E depois do adeus
Quis saber quem sou
O que faço aqui
Quem me abandonou
De quem me esqueci
Perguntei por mim
Quis saber de nós
Mas o mar
Não me traz
Tua voz.
Em silêncio, amor
Em tristeza e fim
Eu te sinto, em flor
Eu te sofro, em mim
Eu te lembro, assim
Partir é morrer
Como amar
É ganhar
E perder
Tu vieste em flor
Eu te desfolhei
Tu te deste em amor
Eu nada te dei
Em teu corpo, amor
Eu adormeci
Morri nele
E ao morrer
Renasci
E depois do amor
E depois de nós
O dizer adeus
O ficarmos sós
Teu lugar a mais
Tua ausência em mim
Tua paz
Que perdi
Minha dor que aprendi
De novo vieste em flor
Te desfolhei...
E depois do amor
E depois de nós
O adeus
O ficarmos sós
Paulo de Carvalho (música: José Calvário; letra: José Niza)
sábado, abril 24, 2004
Liberdade

25 de Abril, Dia da Liberdade, 1977
Fonte: Centro de Documentação 25 de Abril, Universidade de Coimbra
sexta-feira, abril 23, 2004
A dois dias do aniversário da Revolução
Portugal, 25 de Abril, Sérgio Guimarães, 1974
Fonte: Centro de Documentação 25 de Abril, Universidade de Coimbra
Ou seja, continuamos na merda
A evolução da economia portuguesa, medida pelo indicador coincidente do Banco de Portugal, apresentou nos primeiros três meses deste ano uma variação «ligeiramente menos negativa que no último trimestre de 2003», assinala o Banco de Portugal esta sexta-feira.
Ligeiramente menos negativa?!!! Ai, ai, estes economistas... Mas onde é que os tipos aprenderam a falar?
Ligeiramente menos negativa?!!! Ai, ai, estes economistas... Mas onde é que os tipos aprenderam a falar?
O estádio da Nação
O país - noticioso, pelo menos - anda há dias obcecado com apitos e promiscuidades e tráficos de influências e corrupção na bola e o diabo a sete. Ele é Gondomar para aqui, Dragões (Sandinenses, claro) para ali. Entretanto, a clubite aguda de que alguns padecem começa a vir à tona (ainda que eu também ache que esta coisa do apito não vai dar em nada) e nem Prado Coelho foge ao tema da moda. Esse ao menos entretém-se com uma análise, digamos, semiológica (ou será semiótica?) do apito mais dourado do país.
segunda-feira, abril 19, 2004
[random acts of speech] # 7
GUMES
[Adolfo Luxúria Canibal / Miguel Pedro]
1.
Na noite que se avizinha, um mar de gatos com cio invade os sotãos, ensanguentando as memórias com a dor pungente dos dias em que o gume, o terrível gume das horas afiadas, rasgava os espíritos. Já o clarão das ruas toldava os cérebros com angústias venenosas e vertigens de suicídios sonhadores, na vontade de fugir ao inóspito vazio do tempo da ausência...
[Adolfo Luxúria Canibal / Miguel Pedro]
1.
Na noite que se avizinha, um mar de gatos com cio invade os sotãos, ensanguentando as memórias com a dor pungente dos dias em que o gume, o terrível gume das horas afiadas, rasgava os espíritos. Já o clarão das ruas toldava os cérebros com angústias venenosas e vertigens de suicídios sonhadores, na vontade de fugir ao inóspito vazio do tempo da ausência...
Elogio (fácil)
O novo álbum dos excelentíssimos Mão Morta é, como habitualmente, excelente. Será a banda de Adolfo Luxúria Caníbal, Miguel Pedro, António Rafael, Sapo, Vasco Vaz e Joana Longobardi não sabem fazer maus discos?
Parece que não.
Inspirado em Howl de Allen Ginsberg, Nus despe (perdoe-se o trocadilho fácil) uma geração e uma movida que agitou Braga algures nos anos 80.
Gumes, Gnoma, Vertigem, Estilo, Tornados, Cárcere e Morgue são mais 7 peças musicais de excepção a juntar ao catálogo da mais independente banda com origem em Portugal. Espantosamente (ou talvez não) nenhuma editora quis editar este álbum o que é mais uma prova da imbecilidade reinante na indústria musical cá do burgo. Nada que detenha os Mão Morta. Agarraram no disco e lançaram-no através da sua própria editora, a Cobra.
Nus (edição Cobra / 2004)
Parece que não.
Inspirado em Howl de Allen Ginsberg, Nus despe (perdoe-se o trocadilho fácil) uma geração e uma movida que agitou Braga algures nos anos 80.
Gumes, Gnoma, Vertigem, Estilo, Tornados, Cárcere e Morgue são mais 7 peças musicais de excepção a juntar ao catálogo da mais independente banda com origem em Portugal. Espantosamente (ou talvez não) nenhuma editora quis editar este álbum o que é mais uma prova da imbecilidade reinante na indústria musical cá do burgo. Nada que detenha os Mão Morta. Agarraram no disco e lançaram-no através da sua própria editora, a Cobra.
Nus (edição Cobra / 2004)
domingo, abril 18, 2004
Silêncio
Quase uma semana sem postar. Uma semana quase sem ler jornais ou ver noticários. Às vezes sabe bem fugir do mundo por uns dias.
segunda-feira, abril 12, 2004
Mentiras
Dan Senor, porta-voz de Paul Bremer (administrador norte-americano no Iraque), tem razões para acreditar que muitos media árabes não procuram a verdade. O senhor Senor lá terá as suas razões, fundamentadas ou não. Assim como Mark Kimmit, chefe adjunto das operações militares no Iraque, que acusa directamente a Al-Jazeera de fomentar o anti-americanismo.
Provavelmente muitos media árabes, como muitos media ocidentais, não procuram a verdade. Concedo. Quanto ao anti-americanismo, declarações como as destes dois altos responsáveis pelas acções norte-americanas no Iraque fazem mais pelo anti-americanismo que mil notícias na Al-Jazeera. Ou as mentiras de Bush, Blair e Aznar insistentemente veiculadas pelos media ocidentais sobre os motivos da invasão do Iraque. Não é preciso dar exemplos, pois não?
Provavelmente muitos media árabes, como muitos media ocidentais, não procuram a verdade. Concedo. Quanto ao anti-americanismo, declarações como as destes dois altos responsáveis pelas acções norte-americanas no Iraque fazem mais pelo anti-americanismo que mil notícias na Al-Jazeera. Ou as mentiras de Bush, Blair e Aznar insistentemente veiculadas pelos media ocidentais sobre os motivos da invasão do Iraque. Não é preciso dar exemplos, pois não?
If you say so...
O homem que entendeu (e compreendeu!) a ameaça da Al-Qaeda antes dos atentados do 11 de Setembro garante que não havia informações concretas para evitar o... 11 de Setembro. E nós acreditamos, pois claro. Assim como acreditámos na existência de armas de destruição massiva no Iraque, na retoma de Durão e na existência do Pai Natal. E em bruxas.
sábado, abril 10, 2004
Anxiety (always)
Já ando a contar os dias que faltam para o dia 29 de Abril... Para abrir o apetite, está aqui o trailer.


Abril, sempre
Chegam-me rumores de polémicas a propósito do 25 de Abril mas estou-me nas tintas. Porém, noto com agrado que o Jumento anda a dar coices por aqui.
sexta-feira, abril 09, 2004
Então mas a guerra não tinha acabado???
Pois parece que não. A situação no Iraque é, segundo Jack Straw (ministro britânico dos Negócios Estrangeiros), «muito séria». É, aliás, a situação mais séria que a coligação invasora / ocupante / libertadora (riscar o que não interessa) do Iraque enfrentou. Há aqui algo que não bate certo: então aquele senhor que entendeu (e compreendeu) a ameaça da Al-Qaeda ainda antes do 11 de Setembro (três posts abaixo, please) não tinha declarado o fim da guerra há coisa de um ano atrás? Será que os iraquianos não receberam a notícia?
Uma nova estratégia na luta contra a sinistralidade
Um tal de António Jorge de Figueiredo Lopes, "alegadamente" responsável pela Administração Interna, tem uma nova estratégia no combate à sinistralidade rodoviária em Portugal: o apelo ao bom-senso e civismo dos condutores. Assim, os automobilistas lusos deverão nas próximas horas começar «por si próprios a mudar de atitude». Está-se mesmo a ver...
quinta-feira, abril 08, 2004
Quem mais jura, mais mente
«A conselheira de Segurança Nacional da Casa Branca, Condoleezza Rice, assegurou esta quinta-feira sob juramento que a prioridade do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, antes dos atentados de 11 de Setembro de 2001 era a Al Qaeda e não o Iraque.»
O mais espantoso foi a senhora dona Rice ter afirmado, sempre sob juramento note-se, que «O presidente Bush entendeu a ameaça e compreendeu a sua importância». Bush entendeu e compreendeu! Amazing, baby...
O mais espantoso foi a senhora dona Rice ter afirmado, sempre sob juramento note-se, que «O presidente Bush entendeu a ameaça e compreendeu a sua importância». Bush entendeu e compreendeu! Amazing, baby...
domingo, abril 04, 2004
sábado, abril 03, 2004
Are we the robots?
Ainda estou em estado semi-catatónico. A noite de ontem revelou-se melhor que a "encomenda": os Kraftwerk são de facto uma banda seminal. O seu espectáculo - chamar-lhe concerto seria ignobilmente redutor - teve momentos de verdadeira magia e não foi de todo frio ou cerebral. Vibrantes, arrebatadores em alguns momentos, foram os Kraftwerk no Coliseu dos Recreios.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
