A claque ou coligação ou lá o que é que dá pelo nome de Força Portugal está a ser sovada nas eleições para o Parlamento Europeu. Um dia triste para o duo maravilha [Durão & Portas, ou vice-versa]. Mas o sistema político - todo ele, da esquerda à direita - também não está a levar uma tareia menor: há uma hora a abstenção estava nos 62%. Os portugueses - a esmagadora maioria dos portugueses - optou por não votar. E não me venham dizer que a culpa é só do bom tempo a convidar à praia ou do fim de semana prolongado ou do Euro2004. Era bom, era até indispensável que o sistema político - todo ele, da esquerda à direita - parasse para pensar nas asneiras que tem andado a fazer e no mal que tem feito a Portugal. Era bom e indispensável, mas não vai acontecer.
domingo, junho 13, 2004
sexta-feira, junho 11, 2004
Inocente, disse ele
O hooligan mais famoso da política portuguesa, a seguir a Alberto João Jardim logicamente, o herói do Marco de Canaveses, enfim o verdadeiro animal político que dá pelo nome de Avelino Ferreira Torres foi hoje condenado a três anos de prisão e à perda do seu mandato de presidente da Câmara Municipal do Marco de Canaveses. Só pode ser mais um terrível engano da Justiça portuguesa.
Este Avelino Ferreira Torres não é com certeza o Avelino Ferreira Torres de que Luís Nobre Guedes falava há uns tempos dizendo qualquer coisa como "é de homens assim que o país precisa." É um homónomo certamente, porque o Avelino de Luís é um homem inocente que nunca partiu um prato na vida. Ah, pois é...
Este Avelino Ferreira Torres não é com certeza o Avelino Ferreira Torres de que Luís Nobre Guedes falava há uns tempos dizendo qualquer coisa como "é de homens assim que o país precisa." É um homónomo certamente, porque o Avelino de Luís é um homem inocente que nunca partiu um prato na vida. Ah, pois é...
[random acts of speech] # 16
É mesmo uma obsessão feita de saudade...
Trompe Le Monde
Why do cupids and angels
Continually haunt her dreams
Like memories of another life
Is painted on her shirt in capital
Out on the free free way
There's only she an the they
Represented by the lights
We went to the store
And bought something great
Which samples this song
From washington state
Go
Go little record go
It is named by
Some guy named joe
And the words
Are the letters of the words
Said
Electrically played
For outer space and those of they who paid
This song is twice ocurred
And now its time to go Away on holiday.
Pixies in Trompe Le Monde [1991]
Trompe Le Monde
Why do cupids and angels
Continually haunt her dreams
Like memories of another life
Is painted on her shirt in capital
Out on the free free way
There's only she an the they
Represented by the lights
We went to the store
And bought something great
Which samples this song
From washington state
Go
Go little record go
It is named by
Some guy named joe
And the words
Are the letters of the words
Said
Electrically played
For outer space and those of they who paid
This song is twice ocurred
And now its time to go Away on holiday.
Pixies in Trompe Le Monde [1991]
14.06.1991
Quase treze anos depois os Pixies vão subir novamente a um palco em Portugal. Eu, como já expliquei, não vou mas hoje tenho andado o dia todo a pensar no concerto do Coliseu do Porto em 1991. Nesse dia vi uma das poucas bandas que realmente revolucionaram a forma de fazer, ouvir, sentir e entender o Rock.
Rock Music
Your mouth's a mile away
Your mouth's
All
All the way down
Hey you know me, me conoce
Your mouth's a mile away
Your mouth's
All
All the way down
Hey you know me, me conoce
Your mouth
Pixies in Bossanova [1990]
[random acts of speech] # 15
Debaser
Got me a movie
I want you to know
Slicing up eyeballs
I want you to know
Girlie so groovy
I want you to know
Don't know about you
But I am un chien Andalusia
I am un chien Andalusia
Wanna grow
Up to be
Be a debaser
Debaser
Got me a movie
Ha ha ha hoa
Slicing up eyeballs
Ha ha ha hoa
Girlie so groovie
Ha ha ha hoa
Don't know about you
But I am un chien Andalusia
I am un chien Andalusia
Debaser
Pixies in Doolittle [1989]
Got me a movie
I want you to know
Slicing up eyeballs
I want you to know
Girlie so groovy
I want you to know
Don't know about you
But I am un chien Andalusia
I am un chien Andalusia
Wanna grow
Up to be
Be a debaser
Debaser
Got me a movie
Ha ha ha hoa
Slicing up eyeballs
Ha ha ha hoa
Girlie so groovie
Ha ha ha hoa
Don't know about you
But I am un chien Andalusia
I am un chien Andalusia
Debaser
Pixies in Doolittle [1989]
Patriotismos e nacionalismos
Não é por nada, nem sequer porque me incomode o súbito patriotismo / nacionalismo dos meus concidadãos, mas pareceu-me de bom tom dar as boas vindas à selecção grega de futebol que amanhã defronta a selecção portuguesa.
No entanto, hospitalidade à parte, que a selecção portuguesa ganhe amanhã. E que jogue bem já agora, se não for pedir muito.
Entretanto aqui fica um pedaço de paraíso grego.
[Zakynthos]
No entanto, hospitalidade à parte, que a selecção portuguesa ganhe amanhã. E que jogue bem já agora, se não for pedir muito.
Entretanto aqui fica um pedaço de paraíso grego.
[Zakynthos]
quarta-feira, junho 09, 2004
[random acts of speech] # 14
Bone Machine
This is a song to Carol
You were in the Japanese fast food
And I dropped off your Japanese lover
And you're going to the beach all day
You're so pretty when you're unfaithful to me
You're so pretty when you're unfaithful to me
You're looking like you got some sun
Your blistered lips have got a kiss
The kiss of [bitch?] like everyone
Uh oh, uh oh, uh oh, uh oh
Your bone's got a little machine
You're the bone machine
I was talking to preachy preach about kissy kiss
He bought me a soda, he bought me a soda, he bought me a soda
And he tried to molest me in the parking lot
Yup yup yup yup
I make you gray
You make me hard
Your Irish skin looks Mexican
Our love is rice and beans and horse's lard
Your bone's got a little machine
You're the bone machine
Uh oh, uh oh, uh oh, uh oh
Your bone's got a little machine
Pixies in Surfer Rosa
This is a song to Carol
You were in the Japanese fast food
And I dropped off your Japanese lover
And you're going to the beach all day
You're so pretty when you're unfaithful to me
You're so pretty when you're unfaithful to me
You're looking like you got some sun
Your blistered lips have got a kiss
The kiss of [bitch?] like everyone
Uh oh, uh oh, uh oh, uh oh
Your bone's got a little machine
You're the bone machine
I was talking to preachy preach about kissy kiss
He bought me a soda, he bought me a soda, he bought me a soda
And he tried to molest me in the parking lot
Yup yup yup yup
I make you gray
You make me hard
Your Irish skin looks Mexican
Our love is rice and beans and horse's lard
Your bone's got a little machine
You're the bone machine
Uh oh, uh oh, uh oh, uh oh
Your bone's got a little machine
Pixies in Surfer Rosa
segunda-feira, junho 07, 2004
Europeias - uma campanha alegre [resumo dos acontecimentos so far...] # 4
O secretário-geral de um dos grupelhos de extrema-esquerda a que aludia um ex-comissário europeu resolveu dizer que o seu cabeça de lista às eleições do próximo fim-de-semana seria um bom sucessor de Jorge Sampaio na Presidência da República. Um rapaz com apurado sentido de humor este senhor secretário-geral. Só não entendo a relação que isto tem com a campanha em curso, mas enfim...
[random acts of speech] # 13
Caribou
I live cement
I hate this street
Give dirt to me
I bite lament
This human form
Where I was born
I now repent
Caribou
Repent
Re-pe-ent
Give me white
Ground to run
And foregone
Lets me knife
Knife me lets
I will get
What I like
Caribou
Repent
Rep-pent
Pixies, in Come on Pilgrim [1987]
I live cement
I hate this street
Give dirt to me
I bite lament
This human form
Where I was born
I now repent
Caribou
Repent
Re-pe-ent
Give me white
Ground to run
And foregone
Lets me knife
Knife me lets
I will get
What I like
Caribou
Repent
Rep-pent
Pixies, in Come on Pilgrim [1987]
domingo, junho 06, 2004
Por mim escusava de regressar...
Pedro Santana Lopes [ao que consta presidente da Câmara Municipal de Lisboa] e um tal de Roberto Medina [não sei a que Câmara este preside...] anunciaram em conferência de imprensa que daqui a dois anos haverá outra catástrofe em Lisboa. E eles não se estavam a referir à improvável mudança de Pedro para Belém. O que também seria uma catástrofe e não só para Lisboa.
Europeias - uma campanha alegre [resumo dos acontecimentos so far...] # 3
Um dos "grupelhos de extrema-esquerda" de que falava aquele senhor de barba amante de golfe teve uma iniciativa, no mínimo, bizarra. Só alguém com graves distúrbios mentais e duvidosos fetiches sexuais poderia fazer amor (na sua cuidada linguagem os nossos políticos diriam foder) utilizando um dos 500 preservativos com Bush e Durão em pose romântica que o Bloco de Esquerda distribuiu na última madrugada.
Europeias - uma campanha alegre [resumo dos acontecimentos so far...] # 2
A campanha para as eleições europeias do próximo fim-de-semana continua a decorrer com a elevação a que a nossa ilustre classe dirigente já nos habituou. Aquele senhor de farta melena e cuidado pelo facial diz que a oposição é constituida por "grupelhos políticos de extrema-esquerda sem significado". Creio que os grupelhos ainda não responderam a este imbatível argumento do senhor cujo apelido é o nome de uma conhecida espécie florestal e que foi apresentado num comício em Aveiro (na Praça do... Peixe) como "a grande revelação desta campanha e a pessoa que manteve um discurso num nível sério e elevado" . Elevadíssimo. A sério...
Eu não vou...
... apesar das insistências de vários amigos, não vou ver os Pixies ao Super Bock Super Rock. Há mais de uma década, assisti a um memorável concerto de Black Francis, Kim Deal, David Lovering e Joey Santiago. Esse foi um dos melhores concertos da minha vida. Poucos concertos me marcaram tanto como esse. Mais: o final desse concerto continua gravado na minha memória como o momento mais intenso que me foi dado experimentar num espectáculo musical.
A intensidade da experiência foi de tal ordem que assistir, agora, a um concerto dos Pixies iria destruir as memórias que tenho dessa noite. Claro que na próxima sexta-feira vou andar um bocadinho triste e cheio de saudades, mas mesmo assim, fico em casa. A ouvir Surfer Rosa, talvez. Em vinil, claro.
A intensidade da experiência foi de tal ordem que assistir, agora, a um concerto dos Pixies iria destruir as memórias que tenho dessa noite. Claro que na próxima sexta-feira vou andar um bocadinho triste e cheio de saudades, mas mesmo assim, fico em casa. A ouvir Surfer Rosa, talvez. Em vinil, claro.
sábado, junho 05, 2004
Dia D
Há 60 anos começou o desembarque da Normandia. Esse dia marcou o princípio do fim de um dos regimes mais sanguinários de que há memória na história da humanidade.
Entretanto, a espécie humana continua tão estúpida como sempre foi. Milhares de anos de evolução depois e ainda temos tudo para aprender. Um dia será tarde de mais.
Entretanto, a espécie humana continua tão estúpida como sempre foi. Milhares de anos de evolução depois e ainda temos tudo para aprender. Um dia será tarde de mais.
A Madeira é um Jardim
Não sei que adjectivos usar para descrever a situação de excepção em que a Região Autónoma da Madeira vive há longos anos. Digam o que disserem, a Madeira não está submetida às normas e procedimentos democráticos que regulam o resto do Estado português, vivendo submetida à vontade exclusiva e suprema de Alberto João, senhor todo-poderoso das ilhas.
Entretanto surge mais um exemplo do estado de excepção que se vive na Madeira. Com o país enfiado num apertado colete de forças orçamental, o Tribunal de Contas vem dizer que o orçamento do reino de Alberto João apresenta um buraco de 630 milhões de euros, além de que o Governo Regional não cumpre o princípio de equilíbrio orçamental tão caro ao nosso primeiro. O relatório do Tribunal de Contas fala em "vícios recorrentes", além de censurar, por exemplo, os subsídios atribuidos ao futebol sem que haja um enquadramento jurídico para essa atribuição.
Aquilo que se passa na Madeira deveria envergonhar qualquer Estado democrático com um módico de decência e justiça social. Pessoalmente, envergonha-me, repugna-me e indigna-me.
Entretanto surge mais um exemplo do estado de excepção que se vive na Madeira. Com o país enfiado num apertado colete de forças orçamental, o Tribunal de Contas vem dizer que o orçamento do reino de Alberto João apresenta um buraco de 630 milhões de euros, além de que o Governo Regional não cumpre o princípio de equilíbrio orçamental tão caro ao nosso primeiro. O relatório do Tribunal de Contas fala em "vícios recorrentes", além de censurar, por exemplo, os subsídios atribuidos ao futebol sem que haja um enquadramento jurídico para essa atribuição.
Aquilo que se passa na Madeira deveria envergonhar qualquer Estado democrático com um módico de decência e justiça social. Pessoalmente, envergonha-me, repugna-me e indigna-me.
quinta-feira, junho 03, 2004
quarta-feira, junho 02, 2004
Adenda ao post anterior
Creio bem que os senhores que defendem estas quotas sejam os mesmos que estão confortavelmente instalados em hospitais, clinicas e serviços de saúde do litoral, em particular dos grandes centros urbanos. Os mesmos que, um dia destes, ainda havemos de ouvir aos berros por causa da invasão de médicos espanhóis que têm vindo a ser recrutados para unidades de saúde, principalmente em Trás-os-Montes, na Beira Interior (Alta e Baixa) e no Alentejo mas também no Ribatejo e até na Beira Litoral.
Vão dar sangue!
Vão dar sangue!
Quotas em dia
Li hoje no Público que andam por aí, mas não certamente no interior do país, uns senhores doutores muito preocupados com o alegado excesso de mulheres nos cursos de medicina. Temem esses senhores doutores que, num futuro próximo, a sua profissão tenha um cariz demasiado "feminino". Vai dai que se lembraram de sugerir a constituição de quotas para homens no acesso aos cursos de medicina. Uma questão: como foi possível que estes senhores, estas mentes brilhantes, tenham chegado a doutores? E qual é o problema de termos mais senhoras doutoras do que senhores doutores? Que culpa têm as nossas potenciais médicas de os nossos rapazes serem mais baldas quando toca ao estudo?
António Sousa Pereira, presidente do conselho directivo do Instituto de Ciências Médicas Abel Salazar: "terão de ser criadas quotas para os homens nestas faculdades".
Germano de Sousa, bastonário da Ordem dos Médicos: "É indiscutível que é necessário haver um maior equilíbrio de sexos".
António Sousa Pereira, presidente do conselho directivo do Instituto de Ciências Médicas Abel Salazar: "terão de ser criadas quotas para os homens nestas faculdades".
Germano de Sousa, bastonário da Ordem dos Médicos: "É indiscutível que é necessário haver um maior equilíbrio de sexos".
segunda-feira, maio 31, 2004
[random acts of speech] # 12
Big Exit
Look out ahead
I see danger come
I wanna' pistol
I wanna' gun
I'm scared baby
I wanna' run
This world's crazy
Give me the gun
Baby, baby
Ain't it true
I'm immortal
When I'm with you
But I wanna' pistol
In my hand
I wanna' go to
A different land
I met a man
He told me straight
'You gotta' leave
It's getting late'
Too many cops
Too many guns
All trying to do something
No-one else has done
Baby, baby...
I walk on concrete
I walk on sand
But I can't find
A safe place to stand
I'm scared baby
I wanna' run
This world's crazy
Gimme' the gun
Baby, baby
PJ Harvey, Stories From The City Stories From The Sea
Look out ahead
I see danger come
I wanna' pistol
I wanna' gun
I'm scared baby
I wanna' run
This world's crazy
Give me the gun
Baby, baby
Ain't it true
I'm immortal
When I'm with you
But I wanna' pistol
In my hand
I wanna' go to
A different land
I met a man
He told me straight
'You gotta' leave
It's getting late'
Too many cops
Too many guns
All trying to do something
No-one else has done
Baby, baby...
I walk on concrete
I walk on sand
But I can't find
A safe place to stand
I'm scared baby
I wanna' run
This world's crazy
Gimme' the gun
Baby, baby
PJ Harvey, Stories From The City Stories From The Sea
domingo, maio 30, 2004
[random acts of speech] # 11
Rid of Me
Tie yourself to me
No one else
No, you're not rid of me
Hmm you're not rid of me
Night and day I breathe
Ah hah ay
Hey, you're not rid of me
Yeah, you're not rid of me
Yeah, you're not rid of me
Yeah, you're not rid of me
I beg you, my darling
Don't leave me, I'm hurting
Lick my legs I'm on fire
Lick my legs of desire
I'll tie your legs
Keep you against my chest
Oh, you're not rid of me
Yeah, you're not rid of me
I'll make you lick my injuries
I'm gonna twist your head off, see
Till you say don't you wish you never never met her?
Don't you don't you wish you never never met her?
Don't you don't you wish you never never met her?
Don't you don't you wish you never never met her?
I beg you my darling
Don't leave me, I'm hurting
Big lonely above everything
Above everyday, I'm hurting
Lick my legs, I'm on fire
Lick my legs of desire
Lick my legs, I'm on fire
Lick my legs of desire
Yeah, you're not rid of me
Yeah, you're not rid of me
I'll make you lick my injuries
I'm gonna twist your head off, see
Till you say don't you wish you never never met her
Don't you don't you wish you never never met her
Don't you don't you wish you never never met her
Don't you don't you wish you never never met her
Don't you don't you wish you never never met her
(Lick my legs I'm on fire)
Don't you don't you wish you never never met her
(Lick my legs of desire)
Don't you don't you wish you never never met her
(Lick my legs I'm on fire)
Don't you don't you wish you never never met her
(Lick my legs of desire)
Don't you don't you wish you never never met her
(Lick my legs I'm on fire)
Don't you don't you wish you never never met her
(Lick my legs of desire)
Don't you don't you wish you never never met her
(Lick my legs I'm on fire)
Don't you don't you wish you never never met her
(Lick my legs of desire)
Lick my legs I'm on fire
Lick my legs of desire
Lick my legs I'm on fire
Lick my legs of desire
PJ Harvey, Rid of Me, 1993
Tie yourself to me
No one else
No, you're not rid of me
Hmm you're not rid of me
Night and day I breathe
Ah hah ay
Hey, you're not rid of me
Yeah, you're not rid of me
Yeah, you're not rid of me
Yeah, you're not rid of me
I beg you, my darling
Don't leave me, I'm hurting
Lick my legs I'm on fire
Lick my legs of desire
I'll tie your legs
Keep you against my chest
Oh, you're not rid of me
Yeah, you're not rid of me
I'll make you lick my injuries
I'm gonna twist your head off, see
Till you say don't you wish you never never met her?
Don't you don't you wish you never never met her?
Don't you don't you wish you never never met her?
Don't you don't you wish you never never met her?
I beg you my darling
Don't leave me, I'm hurting
Big lonely above everything
Above everyday, I'm hurting
Lick my legs, I'm on fire
Lick my legs of desire
Lick my legs, I'm on fire
Lick my legs of desire
Yeah, you're not rid of me
Yeah, you're not rid of me
I'll make you lick my injuries
I'm gonna twist your head off, see
Till you say don't you wish you never never met her
Don't you don't you wish you never never met her
Don't you don't you wish you never never met her
Don't you don't you wish you never never met her
Don't you don't you wish you never never met her
(Lick my legs I'm on fire)
Don't you don't you wish you never never met her
(Lick my legs of desire)
Don't you don't you wish you never never met her
(Lick my legs I'm on fire)
Don't you don't you wish you never never met her
(Lick my legs of desire)
Don't you don't you wish you never never met her
(Lick my legs I'm on fire)
Don't you don't you wish you never never met her
(Lick my legs of desire)
Don't you don't you wish you never never met her
(Lick my legs I'm on fire)
Don't you don't you wish you never never met her
(Lick my legs of desire)
Lick my legs I'm on fire
Lick my legs of desire
Lick my legs I'm on fire
Lick my legs of desire
PJ Harvey, Rid of Me, 1993
sábado, maio 29, 2004
Nacional, é... Será boa?
A selecção portuguesa de futebol, "a selecção de todos nós" como alguns portugueses gostam de dizer, é liderada neste momento por um senhor de bigode que uns chamam de Felipão e outros de Sargento e outros ainda (o pessoal do Contra) de Chocolari. Acabo de saber que aquele senhor de voz grave e pera farta que está à frente da Federação Portuguesa de Futebol afirma ter um acordo de cavalheiros com o seleccionador nacional para prolongar o seu vínculo deste até ao próximo Campeonato do Mundo de Futebol.
A este propósito ocorrem-me alguns pensamentos desconexos. Esquematizando:
1. Ao contrário da generalidade dos portugueses eu não penso que o tal senhor de pera farta já devia ter sido corrido da FPF há muito tempo. Eu penso que, em qualquer país com um módico de dignidade, o tal senhor nunca teria conseguido lá chegar. As trapalhadas em que o homem se tem metido são incontáveis e não há nada, nem mesmo o Euro 2004, de bom que seja de sua responsabilidade.
2. O senhor de bigode com nome italiano que lidera a selecção nacional ainda não demonstrou ser um bom treinador. E não me refiro ao seu trabalho em Portugal. Refiro-me concretamente ao seu trabalho na selecção do Brasil, "o país-irmão" como alguns portugueses gostam de dizer. No último Mundial o Brasil jogou mal e feio e não mereceu minimamente a vitória que acabou por "conquistar". O Brasil só chegou à fase final do Mundial após uma miserável fase de qualificação em que sofreu humilhação atrás de humilhação. E, já no Oriente, a selecção brasileira só chegou à final do Mundial porque foi carinhosamente levado ao colo pelos árbitros que lhe calharam em sorte (e que sorte!). Ainda me lembro dos jogos com a Turquia e com a Bélgica, selecções que deram um baile ao Brasil mas não conseguiram lutar contra os árbitros. Quanto à competência do senhor estamos conversados.
3. Os portugueses estão, uma vez mais, a ficar exageradamente eufóricos com a selecção e já se começa a achar que Portugal vai mesmo ganhar o Euro. Realmente nós não aprendemos nada e temos uma memória muito curta. Será que já ninguém se lembra do que aconteceu antes do Mundial da Coreia / Japão? Esta euforia deve ter algo a ver com o título europeu do Futebol Clube do Porto... Que é (ou era) treinado por José Mourinho, um dos melhores treinadores da actualidade.
4. Dito tudo isto, espero sinceramente que, apesar do senhor de pera farta e do senhor de bigode, a selecção portuguesa ganhe o Euro. Duvido muito, mas pode ser que os excelentes jogadores que lá estão façam um qualquer milagre. E já agora, não me basta que Portugal ganhe o Euro - gostava muito de ver a selecção a jogar bem e a dar espectáculo. Afinal, o futebol é, apesar de tudo, apenas um jogo. Mas quando é bem jogado consegue ser dos melhores e mais entusiasmantes espectáculos do mundo.
A este propósito ocorrem-me alguns pensamentos desconexos. Esquematizando:
1. Ao contrário da generalidade dos portugueses eu não penso que o tal senhor de pera farta já devia ter sido corrido da FPF há muito tempo. Eu penso que, em qualquer país com um módico de dignidade, o tal senhor nunca teria conseguido lá chegar. As trapalhadas em que o homem se tem metido são incontáveis e não há nada, nem mesmo o Euro 2004, de bom que seja de sua responsabilidade.
2. O senhor de bigode com nome italiano que lidera a selecção nacional ainda não demonstrou ser um bom treinador. E não me refiro ao seu trabalho em Portugal. Refiro-me concretamente ao seu trabalho na selecção do Brasil, "o país-irmão" como alguns portugueses gostam de dizer. No último Mundial o Brasil jogou mal e feio e não mereceu minimamente a vitória que acabou por "conquistar". O Brasil só chegou à fase final do Mundial após uma miserável fase de qualificação em que sofreu humilhação atrás de humilhação. E, já no Oriente, a selecção brasileira só chegou à final do Mundial porque foi carinhosamente levado ao colo pelos árbitros que lhe calharam em sorte (e que sorte!). Ainda me lembro dos jogos com a Turquia e com a Bélgica, selecções que deram um baile ao Brasil mas não conseguiram lutar contra os árbitros. Quanto à competência do senhor estamos conversados.
3. Os portugueses estão, uma vez mais, a ficar exageradamente eufóricos com a selecção e já se começa a achar que Portugal vai mesmo ganhar o Euro. Realmente nós não aprendemos nada e temos uma memória muito curta. Será que já ninguém se lembra do que aconteceu antes do Mundial da Coreia / Japão? Esta euforia deve ter algo a ver com o título europeu do Futebol Clube do Porto... Que é (ou era) treinado por José Mourinho, um dos melhores treinadores da actualidade.
4. Dito tudo isto, espero sinceramente que, apesar do senhor de pera farta e do senhor de bigode, a selecção portuguesa ganhe o Euro. Duvido muito, mas pode ser que os excelentes jogadores que lá estão façam um qualquer milagre. E já agora, não me basta que Portugal ganhe o Euro - gostava muito de ver a selecção a jogar bem e a dar espectáculo. Afinal, o futebol é, apesar de tudo, apenas um jogo. Mas quando é bem jogado consegue ser dos melhores e mais entusiasmantes espectáculos do mundo.
[random acts of speech] # 10
Oh My Lover
Oh my lover
Don't you know it's alright ?
You can love her
You can love me at the same time
Much to discover
I know you don't have the time but
Oh my lover
Don't you know it's alright ?
Oh my sweet thing
Oh my honey thighs
Give me your troubles
I'll keep them with mine
Take at your leisure
Take whatever you can find but
Oh my sweet thing
Don't you know it's alright ?
It's alright
It's alright
There's no time
So it's alrigh-igh-ight
What's that color
Forming around your eyes
Once my lover
Tell me that it's alright
Just another
Before you go...go away
Oh my lover
Why don't you just say my name ?
And it's alright
Say it's alright
There's no time
PJ Harvey, Dry, 1992
Oh my lover
Don't you know it's alright ?
You can love her
You can love me at the same time
Much to discover
I know you don't have the time but
Oh my lover
Don't you know it's alright ?
Oh my sweet thing
Oh my honey thighs
Give me your troubles
I'll keep them with mine
Take at your leisure
Take whatever you can find but
Oh my sweet thing
Don't you know it's alright ?
It's alright
It's alright
There's no time
So it's alrigh-igh-ight
What's that color
Forming around your eyes
Once my lover
Tell me that it's alright
Just another
Before you go...go away
Oh my lover
Why don't you just say my name ?
And it's alright
Say it's alright
There's no time
PJ Harvey, Dry, 1992
sexta-feira, maio 28, 2004
Mais uma razão para não ir
Ora aqui está mais um excelente motivo para ficarmos a milhas do Rock in Rio. Se este tipo vai, então agora é que não vou mesmo. Nem morto! O homem fala nos "melhores do Rock" e "excitação de bandas famosas"! Be afraid, be very afraid...
Heranças
Apanhei de raspão o frente-a-frente entre João de Deus Pinheiro e Sousa Franco, cabeças de lista respectivamente da coligação Força Portugal (a lata destes senhores é incomensurável) e do Partido Socialista a umas eleições para as quais os portugueses, e a generalidade dos europeus já agora, se estão a c... a borrifar. Lá voltou à baila o tema da herança judaico-cristã da Europa. Lá se voltou a debater se a futura constituição europeia deve ou não incluir uma referência a essa "matriz histórico-cultural". Estou-me rigorosamente nas tintas para essa premente questão. O que me espanta é a manipulação que determinadas forças políticas fazem da mesma. Ou será só ignorância relativamente à história europeia? Sem querer recuar muito no tempo, ainda não ouvi ninguêm defender referências à herança helénica ou à latina e quanto à herança que nos foi legada pelos árabes (que não se limita exclusivamente aos países do sul) nem vale a pena falar do assunto.
Pedradas ['bora lá curtir, man!]
Hoje começa um tal de Rock in Rio, festival nado e criado do outro lado do Oceano que conseguiu obter da Câmara Municipal de Lisboa apoios que, ao que consta, promotores portugueses jamais conseguiram ou conseguiriam obter. Eu não vou. Em primeiro lugar porque tenho mais que fazer. Em segundo porque a qualidade do cartaz é, na minha modestíssima opinião, abaixo de sofrível.
Gente como Paul McCartney, Rui Veloso, Evanescence, Xutos & Pontapés, Metallica, Incubus, Daniela Mercury, Britney Spears (for fuck's sake!), João Pedro Pais, Nuno "Ídolo" Norte, Pedro Abrunhosa, Alejandro Sanz ou Luís Represas provocam em mim um misto de enjoo, sonolência e urticária de consequências imprevísiveis. Entre a inconsequência de dinossauros moribundos para trintões e quarentões saudosos dos "bons velhos tempos" e Pop laroca para adolescentes com acne a atravessar crises existênciais venha o Diabo e escolha.
Aliás, parece-me estranho que o nosso governo, que tão preocupado diz andar com a segurança dos portugueses, não tenha tomado rigorosas medidas no sentido de impedir a realização deste evento. O cartaz do Rock in Rio é puro terrorismo musical. Não fosse o pendor nitidamente capitalista do Rock in Rio, atrever-me-ia a dizer que o culpado disto tudo só pode ser o PCP...
Gente como Paul McCartney, Rui Veloso, Evanescence, Xutos & Pontapés, Metallica, Incubus, Daniela Mercury, Britney Spears (for fuck's sake!), João Pedro Pais, Nuno "Ídolo" Norte, Pedro Abrunhosa, Alejandro Sanz ou Luís Represas provocam em mim um misto de enjoo, sonolência e urticária de consequências imprevísiveis. Entre a inconsequência de dinossauros moribundos para trintões e quarentões saudosos dos "bons velhos tempos" e Pop laroca para adolescentes com acne a atravessar crises existênciais venha o Diabo e escolha.
Aliás, parece-me estranho que o nosso governo, que tão preocupado diz andar com a segurança dos portugueses, não tenha tomado rigorosas medidas no sentido de impedir a realização deste evento. O cartaz do Rock in Rio é puro terrorismo musical. Não fosse o pendor nitidamente capitalista do Rock in Rio, atrever-me-ia a dizer que o culpado disto tudo só pode ser o PCP...
quinta-feira, maio 27, 2004
Ah, Carago!
Por estes dias sou, mais uma vez, portista. Muitos parabéns a todos os que contribuiram para que a Taça da Champions League esteja hoje na cidade do Porto. O Futebol Clube do Porto é a melhor equipa da Europa. Ponto final.
P.S.: Já agora, não nos faziam "só" mais dois "favorzinhos"? Tragam também a Supertaça Europeia e a Taça Intercontinental, está bem?
P.S.: Já agora, não nos faziam "só" mais dois "favorzinhos"? Tragam também a Supertaça Europeia e a Taça Intercontinental, está bem?
segunda-feira, maio 24, 2004
Fim-de-semana, fim-de-semana...
Uma canseira estes fins-de-semana...
Nem dei por um casamento qualquer que, consta, levou as nossas televisões à loucura. Nem por um congresso qualquer de um partido qualquer que se realizou não sei onde... A guerra no Iraque até podia ter acabado que não tinha dado por isso (não acabou, pois não?). Não sei se apareceram mais fotografias ou filmes das torturas dos soldados americanos contra cidadãos iraquianos. Não imagino se explodiram palestinianos em Israel ou se Israel assassinou mais algum líder terrorista. Não sei se os combustíveis aumentaram novamente. Não quero saber.
Às vezes não saber o que se passa lá fora sabe mesmo bem. Boa noite.
Nem dei por um casamento qualquer que, consta, levou as nossas televisões à loucura. Nem por um congresso qualquer de um partido qualquer que se realizou não sei onde... A guerra no Iraque até podia ter acabado que não tinha dado por isso (não acabou, pois não?). Não sei se apareceram mais fotografias ou filmes das torturas dos soldados americanos contra cidadãos iraquianos. Não imagino se explodiram palestinianos em Israel ou se Israel assassinou mais algum líder terrorista. Não sei se os combustíveis aumentaram novamente. Não quero saber.
Às vezes não saber o que se passa lá fora sabe mesmo bem. Boa noite.
domingo, maio 23, 2004
The lady rocks
Está quase no mercado o novo álbum desta senhora.
A avaliar pelo que já ouvi de Uh Huh Her ainda não é desta que a senhora nos vai desiludir. É mais uma que não sabe fazer má música.
Alinhamento:
1.The Life and Death of Mr Badmouth
2.Shame
3.Who The Fuck?
4.The Pocket Knife
5.The Letter
6.The Slow Drug
7.No Child of Mine
8.Cat on the Wall
9.You Come Through
10.It's You
11.The End
12.The Desperate Kingdom of Love
13.The Darker Days of Me & Him
À venda dia 31 deste mês. Já encomendei a minha cópia.
A avaliar pelo que já ouvi de Uh Huh Her ainda não é desta que a senhora nos vai desiludir. É mais uma que não sabe fazer má música.
Alinhamento:
1.The Life and Death of Mr Badmouth
2.Shame
3.Who The Fuck?
4.The Pocket Knife
5.The Letter
6.The Slow Drug
7.No Child of Mine
8.Cat on the Wall
9.You Come Through
10.It's You
11.The End
12.The Desperate Kingdom of Love
13.The Darker Days of Me & Him
À venda dia 31 deste mês. Já encomendei a minha cópia.
segunda-feira, maio 17, 2004
Mesmo assim, isto não é nada bom
Dirão alguns, que José Manuel hoje deve estar mais contente. O Benfica lá ganhou a Taça (uma época verdadeiramente triunfal para os da Luz: ganharam em Alvalade e levaram a Taça!...) e o bom povo português anda todo contente, de cachecol ao pescoço e já nem pensa na retoma (que não chega), nem no preço dos combustíveis (sobe, sobe, balão sobe...), nem nos salrários congelados (hiper-congelados), nem na corrupção generalizada (existe, existe...), nem nas listas de espera (ai, isso é que existem!), nem na desgraças da Justiça, nem no desgraçado estado a que este Estado chegou, nem... Ou será que pensa?
Isto não é nada bom
A conspiração mundial contra o bom do José Manuel está a atingir níveis absurdos. Então o homem esfalfa-se a anunciar aos quatro ventos a boa nova (i.e. a Sagrada Retoma) e o malandro do petróleo continua nisto? Eu, no lugar dele, ia-me embora. Imediatamente.
domingo, maio 16, 2004
As mentiras
Segundo a New Yorker, Donald Rumsfeld terá dado a ordem para que fossem utilizados "métodos não convencionais" nos interrogatórios aos prisioneiros iraquianos. Evidentemente, a administração norte-americana e o Pentágono desmentem esta informação. O problema é que depois de tantas mentiras sobre a guerra no Iraque, já não há quem acredite nas palavras destes senhores que crêem poder governar o mundo impondo-lhe, pela força das armas se preciso for, a sua vontade.
sábado, maio 15, 2004
sexta-feira, maio 14, 2004
Ainda o primeiro ano
Quero aqui agradecer a todos aqueles que durante um ano me têm acompanhado neste blogue. Àqueles que, deliberada ou acidentalmente, aqui cairam e àqueles que me linkaram o meu muito obrigado.
Um ano
Cumpre-se amanhã um ano desde o meu primeiro post aqui n' A Coluna Vertebral e não deixa de ser estranho que, apesar das intermitências, passado um ano ainda não me tenha passado a febre dos blogues. Creio até que a situação piorou e o meu estado é ainda mais febril. Não sou muito dado a balanços mas há algumas conclusões que retiro deste meu ano online. Evocando o meu primeiro post, recorro, sem qualquer ponta de ironia, a um lugar comum: tem sido uma experiência enriquecedora. Pelos contactos que estabeleci; pelas pessoas que, mesmo virtualmente, conheci; ou pelas polémicas que acompanhei.
Tinha previsto há umas semanas extinguir este blogue precisamente no dia do seu primeiro aniversário, mas entretanto descobri que não conseguirei faze-lo. Seria como matar um amigo, um companheiro, às vezes um confidente. Ainda que ninguém leia isto, eu preciso da minha Coluna Vertebral (por muito que, por vezes, me doa).
Tinha previsto há umas semanas extinguir este blogue precisamente no dia do seu primeiro aniversário, mas entretanto descobri que não conseguirei faze-lo. Seria como matar um amigo, um companheiro, às vezes um confidente. Ainda que ninguém leia isto, eu preciso da minha Coluna Vertebral (por muito que, por vezes, me doa).
É a balda geral
O primeiro ministro comunicou ao Parlamento que não poderia comparecer no debate mensal na Assembleia da República no mês de Maio por ter agendada uma visita de Estado ao México. Entretanto (creio que o mesmo...) primeiro ministro cancelou a visita de Estado ao México para se deslocar à cidade alemã de Gelsenkirschen onde assistirá a um jogo de futebol. Simultaneamente, alguns (provavelmente bastantes) deputados eleitos para mesmo Parlamento andam aborrecidíssimos porque querem ir a Gelsenkirschen assistir ao mesmo jogo de futebol mas o presidente da Assembleia da República recusa-se a aceitar os seus motivos para lhes justificar as faltas: "trabalho político".
Estes senhores - primeiro ministro e deputados - andam a brincar com os portugueses (que os elegeram e que os sutentam com os seus impostos) e com a própria democracia (que supostamente deveriam preservar e respeitar). Estes senhores não têm pudor em exigir aos portugueses mais trabalho, continuados sacrifícios e maior produtividade e depois são os primeiros a baldar-se às suas obrigações e compromissos. Depois admiram-se de o povo os mimosear com epítetos carinhosos do género de malandros, gatunos, incompetentes", safados, bandidos, mentirosos e outros de teor mais vernáculo.
Estes senhores não me merecem qualquer respeito.
Estes senhores - primeiro ministro e deputados - andam a brincar com os portugueses (que os elegeram e que os sutentam com os seus impostos) e com a própria democracia (que supostamente deveriam preservar e respeitar). Estes senhores não têm pudor em exigir aos portugueses mais trabalho, continuados sacrifícios e maior produtividade e depois são os primeiros a baldar-se às suas obrigações e compromissos. Depois admiram-se de o povo os mimosear com epítetos carinhosos do género de malandros, gatunos, incompetentes", safados, bandidos, mentirosos e outros de teor mais vernáculo.
Estes senhores não me merecem qualquer respeito.
segunda-feira, maio 10, 2004
TSF, mulheres e Casa Pia
Hoje à tarde o Fórum Mulher da TSF pôs as participantes a discutir o papel da comunicação social no processo Casa Pia. E as participantes deixaram no ar opiniões (muito...) interessantes: os jornalistas são uns sacanas que só querem saber da vida privada dos intervenientes no processo, os jornalistas são uns justiceiros que denunciaram as atrocidades cometidas contra as crianças da Casa Pia, os pedófilos são homossexuais, os homossexuais são pedófilos, os suspeitos são culpados, os suspeitos são inocentes (vítimas da comunicação social), entre outras opiniões demasiado elaboradas para a minha (limitada) compreensão.
P.S.: já há algum tempo que andava a pensar explicar porque acho o conceito de um fórum em formato clube privado só para mulheres uma aberração, mas já desisti da ideia. Apenas uma dúvida: o que diriam as mulheres se a TSF tivesse um Fórum Homem (e não vale falar da Bancada Central - muitos dos intervenientes são hooligans e não contam como homens...)? Já não bastavam as ladies' nights...
P.S.: já há algum tempo que andava a pensar explicar porque acho o conceito de um fórum em formato clube privado só para mulheres uma aberração, mas já desisti da ideia. Apenas uma dúvida: o que diriam as mulheres se a TSF tivesse um Fórum Homem (e não vale falar da Bancada Central - muitos dos intervenientes são hooligans e não contam como homens...)? Já não bastavam as ladies' nights...
domingo, maio 09, 2004
Briooooosa!
4-QUATRO-4 ao Estrela da Amadora e finalmente o respirar de alívio: a Briosa continua na Super Liga. Briooooooosa!
quinta-feira, maio 06, 2004
Fotos, justiça e mass media
A SIC abriu o seu principal bloco noticioso com a "notícia" de que iria revelar, "em rigoroso exclusivo" creio, imagens do reencontro de Carlos Cruz com a sua família no dia em que foi colocado sob prisão domiciliária. Rodrigo Guedes de Carvalho acrescentou que "mais à frente" nesse noticiário iria mostrar as imagens acompanhadas dos comentários de Raquel Cruz, esposa de Carlos Cruz. Ficámos ainda a saber que a primeira pessoa a lançar-se nos braços de Carlos Cruz foi a sua filha mais nova (que terá cerca de 2 anos).
O que é que isto nos interessa, pergunto eu? Nada, rigorosamente nada. O que é que isto adianta ao nojento escândalo da Casa Pia, pergunto eu? Nada, rigorosamente nada. O que é que isto acrescenta ao debate sobre a Justiça em Portugal? Provavelmente muito. O que é que isto revela sobre os mass media em Portugal e a sua relação com as figuras públicas? Muito. Escandalosamente muito. Aquilo a que temos assistido nos últimos dias, desde o levantamento da prisão preventiva a Carlos Cruz, tem sido uma muito bem organizada limpeza de imagem do ex-apresentador de televisão. Atrevo-me até a afirmar que se trata de uma tentativa de pressão sobre a Justiça, à qual não são obviamente alheios os advogados de defesa de Carlos Cruz.
Não sei, nem sequer me interessa, se Carlos Cruz é inocente ou culpado dos crimes de que é acusado. Aquilo que é preocupante, e revoltante, neste caso e em todo este circo mediático é a sensação que fica no ar. A sensação de que pode haver uma Justiça para quem tem acesso aos mass media, e uma outra Justiça para os desgraçados - a esmagadora maioria da população - que não têm voz. Depois admiram-se de a TVI ser o sucesso que é.
Às 20h02 desliguei a televisão e fui jantar.
O que é que isto nos interessa, pergunto eu? Nada, rigorosamente nada. O que é que isto adianta ao nojento escândalo da Casa Pia, pergunto eu? Nada, rigorosamente nada. O que é que isto acrescenta ao debate sobre a Justiça em Portugal? Provavelmente muito. O que é que isto revela sobre os mass media em Portugal e a sua relação com as figuras públicas? Muito. Escandalosamente muito. Aquilo a que temos assistido nos últimos dias, desde o levantamento da prisão preventiva a Carlos Cruz, tem sido uma muito bem organizada limpeza de imagem do ex-apresentador de televisão. Atrevo-me até a afirmar que se trata de uma tentativa de pressão sobre a Justiça, à qual não são obviamente alheios os advogados de defesa de Carlos Cruz.
Não sei, nem sequer me interessa, se Carlos Cruz é inocente ou culpado dos crimes de que é acusado. Aquilo que é preocupante, e revoltante, neste caso e em todo este circo mediático é a sensação que fica no ar. A sensação de que pode haver uma Justiça para quem tem acesso aos mass media, e uma outra Justiça para os desgraçados - a esmagadora maioria da população - que não têm voz. Depois admiram-se de a TVI ser o sucesso que é.
Às 20h02 desliguei a televisão e fui jantar.
sexta-feira, abril 30, 2004
Os americanos, esses bárbaros
"O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, diz estar «escandalizado» com as imagens de prisioneiros iraquianos a ser torturados por soldados norte-americanos [...]"
Os soldados britânicos seriam, obviamente, incapazes de tal coisa. À hora do chá, pelo menos. Já para não falar dos nossos garbosos Gê-Ene-Erres.
Os soldados britânicos seriam, obviamente, incapazes de tal coisa. À hora do chá, pelo menos. Já para não falar dos nossos garbosos Gê-Ene-Erres.
O 1º de Maio e uma dúvida
Amanhã é Dia do Trabalhador ou do T'abalhado'? É que com a (r)ecente moda de (r)eti(r)a(r) os (R)s das palav(r)as ando um bocado ba(r)alhado.
A ultrapassagem
José Manuel anda todo contente com o alargamento da União Europeia e tem motivos para isso: Portugal vai sair da cauda da UE amanhã. Resta saber quanto tempo vão os 10 novos Estados membros demorar a ultrapassar-nos.
quinta-feira, abril 29, 2004
Também quer regressar
Por falar em regressos e em vinganças, Esta também manda dizer que equaciona «fortemente a hipótese de regressar ao país» de onde partiu chorosa para o sol do Brasil depois de os malandros do Ministério Público terem andado anos a conspirar contra Ela. Pobrezinha.
Entretanto, a Senhora de Fátima, perdão, a Senhora de Felgueiras apareceu na SIC onde Rodrigo Guedes de Carvalho A tentou entrevistar no Jornal da Noite. Porém, a mensagem da Senhora é uma e uma só e não está nos Seus desígnios responder a perguntas tontas de pivots armados em entrevistadores sérios. Ela só quer a Justiça na Terra. E a Paz e o Amor, presumo.
[Interferência: eu, no lugar da Senhora regressava no dia 13 de Maio. Já imagino o impacto mediático da Sua aparição. Assim como já imagino o bom povo de Felgueiras berrando "Milagre! Milagre!" para as câmaras das nossas, salvo seja, têvês.]
Entretanto, a Senhora de Fátima, perdão, a Senhora de Felgueiras apareceu na SIC onde Rodrigo Guedes de Carvalho A tentou entrevistar no Jornal da Noite. Porém, a mensagem da Senhora é uma e uma só e não está nos Seus desígnios responder a perguntas tontas de pivots armados em entrevistadores sérios. Ela só quer a Justiça na Terra. E a Paz e o Amor, presumo.
[Interferência: eu, no lugar da Senhora regressava no dia 13 de Maio. Já imagino o impacto mediático da Sua aparição. Assim como já imagino o bom povo de Felgueiras berrando "Milagre! Milagre!" para as câmaras das nossas, salvo seja, têvês.]
quarta-feira, abril 28, 2004
Não quero saber!...
Do Iraque, da retoma, do apito, do Sporting - Benfica, das críticas do Figo, das bocas do Scolari, das trapalhadas do Santana, whatever...
Até amanhã, já só penso na noiva. She'll be back with a vengeance...
Até amanhã, já só penso na noiva. She'll be back with a vengeance...
segunda-feira, abril 26, 2004
Uma boa notícia
Não sou de Lisboa. Não moro em Lisboa e nem sequer é muito frequente ir a Lisboa. Mas gosto de Lisboa. Por isso acho que isto é uma boa notícia para Lisboa, para os lisboetas e, genericamente, para todos aqueles que gostam de Lisboa.
A Câmara Municipal Lisboa tem de suspender a construção do túnel do Marquês até à elaboração do estudo de impacte ambiental, segundo a decisão do Tribunal Administrativo de Lisboa citada hoje pelo advogado José Sá Fernandes.
Esta é também uma boa notícia para todos aqueles que acham que os senhores que detém o Poder em Portugal não podem fazer o que lhes dá na real gana ignorando as leis a que todos estamos obrigados.
Esta não será uma boa notícia para Pedro Santana Lopes que assim vê a sua grande, e ao que tudo indica disparatada, obra suspensa. É a vida, senhor presidente, é a vida...
A Câmara Municipal Lisboa tem de suspender a construção do túnel do Marquês até à elaboração do estudo de impacte ambiental, segundo a decisão do Tribunal Administrativo de Lisboa citada hoje pelo advogado José Sá Fernandes.
Esta é também uma boa notícia para todos aqueles que acham que os senhores que detém o Poder em Portugal não podem fazer o que lhes dá na real gana ignorando as leis a que todos estamos obrigados.
Esta não será uma boa notícia para Pedro Santana Lopes que assim vê a sua grande, e ao que tudo indica disparatada, obra suspensa. É a vida, senhor presidente, é a vida...
domingo, abril 25, 2004
1974 - 2004

A Poesia está na rua, Vieira da Silva, 1975
Fonte: Centro de Documentação 25 de Abril, Universidade de Coimbra
sábado, abril 24, 2004
Uma ideia divertida
Descobri-a no Diário de Lisboa (que por sua vez a tinha descoberto aqui e esta tinha-a encontrado noutro sítio e assim sucessivamente a ponto de já não se saber de onde partiu a ideia).
1. Grab the nearest book.
2. Open the book to page 23.
3. Find the fifth sentence.
4. Post the text of the sentence in your journal along with these instructions.
[1. Pegue no livro que estiver mais próximo de si; 2. Abra o livro na página 23; 3. Procure a quinta frase; 4. Publique a frase no seu blog juntamente com estas instruções]
Depois passe pelo Google e faça a busca "sentence meme" e aguarde pelos resultados (no meu caso tive 125.000 resultados!).
Eis a minha frase:
"Again I placed it in the pan, and suffered it to remain another minute."
Edgar Allan Poe, The Gold Bug in Tales of Miystery and Imagination
1. Grab the nearest book.
2. Open the book to page 23.
3. Find the fifth sentence.
4. Post the text of the sentence in your journal along with these instructions.
[1. Pegue no livro que estiver mais próximo de si; 2. Abra o livro na página 23; 3. Procure a quinta frase; 4. Publique a frase no seu blog juntamente com estas instruções]
Depois passe pelo Google e faça a busca "sentence meme" e aguarde pelos resultados (no meu caso tive 125.000 resultados!).
Eis a minha frase:
"Again I placed it in the pan, and suffered it to remain another minute."
Edgar Allan Poe, The Gold Bug in Tales of Miystery and Imagination
30 anos não é muito tempo
Há exactamente 30 anos seria impossível eu estar aqui sentado a escrever isto. Há exactamente 30 anos havia quem estivesse preso por escrever ou dizer o que pensava. Há exactamente 30 anos havia homens a morrer num outro continente por um Império moribundo. Há exactamente 30 anos havia homens e mulheres fora de Portugal para poderem escrever e dizer o que pensavam. Há exactamente 30 anos havia homens e mulheres fora de Portugal para não morrer à fome. Há exactamente 30 anos havia um grupo de homens que conspirava para que 30 anos depois eu pudesse estar aqui sentado a escrever. Muito obrigado.
[random acts of speech] # 9
Grândola Vila Morena
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade
Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada esquina um amigo
Em cada rosto igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola a tua vontade
José Afonso
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade
Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada esquina um amigo
Em cada rosto igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola a tua vontade
José Afonso
[random acts of speech] # 8
E depois do adeus
Quis saber quem sou
O que faço aqui
Quem me abandonou
De quem me esqueci
Perguntei por mim
Quis saber de nós
Mas o mar
Não me traz
Tua voz.
Em silêncio, amor
Em tristeza e fim
Eu te sinto, em flor
Eu te sofro, em mim
Eu te lembro, assim
Partir é morrer
Como amar
É ganhar
E perder
Tu vieste em flor
Eu te desfolhei
Tu te deste em amor
Eu nada te dei
Em teu corpo, amor
Eu adormeci
Morri nele
E ao morrer
Renasci
E depois do amor
E depois de nós
O dizer adeus
O ficarmos sós
Teu lugar a mais
Tua ausência em mim
Tua paz
Que perdi
Minha dor que aprendi
De novo vieste em flor
Te desfolhei...
E depois do amor
E depois de nós
O adeus
O ficarmos sós
Paulo de Carvalho (música: José Calvário; letra: José Niza)
Quis saber quem sou
O que faço aqui
Quem me abandonou
De quem me esqueci
Perguntei por mim
Quis saber de nós
Mas o mar
Não me traz
Tua voz.
Em silêncio, amor
Em tristeza e fim
Eu te sinto, em flor
Eu te sofro, em mim
Eu te lembro, assim
Partir é morrer
Como amar
É ganhar
E perder
Tu vieste em flor
Eu te desfolhei
Tu te deste em amor
Eu nada te dei
Em teu corpo, amor
Eu adormeci
Morri nele
E ao morrer
Renasci
E depois do amor
E depois de nós
O dizer adeus
O ficarmos sós
Teu lugar a mais
Tua ausência em mim
Tua paz
Que perdi
Minha dor que aprendi
De novo vieste em flor
Te desfolhei...
E depois do amor
E depois de nós
O adeus
O ficarmos sós
Paulo de Carvalho (música: José Calvário; letra: José Niza)
Liberdade

25 de Abril, Dia da Liberdade, 1977
Fonte: Centro de Documentação 25 de Abril, Universidade de Coimbra
sexta-feira, abril 23, 2004
A dois dias do aniversário da Revolução
Portugal, 25 de Abril, Sérgio Guimarães, 1974
Fonte: Centro de Documentação 25 de Abril, Universidade de Coimbra
Ou seja, continuamos na merda
A evolução da economia portuguesa, medida pelo indicador coincidente do Banco de Portugal, apresentou nos primeiros três meses deste ano uma variação «ligeiramente menos negativa que no último trimestre de 2003», assinala o Banco de Portugal esta sexta-feira.
Ligeiramente menos negativa?!!! Ai, ai, estes economistas... Mas onde é que os tipos aprenderam a falar?
Ligeiramente menos negativa?!!! Ai, ai, estes economistas... Mas onde é que os tipos aprenderam a falar?
O estádio da Nação
O país - noticioso, pelo menos - anda há dias obcecado com apitos e promiscuidades e tráficos de influências e corrupção na bola e o diabo a sete. Ele é Gondomar para aqui, Dragões (Sandinenses, claro) para ali. Entretanto, a clubite aguda de que alguns padecem começa a vir à tona (ainda que eu também ache que esta coisa do apito não vai dar em nada) e nem Prado Coelho foge ao tema da moda. Esse ao menos entretém-se com uma análise, digamos, semiológica (ou será semiótica?) do apito mais dourado do país.
segunda-feira, abril 19, 2004
[random acts of speech] # 7
GUMES
[Adolfo Luxúria Canibal / Miguel Pedro]
1.
Na noite que se avizinha, um mar de gatos com cio invade os sotãos, ensanguentando as memórias com a dor pungente dos dias em que o gume, o terrível gume das horas afiadas, rasgava os espíritos. Já o clarão das ruas toldava os cérebros com angústias venenosas e vertigens de suicídios sonhadores, na vontade de fugir ao inóspito vazio do tempo da ausência...
[Adolfo Luxúria Canibal / Miguel Pedro]
1.
Na noite que se avizinha, um mar de gatos com cio invade os sotãos, ensanguentando as memórias com a dor pungente dos dias em que o gume, o terrível gume das horas afiadas, rasgava os espíritos. Já o clarão das ruas toldava os cérebros com angústias venenosas e vertigens de suicídios sonhadores, na vontade de fugir ao inóspito vazio do tempo da ausência...
Elogio (fácil)
O novo álbum dos excelentíssimos Mão Morta é, como habitualmente, excelente. Será a banda de Adolfo Luxúria Caníbal, Miguel Pedro, António Rafael, Sapo, Vasco Vaz e Joana Longobardi não sabem fazer maus discos?
Parece que não.
Inspirado em Howl de Allen Ginsberg, Nus despe (perdoe-se o trocadilho fácil) uma geração e uma movida que agitou Braga algures nos anos 80.
Gumes, Gnoma, Vertigem, Estilo, Tornados, Cárcere e Morgue são mais 7 peças musicais de excepção a juntar ao catálogo da mais independente banda com origem em Portugal. Espantosamente (ou talvez não) nenhuma editora quis editar este álbum o que é mais uma prova da imbecilidade reinante na indústria musical cá do burgo. Nada que detenha os Mão Morta. Agarraram no disco e lançaram-no através da sua própria editora, a Cobra.
Nus (edição Cobra / 2004)
Parece que não.
Inspirado em Howl de Allen Ginsberg, Nus despe (perdoe-se o trocadilho fácil) uma geração e uma movida que agitou Braga algures nos anos 80.
Gumes, Gnoma, Vertigem, Estilo, Tornados, Cárcere e Morgue são mais 7 peças musicais de excepção a juntar ao catálogo da mais independente banda com origem em Portugal. Espantosamente (ou talvez não) nenhuma editora quis editar este álbum o que é mais uma prova da imbecilidade reinante na indústria musical cá do burgo. Nada que detenha os Mão Morta. Agarraram no disco e lançaram-no através da sua própria editora, a Cobra.
Nus (edição Cobra / 2004)
domingo, abril 18, 2004
Silêncio
Quase uma semana sem postar. Uma semana quase sem ler jornais ou ver noticários. Às vezes sabe bem fugir do mundo por uns dias.
segunda-feira, abril 12, 2004
Mentiras
Dan Senor, porta-voz de Paul Bremer (administrador norte-americano no Iraque), tem razões para acreditar que muitos media árabes não procuram a verdade. O senhor Senor lá terá as suas razões, fundamentadas ou não. Assim como Mark Kimmit, chefe adjunto das operações militares no Iraque, que acusa directamente a Al-Jazeera de fomentar o anti-americanismo.
Provavelmente muitos media árabes, como muitos media ocidentais, não procuram a verdade. Concedo. Quanto ao anti-americanismo, declarações como as destes dois altos responsáveis pelas acções norte-americanas no Iraque fazem mais pelo anti-americanismo que mil notícias na Al-Jazeera. Ou as mentiras de Bush, Blair e Aznar insistentemente veiculadas pelos media ocidentais sobre os motivos da invasão do Iraque. Não é preciso dar exemplos, pois não?
Provavelmente muitos media árabes, como muitos media ocidentais, não procuram a verdade. Concedo. Quanto ao anti-americanismo, declarações como as destes dois altos responsáveis pelas acções norte-americanas no Iraque fazem mais pelo anti-americanismo que mil notícias na Al-Jazeera. Ou as mentiras de Bush, Blair e Aznar insistentemente veiculadas pelos media ocidentais sobre os motivos da invasão do Iraque. Não é preciso dar exemplos, pois não?
If you say so...
O homem que entendeu (e compreendeu!) a ameaça da Al-Qaeda antes dos atentados do 11 de Setembro garante que não havia informações concretas para evitar o... 11 de Setembro. E nós acreditamos, pois claro. Assim como acreditámos na existência de armas de destruição massiva no Iraque, na retoma de Durão e na existência do Pai Natal. E em bruxas.
sábado, abril 10, 2004
Anxiety (always)
Já ando a contar os dias que faltam para o dia 29 de Abril... Para abrir o apetite, está aqui o trailer.


Abril, sempre
Chegam-me rumores de polémicas a propósito do 25 de Abril mas estou-me nas tintas. Porém, noto com agrado que o Jumento anda a dar coices por aqui.
sexta-feira, abril 09, 2004
Então mas a guerra não tinha acabado???
Pois parece que não. A situação no Iraque é, segundo Jack Straw (ministro britânico dos Negócios Estrangeiros), «muito séria». É, aliás, a situação mais séria que a coligação invasora / ocupante / libertadora (riscar o que não interessa) do Iraque enfrentou. Há aqui algo que não bate certo: então aquele senhor que entendeu (e compreendeu) a ameaça da Al-Qaeda ainda antes do 11 de Setembro (três posts abaixo, please) não tinha declarado o fim da guerra há coisa de um ano atrás? Será que os iraquianos não receberam a notícia?
Uma nova estratégia na luta contra a sinistralidade
Um tal de António Jorge de Figueiredo Lopes, "alegadamente" responsável pela Administração Interna, tem uma nova estratégia no combate à sinistralidade rodoviária em Portugal: o apelo ao bom-senso e civismo dos condutores. Assim, os automobilistas lusos deverão nas próximas horas começar «por si próprios a mudar de atitude». Está-se mesmo a ver...
quinta-feira, abril 08, 2004
Quem mais jura, mais mente
«A conselheira de Segurança Nacional da Casa Branca, Condoleezza Rice, assegurou esta quinta-feira sob juramento que a prioridade do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, antes dos atentados de 11 de Setembro de 2001 era a Al Qaeda e não o Iraque.»
O mais espantoso foi a senhora dona Rice ter afirmado, sempre sob juramento note-se, que «O presidente Bush entendeu a ameaça e compreendeu a sua importância». Bush entendeu e compreendeu! Amazing, baby...
O mais espantoso foi a senhora dona Rice ter afirmado, sempre sob juramento note-se, que «O presidente Bush entendeu a ameaça e compreendeu a sua importância». Bush entendeu e compreendeu! Amazing, baby...
domingo, abril 04, 2004
sábado, abril 03, 2004
Are we the robots?
Ainda estou em estado semi-catatónico. A noite de ontem revelou-se melhor que a "encomenda": os Kraftwerk são de facto uma banda seminal. O seu espectáculo - chamar-lhe concerto seria ignobilmente redutor - teve momentos de verdadeira magia e não foi de todo frio ou cerebral. Vibrantes, arrebatadores em alguns momentos, foram os Kraftwerk no Coliseu dos Recreios.
terça-feira, março 30, 2004
segunda-feira, março 29, 2004
quinta-feira, março 25, 2004
Era o destino, talvez
Se tivesse caido nos ultimos tempos ainda se podia acusar a Al Qaeda.... Assim, foi o destino. Naturalmente.
Vergonha nacional
Aquilo caiu porque, enfim, tinha que ser... Passavam 59 pessoas como podiam ter passado 159, tinha que ser...
quarta-feira, março 24, 2004
segunda-feira, março 22, 2004
Grandes figuras da cultura portuguesa (I)
"Sou normalíssima. Não posso ser mais normal. Não tenho nenhuma qualidade especial que as outras pessoas não tenham." Lá nisso, Julinha, terás toda a razão.
"Vou ao supermercado, levo o cão à rua, faço tudo aquilo que as outras pessoas fazem. Não tenho nenhum segredo oculto. A minha vida é tranquilíssima. A única coisa em que sou diferente dos outros é que a minha cara aparece." Infelizmente não é só a cara que aparece - a voz ouve-se, estridente, a milhas de distância.
"Sou de uma franqueza horrível, que às vezes magoa, e tenho um terrível defeito que é uma ironia absolutamente assassina." E pronto, está encontrada a versão feminina de Eça de Queiroz.
Citações gentilmente surripiadas da entrevista de Júlia Pinheiro ao Correio da Manhã.
"Vou ao supermercado, levo o cão à rua, faço tudo aquilo que as outras pessoas fazem. Não tenho nenhum segredo oculto. A minha vida é tranquilíssima. A única coisa em que sou diferente dos outros é que a minha cara aparece." Infelizmente não é só a cara que aparece - a voz ouve-se, estridente, a milhas de distância.
"Sou de uma franqueza horrível, que às vezes magoa, e tenho um terrível defeito que é uma ironia absolutamente assassina." E pronto, está encontrada a versão feminina de Eça de Queiroz.
Citações gentilmente surripiadas da entrevista de Júlia Pinheiro ao Correio da Manhã.
[random acts of speech] # 6
"[...] Save yourself, serve yourself. World serves its own needs, listen to your heart bleed dummy with the rapture and the revered and the right, right. You vitriolic, patriotic, slam, fight, bright light, feeling pretty psyched.
It's the end of the world as we know it
It's the end of the world as we know it
It's the end of the world as we know it and I feel fine [...]"
R.E.M. in Document
It's the end of the world as we know it
It's the end of the world as we know it
It's the end of the world as we know it and I feel fine [...]"
R.E.M. in Document
Raiva
A preguiça, alguma falta de tempo e, principalmente, a incompetência, arrogância e má-educação da PT e da Telepac têm-me impedido nos últimos dias de vir para aqui com os meus disparates (há quem lhes chame posts... Enfim, ele há gente para tudo).
Extraordinário não é as empresas supra-citadas se comportarem como se comportam para com os seus clientes. Extraordinário é alguns dos meus amigos ainda ficarem espantados com a (repito-me...) incompetência, arrogância e má-educação das ditas cujas.
Extraordinário não é as empresas supra-citadas se comportarem como se comportam para com os seus clientes. Extraordinário é alguns dos meus amigos ainda ficarem espantados com a (repito-me...) incompetência, arrogância e má-educação das ditas cujas.
quinta-feira, março 18, 2004
segunda-feira, março 15, 2004
Nada exagerado
O grande Luís Delgado já descobriu o significado profundo dos resultados eleitorais em Espanha...
Não lhe ocorreu por certo que os eleitores espanhóis não devem ter ficado muito satisfeitos com a forma trapalhona como o governo do PP lidou com a crise. Tal como já havia acontecido com o Prestige.
Não lhe ocorreu por certo que os eleitores espanhóis não devem ter ficado muito satisfeitos com a forma trapalhona como o governo do PP lidou com a crise. Tal como já havia acontecido com o Prestige.
domingo, março 14, 2004
Lá também há incompetentes
O PSOE ganhou as eleições legislativas espanholas, ou melhor o PP perdeu as eleições. Nada de realmente surpreendente tendo em conta os acontecimentos dos últimos dias. Aquilo que me surpreendeu foi, mais uma vez, a extraordinária inépcia política revelada pelo partido de Aznar e Rajoy em lidar com uma situação de crise. Lembram-se da forma como estes senhores lidaram com a catástrofe do Prestige? De certo modo é reconfortante ver que a incompetência política não é um exclusivo português.
sexta-feira, março 12, 2004
Madrid, o dia seguinte
Numa rápida viagem, deparei-me com estas reacções blogoesféricas portuguesas ao atentado de Madrid: a desconfiança com que uns reagiram à "pressa de Aznar em apontar o dedo À ETA" (este, este e este), a certeza de que foi a ETA (este e este) a incompreensão perante a besta humana (este), o luto ou a homenagem sóbria (este e este), a indignação (este, este, este e este), o silêncio (estes), a pena e a crítica à blogoesfera (este) e até a polémica interna (estes).
quinta-feira, março 11, 2004
Subscrever:
Mensagens (Atom)












