Raul, Roberto Carlos, Figo, Zidane, Ronaldo, Beckham, Owen... O plantel do Real Madrid parece uma constelação. Já não é de agora, claro. Tem sido essa a política de Florentino Perez desde que tomou conta do clube. O ano passado foi buscar Carlos Queiroz ao Manchester United e no final da época mandou-o embora acusando-o genericamente de ser incompetente. Este ano foi buscar José António Camacho e prometeu o céu aos adeptos. Após três jornadas no campeonato espanhol e uma jornada na Liga dos Campeões, o Real marcou dois golos, ganhou dois jogos e Camacho pediu a demissão e já foi substituido. Será que também ele é incompetente? Ou será que o incompetente é outro? Aposto que ontem Queiroz deve ter soltado uma sonora gargalhada.
terça-feira, setembro 21, 2004
Aqui há gato
O solicito Luís Delgado fez um elogio ao Partido Socialista [mais concretamente ao modelo escolhido para a eleição do secretário-geral]... Hum... Será porque daqui a uns dois anitos há eleições legislativas e o omnisciente Delgado acha que Pedro & Paulo podem ser corridos?
segunda-feira, setembro 20, 2004
It's entertainment, stoopid!
Já tem uns dias, mas só agora dei por este texto de Clara Ferreira Alves sobre Madonna. A senhora dona Clara está um bocadito zangada com a agora estudante da Cabala e explica os seus motivos. Até a compreendo, mesmo não sendo eu mulher, mas há ali qualquer coisa que me escapa. Eu sempre pensei que Madonna, ou Esther como agora quer lhe chamem, sempre foi tão somente uma entertainer, com melhores e piores momentos, mas sempre, apenas e só, uma entertainer. Qual libertação da mulher, qual activismo político, qual carapuça. Ah! E nem comento o mau-gosto [e má-educação] do título do texto em questão [Madonna, vai morrer longe].
sábado, setembro 18, 2004
Os verdadeiros heróis do desporto
José Alves, Nuno Alves, Firmino Batista, Susana Barroso, Paulo Coelho, Armando Costa, Graça Fernandes, João Paulo Fernandes, Carlos Ferreira, Fernando Ferreira, Odete Fiuza, José Gameira, Cristina Gonçalves, Nelson Gonçalves, Carlos Lopes, Nelson Lopes, José Carlos Macedo, António Marques, Leila Marques, João Martins, José Monteiro, Maria João Morgado, Mário Parrulas, Augusto Pereira, Carlos Pereira, Fernando de Oliveria Pereira, Gabriel Potra, Pedro Silva, Ricardo Vale,Bruno Valentim, Perpétua Vaza e Nuno Vitorino.
Os heróis portugueses em Atenas.
Os verdadeiros heróis do desporto
Começou ontem a 12ª edição dos Jogos Paralímpicos em Atenas. Para Portugal virão várias medalhas de ouro, prata e bronze, de certeza.
Esperarei pacientemente para ver quantos desses campeões serão condecorados pelo Presidente da República e quantos serão recebidos pelo Primeiro Ministro.
Aqui deixo a minha modesta homenagem a todos os cidadãos com deficiência, portugueses ou não, que se encontram em Atenas e que enfrentam as suas limitações com uma força e determinação que devia envergonhar muitos de nós.
O site oficial dos Jogos Paralímpicos
O portal do cidadão com deficiência
Esperarei pacientemente para ver quantos desses campeões serão condecorados pelo Presidente da República e quantos serão recebidos pelo Primeiro Ministro.
Aqui deixo a minha modesta homenagem a todos os cidadãos com deficiência, portugueses ou não, que se encontram em Atenas e que enfrentam as suas limitações com uma força e determinação que devia envergonhar muitos de nós.
O site oficial dos Jogos Paralímpicos
O portal do cidadão com deficiência
Jornalismo na desportiva [título recorrente e intermitente]
Acabo de ouvir um reporter da RTP1 fazer uma inteligentíssima pergunta ao organizador de um protesto contra as touradas que está a ter lugar em Lisboa. Perguntou o senhor porquê fazer um protesto contra as touradas quando este ano nem se falou muito nisso [em touradas]. É mais um exemplo do fino jornalismo à portuguesa.
sexta-feira, setembro 17, 2004
A capital [ou um post que se calhar devia estar em outro blog...]
Que me perdoem os lisboetas, mas as minhas deslocações à capital são pouco mais que esporádicas. Não é que não goste da cidade. Acontece que o caos lisboeta me dá cabo dos nervos. Ainda assim, quando aí vou acabo sempre por dái voltar com algumas recordações e ontem não foi excepção. Para além do duplo prazer de assitir a um concerto [magnífico] dos Spektrum no Lux, ainda consegui comprar uns disquitos a uns preços nada exagerados para o habitualmente praticado em Portugal. Destaco duas compilações e uma piada. As colectâneas Schaffelfieber 2 da Kompakt e Famous When Dead III da Playhouse ["por acaso" editora dos Spektrum]. Já não novidades mas continuam muito actuais. A piada Powersalves - an electro tribute to Iron Maiden, uma piada provavelmente so perceptível por quem alguma vez gostou dos homenageados [sim, eu já fui um grande fã destes senhores, e?...]. O jantar na Casa do Alentejo também não foi nada mau.
PS: apanhei um táxi no Largo de Camões [conduzido por um brasileiro de pronúncia quase indecifrável] e o motorista perguntou-me, sem se rir, qual era exactamente o limite de velocidade dentro das localidades. Não me pareceu que o senhor estivesse a gozar comigo. Já há algum tempo que tinha a suspeita de que para conduzir um táxi em Portugal não era preciso estar muito familiarizado com pormenores do código da estrada...
quinta-feira, setembro 16, 2004
Enter the... Spektrum!
Hoje à noite os fantásticos Spektrum dão um concerto no Lux, o que é para mim uma dupla boa notícia: ver uma das minhas paixões musicais mais recentes e ir ao Lux. Um duplo prazer. Ontem os Spektrum tocaram no Porto e amanhã parece que tocam em Alcobaça. Por acaso não pude ir ao Porto, a Lisboa vou e a Alcobaça estou tentado. Fanático, eu? Previdente. Sei lá quando é que voltarei a ter a oportunidade de ver esta banda!
Regressos [II]
Segundo o Ministério da Educação, hoje abre oficialmente o ano lectivo, o que só pode ser uma piada de muito mau-gosto. A falta de respeito que estes senhores têm demonstrado pelos alunos, professores e pais não deveria deixar ninguém indiferente. Como é possível que um país dito desenvolvido não seja capaz de proceder em tempo útil à colocação de professores? Como tem o Governo a coragem de pedir motivação e brio profissional a pessoas [pessoas!] que há meses andam a ser desrespeitadas e vilenpendiadas através de um trapalhão processo de colocação? Como tem o Governo coragem de lhes exigir dedicação e trabalho depois de os tratar desta forma? Quem vai ser responsabilizado pelos prejuízos que toda esta situação provocou e vai continuar a provocar?
Regressos
A Assembleia da República regressou ontem aos trabalhos e os senhores deputados lá seguiram alegres e contentes para o Parlamento como os meninos para escola em primeiro dia de aulas. Após as longas férias do Verão, sabe sempre bem reencontrar os amigos, trocar impressões sobre a praia, combinar umas saidas... STOP! Deliro. Claro que não foi nada disto. Até porque os meninos este ano não vão para a escola tão cedo: o Ministério da Educação ainda não conseguiu colocar os professores e hoje a maioria das escolas só vai abrir virtualmente - o que, aliás, me parece apropriado para um país que quer apostar nas novas tecnologias, logo, na realidade virtual. STOP! Eu queria mesmo era falar do regresso ao trabalho da AR e dos nossos [salvo-seja!...] representantes democraticamente eleitos e dos diversos assuntos que por lá foram ontem debatidos: as novas taxas moderadoras, o início do ano lectivo, o aborto, a birra de Álvaro Barreto por causa de um inquérito divulgado por Luís Nobre Guedes, as eleições no PS... STOP! Ai que saudades do debate político à portuguesa...
Questões pertinentes
Em dois dias consecutivos, o sempre pertinente António Barreto levantou algumas questões, no mínimo interessantes: terça-feira sobre a falta de enfermeiros em Portugal e quarta-feira sobre os preços dos telefones e da energia que pagamos por cá. Espero que quando lhe derem as respostas às perguntas que faz, António Barreto tenha a bondade de as partilhar. Eu também gostaria de perceber...
sexta-feira, setembro 10, 2004
Ainda o milagre andaluz
A reportagem mencionada no post abaixo é da autoria de Pedro Almeida Vieira com fotografias de Paulo Barata. Perdoe-se-me o esquecimento. A ambos a minha homenagem. Oxalá alguém com responsabilidades a tenha lido.
Já agora, fica mais um pequeno excerto / sugestão:
«Pelos resultados que a Junta da Andaluzia conseguiu em poucos anos, porque teve coragem e empenho político, talvez valesse a pena contratar um tradutor e começar por copiar a lei e respectivo regulamento de prevenção e luta contra os incêndios andaluzes e acabar com o voluntarismo que se tem traduzido na delapidação da nossa floresta e da outrora bela paisagem portuguesa. Talvez fosse tempo de ver que de Espanha podem não vir bons ventos nem bons casamentos, mas podem surgir bons ensinamentos.»
in Grande Reportagem, 28 de Agosto de 2004
Milagre
Agora que o calor do Verão já parece uma vaga memória e que as últimas cinzas dos incêndios já não pairam no ar, regresso precisamente ao tema dos incêndios que ano após vão destruindo as nossas florestas. Regresso também a uma reportagem da Grande Reportagem sobre a prevenção e combate aos incêndios na Andaluzia. Os andaluzes conseguiram o "milagre" de praticamente acabarem com os incêndios florestais há mais de uma década.
«Aqui bem perto, na vizinha Andaluzia, território com uma dimensão geográfica idêntica à de Portugal continental e com uma área florestal de cerca 4,3 milhões de hectares, há mais de uma década que os incêndios deixaram de ser uma fatalidade. Entre 1995 e 2003, por exemplo, a Andaluzia perdeu menos floresta e mato do que Portugal em 24 horas de alguns dias de Agosto no ano passado. E qual é o segredo dos espanhóis? Simples: prevenção e mais prevenção, profissionalismo dos homens no terreno, rapidez e eficácia na intervenção. E uma gestão exemplar, a uma só voz, das florestas e dos matos que são de todos.»
in Grande Reportagem, 28 de Agosto de 2004
Será que algum dos milhares de assessores de imprensa dos nossos governantes se deu ao trabalho de fazer chegar este trabalho a algum ministro? Duvido.
O terror
Continua o terror. E, fatalmente, há-de continuar. Por isso, a candeia que aqui há dias foi colocada num post neste blog, passa a estar ali ao lado permanentemente. Em memória de todas as vítimas inocentes de todos os actos de crueldade cometidos por ditos seres humanos.
quarta-feira, setembro 08, 2004
Who am I?!
É raro mas de quando em vez dá-me para fazer estes testes inúteis. Por uma vez gostei do resultado. Yes!
You rule. in 15 years, you won't be as known as you
are now, but most of the people that will know
you then will like you (or else I'll beat them
with a stick). You're nice to listen to.
What band from the 80s are you?
brought to you by Quizilla
You rule. in 15 years, you won't be as known as you
are now, but most of the people that will know
you then will like you (or else I'll beat them
with a stick). You're nice to listen to.
What band from the 80s are you?
brought to you by Quizilla
terça-feira, setembro 07, 2004
Uma vela em cada blog
Uma iniciativa do Ânimo à qual cheguei via Thomar e Santa Cita. Em memória de todas as vítimas do terrorismo, particularmente dos mortos inocentes de Beslan na Ossétia do Norte.
sexta-feira, setembro 03, 2004
Nostalgia creeps # 8
Reel Around The Fountain
It's time the tale were told
Of how you took a child
And you made him old
It's time the tale were told
Of how you took a child
And you made him old
You made him old
Reel around the fountain
Slap me on the patio
I'll take it now
Oh ...
Fifteen minutes with you
Well, I wouldn't say no
Oh, people said that you were virtually dead
And they were so wrong
Fifteen minutes with you
Oh, well, I wouldn't say no
Oh, people said that you were easily led
And they were half-right
Oh, they ... oh, they were half-right, oh
It's time the tale were told
Of how you took a child
And you made him old
It's time that the tale were told
Of how you took a childAnd you made him old
You made him old
Oh, reel around the fountain
Slap me on the patio
I'll take it now
Ah ... oh ...
Fifteen minutes with you
Oh, I wouldn't say no
Oh, people see no worth in you
Oh, but I do.
Fifteen minutes with you
Oh, I wouldn't say no
Oh, people see no worth in youI do.
Oh, I ... oh, I do
Oh ...
I dreamt about you last night
And I fell out of bed twice
You can pin and mount me like a butterfly
But "take me to the haven of your bed"
Was something that you never said
Two lumps, please
You're the bee's knees
But so am I
Oh, meet me at the fountain
Shove me on the patio
I'll take it slowly
Oh ...
Fifteen minutes with you
Oh, I wouldn't say no
Oh, people see no worth in you
Oh, but I do.
Fifteen minutes with you
Oh, no, I wouldn't say no
Oh, people see no worth in you
I do.
Oh, I ... I do
Oh, I do
Oh, I do
Oh, I do
__________________________________________________________________________________________
The Smiths, in Hatfull of Hollow [Rough Trade 1984]
It's time the tale were told
Of how you took a child
And you made him old
It's time the tale were told
Of how you took a child
And you made him old
You made him old
Reel around the fountain
Slap me on the patio
I'll take it now
Oh ...
Fifteen minutes with you
Well, I wouldn't say no
Oh, people said that you were virtually dead
And they were so wrong
Fifteen minutes with you
Oh, well, I wouldn't say no
Oh, people said that you were easily led
And they were half-right
Oh, they ... oh, they were half-right, oh
It's time the tale were told
Of how you took a child
And you made him old
It's time that the tale were told
Of how you took a childAnd you made him old
You made him old
Oh, reel around the fountain
Slap me on the patio
I'll take it now
Ah ... oh ...
Fifteen minutes with you
Oh, I wouldn't say no
Oh, people see no worth in you
Oh, but I do.
Fifteen minutes with you
Oh, I wouldn't say no
Oh, people see no worth in youI do.
Oh, I ... oh, I do
Oh ...
I dreamt about you last night
And I fell out of bed twice
You can pin and mount me like a butterfly
But "take me to the haven of your bed"
Was something that you never said
Two lumps, please
You're the bee's knees
But so am I
Oh, meet me at the fountain
Shove me on the patio
I'll take it slowly
Oh ...
Fifteen minutes with you
Oh, I wouldn't say no
Oh, people see no worth in you
Oh, but I do.
Fifteen minutes with you
Oh, no, I wouldn't say no
Oh, people see no worth in you
I do.
Oh, I ... I do
Oh, I do
Oh, I do
Oh, I do
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The Smiths, in Hatfull of Hollow [Rough Trade 1984]
quinta-feira, setembro 02, 2004
Mulheres ao mar [e homens a ridiculo e uma dúvida]
Em que é que a presença ou ausência de um «piercing» contribui para a competência profissional seja de quem for?
Mulheres ao mar [e homens a ridiculo]
Continuo a achar espantoso que Luís Delgado escreva o que escreve mantendo sempre o ar sério. Grande admirador de Bush, José Manuel [ Durão, claro] Santana e Portas, este homem continua em plena forma. Aí fica uma pérola da escrita da criatura.
A figura levar-se-à mesmo a sério?
Mulheres ao mar
A propósito do barco da Women on Waves que se encontra ao largo da Figueira da Foz muito tem sido dito e escrito, incluindo inúmeros disparates. O texto abaixo, de Ana Sá Lopes, resume a minha posição sobre o assunto e a reacção do Governo [?] português.
«Siga a Marinha do CDS
in Público, Quarta-feira, 01 de Setembro de 2004
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