós por eles.

Nostalgia creeps [on television, the drug of the nation] # 2

Northern Exposure

Maggie O'Connell [Janine Turner] e Joel Fleischman [Rob Morrow]

Nostalgia creeps [on television, the drug of the nation]

Quem se lembra do tempo em que as noites de quintas-feira eram sagradas?

Nostalgia creeps # 7

Don't Want To Know If You Are Lonely

I'm curious to know exactly how you are
I keep my distance but that distance is too far
It reassures me just to know that you're okay
But I don't want you to go on needing me this way

And I don't want to know if you are lonely
Don't want to know if you are less than lonely
Don't want to know if you are lonely
Don't want to know, don't want to know

The day you left me, left me feeling oh so bad
Still I'm not sure about all the doubts we had
From the beginning we both knew it wouldn't last
Decisions have been made the die has been cast

The phone is ringing and the clock says four A.M.
If it's your friends, well I don't want to hear from them
Please leave your number and a message at the tone
Or you can just go on and leave me alone
_____________________________________________________________________________________________
Hüsker Dü, in Candy Apple Grey [1986 Warner Bros]

terça-feira, agosto 03, 2004

Música, tempo e paciência

1. Quando jovem - inconsciente armado em rebelde - universitário em Coimbra, tive algumas discussões, leia-se troca de ideias, sobre música com as mais variadas pessoas. Com o Miguel sobre a irrelevância dos U2 e dos Pink Floyd, com a Olga e a Paula sobre os movimentos góticos e Industriais, com o Paulo sobre tudo e mais alguma coisa. Entre outros disparates, e algumas boas-ideias-desculpem-lá-a-imodéstia, defendiamos - eu e o Paulo - que os músicos se deviam reformar aos 30 anos, ou ser pura e simplesmente impedidos de produzir música. Como provas irrefutáveis dessa nossa "teoria" atirávamos para a mesa com os nomes de Pink Floyd, Rolling Stones, os ex-Beatles, Johnny Rotten, Neil Young e outros. Outra "teoria" que defendíamos tinha que ver com a falta de tempo [e de paciência] para ouvir música irrelevante, conservadora, retrógrada e inconsequente. Para quê perder tempo com um disco ou um concerto que nada nos oferecia de novo e excitante se podíamos estar a ouvir algo que nós tinhamos por inovador? A primeira "teoria" abandonei-a há já alguns anos [antes de eu próprio ultrapassar a barreira dos 30, aliás]. A segunda nem por isso. Realmente, para quê perder tempo com irrelevâncias?

2. De há uns tempos para cá, várias pessoas têm tentado convencer-me da qualidade de grupos como os Plaza, os Loto ou os X-Wife, para citar apenas alguns. O meu argumento é, repetitivamente, o mesmo: não tenho tempo, nem paciência, para perder com coisas que não passam de meras reciclagens de obras que, por acaso ou nem tanto, já ouvi no seu devido tempo. A pop-rock levezinha e inconsequente dos idos de 80 retomada pelos Plaza, os plágio descarados [e desavergonhadamente "subsidiados" pela imprensa lusa] dos New Order assinados Loto ou as desesperadas tentativas de João Vieira dos X-Wife para soar como o Johnnny Rotten não me dizem nada. Zero. Nicles. Além do mais, já dei para esses peditórios. "Mas já ouviste o álbum?", perguntam-me. Não. Nem quero ouvir. Nem vou ouvir. Não tenho tempo. Não tenho paciência, porra! "Arrogante!...", atiram-me. Se calhar. Mas se me explicarem onde está a novidade de qualquer um dos três nomes que dou como exemplo, prometo ouvir os álbuns. Entretanto, vou continuar a dedicar o meu tempo ao último dos Mão Morta e às estreias d' A Naifa e dos Dead Combo, para citar apenas alguns...

Na música, como nas outras artes e genericamente na vida, há que estabelecer prioridades e gerir o tempo limitado que nos é dado viver. Digo eu. Alguém, em seu perfeito juízo, troca um fim-de-semana na Damaia por um dia no Gerês?

quinta-feira, julho 29, 2004

Comemorações


Nostalgia creeps # 6

Spellbound

 From the cradle bars
comes a beckoning voice
it sends you spinning
you have no choice

You hear laughter
cracking through the walls
it sends you spinning
you have no choice

Following the footsteps
of a rag doll dance
we are entranced
Spellbound

And don't forget
when your elders forget
to say their prayers
take them by the legs
and throw them down the stairs

When you think
your toys have gone beserk
it's an illusion
you cannot shirk
you hear laughter
cracking through the walls
it sends you spinning
you have no choice

Following the footsteps
of a rag doll dance
we are entranced
Spellbound
 
Siouxsie and the Banshees, in Juju [1981]

quarta-feira, julho 28, 2004

Jornalismo na desportiva

Anda por aí uma polémica sobre os erros ortográficos e já li algures considerações sobre a má preparação dos jornalistas que temos e a quantidade de erros ortográficos que dão. Neste momento não sei o que será pior: se os erros ortográficos que vão aparecendo nos nossos jornais, revistas e televisões, se a péssima preparação e lacunas graves que alguns dos nossos "jornalistas" vão revelando. Acabo de ouvir na SIC uma entrevista a Ricardo Carvalho - recém-transferido para o Chelsea F.C. pela quantia record de uma pipa de massa - durante a qual o "jornalista" perguntou ao excelente defesa-central o que estava a achar da cidade de... Chelsea. Nada de grave. Distraiu-se, o "jornalista". Nada de grave já perdi a conta ao número de vezes vezes que já ouvi "jornalistas" confundirem Torres Novas - no Ribatejo - com Torres Vedras - na Estremadura.
 
Ricardo Carvalho lá respondeu que ainda estava a conhecer... Londres. Estes jogadores da bola.!...

Quebrar o silêncio [e aliviar o peso na consciência]

Há alturas em que algo tâo simples como um [simples] email nos faz lembrar que os nossos problemas são insignificantes quando comparados com os de outras pesoas, seres humanos como nós, a quem tudo é negado. A alimentação, o conforto, a saúde, a liberdade, a dignidade, a própria vida. Está a acontecer um pouco por todo o mundo, só que na voragem dos nossos dias e cegos com os nossos [insignificantes] problemas não damos conta disso, ou olhamos para o lado e fazemos de conta que não vemos. Está a acontecer, perante a [neste momento menor] indiferença generalizada da opinião pública mundial], em Darfur.

«[As minhas desculpas aos que estão a receber este email pela segunda vez,mas optei por reenviá-la depois de ter recebido um número significativo de devoluções e mensagens de erro. Aos que entretanto responderam ao apelo,desde já aqui fica o meu mais sincero agradecimento]

Caros amigos,
 
Antes de mais peço que me desculpem o caracter algo impessoal deste email, mas esta foi a forma mais prática que encontrei de fazer chegar a mensagem ao maior número possível de pessoas.
 
O meu apelo é simples: peço-vos que usem os vossos blogs para quebrar o silêncio e a indiferença em relação ao genocídio que decorre em Darfur. Peço-vos que escrevam um post sobre Darfur. Um simples post. Que publiquem um poema, uma foto ou uma imagem. Cerca de 150 mil pessoas foram já assassinadas ou mortas à fome, vítimas de um conflito que continua a ser invisível para a generalidade da opinião pública. A blogosfera demonstrou já por diversas vezes a sua capacidade de mobilização e sensibilização. Pode ser muito pouco, pode até ser verdade que individualmente todos os nossos esforços possam valer quase nada. Mas o preço do silêncio é demasiado elevado quando temos diante de nós um meio de comunicação com um potencial tão elevado.  Escrevi na sexta-feira um post sobre o genocídio em Darfur, no fim do qual recolhi uma série de links que podem ser utilizados como pontos para referência futura. O post pode ser encontrado aqui: http://ruadajudiaria.blogspot.com/2004/07/nunca-mais-em-1915-henry-morgenthau.html
 
Gostaria de deixar claro que, com esta mensagem, não estou a pedir que façam referência ou que "linkem" o que escrevi. Este email não tem como objectivo conseguir mais links para a Rua da Judiaria, mas somente apelar para que não fiquem indiferentes.
 
Por último, aconselho mais dois links: o blog Sudan: The Passion of the Present (http://platform.blogs.com/passionofthepresent)
 
E o site Darfur Genocide: http://www.darfurgenocide.org/
 
Obrigado pela vossa paciência. Um abraço amigo, Nuno Guerreiro»
 
Obrigado eu, Nuno Guerreiro.

Acidentes [acontecem...]

Na zona onde moro, desde Segunda-feira que ninguém tem linhas telefónicas. Tudo porque, há semanas, uns cabos telefónicos descairam - sabe-se lá porquê - e, entretanto, um camião fez o resto do serviço, arrancando-os ao passar no local. Desde Segunda-feira de manhã ainda não foi possível à Portugal Telecom reparar - ou mandar reparar - os benditos cabos. Realmente não é caso para urgências: afinal para servem os telemóveis, não é?...

segunda-feira, julho 26, 2004

Portugal a arder [outra vez]

«Em primeiro lugar quero pedir desculpa à excelentíssima Rádio Universidade de Coimbra por usar o título de um seu antigo programa no título deste post. Mas a verdade é que Portugal continua a arder, não só no sentido figurado, mas no sentido literal. Curiosamente, ouvi hoje na TSF que, segundo o governo, este está a ser o ano menos mau em termos de incêndios florestais em Portugal (só me faltava agora, o governo dizer que isso se deve à sua magnífica actuação no âmbito da prevenção!... Deixem-me rir...). Até pode ser verdade, até acredito que seja verdade. Mas a situação continua grave. E mais se torna, quando são mais que sabidas as causas de tantos incêndios (e por favor, não me venham falar em pirómanos...): desde interesses económicos a pressões imobiliárias, desde o péssimo planeamento e ordenamento do território nacional à total incúria e falta de cuidado dos proprietários passando pela falta de meios (e quiçá algum descuido...) das autoridades que deveriam zelar pelas nossas florestas... Enfim, por aqui me fico. Agora, parem de falar em planos, campanhas, medidas a implementar e disparates do mesmo quilate! FAÇAM ALGUMA COISA, PORRA!!! Ou querem que o deserto se estenda desde o norte de África ao norte de Portugal?!»
 
O texto acima foi escrito há um ano. Hoje reli-o. continua actual.

A história repete-se

Os noticiários dos três canais generalistas que temos abriram com notícias sobre incêndios. Depois do inferno do ano passado, a história repete-se e tudo volta  a acontecer. Chamas. Um mar de chamas provando que, ao contrário do que nos tentaram fazer crer, Portugal nada aprendeu com o que lhe aconteceu o ano passado.

sexta-feira, julho 23, 2004

A modéstia

«As pessoas gostam de me ouvir tocar guitarra, a coisa agrada-lhes e eles aderem. Não há mais nada».
Calos Paredes
 
Há mais. Muito mais. Um mundo mais.

A guitarra. A música sempre

Carlos Paredes

 
{1925 - 2004]
 
Ainda ontem aqui referi, de raspão, um notável disco que não por acaso era um tributo à obra de Carlos Paredes e hoje perdemos a sua presença física. A sua obra, a sua música, o seu génio e o seu espírito ficarão connosco para sempre.

quinta-feira, julho 22, 2004

Ano de ouro para a música portuguesa

Hoje li, atrasado, no único jornal de música português - o Blitz - um pedaço de opinião onde se diz que este «está a ser um ano de ouro para a música portuguesa». O resto do texto não me interessa por aí além, não por ser irrelevante, mas porque as razões que apresenta têm que ver com o lado mais desinteressante da produção musical: o negócio e a indústria discográfica. Adiante.

Este está a ser, se não um ano de ouro, pelo menos um ano de bela colheita para a música feita em Portugal. Assim de repente, consigo lembrar-me de alguns discos [pois, para mim continuam a chamar-se discos...] verdadeiramente indispensáveis [pelo menos para mim]. As Canções Subterrâneas d' A Naifa de João Aguardela, Luís Varatojo, Vasco Vaz e da grande voz de Maria Antónia Mendes. O Vol. 1 dos Dead Combo [blues meets fado? fado encontra blues?] de Tó Trips e Pedro Gonçalves. A colectânea de revisão / homenagem a um dos maiores génios da música portuguesa [lugar-comum, eu sei...] Movimentos Perpétuos - Música Para Carlos Paredes [este já é de 2003]. O segundo volume das aventuras do agente secreto Vladimir Orlov interpretado pelos Bulllet, Torch Songs for Secret Agents. O magnífico Nus dos Mão Morta, que nenhuma editora quis editar! Eurovisão dos semi-obscuros e quasi-veteranos Repórter Estrábico. O single de estreia de u-clic, por enquanto ainda semi-desconhecidos que já devem estar a causar dores de cabeça aos X-Wife. Flic Flac Circus dos Sloppy Joe, principalmente pela voz de Marta Ren [ a despertar saudades dos bons velhos Mler Ife Dada...].
E há mais por aí.

Ainda a propósito da extinção dos blogs

Ginger ale o pensouc.a.p. o fez. Está criada a Liga Protectora dos Blogues Abandonados. Quando tiver tempo e paciência também vou aderir à Liga, colocando algures lá em baixo à direita uma lista de blogs a necessitarem de protecção...

Enter the...

... Spektrum!
Deus existe, caramba! Os Spektrum vêm tocar a Portugal em Setembro.

I don't give a fuck! [*]

Estou-me lixando para as trapalhadas em volta da senhora que ia para a defesa [**] e foi para as artes e espectáculos [**] e para o CEMFA e a Presidência da República.
Não quero saber se o senhor "Baroso" estava ou não no hemiciclo, ou lá o que é, do Parlamento Europeu a tempo e horas para ouvir a divulgação dos resultados de uma eleição cujo resultado se sabia à partida.
Estou-me nas tintas para os aumentos dos combustíveis e para privatização ou venda ou a porra da Galp.
Não me interessam as tricazinhas idiotas do futebol português nem os convocados portugueses para os Jogos Olímpicos nem os problemas aduaneiros do Mantorras nem a porcaria do anúncio do clube dos 6 milhões.
Estou-me borrifando para o Alegre e o Soares e o Socrates e o Lopes e o Sampaio e o Portas e o Louçã e o Carvalhas e o raio que os parta e que sejam muito felizes mais as suas vidinhas.
Não me importa o que dizem os so-called opinion-makers cá da casa: os Delgados e os Pachecos e os Marcelos e os Fernandes e os Tavares e mais os não sei das quantas.
 
I don't give a fuck, i don't give a shit! Hoje não.
 
[*] Pardon my "french".
[**] Assim mesmo, em minúsculas.

Todo um mundo a visitar...

Aldrabando um bocado a intenção inicial dos senhores do site, aqui fica a vermelho o mundo que eu gostaria mesmo de visitar. Havendo tempo e outras disponibilidades.




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quarta-feira, julho 21, 2004

Por onde já andei na Europa



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E ainda falta tanta Europa. E tanto mundo...
____________________________________________________________________________________________
 
P.S.: descobri esta brincadeira através do Fushia_Funky.

Desculpe, não percebi... Importa-se de repetir?

«PS: Nobre Guedes tem condições para ser ministro do Ambiente
 
Ligações à parte, ainda gostaria que alguém me explicasse que qualificações tem o Dr. Guedes para exercer a pasta do ambiente. Para além de ser membro do CDS/PP e amigo do Dr. Portas, já que isso parece-me pouco para exercer seja que cargo for.

Crisis? What crisis? [conclusão]

«Não posso ignorar que as exigências da nossa situação económica e financeira, com uma retoma ainda incipiente, uma consolidação orçamental longe de estar garantida e uma situação social particularmente gravosa, me aconselham também este caminho.

E, assim, por convicção e coerência, decidi.

Tenho consciência de que Portugal atravessa um momento difícil que impõe ao Presidente da República a máxima ponderação dos riscos das diversas alternativas e a necessidade de assegurar a continuidade do regime constitucional.

Nesse regime - que não fiquem dúvidas - a nossa opção é pela democracia representativa, de que não sou o notário, mas sim o garante; e que, por isso, não há razões de oportunidade, por mais compreensivas que sejam, que possam abrir caminho e criar um precedente para futuros desvios plebiscitários.

Sei que posso contar com todos para, com serenidade e uma visão de futuro, ultrapassar esta situação e para defender os valores essenciais da democracia portuguesa.

Muito obrigado.»
 
Palácio de Belém
09 de Julho de 2004
_____________________________________________________________________________________________
Não tem nada que agradecer, senhor Presidente. E pessoalmente também nada tenho para lhe agradecer.

terça-feira, julho 20, 2004

Nostalgia creeps # 5

From Her To Eternity
 
Ah wanna tell ya 'bout a girl
You kno, she lives in Apt. 29
Why... that's the one right up top a mine
Ah start to cry,
Ah start to cry
O ah hear her walkin
Walkin barefoot cross the floor-boards
All thru this lonesome night
And ah hear her crying too.
Hot-tears come splashin on down
Leaking thru the cracks,
Down upon my face, ah catch'em in my mouth!
Walk'n'cry Walk'n'cry-y!!!
From her to eternity!
From her to eternity!From her to eternity!
Ah read her diary on her sheets
Scrutinizin every lil piece of dirt
Tore out a page'n'stufft it inside my shirt
Fled outa the window,And shinning it down the vine
Outa her night-mare, and back into mine
Mine! O Mine!
From her to eternity!
From her to eternity!
From her to eternity!
Cry! Cry! CRY!
She's wearing them bloo-stockens, ah bet!
and standin like this with my ear to the ceiling
Listen ah kno it must sound absurd
but ah can hear the most melancholy sound
ah ever heard!
Walk'n'cry! Kneel'n'cry-y!
From her to eternity!
From her to eternity!
O tell me why? Why? Why?
Why the ceiling still shakes?
Why the fixtures turn to serpants snakes?
This desire to possess her is a wound
and its naggin at me like a shrew
but, ah kno, that to possess her
Is, therefore, not to desire her.
O o o then ya kno, that lil girl would just have to go!
Go! Go-o-o!
From her to eternity!
____________________________________________________________________________________________
Nick Cave, in From Her To Eternity [1984 Mute Records]

Duas rodas

Um dos meus primeiros ídolos de infância era um senhor, belga, que habitualmente pedalava na sua bicileta vestido com uma camisola amarela. Eddy Merckx. Hoje lembrei-me dele outra vez, a propósito de outro senhor que também tem o hábito de pedalar de amarelo. Hoje lá vestiu outra vez a amarela em França. E prepara-se para chegar a Paris em primeiro lugar pela sexta vez consecutiva, algo que nunca ninguém conseguiu antes. Já não tenho propriamente idade para ter "ídolos", mas se alguém merece ser um ídolo esse alguém chama-se Lance Armstrong.

A não perder!

... amanhã, o último episódio de Crisis? What Crisis?, o folhetim que temos vindo a apresentar n' A Coluna e cuja estrela principal [e única] é Jorge Sampaio.


Crisis? What crisis? [continuação]

«[...] Portugueses,

O Presidente da República permanece fiel à sua obrigação constitucional de garantir o regular funcionamento das instituições democráticas e mantém intactos todos os seus poderes constitucionais, incluindo o poder de dissolução da Assembleia da República. Continuo, finalmente, a poder garantir os princípios em nome dos quais fui eleito e em nome dos quais tenho pautado a minha actuação como Presidente da República.

Ouvi todas as opiniões.

Todos entenderão, porém, que preze a coerência com a minha interpretação dos poderes presidenciais e a preservação do estatuto de Presidente da República como Presidente de todos os Portugueses.

Sei bem que muitos portugueses e seus representantes políticos propunham que tomasse outra decisão. Considerei e considero inteiramente compreensíveis e legítimas as suas posições. Estou certo de que, mau grado a minha diferente opção, entenderão os argumentos que me levaram a escolher o caminho da indigitação de um novo Primeiro-Ministro.

Não tomei esta decisão de ânimo leve. Ponderei profundamente as consequências de ambas as decisões. Procurei ser fiel ao meu passado, às minhas convicções políticas e ao programa com que duas vezes me apresentei ao eleitorado. Decidi apoiado numa longa experiência política e no profundo conhecimento do país que hoje tenho. Pesei, com rigor, os caminhos que melhor servem Portugal, nas circunstâncias concretas em que ele se encontra [...]»
 
[continua]

segunda-feira, julho 19, 2004

Vá-se embora de uma vez, homem!

«Durão Barroso retomou mandato de deputado pelo PSD
Durão Barroso retomou hoje o mandato de deputado à Assembleia da República para que foi eleito pelo PSD em 2002, que suspenderá ou renunciará quando for eleito presidente da Comissão Europeia, disse à Lusa fonte próxima do ex-primeiro-ministro.
"Nessa qualidade de parlamentar nacional, Durão Barroso vai apresentar-se ao Parlamento Europeu no próximo dia 21", um dia antes da eleição, acrescentou a fonte próxima do presidente indigitado da Comissão Europeia.
Durão Barroso "suspenderá ou renunciará" ao mandato de deputado à Assembleia da República quando for eleito no Parlamento Europeu de Estrasburgo, no próximo dia 22, presidente da Comissão Europeia.
José Manuel Durão Barroso abandonou a chefia do governo e a liderança do PSD depois de ter sido convidado formalmente para presidir à Comissão Europeia.»

 
Durão Barroso a.k.a. José Manuel Barroso, de facto, não brinca com o seu futuro. Faz as malas para se instalar na Comissão Europeia mas não fecha as portas todas. Note-se que quando for eleito presidente da Comissão «suspenderá ou renunciará» ao mandato de deputado. Vai uma apostinha em como o homem optará pela suspensão? Não vá o seu mandato como presidente da dita cuja acabar mais cedo [ou nem chegar a começar, o que não deixaria de ter a sua piada]. É assim a nossa classe politica: gente de sólidas convicções e cumpridora escrupulosa dos seus compromissos...

Implosão [?]

E de súbito a blogoesfera portuguesa entrou num suicidário processo de auto-destruição. Nas últimas semanas já perdi a conta aos blogs que ou encerraram actividades ou as suspenderam ou consideraram qualquer uma das duas hipóteses. Depois da explosão dos blogs chega agora a implosão?

Nostalgia creeps # 4

Just Like Honey

Listen to the girl

As she takes on half the world
Moving up and so alive
In her honey dripping beehive
Beehive
It's good, so good, it's so good
So good

Walking back to you

Is the hardest thing that
I can do
That I can do for you
For you

I'll be your plastic toy

I'll be your plastic toy
For you

Eating up the scum

Is the hardest thing for
Me to do
Just like honey

 
The Jesus and Mary Chain, in Psychocandy [1985 WEA]

Porquê?

«Só Três por Cento dos Médicos Autorizam Expressamente Um Genérico»
 
Talvez porque 97 dos médicos - os que não autorizam expressamente um genérico - não tenham a mínima noção das condições de vida dos doentes que os consultam. Ou será porque as pressões da indústria dos medicamentos ainda são irresistíveis?

Crisis? What crisis? [continuação]

«[...] Os resultados de referência continuam a ser os verificados nas eleições parlamentares de 2002; a possibilidade de acordo parlamentar maioritário em torno do Programa de Governo permanece válida.

Nesse sentido, decidi dar oportunidade à actual maioria de formar um novo Governo, pelo que endereçarei o correspondente convite ao Presidente do Partido Social Democrata, agora que, neste quadro, estão esgotadas outras possibilidades. Justifica-se reiterar aqui que tem de ser rigorosamente respeitada a continuidade das políticas essenciais ? repito, a Europa, a política externa, a defesa, a justiça, bem como as políticas de consolidação orçamental.


Fique claro que é por estas vias de continuidade e pelo rigor indispensável que passarão os critérios permanentes da minha avaliação das condições de manutenção da estabilidade governamental; e utilizarei a plenitude dos meus poderes constitucionais para assegurar que esses critérios serão respeitados. Sempre terei por inaceitáveis viragens radicais nestas políticas, pois foram elas as sufragadas pelo eleitorado [...]»
 
[continua]

domingo, julho 18, 2004

XVI Governo Constitucional

Estão aqui os novos governantes ontem empossados. Vejam se não é uma estranha caderneta.
 
Actividades Económicas e do Trabalho?! Segurança Social, da Família e da Criança?! Luís Nobre Guedes ministro do Ambiente e do Ordenamento do Território?! Ministério do Turismo?! Defesa Nacional e dos Assuntos do Mar?!

Crisis? What crisis? [continuação]

«[...] Muito especialmente, quero ainda chamar a atenção para a proximidade de um novo ciclo eleitoral, que inclui as eleições regionais e as autárquicas, com que quaisquer Governos estariam sempre defrontados, para sublinhar que os critérios de austeridade, de sobriedade e de orientação estratégica dos investimentos do Estado, não vinculam só o Governo e a administração central. Devem ser obrigatórios para todas as administrações e entidades públicas, a par, naturalmente, da isenção política que perante aqueles actos eleitorais deverão manter.

Resta, assim, a questão da legitimidade da actual maioria para formar um novo Governo.

Nas últimas eleições parlamentares, os partidos políticos submeteram ao eleitorado diferentes programas e candidatos, sem que nenhum tivesse obtido uma maioria absoluta.

Nesse contexto, a legitimidade para formar Governo adveio, num primeiro momento, do voto popular e da representação parlamentar obtida, que, logo a seguir, deu lugar à formação de uma nova coligação maioritária na Assembleia da República, que garantiu a aprovação do Programa de Governo.

Ora um e outro factor, garantem-me, permanecem inalterados [...]»


[continua]

sexta-feira, julho 16, 2004

Nostalgia creeps # 3

Ivo 

Peep hole, Peach blow, Pandora, Pompadour
Pale leaf, Pink sweet, Persephone, Near our ivo
Peep peep hole, Bit animal, Peep peep
He didn't deal, little rito, Peep peep hole
With the part animal, Peep peep, Near our rito
Peep peep hole, Bit animal, Peep peep
He didn't deal, little rito
Peep peep hole
With the part animal
 
Predentive, Predo
Pra-da-da-dee
 
Peep hole, Peach blow, Pandora, Pompadour
Pale leaf, Pink sweet, Persephone
 
Near our rito
Peep peep hole
Bit animal
Peep peep
He didn't deal, little rito
Peep peep hole
With the part animal
Peep peep

Peep hole, Peach blow , Pandora
 
________________________________________________________________________________________________
Cocteau Twins, in Treasure [1984 4AD Records]
 
P.S.: não posso garantir que as palavras acima sejam as correctas. Elizabeth Fraser sempre teve uma peculiar forma de [en]cantar que dificulta a percepção das palavras. Fica a intenção. E a nostalgia.

And the dance goes on

A dança

«O deputado do PSD Álvaro Barreto vai ser ministro de Estado e dos Assuntos Económicos do Executivo liderado por Pedro Santana Lopes, avança esta quinta-feira a TVI citando uma fonte oficial.»

Continua a dança dos nomes... Sempre estou para ver em quantos nomes a comunicação social acertou. E ainda gostava [mesmo...] de saber qual o interesse destas "fontes oficiais" na divulgação de tantos nomes. Das oficiais, mas também das "oficiosas" e das "bem informadas" e das "próximas de". Neste como em outros assuntos.

Sim, senhor!

Blogar no Blogger está cada vez mais fácil. Gosto mesmo das novas funcionalidades. Assim torna-se ainda fácil editar os posts. Obrigadinho, pessoal do Blogger!

Crisis? What crisis? [continuação]

«[...] Posto isto, a minha avaliação concentrou-se, naturalmente, na análise das consequências para a situação política e parlamentar da demissão do Primeiro Ministro.
Será que mudou algo de essencial que possa justificar uma interrupção do mandato da Assembleia da República?


Ou, ao invés, tanto quanto é possível avaliar neste momento, existem condições para garantir um novo Governo, com uma maioria estável na Assembleia da República, que possa assegurar a sua permanência nos dois últimos anos da legislatura?

Na sequência das audiências dos partidos políticos, a actual maioria garantiu-me poder constituir um novo Governo, que permita dar continuidade e cumprir o Programa do anterior; e que essa maioria se comprometeu assegurar, até ao final da legislatura, o mesmo apoio que deu ao governo cessante.

Nestas condições a dissolução da Assembleia da República teria de ser considerada a solução que mais se afastaria da estabilidade política.

Um quadro de continuidade das políticas essenciais, onde, além do mais, se incluem a Europa, a política externa, a defesa, a justiça, bem como as políticas de consolidação orçamental, são fundamentais para que possa optar-se pela constituição de um novo Governo [...]»
 
{continua]

quarta-feira, julho 14, 2004

Aperitivos

O ainda [?] presidente da Câmara Municipal de Lisboa vai pelas 18h00 visitar o ainda [?!] Presidente da República. Se fosse mais cedo poderiam aproveitar para lanchar. A esta hora só poder ser para tomarem uns aperitivos antes do jantar. E, já agora, pode ser que aproveitem para trocar umas ideias sobre o futuro do... clube do coração de ambos: o Sporting. É que, ao que consta, os adeptos leoninos andam um bocado desmoralizados com a falta de contratações para a nova época.

Crisis? What crisis? [continuação]

[...] Tenho reafirmado, ao longo dos meus dois mandatos, a importância da estabilidade política enquanto factor de desenvolvimento nacional e de regular funcionamento das instituições democráticas.

A estabilidade política associada ao regular funcionamento das instituições significa:
- em primeiro lugar, que os cidadãos, quando são chamados a eleger os seus representantes na Assembleia da República, têm, por essa via, a possibilidade de escolher, indirectamente, um Governo para os quatro anos seguintes;

- em segundo lugar, que, ao longo desses quatro anos, o Governo, com respeito das regras constitucionais, deve ter a possibilidade de realizar, livre e responsavelmente, o programa sufragado nas eleições;

- finalmente, que, no termo da legislatura, os eleitores julgarão a actividade do Governo.

Não compete ao Presidente da República governar. Mas já lhe compete garantir as condições de regularidade, legitimidade e autenticidade democráticas de todo este processo.

Se estas condições estiverem garantidas, entende o Presidente da República que o mandato do Governo não deve ser interrompido antes do fim da legislatura, pese embora o resultado de outras eleições entretanto verificadas.
Desde que o Governo saído das eleições parlamentares continue a dispor de consistência, vontade e legitimidade políticas, a demissão ou impedimento permanente do Primeiro-Ministro não é motivo bastante para, por si só, impor a necessidade de eleições antecipadas [...]


[continua]

terça-feira, julho 13, 2004

Portuguese politics

O D. Sebastião do PS anunciou hoje que ainda não há nevoeiro suficiente para que possa regressar triunfal à pátria e assumir a liderança da oposição ao governo que aí vem. Agora na corrida a essa liderança parecem estar o filho de um ex-Presidente da República, um José com apelido de filósofo grego e um outro José com apelido de cidade [ou vila?] do norte.
Toda esta trapalhada começou com a [não-]decisão de Jorge Sampaio sobre a solução da crise despoletada com a emigração para Bruxelas de um José que se chamava Durão. Magoado com a presidencial [não-]decisão, Eduardo - pai da bela Rita - anunciou que se ia embora do PS e que quem vier a seguir que varra os cacos e arrume a casa.
Entretanto, no PSD - que agora mais do que nunca é PPD/PSD - todos parecem calmos, felizes e contentes com a indigitação de Pedro para o cargo de primeiro-ministro. Todos, à excepção de alguns resistentes [um barão do norte, uma futura ex-ministra das Finanças, um baixinho que faz body-board e o dono do mais famoso blog nacional] e de uma multidão silenciosa que não suporta Pedro mas não quer perder o emprego.
No CDS/PP estão todos mesmo muito contentes, pelo menos até às próximas eleições. Bem, todos, excepto o próprio PP [you know who...] que queria ser ministro dos Negócios Estrangeiros.
O PCP e o Bloco de Esquerda não são para aqui chamados. Resumidamente são contra.

Crisis? What crisis? [continuação]

[...] E nesse processo, mesmo antes de ouvir os partidos políticos com representação parlamentar e o Conselho de Estado, entendi consultar um conjunto de personalidades, incluindo os antigos Presidentes da República e Primeiros Ministros.

Foi uma decisão complexa, dada a controvérsia sobre a melhor forma de resolver o problema. Qualquer das alternativas comportava custos. A opinião pública tinha a percepção destes custos e, por isso, dividiu-se entre os dois caminhos para resolver a crise. Acresce que, ao contrário do que aconteceu quando da demissão do Primeiro-Ministro António Guterres, na sequência das últimas eleições autárquicas, onde então se verificou consenso partidário, regista -se agora uma forte divergência.

Nestas circunstâncias, o Presidente da República tem de avaliar e decidir, de acordo com a Constituição e com a sua interpretação do interesse nacional[...)


[continua]

Nostalgia creeps # 2

Transmission

Radio live transmission
radio live transmission
Listen to the silence, let it ring on
Eyes dark, relentless, frightened of the sun
We would have a fine time living in the night
Be left a blind destruction,
Waiting for our sight
We would go on as though nothing was wrong
Hide from these days to remain all alone
Staying in the same place,
just staring at the tide
Touching from a distance, further all the time

Dance, dance, dance, dance, dance to the radio

Well I could call out when the going gets tough
The things we've learned are no longer enough
No language, just sound is all we need know
To synchronise love to the beat of the show
And we could dance

Dance, dance, dance, dance, to the radio

_____________________________________________________________________________________________
Joy Division / Ian Curtis [1979 Factory Records]

segunda-feira, julho 12, 2004

Crisis? What crisis?

«Portugueses,
Fui confrontado com a demissão do Governo como consequência da aceitação por parte do Sr. Primeiro-Ministro do convite que lhe foi endereçado para presidir à Comissão Europeia. Ou seja, com a interrupção do mandato do Governo por sua própria iniciativa.

Entendi e entendo que a presença de um português à frente da Comissão Europeia é um factor positivo e prestigiante para Portugal.

O Senhor Primeiro Ministro sabia que não podia fazer depender a sua opção pessoal do modo como fosse resolvido o problema criado pela sua demissão. A decisão do Presidente da República, perante essa circunstância, é sempre uma decisão autónoma e livre.

A alternativa é conhecida de todos: ou o Presidente da República nomeia um novo Primeiro Ministro, indicado pelo partido maioritário na Assembleia da República, ou dissolve a Assembleia da República, e convoca eleições gerais antecipadas.

Ponderei, sempre e até ao fim, ambas as possibilidades [...]»


[Continua]

in memoriam

Maria de Lurdes Pintassilgo

[1930 - 2004]


Herman, futuro comentador político?

«O povo português estava a precisar de uma bebedeira colectiva. Divertiu-se e curtiu-a até à exaustão. É o que dá dois anos de orfandade, tutelados por um poder sem classe nem grandeza, que passou todas as crises com a cabeça enterrada na areia. Uma vitória de Portugal no Euro teria sido a droga máxima para disfarçar a fuga do líder avestruz a caminho da sua reforma doirada.»
Herman José à Sábado

O homem já não terá a piada de outros tempos, mas lá que continua lúcido... Por mim a SIC bem pode dar-lhe um espaço para comentar a actualidade política nacional.

sexta-feira, julho 09, 2004

Mais desenvolvimentos da crise política... [conclusão?]

E agora vem aí um governo P&P - Pedro & Paulo. E não necessariamente por esta ordem. Continuo a considerar a hipótese da emigração.

A decisão

Estou a considerar seriamente a hipótese de emigrar para qualquer outro país...

Mais desenvolvimentos da crise política... [agora a sério]

Seja qual for a decisão que Jorge Sampaio anuncie daqui a alguns minutos, uma coisa é certa: será o discurso mais importante dos dois mandatos do Presidente. Espero por isso que seja um discurso claro, objectivo e que convença os portugueses de que a sua decisão é a mais correcta para Portugal.

Mais desenvolvimentos da crise política... [e ainda mais uma actualização]

José Alberto Carvalho, Rodrigo Guedes de Carvalho e uma reporter da TVI acabam de anunciar que afinal Sampaio NÂO VAI CONVOCAR ELEIÇÕES ANTECIPADAS. Mais uma vez se prova que as más notícias são sempre as que mais valor têm para a comunicação social.

E nós também lamentamos

«Madaíl lamenta saída de Figo e Rui Costa da selecção nacional»
SIC
E nós também lamentamos. Lamentamos que Gilberto Madaíl não decida seguir os exemplos de Figo e Rui Costa, abandonando a presidência da Federação Portuguesa de Futebol. Vá descansar, homem!

Um recomeço

Um dos melhores e mais fiáveis centro-campistas do futebol português anunciou hoje o adeus à carreira de futebolista. Paulo Bento vai agora ajudar a formar os juniores futebolistas do clube onde jogou nos últimos anos, o Sporting. Mais do que um adeus, é um recomeço.

Clubes: Académico de Alvalade, Palmense, Futebol Benfica, Estrela da Amadora, Vitória de Guimarães, Benfica, Oviedo e Sporting.

Mais desenvolvimentos da crise política... [e mais uma actualização]

«Jorge Sampaio deverá anunciar decisão sobre crise política
Presidente da República fala ao país às 21h15»

in Público
Será para nos revelar que afinal já pode ir para a Indochina? Ou para nos satisfazer a curiosidade quanto ao teor da conversa com aquele senhor que substituiu Durão Barroso a.k.a. José Manuel Barroso na liderança do PPD a.k.a. PSD?

quarta-feira, julho 07, 2004

Mais desenvolvimentos da crise política... [actualização]

Pedro Santana Lopes esteve três horas à conversa com Jorge Sampaio. Não percebi se o cancelamento das férias do Presidente foi um dos temas de conversa.

Mais desenvolvimentos da crise política...

Jorge Sampaio já não vai de férias para a Indochina. Mais uma grave consequência da crise política desencadeada pela ida do artista anteriormente conhecido como Durão Barroso para a Comissão Europeia.

Defend! Defend!

Os efeitos da vinda para Portugal de um senhor que conduziu a humilhante prestação da selecção italiana de futebol no Euro 2004 já se fazem sentir. A táctica do Benfica para a próxima ano vai ser um inovador 3X5X2X1. Ou seja, três guarda-redes, cinco defesas, dois trincos e um à mama no meio-campo adversário. Esta táctica é agora possível graças à contratação de Quim que até hoje era guarda-redes do Sporting de Braga. Parece, no entanto, que há um pequeno problema com as regras do futebol mas Luís Filipe Vieira já comentou que o Benfica é demasiado grande para se preocupar com minudências regulamentares. Assim, as regras terão que se adaptar à táctica do tal senhor italiano. O pontapé na bola tem que evoluir, caramba!

Flibusteiros

Solidariedade social à portuguesa

«Muitos dos emigrantes atingidos pela tragédia de Vargas, em Dezembro de 1999, decidiram, na altura, recomeçar a vida longe da terra que lhes deu e tirou tudo, numa só noite. A opção foi regressar ao país de origem, aproveitando a ajuda do Consulado Português em Caracas, que disponibilizou as passagens aéreas [...] Contudo, passados quatro anos, e quando ainda muitos tentam apenas sobreviver, eis que surge uma carta do Ministério dos Negócios Estrangeiros, a exigir a devolução do valor gasto nas passagens dos que foram repatriados.»
Diário de Notícias da Madeira
Sem mais comentários, só um reparo: se tivessem enviado a carta em plena euforia europeísta [e não me refiro à União Europeia...] talvez ninguém tivesse dado por nada... Nem sequer os desgraçados que perderam tudo.

Nostalgia creeps # 1

She's in Parties

Learning lines in the rain
Special effects by Loonatik and Drinks
The graveyard scene
The golden years

She's in parties
It's in the can

Freeze frame screen kiss
Hot heads under silent wigs
Fall guys tumble on the cutting room floor
Look-a-likes fall on the cutting room door

She's in parties
It's in the can

Learning lines in the rain
Special effects by Loonatik and drinks
Freeze frame, screen kiss, hot heads, lights and power
It's patently obvious

She's in parties
It's in the can

Hot lines under a rain of drum
Cigarette props in action
Dialogue dub, now heres the rub
She's acting her reaction

She's in parties
It's in the can

_________________________________________________________________________________________
Bauhaus, Burning from the inside [1983 Beggar's Banquet]

segunda-feira, julho 05, 2004

País desgraçado

Portugal é mesmo um desgraçado país. Se não reparem: um tal de José Manuel D.B. foi primeiro ministro durante dois anos e, na primeira oportunidade, pirou-se para Bruxelas; como consequência directa, um certo Pedro S.L. conquistou a presidência de um dos partidos do poder e já afia o dente na perspectiva de se ver elevado, sem se submeter a escrutínio eleitoral, a primeiro ministro; havendo eleições antecipadas, arriscamo-nos a ter como primeiro ministro um senhor de nome Eduardo F.R.; in the meantime, a selecção nacional de futebol perdeu a sua primeira final para uma selecção que joga um entediante futebol à italiana e Luiz Felipe Scolari vai por cá ficar até ao próximo mundial; os incêndios regressaram, como seria aliás de esperar; finalmente a retoma continua a ser uma espécie de alucinação que afecta alguns dos nossos governantes. E a lista de desgraças podia prolongar-se. E prolongar-se e prolongar-se...

Always look on the bright side of life!

[E agora para algo completamente diferente...]

Always look on the bright side of life
Always look on the light side of life

If life seems jolly rotten,
There's something you've forgotten,
And that's to laugh and smile and dance and sing
When you're feeling in the dumps,
Don't be silly chumps
Just purse your lips and whistle. That's the thing
And...

Always look on the bright side of life
Always look on the right side of life

For life is quite absurd
And death's the final word
You must always face the curtain with a bow
Forget about your sin
Give the audience a grin
Enjoy it. It's your last chance, anyhow
So...

Always look on the bright side of death,
Just before you draw your terminal breath

Life's a piece of shit,
When you look at it
Life's a laugh and death's a joke. It's true
You'll see it's all a show
Keep 'em laughing as you go
Just remember that the last laugh is on you
And...

Always look on the bright side of life
Always look on the right side of life
Always look on the bright side of life!
Always look on the bright side of life!
Always look on the bright side of life!
Always look on the bright side of life!
Always look on the bright side of life!
Always look on the bright side of life!
Always look on the bright side of life!
Always look on the bright side of life!

Mau perder. Sim, MAU PERDER.

Amanhã já me há-de ter passado, mas não gosto de perder. Não gosto mesmo nada. E nestas alturas não me venham com conversas de fair play e de dignidade na hora da derrota e com vitórias morais e blah blah blah. A selecção nacional de futebol perdeu a final do Euro 2004 com uma das equipas que pior futebol praticou neste torneio. Levem lá a porra da taça!


Aposto que este puto também não gosta nada de perder...

sexta-feira, julho 02, 2004

Luto [II]

Acabo de saber e estou sem palavras. Morreu Sophia de Mello Breyner Andresen.

SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN

1919 - 2004


Poesia

Se todo o ser ao vento abandonamos
E sem medo nem dó nos destruímos,
Se morremos em tudo o que sentimos
E podemos cantar, é porque estamos
Nus em sangue, embalando a própria dor
Em frente às madrugadas do amor.
Quando a manhã brilhar refloriremos
E a alma possuirá esse esplendor
Prometido nas formas que perdemos.

__________________________________

E agora? Um longo silêncio...

Luto

MARLON BRANDO

1924 - 2004

Surprise, surprise! [ou talvez nem tanto]

A selecção da República Checa lá ficou ontem pelo caminho, derrotada pela selecção grega... Lá se foi o meu sonho de uma final espectacular entre as duas selecções que melhor futebol jogaram durante o Euro 2004 [é preciso dizer qual é a outra?]. Só por causa disso, não volto a dar as boas vindas aos gregos! Aqui ficam a bandeira e as armas do fino avançado Milan Baros, do mágico Pavel Nedved e do renascido Karel Poborski.


E uma visão de uma das mais belas cidades do mundo, Praga.

quarta-feira, junho 30, 2004