quarta-feira, fevereiro 25, 2004
Coincidências
A propósito do post aqui em baixo, acaba de me ocorrer um pensamento muito estranho. Qual é o país que vai receber o próximo campeonato europeu de futebol? Portugal. E onde decorreu o anterior campeonato? Na Holanda e na Bélgica. Quais são os países mais caros da Europa para fazer compras? Portugal, Holanda e Bélgica. Conclusão: Portugal é dos países mais evoluídos da Europa (logo, do mundo!), com a vantagem de termos maiores e melhores e mais bonitos e mais caros estádios que a Holanda e Bélgica...
Na cabeça da Europa
Segundo a TSF tem vindo a divulgar ao longo do dia de hoje, a PRO TESTE, revista da DECO, vai publicar um estudo comparativo de preços em 13 países europeus no qual conclui que Portugal é o terceiro país mais caro para fazer compras. À nossa frente apenas a Holanda e a Bélgica. Os mais baratos são a Alemanha e a Espanha (sempre os malandros dos espanhóis...). Sem comentários...
segunda-feira, fevereiro 23, 2004
Adeus à carne
Constou-me que a administração norte-americana considera seriamente a hipótese de invadir e ocupar o Brasil. Rumsfeld e companhia já incluiram o Brasil no infame eixo do mal e os argumentos são imbatíveis: o Brasil, para além ter como presidente um ex-sindicalista (logo perigoso comunista), é um verdadeiro ninho de imoralidade e depravação onde as mulheres se passeiam pelas ruas com os seios (e não só) desnudos. Rumsfeld acha que um país habitado por desavergonhadas Janet Jacksons deve ser imediatamente invadido e moralizado.
Grotesco
As televisões, portuguesas ou não, têm um especial apetite pela exibição do grotesco transformando-se por vezes em verdadeiros freak shows. Nesta época do ano, um dos clássicos do grotesco nacional acontece na Madeira e tem como personagem principal o senhor que há demasiado tempo lidera o governo regional. Este ano a criatura despiu a máscara de governante e assumiu a do navegador português (português e não madeirense, note-se) que descobriu a Madeira. Pobre Zarco.
sábado, fevereiro 21, 2004
É de facto surpreendente...
Um senhor que pretende mudar-se de armas e bagagens para um palácio ali para os lados do Mosteiro dos Jerónimos (e não muito longe do estádio do Restelo... Brioooosa!), ficou muito admirado com as reacções aos seus planos de vida. Acha o senhor que houve muita gente "completamente descontrolada" e de "cabeça perdida" só porque resolveu publicitar as suas intenções.
"Nunca pensei...", disse o homem. Esse poderá ser exactamente o problema.
"Nunca pensei...", disse o homem. Esse poderá ser exactamente o problema.
Pastéis de Belém
Acabam de me dizer que a Briosa despachou o Belenenses, no Restelo (!), com cinco pastéis sem resposta. O fim de semana está a correr bem.
sexta-feira, fevereiro 20, 2004
Ora bolas
Estavamos nós nesta enorme expectativa para isto!? O homem deve estar muito contente, talvez por causa disto...
O Apocalypse, agora como em 1979
Nunca tinha visto a versão Redux de Apocalypse Now de Francis Ford Coppola (mea culpa, mea tão enorme culpa...). Vi-a ontem, finalmente (obrigado Diário de Notícias), e continua a ser uma obra de arte de dimensões incomparáveis. Marlon Brando, Martin Sheen, Laurence Fishburne, Sam Bottoms, Albert Hall ou Robert Duvall genialmente dirigdos por um Coppola no auge da sua criatividade. Um filme que, quase trinta anos depois do seu lançamento (1979), continua perturbador e (sai cliché...) perfeitamente actual. E já agora, uma das sequências omitidas no versão original (a da plantação francesa) faz aqui todo o sentido e só enriquece este que é, digo eu que não percebo nada disto, um dos melhores filmes da história do cinema.
And now for something completely... irrelevant
Um prolixo comentador politico de uma conhecida televisão privada fez saber esta semana que não se importa nada de ser o "saco de pancada" de um ex-ministro da Cultura, desde que isso sirva para proteger um antigo ministro das Finanças de Sá Carneiro. Ao que consta, o tal ex-ministro da Cultura (e profundo estudioso da obra de Chopin) quer ser candidato a presidente da República e o ex-ministro das Finanças (e profundo apreciador de bolo-rei) também não enjeita a possibilidade se candidatar ao lugar. Entretanto, um outro comentador politico (famoso pelas revoltas melenas e saudosistas barbas) chamou "gladiador" ao ex-ministro da Cultura. E pensar que todas estas figuras são filiadas no mesmo partido politico...
Estamos todos muito curiosos
O nosso homem convocou uma conferência de imprensa para as 13h30 e não se sabe o que o ele tem para comunicar ao bom povo português. A curiosidade é imensa. Aceitam-se apostas.
Um manicómio em auto-gestão
António Marinho Pinto descreveu o sistema judicial português como "um manicómio em auto-gestão". Assim mesmo, durante o Fórum de hoje da TSF dedicado à libertação e imediata prisão de um ex-dirigente desportivo acontecidas ontem. Esse advogado, conhecido pelas posições criticas face ao nosso (?) sistema de Justiça, chamou ainda atenção para o facto de as pessoas (leia-se comunicação social, por exemplo) apenas se escandalizarem com estes abusos dos nossos (?) juízes quando estão em causa figuras públicas, sejam elas apresentadores de televisão, embaixadores, deputados ou ex-dirigentes desportivos. É a velha história do mexilhão e da rocha: quando é aquele que se lixa quando o mar bate nesta, todos assobiam(os) para o lado.
segunda-feira, fevereiro 16, 2004
Desculpas
A Alemanha vai proibir mais de 4 mil adeptos de se deslocarem a Portugal por alturas do Euro 2004. A desculpa (esfarrapada) é que esses adeptos são violentos hooligans, mas cá para mim os tipos têm é medo das claques portuguesas. E dos senhores que dirigem o futebol lusitano. Ah, pois é!
Temas quentes da actualidade
As eleições presidenciais, que são só daqui a dois anos, andam a deixar muita gente de cabeça perdida, principalmente na ala direita do nosso espectro politico. Há um presidente de uma câmara municipal que se disponibilza para ser candidato, há um ex-primeiro ministro que não avança, há um ministro que diz que ainda é cedo para se debater o assunto, há um comentador poltico que também tem umas ideias sobre a questão... Enfim, divertimentos da classe politica nacional. O resto do país quer mesmo é saber se o Mourinho sempre rasgou a camisola do Rui Jorge e se a nova amizade entre Luís Filipe Vieira e Dias da Cunha resiste até ao próximo embate entre os respectivos clubes.
Emigrar poderá ser uma hipótese a considerar.
Emigrar poderá ser uma hipótese a considerar.
O dia depois do clássico
Num jogo com 25 minutos iniciais alucinantes (3 golos), o Barcelona acabou por derrotar o Atlético de Madrid por 3 - 1. Marcaram Saviola (10'), Ronaldinho (25', grande golo) e Luis Garcia (44') pelos da cidade condal e Nikolaidis (22') pelos da capital.
domingo, fevereiro 15, 2004
Futebol de primeira
Hoje disputa-se um jogo de futebol daqueles que os nossos jornalistas desportivos gostam de designar como "clássico". Apesar do futebol nada deslumbrante que ambas as equipas praticam actualmente, um encontro destes é sempre emotivo e de desfecho imprevisível (oops... começo a soar a comentador desportivo!). Não sendo adepto de nenhum dos clubes, o resultado deste jogo é-me relativamente indiferente. Contudo, e confessando alguma simpatia pelo Atletico de Madrid (o Futre jogou lá...), espero que o Barcelona saia vitorioso (o Cruyff jogou lá...).
sexta-feira, fevereiro 13, 2004
Uma injustiça
Lembram-se do Calimero? Aquele desgraçado animado sempre a queixar-se das injustiças deste mundo? Hoje lembrei-me dele ao ouvir a senhora ministra da Justiça na TSF a propósito de umas notícias que envolvem o seu nome. Ora a senhora ministra também parece achar-se uma injustiçada só porque a TSF noticiou que ela terá colocado o seu lugar à disposição de Durão Barroso, acrescentando que tanto o PSD como o CDS-PP terão considerado a hipótese de a recambiar para um exílio dourado (o Parlamento Europeu).
Vamos por partes.
Primeira parte: parece-me bem que a senhora tenha colocado o seu lugar à disposição do primeiro ministro (o que sempre revela que até a senhora ministra acha que só tem feito asneiras - às quais ela pomposamente chama "importantes reformas estruturais", embora a TSF lhes chame "fragilidades ou erros" ). Já não me parece bem que o senhor PM não tenha aceite a demissão de Cardona (o que revela que o nosso primeiro anda muito distraído - ou ocupado, como queiram - para não se ter dado conta dos disparates da sua subordinada).
Segunda parte: afinal ainda há gente lúcida nos partidos da oposição. De facto, enviar a senhora ministra para o PE é uma belíssima ideia: os estragos que provocará na Justiça portuguesa enquanto deputada europeia são incomparavelmente menores do que aqueles que continuará a causar permanecendo no cargo que actualmente ocupa.
P.S.: há blogues, italianos pois claro (procurem-nos aqui e aqui) que roubaram o nome ao desgraçado do Calimero. Mas também um restaurante (aqui) e até uma banda de música alternativa (aqui) pilharam Calimero.
P.S. II: ainda não sei se estou contente por altos dirigentes da coligação governamental lerem A Coluna (ver post de ontem - Putativos sucessores - sobre a sucessão de Ferro Rodrigues à frente do Partido Socialista) ou se os processe por plágio (afinal a ideia de enviar gente incómoda e disparatada para o Parlamento Europeu surgiu AQUI primeiro...).
P.S. III: obviamente a senhora ministra desmente (tudo... e mais alguma coisa).
Vamos por partes.
Primeira parte: parece-me bem que a senhora tenha colocado o seu lugar à disposição do primeiro ministro (o que sempre revela que até a senhora ministra acha que só tem feito asneiras - às quais ela pomposamente chama "importantes reformas estruturais", embora a TSF lhes chame "fragilidades ou erros" ). Já não me parece bem que o senhor PM não tenha aceite a demissão de Cardona (o que revela que o nosso primeiro anda muito distraído - ou ocupado, como queiram - para não se ter dado conta dos disparates da sua subordinada).
Segunda parte: afinal ainda há gente lúcida nos partidos da oposição. De facto, enviar a senhora ministra para o PE é uma belíssima ideia: os estragos que provocará na Justiça portuguesa enquanto deputada europeia são incomparavelmente menores do que aqueles que continuará a causar permanecendo no cargo que actualmente ocupa.
P.S.: há blogues, italianos pois claro (procurem-nos aqui e aqui) que roubaram o nome ao desgraçado do Calimero. Mas também um restaurante (aqui) e até uma banda de música alternativa (aqui) pilharam Calimero.
P.S. II: ainda não sei se estou contente por altos dirigentes da coligação governamental lerem A Coluna (ver post de ontem - Putativos sucessores - sobre a sucessão de Ferro Rodrigues à frente do Partido Socialista) ou se os processe por plágio (afinal a ideia de enviar gente incómoda e disparatada para o Parlamento Europeu surgiu AQUI primeiro...).
P.S. III: obviamente a senhora ministra desmente (tudo... e mais alguma coisa).
quinta-feira, fevereiro 12, 2004
Pasmo
Alguém que me ajude, por favor. É mesmo verdade que ontem se disputaram quatro partidas de futebol em Portugal? E não houve desacatos, distúrbios, violência, insultos, acusações?
E os senhores da Federação e da Liga deixaram que isso acontecesse? Então, uma das tradições mais enraízadas do futebol nacional - a violência verbal e física - é assim desrespeitada e ninguém faz nada? Se ninguém tem mão nisto, qualquer dia acabam com os torresmos e os coiratos!
E os senhores da Federação e da Liga deixaram que isso acontecesse? Então, uma das tradições mais enraízadas do futebol nacional - a violência verbal e física - é assim desrespeitada e ninguém faz nada? Se ninguém tem mão nisto, qualquer dia acabam com os torresmos e os coiratos!
Putativos sucessores
O ex-braço direito de um tal de Guterres e o filho de um ex-presidente da República (portuguesa, bem-entendido) disponibilizaram-se nos últimos dias para suceder a um ex-ministro do tal Guterres e amigo de um certo Paulo Pedroso na liderança do Partido Socialista. Se qualquer um dos dois vier realmente a ocupar o lugar de secretário-geral do PS transformar-se-à automaticamente em candidato a primeiro ministro.
Daqui envio um humilde conselho aos dirigentes do PS: arranjem maneira de os homens se candidatarem ao Parlamento Europeu (em lugares elegíveis) e mantenham-nos lá o máximo de tempo possível. É que de um país que já fez de Durão Barroso primeiro ministro espera-se tudo - até que venha a cair na conversa de Coelho e Soares. Pelo menos, no PE não fazem mal a ninguém e, sendo a União Europeia construida na base da solidaridade entre estados, ela (a UE) que os ature uns anos que os portugueses já contribuiram com a sua parte.
Daqui envio um humilde conselho aos dirigentes do PS: arranjem maneira de os homens se candidatarem ao Parlamento Europeu (em lugares elegíveis) e mantenham-nos lá o máximo de tempo possível. É que de um país que já fez de Durão Barroso primeiro ministro espera-se tudo - até que venha a cair na conversa de Coelho e Soares. Pelo menos, no PE não fazem mal a ninguém e, sendo a União Europeia construida na base da solidaridade entre estados, ela (a UE) que os ature uns anos que os portugueses já contribuiram com a sua parte.
O mundo continua perigoso *
Um dos mais influentes filósofos de todos os tempos, Immanuel Kant, morreu faz hoje dois séculos. O filósofo alemão que fez da dignidade humana, da cidadania mundial e da paz universal princípios teóricos e de vida deve contorcer-se no túmulo de Könisberg onde repousa. Dois séculos após a sua morte continuamos longer, muito longe, de alcançar sequer o primeiro e mais nobre desses princípios.
* Título descaradamente sacado a Vasco Pulido Valente (mas como ele não lê A Coluna, não faz mal...)
* Título descaradamente sacado a Vasco Pulido Valente (mas como ele não lê A Coluna, não faz mal...)
sábado, fevereiro 07, 2004
I have a dream...
Mais do que um sonho, é uma esperança que eu cá tenho... Que um dia se ouça falar com tanta frequência deste senhor como hoje se sabem notícias destoutro senhor...
Maçonaria dot com
Tens 18 anos e 4ª classe? És um jovem ambicioso? Junta-te à maçonaria! Parece que já o podes fazer através da Internet. Nada de surpreendente. Afinal até a CIA já recrutou agentes através de anúncios de jornal.
sexta-feira, fevereiro 06, 2004
It's the end of the world as we know it, and I feel fine
Regressado do mundo de David Lynch, aterro violentamente na realidade.
Durão Barroso não sabe o que fazer quanto à hipotética candidatura de António Vitorino à presidência da Comissão Europeia e continua aliás sem saber o que fazer relativamente a muitos outros assuntos. Parece que seria bom, prestigiante dizem os politicos, para Portugal ter um português a liderar a Comissão mas os malandros do Partido Popular Europeu não estão para aí virados porque Vitorino é do Partido Socialista... Um sarilho para o nosso Primeiro.
Os noticiários (que ainda não vi hoje...) continuam ansiosamente à espera de decisões do juíz Rui Teixeira.
Pinto da Costa, presidente de uma agremiação do norte, cortou relações com outra agremiação desportiva portuguesa (mas do sul).
A CIA e o MI5 (serviços de informações dos Estados Unidos e do Reino Unido) enganaram-se e enganaram os respectivos governos quanto à existência de armas de destruição maciça no Iraque, ou será que alguém (quem?) lhes pediu que se enganassem? Ou enganaram-se deliberadamente, sem que alguém o solicitasse? Durão Barroso ainda não se pronunciou porque anda ocupadíssimo a tentar resolver a questão da presidência da Comissão Europeia.
Em Moscovo dezenas de pessoas morreram e muitas mais ficaram feridas em consequência de um violento atentado no metropolitano. Contrariando George W. Bush, os terroristas insistem em fazer deste um mundo muito pouco seguro. Ah, pois, isto nada tem a ver com a Al-Qaeda ou o Iraque...
Nos Estados Unidos anda tudo doido porque durante o intervalo de um jogo qualquer muito apreciado por aquelas bandas, Justin Timberlake expôs, ao vivo e em directo, um dos seios de Janet Jackson. Eu já vi, aqui, o seio exposto e apesar de não ser nada do outro mundo prefiro vê-lo a ver o nariz do mano da pequena. Sinceramente. Os americanos não, aparentemente...
Durão Barroso não sabe o que fazer quanto à hipotética candidatura de António Vitorino à presidência da Comissão Europeia e continua aliás sem saber o que fazer relativamente a muitos outros assuntos. Parece que seria bom, prestigiante dizem os politicos, para Portugal ter um português a liderar a Comissão mas os malandros do Partido Popular Europeu não estão para aí virados porque Vitorino é do Partido Socialista... Um sarilho para o nosso Primeiro.
Os noticiários (que ainda não vi hoje...) continuam ansiosamente à espera de decisões do juíz Rui Teixeira.
Pinto da Costa, presidente de uma agremiação do norte, cortou relações com outra agremiação desportiva portuguesa (mas do sul).
A CIA e o MI5 (serviços de informações dos Estados Unidos e do Reino Unido) enganaram-se e enganaram os respectivos governos quanto à existência de armas de destruição maciça no Iraque, ou será que alguém (quem?) lhes pediu que se enganassem? Ou enganaram-se deliberadamente, sem que alguém o solicitasse? Durão Barroso ainda não se pronunciou porque anda ocupadíssimo a tentar resolver a questão da presidência da Comissão Europeia.
Em Moscovo dezenas de pessoas morreram e muitas mais ficaram feridas em consequência de um violento atentado no metropolitano. Contrariando George W. Bush, os terroristas insistem em fazer deste um mundo muito pouco seguro. Ah, pois, isto nada tem a ver com a Al-Qaeda ou o Iraque...
Nos Estados Unidos anda tudo doido porque durante o intervalo de um jogo qualquer muito apreciado por aquelas bandas, Justin Timberlake expôs, ao vivo e em directo, um dos seios de Janet Jackson. Eu já vi, aqui, o seio exposto e apesar de não ser nada do outro mundo prefiro vê-lo a ver o nariz do mano da pequena. Sinceramente. Os americanos não, aparentemente...
Outros mundos
Raramente entro em considerações pessoais ou registos confessionais por aqui, mas por vezes não resisto. Nos últimos dias revi três filmes do senhor David Lynch: The Straight Story, Lost Highway e Mulholand Drive (por esta ordem). E foi bom, muito bom mergulhar de novo no(s) mundo(s) tão complexo(s) e, por vezes (paradoxalmente) tão simples, de Lynch.
quarta-feira, fevereiro 04, 2004
Os noruegueses, esses bárbaros
Bartoon de Luís Afonso, Público de 04.02.2004
Ainda se ao menos fizessem parte da União Europeia...
Um país - este - no seu melhor
Já há umas semanas, a propósito de um Benfica - Sporting, escrevi que os portugueses não gostam de futebol. Na melhor das hipóteses, gostam - doentiamente - do seu clube de eleição. Os últimos dias têm sido (mais uma) prova disso mesmo.
Miklos Fehér morreu num relvado que uma semana depois assistiu a lamentáveis cenas de violência entre jogadores e adeptos de dois clubes rivais (Vitória de Guimarães e Boavista). As declarações entretanto produzidas a propósito dessas cenas, que qualquer ser humano com um minímo de discernimento e bom senso condenaria, fariam corar qualquer um. Desde que não seja português.
No dia anterior, disputou-se um Sporting - F.C. Porto, um dos melhores jogos do campeonato nacional em curso, que dirigentes e um dos treinadores insistiram em transformar, antes e depois do jogo, num triste espectáculo de violência e imbecilidade verbal. Os respectivos adeptos tomaram o partido que a respectiva cor clubística ditou.
E poucos dias antes alguns ingénuos (para não dizer hipócritas ou, no limite, idiotas) achavam que a morte de um futebolista de 24 anos num estádio de futebol iria contribuir para modificar o futebol que vamos tendo. Achavam eles que as tribos do futebol lusitano eram civilizadas e solidárias.
O pior de tudo isto é que, como muitos outros, penso que o futebol é um espelho do país que temos e do povo que somos. O que, no nosso caso, é pelo menos lamentável.
País de brandos costumes? Civilizado e solidário? Evoluido? Pois sim. Acreditar nisso é o equivalente a uma criança de 4 anos acreditar na existência do Pai Natal.
Têm a certeza que a UEFA ainda não nos retirou a organização do Euro 2004?
Miklos Fehér morreu num relvado que uma semana depois assistiu a lamentáveis cenas de violência entre jogadores e adeptos de dois clubes rivais (Vitória de Guimarães e Boavista). As declarações entretanto produzidas a propósito dessas cenas, que qualquer ser humano com um minímo de discernimento e bom senso condenaria, fariam corar qualquer um. Desde que não seja português.
No dia anterior, disputou-se um Sporting - F.C. Porto, um dos melhores jogos do campeonato nacional em curso, que dirigentes e um dos treinadores insistiram em transformar, antes e depois do jogo, num triste espectáculo de violência e imbecilidade verbal. Os respectivos adeptos tomaram o partido que a respectiva cor clubística ditou.
E poucos dias antes alguns ingénuos (para não dizer hipócritas ou, no limite, idiotas) achavam que a morte de um futebolista de 24 anos num estádio de futebol iria contribuir para modificar o futebol que vamos tendo. Achavam eles que as tribos do futebol lusitano eram civilizadas e solidárias.
O pior de tudo isto é que, como muitos outros, penso que o futebol é um espelho do país que temos e do povo que somos. O que, no nosso caso, é pelo menos lamentável.
País de brandos costumes? Civilizado e solidário? Evoluido? Pois sim. Acreditar nisso é o equivalente a uma criança de 4 anos acreditar na existência do Pai Natal.
Têm a certeza que a UEFA ainda não nos retirou a organização do Euro 2004?
sexta-feira, janeiro 30, 2004
I'm your man
Este é o homem que prometeu colocar Portugal no pelotão da frente da União Europeia.
Este é o homem que não aumenta os funcionários da Administração Pública há dois anos e que arranjou maneira de dar chorudos aumentos aos administradores dos hospitais SA.
Este é o homem que diz que vai aumentar os funcionários da Administração Pública em 2005.
Este é o homem que depositava toda a sua confiança em Martins da Cruz e Pedro Lynce. E Isaltino Morais.
Este é o homem que deposita toda a sua confiança em Celeste Cardona.
Este é o homem que prometeu não aumentar os impostos.
Este é o homem que prometeu acabar com as listas de espera nos hospitais públicos.
Este é o homem que afirma não querer ver mulheres condenadas por serem forçadas a praticar aborto.
Este é o homem que viu as provas inequívocas da existência de armas de destruição massiva no Iraque.
Este é o nosso homem.
Este é o homem que não aumenta os funcionários da Administração Pública há dois anos e que arranjou maneira de dar chorudos aumentos aos administradores dos hospitais SA.
Este é o homem que diz que vai aumentar os funcionários da Administração Pública em 2005.
Este é o homem que depositava toda a sua confiança em Martins da Cruz e Pedro Lynce. E Isaltino Morais.
Este é o homem que deposita toda a sua confiança em Celeste Cardona.
Este é o homem que prometeu não aumentar os impostos.
Este é o homem que prometeu acabar com as listas de espera nos hospitais públicos.
Este é o homem que afirma não querer ver mulheres condenadas por serem forçadas a praticar aborto.
Este é o homem que viu as provas inequívocas da existência de armas de destruição massiva no Iraque.
Este é o nosso homem.
Obrigado, Miguel
O filho de Sophia de Mello Breyner Andersen e de Francisco Sousa Tavares agradece hoje, no Público, a Ricardo Espírito Santo, realizador da Sport TV, não ter exibido imagens do rosto de Miklos Fehér quando a sua vida se apagava no relvado de Guimarães. O autor de um dos best-sellers de 2003, enaltece ainda o facto de a Sport TV ter recusado ceder essas imagens do sofrimento de Fehér a outras estações de televisão. Segundo o colunista, graças a Ricardo Espírito Santo e à direcção da Sport TV "Miklos Fehér, a sua família e os seus amigos tiveram direito a um resto de dignidade e de privacidade." Acrescenta o homem que queria dar uns tabefes em Manuela Moura Guedes que "É bom que os portugueses saibam que ainda há, entre os jornalistas, quem recuse e quem se indigne com um jornalismo feito ao serviço das carpideiras e dos voyeurs." Pois. O autor destas palavras não está obviamente a referir-se a um certo canal privado de televisão no qual ele próprio surge às terças-feiras no papel de comentador.
Silêncio higiénico
Após alguns dias de "repouso", as dores voltam á Coluna. Numa semana de tanto ruido (o voyeurismo mórbido a propósito da morte de Miklos Fehér, os edificantes exemplos das doutoras Cardona e Leite, os cortes nas comparticipações da Assistência na Doença aos Servidores do Estado, vulgo ADSE, os péssimos desempenhos dos nossos jovens nas disciplinas de Português e Matemática), apeteceu-nos manter o silêncio. Um silêncio higiénico.
segunda-feira, janeiro 26, 2004
Continuam a só me sair duques
Ferro Rodrigues disse ao Público que no PS "o ambiente está muito melhor" e que "pior do que o ano passado é impossível". Tenho as minha dúvidas. Depois das tremendas demonstrações de inépcia política dadas por Ferro durante o ano de 2003, não me parece de todo impossível que Ferro e o seu PS sejam capazes de fazer ainda pior.
Pois a mim só me saem duques
Um tal de Manuel Fernandes, ao que parece líder da distrital de Braga do PPD-PSD, cobriu ontem (salvo seja) Pedro Santana Lopes, ao que parece candidato à presidência da República, de carinhosos e hiperbólicos elogios. Tudo aconteceu num jantar em Famalicão ao qual compareceram 2 mil pessoas. "Perfume afectivo", "imprescindível", "às de trunfo", "mais-valia", "notável afectividade" foram alguns dos mimos distribuidos pelo senhor Fernandes. Comovente, sem dúvida.
E PSL até já fala na "minha candidatura". Ao se referir ao apoio de Manuel Monteiro ("esse ex-militante do CDS") a Aníbal Cavaco Silva (esse outro putativo candidato à presidência da República), PSL lá deixou escapar que acha que esse apoio se deve apenas ao facto de Monteiro considerar que Paulo Portas (esse ex-amigo de Manuel Monteiro) "é apoiante da minha candidatura".
A direita portuguesa no seu melhor.
E PSL até já fala na "minha candidatura". Ao se referir ao apoio de Manuel Monteiro ("esse ex-militante do CDS") a Aníbal Cavaco Silva (esse outro putativo candidato à presidência da República), PSL lá deixou escapar que acha que esse apoio se deve apenas ao facto de Monteiro considerar que Paulo Portas (esse ex-amigo de Manuel Monteiro) "é apoiante da minha candidatura".
A direita portuguesa no seu melhor.
Adeus 1979 - 2004
Miklos Fehér, 24 anos, jogador de futebol do Sport Lisboa e Benfica e da selecção nacional hungara.
domingo, janeiro 25, 2004
Que se lixe...
Estava a considerar a hipótese de escrever um post a pedir desculpa pelo óbvio mau gosto do post anterior, mas parece-me que não. Modéstia à parte, acho que o mau gosto deste post se conjuga na perfeição com a personagem visada.
É um estadista português com certeza
Manuel Monterio, líder daquele partido que "graças a Deus não tem suspeitos de pedofilia" e ex-amigo de Paulo Portas, vai ser o cabeça de lista do seu partido às eleições europeias. Parece-me bem e espero sinceramente que o senhor seja eleito e que fique longe de Portugal o máximo de tempo possível.
Na mesma reunião do seu partido, realizada logicamente em Fátima (where else?...), Monteiro manifestou o seu apoio a uma eventual candidatura de Aníbal Cavaco Silva à presidência da República (portuguesa, presumo). Parece-me igualmente bem: com mais uns quantos apoios destes e Cavaco jamais conseguirá ser eleito.
Entre várias confusas ideias sobre o sistema político português, Monteiro quer que a "chefia do Estado de Portugal" seja "uma casa de representação" e não "uma casa de folclore", o que também não me parece mal. Só não entendo uma coisa: uma casa de representação do género Parque Mayer (com casino)? Ou mais do tipo grupo de teatro amador? Ou na linha clube de teatro de escola secundária? E porque não uma casa de fados? Ou até, quiçá e em homenagem às mães de Bragança, uma casa de alterne?
Na mesma reunião do seu partido, realizada logicamente em Fátima (where else?...), Monteiro manifestou o seu apoio a uma eventual candidatura de Aníbal Cavaco Silva à presidência da República (portuguesa, presumo). Parece-me igualmente bem: com mais uns quantos apoios destes e Cavaco jamais conseguirá ser eleito.
Entre várias confusas ideias sobre o sistema político português, Monteiro quer que a "chefia do Estado de Portugal" seja "uma casa de representação" e não "uma casa de folclore", o que também não me parece mal. Só não entendo uma coisa: uma casa de representação do género Parque Mayer (com casino)? Ou mais do tipo grupo de teatro amador? Ou na linha clube de teatro de escola secundária? E porque não uma casa de fados? Ou até, quiçá e em homenagem às mães de Bragança, uma casa de alterne?
sexta-feira, janeiro 23, 2004
Recordações (saudades?)
3 de Maio de 1988, Teatro Académico Gil Vicente, Coimbra, fila C, cadeira 11. Sala esgotada. Durutti Column. Vinni Reilly (com Bruce Mitchell na bateria e não sei quem nas teclas) deslumbrava com a sua música frágil. Um concerto deslumbrante para um ainda adolescente em fase de descobertas (musicais e outras). Nesse mesmo ano, também os A Certain Ratio tocaram na cidade de Coimbra, à beira-rio.
E já passaram quase 16 anos?...
E já passaram quase 16 anos?...
So much to do, so little time...
Há fins-de-semana assim, ou não há fome que não dê em fartura: Kevin Blechdom no Porto (MAC de Serralves, hoje) e Lisboa (Galeria ZBD, amanhã); Jane Birkin em Lisboa (Culturgest, hoje e amanhã); Durutti Column em Lisboa (Santiago Alquimista, hoje) e no Porto (Teatro Rivoli, amanhã); David Carretta no Porto (Urbansound, hoje) e em Lisboa (Oparte, amanhã) e 4 Hero em Vila Nova de Gaia (Rox, amanhã). E na próxima quinta-feira 29 ainda há Elliot Sharp no Auditório Municipal da Guarda.
Vini Reilly, líder dos Durutti Column (saudades da adolescência...)
Citando uma das maiores pragas de sempre no mundo da música, crisis, what crisis?
E como é que um gajo consegue ir a todas?
Vini Reilly, líder dos Durutti Column (saudades da adolescência...)
Citando uma das maiores pragas de sempre no mundo da música, crisis, what crisis?
E como é que um gajo consegue ir a todas?
quinta-feira, janeiro 22, 2004
Silêncio
Às vezes é bom estar em silêncio, mas quando o silêncio é forçado só apetece mesmo gritar bem alto. Fazer o máximo de barulho possível. Partir tudo.
Até amanhã.
Até amanhã.
segunda-feira, janeiro 19, 2004
Olha que estranho
É verdade que não me foi possível prestar ao discurso de Jorge Sampaio toda a atenção que ele certamente merecia (pelo menos consegui manter-me acordado), mas o senhor já acabou o discurso e não me parece que tenha utilizado a palavra serenidade. Mais uma aposta perdida...
Olha a grande novidade!
«A Autoridade [da Concorrência] possui estudos que mostram que os custos das telecomuniçaões em muitos segmentos são cerca de 30 a 40% superiores aos mais eficientes na Europa, demonstrando, assim, a falta de concorrência». O presidente da Autoridade da Concorrência, Abel Mateus, subscreve em entrevista ao Diário Económico «a ideia de que há falta de concorrência no sector das telecomunicações em Portugal» . Parece que a culpa é da posição dominante que a PT detém no mercado das telecomunicações em Portugal.
A sério?! E de quem é a culpa de a PT deter uma posição dominante no mercado das telecomunicações?
A sério?! E de quem é a culpa de a PT deter uma posição dominante no mercado das telecomunicações?
Bocejos na tarde
Agora é a vez de Jorge Sampaio (para quem não sabe, Presidente da República...). Aposto que vai utilizar pela menos uma vez a palavra serenidade... Vou tentar manter-me desperto.
Bocejos na tarde
Está a decorrer a sessão solene de abertura do ano judicial.
Discursos de várias Suas Excelências protagonistas da Justiça em Portugal.
Resumidamente, tem sido dito que a Justiça blah blah blah... Os cidadãos isto e mais aquilo... O Estado de Direito e mais não sei o quê... Zzzzz a eficácia.... Rrrronc a competência e a defesa dos direitos doszzzzz... Reformas urgentes etc e tal...
Discursos de várias Suas Excelências protagonistas da Justiça em Portugal.
Resumidamente, tem sido dito que a Justiça blah blah blah... Os cidadãos isto e mais aquilo... O Estado de Direito e mais não sei o quê... Zzzzz a eficácia.... Rrrronc a competência e a defesa dos direitos doszzzzz... Reformas urgentes etc e tal...
domingo, janeiro 18, 2004
America the beautiful
sábado, janeiro 17, 2004
Remodelação JÁ!
Segundo bem informadas (e anónimas, creio) fontes, o primeiro-ministro tenciona remodelar o governo da nação até ao final do ano. Consta (diz-se...) que Amílcar Theias (Ambiente) e Figueiredo Lopes (Administração Interna) serão os dois ministros a ser remodelados, provavelmente porque não ficam bem nas fotos oficiais (realmente, aqueles óculos do ministro das polícias não lembram a ninguém)
Acho muito bem, mas penso que não se deveria perder tempo; a remodelação urge e deve ser bem mais profunda. Por exemplo, o PM deveria começar por se remodelar a si próprio: aquele corte de cabelo é uma verdadeira desgraça.
Acho muito bem, mas penso que não se deveria perder tempo; a remodelação urge e deve ser bem mais profunda. Por exemplo, o PM deveria começar por se remodelar a si próprio: aquele corte de cabelo é uma verdadeira desgraça.
sexta-feira, janeiro 16, 2004
Uff! Que alívio!...
Afinal este ano sempre vai haver Queima das Fitas em Coimbra. Descobri aqui e depois fui confirmar aqui. Pois a malta lá foi a votos no referendo sobre a realização ou não da Queima e decidiu-se esmagadoramente pelo sim. Grande alívio para as centrais cervejeiras, bem como para todos os artistas de variedades, produtoras de espectáculos musicais e vendedores ambulantes de churros e farturas. E para os propietários de roulotes de hamburgers e cachorros quentes e barracas de shots. Grande alívio também, vá lá, para o veteraníssimo Victor Hugo Salgado que vai passar a não ter grande coisa para fazer nos próximos tempos (vai deixar de ser presidente da Associação Académica de Coimbra). A menos que decida agora enveredar pelo estudo...
P.S.: "Ao final do dia de ontem já tinham votado cerca de 5300 alunos [...]" (As Beiras). Alguém me sabe dizer quantos alunos votaram nas últimas eleições para a Direcção-Geral da AAC?
P.S.: "Ao final do dia de ontem já tinham votado cerca de 5300 alunos [...]" (As Beiras). Alguém me sabe dizer quantos alunos votaram nas últimas eleições para a Direcção-Geral da AAC?
Horror!...
Liberdade de imprensa
Numa altura em que, em Portugal, tanto se discute a liberdade de imprensa e a introdução, ou não, de limitações à mesma, demos com esta iniciativa. Afinal o problema da liberdade não tem que ver exclusivamente com a liberdade de imprensa, mas também com a liberdade de cada um ter acesso a uma informação plural e isenta.
Um excerto da Media Carta:
"WE HAVE LOST CONFIDENCE in what we are seeing, hearing and reading: too much infotainment and not enough news; too many outlets telling the same stories; too much commercialism and too much hype. Every day, this commercial information system distorts our view of the world.
WE HAVE LOST FAITH in the institutions of the mass media. A handful of corporations now control more than half the information networks around the world. At a time when people worldwide face hunger, social disruption, war and ecological collapse, only those who know how to walk the walk, talk the talk or pay big bucks are getting their message across."
E até é possível assinar o manifesto.
Um excerto da Media Carta:
"WE HAVE LOST CONFIDENCE in what we are seeing, hearing and reading: too much infotainment and not enough news; too many outlets telling the same stories; too much commercialism and too much hype. Every day, this commercial information system distorts our view of the world.
WE HAVE LOST FAITH in the institutions of the mass media. A handful of corporations now control more than half the information networks around the world. At a time when people worldwide face hunger, social disruption, war and ecological collapse, only those who know how to walk the walk, talk the talk or pay big bucks are getting their message across."
E até é possível assinar o manifesto.
Disfunção pública
Justa ou injustamente, os funcionários públicos são, em Portugal , das mais mal vistas classes profissionais (talvez só ultrapassados pelos políticos). Preguiçosos e mal-educados, arrogantes e ignorantes, mal-formados e antipáticos. De tudo são acusados os nossos funcionários públicos. Há até quem considere que parte dos males do país é culpa dos maus funcionários públicos que nos servem, o que é, obviamente, uma rematada estupidez.
Em primeiro lugar, o Estado português, laxista e preguiçoso como poucos, não dá as devidas qualificações e a necessária formação aos seus funcionários. Em segundo lugar, esse mesmo Estado, que não age nunca como pessoa de bem, contrata funcionários a rodos com base em critérios de selecção, no mínimo, dúbios e obscuros. Em terceiro lugar, e para abreviar, a organização das carreiras no funcionalismo público português é anacrónica e absurda. (E não me venham com a velha história de que o Estado somos todos nós, porque isso não passa mesmo de uma história)
Agora, o Estado português, através do actual governo, reforça nos portugueses a ideia de que os seus funcionários públicos são realmente responsáveis pelos males do país, atribuindo-lhes aumentos de 2% (àqueles que auferem salários inferiores a 1 000 Euros) e de 0% (para os salários superiores a 1 000 Euros) com a desculpa de que assim se está a contribuir para a criação e manutenção de empregos, para o estímulo da economia e para a criação de uma sociedade mais justa.
Que é preciso cortar nas despesas já todos estamos fartos de saber. Agora, convinha que os cortes se fizessem de um modo mais racional e sem, subrepticiamente, atirar para cima de uma classe profissional responsabilidades que são, em última análise, de quem administra e governa este país de forma trapalhona e incompetente.
Ah, iluminados génios que nos governam.
Em primeiro lugar, o Estado português, laxista e preguiçoso como poucos, não dá as devidas qualificações e a necessária formação aos seus funcionários. Em segundo lugar, esse mesmo Estado, que não age nunca como pessoa de bem, contrata funcionários a rodos com base em critérios de selecção, no mínimo, dúbios e obscuros. Em terceiro lugar, e para abreviar, a organização das carreiras no funcionalismo público português é anacrónica e absurda. (E não me venham com a velha história de que o Estado somos todos nós, porque isso não passa mesmo de uma história)
Agora, o Estado português, através do actual governo, reforça nos portugueses a ideia de que os seus funcionários públicos são realmente responsáveis pelos males do país, atribuindo-lhes aumentos de 2% (àqueles que auferem salários inferiores a 1 000 Euros) e de 0% (para os salários superiores a 1 000 Euros) com a desculpa de que assim se está a contribuir para a criação e manutenção de empregos, para o estímulo da economia e para a criação de uma sociedade mais justa.
Que é preciso cortar nas despesas já todos estamos fartos de saber. Agora, convinha que os cortes se fizessem de um modo mais racional e sem, subrepticiamente, atirar para cima de uma classe profissional responsabilidades que são, em última análise, de quem administra e governa este país de forma trapalhona e incompetente.
Ah, iluminados génios que nos governam.
quinta-feira, janeiro 15, 2004
Mais uma universidade pública
O Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), pela voz do seu presidente Adriano Pimpão, afirma não concordar com a criação de mais uma universidade pública em Portugal. Em causa está uma promessa pré e pós-eleitoral de Durão Barroso à cidade de Viseu (capital do distrito outrora conhecido como Cavaquistão). Acham os senhores reitores das universidades públicas que não há quaisquer razões (nomeadamente científicas) que justifiquem a criação de mais uma universidade no país. E acham muito bem, digo eu. A criação de mais uma universidade (pública ou privada) não é, de todo e digam o que disserem, uma das prioridades no sector do ensino superior. Melhorar as instituições existentes talvez já fosse uma boa ideia: da qualidade das instalações à qualificação do corpo docente, passando pela acção social ou por uma mais criteriosa selecção dos alunos, há muito por onde começar. Haja vontade.
Claro que o que está aqui em causa não é tanto a necessidade que o país tem (ou não, neste caso) de mais uma universidade pública mas sim uma promessa eleitoral e os votos que a sua concretização pode render à actual maioria. E a Fernando Ruas, presidente da Câmara Municipal de Viseu.
Claro que o que está aqui em causa não é tanto a necessidade que o país tem (ou não, neste caso) de mais uma universidade pública mas sim uma promessa eleitoral e os votos que a sua concretização pode render à actual maioria. E a Fernando Ruas, presidente da Câmara Municipal de Viseu.
terça-feira, janeiro 13, 2004
...
Ainda há coisas que vão valendo a pena na defunta TSF. Por exemplo, as entrevistas do Pessoal e Transmissível. Ontem, o convidado foi João Magueijo, o cientista anarquista (como ele próprio se descreveu) que se atreve a questionar (e ainda bem) a teoria de Einstein.
...
O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras investigou, estudou e concluiu que não há turismo sexual em Portugal, portanto também não há pedófilos a viajar para Portugal em busca de meninos e meninas.
Lá está: razão tem essa velha meretriz da política madeirense, Alberto João Jardim - tudo não passa de uma campanha da imprensa ("lisboeta", obviamente...).
Lá está: razão tem essa velha meretriz da política madeirense, Alberto João Jardim - tudo não passa de uma campanha da imprensa ("lisboeta", obviamente...).
segunda-feira, janeiro 12, 2004
Se o senhor o diz
Alberto João Jardim, esse incansável combatente contra a opressão colonialista de Portugal, costuma descrever-se a si próprio como uma "velha meretriz". Pois, está está bem. Se o homem o diz, quem somos nós para o contrariar?
Também diz que não-sei-o-quê não o aquece nem o arrefece... Talvez escolhendo melhor os seus parceiros isso se resolva, não?
A propósito... Meretriz não quer dizer prostituta, puta, mulher da vida?
Também diz que não-sei-o-quê não o aquece nem o arrefece... Talvez escolhendo melhor os seus parceiros isso se resolva, não?
A propósito... Meretriz não quer dizer prostituta, puta, mulher da vida?
Claro que não
Segundo Alberto João Jardim, o incansável combatente pela auto-determinação do oprimido povo madeirense, as últimas notícias sobre a existência de pedofília na Madeira não passam de uma campanha (vá lá que não lhes chamou uma cabala...) relaccionada com as eleições regionais que vão decorrer este ano. Pobre povo madeirense. Ainda e sempre vítima destas vergonhosas campanhas da "imprensa de Lisboa"... É claro que não há pedofília na Madeira. Não é?
sábado, janeiro 10, 2004
Nuestro hermano Camacho
De quando em vez não dá para resistir e lá abordamos os futebóis aqui n' A Coluna. Um tal de José António Camacho, alegadamente treinador do Sport Lisboa e Benfica, afirma que os reforços que pretende para a agremiação desportiva que, pretensamente, dirige são do nível de Rui Costa ou Ronaldinho.
Alguém explica ao senhor Camacho que Portugal não é Espanha, que Luís Filipe Vieira não é Florentino Perez e que ele próprio não é Alex Fergusson?
Alguém explica ao senhor Camacho que Portugal não é Espanha, que Luís Filipe Vieira não é Florentino Perez e que ele próprio não é Alex Fergusson?
Isto não está a correr nada bem 2
Manuel Maria Carrilho admitiu à TSF candidatar-se à Câmara Municipal de Lisboa contra o actual autarca (cujo nome não me ocorre...). Desgraça maior seria o PS aceitar esta candidatura. E pior ainda, seria os lisboetas cairem na asneira de o elegerem... Bem, por outro lado os lisboetas não deram mostras de grande discernimento nas últimas eleições autárquicas...
Isto não está a correr nada bem 1
Como se não bastassem todas as desgraças que atingem o país (e o mundo, como diria o outro), hoje foi publicado no DN um extracto de Causas de Cultura o livro de Pedro Santana Lopes, ex-presidente do Sporting Clube de Portugal e da Câmara Municipal da Figueira da Foz. Uma verdadeira desgraça.
sexta-feira, janeiro 09, 2004
Ele há pesquisas...
... muito estranhas e o mais estranho é que há resultados que não cessam de nos espantar. Para além das já clássicas pesquisas sobre "coluna vertebral" (que, suspeito, não têm muito que ver com este humilde blog...) temos recebido visitas aqui n' A Coluna de gente que procura informação sobre temas tão díspares com por exemplo "Sophia de Mello Breyner Prémio", "adopção de crianças diário de coimbra", "comece a fumar", "calvin e hobbes resumo", "fumar vidros lisboa" (o quê???) ou "remédio para coluna" (não há...).
Já agora: a maior das pessoas que busca sobre "coluna vertebral" vem do Google Brasil o que revela uma saudável preocupação dos brasileiros relativamente à coluna vertebral...
Já agora: a maior das pessoas que busca sobre "coluna vertebral" vem do Google Brasil o que revela uma saudável preocupação dos brasileiros relativamente à coluna vertebral...
quinta-feira, janeiro 08, 2004
O ruído
Tem sido uma semana silenciosa aqui n'A Coluna, o que sempre contrasta com a ruidosa agitação que vai pelo país (ir)real.
O caso Casa Pia, e todas as polémicas que o continuam a envolver, tem dominado a discussão no país e, mais ainda, desde que mão(s) anónima(s) tem feito chegar às redacções determinados nomes com objectivos que, obviamente, não passam pela credibilização do processo judicial em curso. Entretanto, nos Açores a Polícia Judiciária deteve hoje mais doze suspeitos no caso de pedofília que tem agitado a Região Autónoma.
O Banco de Portugal, contrariando as previsões para o novo ano aqui d'A Coluna (eh eh eh...), veio afirmar que 2004 será ano de retoma económica, ainda que (muito) lenta. Oops... Espera lá! Retoma lenta? Se é lenta, ainda não se vai sentir portanto as nossas previsões estavam correctas (duplo eh eh eh...).
O Tribunal de Évora quer obrigar uma jornalista do DN-Algarve a revelar as suas fontes num caso que envolve a Região de Turismo do Algarve, numa clara violação do Código Deontológico dos Jornalistas e até da própria Constituição ao mesmo tempo que a coligação PSD / PP já planeia introduzir alterações legislativas relativas à liberdade de imprensa em Portugal.
Soube-se ainda que em Portugal a venda de automóveis em 2003 desceu drasticamente, o que só pode ser uma excelente notícia: menos automóveis nas nossas (miseráveis) estradas significa menos riscos de acidentes rodoviários. E daí que talvez não...
Os hospitais SA querem criar zonas para atendimento privilegiado a pacientes oriundos das companhias de seguros e o ministro da Saúde não vê nisso qualquer inconveniente, o que nem surpreende. Surpreendente seria o ministro ver nisso qualquer inconveniente...
O caso Casa Pia, e todas as polémicas que o continuam a envolver, tem dominado a discussão no país e, mais ainda, desde que mão(s) anónima(s) tem feito chegar às redacções determinados nomes com objectivos que, obviamente, não passam pela credibilização do processo judicial em curso. Entretanto, nos Açores a Polícia Judiciária deteve hoje mais doze suspeitos no caso de pedofília que tem agitado a Região Autónoma.
O Banco de Portugal, contrariando as previsões para o novo ano aqui d'A Coluna (eh eh eh...), veio afirmar que 2004 será ano de retoma económica, ainda que (muito) lenta. Oops... Espera lá! Retoma lenta? Se é lenta, ainda não se vai sentir portanto as nossas previsões estavam correctas (duplo eh eh eh...).
O Tribunal de Évora quer obrigar uma jornalista do DN-Algarve a revelar as suas fontes num caso que envolve a Região de Turismo do Algarve, numa clara violação do Código Deontológico dos Jornalistas e até da própria Constituição ao mesmo tempo que a coligação PSD / PP já planeia introduzir alterações legislativas relativas à liberdade de imprensa em Portugal.
Soube-se ainda que em Portugal a venda de automóveis em 2003 desceu drasticamente, o que só pode ser uma excelente notícia: menos automóveis nas nossas (miseráveis) estradas significa menos riscos de acidentes rodoviários. E daí que talvez não...
Os hospitais SA querem criar zonas para atendimento privilegiado a pacientes oriundos das companhias de seguros e o ministro da Saúde não vê nisso qualquer inconveniente, o que nem surpreende. Surpreendente seria o ministro ver nisso qualquer inconveniente...
segunda-feira, janeiro 05, 2004
Ela anda aí...
Ela, a Dois. Já aí anda, sob direcção de Manuel Falcão, pessoa que continuo a respeitar (principalmente porque teve a coragem - a lata? - de fundar o Blitz). A ver vamos no que se tornou o segundo canal da televisão pública, o tal da "sociedade civil". Pode ser que me engane, mas as audiências vão continuar miseráveis e a alternativa à tv-tablóide vai continuar a passar por outros locais (cabo e satélite).
Já agora: espero que os noticiários da Dois não sejam tão aborrecidos como eram os da RTP2. É que é possível dar as notícias (do país e do mundo, como diz o outro...) de uma forma dinâmica e atraente, sem cair no espectáculo sensacionalista de outros canais.
Já agora: espero que os noticiários da Dois não sejam tão aborrecidos como eram os da RTP2. É que é possível dar as notícias (do país e do mundo, como diz o outro...) de uma forma dinâmica e atraente, sem cair no espectáculo sensacionalista de outros canais.
domingo, janeiro 04, 2004
Clássico
Hoje (ainda) é dia da mais emblemática partida de futebol de Portugal: o Benfica recebe na sua nova Luz (com muitas obras ainda por concluir, à boa maneira portuguesa...) o Sporting. O jogo ainda não terminou mas já se pode dizer que há / houve clássico: uma grande penalidade mal assinalada, uma expulsão para cada lado, muita emoção e muitos nervos (dentro e fora do campo). Ainda não sei quem vai ganhar (1 - 2, neste momento) mas era bom que amanhã e nos próximos dias se discutisse o jogo e não os ditos casos (penalties, expulsões, foras-de-jogo...), as boas jogadas e não a arbitragem, as habilidades de Pedro Barbosa, Simão Sabrosa, João Pinto ou João Pereira e não os erros (imaginários ou reais) de Pedro Proença. Mas, enfim, estamos em Portugal e é sabido que os portugueses não gostam de futebol: gostam mesmo (patologicamente, aliás) é do seu clube. É pena.
Elogio
Não sou, de todo, dado a bajulações e nem mesmo o elogio me sai com facilidade por aí além. Porém, Miguel Esteves Cardoso suscita-me o elogio (e facilmente, ainda por cima). Vem o (fácil) elogio a propósito de Escrítica Pop, Um quarto da quarta década do Rock 1980 - 1982 (edição da Assírio & Alvim adquirida com o último número do Blitz). É realmente brilhante. E é mais do que uma compilação de textos sobre música.
sábado, janeiro 03, 2004
Does anything change on new year's day?
Então cá estamos em 2004.
Ano bissexto. Ano de alargamento a Leste da União Europeia (em Maio). Ano de eleições para o Parlamento Europeu. Ano de Campeonato Europeu de Futebol (em 10-estádios-10 de Portugal). Ano de Jogos Olimpicos (de regresso ao berço: Atenas).
Mais um ano de ameças terroristas, de caos no Médio Oriente e eleições para policia-mor do planeta.
Mais um ano de crise em Portugal (desculpe lá Dr. Barroso, mas não acreditamos em milagres...), logo mais um ano de agitação social e mais polémicas em volta do défice. Mais um ano de sarilhos na Justiça portuguesa. E na Saúde idem (alguém acredita que é este ano que acabam as listas de espera?). E de lentidão nos serviços públicos. Mais um ano com um Verão quente (alguém acredita que, este ano, a prevenção vai funcionar?...). Mais algumas centenas de mortos nas estradas portuguesas e o caos habitual no trânsito das nossas cidades.
Entretanto espero que seja igualmente mais um ano de belos filmes, deliciosos livros, estimulante música e acesas discussões (private joke, para os meus amigos...). E de férias algures no Adriático (esta é ainda mais private...).
Um bom ano, ainda que ache que a mudança de ano não é mais que uma página virada num calendário.
Ano bissexto. Ano de alargamento a Leste da União Europeia (em Maio). Ano de eleições para o Parlamento Europeu. Ano de Campeonato Europeu de Futebol (em 10-estádios-10 de Portugal). Ano de Jogos Olimpicos (de regresso ao berço: Atenas).
Mais um ano de ameças terroristas, de caos no Médio Oriente e eleições para policia-mor do planeta.
Mais um ano de crise em Portugal (desculpe lá Dr. Barroso, mas não acreditamos em milagres...), logo mais um ano de agitação social e mais polémicas em volta do défice. Mais um ano de sarilhos na Justiça portuguesa. E na Saúde idem (alguém acredita que é este ano que acabam as listas de espera?). E de lentidão nos serviços públicos. Mais um ano com um Verão quente (alguém acredita que, este ano, a prevenção vai funcionar?...). Mais algumas centenas de mortos nas estradas portuguesas e o caos habitual no trânsito das nossas cidades.
Entretanto espero que seja igualmente mais um ano de belos filmes, deliciosos livros, estimulante música e acesas discussões (private joke, para os meus amigos...). E de férias algures no Adriático (esta é ainda mais private...).
Um bom ano, ainda que ache que a mudança de ano não é mais que uma página virada num calendário.
terça-feira, dezembro 30, 2003
E lá vão mais dois...
Mais dois estádios para o Euro2004 inaugurados hoje. O de Braga está neste momento a ser estreado.
O outro, o do Bessa estreou a sua última bancada há algumas horas. Aliás, o "estádio Major Valentim Loureiro" (como um dia se há-de chamar...) deve ser o mais inaugurado estádio do país (pelo menos 5 vezes já ele foi inaugurado, sem contar com a inauguração da estátua da pantera negra, claro...).
Devo ter andado muito distraido nestes últimos dias: é que não me apercebi de grandes broncas & trapalhadas com estas inaugurações (para além do já habitual, ou seja, pelo menos no estádio bracarense as obras ainda não estão todas concluidas)
E parece que já estão todos.
segunda-feira, dezembro 29, 2003
Os blogues e a Língua Portuguesa
Claro que o Brasil contribui com a maior parte, mas dá gosto ver que a segunda língua mais "falada" na blogoesfera é, segundo o Nile Weblog Census, o Português com 74460 blogues.
Já agora, não resisto: depois de as caravelas do Infante terem dominado o mundo, é agora tempo dos blogue-maníacos de Língua Portuguesa disputarem o domínio deste mundo com os de Língua Inglesa que, por acaso (?!!!), levam um bom avanço (1038864).
Já agora, não resisto: depois de as caravelas do Infante terem dominado o mundo, é agora tempo dos blogue-maníacos de Língua Portuguesa disputarem o domínio deste mundo com os de Língua Inglesa que, por acaso (?!!!), levam um bom avanço (1038864).
domingo, dezembro 28, 2003
Sem título [ou talvez sim]
... moi non plus
A hand-me-down dress
A blackened shroud, a hand-me-down gown
Of rags and silks — a costume
Fit for one who sits and cries
For all tomorrow's parties...
A hand-me-down dress
A blackened shroud, a hand-me-down gown
Of rags and silks — a costume
Fit for one who sits and cries
For all tomorrow's parties...
sábado, dezembro 27, 2003
Random thoughts
Estava agora aqui a pensar em televisões, sabonetes, candidatos presidenciais, publicidade, televisões, sabonetes, vendas. Mas não percebo a ligação entre estas coisas...
Candidate-se homem, não se acanhe!
Ora aqui está uma boa ideia: o Professor Marcelo Rebelo de Sousa admite candidatar-se às próximas eleições presidenciais. Parece que já estou a ver a douta personagem no cargo presidencial a recomendar à população a leitura dos 2 348 livros que ele próprio lê semanalmente. Em directo do Palácio de Belém e num exclusivo TVI, obviamente.
Terei ouvido bem?
Ouve-se e não se acredita. O Irão aceita toda e qualquer ajuda internacional na sequência do devastador terramoto que fez milhares de vitimas naquele país. Mas - até nestas histórias há um mas? - rejeita qualquer auxílio humanitário da parte de Israel. Sempre pensei que antes de sermos muçulmanos, hindus, cristãos ou seja lá o que for, fossemos todos seres humanos. Afinal estava enganado.
Devo ter ouvido mal, com certeza. Ou então foram os jornalistas da TSF que não perceberam bem.
Devo ter ouvido mal, com certeza. Ou então foram os jornalistas da TSF que não perceberam bem.
sexta-feira, dezembro 26, 2003
Um feliz Natal (?!)
Estatísticas Rodoviárias
RESUMO DE SINISTRALIDADE
(DADOS PROVISÓRIOS)
24 e 25 de Dezembro: Acidentes - 550; Mortos - 8; Feridos Graves - 24; Feridos Ligeiros - 142
(Fonte: Guarda Nacional Republicana)
Não acontece só aos "outros", e quando acontece aos "outros" convém lembrar que os "outros" não são números, são nomes, rostos, vidas.
RESUMO DE SINISTRALIDADE
(DADOS PROVISÓRIOS)
24 e 25 de Dezembro: Acidentes - 550; Mortos - 8; Feridos Graves - 24; Feridos Ligeiros - 142
(Fonte: Guarda Nacional Republicana)
Não acontece só aos "outros", e quando acontece aos "outros" convém lembrar que os "outros" não são números, são nomes, rostos, vidas.
quinta-feira, dezembro 25, 2003
Inveja (que coisa tão feia nesta altura do ano...)
Ah, tivesse eu o dom da palavra e o que teria escrito sobre o Natal seria algo de parecido com o que este senhor escreveu:
"HAPPY CHRISTMAS: Why not the anglicism? Now that Christmas is at our throats again, let me extend my sincere hope that my readers can survive the nightmare of the next few days with as little psychic, gastro-intestinal, and familial anxiety as possible. Yes, I might as well confess that I cannot stand this time of year. [...] But the BF and the beagle and I have both LOTR DVDs and are planning a nine-hour Tolkien marathon with cigars and Jagermeister shots and a pig ear. I guess diversity is everything. Hang in there. Don't despair. It will all be over soon enough [...]"
Bem, talvez tivesse substituido os Jagermeister shots por Bushmills...
"HAPPY CHRISTMAS: Why not the anglicism? Now that Christmas is at our throats again, let me extend my sincere hope that my readers can survive the nightmare of the next few days with as little psychic, gastro-intestinal, and familial anxiety as possible. Yes, I might as well confess that I cannot stand this time of year. [...] But the BF and the beagle and I have both LOTR DVDs and are planning a nine-hour Tolkien marathon with cigars and Jagermeister shots and a pig ear. I guess diversity is everything. Hang in there. Don't despair. It will all be over soon enough [...]"
Bem, talvez tivesse substituido os Jagermeister shots por Bushmills...
Em teoria...
«Theoretically there is a perfect possibility of happiness:
believing in the indestructible element in oneself and not striving towards it.»
believing in the indestructible element in oneself and not striving towards it.»
It seemed appropriate...
All tomorrow's parties
(Lou Reed/ The Velvet Underground)
And what costume shall the poor girl wear
To all tomorrow's parties ?
A hand-me-down dress from who knows where
To all tomorrow's parties.
And where will she go, and what shall she do
When midnight comes around ?
She'll turn once more to Sunday's clown
And cry behind the door.
And what costume shall the poor girl wear
To all tomorrow's parties ?
Why silks and linens of yesterday's gowns
To all tomorrow's parties.
And what will she do with Thursday's rags
When Monday comes around ?
She'll turn once more to Sunday's clown
And cry behind the door.
And what costume shall the poor girl wear
To all tomorrow's parties ?
For Thursday's child is Sunday's clown
For whom none will go mourning.
A blackened shroud, a hand-me-down gown
Of rags and silks — a costume
Fit for one who sits and cries
For all tomorrow's parties.
A voz de Nico, o Anjo Azul.
(Lou Reed/ The Velvet Underground)
And what costume shall the poor girl wear
To all tomorrow's parties ?
A hand-me-down dress from who knows where
To all tomorrow's parties.
And where will she go, and what shall she do
When midnight comes around ?
She'll turn once more to Sunday's clown
And cry behind the door.
And what costume shall the poor girl wear
To all tomorrow's parties ?
Why silks and linens of yesterday's gowns
To all tomorrow's parties.
And what will she do with Thursday's rags
When Monday comes around ?
She'll turn once more to Sunday's clown
And cry behind the door.
And what costume shall the poor girl wear
To all tomorrow's parties ?
For Thursday's child is Sunday's clown
For whom none will go mourning.
A blackened shroud, a hand-me-down gown
Of rags and silks — a costume
Fit for one who sits and cries
For all tomorrow's parties.
A voz de Nico, o Anjo Azul.
terça-feira, dezembro 23, 2003
Fantasporto 2004
Felizmente que outras iniciativas, contra ventos e marés, resistem. Como o Fantasporto, por exemplo. Sim, porque não é só o futebol que nos projecta, e às vezes muito mal, além-fronteiras...
Às vezes penso que ainda haverá esperança para este país.
Às vezes penso que ainda haverá esperança para este país.
Coimbra
Com a Coimbra, Capital Nacional da Cultura a chegar ao fim, ouvi, ontem, o ministro da Cultura, Pedro Roseta, falar num "balanço muito positivo" desta iniciativa para, logo de seguida, afirmar que ainda não se sabe se a mesma se irá repetir.
Estranho: então se foi positivo, porque não dar continuidade à ideia? A CNC poderá ter tido os seus defeitos, problemas e polémicas, mas a verdade é que, durante um ano, Coimbra voltou a respirar cultura, acolhendo espectáculos vários, cinema, teatro, concertos e exposições de grande qualidade. É que, desculpem lá, mas aquilo que de mais importante aconteceu durante o último ano em Coimbra não foi a inauguração do renovado Estádio Municipal e muito menos a contestação às propinas, mas sim a CNC. Não se poderia fazer o mesmo com outras cidades?
Estranho: então se foi positivo, porque não dar continuidade à ideia? A CNC poderá ter tido os seus defeitos, problemas e polémicas, mas a verdade é que, durante um ano, Coimbra voltou a respirar cultura, acolhendo espectáculos vários, cinema, teatro, concertos e exposições de grande qualidade. É que, desculpem lá, mas aquilo que de mais importante aconteceu durante o último ano em Coimbra não foi a inauguração do renovado Estádio Municipal e muito menos a contestação às propinas, mas sim a CNC. Não se poderia fazer o mesmo com outras cidades?
Curiosidade mínima
Sempre quero ver os argumentos dos habituais defensores de Durão & Portas (e de Bagão Félix, já agora) sobre a actualização do salário mínimo nacional. Foi, no mínimo, um aumento... mínimo: 30 cêntimos por dia. Nada mau: pelas minhas contas 400 mil trabalhadores (*) poderão passar a comprar mais três carcaças por dia a partir de Janeiro.
(*) Segundo o ministro da Segurança Social e do Trabalho, há 400 mil trabalhadores em Portugal a auferir o salário mínimo nacional.
(*) Segundo o ministro da Segurança Social e do Trabalho, há 400 mil trabalhadores em Portugal a auferir o salário mínimo nacional.
Heróis da classe operária
Às vezes dá-me para isto...
Working Class Hero (John Lennon)
Especialmente, para não dizer exclusivamente, na voz de Marianne Faithfull.
As soon as you're born they make you feel small
By giving you no time instead of it all
Till the pain is so big you feel nothing at all.
A working class hero is something to be.
They hurt you at home and they hit you at school,
They hate you if you're clever and they despise a fool
Till you're so fucking crazy you can't follow their rules.
A working class hero is something to be.
When they've tortured and scared you for twenty odd years
Then they expect you to pick a career
But you really can't function you're so full of fear of fear
A working class hero is something to be.
Keep you doped with religion and sex and TV
TV TV TV
And you think you're so clever and classless and free
But you're still fucking peasants as far as I can see.
A working class hero is something to be.
There's room at the top they are telling you still,
But first you must learn how to smile as you kill
If you want to live like the folks on the hill.
A working class hero is something to be.
Working Class Hero (John Lennon)
Especialmente, para não dizer exclusivamente, na voz de Marianne Faithfull.
As soon as you're born they make you feel small
By giving you no time instead of it all
Till the pain is so big you feel nothing at all.
A working class hero is something to be.
They hurt you at home and they hit you at school,
They hate you if you're clever and they despise a fool
Till you're so fucking crazy you can't follow their rules.
A working class hero is something to be.
When they've tortured and scared you for twenty odd years
Then they expect you to pick a career
But you really can't function you're so full of fear of fear
A working class hero is something to be.
Keep you doped with religion and sex and TV
TV TV TV
And you think you're so clever and classless and free
But you're still fucking peasants as far as I can see.
A working class hero is something to be.
There's room at the top they are telling you still,
But first you must learn how to smile as you kill
If you want to live like the folks on the hill.
A working class hero is something to be.
segunda-feira, dezembro 22, 2003
Mudanças
Ficar-me-ia bem citar Camões a propósito das mudanças aqui d' A Coluna, mas não me apetece. Assim como me apeteceu mudar-lhe o aspecto e acrescentar-lhe links à direita (ainda muito incompletos). De qualquer modo, como dizia no primeiro post, " este Blog é meu e só meu..." Ok, a citação completa é "O futuro a Deus pertence (e sai mais um clichet pra mesa do canto, s.f.f.), mas este Blog é meu e só meu... e de quem mais o quiser partilhar!"
Emigrar poderá ser uma boa solução...
O ano de 2003 está a chegar ao fim (olha a novidade) e o de 2004, que ainda nem começou (outra...), promete ser um annus horribilis em Portugal, pardon my Latin... Como se não bastasse a histeria que se vai instalar por todo o país por alturas do Euro 2004 ou os nomes avançados (Guns'n'Roses, Sting, Alejandro Sanz, Rui Veloso!) para o festival Rock in Rio-Lisboa, agora só nos faltava que este gajo também resolvesse dar um da sua graça! Se estas - e outras - desgraças anunciadas realmente se concretizam, o melhor mesmo será emigrar.
domingo, dezembro 21, 2003
Casa Branca
Muito recomendável: The White House. Fui lá ter através de um post no Mel de Lama. Esta é apenas uma das suas iniciativas patrióticas:
Esta é outra das iniciativas:


Não aconselhável a pessoas sem sentido de humor ou defensores empedernidos de George W. Bush e da sua trupe republicana...
Esta é outra das iniciativas:


Não aconselhável a pessoas sem sentido de humor ou defensores empedernidos de George W. Bush e da sua trupe republicana...
The best of British blogging
Pelo segundo ano o The Guardian atribuiu os seus prémios para os melhores blogues britânicos. Premiados nas diversas categorias: The Big Smoker, nyclondon.com, Max Munton, Pepys' Diary, Belle de Jour e LinkMachineGo.
Estas coisas valem o que valem (um bom lugar-comum cai sempre bem), mas há coisas entre os premiados que valem bem a pena.
Estas coisas valem o que valem (um bom lugar-comum cai sempre bem), mas há coisas entre os premiados que valem bem a pena.
Pesquisas...
Nos últimos dias vieram aqui parar cibernautas em busca de:
"roger vilarinho foda"
"quantos são os imigrantes em Portugal"
"raleiras libertado"
"valentim loureiro"
"blog victor hugo salgado"
"shots tgv"
"concerto rolling stones em coimbra"
"Sérgio Godinho este é o primeiro dia do resto da tua vida"
As coisas que se buscam na Internet!... Espantoso, sem dúvida. Mais espantoso ainda é o facto de A Coluna ter, de facto, abordado qualquer dos temas e personagens acima mencionados. E ainda há quem nos leia???
"roger vilarinho foda"
"quantos são os imigrantes em Portugal"
"raleiras libertado"
"valentim loureiro"
"blog victor hugo salgado"
"shots tgv"
"concerto rolling stones em coimbra"
"Sérgio Godinho este é o primeiro dia do resto da tua vida"
As coisas que se buscam na Internet!... Espantoso, sem dúvida. Mais espantoso ainda é o facto de A Coluna ter, de facto, abordado qualquer dos temas e personagens acima mencionados. E ainda há quem nos leia???
sábado, dezembro 20, 2003
quinta-feira, dezembro 18, 2003
Eu cá gosto mais de robalo
Confesso que uma bela posta de cherne, bem preparada, bem temperada, servida com o acompanhamento certo me seduz. Já enguia não é coisa que me fascine, agora um bom robalo grelhado... Absolutamente imbatível.
Vem esta divagação gastronómico-maritima a propósito do nosso primeiro (ministro, claro). É que, segundo Francisco Louçã no debate mensal na Assembleia da República que teve lugar esta tarde, afinal não somos governados por um cherne, mas sim por uma enguia. Cherne ou enguia, o país parece neste momento estar com uma valente indigestão.
Sinceramente, começo a ficar farto destas metáforas envolvendo peixes, sejam eles do mar ou do rio...
Vem esta divagação gastronómico-maritima a propósito do nosso primeiro (ministro, claro). É que, segundo Francisco Louçã no debate mensal na Assembleia da República que teve lugar esta tarde, afinal não somos governados por um cherne, mas sim por uma enguia. Cherne ou enguia, o país parece neste momento estar com uma valente indigestão.
Sinceramente, começo a ficar farto destas metáforas envolvendo peixes, sejam eles do mar ou do rio...
Doidos à solta - parte III (a saga continua)
«O primeiro-ministro admitiu quinta-feira que o referendo europeu "perdeu pertinência e urgência" com o fracasso da última cimeira de Bruxelas [...]»
«Durão Barroso escolheu o tema Europa para o debate mensal na Assembleia da República [...] Em matéria europeia, o primeiro-ministro procurou desdramatizar o falhanço das negociações para a adopção de uma Constituição europeia, na cimeira do passado fim-de-semana de chefes de Estado e do Governo, em Bruxelas. Questionado pelo secretário-geral do PS, Ferro Rodrigues, sobre "se teimava em realizar um referendo" a 13 de Junho, em simultâneo com as eleições europeias, Durão Barroso reconheceu que essa consulta "perdeu urgência e pertinência"»
(18-12-2003 20:55:00 GMT . Fonte LUSA. Notícia SIR-5694800)
Afinal em que é que ficamos? O referendo é para se realizar ou não, Sr. José Manuel?
«Durão Barroso escolheu o tema Europa para o debate mensal na Assembleia da República [...] Em matéria europeia, o primeiro-ministro procurou desdramatizar o falhanço das negociações para a adopção de uma Constituição europeia, na cimeira do passado fim-de-semana de chefes de Estado e do Governo, em Bruxelas. Questionado pelo secretário-geral do PS, Ferro Rodrigues, sobre "se teimava em realizar um referendo" a 13 de Junho, em simultâneo com as eleições europeias, Durão Barroso reconheceu que essa consulta "perdeu urgência e pertinência"»
(18-12-2003 20:55:00 GMT . Fonte LUSA. Notícia SIR-5694800)
Afinal em que é que ficamos? O referendo é para se realizar ou não, Sr. José Manuel?
A Justiça? Quem diria!...
Teve hoje início e prolonga-se até ao próximo Domingo o Congresso da Justiça. Neste congresso estão reunidos representantes de todos os protagonistas da Justiça (à excepção, creio, das vítimas do desgraçado sistema de Justiça que temos), dos juízes aos advogados, do Ministério Público aos solicitadores, passando pelos funcionários judiciais (e não sei se também pelo pessoal de limpeza dos tribunais...).
Ora nem de propósito, a TSF, para assinalar condignamente este magno evento, resolveu divulgar um estudo segundo o qual o mau funcionamento do nosso sistema judicial prejudica gravemente a saúde da economia portuguesa. Já consigo imaginar gigantescos painéis à porta dos tribunais lusos advertindo para este facto. Qualquer coisa do género: "Não prejudique as crianças, não as obrigue a contactar com o sistema de justiça português".
Ora nem de propósito, a TSF, para assinalar condignamente este magno evento, resolveu divulgar um estudo segundo o qual o mau funcionamento do nosso sistema judicial prejudica gravemente a saúde da economia portuguesa. Já consigo imaginar gigantescos painéis à porta dos tribunais lusos advertindo para este facto. Qualquer coisa do género: "Não prejudique as crianças, não as obrigue a contactar com o sistema de justiça português".
quarta-feira, dezembro 17, 2003
Há dúvidas...
... de que quem comanda ideologicamente a coligação governamental é o CDS/PP (Paulo Portas) e não o PSD? E atenção, que isto até é, em certo (perverso) sentido, um elogio: até dou de barato que qualquer um dos dois partidos tenha uma linha ideológica...
Doidos à solta, parte II (e quer-me parecer que a procissão ainda mal saiu do adro...)
Depois de alguns eurodeputados do PSD e do CDS se terem manifestado contra a realização de um referendo (que os seus chefes continuam a defender), continua a confusão nos mesmos partidos, com uns dirigentes a defenderem a descriminalização da interrupção voluntária da gravidez e outros (Guilherme Silva e Luís Nobre Guedes, por exemplo) a defenderem que tudo se mantenha exactamente na mesma (não percebi o que pensam dos milhares de mulheres que todos os anos dão entrada nos hospitais públicos vítimas de complicações relaccionadas com abortos praticados em condições precárias...). Como se tudo isto não fosse já suficiente, hoje vem a JSD manifestar-se contra as posições publicamente assumidas pela ministra da Justiça relativamente às salas de injecção assistida, vulgo salas de chuto.
Cá para mim, tudo isto é uma conspiração para entalar o duo dinâmico (Portas & Durão) e o desviar dos seus altíssimos desígnios... Ou então andam todos doidos. Tss... tsss... tsss...
Cá para mim, tudo isto é uma conspiração para entalar o duo dinâmico (Portas & Durão) e o desviar dos seus altíssimos desígnios... Ou então andam todos doidos. Tss... tsss... tsss...
Pai Natal dá emprego a funcionários públicos portugueses...
Pelo menos é isso que se pode concluir deste cartoon de Calvin & Hobbes (do genial Bill Waterson), ou é essa a conclusão a que Calvin chega: "precários, sub-remunerados e sem preparação, que arquivaram mal" parece-me uma boa descrição daquilo que se passa na Administração Pública portuguesa.
terça-feira, dezembro 16, 2003
Petroleiro? Qual petroleiro?
Não percebi muito bem o motivo de tanta preocupação com um petroleiro russo de casco único que está a passar (ou passou) ao largo da costa portuguesa. Nem percebi porque mandaram um navio da Marinha Portuguesa monitorizar a sua rota. Então, não estamos protegidos pela Nossa Senhora contra marés negras? Então não foi Ela quem impediu que a maré negra do Prestige cá chegasse? Oh, gentes de pouca fé...
Doidos à solta
Mas anda tudo doido?! Diz aqui que há eurodeputados do PSD e do PP que, contrariando a opinião do governo português (de coligação PSD / PP, caso não tenham ainda reparado...), se opõem à realização de um referendo sobre a integração europeia no dia 13 de Junho. Já não bastava que os deputados (euro ou não) da oposição se opusessem (afinal é esse o seu papel, não é? (Quer dizer, oporem-se, serem do contra), agora que os deputados (euro) do PSD e do PP arranjem sarilhos aos doutores Durão e Portas, isso já me parece intolerável. Era mesmo só o que faltava! Depois não venham queixar-se da ineficácia do duo dinâmico (Durão & Portas, ainda que não necessariamente por esta ordem) que gere os destinos de Portugal... É que se eles têm que se preocupar com estas questões, como podem ocupar-se dos reais problemas do país?
Agora um pouco mais a sério, razão tem José Pacheco Pereira: "Não tem sentido um referendo agora, só tem sentido depois da aprovação da Constituição [...]". Claro que pelo andar da carruagem, essa Constituição ainda vem longe, muito longe...
Agora um pouco mais a sério, razão tem José Pacheco Pereira: "Não tem sentido um referendo agora, só tem sentido depois da aprovação da Constituição [...]". Claro que pelo andar da carruagem, essa Constituição ainda vem longe, muito longe...
domingo, dezembro 14, 2003
Um mundo mais seguro
George W. Bush pode finalmente anunciar a captura de Saddam Hussein. Já não era sem tempo. Obviamente isto não significa o fim da violência no Iraque e, ainda menos, no Médio Oriente. Nem sequer no resto do mundo. O terrorismo internacional e a A Al Qaeda em particular continuam a ser uma ameaça, israelitas e palestinianos insistem em não encontrar outro meio de comunicação que não seja a violência e a Coreia do Norte mantém o seu programa nuclear.
P.S.: oxalá seja mesmo o Saddam e não um dos 4.976 sósias que o homem tinha espalhados pelo Iraque...
Já agora: então e as armas de destruição massiva, onde estão?...
P.S.: oxalá seja mesmo o Saddam e não um dos 4.976 sósias que o homem tinha espalhados pelo Iraque...
Já agora: então e as armas de destruição massiva, onde estão?...
sábado, dezembro 13, 2003
Porque será que não estou surpreendido?
Cimeira da UE fracassa por "total desacordo" sobre sistema de votos - é o título de uma notícia colocada online na Lusa Agência de Notícias às 18h08. Qual é a surpresa? Alguém esperava, sinceramente, que os líderes europeus chegassem a um acordo sobre a futura, e hipotética, Constituição europeia?
A reunião de chefes de Estado e de governo dos 25 (15 Estados-membros, mais 10 países que irão aderir em Maio de 2004) foi portanto um fracasso (na perspectiva deles). Pela parte que me toca, não estou nem surpreendido nem, principalmente, decepcionado. Não acredito nesta Europa que alguns querem construir, não acredito numa Europa federal - para qual uma hipotética Constituição seria mais um passo - e, fundamentalmente, não acredito nos "líderes europeus", chamem-se eles Barroso, Aznar, Chirac, Berlusconi, Schroeder, Blair ou Zé da Silva. Aliás, não acredito, sequer, que qualquer um dos chefes de Estado e de governo que actualmente dirigem a Europa seja, de facto, um líder.
Resumindo, esta Cimeira da União Europeia foi, pessoalmente, um sucesso.
A reunião de chefes de Estado e de governo dos 25 (15 Estados-membros, mais 10 países que irão aderir em Maio de 2004) foi portanto um fracasso (na perspectiva deles). Pela parte que me toca, não estou nem surpreendido nem, principalmente, decepcionado. Não acredito nesta Europa que alguns querem construir, não acredito numa Europa federal - para qual uma hipotética Constituição seria mais um passo - e, fundamentalmente, não acredito nos "líderes europeus", chamem-se eles Barroso, Aznar, Chirac, Berlusconi, Schroeder, Blair ou Zé da Silva. Aliás, não acredito, sequer, que qualquer um dos chefes de Estado e de governo que actualmente dirigem a Europa seja, de facto, um líder.
Resumindo, esta Cimeira da União Europeia foi, pessoalmente, um sucesso.
SANGUE NO ASFALTO
[Adolfo Luxúria Canibal / Adolfo Luxúria Canibal - Zé dos Eclipses - Miguel Pedro - Pedro Maia]
Atravesso a azul noite da solidão
Envolto em ténues irradiações de pura emoção
Corpos desprendem gemidos mutilados
Em excêntricas posições espalhados
Pedaços de chapa
Vidros escacados
E um mundo de sensações
Medo, horror
Fundem-se num sensual cheiro a morte e dor
Sangue no asfalto
Sangue no asfalto
Sangue no asfalto
Sangue no asfalto
Percorro ansioso os destroços no alcatrão
Abrasado em palpitações de pura paixão
Segurando um crâneo já estilhaçado,
No escuro de dois chorões agachado,
Nutre-se de miolos o deus desnudado
Solto algumas imprecações contra o ladrão
E procuro outra azul noite - solidão
Sangue no asfalto
Sangue no asfalto
Sangue no asfalto
Sangue no asfalto
Atravesso a azul noite da solidão
Envolto em ténues irradiações de pura emoção
Corpos desprendem gemidos mutilados
Em excêntricas posições espalhados
Pedaços de chapa
Vidros escacados
E um mundo de sensações
Medo, horror
Fundem-se num sensual cheiro a morte e dor
Sangue no asfalto
Sangue no asfalto
Atravesso a azul noite da solidão
Envolto em ténues irradiações de pura emoção
Corpos desprendem gemidos mutilados
Em excêntricas posições espalhados
Pedaços de chapa
Vidros escacados
E um mundo de sensações
Medo, horror
Fundem-se num sensual cheiro a morte e dor
Sangue no asfalto
Sangue no asfalto
Sangue no asfalto
Sangue no asfalto
Percorro ansioso os destroços no alcatrão
Abrasado em palpitações de pura paixão
Segurando um crâneo já estilhaçado,
No escuro de dois chorões agachado,
Nutre-se de miolos o deus desnudado
Solto algumas imprecações contra o ladrão
E procuro outra azul noite - solidão
Sangue no asfalto
Sangue no asfalto
Sangue no asfalto
Sangue no asfalto
Atravesso a azul noite da solidão
Envolto em ténues irradiações de pura emoção
Corpos desprendem gemidos mutilados
Em excêntricas posições espalhados
Pedaços de chapa
Vidros escacados
E um mundo de sensações
Medo, horror
Fundem-se num sensual cheiro a morte e dor
Sangue no asfalto
Sangue no asfalto
sexta-feira, dezembro 12, 2003
Blasfémia (and now for something completely different)
Já não me recordo exactamente onde, mas vi, algures, alguém recomendar Life of Brian dos desbragados Monthy Python como um bom filme para este Natal. Blasfémia!!! Life of Brian?! Isso deve dar direito a um bilhete só de ida para o Inferno!
Excelente recomendação, por sinal...
Já agora, acrescento o Dogma...
Nada como umas boas gargalhadas à custa de dogmas e do sagrado, digo eu...
Excelente recomendação, por sinal...
Já agora, acrescento o Dogma...
Nada como umas boas gargalhadas à custa de dogmas e do sagrado, digo eu...
Ai, o ensino superior...
Este governo, decididamente, não se dá bem com o ensino superior. Primeiro as trapalhadas do ministro Portas com a Universidade Moderna, depois a contestação ao aumento das propinas e mais a cunha para a filha do ministro Martins da Cruz e agora as suspeitas de favorecimento à Universidade Lusíada.
Citando Moita Carrasco, é caso para perguntar: "Que mais irá me acontecer?" (os mais novos não perceberão esta... desculpem lá).
Citando Moita Carrasco, é caso para perguntar: "Que mais irá me acontecer?" (os mais novos não perceberão esta... desculpem lá).
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